Segunda, 01 Outubro 2018 14:08

Banco comunitário fortalece economia local

Portal   união sampaio
Com crédito acessível, juros baixos e moeda social,  iniciativa também estimula o protagonismo de mulheres

A assistente social Cláudia Souza precisava de dinheiro para pagar a reforma de sua casa, onde queria voltar a morar após ter emprestado o imóvel ao filho por um período. A casa estava muito deteriorada: manchas no chão, paredes com infiltração, vazamentos. O problema é que ela não tinha capital para arcar com as despesas da reforma. Foi então que se lembrou do Banco Comunitárioi União Sampaio, que empresta dinheiro para mulheres em situação de vulnerabilidade social, desde 2009. “Eu faço trabalho com mulheres negras e um dia quando fui fazer estágio no CDCM - Centro de Defesa e Convivência da Mulher – conheci o trabalho do Banco União”. Ela conseguiu o crédito no valor que precisava: R$ 7 mil. Em um mês, ela e o neto de 5 anos retornaram a morar no imóvel e o empréstimo foi quitado em 15 parcelas de R$ 500.

O Banco Comunitário União, localizado no bairro de Campo Limpo, zona sul de São Paulo, foi criado pela União Popular de Mulheres com o objetivo de fomentar e fortalecer a organização da comunidade e o desenvolvimento local, com foco na inclusão financeira e bancária.  A vice-presidente da entidade, Norina Nunes, esclarece que o ponta pé inicial para a fundação do banco foi a parceria com entidades, para formar capital de giro e realizar os primeiros empréstimos. “Contamos com a ajuda de parceiros para termos capital e fazer girar o banco, mas naquela época, houve muita desconfiança sobre o sucesso deste projeto”.

O clima de incerteza apareceu porque, junto com a criação do banco, foi lançada a moeda social para desenvolver o crédito na comunidade, porém os comerciantes não acreditavam nesta proposta. “Fizemos campanha junto à comunidade, assembleia com os associados no momento da implantação da moeda, porque os comerciantes do bairro tinham resistência. O trabalho de esclarecimento e orientação fortaleceu a economia local” conta entusiasmada Norina.

A criação da moeda social, junto com um sistema de análise de crédito feito pela própria comunidade, permitiu à muitas pessoas terem acesso ao financiamento que promoveu o desenvolvimento e a autoconfiança, principalmente das mulheres. O sucesso da iniciativa possibilitou que Banco União Sampaio fosse certificado como tecnologia social, sendo  finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017. Norina afirma que, mesmo sem levar o troféu, a certificação deu  visibilidade ao empreendimento. 

O que é um banco comunitário

Um banco comunitário se diferencia de um banco comercial porque os serviços financeiros e bancários são geridos pela comunidade, fazendo com que estes serviços, além de mais acessíveis, sejam um instrumento de organização e estímulo ao desenvolvimento local. Como o estímulo ao consumo local é o foco deste tipo de iniciativa, é comum a criação de moedas sociais para circularem nestes espaços. 

Os créditos em consumo são concedidos em moeda social, sem juros, de forma a propiciar uma sinergia entre os créditos produtivos concedidos e os créditos de consumo. A gestão do banco é feita por uma associação local conjuntamente com a comunidade, por meio da criação de um conselho gestor e da realização de fóruns periódicos. Os trabalhadores são integrantes da própria comunidade ou vivem na localidade, o que gera outra forma de atendimento, mais humana e acolhedora, além de oportunidade de trabalho para moradores da região. 

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A iniciativa do Banco Comunitário União Sampaio atende ao ODS 9, no item 3, que estimula o acesso ao crédito acessível para integração de cadeias de valor e mercado, principalmente em países em desenvolvimento.

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Iniciativas de Atiquizaya, em El Salvador e Montes Claros, no Brasil, são exemplos que contribuem com as metas do ODS 2

Extinguir a fome no mundo; alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável são ações que sintetizam o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 2 – definido pelas Nações Unidas em 2015 com o propósito de alcançar a dignidade até 2030, pela nova agenda de desenvolvimento sustentável global. Com o título Fome Zero e Agricultura Sustentável, esta ODS elenca oito metas para todos os países adotarem de acordo com suas prioridades e desafios ambientais de todo o planeta. O cumprimento das metas estabelecidas pretende acabar com todas as formas de fome e má-nutrição até 2030, garantindo o acesso suficiente a alimentos nutritivos durante todos os anos.

Segundo dados das Nações Unidas, a agricultura é a maior empregadora única no mundo, provendo meios de vida para 40% da população global atual. Ela é a maior fonte de renda e trabalho para famílias pobres rurais. Dessa forma, investir em pequenos agricultores é um modo importante de aumentar a segurança alimentar e a nutrição para os mais pobres, bem como a produção de alimentos para mercados locais e globais.

Alinhada com esses desafios, a prefeitura de Atiquizaya, em El Salvador, desenvolveu o projeto Escolas Sustentáveis a nível municipal, com uma metodologia que promove atividades orientadas de diferentes instituições e setores relacionados com atividades de alimentação escolar, participação social, educação nutricional através de jardins educacionais, compra da agricultura familiar local e adoção de menus adequados e saudáveis. Além de ser enriquecida com os vegetais colhidos na horta, a merenda das escolas é complementada com a aquisição da produção dos agricultores familiares da região. A iniciativa foi finalista no último Prêmio de Tecnologia Social e integra o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil para ser reaplicada em outras localidades. O projeto também tem o apoio da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

"O projeto permitiu que muitos atores se juntassem para promover o desenvolvimento da economia local, com a compra de produtos da agricultura familiar, e assegurou uma alimentação completa para crianças em idade escolar, assim como contribuiu para a mudança cultural na alimentação das famílias", comenta o chefe da Unidade de Segurança Alimentar e Nutricional de Atiquizaya.

Produto brasileiro combate a desnutrição infantil em Minas Gerais

No Brasil, o Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – unidade de Montes Claros - promoveu a elaboração de um produto inovador no combate à desnutrição infantil local. Trata-se de uma bebida láctea fermentada a base de soro de leite, suplementada com minerais e adicionada de polpa de fruto do Cerrado (como mangaba, coquinho azedo, cajá, entre outros), capaz de suprir as necessidades nutricionais de crianças desnutridas.

Esse produto constitui-se de um alimento estável, nutricionalmente balanceado, que complementa as necessidades básicas diárias de uma criança. A tecnologia social “Ações e Alternativas contra a Subnutrição Infantil” foi certificada pela Fundação Banco do Brasil em 2017 e também consta no Banco de Tecnologias Sociais.

Segundo o professor e pesquisador do instituto, Igor Viana Brandi, responsável pelo desenvolvimento do produto, a bebida láctea foi elaborada para tratamento de subnutrição infantil para crianças fora da rotina escolar. “Na etapa de cadastro das crianças subnutridas, observou-se que estas não estão na escola. Normalmente, crianças subnutridas são as que não frequentam o ambiente escolar”, conclui o professor. Ele explica que na avaliação sensorial, com 120 crianças, confirmou-se que ambos os gêneros gostaram muito da bebida e que a aceitação pelas crianças foi acima de 85%.

Na avaliação da eficácia contra a subnutrição infantil em crianças de 2 a 5 anos de idade, com apoio de agentes de saúde e pastoral da criança, conseguiu-se cadastrar em grupo de 15 crianças na fase experimental. Estudantes de graduação forneceram 200 mil da bebida diariamente, por 60 dias. Apesar de serem apenas 6% o número de crianças subnutridas atendidas da cidade, todas as crianças tratadas saíram do estado de subnutrição. “Foi possível retirá-las do estado de subnutrição, comprovados através de medidas antropométricas, peso e altura, e análise de albumina no sangue”, explica Igor.

A prefeitura de Montes Claros apoiou as etapas de identificação das crianças, com dados dos postos de saúde. Agora novas ações estão sendo realizadas para reativar a fábrica de alimentos para merenda escolar da rede municipal, todavia, busca-se um novo modelo de gestão para que a fábrica seja autossustentável, e também aumentar a capacidade de produção na Universidade. Para Igor, o produto também pode ser uma alternativa ao Sistema Único de Saúde (SUS), que pode deixar de importar produtos funcionais, valorizando a tecnologia nacional.

“O produto possui em sua formulação os nutrientes em concentração suficiente para se retirar uma criança do estado de subnutrição. É rico em proteínas, lipídeos, minerais como cálcio e ferro. Utiliza em sua formulação subproduto da indústria de laticínios, o que permite a redução de efluente e redução de custos do produto, além disso, possui elevada aceitabilidade, e utiliza ainda frutos do Cerrado, que são encontrados com elevada disponibilidade no nosso país”, conclui o professor.

No Brasil a subnutrição infantil representa, provavelmente, o problema mais importante da população, com severas consequências econômicas e sociais. Dados do Ministério da Saúde registram mais de 70 mil crianças menores de cinco anos desnutridas no Brasil (SISVAN, 2014). A desnutrição infantil, além de diminuir a imunidade de crianças, aumenta a susceptibilidade a doenças e prejudica o desenvolvimento físico e mental.

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A Agenda 2030

Definidos pela ONU durante a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, também conhecidos como Objetivos Globais, fazem parte da Agenda 2030, que se baseia nos progressos e lições aprendidas com os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, entre 2000 e 2015. Esta agenda é fruto do trabalho conjunto de governos e cidadãos de todo o mundo que pretende criar um novo modelo global para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o meio ambiente e combater as alterações climáticas.

No total são 17 ODS e 169 metas que estimulam ações até o ano de 2030 em áreas de importância crucial para a humanidade e para o planeta.

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 Esta matéria faz parte da série “Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil”, produzido pela Fundação BB com conteúdos sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas para o ano de 2030.

 

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Carlos Simino utilizou 7 mil blocos que ele mesmo produziu para erguer a residência de 55 m2

Após três anos trabalhando junto com a esposa, Carlos Simino sente orgulho de seu novo lar: uma casa de 55 metros quadrados feita com 7 mil tijolos ecológicos, todos produzidos pelo casal e transportados para o terreno, localizado num condomínio em Sobradinho (DF). "É a realização de um sonho para mim e para minha família. Uma coisa que lutei muito para conseguir, é muita emoção!", afirma Simino.

Ele trabalha como assessor na Fundação Banco do Brasil, por isso pode se dedicar à construção somente nos fins de semana. Na Fundação BB, o contato com as tecnologias sociais (soluções econômicas e sustentáveis para desafios da sociedade) chamou a atenção do assessor para alternativas que poderiam ser empregadas na nova moradia. Foi aí que teve a ideia de construir com o tijolo ecológico. É uma opção mais barata que o tijolo cermenoâmico industrial e não causa danos ao meio ambiente.

Os blocos convencionais usam argila ou barro retirados das margens de rios e consomem lenha para o aquecimento do forno, o que resulta em emissão de gases na atmosfera. O tijolo ecológico leva terra e 10% de cimento, sem necessidade de ir ao forno. O processo de cura ocorre ao passar a semana ao sol, precisando ser molhado duas vezes ao dia.

Para produzir as peças foi usada uma máquina de prensar manual adquirida ao custo de R$3.600. Simino e a mulher contaram com a ajuda de um caseiro para molhar os tijolos durante a semana.

Simino calcula que teve uma economia de 30% do gasto total caso tivesse usado material convencional e mão de obra contratada. O custo é menor porque não é preciso utilizar reboco como revestimento, a quantidade de argamassa para unir os blocos é bem menor e não precisa usar madeira para fazer o que é chamado de caixaria. Há também outras vantagens, explica Carlos. “Por esse tijolo ter furos ele cria uma espécie de duto que você utiliza tanto para fazer fiação elétrica, como para passar encanamento hidráulico, e não precisa quebrar a parede. Além de economia, o tijolo se torna um isolante natural tanto térmico quanto acústico”.        

Construir a casa também teve um aspecto sentimental para o funcionário da Fundação BB: o pai dele, morto em novembro do ano passado, era mestre de obras e foi com quem aprendeu habilidades na construção, quando ajudou a erguer a casa da mãe, na década de 80. "O fato de meu pai ter sido construtor pesou bastante para eu tomar a decisão de encarar essa empreitada", disse.         

Ideia compartilhada

Carlos não é o único no condomínio a seguir princípios ecológicos na construção da moradia. Vizinhos adotaram o tijolo ecológico e outras práticas amigas do meio ambiente, como o uso racional de energia e de água.

Urbano Villela e o filho estão pondo a mão na massa para construir uma casa de tijolos ecológicos de 240 metros quadrados. Em 2016, eles haviam visto uma reportagem sobre a iniciativa do Carlos na televisão. Depois descobriram que ele é morador do condomínio, o que foi decisivo para a escolha do tijolo ecológico.

“A gente está aprendendo. Está se dando conta de que isso pode ser útil, amanhã ou depois, pra passar essa experiência pra outras pessoas e isso é importante pra gente”, afirmou Urbano.

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Parceria entre Fundação BB e ASA vai beneficiar 3,6 mil famílias em nove estados

A boa convivência com o clima semiárido requer estocar água, sementes e todos os recursos necessários para uma vida digna. Pautadas por esse princípio, a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e a Fundação Banco do Brasil firmaram uma parceria nesta quinta (21), em Recife, para implantar 180 bancos comunitários de sementes e 171 cisternas para armazenamento de água da chuva na região do Semiárido Brasileiro.

Essas tecnologias sociais – soluções simples para desafios sociais realizadas em interação com a comunidade – serão construídas em nove estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Minas Gerais. O investimento social será de R$ 10,8 milhões.

Cada estado será beneficiado com 20 bancos de sementes, com 400 famílias envolvidas, somando 3.600 famílias em todo o projeto. Elas vão passar por capacitação para organizar o trabalho e para fazer a gestão do banco de sementes.

Os bancos comunitários funcionam com a lógica de uma instituição financeira, mas em vez de dinheiro, o bem são as sementes crioulas, as que são utilizadas tradicionalmente pelos antepassados. Os agricultores familiares participantes depositam no banco as sementes, quando chega o período de plantar, eles emprestam a quantidade necessária. Após colher, cada um devolve 50% a mais do que foi emprestado. "Isso ajuda a aumentar o estoque para poder atender mais gente na próxima colheita", afirma a assessora da ASA, Maitê Maronhas.

Maitê explica que as sementes crioulas são um patrimônio genético, formado e conservado pelas comunidades, porque com o passar das gerações houve o acúmulo de conhecimento sobre a melhor maneira e época de plantar, colher e estocar. Além disso, elas são mais adaptadas às condições locais, mais resistentes a pragas e têm características que os agricultores valorizam. O milho crioulo, por exemplo, tem a palha que serve de alimento para os animais.

A iniciativa também vai implantar 171 tecnologias sociais de acesso a água que captam e armazenam água da chuva para a produção de alimentos e a criação de pequenos animais. As famílias participantes vão passar por capacitação sobre a manutenção das cisternas e como fazer o uso racional da água.

Agenda 2030

O projeto Banco de Sementes com Tecnologias de Acesso à Água está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), principalmente com os objetivos "Erradicação da Pobreza", "Agricultura Sustentável", "Água Potável e Saneamento" e "Redução de Desigualdades". A parceria também contribuirá com o fortalecimento da agricultura familiar e das associações comunitárias, além da conservação da biodiversidade da Caatinga.

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Músicos da Estrutural participam da programação junto a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional e do saxofonista americano Branford Marsalis

Música erudita e jazz juntos, com uma pegada de inclusão social. O projeto CCBB in Concert traz a Brasília o saxofonista estadunidense Branford Marsalis, que subirá ao palco acompanhado pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, em única apresentação no dia 16 de junho, na área externa do CCBB Brasília.

Os concertos se iniciam a partir das 16h com os jovens instrumentistas do Instituto Reciclando Sons, uma iniciativa certificada como tecnologia social e premiada em 2015 no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, na categoria Juventude. Em atividade na Cidade Estrutural, o projeto tem como objetivo promover a inclusão social, por meio da música, de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.

Em seguida, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional sobe ao palco, tocando obras de Bach, Villa-Lobos, John Williams (trilha sonora de Star Wars) e muito mais. Antes de iniciar o repertório de jazz, o saxofonista estadunidense apresenta algumas músicas em conjunto com a orquestra brasiliense.

No evento, haverá um área exclusiva com cadeiras em frente ao palco, cujo acesso é condicionado à doação de 1kg de alimento não perecível.

Sobre o saxofonista

Nascido em Nova Orleans e filho de pianista, Branford Marsalis começou a atividade na música ao tocar clarinete – o que abriu as portas para o saxofone, sua especialidade. O amor do jazz se intensificou ainda mais quando entrou na faculdade. Entre os trabalhos feitos pelo músico, está a participação em shows de Sting, vocalista da banda inglesa The Police. Ele também já participou de uma turnê em homenagem aos 50 anos da morte de Heitor Villa-Lobos, que passou pelos Estados Unidos com a Orquestra Philarmonica Brasileira, conduzida por Gil Jardim. Em 2010, fez a primeira participação na Orquestra Filarmônica de Nova Iorque, onde chegou a atuar como solista em uma série de concertos.

Programação:

- 16h - Reciclando Sons;

- 18h - Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional;

- 20h - Branford Marsalis;

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Projeto desenvolvido pela Fundação BB receberá prêmio no Fórum Latinoamericano e Caribeño de Habitação na República Dominicana

Mobilizar moradores por meio da convivência social e da reaplicação de tecnologias sociais em empreendimentos de baixa renda, permitindo o protagonismo social e a geração de emprego. As finalidades do projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts) da Fundação BB, em parceira com a Rede Interação, foram reconhecidas no “Concurso de Práticas Inspiradoras, a Vivência no Centro da Nova Agenda Urbana”.
O prêmio foi entregue às 14 práticas identificadas na promoção da habitação adequada como motor de desenvolvimento urbano sustentável na América Latina e o Caribe, durante o Fórum Latinoamericano e Caribeño de Habitação, entre os dias 12 e 14 de junho, em Santo Domingo, República Dominicana. O Fórum é realizado a cada três anos pela Onu-Habitat, em parceria com as organizações Cities Alliance e Habitat para la Humanidad.

Premiado na categoria “Inovações tecnológicas para a habitação e para uma cidade sustentável e inclusiva”, o Muts atua nos conjuntos de moradias populares, com renda familiar abaixo de R$ 1,8 mil, com duas tecnologias sociais: a primeira de mobilização, organização e fortalecimento comunitário, por meio de autorrecenseamento produzido pela própria comunidade, para levantar informações sobre o perfil demográfico e socioeconômico.

A segunda metodologia é escolhida pelos moradores dentre quatro opções disponibilizadas: - “Bibliotecas Comunitárias Vaga Lume”; “Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana - Revolução dos Baldinhos”; “Rede Criar – Joias Sustentáveis na Ilha das Flores” e “Produção Agroecológica de Alimentos em Meio Urbano” -, consolidando o processo de organização.

O gerente de Parcerias Estratégicas da Fundação Banco do Brasil, Rogério Miziara, representou a Fundação no evento. No dia 12, às 14 horas, ele apresentou a estratégia da FBB e o alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no painel "Habitação, Inclusão Econômica e sua relação com os ODS".

 “Esse prêmio indica que estamos no caminho certo e que a organização comunitária de base é estratégia central para a Nova Agenda Urbana”, declarou o diretor-técnico da Rede Interação André Folganes Franco. Desde o início, o projeto já atendeu 62 conjuntos habitacionais, com aproximadamente 31 mil moradias, 110 mil moradores em 47 cidades. Desses empreendimentos, 24 conjuntos habitacionais já escolheram a segunda tecnologia, sendo que em 16 as atividades já foram concluídas.

“O grande desafio do Muts não é transferir tecnologias sociais, conhecimentos metodológicos ou realizar atividades, e sim, tocar o coração das pessoas, transferir os nossos sonhos e o nosso propósito. Nosso desafio agora é avaliar os resultados para que o projeto seja ainda mais efetivo e significativo para as comunidades beneficiárias”, destacou André.

Nova Agenda Urbana
A agenda urbana é um documento firmado em 2016 que orienta a urbanização sustentável pelos próximos 20 anos. Entre as principais disposições do documento está a igualdade de oportunidades para todos; o fim da discriminação; a importância das cidades mais limpas; a redução das emissões de carbono; o respeito pleno aos direitos dos refugiados e migrantes; a implementação de melhores iniciativas verdes e de conectividade, entre outras.

A realização deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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“Diálogos Transformadores” irá reunir especialistas nesta quarta (23), no auditório da Folha de S. Paulo

Internacionalmente reconhecido como projeto transformador da realidade brasileira, as cisternas revolucionaram a cultura e o modo de viver de quem via na seca um obstáculo para sobreviver com dignidade, principalmente na região do semiárido brasileiro. Hoje, após quinze anos do início deste projeto, as cisternas compõem o cenário da região e fazem parte da vida de muitas famílias. Este é um grande exemplo de transformação social a partir de uma tecnologia social – tema que será debatido nesta quarta-feira (23), com especialistas durante a nona edição do “Diálogos Transformadores”, evento promovido pela Folha de S. Paulo e que conta com o patrocínio da Fundação Banco do Brasil.

Assim como as cisternas, outras tecnologias sociais também servem como referência quando o assunto é transformação social. É para falar dessas novas iniciativas que o coordenador da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Antonio Barbosa, juntamente com o diretor-executivo da Fundação BB, Rogério Biruel e o assessor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil (PNUD), Haroldo Machado, foram convidados para falar com o público participante do encontro. Eles vão contar com a interação de Sonia da Costa, representando o Ministério da Ciência e Tecnologia; Cláudia Vidigal, idealizadora do Instituto Fazendo História e da tecnologia social Grupo nÓs, e Roberto Rocha, representante do Movimento dos Catadores, que integra o Coletivo Reciclagem, uma tecnologia social fomentada pela iniciativa privada.

Também serão apresentados no evento a tecnologia social Fast Food da Política, que ajuda jovens a decifrar os códigos da política brasileira por meio de jogos e interações lúdicas, e o projeto Saladorama, que leva comida saudável para as favelas de São Paulo e foi vencedor da categoria Escolha do Leitor do Prêmio Empreendedor Social 2017.

Todo o debate será transmitido ao vivo pela TV Folha neste link.

Conheça os debatedores do “Diálogos Transformadores”

Protagonistas

Antonio Barbosa, sociólogo e coordenador da ASA Brasil para os programas Uma Terra e Duas Águas e Sementes do Semiárido. A ASA agrega um conjunto de iniciativas de impacto social de três mil organizações em dez estados e ele vai nos falar como essa articulação leva água aos recantos mais áridos do país.

Rogério Biruel, diretor-executivo da Fundação BB. Funcionário de carreira do Banco do Brasil, está há três anos na Fundação, cujo banco de tecnologias conta com 986 iniciativas certificadas nas áreas de alimentação, educação, energia, habitação, ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

Haroldo Machado Filho, assessor sênior do PNUD. Irá tratar de tecnologias sociais na perspectiva dos 17 ODSs, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável preconizados pela ONU. PhD em Direito Internacional pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais, em Genebra, co-preside a Força Tarefa sobre a Agenda 2030 e seus ODSs dentro do Sistema ONU no Brasil.

Debatedores

Sonia da Costa, diretora de Políticas e Programas de Inclusão Social do Ministério da Ciência e da Tecnologia, irá abordar o desenvolvimento de políticas públicas para tecnologias sociais da parte do governo.

Claudia Vidigal, fundadora do Instituto Fazendo História e integrante das redes Folha e Ashoka, sua organização, ajuda as crianças a rever, montar e contar a própria história. O projeto colabora com o desenvolvimento das crianças e adolescentes de abrigos para que, ao se apropriar dessas histórias, elas ganhem autoestima e consigam até mesmo transformá-las.

Roberto Rocha, representante do Movimento dos Catadores, integra o Coletivo Reciclagem, uma tecnologia social fomentada pelo Instituto Coca-Cola com o objetivo de empoderar e profissionalizar cooperativas de catadores de material reciclável e incluí-las na cadeia formal, gerando mais eficiência, trabalho em rede, renda justa e ambiente digno aos catadores.

Casos inspiradores

Júlia Carvalho, fundadora do Fast Food da Política, tecnologia social que desenvolve ferramentas educacionais abertas para promover o entendimento das regras que regem a política, sua estrutura, processos e personagens. A partir de jogos e metodologias, aborda diversos temas que envolvem a compreensão das bases constitucionais, gestão pública e relações sociais.

Hamilton da Silva, fundador do Saladorama e integrante da Rede Folha, projeto que leva comida saudável para as favelas, vencedor da categoria Escolha do Leitor do Prêmio Empreendedor Social 2017.

Serviço:

Diálogos Transformadores
23 de maio (quarta-feira), das 16h às 18h
Auditório da Folha de S.Paulo – Alameda Barão de Limeira, 425, 9o andar, Campos Elíseos, São Paulo, SP

A realização deste projeto contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Segunda, 07 Maio 2018 09:03

Ler faz toda a diferença

Tecnologia social cria biblioteca comunitária em residencial popular no Ceará

Uma tecnologia social tem mudado o hábito dos moradores do Residencial Nova Caiçara (Orgulho Tropical), da cidade de Sobral (CE), e motivado as pessoas a se entregarem a um bom livro. Trata-se da ação “Criação de Bibliotecas Comunitárias Vaga Lume”, reaplicada pela Fundação Banco do Brasil em residenciais populares com o objetivo de promover intercâmbios culturais por meio da leitura, escrita e oralidade. O projeto ainda mobiliza a comunidade para a transformação de sua realidade.

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Na primeira etapa, iniciada no final de abril, 23 residentes do Nova Caiçara foram capacitados como mediadores de leitura. Além disso, um espaço foi adaptado com biblioteca com estantes, 600 livros – infantis, de poemas, paradidáticos e de leitura jovem - e esteiras de palhas - artesanato típico da região - para acomodar os leitores. Também serão desenvolvidas atividades lúdicas e interativas como dramatização, saraus e jogos didáticos.

Inaugurado em 2014, o conjunto habitacional tem 3.682 apartamentos onde vivem 20 mil pessoas. Francisco Barbosa de Sousa foi um dos primeiros moradores a se mudar para o residencial e se tornou líder da associação do local. “Nosso condomínio é muito grande e não oferece atividades aos jovens. E se você encontrar alguém querendo proporcionar uma leitura, não é bom? Estamos todos muito felizes com o projeto, e os pais ainda mais porque acreditam que a leitura vai desviar os filhos do mau caminho”, declarou.

A tecnologia social Criação de Bibliotecas Comunitárias Vaga Lume, faz parte do projeto "Moradia Urbana com Tecnologias Sociais (MUTS)”, da Fundação Banco do Brasil, que selecionou, por meio de edital, entidades interessadas em reaplicar tecnologias sociais em empreendimentos imobiliários populares, com renda familiar até R$1.800. No projeto de Sobral, o investimento social foi de R$ 107 mil, com execução da Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel), em parceria com a Associação Vaga Lume.

Wagner Gomes, diretor de negócios da Agência de Desenvolvimento Local (Adel) disse que foi uma experiência rica porque percebeu boa receptividade junto a associação de moradores. “A interação entre a Vaga Lume, a Fundação e a Adel, que são os parceiros do projeto, foi muito boa para alcançarmos os resultados almejados”, declarou. A biblioteca comunitária foi a tecnologia social que despertou maior interessante por parte dos moradores. As assembleias realizadas junto aos moradores tiveram boa representatividade com uma média de 500 participantes em cada reunião. “Eles ficaram conscientes que são atores centrais neste processo, mesmo porque darão prosseguimento na manutenção dos espaços de leitura”, comentou. Há um elemento importante neste processo que é o mediador de leitura que trabalha de forma voluntária junto às crianças e adolescentes fazendo rodas de leituras nas quadras dos condomínios.

Outros três municípios brasileiros também receberam a metodologia Criação de Bibliotecas Comunitárias Vaga Lume: Cruz das Almas (BA), Pedreira (SP) e Paraíso do Tocantins (TO). Desde 2015, 55 residenciais populares que contam com financiamento do Banco do Brasil em todo o país iniciaram o Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (MUTS). Em cada empreendimento onde é implantado o projeto, os moradores passam por uma metodologia de mobilização e organização comunitária, chamada “Transformando Realidades por meio da Mobilização e Organização Comunitária” e participam de oficinas de educação financeira e outras capacitações. A partir de então, eles escolhem uma tecnologia social entre quatro opções possíveis: “Bibliotecas Comunitárias Vaga Lume”; “Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana - Revolução dos Baldinhos”; “Redecriar – Joias Sustentáveis na Ilha das Flores” e “Produção Agroecológica de Alimentos em Meio Urbano”.

A divulgação deste projeto contempla os seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030:

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Reaplicação de tecnologias sociais envolvem a participação feminina no semiárido

Ampliar a participação das mulheres e torná-las protagonistas de soluções para problemas do cotidiano. Esses são os objetivos do projeto Mulheres em Movimento, que irá reaplicar três tecnologias sociais no município de Simão Dias, localizado no sertão sergipano. A experiência é uma parceria da Fundação BB com a Sociedade de Apoio Sócio Ambientalista e Cultural (SASAC), firmada no final do ano passado com investimento social de R$ 246 mil.

Uma das tecnologias reaplicadas será o Biodigestor, mecanismo que produz gás natural a partir de esterco animal. Também estão previstas a instalação de Cisternas de Placas - voltada para o consumo, com armazenamento de 16 mil litros de água da chuva e a Cisterna Calcadão para produção de alimentos, com reservatório de 52 mil litros. Até o final do projeto, serão construídos 10 unidades de cada iniciativa.

O envolvimento das comunidades é um dos fundamentos do conceito de tecnologia social e, no caso do Mulheres em Movimento, o diferencial é a capacitação de 30 agricultoras familiares na construção das soluções. Elas estão recebendo orientação sobre a produção de biogás e estruturação dos reservatórios para armazenamento da água da chuva. As iniciativas integradas permitirão o desenvolvimento de atividades agroecológicas, com produção de hortaliças e leguminosas.

A presidente da entidade, Joelma Santos, destacou o engajamento das participantes. Para ela, o protagonismo na construção das tecnologias foi um passo importante para as agricultoras. “Não foi uma conquista apenas para a entidade, mas para as participantes. Elas estão felizes e frequentam o curso mesmo em dias de chuva”, afirmou.

Em março, duas participantes visitaram comunidades que tiveram êxito na reaplicação de tecnologias sociais. Mary Gonçalves, moradora da comunidade de Mato Verde - município de Simão Dias (SE), irá construir um biodigestor em sua propriedade. "Aprendi muita coisa que não sabia fazer. Colocarei tudo em prática e compartilharei com o meu parceiro."

Vilma São Francisco, do povoado de Sítio Alto - município de Simão Dias (SE), também comentou suas expectativas com o projeto. "Ele veio pra mudar a vida das mulheres, porque a gente sofria muito. É um sonho realizado”. A propriedade da agricultora familiar já começou a ser preparada para a reaplicação da cisterna calçadão. “O cisterneiro irá tirar o restante da terra e eu o ajudarei. Ele vai quebrando as pedras e eu carregando. Vou estar à frente de tudo, se Deus quiser".

Experiência reconhecida 
A SASAC foi criada em 2002 e integra a rede Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), que é composta por mais de três mil organizações da sociedade civil de distintas naturezas, como sindicatos rurais, associações de agricultores e agricultoras, cooperativas, ONG´s, Oscip, entre outras.

Em razão da parceria com a Fundação BB, a entidade obteve a certificação da Agência Nacional de Assistência Técnica Rural (ANATER), reconhecimento que chancela a organização para participar de seleções, editais e chamadas públicas. Este reconhecimento é buscado por muitas instituições do terceiro setor que trabalham com assessoria técnica no campo. No estado do Sergipe, existem somente dez instituições certificadas.

A divulgação deste projeto abrange questões vinculadas aos seguintes ODS:

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Hortas comunitárias em conjuntos habitacionais populares melhoram alimentação das família e a convivência entre moradores 

Plantar na horta comunitária e levar para mesa hortaliças e verduras fresquinhas, sem agrotóxicos, além de ganhar uma renda extra com a venda para os vizinhos, são alguns dos benefícios que moradores de conjuntos habitacionais populares estão colhendo em projetos realizados em oito estados do Brasil: Bahia, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Maranhão, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e São Paulo.

"Aprendi a comer coisas que eu nem sabia que existiam. Rúcula é uma delas", conta Maria Alves, moradora do conjunto habitacional Recanto do Sobrado, na região rural de Casa Nova (BA). Maria e outros 22 moradores do residencial trabalham no cultivo. Cada um é responsável pelo plantio em uma área de 100 metros quadrados. As hortaliças que não são consumidas, são encaminhadas para venda em mercados locais e restaurantes e para encomendas dos moradores por telefone.

"Está tendo muita procura. Fala que é orgânico, aí vende bastante. O que mais sai é coentro, alface e couve ", conta Maria. Agora eles pensam em ampliar a produção e se organizar para vender na feira livre na área central do distrito de Santana, que faz parte do município.

As hortas comunitárias integram o projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts), da Fundação Banco do Brasil, e busca complementar o trabalho social dos empreendimentos habitacionais populares, como instrumento de promoção do desenvolvimento comunitário. Atualmente, estão abertas inscrições em novo edital para credenciar entidades sem fins lucrativos para realizar trabalho de mobilização comunitária nos conjuntos residenciais voltados à população com renda inferior a R$1.800. Saiba mais sobre o edital, clique aqui.

No estado do Paraná, na cidade de Arapongas, a horta comunitária também foi opção dos moradores do Residencial Arapongas III. "Agora a gente come à vontade, na hora em que queremos. Por ser horta orgânica, as pessoas estão gostando muito. O projeto foi um presente para a gente", diz Fátima Aparecida de Abreu, escolhida como coordenadora pelos participantes.

Fátima também notou outro benefício trazido pelo trabalho coletivo: a união dos moradores. A mesma percepção é demonstrada pela moradora Vandenilda Aparecida Claro, do residencial Piacenza, também na cidade de Arapongas. "A gente ficou feliz porque era um conjunto que precisava muito de uma coisa para unir as pessoas. No começo, a maioria não conversava uns com os outros, tinha brigas, conflitos. Hoje basicamente todo mundo conversa, são amigos", observou Vandenilda, conhecida por Duda e presidente da associação de moradores.

Dentro do residencial Raimundo Suassuna, em Campina Grande (PB), as hortas foram montadas em três equipamentos públicos: uma creche e duas unidades de saúde. E estão gerando satisfação nos participantes e frequentadores dos espaços.

"Estamos tentando fazer clientela com quem vai se consultar nas unidades de saúde, porque antes havia mato no local e agora há horta com muitas hortaliças. O pessoal fica muito admirado e no outro dia já vem comprar", explica Alvina Gonçalves Brasil, da Cáritas Regional Nordeste 2, entidade responsável pela realização do Muts em Campina Grande.

Mobilização comunitária

Desde 2015, 55 residenciais populares que contam com financiamento do Banco do Brasil em todo o país iniciaram o Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts).

Em cada empreendimento onde é implantado o projeto, os moradores passam por uma metodologia de mobilização e organização comunitária, chamada “Transformando Realidades por meio da Mobilização e Organização Comunitária” e participam de oficinas de educação financeira e outras capacitações. Depois de formado um grupo de moradores mobilizados, eles escolhem uma tecnologia social entre quatro opções possíveis: “Bibliotecas Comunitárias Vaga Lume”; “Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana - Revolução dos Baldinhos”; “Rede Criar – Joias Sustentáveis na Ilha das Flores” e “Produção Agroecológica de Alimentos em Meio Urbano”. Esta última foi a escolhida pelos participantes dos projetos mencionados nesta página.

A divulgação deste assunto contempla sete Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano 2030.

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