Portal Maior  camarao

As inscrições para a décima edição do Prêmio estão abertas até 21 de abril

Em 2005, a experiência Manejo Comunitário de Camarão de Água Doce, apresentada pela Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas (ATAIC) recebeu o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, como vencedora da Região Norte. A metodologia paraense foi criada com o objetivo de proporcionar às famílias ribeirinhas, condições de exploração sustentável dos recursos pesqueiros (camarão), com melhoria da qualidade do produto e da renda dos pescadores, sem prejudicar o meio ambiente.

Antes de vencer o Prêmio da Fundação BB, a pesca do camarão, uma das principais fontes de renda dos moradores da Ilha das Cinzas, teve que passar por melhorias. Na época a prática apresentava baixa produtividade, preços ruins para venda, prática predatória e desperdício de insumos. Um levantamento de campo identificou que os camarões comercializados tinham um tamanho muito pequeno (média de 4,5 cm) e que as armadilhas usadas pelas famílias para capturar os camarões, tinham em média de 140, consideradas armadilhas predatórias, além do preço muito baixo pago pelo quilo do crustáceo.

E para contornar a situação, Josineide Malheiros, coordenadora do ATAIC, se uniu aos pescadores na busca por melhorias. Participaram de seminários, quando foi definido um plano econômico sobre a a estocagem dos camarões vivos capturados no final da safra (dezembro), para comercialização na entressafra. Fizeram também o aprimoramento do matapi, equipamento feito de fibras vegetais, utilizado para pegar os camarões, e próprio para reter apenas camarões grandes, liberando aqueles ainda não aptos ao consumo, permitindo que os estoques naturais da espécie continuassem.

De acordo com Josineide, vencer o Prêmio da Fundação BB foi um marco histórico. “Aqui na região do Marajó e Baixo Amazonas a tecnologia social é reconhecida, e pessoas de diversos níveis nos procuram para obter informações sobre a nossa metodologia”. A coordenadora também explica que houve um avanço muito grande nesses quase 14 anos após o Prêmio. “Um exemplo é a Embrapa Amapá, com a parceria da ATAIC, que deu continuidade a buscas de melhoria da tecnologia de captura de camarão, com o uso do matapi”, disse.

“A pesca do camarão sempre existiu, mas com o Prêmio, ela saiu da invisibilidade. Continuamos nos organizando, só que agora temos vários meios de nos mobilizar. Também já deixamos um registro de que existimos, de que somos uma tecnologia social conhecida e reconhecida, e que tem gente que reaplica a nossa ideia, declarou Josi.

Essa iniciativa e outras 985 estão disponíveis para consultas gratuitas no Banco de Tecnologias Sociais (BTS)BTS) da Fundação BB. Este ano, novas experiências passarão a fazer parte do BTS, com a 10ª edição do Prêmio que está com inscrições abertas até 21 de abril.

Além da premiação especial Mulheres na Agroecologia, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social também irá reconhecer iniciativas em outras quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda" e "Meio Ambiente”, outras duas premiações especiais: “Primeira Infância” e “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico,” e uma categoria Internacional, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; "Educação", “Geração de Renda” e “Meio Ambiente.”

Os três primeiros lugares de cada categoria nacional e especial serão premiados com R$ 50 mil, 30 mil e 20 mil respectivamente. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promovem a igualdade de gênero e o protagonismo e empoderamento da juventude receberão um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação.

As inscrições podem ser feitas no site www.fbb.org.br/premio e estão abertas para entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe.

Nesta edição, o Prêmio conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

pesca camarao IMG 20180529 WA0013 1

 

Confira aqui as outras matérias da série Retrospectiva:

2001: Prêmio da Fundação BB de Tecnologia Social valoriza soluções desde 2001

2003: Tecnologia social: o saber popular ao alcance de todos

2005: Projeto da Ilha das Cinzas (PA) foi vencedor do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2005

2007: Colostro: um produto nobre

2009: Vida ativa na terceira idade

2011: Uma voz de liberdade para detentos e deficientes visuais

2013: Gueroba: a riqueza do Cerrado

2015: Librário: tecnologia social com efeito multipliador

2017: Prêmio de Tecnologias Sociais: países da América Latina e Caribe participam desde 2017

 

 

Publicado em Notícias

Entidades podem se inscrever até o dia 21 de abril, pela internet

Uma das principais premiações do terceiro setor no país, organizada pela Fundação Banco do Brasil, está com inscrições abertas até o dia 21 de abril para receber propostas do Brasil, da América Latina e do Caribe. O Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social reconhece e certifica iniciativas como boas práticas  e que podem ser reaplicadas em todas as localidades do país. Para isso a Fundação BB desenvolveu o Banco de Tecnologias Sociais, que hoje conta com 986 projetos certificados durante os 18 anos em que organiza o Prêmio.

Na edição deste ano, uma das novidades é a premiação especial Mulheres na Agroecologia, que visa identificar tecnologias sociais que promovam o protagonismo feminino na gestão da produção agroecológica. 

A agricultora Rita Ambrósio de Melo, de Monsenhor Tabosa, no sertão do Ceará, é uma das mulheres que transforma a moda em uma força para o bem por meio de seu trabalho. Ela participa do projeto Consórcios Agroecológicos com Algodão Mocó, desenvolvido pela ONG Esplar, com o apoio do Instituto C&A. Foi lá que Rita encontrou uma forma de transformação social.  “Hoje trabalhamos com a agroecologia, que aproveita o solo sem prejudicar o meio ambiente e o processo é livre de agrotóxicos”, revela. Para Rita, pensar na agroecologia é muito importante. “Vejo a agroecologia como uma forma de empoderamento feminino”, afimra.

“No Instituto C&A, buscamos fortalecer iniciativas inovadoras e inclusivas por meio de apoios a atores regionais, que nos ajudam a melhorar a qualidade de vida e a renda de pequenos produtores de algodão sustentável, incentivando a produção e a demanda da matéria-prima”, afirma Luciana Pereira, Gerente de Matérias-Primas Sustentáveis do Instituto C&A.

Reconhecimento

Na última edição do Prêmio, em 2017, a vencedora da categoria Agroecologia foi a tecnologia social Povos da Mata, que atua em Ilhéus/BA. Após dois anos da premiação a rede expandiu  por meio da formação de novos núcleos nas regiões de 

Povos da Mata red

Porto Seguro, Chapada Diamantina, Vitória da Conquista, Petrolina e Jacobina.

Para Fabíola Almeida, uma das autoras do projeto, além da reaplicabilidade da tecnologia social nessas regiões, a gestão está mais organizada. ”Hoje os agricultores já entendem a sua importância na rede e, com isso, estão mais empoderados, com mais participação 

em todo o processo agroecológico”, afirma.

Fabíola diz que a rede desenvolveu um ciclo de circulação e comercialização de alimentos agroecológicos entre as feiras e também um intercâmbio de produtos com outras redes de agroecologia. ”Por meio desse ciclo, já foram comercializados 

65 toneladas de produtos agroecológicos, com diversidade de 40 itens, os quais também alimentam tanto as famílias agricultoras, quanto os consumidores, garantindo a soberania alimentar de todos envolvidos. Com isso a renda dos agricultores envolvidos no processo de comercialização aumentou consideravelmente. Hoje a Rede Povos da Mata conta com mais de mil famílias no processo de transição, das quais 326 agricultores possuem o certificado orgânico.

O Prêmio

Na edição deste ano, além da premiação especial Mulheres na Agroecologia, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social também irá reconhecer iniciativas em outras quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda" e "Meio Ambiente”, outras duas premiações especiais: “Primeira Infância” e “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico,” e uma categoria Internacional, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; "Educação", “Geração de Renda” e “Meio Ambiente.”

Os três primeiros lugares de cada categoria nacional e especial serão premiados com R$ 50 mil, 30 mil e 20 mil, respectivamente. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promoverem a igualdade de gênero, o protagonismo e empoderamento da juventude receberão um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação.

As inscrições para o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social podem ser feitas no site www.fbb.org.br/premio e estão abertas para entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe.

Nesta edição, o Prêmio conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Publicado em Notícias

Em dezoito anos de premiação, Fundação BB garante investimentos sociais para entidades aperfeiçoarem iniciativas em áreas como educação e meio ambiente

Com a ajuda de pinos e elásticos o deficiente visual consegue criar imagens na placa perfurada. O método conhecido como Multiplano foi criado pelo professor Rubens Ferronato, do Paraná, e possibilita, por meio do tato, a compreensão de conceitos matemáticos também aos que enxergam, sem que estes necessariamente conheçam a escrita em braille.

Com a técnica, as pessoas podem compreender operações, equações, proporções, funções, sistema linear, gráficos de funções, inequações, funções exponenciais e logarítmicas, trigonometria, geometria plana e espacial, estatística e muitos outros.

Reaplicada em mais de 200 escolas do país, a metodologia foi vencedora do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social em 2003, na categoria Educação. Como premiação naquele ano, a iniciativa foi registrada em vídeo documentário, além de receber investimento social de R$ 50 mil para aperfeiçoamento e expansão.

Em 2018, o professor criador e desenvolvedor da tecnologia social foi selecionado entre os 50 finalistas do “Global Teacher Prize”, prêmio conhecido como “Nobel da Educação”, organizado pela Varkey Foundation, instituição filantrópica com sede em Londres (Inglaterra). Mesmo com os reconhecimentos, ele busca ampliar o alcance da iniciativa. “Desejo produzir o Multiplano nas doze línguas mais faladas no mundo e, ainda, levar a 30 países em dez anos”, disse. 

Tecnologia social cuidando da saúde dos povos

No Amapá é muito comum as famílias recorrerem às receitas caseiras, desenvolvidas a base plantas medicinais para cuidar de doenças. A prática resultou na tecnologia social “Farmácia da Terra”, uma metodologia que nasceu a partir da inquietação de um grupo de pesquisadores da área de fitoterapia do Núcleo de Plantas Medicinais e Produtos Naturais do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA). O trabalho foi baseado nos conhecimentos da tradição local, a partir de espécies amazônicas, buscando manter vivos os conselhos dos antepassados e trazer uma alternativa barata e eficiente para as populações carentes.

Portal   terra

O chá de hortelãzinho é muito utilizado para aliviar as cólicas dos bebês, e para dor de cabeça, a recomendação é que use uma alcoolatura – mistura desenvolvida a base da erva catinga de mulata e arruda, e para os resfriados, o mais comum é o xarope de gengibre com óleo de copaíba. A metodologia Farmácia da Terra foi vencedora, na região Norte, do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2003.


Terezinha de Jesus Soares, pesquisadora do IEPA explica que muitas vezes essa alternativa oferece tratamento eficiente para diversas doenças a um custo quase zero, e que o foco principal continua sendo o desenvolvimento econômico de comunidades rurais e tradicionais do Estado, com destaque para o projeto de produção de fitoterápicos e sabonetes por algumas associações comunitárias.

Entre as doenças que podem ser tratadas com fitoterápicos – produtos com fins terapêuticos obtidos das plantas – estão as respiratórias (bronquite, sinusite, amigdalite, faringite, gripes e resfriados), de pele (sarnas, escabioses e pediculoses), gastrointestinais (diarréias, verminoses, gastrite, úlcera péptica, amebíase e giardíase), doenças dos órgãos genitais e infecções urinárias, além de reumatismo.

As Farmácias da Terra estão presentes em oito municípios do estado. Mais de 2 mil pessoas – entre agentes de saúde comunitários (principal público), parteiras, estudantes de nível médio, professores, líderes comunitários e curandeiros – foram treinadas para cuidar de hortas onde são cultivadas as plantas.

“A tecnologia continua fortalecendo os projetos que existem e ajudando as famílias, principalmente as ribeirinhas que vivem isoladas. Nosso objetivo é que a população siga resgatando esses conhecimentos e contribuindo na melhoria da saúde pública”, disse.

 

Prêmio de Tecnologia Social 2019

Se você tem um projeto interessante como esses, inscreva-se no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2019. As inscrições estarão abertas até o dia 21 de abril de 2019. Podem participar entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe.

Nesta edição, o Prêmio terá quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital"; "Educação"; "Geração de Renda" e "Meio Ambiente". O primeiro, segundo e terceiro lugar de cada uma das categorias será premiado com R$ 50 mil, 30 mil e 20 mil respectivamente. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promovem a igualdade de gênero e o protagonismo e empoderamento da juventude receberão um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação.

As novidades desta edição são as três premiações especiais: “Mulheres na Agroecologia”, que visa identificar tecnologias sociais que promovam o protagonismo feminino na gestão da produção agroecológica; “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico”, destinada para identificar tecnologias sociais de modelos de gestão/governança de organizações e comunidades na produção do algodão agroecológico e “Primeira Infância”, que busca identificar tecnologias sociais que promovam ações que abordem as dimensões do desenvolvimento infantil (linguagem, cognitivo, motricidade e socioafetividade), o fortalecimento de vínculos familiares e o exercício da parentalidade. Nestas premiações especiais também serão classificadas três finalistas, com as mesmas regras das categorias nacionais. As vencedoras serão conhecidas na premiação, prevista para outubro. Todas as categorias são relacionadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Este ano o Prêmio conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Esta matéria faz parte da série Retrospectiva TS, que apresenta histórias de iniciativas finalistas no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social desde a sua primeira edição, em 2001.

Confira aqui as outras matérias da série Retrospectiva:

2001: Prêmio da Fundação BB de Tecnologia Social valoriza soluções desde 2001

2003: Tecnologia social: o saber popular ao alcance de todos

2005: Projeto da Ilha das Cinzas (PA) foi vencedor do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2005

2007: Colostro: um produto nobre

2009: Vida ativa na terceira idade

2011: Uma voz de liberdade para detentos e deficientes visuais

2013: Gueroba: a riqueza do Cerrado

2015: Librário: tecnologia social com efeito multipliador

2017: Prêmio de Tecnologias Sociais: países da América Latina e Caribe participam desde 2017

 

 

Publicado em Notícias

 Litro de Luz box portal2

Iluminação alternativa com postes solares e lampiões foi instalada com apoio da Fundação BB

Quatro minutos e quarenta segundos são suficientes para mostrar a transformação na vida das pessoas que moram na comunidade Kalunga de São Domingos, em Goiás, depois que receberam a visita dos voluntários da ONG Litro de Luz Brasil  para uma ação de iluminação na região. Esse é o tempo do vídeo lançado neste mês que mostra toda a ação envolvendo o relacionamento, treinamento e interação entre a comunidade com os voluntários durante seis dias, em 2018.

Conhecida com uma das maiores áreas quilombolas do Brasil, a comunidade Kalunga é composta por cerca de 200 famílias espalhadas pela região do interior de Goiás. Nesta ação, a Litro de Luz atuou na comunidade de São Domingos e outros sete povoados entre os dias 15 a 21 de outubro e instalou 220 lampiões e 10 postes de energia solar sustentável impactando diretamente cerca de 800 pessoas.

Segundo Lais Higashi, presidente da ONG no Brasil, a intervenção no local surgiu depois que a comunidade fez contato com a instituição pelas redes sociais. Após uma visita na região, a Litro de Luz participou de um edital interno da Fundação Banco do Brasil, quando foi selecionada para a ação. Depois disso, um grupo com 40 voluntários foi a campo para iniciar as atividades com a comunidade.

Inicialmente foi realizado um treinamento com os moradores locais, que também participam do projeto. Em seguida foi eleito um embaixador local, responsável pela multiplicação das informações da ONG com os demais moradores. Durante os seis dias a comunidade aprendeu a montar e instalar os equipamentos.  

 

Esta é a segunda vez que a organização ilumina a região Kalunga. Em 2017, a Litro de Luz levou 57 postes e 80 lampiões para a comunidade do Prata, que fica a 200 quilômetros de Cavalcante. Nesta ação, cerca de 80 famílias da região que não contavam com iluminação pública foram beneficiadas. Veja aqui o vídeo da ação em Cavalcante.

Recordações de um voluntário

Jonatas Teles tem 21 anos e mora na comunidade Sol Nascente, em Ceilândia, Brasília. O local recebeu a visita da Litro de Luz em 2016, quando ele foi eleito embaixador daquela região. Ele explica que quando recebeu a capacitação já se apaixonou pelo projeto. Segundo Jonatas, os embaixadores são responsáveis pela manutenção das soluções entregues naquela comunidade, sejam os postes ou lampiões, além de responder pela ONG na região e tirar dúvidas das pessoas da comunidade que desejam aprender a montar o equipamento.Veja abaixo o depoimento dele: 

box2

 

Energia sustentável

A ONG Litro de Luz é uma organização internacional que opera em mais de 20 países. No Brasil, está presente nas cinco regiões e já visitou cerca de cem comunidades, tendo instalado aproximadamente 1.800 soluções entre postes de luz e lampiões – impactando 10 mil pessoas. A instituição leva luz até moradores de comunidades locais que não possuem acesso à energia elétrica ou que vivem sem luz em suas casas, utilizando uma tecnologia simples, econômica e ecologicamente sustentável, composta por garrafas plásticas, painéis solares e lâmpadas LED.

Tecnologia Social

Reconhecido como tecnologia social pela Fundação BB em 2017, o poste de luz solar foi um dos vencedores do Prêmio de Tecnologia Social e integra o Banco de Tecnologias Sociais da instituição para que a metodologia possa ser reaplicada em outras regiões do país. Confira a metodologia aqui

Seja um voluntário da Litro de Luz

Os processos para voluntários da ONG são abertos de tempos em tempos e podem ser conferidos site: www.litrodeluz.com e na fanpage do Facebook.

 

Confira a galeria de fotos da ação em São Domingos

 

 

 

 

 

 

Publicado em Notícias
Segunda, 28 Janeiro 2019 10:02

ReaplicaTS: resultado preliminar  

O resultado final está previsto para fevereiro

Nesta semana foi divulgada mais uma fase preliminar do edital #ReaplicaTS (etapa 2). Nove iniciativas foram selecionadas, cada uma contemplando os seguintes estados:  Amazonas, Ceará, Goiás, Pará, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul. O estado de Pernambuco contou com duas iniciativas selecionadas. Veja aqui a lista aqui

O prazo para apresentação de recursos será de cinco dias úteis, contados a partir de hoje (28), até às 18 horas (horário de Brasília) do dia 1º de fevereiro.  O resultado final está previsto para fevereiro.

O investimento disponível é de R$ 10 milhões e as propostas devem ter valor de mínimo de R$ 500 mil e máximo de R$ 1 milhão. Para concorrer, as entidades sem fins lucrativos precisaram comprovar ter mais de dois anos de existência e sede ou experiência de atuação na região onde pretendem implantar o projeto. Além disso, a reaplicação deve ser necessariamente de iniciativas listadas no Banco de Tecnologias Sociais, acervo online que reúne todas as metodologias certificadas pela Fundação BB desde 2001.

Com o objetivo de selecionar e apoiar projetos de reaplicação de tecnologias sociais certificadas pela Fundação BB, com foco na geração de trabalho e renda em qualquer parte do país, o ReaplicaTS teve início em 2018, a partir de uma parceria entre a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e foi anunciado durante a 9a edição do Prêmio FundaçãoBB de Tecnologia Social.

Publicado em Notícias
Quarta, 23 Janeiro 2019 14:25

O desafio dos 10 anos

 

 

A Fundação BB topou o desafio das redes sociais e resgatou três tecnologias sociais premiadas em 2009 para ver suas atuações em dez anos

Se você tem algum canal nas redes sociais, já deve ter visto o desafio com a hashtag #10yearschallenge (desafio dos dez anos), com fotos de pessoas em 2009 e 2019, mostrando algumas mudanças ou semelhanças durante este tempo. A brincadeira está se espalhando, principalmente pelo Facebook e até hoje várias pessoas e até empresas estão aderindo ao desafio. A Fundação BB também aceitou participar deste movimento, mas de uma forma um pouco diferente. Nós resgatamos três iniciativas que participaram do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social de 2009 e fomos conferir como essas tecnologias sociais se desenvolveram durante esses dez anos. Confira abaixo algumas histórias:


Telinha de Cinema: do analógico ao digital colecionando premiações

 Portal BOX1 10anos

Uma estratégia para que jovens da rede pública de educação pudessem experimentar novas possibilidades de produzir e aprender a partir da cultura digital, a tecnologia social “Telinha de Cinema” surgiu em 2007 com a popularização dos celulares com câmeras e outros dispositivos moveis entre as classes C e D, sobretudo na periferia de Palmas (TO). A iniciativa foi vencedora na categoria Região-Norte, no Prêmio de 2009, recebendo o valor de R$ 50 mil para a disseminação da tecnologia. De lá pra cá a Telinha de Cinema cresceu. Entre 2010 e 2012 o projeto ganhou reaplicações em comunidades escolares da Recife (PE), Porto Velho (RO) e Fortaleza (CE), em parceria com a Fundação Telefônica e as redes públicas de ensino dessas localidades. Foram mais de 600 crianças e adolescentes beneficiadas, que junto com educadores e jovens artistas e desenvolvedores das próprias comunidades, encontraram novos caminhos para seus desafios de aprendizagem a partir do uso criativo do celular, da internet e das artes digitais.

Entre 2011 e 2013, a Telinha de Cinema ganhou uma escala regional e passou a contar com dois núcleos comunitários, um na periferia de Palmas e outro na periferia de Goiânia (GO). Articulou parceria com universidades públicas (Universidade Estadual de Goiás - UEG e Universidade Federal do estado do Tocantins - UFT) implementou um programa de residência em arte, tecnologia e educação que financiou o trabalho de pesquisa e criação de obras vanguarda, trazendo para essas comunidades, artistas renomados de vários países da América Latina. Nesse período também executou ainda o programa “Mochila Digital”, uma experiência inovadora de desenvolvimento de curso na modalidade EaD a partir das experiências de aprendizagem vivenciadas no Telinha de Cinema e no seu programa residência artística.

Toda essa trajetória permitiu o amadurecimento da organização e sua vocação para a concepção, desenvolvimento e reaplicação de tecnologias sociais. A partir de 2013 começou a focar para demandas relacionadas à formação de leitores e de fortalecimento das bibliotecas públicas, comunitárias e escolares e recebeu certificação de nova tecnologia social, pela Fundação BB, com o “Telinha na Escola”. Assim, a partir desta adaptação, desenvolveu outras tecnologias sociais com este objetivo: explorar as novas tecnologias e novas linguagens para contribuir com o desafio de formar um Brasil de leitores. Assim nasceu o "E se eu fosse o autor?", certificada pela Fundação BB em 2011 e em 2015, atendendo mais de 600 jovens na região metropolitana de Goiânia e, a partir de 2016, o "BiblioArte LAB - Laboratório comunitário de inovação em leitura e formação de leitores" com mais de 1.020 beneficiados na rede de bibliotecas públicas e escolares de Poços de Caldas (MG).

Com estes projetos, todos inspirados na experiência do Telinha de Cinema, a Associação de Educação, Cultura e Meio Ambiente Casa da Árvore, autora da metodologia, recebeu importantes prêmios e certificações como Inovação e Criatividade na Educação Básica (MEC), Prêmio Finep de Inovação, Prêmio ARede.EDU, Prêmio Péter Murány, e mais recentemente, participação no Programa de Inovação em Bibliotecas da Unesco (Iberbibliotecas) como finalista do Prêmio Jabuti 2018 (inovação na formação de leitores) e do Prêmio IPL- Retratos da Leitura. A partir destas tecnologias sociais, entre outras atividades, a instituição oferece laboratórios criativos de Booktubers, de GIF´s Literários, de Stories Poéticas, e outras tantas atividades que foram inspiradas e adaptadas da Telinha de Cinema para a nova realidade cultural e tecnológica. Desde de 2016 já foram atendidas mais de 1.020 pessoas, responsáveis por desenvolverem uma proposta de biblioteca inovadora para leitores do século 21.

Adolescentes seguem como protagonistas

 Portal BOX2 10anos

Dez anos após o reconhecimento como vencedora na categoria Centro-Oeste em 2009, os organizadores da tecnologia social “Adolescentes Protagonistas” avaliam uma trajetória de crescimento e amadurecimento. O projeto foi apresentado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), de Brasília e segundo a assessora Márcia Acioli, responsável pelo projeto, foram muitos os impactos, desde fortalecer a convicção e a linha metodológica até para conseguir novos parceiros. "A visibilidade nos legitimou perante parceiros e a sociedade em geral e abriu portas para consolidar um trabalho inter institucional envolvendo o poder público", avalia. 

A proposta inicial da tecnologia social foi oferecer formação de adolescentes na relação entre direitos humanos, cidadania e orçamento público e também a oferta de oficinas em escolas públicas, levantando temas importantes que viram matérias na Revista Descolad@s de Direitos Humanos e Orçamento Público (revista produzida pelos adolescentes e que foi certificada como tecnologia social pela Fundação BB em 2013).

Nesses dez anos o Inesc adaptou o projeto considerando novos públicos, novas escolas mantendo os princípios iniciais de arte-educação, educação popular e educomunicação. As crianças e os adolescentes aprendem sobre o Sistema de Garantia de Direitos, visitam os equipamentos públicos, fazem entrevistas, fotografam e discutem a qualidade do atendimento aos seus direitos. A organização também passou a publicar boletins temáticos referentes às questões sociais que cada grupo elege como prioritárias.

Desde 2014 trabalha com adolescentes em privação de liberdade. Todo o trabalho com este público segue a mesma lógica e as mesma programação, inclusive considerando as atividades integradoras que reúnem adolescentes de todas as comunidades e prioriza a produção de materiais de comunicação: programas de rádio, publicação de boletins, livros de poesia, entre outros materiais.

Em 2018 a metodologia ganhou o prêmio nacional Itaú-Unicef com parceria do núcleo de ensino da Unidade de Internação de Santa Maria. Em 2019 o projeto iniciou uma ação de acompanhamento de meninos e meninas egressas integrando-os a serviços, estágios, escolas em busca de fortalecer a caminhada cidadã. As edições da Revista Descolados circulam vivas sendo referência para muitos grupos, professores e escolas com solicitações para publicar trechos da publicação em um livro didático e também para integrar bibliotecas brasileiras e internacionais. Também há relatos de estudantes de jornalismo que estudaram a revista como Trabalho de Conclusão de Curso.

Rede de Mulheres: organização e fortalecimento do grupo

 Portal BOX3 10anos

Muita coisa mudou nesses dez anos de atuação. Em 2009, quando o projeto Rede de Mulheres para Comercialização Solidária foi apresentado pela Casa da Mulher do Nordeste, de Recife (PE), o grupo atuava dentro de um pequeno espaço cedido por uma organização parceira, e sempre houve o desejo de que a Rede de Mulheres deveria ter seu espaço próprio. Foi a partir do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social de 2009, que o grupo conseguiu aprovar alguns pequenos recursos para financiar algumas ações com as mulheres e conseguiu alugar um espaço de trabalho que comportasse a demanda de trabalho da organização. A Rede conseguiu montar um escritório pequeno e com alguns equipamentos que ajudaram na qualificação do trabalho tanto no campo, com as mulheres, como internamente. Também foi composta uma equipe com duas educadoras sociais, que passaram a contribuir diretamente com as ações da Rede. “De fato, esse Prêmio foi o grande incentivador da Rede de Mulheres no fortalecimento do seu projeto político de transformar politicamente e economicamente a vida das mulheres sertanejas, tanto no campo como na cidade”, avalia a educadora social, Ana Cristina, que responde pela entidade.

Segundo Ana Cristina, durante esses dez anos, muitas coisas importantes aconteceram. Após o Prêmio de 2009, a Rede conseguiu o apoio financeiro de algumas organizações como a Brazil Foundation, Aliança Empreendedora, Fundo Brasil de Direitos Humanos, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade e outras organizações que contribuíram para o fortalecimento da organização. O grupo também conseguiu mobilizar mais mulheres para integrar-se a Rede e atualmente está discutindo a criação de um plano de mobilização de recursos para que a organização consiga sustentabilidade financeira. Além disso, a Rede conseguiu organizar dois espaços de comercialização dos produtos das mulheres, tanto para as mulheres que trabalham na agricultura, quanto para as que trabalham com a produção de artesanatos. A entidade também possui uma loja van, em alguns eventos e feiras nos municípios do Sertão e adquiriu um trailer que fornece alimentação na feira livre na cidade de São José do Egito (PE). Todos esses espaços são geridos pelas próprias mulheres com a colaboração e apoio da equipe.
Premiações da Rede de Mulheres:

  • Prêmio Tecnologia Social na categoria "Participação das mulheres na Gestão de Projetos Sociais" - Fundação Banco do Brasil - 2009
  • Prêmio "Mulheres que Produzem o Brasil Sustentável" - Secretaria Nacional de políticas para as Mulheres - 2013;
  • Prêmio "Objetivos de Desenvolvimento do Milênio" - Autonomia e Valorização das Mulheres - Gabinete da presidência da República e Organização das Nações Unidas - ONU - 2014;
  • Prêmio "Boas práticas em Economia Solidária" - Secretaria Nacional de economia Solidária (SENAES), Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e Ministério do Trabalho (MTE) - 2015.

Todas as tecnologias sociais entrevistadas para esta matéria estão inseridas no Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil e podem ser consultadas para reaplicação das metodologias para qualquer região do País. Acesse: http://tecnologiasocial.fbb.org.br e conheça. São 986 iniciativas. Neste ano o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social chega à sua 10ª edição. O lançamento está previsto para fevereiro. Continue acompanhando nossas matérias para saber o prazo das inscrições

Publicado em Notícias

Projeto foi financiado pela Fundação BB e BNDES em parceria com ADAI

Agricultores familiares do Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul receberam unidades de produções agroecológicas e placas solares de aquecimento de água. A implementação das tecnologias sociais aconteceu entre os anos de 2016 e janeiro deste ano, com o objetivo de promover melhoria na qualidade de vida das famílias, por meio da soberania alimentar, geração de renda, bem como potencializar a alternativa de geração de energia.

A Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investiram R$ 4,5 milhões no Programa de Promoção da Soberania Alimentar em Regiões Atingidas por Barragens. A Associação de Desenvolvimento Agrícola Interestadual – ADAI foi a entidade responsável por executar o projeto nas 210 propriedades dos agricultores familiares, em 18 municípios. Cada família recebeu uma unidade da Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais), além das Placas Solares ASBC (Aquecimento Solar de Baixo Custo), assistência técnica e curso de formação teórica e prática.

As duas tecnologias sociais são certificadas pelo Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social e integram o Banco de Tecnologias Sociais (BTS). A tecnologia social Pais tem papel importante na produção de alimentos saudáveis e livres de agrotóxicos. Seu formato em círculo permite o cultivo de hortas e criação de galinhas, simultaneamente, envolvendo diretamente homens, mulheres e jovens em todas as fases.

Cristiane Hannauer, colaboradora da ADAI, explica que o sistema Pais fez com que as famílias repensassem a sua alimentação de forma a priorizar os produtos que elas mesmas produziam e alimentos sem resquícios de agroquímicos. Para além do autoconsumo, muitas delas comercializam os produtos nas feiras e comércio local, garantindo renda extra, principalmente com a venda de ovos e hortaliças.

As placas solares de aquecimento de água têm montagem fácil e demandam pouca manutenção. A água em temperatura ambiente é disponibilizada para um boiler (aquecedor) de 200 litros, montado no telhado, na parte que mais recebe sol. A água do boiler entra por gravidade em tubos de vidro revestidos por uma tinta específica para captar melhor a luz solar, e a partir daí começa o processo de aquecimento de água, que pode chegar a mais de 90 graus, trazendo mais economia e conforto para as famílias.

“As placas solares também geraram inúmeros benefícios para as famílias, a maioria relatou ter percebido diminuição significativa na conta de luz, economia que chegava de 30% a 40%. E para além de uso no banho, a água quente também é usada nos serviços domésticos na cozinha, limpeza de materiais e equipamentos de ordenha e manuseio com o leite, além de outras necessidades da família, garantindo economia, conforto e qualidade de vida”, declarou.

Antônio Tavares, morador do Assentamento Santa Clara, distrito de Condói, sempre trabalhou com lavouras de feijão, milho e soja. Ele conta que há dois anos, com a chegada da produção agroecológica em sua propriedade, ampliou sua pequena horta caseira. Hoje ele produz um canteiro bem maior com alface, almeirão, repolho, batata, amendoim, melancia, melão, além de outras variedades. “O projeto mudou a nossa forma de plantar os alimentos que levamos à mesa. Antes comprávamos tudo no comércio e hoje em dia nós é quem oferecemos os nossos produtos ao mercado’, disse.”

Grande parte das famílias beneficiadas pelo projeto vive próxima à barragens, a exemplo do complexo binacional de Garabi-Parambi, Barragem de Itá, Barragem de Machadinho, Barragem de Itapiranga, Barragem Foz do Chapecó, Usina Hidrelétrica de Águas de Chapecó e Celso Ramos e Usina Hidrelétrica de Campos Novos. Os municípios paranaenses que receberam as tecnologias são: Candói, Rio Bonito do Iguaçu e Porto Barreiro. Os selecionados do Rio Grande do Sul são: Aratiba, Mariano Moro, Marcelino Ramos, Erechim, Alecrim e Porto Lucena. Os de Santa Catarina: Mondai, Itapiranga, São João de Oeste, São Carlos, Águas de Chapecó, Caxambu do Sul, Celso Ramos, Anita Garibaldi e Cerro Negro.

 

Publicado em Notícias
Sexta, 23 Novembro 2018 11:03

Educação política e divertida

Promover o debate de um tema polêmico de forma alegre e saudável, sem criar inimizade, é a proposta do Fast Food da Política

Em uma época em que a propagação de notícias falsas tornou o debate eleitoral mais confuso e a polaridade de posições chegou ao extremo, uma iniciativa oferece uma forma mais leve de debater o assunto, sem acabar em briga entre amigos e familiares. A ONG Fast Fast Food da Política, de São Paulo, se propõe a levar as pessoas a aprenderem na prática, por meio de jogos de tabuleiro e online, como funciona a política no Brasil.

“A vantagem dos jogos é proporcionar a capacidade de conversar coisas que são difíceis sem ficar inimigo do outro. Um espaço seguro, onde as pessoas se deparam com o próprio preconceito e refletem sobre o posicionamento político que têm”, explica Júlia Carvalho, a designer que idealizou a metodologia.

Em três anos de existência, a equipe já elaborou 90 jogos, incluindo os protótipos criados em oficinas. No site da entidade, há 18 jogos disponíveis para baixar gratuitamente. Também é possível receber jogos de tabuleiro mediante doação em dinheiro à organização, em valores que variam de R$ 80 a R$ 150. A proposta deu tão certo que há um ano a iniciativa venceu o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social, na categoria Educação, e ficou entre as seis finalistas, entre 160 inscritos, no Prêmio Empreendedor Social 2018Prêmio Empreendedor Social 2018.

Após a conquista do Prêmio de Tecnologia Social e com o aumento de interesse por 2018 ser ano eleitoral, a equipe recebeu muitos convites para aplicar jogos, dar cursos e participar de eventos. As atividades ocorreram em universidades, espaços públicos, escolas e organizações sociais, envolvendo mais de 1.200 pessoas. “Tivemos muita solicitação de educadores, de pessoas de ONGs, que trabalham com educação, e de muita gente querendo comprar jogos. Acredito que muitos desses convites aconteceram por causa da visibilidade que recebemos pela premiação e certificação da Fundação BB’, afirma Lays Harumi Morimoto, a vice-presidente da ONG.

Uma das ações realizadas foi a arrecadação virtual, lançada em maio, para o projeto Jogo e Eleições. O projeto reuniu cinco jogos, cada um com um tema: a história do voto no Brasil e suas implicações sociais; como é a competição no sistema proporcional; o que pode ou não ser prometido por cada candidatura; a discussão dos planos de governo ou a falta deles; e a desigualdade entre gêneros na disputa eleitoral.

A entidade conseguiu mobilizar 420 doadores e arrecadou R$ 55 mil reais, o suficiente para imprimir 250 kits. Os materiais chegaram a 11 estados do Brasil e foram baixados mais de 250 vezes no site da Fast Food. Além disso, foram doados para 16 escolas públicas de São Paulo – um kit para cada unidade - e para participantes de oficinas.

Uma das formações, batizada de Descomplicadores da Política, aconteceu na capital paulista, em agosto e setembro, em que 20 jovens foram capacitados como multiplicadores para aplicarem os jogos nos seus contextos sociais. Para saber mais sobre os jogos deste projeto, clique aqui http://juntos.com.vc/pt/jogosdeeleicoes2018

Para quem tem várias conquistas em tão pouco tempo de existência, a expectativa para os próximos anos não poderia ser tímida. “Queremos formalizar uma rede de educação política a ponto de influenciar as políticas públicas brasileiras”, destaca Júlia.

Uma das ideias é formatar uma formação cívica de maior profundidade, também com metodologia lúdica, chamada “Slow Food da Política, voltada para a compreensão da política no Brasil, da colonização até os dias de hoje.

A iniciativa está inserida no  Banco de Tecnologias Sociais da FundaçãoBB para reaplicação em outras localidades. 

Serviço:
Contato: e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e telefone (11) 95107-3842, com Lays.

 

Publicado em Notícias

Foram habilitadas 42 entidades sem fins lucrativos para promover organização comunitária e educação financeira em conjuntos habitacionais populares

A Fundação Banco do Brasil divulgou o resultado final do edital de credenciamento do Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts).

Foram habilitadas 42 entidades sem fins lucrativos das cinco regiões do país. As credenciadas vão realizar trabalho de mobilização comunitária com moradores de empreendimentos habitacionais financiados pelo Banco do Brasil e destinados à população com renda familiar abaixo de R$1.800.

O trabalho consistirá na reaplicação de tecnologia social chamada “Transformando realidades por meio da mobilização e organização comunitária” que busca promover a cidadania, os laços entre os moradores e a organização coletiva para buscarem soluções dos problemas no condomínio.

A princípio, a reaplicação será iniciada em 15 empreendimentos. Nos estados com mais de uma habilitada, haverá sorteio para a escolha da entidade que fará o trabalho de mobilização, conforme o edital.

Acesse o resultado final do Edital do Muts

Acesse a página do edital e anexos aqui

 
Diagnóstico

A reaplicação da metodologia em cada residencial prevê várias atividades: autorrecenseamento (dados demográficos, socioeconômicos e outros desejados pelos moradores); oficinas de educação financeira, educacão ambiental e conservação dos espaços comuns; e intercâmbio de experiências com outras comunidades que tenham realidades semelhantes.

Ao final, será feito um diagnóstico junto com os participantes para identificar as principais demandas de cada condomínio e escolher uma tecnologia social que atenda as necessidades observadas. A escolha será feita dentre as cerca de mil metodologias disponíveis no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), mantido pela Fundação BB. O BTS é um acervo online e gratuito com soluções para os diversos desafios enfrentados por comunidades, nos temas alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

Publicado em Notícias

Tecnologia social utiliza a música e a arte para promover a inclusão social; além do DF, metodologia será reaplicada no Maranhão

João Gabriel é um garoto lindo, alegre, mas que depende de orientações para tudo que vai fazer, até mesmo executar as tarefas mais simples, como escovar os dentes e tomar banho.

Aos 2 anos e 6 meses de idade, foi diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista-TEA, isso após seus pais, o bancário Sérgio Rocha e a professora Érika Dinato, perceberem que ele não respondia às suas solicitações quando era chamado. Mais tarde, vieram as estereotipias (movimentos repetitivos) nas mãos que aos poucos foram se intensificando, e foi aí que eles começaram a peregrinação para descobrir o que o filho tinha. Já com o diagnóstico, o desafio era buscar formas de inclusão e de ampliar as possibilidades de socialização.

Prestes a completar 12 anos, João Gabriel é um dos 22 atendidos pela tecnologia social “Uma Sinfonia Diferente - musical para pessoas com autismo”, do Instituto Steinkopf, de Brasília (DF). Vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de 2017, na Categoria Saúde e Bem-Estar, a metodologia foi idealizada pela musicoterapeuta, Ana Carolina Steinkopf, em 2015, e utiliza a música e seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia) no acompanhamento do autista.

A iniciativa envolve pessoas com autismo verbal e não-verbal e, no caso de João Gabriel, o foco é na atividade motora fina e estímulo à socialização. "Ele adora comer e ter contato com água, no caso piscina, rio, mar e chuveiro; gosta de cama elástica, de se balançar e ficar deitado em superfícies planas. Quando estimulado, adora dançar.Vejo muito progresso após fazer parte do Sintonia. Ele já desenvolveu a noção de espaço; gosta de rodopiar e quando é estimulado, dança e maneja os instrumentos musicais. Hoje já percebe que existem outros como ele", conta o pai, chamado de Serginho.

Nesse final de semana, o grupo fez duas apresentações do musical “Todas as formas de amor e de amar”, na Sala Plínio Marcos da Funarte. A primeira, para os parceiros do projeto; e a segunda foi aberta ao público em geral. O espetáculo contou um repertório diversificado voltado para o universo infantil como – Peixe Vivo, Tumbalacatumba, Se Você está Feliz - e com muitas brincadeiras no palco. Para que tudo fosse acontecesse foram realizados ensaios semanais, durante seis meses, com objetivo terapêutico e de aprendizagem das músicas e coreografias.

De acordo com Ana Carolina, o espetáculo deste ano foi todo produzido pelas pessoas com autismo. Os mais velhos do grupo foram os responsáveis pela a escolha do nome do espetáculo, roteiro, luz, cenário e figurinos. Tudo foi pensado neles, para que fosse um momento de diversão, em que eles pudessem mostrar seus potenciais e que a sociedade veja que as pessoas com autismo são muito mais do que só ficarem num cantinho, elas conseguem ser protagonistas de suas próprias histórias”, declarou Carol.

Da turma também participa o João Lucas, de nove anos, que está na projeto há três e não perde um ensaio. “O João Lucas já se desenvolveu muito. Aqui é onde nos encontramos com outras mães de autistas. O projeto tem feito muito bem para meu filho, e acredito que para todos que participam. A Carol é um amor de pessoa, sempre pronta a ajudar”, disse Lena Silva, mãe do João Lucas.

E o que falar de Daniel Cavalcanti? Jovem esperto e muito inteligente, que se envolveu em todas as fases do musical. Veja o que ele diz.


Desmistificação

Amar, cuidar e tratar de uma pessoa com autismo não é uma tarefa fácil. Os pais precisam de uma rede de apoio que vai do aspecto econômico ao psicossocial. Se informar sobre os direitos do filho, buscar tratamento especializado e ter tempo para se dedicar às tarefas cotidianas, muitas vezes, gera ansiedade e tristeza

Serginho diz que esta crença de que pais e mães de pessoas com autismo são especiais não ajuda, pelo contrário, esconde os desafios diários. “Não somos super-heróis; precisamos de ajuda dos familiares, da sociedade, do poder público. Não é porque somos 'especiais' que não temos cansaço, raiva, tristeza e frustração”, afirma.

Para ele, desmistificar estas crenças mostra que há grandes desafios no cuidado de um autista e precisa ser discutido de forma ampla. Além disso, em uma sociedade cada vez mais competitiva, o conceito de ser bem sucedido também precisa ser questionado. “Num mundo onde o sucesso é um valor, é preciso que ressignifiquem o que é sucesso para pessoas com dificuldades”, avalia.


Reaplicabilidade

Após ser vencedor do Prêmio de Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, a metodologia ganhou mais visibilidade, aumentou o número de crianças e jovens atendidos e criou mais uma turma em Brasília. Nos próximos dias, o método começará a ser reaplicado na cidade de São Luís (MA). A TS também foi vencedora do Edital do Fundo de Apoio à Cultura de Porto Alegre. A iniciativa e outras 985 formam o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação BB, um acervo online com todas as metodologias certificadas pela organização desde 2001.

Publicado em Notícias