Caminhos da Favela, de Buenos Aires, e Programa Minha Horta, implantado por todo o país, concorrem na categoria internacional

A Argentina tem duas representantes entre as finalistas do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017, na categoria Internacional: Caminhos da Favela" e o "Programa Minha Horta". A premiação, reconhecida com uma das principais do terceiro setor, tem o objetivo de identificar e reconhecer soluções para desafios sociais das comunidades onde são implantadas.

Caminhos da Favela
Caminhos da Favela é uma ferramenta multimídia online que mostra um diagnóstico comunitário das diferentes prestações de serviços e obras públicas realizadas pelo governo nas 20 favelas e assentamentos de Buenos Aires.

A plataforma permite que os usuários vejam por obra e bairro os orçamentos previstos e o status de execução já realizado. Também há uma seção para os moradores fazerem pedidos de informação às autoridades sobre o andamento das obras. Em outro espaço é possível postar comentários, apontar irregularidades e publicar imagens e vídeos para documentar as reclamações. Devido ao monitoramento dos gastos públicos, a plataforma se tornou uma ferramenta de participação cidadã.

A iniciativa é da Associação Civil pela Igualdade e Justiça (ACIJ), sediada em Buenos Aires. De acordo com a entidade, as condições dos serviços públicos nas favelas são críticas e o reconhecimento oficial foi decisivo para a realidade começar a mudar. "A ferramenta foi fundamental para exigir do governo da cidade a incorporação das moradias nos mapas oficiais.

A iniciativa tem amplo reconhecimento da cidade e se tornou uma política pública. A partir de 2015, o governo fez anúncios ambiciosos sobre o início dos processos de integração socioeconômica de quatro das principais favelas, uma reivindicação histórica da população", explica Pablo Vitale, um dos coordenadores da associação.

Minha Horta
Uma em cada quatro crianças que moram na zona rural na Argentina têm apenas uma refeição por dia – a que é oferecida na escola – de acordo com o Observatório da Dívida Social Argentina. Além disso, a alimentação dos mais pobres é rica em carboidratos e deficitária em fibras, vitaminas e minerais. Para minimizar o problema de subnutrição, a Fundação Horta Niño passou a capacitar os moradores em diferentes comunidades para autoprodução de alimentos em hortas comunitárias agroecológicas, plantio sem o uso de agrotóxicos, integrado ao ecossistema.

Em cada comunidade, o Programa Minha Horta começa com o levantamento da realidade socioeconômica, condições ambientais, recursos e necessidades locais. Após a articulação com lideranças, professores, pais, alunos e moradores, é definida a quantidade de canteiros e os materiais necessários. Os materiais são adquiridos com fornecedores locais para facilitar o deslocamento e reduzir a emissão de gases do efeito estufa no transporte.

A preparação dos canteiros é feita em regime de mutirão pela comunidade – com participação de pais, vizinhos e até de voluntários de empresas. Eles fazem o cercamento e instalação de sistema de irrigação e de estufas, dependendo do clima local.

Prêmio
Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). As finalistas internacionais vão receber troféu e vídeo retratando a iniciativa e também serão convidadas a participar do Fórum Internacional de Tecnologia Social, programado para 22 de novembro em Brasília (DF), véspera da cerimônia de entrega.

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

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Criada no Brasil, em software livre, a iniciativa é finalista do Premio Fundação BB de Tecnologia Social

A união entre a economia solidária e as novas tecnologias resultou na criação do Noosfero, uma plataforma web de mídia livre para criação de redes sociais, educacionais, de economia solidária e cidadania que possui diversas funcionalidades, como blogs, sites, além de gestão de conteúdos multimídia e comércio eletrônico.

A iniciativa surgiu em 2005 durante o Fórum Brasileiro de Economia Solidária, a partir de proposta para a elaboração de canal para compartilhar as informações sobre economia solidária para a Colivre Cooperativa de Trabalho em Tecnologias Livres, que desenvolveu a rede Cirandas. No mesmo ano, a Colivre atendeu um pedido para criação de sistema para publicação de conteúdo digital de projetos de inclusão digital na África. A convergência e aperfeiçoamento entre esses dois sistemas resultou no Noosfero.

Desde então a plataforma não parou mais de expandir, alcançando vários usuários no Brasil e no mundo, como as Universidades de São Paulo (USP) e a de Brasília (UnB), e a rede japonesa World Museum Project. Agora o Noosfero concorre como finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social na categoria Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital.

Sediada em Salvador (BA), com mais de dez anos de atuação e especializada no desenvolvimento de soluções tecnológicas para web, a Colivre tem expertise em projetos de desenvolvimento em software livre. “O fato de trabalharmos com softwares livres proporciona maior independência tecnológica, além da diminuição dos custos de aperfeiçoamento do software, dada a contribuição dos usuários”, esclarece Matheus de Mendonça Sampaio, jornalista e sócio da Colivre. Ele explica que “o Noosfero é um projeto de software livre que nasceu para permitir que coletivos e instituições nacionais e internacionais se tornassem provedores autônomos de serviços de mídia livre e social na rede mundial de computadores”.


Outro grande diferencial do Noosfero é reunir diversas funcionalidades conforme perfil do usuário. O que é inserido na plataforma pode ser compartilhado de acordo com os métodos de cada instituição.

O professor do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo, Fabio Kon, explica que em 2012 a tecnologia utilizada pela USP já estava defasada. “Fizemos uma pesquisa de softwares livres que permitiriam a implantação de sistema de colaboração com qualidade. Chegamos ao Noosfero, que trouxe uma série de funcionalidades que nenhuma outra rede especializada poderia oferecer”.

Além do sistema educacional, o Noosfero também atua como plataforma para empreendimentos. Neste perfil, existem funcionalidades para o comércio eletrônico e catálogo de produtos e serviços, que adotam os princípios de preço aberto e comércio justo da economia solidária. Isso é o que ajuda Mário Sérgio, diretor comercial da cooperativa de produção de brinquedos educativos Art Gravatá, de Pernambuco. Para ele, a rede ajuda muito a vender seu produto. “O site atua praticamente como uma loja virtual. É um sistema que sei usar. É só logar e colocar as fotos e isso nos ajuda muito”, explica.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social

O Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD.

Você pode conferir essa iniciativa e outras finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Quarta, 04 Outubro 2017 15:19

Depois do abrigo, uma nova vida

Tecnologia social desenvolve atividades para acompanhar jovens após deixarem instituições onde moram

Quando atingem a maioridade, aos 18 anos, jovens que vivem em abrigos se veem obrigados a deixarem as instituições, mas muitos deles ainda sem condições para lidar com a nova situação de vida, que exige autonomia e, principalmente, independência financeira.

Diante desse contexto, o “Grupo Nós: trabalho de preparação para a vida autônoma”, do Instituto Fazendo História, da cidade de São Paulo (SP) realiza um trabalho de transição com os adolescentes, com fortalecimento de vínculos afetivos (familiares, comunitários e com outros jovens), estimulando a apropriação dos espaços culturais e sociais da cidade, e a construção de projetos profissionais e planejamento financeiro e de habitação. Toda ação é realizada em parceria com o serviço de acolhimento, voluntários, empresas apoiadoras e organizações sociais, com duração de três anos.

O primeiro contato com o Grupo Nós acontece, na maioria das vezes, quando o adolescente atinge a idade de 16 anos e se encerra aos 19 anos. Mas em alguns casos, a depender do desenvolvimento do participante, o atendimento se estende por mais dois anos, mesmo quando já está fora do acolhimento.

Coordenadora do Grupo, Mahyra Costivelli, explica que a metodologia foi construída com a participação dos adolescentes, em 2011. No início, a ideia era montar um projeto voltado para a moradia coletiva, mas os jovens trouxeram outros desejos e necessidades. “É preciso prepará-los para viverem os desafios da vida fora do acolhimento, como a imaturidade para lidar com os problemas do cotidiano, a falta de políticas públicas direcionadas e o preconceito”, disse.

Willian Jonathan dos Santos foi pioneiro do Grupo e ajudou a pensar no formato do projeto. Ele conta que recebeu o convite para participar dos grupos de discussões quando ainda estava em abrigo e que nas reuniões sempre lhe deram espaço para falar.

“Sair do acolhimento é um momento desafiador para todos e eu tinha essa preocupação. O pessoal do Grupo Nós queria conhecer os nossos sonhos e desejos. A gente levava as experiências que tínhamos no abrigo - as boas que a gente gostaria que fossem adotadas e ainda aquelas que não desejávamos que fossem repetidas. A minha vida quase toda foi no abrigo – dos 4 aos 18 anos - e eu não conhecia quase nada fora. O Grupo Nós foi essencial para o meu amadurecimento, meu porto seguro. Sempre gostei muito de arte, sempre fui muito sonhador e tive meus pés fora do chão (risos). Lá recebi ajuda para me organizar e fui preparado para saber esperar, porque sempre fui ansioso e por conta disso, muitas vezes era frustrado. Tenho o Grupo Nós como referencial de vida. Quando achava que não ia dar certo, eles estavam ali para me apoiar”, declarou. Hoje, William está com 23 anos, mora no seu espaço, estuda teatro, trabalha em uma academia, faz estágio e estuda numa escola de atores.

Finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia social, o método é dividido em etapas, sendo que a primeira contempla os grupos de propósito, com oficinas para que cada adolescente descubra seus talentos, a fim de construir projetos de vida alinhados aos seus propósitos e potencialidades.

Após essa etapa, cada adolescente segue acompanhado por um monitor de forma individual durante três anos. Os jovens ainda participam de grupos de reflexão, além de encontros temáticos e atividades culturais coletivas e de forma individual.

“Fazemos um trabalho de aposta nas potencialidades de cada adolescente. Procuramos caminhar ao lado do jovem, valorizando sua história de vida e fortalecendo sua rede de pertencimento. Com isso, é promovida a autonomia, respeitando as escolhas, o tempo e os limites de cada um”, declarou a coordenadora.

Sobre o Prêmio

Na fase final do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, além do Grupo Nós outras 17 iniciativas são finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em 23 de novembro em Brasília (DF). Entre as 735 inscritas neste ano, 173 foram certificadas e passaram a constar no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online gratuito de soluções para problemas sociais mantido pela Fundação BB. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir essa iniciativa e outras finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

A divulgação deste projeto contempla um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Instituição em Guararema (SP) oferece cursos para lideranças comunitárias, camponeses, agentes de saúde, jovens, indígenas e quilombolas

Da ideia de proporcionar uma formação integral gratuita a agricultores familiares e integrantes de movimentos sociais nasceu a Escola Nacional Florestan Fernandes, no município de Guararema, região metropolitana de São Paulo. A metodologia de ensino une conhecimentos da cultura e da experiência dos participantes com conceitos teóricos em filosofia, história, economia política, relações sociais, direitos humanos e manifestações artísticas. Além dos debates em sala de aula, fazem parte da formação o trabalho doméstico, na limpeza e manutenção da escola, e o produtivo, nas hortas, pomares, jardinagem e na programação cultural, que permite aos participantes mostrar expressões artísticas de suas comunidades. A iniciativa é finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017, na categoria Educação.

Os cursos têm conteúdos semelhantes com formato adaptado ao público: pode ser turma de jovens, de mulheres camponesas, de cooperados de entidades de agricultura familiar ou turma de lideranças comunitárias, por exemplo. Há também cursos de formação de agentes comunitários de saúde e os voltados a atender educandos de outros países, principalmente da América Latina.

Gabriela Giacomelli, que faz parte da Organização Pátria Grande, em Córdoba, na Argentina, já fez um curso para lideranças e, atualmente, frequenta a pós-graduação em estudos sociais latino-americanos. "A escola tem uma pedagogia popular baseada em princípios de participação e horizontalidade, que reconhece experiências dos sujeitos e a questão de gênero. Além disso, oferece formação bem ampla, com troca de expressões culturais e linguagem artísticas de diversos países. Isso qualifica muito nossas intervenções na realidade. Desse método, a gente aprende a construir espaços de formação onde a gente atua", afirma Gabriela.

A duração dos cursos varia de uma semana a três meses. As turmas formadas por trabalhadores rurais residentes no Brasil costumam ter alternância de período – duas semanas na escola e dois a três meses em casa. "A alternância facilita colocar em prática cada etapa do que está aprendendo aqui. No retorno, os alunos trazem as dificuldades que encontraram em sua comunidade e têm oportunidade de rever o conteúdo", explica a coordenadora geral da escola, Rosana Cebalho Fernandes.

Construção coletiva
O projeto político pedagógico começou há 12 anos com o envolvimento de cerca de mil voluntários, de diversos estados brasileiros, para construir as dependências da escola. Os recursos vieram da venda do livro-disco “Terra”, composto por fotos de Sebastião Salgado, texto de José Saramago e músicas de Chico Buarque. Atualmente, os recursos para a manutenção e funcionamento são obtidos por meio de doações de organizações e movimentos sociais, além da colaboração individual voluntária.

Até 2016, a Escola Nacional Florestan Fernandes realizou mais de 500 atividades, entre visitas, cursos nacionais, cursos internacionais, encontros e seminários, beneficiando mais de 40 mil pessoas.

Sobre o Prêmio
A fase final do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social irá selecionar vencedoras entre 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em 23 de novembro. Entre as 735 inscritas neste ano, 173 foram certificadas e passaram a constar no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online gratuito de soluções para problemas sociais mantido pela Fundação BB.

Nesta edição, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio 

Veja aqui a lista das 173 certificadas

Visite o site do Prêmio

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Finalista no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social, a Rede Bodega do Ceará está presente em cinco municípios do estado

Sabe aqueles lugares onde você encontra tudo o que precisa? No estado do Ceará eles são chamados de Bodegas: espaços coletivos e solidários de divulgação e comercialização de produtos - alimentos, roupas e livros, por exemplo - frutos do trabalho de homens e mulheres do campo e da cidade.

Articulada pela Rede Cáritas, a partir de demanda de grupos organizados em cooperativas e associações, a tecnologia social "Rede Bodega de Comercialização Solidária" está presente no estado do Ceará, além da capital Fortaleza, onde recebe o nome de a Budegama, e em outros quatro municípios: Sobral, com a Bodega dos Arcos; Viçosa, com a Bodega do Povo; Aracati, com a Bodega Nordeste Vivo e Solidário e Maranguape, com a Bodega da Vila.

Finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, na Categoria Economia Solidária, a metodologia é constituída de pontos fixos de comercialização coletiva e autogestionária, que abriga trabalhos de 220 famílias de agricultores familiares, extrativistas, costureiras, artesãos, escritores e poetas.

De acordo com Izabel Cristina de Lima, responsável pela iniciativa, a participação das mulheres se dá em todos os aspectos, na produção de artesanato, de alimentação, na gestão dos grupos de produção, sejam eles formais e informais. A presença feminina também é maioria na diretoria e na comissão gestora.

“Elas estão nas feiras, nos encontros e detêm a fala sobre a Rede Bodega, mesmo nas regiões onde se tem uma expressiva participação masculina e isso revela um dado já mostrado em pesquisas, que no Brasil a economia solidária tem rosto feminino, pois é a maioria no movimento”, destacou Izabel.

Ana Lurdes de Freitas expõe seu trabalho na Bodega da Vila, situada na cidade de Maranguape, a 26 quilômetros de Fortaleza. Especialista na confecção do rói rói - brinquedo que leva esse nome por conta do som que emite -, a artesã trabalha em parceria com outras nove pessoas.

Na Bodega da Vila, além do rói rói, o visitante também pode encontrar cartões com poesias produzidas pelos artistas locais, livros, brinquedos confeccionados a partir de materiais reciclados e brindes feitos com madeiras reaproveitadas, além de alimentos variados e outras atrações.

O espaço também oferece hospedagens na pousada local - com capacidade para receber até 30 pessoas-, serviços de massoterapia e reiki. “Vivemos do que produzimos, das poesias, do artesanato, das apresentações artísticas e das oficinas que ministramos. Com o nosso trabalho, também ajudamos as pessoas a adquirirem o gosto pela leitura e pela poesia”, declarou Ana.

Sobre o Prêmio

A fase final do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social irá selecionar vencedoras entre 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em 23 de novembro. Entre as 735 inscritas neste ano, 173 foram certificadas e passaram a constar no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online gratuito de soluções para problemas sociais mantido pela Fundação BB.

Nesta edição, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio 

Veja aqui a lista das 173 certificadas

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A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Finalista de São Paulo no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social proporciona à pessoa com deficiência qualidade de vida e inclusão social


Wellington Augusto Gusso, até os 22 anos de idade não conseguia executar tarefas simples como escovar os dentes, comer sozinho ou até mesmo segurar um copo com água sem a ajuda da sua mãe, Janine Dias Gusso, ou de um familiar. Suas restrições motoras durante a infância e adolescência foram causadas por uma má-formação cerebral congênita - Agenesia de Corpo Caloso.

A transformação na vida do jovem ocorreu há três anos após receber atendimento na Associação Cultural Educacional Social e Assistencial Capuava – ACESA Capuava, da cidade de Valinhos (SP). Lá, teve acesso a tecnologias de baixo custo, como adaptadores de talheres e facilitadores para escrita e outras habilidades manuais.

Os instrumentos fazem parte da metodologia “Tecnologia Assistiva de Baixo Custo para Pessoas com Deficiência”, que se tornou finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017, na Categoria Saúde e Bem-Estar.

"Hoje vejo meu filho executando coisas simples, mas que antes eram impossíveis. Morávamos em Apiaí, na região do Vale do Ribeira, e nos mudamos para Valinhos para que ele recebesse atendimento. Dou muito valor a cada conquista dele, como vê-lo levando alimento à boca ou boiando na aula de natação. Cada progresso traz mais liberdade. Hoje, a nossa batalha é pelo simples”, declarou Janine.

Com o trabalho de uma equipe multidisciplinar, composta por fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, assistentes sociais, psicopedagogos e pedagogos, a entidade já atendeu mais de 40 pessoas com deficiência. A ACESA Capuava também é responsável por orientar e treinar os atendidos e os familiares sobre o uso da tecnologia social.

A assistente social do projeto, Graziele Medina dos Santos, relatou que professores da rede municipal de Valinhos e de uma escola de Campinas (SP) foram capacitados para o uso da tecnologia. “É muito gratificante ver o resultado do nosso trabalho no dia a dia das pessoas. O desafio que temos é melhorar a qualidade de vida delas, proporcionar autonomia e ampliar as possibilidades de socialização”.



Prêmio
A instituição foi selecionada entre 735 propostas e recebeu a certificação de tecnologia social. Agora é uma das finalistas na categoria “Saúde e Bem-Estar” e concorre ao prêmio principal de R$ 50 mil, entregue aos vencedores em cerimônia programada para 23 de novembro em Brasília (DF).

Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social é considerado um dos principais do terceiro setor no País. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir essa iniciativa e outras finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.


A divulgação deste projeto contempla dois 
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Escola de Comunicação Comunitária oferece formação e oportunidade de trabalho e renda para estimular a mobilização social de jovens

Um espaço de aprendizagem em que todos aprendem com todos. Um local onde a afetividade, a criatividade e a capacidade crítica são valorizadas e as tecnologias de comunicação usadas para o desenvolvimento pessoal e o conhecimento da comunidade e da cultura local. Assim nasceu e se consolidou a Escola Comunitária de Comunicação, por onde já passaram mais de 130 jovens de 16 a 24 anos de escolas públicas e privadas, no bairro Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo. A experiência concorre ao Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017, na categoria Educação.

O bairro está entre os campeões em número de homicídios na capital paulistana e tem grande concentração de jovens. Para oferecer a eles oportunidades de crescimento pessoal, geração de renda e de contribuir com o desenvolvimento da comunidade, um grupo de jovens criou o projeto como uma ferramenta para a mobilização juvenil e transformação social.

A formação em produção comunicativa tem duração de três anos, sendo dividida em três ciclos. No primeiro ciclo, os jovens são estimulados a fazer uma pesquisa sobre o ambiente familiar, escolar e da comunidade local, por meio da metodologia investigação apreciativa. A partir daí, são desenvolvidas histórias adaptadas para quatro diferentes mídias: jornal, rádio, fotografia e vídeo. No segundo ciclo, os participantes são monitorados por profissionais de comunicação para exercitar os conceitos aprendidos de maneira prática. Na última fase, os estudantes passam a atuar na produtora do projeto, já como atividade profissional.

Leonardo Pereira dos Santos, iniciou sua experiência aos 16 anos e descobriu sua aptidão e habilidade para trabalhar com desenho pelo projeto. Agora, aos 20 anos, ele é diretor da Escola Comunitária. "É muito instigante ver as pessoas descobrindo que o próprio talento pode mudar muito as nossas comunidades."

Nas cinco turmas formadas, os participantes produziram documentários sobre moradores de Campo Limpo, curtas-metragens, fanzines, exposições, blogs, rádio novela, telejornal e grafitagem de muro. Além disso, foram firmadas parcerias com organizações sociais como Projeto Arrastão, Periferia em Movimento, União Popular de Mulheres, Brechoteca, I Love Laje, Sarau do Binho, e espaços públicos como o Parque Santo Dias, Casa de Cultura do Campo Limpo e Subprefeitura.

Saiba mais sobre a tecnologia social neste vídeo

Conheça outras iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 em fbb.org.br/finalistas

Prêmio
No total, 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional concorrem ao Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. O evento de premiação será realizado em novembro. Entre as 735 inscritas neste ano, 173 foram certificadas e passaram a constar no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online gratuito mantido pela Fundação BB. Nesta edição, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Visite a Escola Comunitária de Comunicação no BTS

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio

Veja aqui a lista das 173 certificadas

Visite o site do Prêmio

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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"Arte na Palha Crioula", Iniciativa de Guapiara (SP) que resgata a tradição cultural e contribui para melhoria da renda das famílias, é finalista do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social

A tecnologia social “Arte na Palha Crioula: Banco de Milhos Crioulos”, do município de Guapiara, interior de São Paulo, traz na palha do milho, que normalmente é descartada, o grande segredo de sucesso. Naturalmente colorida em tons de vermelho e roxo, a palha do milho é usada na produção de artesanatos decorativos e utilitários de alta qualidade.

Mas para garantir o sucesso da metodologia, o trabalho das mulheres da Associação Arte e Vida de Mulheres Artesãs,finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, na Categoria Agroecologia, começa bem antes, com a escolha das melhores sementes, seguida da preparação do solo para a plantação. E para garantir uma boa cultura,também verifica-se as fases da lua, sendo que a minguante é a recomendada, principalmente na última semana de julho e entre os meses de setembro a dezembro. Todo esse processo faz parte de um trabalho de resgate na plantação das sementes crioulas, que foram utilizadas pelas agricultores de gerações anteriores e passaram pela seleção natural de milhares de anos, com grãos mais resistentes e menos dependentes de substâncias sintéticas.

Nascida na roça, a idealizadora da tecnologia, Alice de Oliveira Almeida, viu no oficio que aprendeu com o pai, uma forma de valorizar o artesanato local e de diversificar as atividades de geração de renda para as mulheres da região. Em 2005, Alice foi convidada pela prefeitura local para ministrar a arte do trançado para um grupo de mulheres.

O trabalho - totalmente artesanal - é feito com auxílio de uma agulha de arame, que também é confeccionada pelas artesãs. As palhas menores são utilizadas na produção de flores de variados modelos e tamanhos e as mais largas na produção de bonecas. Na lista de produtos, há também cestarias, vasos, santos, galinhas, jogos americanos, petecas, bolsas, chapéus e revestimento para móveis.

“Passei para as mulheres as técnicas que aprendi em casa e hoje colhemos do fruto do nosso trabalho. Essa arte ajuda no fortalecimento das mulheres e na continuidade das sementes crioulas". Alice comentou também que as novas gerações estão iniciando na produção. "As filhas das artesãs já se mostram interessadas no trabalho das mães. Muitas já ajudam na confecção das peças e no orçamento familiar", acrescentou. Hoje todo trabalho com a cadeia produtiva é realizado pelo grupo.

Alice explica ainda que, no manejo das sementes crioulas, é preciso esperar seis meses após o plantio para a colheita do milho seco e para a retirada das palhas para produção do artesanato. Nessa fase, se faz a seleção das sementes para um novo plantio e as que sobram podem ser utilizadas na produção de fubá, farinha quirera (milho mais quebrado, usado na alimentação de galinhas) ou para consumo animal.

Com o intuito de diversificar ainda mais a produção, sempre que participam de feiras, as mulheres fazem trocas de sementes crioulas com agricultores de outras regiões, indígenas e quilombolas. Para assegurar a continuidade do projeto, as mulheres já participaram de diversos cursos de capacitação, como de viabilidade econômica, formação de preços e designer de produtos.

Maria Aparecida da Silveira, de 74 anos, mais conhecida como dona Cida, é a artesã mais velha do grupo. Ela conta que aprendeu a trabalhar com palha ainda criança, aos seis e sete anos, e que continua até hoje, com amor pelo que faz. Eu via aquelas espigas bonitas e comecei a fazer as bonecas. Quando me casei parei para cuidar dos filhos, mas assim que eles cresceram retomei meu trabalho. Eu mesma crio as minhas peças e com a venda delas já realizei muitos sonhos”, disse.

Conheça outras iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 em fbb.org.br/finalistas

Sobre o Prêmio

No total, 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional concorrem ao Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. O evento de premiação será realizado em novembro. Entre as 735 inscritas neste ano, 173 foram certificadas e passaram a constar no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online gratuito mantido pela Fundação BB.

Nesta edição, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

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A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Novo veículo adquirido com recursos da Fundação Banco do Brasil ajudará no deslocamento de crianças e jovens participantes do Instituto Reciclando Sons

O Instituto Reciclando Sons recebeu nessa terça, 5, mais uma importante ferramenta de apoio ao trabalho realizado junto às crianças e adolescentes da Cidade Estrutural (DF). Trata-se de uma van personalizada, adquirida por meio de investimento social no valor de R$ 148,3 mil, recebido da Fundação Banco do Brasil, por meio do projeto Inclusão Socioprodutiva Sustentabilidade, Planejamento e Organização para Reaplicar.

O novo veículo possibilitará que os alunos se apresentem e participem de atividades culturais em outras regiões do DF, além de dar mais visibilidade ao projeto. “A van chama atenção por onde passa. Então, é mais que um veículo de deslocamento, é também um meio de divulgação e de fomento ao relacionamento sócio cultural dos participantes", afirma Rejane Pacheco, maestrina e responsável pelo Instituto.

A verba que antes era utilizada no aluguel do transporte dos alunos será investida na inicialização musical de cerca de 150 estudantes carentes. O apoio para a compra da van dará continuidade aos resultados obtidos por meio da difusão cultural e educacional que o instituto se propõe a realizar em benefício de comunidades vulneráveis.

Em 16 anos de existência, o Instituto Reciclando Sons já atendeu mais de 2.700 pessoas. Além da educação básica extracurricular, o Instituto prepara os moradores da Cidade Estrutural para o exame da Ordem dos Músicos do Brasil. Os estudantes que se formam no ensino superior ou aqueles com aptidões para atividades de apoio são contratados para o quadro de funcionários do Instituto, iniciativa que gera renda e emprego à população local.

Todas as atividades são custeadas por meio de doações e das apresentações realizadas em eventos, empresas e órgãos públicos. Para saber mais, acesse www.reciclandosons.org.br.

A Fundação BB é parceira do Instituto desde 2013, quando a entidade ganhou o Prêmio Fundação Banco do Brasil com a Tecnologia Social de Educação Musical Modular, na categoria Juventude. O prêmio reconheceu a metodologia inédita adotada na musicalização de crianças a partir de nove anos que vivem em situação de vulnerabilidade social.

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Proposta é aplicada pela Fast Food da Política que já disponibilizou seus jogos para quatro mil pessoas

É possível aprender algumas regras do sistema político brasileiro no mesmo intervalo de tempo em que uma pessoa come um hambúrguer? A associação Fast Food da Política, sediada em São Paulo, acredita que sim e por isso desenvolveu uma metodologia lúdica para provocar reflexões e diálogos a respeito da política no país. Ela atua há dois anos desenvolvendo jogos interativos e já atingiu cerca de quatro mil pessoas de diferentes perfis e faixas etárias. A metodologia já foi aplicada em escolas, universidades, órgãos públicos, manifestações e eventos culturais. Agora a iniciativa concorre como finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, na categoria Educação.

A proposta tomou corpo em 2015, em uma grande manifestação em Brasília. A designer Júlia Fernandes de Carvalho e outros colegas saíram de São Paulo com destino à capital federal para aplicar jogos com os manifestantes sobre o sistema político brasileiro. “Ali percebemos o grande desconhecimento acerca do funcionamento das regras e das consequências práticas das reivindicações. Neste momento notamos o poder dos jogos para transformar este cenário”, relembra. Júlia voltou para São Paulo e fundou a associação. “Queríamos garantir um aprendizado político que fosse rápido, delicioso e divertido. Como um fast food”, explica.

A metodologia opera de forma que participantes possam adquirir novos aprendizados, independentemente do grau de conhecimento político que possuem. “Deixando as ideologias de lado, juntamos diferentes perfis de pessoas e faixas etárias para decifrar as regras que regem o funcionamento do nosso Estado. No fim, todos se divertem, aprendem e trocam”, constata a fundadora.

Ao longo dos dois anos de atuação, a equipe já elaborou mais de 80 jogos entre oficiais e protótipos elaborados pelos participantes das oficinas de criação. Quinze deles são sobre o sistema político; cinco são da linha Molho Especial, que trata a questão de gênero e política; os outros jogos são sobre gestão pública. Eles já foram aplicados em cidades como Santos, São Paulo, Jundiaí, Brasília, Cotia e Guarulhos. Atualmente o principal território de atuação é a cidade de São Paulo, mas a partir da certificação de tecnologia social conferida pela Fundação BB neste ano, a iniciativa pode ser reaplicada em outras regiões do país. Veja a proposta no Banco de Tecnologias Sociais.

Reconhecimento como tecnologia social

“Foi ótimo perceber que as pessoas confiam e reconhecem nosso trabalho, além de todo o apoio e o enorme número de pessoas que estão torcendo pela gente”, comenta Júlia sobre ser uma das 21 finalistas na 9ª edição do Prêmio. Para ela, foi uma honra ter chegado à etapa final ao lado de outros projetos tão relevantes. “Isso nos deu mais energia para continuar”, resume. Ela diz que, se vencedora, a Fast Food pretende contar com parcerias em diversas localidades, proporcionando uma atuação em rede e assim realizar o sonho de promover educação política em todos os estados brasileiros.

O adolescente Gustavo Goyes foi um dos jogadores da Fast Food da Política e conheceu a metodologia quando foi aplicada no Centro de Juventude do Jardim Vila Madalena, em São Paulo. “Tem pessoas que vêm aqui, falam e conversam sobre política e nós acabamos não aprendendo nada. Por meio de uma simples brincadeira, os jogos da Fast Food nos ensinaram muito”, relata o estudante.

A analista legislativa da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) Tânia Rodrigues Mendes também é uma das pessoas que reconhecem a iniciativa. “Para definirmos o que o Brasil quer ser quando crescer, a diretriz de ação aplicada com esses jogos é estratégica e com alta funcionalidade político-pedagógica, capaz de fazer as pessoas questionarem seus preconceitos políticos, sociais e culturais, além de perceberem suas limitações e potencialidades”, avalia a servidora que atua no setor há 25 anos.

Conheça outras iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 em fbb.org.br/finalistas



Acesso gratuito
Todos os jogos estão disponíveis para download no site da associação fastfooddapolitica.com.br. Os arquivos são de utilidade pública, abertos e disponíveis para serem acessados e disseminados livremente. Os recursos materiais necessários são acesso à internet para fazer o download, impressora, papel e cola. As instruções para cada jogo estão presentes nos manuais que também estão disponíveis on-line. A duração da rodada é de aproximadamente 10 minutos.

A edição do 9º Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio
Veja aqui a lista das 173 certificadas
Visite o site do Prêmio

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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