Sexta, 05 Abril 2019 14:38

Colostro: um produto nobre

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                                                                                                                                          Dra. Mara recebendo medalha da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul pelo trabalho com o colostro

 

Após 65 anos proibido para consumo humano, produto já foi reconhecido como tecnologia social, em 2007, e agora ganha reconhecimento e visibilidade


Quando a tecnologia social “Uso da Silagem de Colostro” venceu o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, em 2007, a médica veterinária e pesquisadora da Emater/RS, Mara Helena Saalfeld, da cidade de Pelotas (RS) já indicava o uso da silagem de colostro como substituto ao leite na alimentação das bezerras leiteiras e mamíferos, mas percebeu que ainda havia muito desperdício e preconceito quanto ao uso do produto in natura, o que já era utilizado no mundo todo, não só como alimento, mas na indústria de medicamentos e suplementos alimentares para atletas.

Para se fazer a silagem, o colostro é colocado em garrafas pet. Quando a garrafa estiver totalmente preenchida é fechada e armazenada em temperatura ambiente. O tempo de armazenamento é bastante longo, em torno de 3 anos. Após o armazenamento, de cada 2 litros de silagem de colostro se faz 4 litros de leite, com a adição de água.

O Prêmio da Fundação BB impulsionou a idealizadora do método a prosseguir com o trabalho de pesquisa em torno do uso do colostro da vaca in natura também na alimentação humana. Em março de 2017, como resultado dos esforços da doutora Mara, a Presidência da República emitiu um decreto, eliminando o artigo que proibia o aproveitamento de colostro para fins de alimentação humana - uma proibição desde 1952, realizada durante o governo Vargas.

Saalfeld explica que em 1998, uma pesquisa já havia comprovado que o colostro - produzido pela vaca nos cinco primeiros dias após o parto - tem mais proteínas, minerais, gorduras e vitaminas do que o leite. O leite normal tem em média 3% de proteína, enquanto o colostro do dia do parto tem 14% de proteína.

A médica explica que o colostro tem as mesmas propriedades do leite, como anticorpos e bactérias probióticas, só que em maiores quantidades. Ele era proibido no Brasil por uma questão técnica, devido ao processo de pasteurização, que exige temperaturas diferentes para o leite e para o colostro, e não pela questão nutricional.

A doutora também afirma que antes do Prêmio, o colostro era considerado invisível para a pesquisa e ensino no Brasil e que após o projeto ser vencedor, tudo mudou. Com o prêmio de R$ 50 mil, a tecnologia pôde ser divulgada em todo o Brasil e no mundo. Além disso, a pesquisadora teve oportunidade de fazer o doutorado e participar de palestras em Portugal e na Alemanha. De lá pra cá, a prática começou a ser ensinada também nas universidades e usada em pesquisas. “O colostro é um alimento de excelente qualidade. Seu uso proporciona aos produtores uma boa lucratividade. Hoje encontramos no mercado iogurtes, queijos, ambrosias e bolachas feitos com o colostro. Agora estamos batalhando para industrializá-lo para o consumo humano, em pó”, disse.

Prêmio de 2019 está com inscrições abertas

Assim como esta metodologia, o seu projeto também pode se tornar uma tecnologia social reconhecida. O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social está com inscrições abertas até 21 de abril. Podem participar da premiação entidades sem fins lucrativos como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais, de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil e nos demais países da América Latina ou do Caribe.

Nesta edição, o Prêmio terá quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda” e “Meio Ambiente”. O primeiro, segundo e terceiro lugar de cada uma das categorias será premiado com R$ 50 mil, 30 mil e 20 mil respectivamente. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promovam a igualdade de gênero e o protagonismo e empoderamento da juventude receberão um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação.

Também está aberta uma categoria “Internacional”, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”, “Geração de Renda” e “Meio Ambiente.” Da mesma forma, nesta categoria, as instituições finalistas receberão um troféu e um vídeo retratando a sua iniciativa.

As novidades desta edição são as três premiações especiais: “Mulheres na Agroecologia”, que visa identificar tecnologias sociais que promovam o protagonismo feminino na gestão da produção agroecológica; “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico”, destinada para identificar tecnologias sociais de modelos de gestão/governança de organizações e comunidades na produção do algodão agroecológico e “Primeira Infância”, que busca identificar tecnologias sociais que promovam ações que abordem as dimensões do desenvolvimento infantil (linguagem, cognitivo, motricidade e socioafetividade), o fortalecimento de vínculos familiares e o exercício da parentalidade. Nestas premiações especiais também serão classificadas três finalistas, com as mesmas regras das categorias nacionais. As vencedoras serão conhecidas na premiação, prevista para outubro. Todas as categorias são relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Nesta edição, o concurso tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O regulamento completo pode ser conferido aqui fbb.org.br/premio

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Projeto vai beneficiar 109 pessoas, por meio da comercialização do excedente da produção, do acesso e manejo sustentável da terra e da água para a produção de alimentos

A Fundação Banco do Brasil e a Votorantim Energia, por meio do Instituto Votorantim, formalizaram um acordo de cooperação para implantação de tecnologias sociais no Piauí. A comunidade rural da Serra do Inácio, município de Curral Novo, vai receber a implantação de seis metodologias, referentes ao projeto “Tecnologias Sociais na Serra do Inácio - Curral Novo (PI) Bem Viver no Semiárido”. A ação vai beneficiar famílias de agricultores, por meio da comercialização do excedente da produção, do acesso e manejo sustentável da terra e da água para a produção de alimentos. As famílias vão receber capacitação em políticas de enfrentamento à seca, sustentabilidade alimentar e nutricional.

A parceria tem investimento social de R$ 1 milhão. Pelo acordo, 50% serão aplicados este ano e a diferença em 2020. A primeira etapa consiste na implantação de três cisternas de primeira água, 16 cisternas de produção, 26 quintais agroecológicos e dez Sistemas Bioágua; totalizando 55 estruturas construídas. Além disso, serão capacitados 26 multiplicadores de tecnologia social, contratação de equipe técnica e aquisição de equipamentos de informática e um veículo. O objetivo da capacitação é que haja disseminação de conceitos de produção agroecológica, conservação ambiental, economia solidária e de acesso às políticas públicas, reaplicação de tecnologias sociais, aplicação e diversificação de plantas e alimentos nativos para proporcionar melhorias alimentares e a comercialização da produção excedente.
Na segunda etapa, serão implantados 23 banheiros ecológicos redondos, 16 sistemas bioágua, oito instalações de energia solar, totalizando 47 estruturas construídas.

“Essa parceria da Fundação é muito importante para o conglomerado, e nos permite a trabalhar mais perto das empresas ligadas ao Banco do Brasil, como é o caso da Votorantim. Estamos realizando um sonho antigo. E no seguimento do Terceiro Setor, quando a gente coloca pessoas para pensar e trabalhar juntas, os resultados são melhores”, disse o vice-presidente de Governo do Banco do Brasil, João Pinto Rabelo Júnior.

Em contrapartida, a Cáritas Diocesana de Crato, executora do projeto, investirá R$ 52,8 mil, que serão aplicados na contratação de comunicador, curso modular de formação em agroecologia, desenvolvimento solidário e convivência com o semiárido, além de evento de solenização e material promocional, lanches e gastos com deslocamento de pessoal.

“Essa é a consolidação de uma longa parceria entre o Instituto Votorantim e a Fundação BB. Vamos atuar em uma região com muita demanda e muita carência. E estar junto com a Fundação nessa iniciativa é uma honra e ao mesmo tempo uma facilidade, porque vamos aproveitar todo “know how”, toda experiência que ela tem de atuação no semiárido. Com o projeto, vamos alinhar a expectativa da Votorantim Energia naquela região e, como isso, poder trazer junto com o desenvolvimento de negócios, o desenvolvimento também da comunidade.”, declarou o diretor-presidente do Instituto Votorantim, Cloves Otávio Nunes de Carvalho.

Para identificar as necessidades da comunidade e a maneira mais eficiente na aplicação dos recursos, foi realizado um diagnóstico com representantes da Fundação BB e do Instituto Votorantim. O resultado do trabalho indicou a reaplicação de várias tecnologias sociais para reduzir as necessidades hídricas de consumo e produção, saneamento básico e fornecimento de energia elétrica.

“Quero agradecer e parabenizar a todos por essa parceria. Em primeiro lugar o Instituto Votorantim pelo profissionalismo e cuidado que dispensa às comunidades onde a Votorantim desenvolve suas atividades, nesse caso em especial a Votorantim Energia. Já a Cáritas, a gente agradece e fica honrado de poder aprender com vocês, que têm um histórico de atuação social e de estarem próximos à realidade das famílias. Vamos atuar juntos na mobilização social, formar lideranças, implementar tecnologias sociais e transformar a vida dessas famílias”, disse Asclepius Soares, presidente da Fundação BB.

Sobre as tecnologias
As iniciativas que serão reaplicadas no projeto fazem parte do Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil (BTS), da Fundação BB, que hoje conta com 986 iniciativas. O acervo está disponível também nas versões em francês, inglês e espanhol e pode ser consultado no celular, pelos sistemas operacionais IOS e Android, por meio do aplicativo BTS.

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 Foto: Tatiane Cardeal                                                                                                                                                                                                                                                                                           

Categoria especial conta com o apoio do Instituto C&A, um dos parceiros do Prêmio de Tecnologias Sociais 2019

Que o algodão é um produto popular no Brasil e no mundo, muita gente sabe, afinal ele representa uma das principais cadeias produtivas por ser a matéria-prima de produtos têxteis como roupas, tecidos, toalhas e tapeçaria. As sementes do algodão também são utilizadas para a produção de óleos e farinhas. O que muita gente não sabe é que o cultivo do algodão convencional pode causar danos irreparáveis ao meio ambiente – uso excessivo de recursos hídricos e contaminação do solo - além de trazer prejuízos à saúde de agricultoras e agricultores.

Para mudar este cenário, muitas ações e pesquisas estão enfatizando o cultivo do algodão agroecológico nos últimos anos. O termo, ainda desconhecido por muitas pessoas, refere-se ao uso de práticas que envolvem uma produção consorciada (algodão e alimento), proporcionando uma vida digna para as trabalhadoras e trabalhadores rurais, além de reduzir o impacto socioambiental na produção do algodão. Tudo isso por meio de ações integradas e independentes das comunidades, envolvendo técnicas de gestão e trabalho coletivo.

Para valorizar esta prática sustentável do cultivo do algodão, a Fundação Banco do Brasil, que realiza o Prêmio de Tecnologias Sociais, abriu uma categoria especial na edição deste ano: “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico”. O objetivo é identificar tecnologias sociais de modelos de gestão e governança de organizações e comunidades na produção agroecológica do algodão. A proposta veio por meio do Instituto C&A, um dos parceiros da premiação em 2019 e que atua na transformação da moda para uma atividade mais justa e sustentável.

Luciana Pereira, gerente de matérias-primas sustentáveis do Instituto, explica que o cultivo do algodão agroecológico envolve técnicas que causam impacto mínimo ao meio ambiente, consorciando o plantio do algodão com outras culturas agrícolas. “No processo de produção do algodão agroecológico são empregadas práticas de conservação do solo e de água, além de ser incentivada a organização comunitária”, diz. Ela também destaca que a forma de cultivo garante uma produção agrícola com qualidade, amplia a renda de pequenos produtores e reduz os riscos de contaminação química. “Esse incentivo traz não só ganhos ambientais, mas também de saúde ao reduzir a aplicação de químicos na lavoura”, conclui.

A premiação

Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social reconhece e certifica iniciativas como boas práticas e que podem ser reaplicadas em todas as localidades do país. Para isso a Fundação BB desenvolveu o Banco de Tecnologias Sociais (BTS), que hoje conta com 986 projetos certificados durante os 18 anos em que organiza o Prêmio.

As inscrições para o Prêmio estarão abertas até o dia 21 de abril. Para ler o regulamento os interessados devem acessar o site fbb.org.br/premio. Podem participar da premiação entidades sem fins lucrativos como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da Sociedade Civil e órgãos governamentais, de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil e nos demais países da América Latina ou do Caribe.

Além da premiação especial da Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico, o Prêmio também irá reconhecer iniciativas em outras quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda" e "Meio Ambiente”, outras duas premiações especiais: “Mulheres na Agroecologia” e “Primeira Infância,” totalizando R$ 700 mil reais em premiações. Além disso, também há a categoria Internacional, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; "Educação", “Geração de Renda” e “Meio Ambiente”. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa.

Nesta edição, o Prêmio conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Publicações sobre o algodão agroecológico

Quer conhecer mais sobre o Algodão Agroecológico? A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) também é uma das parceiras do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social e tem se dedicado ao apoio de iniciativas e boas práticas na agricultura familiar do setor algodoeiro nos países da América Latina e do Caribe. Você pode conferir abaixo algumas publicações disponibilizadas pela organização sobre o tema. Confira os links abaixo para fazer o download:

http://www.fao.org/3/a-i6958o.pdf

http://www.fao.org/3/a-i6956o.pdf

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As inscrições para a décima edição do Prêmio estão abertas até 21 de abril

Em 2005, a experiência Manejo Comunitário de Camarão de Água Doce, apresentada pela Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas (ATAIC) recebeu o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, como vencedora da Região Norte. A metodologia paraense foi criada com o objetivo de proporcionar às famílias ribeirinhas, condições de exploração sustentável dos recursos pesqueiros (camarão), com melhoria da qualidade do produto e da renda dos pescadores, sem prejudicar o meio ambiente.

Antes de vencer o Prêmio da Fundação BB, a pesca do camarão, uma das principais fontes de renda dos moradores da Ilha das Cinzas, teve que passar por melhorias. Na época a prática apresentava baixa produtividade, preços ruins para venda, prática predatória e desperdício de insumos. Um levantamento de campo identificou que os camarões comercializados tinham um tamanho muito pequeno (média de 4,5 cm) e que as armadilhas usadas pelas famílias para capturar os camarões, tinham em média de 140, consideradas armadilhas predatórias, além do preço muito baixo pago pelo quilo do crustáceo.

E para contornar a situação, Josineide Malheiros, coordenadora do ATAIC, se uniu aos pescadores na busca por melhorias. Participaram de seminários, quando foi definido um plano econômico sobre a a estocagem dos camarões vivos capturados no final da safra (dezembro), para comercialização na entressafra. Fizeram também o aprimoramento do matapi, equipamento feito de fibras vegetais, utilizado para pegar os camarões, e próprio para reter apenas camarões grandes, liberando aqueles ainda não aptos ao consumo, permitindo que os estoques naturais da espécie continuassem.

De acordo com Josineide, vencer o Prêmio da Fundação BB foi um marco histórico. “Aqui na região do Marajó e Baixo Amazonas a tecnologia social é reconhecida, e pessoas de diversos níveis nos procuram para obter informações sobre a nossa metodologia”. A coordenadora também explica que houve um avanço muito grande nesses quase 14 anos após o Prêmio. “Um exemplo é a Embrapa Amapá, com a parceria da ATAIC, que deu continuidade a buscas de melhoria da tecnologia de captura de camarão, com o uso do matapi”, disse.

“A pesca do camarão sempre existiu, mas com o Prêmio, ela saiu da invisibilidade. Continuamos nos organizando, só que agora temos vários meios de nos mobilizar. Também já deixamos um registro de que existimos, de que somos uma tecnologia social conhecida e reconhecida, e que tem gente que reaplica a nossa ideia, declarou Josi.

Essa iniciativa e outras 985 estão disponíveis para consultas gratuitas no Banco de Tecnologias Sociais (BTS)BTS) da Fundação BB. Este ano, novas experiências passarão a fazer parte do BTS, com a 10ª edição do Prêmio que está com inscrições abertas até 21 de abril.

Além da premiação especial Mulheres na Agroecologia, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social também irá reconhecer iniciativas em outras quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda" e "Meio Ambiente”, outras duas premiações especiais: “Primeira Infância” e “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico,” e uma categoria Internacional, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; "Educação", “Geração de Renda” e “Meio Ambiente.”

Os três primeiros lugares de cada categoria nacional e especial serão premiados com R$ 50 mil, 30 mil e 20 mil respectivamente. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promovem a igualdade de gênero e o protagonismo e empoderamento da juventude receberão um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação.

As inscrições podem ser feitas no site www.fbb.org.br/premio e estão abertas para entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe.

Nesta edição, o Prêmio conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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Entidades podem se inscrever até o dia 21 de abril, pela internet

Uma das principais premiações do terceiro setor no país, organizada pela Fundação Banco do Brasil, está com inscrições abertas até o dia 21 de abril para receber propostas do Brasil, da América Latina e do Caribe. O Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social reconhece e certifica iniciativas como boas práticas  e que podem ser reaplicadas em todas as localidades do país. Para isso a Fundação BB desenvolveu o Banco de Tecnologias Sociais, que hoje conta com 986 projetos certificados durante os 18 anos em que organiza o Prêmio.

Na edição deste ano, uma das novidades é a premiação especial Mulheres na Agroecologia, que visa identificar tecnologias sociais que promovam o protagonismo feminino na gestão da produção agroecológica. 

A agricultora Rita Ambrósio de Melo, de Monsenhor Tabosa, no sertão do Ceará, é uma das mulheres que transforma a moda em uma força para o bem por meio de seu trabalho. Ela participa do projeto Consórcios Agroecológicos com Algodão Mocó, desenvolvido pela ONG Esplar, com o apoio do Instituto C&A. Foi lá que Rita encontrou uma forma de transformação social.  “Hoje trabalhamos com a agroecologia, que aproveita o solo sem prejudicar o meio ambiente e o processo é livre de agrotóxicos”, revela. Para Rita, pensar na agroecologia é muito importante. “Vejo a agroecologia como uma forma de empoderamento feminino”, afimra.

“No Instituto C&A, buscamos fortalecer iniciativas inovadoras e inclusivas por meio de apoios a atores regionais, que nos ajudam a melhorar a qualidade de vida e a renda de pequenos produtores de algodão sustentável, incentivando a produção e a demanda da matéria-prima”, afirma Luciana Pereira, Gerente de Matérias-Primas Sustentáveis do Instituto C&A.

Reconhecimento

Na última edição do Prêmio, em 2017, a vencedora da categoria Agroecologia foi a tecnologia social Povos da Mata, que atua em Ilhéus/BA. Após dois anos da premiação a rede expandiu  por meio da formação de novos núcleos nas regiões de 

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Porto Seguro, Chapada Diamantina, Vitória da Conquista, Petrolina e Jacobina.

Para Fabíola Almeida, uma das autoras do projeto, além da reaplicabilidade da tecnologia social nessas regiões, a gestão está mais organizada. ”Hoje os agricultores já entendem a sua importância na rede e, com isso, estão mais empoderados, com mais participação 

em todo o processo agroecológico”, afirma.

Fabíola diz que a rede desenvolveu um ciclo de circulação e comercialização de alimentos agroecológicos entre as feiras e também um intercâmbio de produtos com outras redes de agroecologia. ”Por meio desse ciclo, já foram comercializados 

65 toneladas de produtos agroecológicos, com diversidade de 40 itens, os quais também alimentam tanto as famílias agricultoras, quanto os consumidores, garantindo a soberania alimentar de todos envolvidos. Com isso a renda dos agricultores envolvidos no processo de comercialização aumentou consideravelmente. Hoje a Rede Povos da Mata conta com mais de mil famílias no processo de transição, das quais 326 agricultores possuem o certificado orgânico.

O Prêmio

Na edição deste ano, além da premiação especial Mulheres na Agroecologia, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social também irá reconhecer iniciativas em outras quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda" e "Meio Ambiente”, outras duas premiações especiais: “Primeira Infância” e “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico,” e uma categoria Internacional, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; "Educação", “Geração de Renda” e “Meio Ambiente.”

Os três primeiros lugares de cada categoria nacional e especial serão premiados com R$ 50 mil, 30 mil e 20 mil, respectivamente. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promoverem a igualdade de gênero, o protagonismo e empoderamento da juventude receberão um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação.

As inscrições para o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social podem ser feitas no site www.fbb.org.br/premio e estão abertas para entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe.

Nesta edição, o Prêmio conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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Em dezoito anos de premiação, Fundação BB garante investimentos sociais para entidades aperfeiçoarem iniciativas em áreas como educação e meio ambiente

Com a ajuda de pinos e elásticos o deficiente visual consegue criar imagens na placa perfurada. O método conhecido como Multiplano foi criado pelo professor Rubens Ferronato, do Paraná, e possibilita, por meio do tato, a compreensão de conceitos matemáticos também aos que enxergam, sem que estes necessariamente conheçam a escrita em braille.

Com a técnica, as pessoas podem compreender operações, equações, proporções, funções, sistema linear, gráficos de funções, inequações, funções exponenciais e logarítmicas, trigonometria, geometria plana e espacial, estatística e muitos outros.

Reaplicada em mais de 200 escolas do país, a metodologia foi vencedora do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social em 2003, na categoria Educação. Como premiação naquele ano, a iniciativa foi registrada em vídeo documentário, além de receber investimento social de R$ 50 mil para aperfeiçoamento e expansão.

Em 2018, o professor criador e desenvolvedor da tecnologia social foi selecionado entre os 50 finalistas do “Global Teacher Prize”, prêmio conhecido como “Nobel da Educação”, organizado pela Varkey Foundation, instituição filantrópica com sede em Londres (Inglaterra). Mesmo com os reconhecimentos, ele busca ampliar o alcance da iniciativa. “Desejo produzir o Multiplano nas doze línguas mais faladas no mundo e, ainda, levar a 30 países em dez anos”, disse. 

Tecnologia social cuidando da saúde dos povos

No Amapá é muito comum as famílias recorrerem às receitas caseiras, desenvolvidas a base plantas medicinais para cuidar de doenças. A prática resultou na tecnologia social “Farmácia da Terra”, uma metodologia que nasceu a partir da inquietação de um grupo de pesquisadores da área de fitoterapia do Núcleo de Plantas Medicinais e Produtos Naturais do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA). O trabalho foi baseado nos conhecimentos da tradição local, a partir de espécies amazônicas, buscando manter vivos os conselhos dos antepassados e trazer uma alternativa barata e eficiente para as populações carentes.

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O chá de hortelãzinho é muito utilizado para aliviar as cólicas dos bebês, e para dor de cabeça, a recomendação é que use uma alcoolatura – mistura desenvolvida a base da erva catinga de mulata e arruda, e para os resfriados, o mais comum é o xarope de gengibre com óleo de copaíba. A metodologia Farmácia da Terra foi vencedora, na região Norte, do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2003.


Terezinha de Jesus Soares, pesquisadora do IEPA explica que muitas vezes essa alternativa oferece tratamento eficiente para diversas doenças a um custo quase zero, e que o foco principal continua sendo o desenvolvimento econômico de comunidades rurais e tradicionais do Estado, com destaque para o projeto de produção de fitoterápicos e sabonetes por algumas associações comunitárias.

Entre as doenças que podem ser tratadas com fitoterápicos – produtos com fins terapêuticos obtidos das plantas – estão as respiratórias (bronquite, sinusite, amigdalite, faringite, gripes e resfriados), de pele (sarnas, escabioses e pediculoses), gastrointestinais (diarréias, verminoses, gastrite, úlcera péptica, amebíase e giardíase), doenças dos órgãos genitais e infecções urinárias, além de reumatismo.

As Farmácias da Terra estão presentes em oito municípios do estado. Mais de 2 mil pessoas – entre agentes de saúde comunitários (principal público), parteiras, estudantes de nível médio, professores, líderes comunitários e curandeiros – foram treinadas para cuidar de hortas onde são cultivadas as plantas.

“A tecnologia continua fortalecendo os projetos que existem e ajudando as famílias, principalmente as ribeirinhas que vivem isoladas. Nosso objetivo é que a população siga resgatando esses conhecimentos e contribuindo na melhoria da saúde pública”, disse.

 

Prêmio de Tecnologia Social 2019

Se você tem um projeto interessante como esses, inscreva-se no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2019. As inscrições estarão abertas até o dia 21 de abril de 2019. Podem participar entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe.

Nesta edição, o Prêmio terá quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital"; "Educação"; "Geração de Renda" e "Meio Ambiente". O primeiro, segundo e terceiro lugar de cada uma das categorias será premiado com R$ 50 mil, 30 mil e 20 mil respectivamente. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promovem a igualdade de gênero e o protagonismo e empoderamento da juventude receberão um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação.

As novidades desta edição são as três premiações especiais: “Mulheres na Agroecologia”, que visa identificar tecnologias sociais que promovam o protagonismo feminino na gestão da produção agroecológica; “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico”, destinada para identificar tecnologias sociais de modelos de gestão/governança de organizações e comunidades na produção do algodão agroecológico e “Primeira Infância”, que busca identificar tecnologias sociais que promovam ações que abordem as dimensões do desenvolvimento infantil (linguagem, cognitivo, motricidade e socioafetividade), o fortalecimento de vínculos familiares e o exercício da parentalidade. Nestas premiações especiais também serão classificadas três finalistas, com as mesmas regras das categorias nacionais. As vencedoras serão conhecidas na premiação, prevista para outubro. Todas as categorias são relacionadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Este ano o Prêmio conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Esta matéria faz parte da série Retrospectiva TS, que apresenta histórias de iniciativas finalistas no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social desde a sua primeira edição, em 2001.

Confira outra matéria da série:

2001: Prêmio da Fundação BB de Tecnologia Social valoriza soluções desde 2001

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Iluminação alternativa com postes solares e lampiões foi instalada com apoio da Fundação BB

Quatro minutos e quarenta segundos são suficientes para mostrar a transformação na vida das pessoas que moram na comunidade Kalunga de São Domingos, em Goiás, depois que receberam a visita dos voluntários da ONG Litro de Luz Brasil  para uma ação de iluminação na região. Esse é o tempo do vídeo lançado neste mês que mostra toda a ação envolvendo o relacionamento, treinamento e interação entre a comunidade com os voluntários durante seis dias, em 2018.

Conhecida com uma das maiores áreas quilombolas do Brasil, a comunidade Kalunga é composta por cerca de 200 famílias espalhadas pela região do interior de Goiás. Nesta ação, a Litro de Luz atuou na comunidade de São Domingos e outros sete povoados entre os dias 15 a 21 de outubro e instalou 220 lampiões e 10 postes de energia solar sustentável impactando diretamente cerca de 800 pessoas.

Segundo Lais Higashi, presidente da ONG no Brasil, a intervenção no local surgiu depois que a comunidade fez contato com a instituição pelas redes sociais. Após uma visita na região, a Litro de Luz participou de um edital interno da Fundação Banco do Brasil, quando foi selecionada para a ação. Depois disso, um grupo com 40 voluntários foi a campo para iniciar as atividades com a comunidade.

Inicialmente foi realizado um treinamento com os moradores locais, que também participam do projeto. Em seguida foi eleito um embaixador local, responsável pela multiplicação das informações da ONG com os demais moradores. Durante os seis dias a comunidade aprendeu a montar e instalar os equipamentos.  

 

Esta é a segunda vez que a organização ilumina a região Kalunga. Em 2017, a Litro de Luz levou 57 postes e 80 lampiões para a comunidade do Prata, que fica a 200 quilômetros de Cavalcante. Nesta ação, cerca de 80 famílias da região que não contavam com iluminação pública foram beneficiadas. Veja aqui o vídeo da ação em Cavalcante.

Recordações de um voluntário

Jonatas Teles tem 21 anos e mora na comunidade Sol Nascente, em Ceilândia, Brasília. O local recebeu a visita da Litro de Luz em 2016, quando ele foi eleito embaixador daquela região. Ele explica que quando recebeu a capacitação já se apaixonou pelo projeto. Segundo Jonatas, os embaixadores são responsáveis pela manutenção das soluções entregues naquela comunidade, sejam os postes ou lampiões, além de responder pela ONG na região e tirar dúvidas das pessoas da comunidade que desejam aprender a montar o equipamento.Veja abaixo o depoimento dele: 

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Energia sustentável

A ONG Litro de Luz é uma organização internacional que opera em mais de 20 países. No Brasil, está presente nas cinco regiões e já visitou cerca de cem comunidades, tendo instalado aproximadamente 1.800 soluções entre postes de luz e lampiões – impactando 10 mil pessoas. A instituição leva luz até moradores de comunidades locais que não possuem acesso à energia elétrica ou que vivem sem luz em suas casas, utilizando uma tecnologia simples, econômica e ecologicamente sustentável, composta por garrafas plásticas, painéis solares e lâmpadas LED.

Tecnologia Social

Reconhecido como tecnologia social pela Fundação BB em 2017, o poste de luz solar foi um dos vencedores do Prêmio de Tecnologia Social e integra o Banco de Tecnologias Sociais da instituição para que a metodologia possa ser reaplicada em outras regiões do país. Confira a metodologia aqui

Seja um voluntário da Litro de Luz

Os processos para voluntários da ONG são abertos de tempos em tempos e podem ser conferidos site: www.litrodeluz.com e na fanpage do Facebook.

 

Confira a galeria de fotos da ação em São Domingos

 

 

 

 

 

 

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Segunda, 28 Janeiro 2019 10:02

ReaplicaTS: resultado preliminar  

O resultado final está previsto para fevereiro

Nesta semana foi divulgada mais uma fase preliminar do edital #ReaplicaTS (etapa 2). Nove iniciativas foram selecionadas, cada uma contemplando os seguintes estados:  Amazonas, Ceará, Goiás, Pará, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul. O estado de Pernambuco contou com duas iniciativas selecionadas. Veja aqui a lista aqui

O prazo para apresentação de recursos será de cinco dias úteis, contados a partir de hoje (28), até às 18 horas (horário de Brasília) do dia 1º de fevereiro.  O resultado final está previsto para fevereiro.

O investimento disponível é de R$ 10 milhões e as propostas devem ter valor de mínimo de R$ 500 mil e máximo de R$ 1 milhão. Para concorrer, as entidades sem fins lucrativos precisaram comprovar ter mais de dois anos de existência e sede ou experiência de atuação na região onde pretendem implantar o projeto. Além disso, a reaplicação deve ser necessariamente de iniciativas listadas no Banco de Tecnologias Sociais, acervo online que reúne todas as metodologias certificadas pela Fundação BB desde 2001.

Com o objetivo de selecionar e apoiar projetos de reaplicação de tecnologias sociais certificadas pela Fundação BB, com foco na geração de trabalho e renda em qualquer parte do país, o ReaplicaTS teve início em 2018, a partir de uma parceria entre a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e foi anunciado durante a 9a edição do Prêmio FundaçãoBB de Tecnologia Social.

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Quarta, 23 Janeiro 2019 14:25

O desafio dos 10 anos

 

 

A Fundação BB topou o desafio das redes sociais e resgatou três tecnologias sociais premiadas em 2009 para ver suas atuações em dez anos

Se você tem algum canal nas redes sociais, já deve ter visto o desafio com a hashtag #10yearschallenge (desafio dos dez anos), com fotos de pessoas em 2009 e 2019, mostrando algumas mudanças ou semelhanças durante este tempo. A brincadeira está se espalhando, principalmente pelo Facebook e até hoje várias pessoas e até empresas estão aderindo ao desafio. A Fundação BB também aceitou participar deste movimento, mas de uma forma um pouco diferente. Nós resgatamos três iniciativas que participaram do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social de 2009 e fomos conferir como essas tecnologias sociais se desenvolveram durante esses dez anos. Confira abaixo algumas histórias:


Telinha de Cinema: do analógico ao digital colecionando premiações

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Uma estratégia para que jovens da rede pública de educação pudessem experimentar novas possibilidades de produzir e aprender a partir da cultura digital, a tecnologia social “Telinha de Cinema” surgiu em 2007 com a popularização dos celulares com câmeras e outros dispositivos moveis entre as classes C e D, sobretudo na periferia de Palmas (TO). A iniciativa foi vencedora na categoria Região-Norte, no Prêmio de 2009, recebendo o valor de R$ 50 mil para a disseminação da tecnologia. De lá pra cá a Telinha de Cinema cresceu. Entre 2010 e 2012 o projeto ganhou reaplicações em comunidades escolares da Recife (PE), Porto Velho (RO) e Fortaleza (CE), em parceria com a Fundação Telefônica e as redes públicas de ensino dessas localidades. Foram mais de 600 crianças e adolescentes beneficiadas, que junto com educadores e jovens artistas e desenvolvedores das próprias comunidades, encontraram novos caminhos para seus desafios de aprendizagem a partir do uso criativo do celular, da internet e das artes digitais.

Entre 2011 e 2013, a Telinha de Cinema ganhou uma escala regional e passou a contar com dois núcleos comunitários, um na periferia de Palmas e outro na periferia de Goiânia (GO). Articulou parceria com universidades públicas (Universidade Estadual de Goiás - UEG e Universidade Federal do estado do Tocantins - UFT) implementou um programa de residência em arte, tecnologia e educação que financiou o trabalho de pesquisa e criação de obras vanguarda, trazendo para essas comunidades, artistas renomados de vários países da América Latina. Nesse período também executou ainda o programa “Mochila Digital”, uma experiência inovadora de desenvolvimento de curso na modalidade EaD a partir das experiências de aprendizagem vivenciadas no Telinha de Cinema e no seu programa residência artística.

Toda essa trajetória permitiu o amadurecimento da organização e sua vocação para a concepção, desenvolvimento e reaplicação de tecnologias sociais. A partir de 2013 começou a focar para demandas relacionadas à formação de leitores e de fortalecimento das bibliotecas públicas, comunitárias e escolares e recebeu certificação de nova tecnologia social, pela Fundação BB, com o “Telinha na Escola”. Assim, a partir desta adaptação, desenvolveu outras tecnologias sociais com este objetivo: explorar as novas tecnologias e novas linguagens para contribuir com o desafio de formar um Brasil de leitores. Assim nasceu o "E se eu fosse o autor?", certificada pela Fundação BB em 2011 e em 2015, atendendo mais de 600 jovens na região metropolitana de Goiânia e, a partir de 2016, o "BiblioArte LAB - Laboratório comunitário de inovação em leitura e formação de leitores" com mais de 1.020 beneficiados na rede de bibliotecas públicas e escolares de Poços de Caldas (MG).

Com estes projetos, todos inspirados na experiência do Telinha de Cinema, a Associação de Educação, Cultura e Meio Ambiente Casa da Árvore, autora da metodologia, recebeu importantes prêmios e certificações como Inovação e Criatividade na Educação Básica (MEC), Prêmio Finep de Inovação, Prêmio ARede.EDU, Prêmio Péter Murány, e mais recentemente, participação no Programa de Inovação em Bibliotecas da Unesco (Iberbibliotecas) como finalista do Prêmio Jabuti 2018 (inovação na formação de leitores) e do Prêmio IPL- Retratos da Leitura. A partir destas tecnologias sociais, entre outras atividades, a instituição oferece laboratórios criativos de Booktubers, de GIF´s Literários, de Stories Poéticas, e outras tantas atividades que foram inspiradas e adaptadas da Telinha de Cinema para a nova realidade cultural e tecnológica. Desde de 2016 já foram atendidas mais de 1.020 pessoas, responsáveis por desenvolverem uma proposta de biblioteca inovadora para leitores do século 21.

Adolescentes seguem como protagonistas

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Dez anos após o reconhecimento como vencedora na categoria Centro-Oeste em 2009, os organizadores da tecnologia social “Adolescentes Protagonistas” avaliam uma trajetória de crescimento e amadurecimento. O projeto foi apresentado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), de Brasília e segundo a assessora Márcia Acioli, responsável pelo projeto, foram muitos os impactos, desde fortalecer a convicção e a linha metodológica até para conseguir novos parceiros. "A visibilidade nos legitimou perante parceiros e a sociedade em geral e abriu portas para consolidar um trabalho inter institucional envolvendo o poder público", avalia. 

A proposta inicial da tecnologia social foi oferecer formação de adolescentes na relação entre direitos humanos, cidadania e orçamento público e também a oferta de oficinas em escolas públicas, levantando temas importantes que viram matérias na Revista Descolad@s de Direitos Humanos e Orçamento Público (revista produzida pelos adolescentes e que foi certificada como tecnologia social pela Fundação BB em 2013).

Nesses dez anos o Inesc adaptou o projeto considerando novos públicos, novas escolas mantendo os princípios iniciais de arte-educação, educação popular e educomunicação. As crianças e os adolescentes aprendem sobre o Sistema de Garantia de Direitos, visitam os equipamentos públicos, fazem entrevistas, fotografam e discutem a qualidade do atendimento aos seus direitos. A organização também passou a publicar boletins temáticos referentes às questões sociais que cada grupo elege como prioritárias.

Desde 2014 trabalha com adolescentes em privação de liberdade. Todo o trabalho com este público segue a mesma lógica e as mesma programação, inclusive considerando as atividades integradoras que reúnem adolescentes de todas as comunidades e prioriza a produção de materiais de comunicação: programas de rádio, publicação de boletins, livros de poesia, entre outros materiais.

Em 2018 a metodologia ganhou o prêmio nacional Itaú-Unicef com parceria do núcleo de ensino da Unidade de Internação de Santa Maria. Em 2019 o projeto iniciou uma ação de acompanhamento de meninos e meninas egressas integrando-os a serviços, estágios, escolas em busca de fortalecer a caminhada cidadã. As edições da Revista Descolados circulam vivas sendo referência para muitos grupos, professores e escolas com solicitações para publicar trechos da publicação em um livro didático e também para integrar bibliotecas brasileiras e internacionais. Também há relatos de estudantes de jornalismo que estudaram a revista como Trabalho de Conclusão de Curso.

Rede de Mulheres: organização e fortalecimento do grupo

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Muita coisa mudou nesses dez anos de atuação. Em 2009, quando o projeto Rede de Mulheres para Comercialização Solidária foi apresentado pela Casa da Mulher do Nordeste, de Recife (PE), o grupo atuava dentro de um pequeno espaço cedido por uma organização parceira, e sempre houve o desejo de que a Rede de Mulheres deveria ter seu espaço próprio. Foi a partir do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social de 2009, que o grupo conseguiu aprovar alguns pequenos recursos para financiar algumas ações com as mulheres e conseguiu alugar um espaço de trabalho que comportasse a demanda de trabalho da organização. A Rede conseguiu montar um escritório pequeno e com alguns equipamentos que ajudaram na qualificação do trabalho tanto no campo, com as mulheres, como internamente. Também foi composta uma equipe com duas educadoras sociais, que passaram a contribuir diretamente com as ações da Rede. “De fato, esse Prêmio foi o grande incentivador da Rede de Mulheres no fortalecimento do seu projeto político de transformar politicamente e economicamente a vida das mulheres sertanejas, tanto no campo como na cidade”, avalia a educadora social, Ana Cristina, que responde pela entidade.

Segundo Ana Cristina, durante esses dez anos, muitas coisas importantes aconteceram. Após o Prêmio de 2009, a Rede conseguiu o apoio financeiro de algumas organizações como a Brazil Foundation, Aliança Empreendedora, Fundo Brasil de Direitos Humanos, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade e outras organizações que contribuíram para o fortalecimento da organização. O grupo também conseguiu mobilizar mais mulheres para integrar-se a Rede e atualmente está discutindo a criação de um plano de mobilização de recursos para que a organização consiga sustentabilidade financeira. Além disso, a Rede conseguiu organizar dois espaços de comercialização dos produtos das mulheres, tanto para as mulheres que trabalham na agricultura, quanto para as que trabalham com a produção de artesanatos. A entidade também possui uma loja van, em alguns eventos e feiras nos municípios do Sertão e adquiriu um trailer que fornece alimentação na feira livre na cidade de São José do Egito (PE). Todos esses espaços são geridos pelas próprias mulheres com a colaboração e apoio da equipe.
Premiações da Rede de Mulheres:

  • Prêmio Tecnologia Social na categoria "Participação das mulheres na Gestão de Projetos Sociais" - Fundação Banco do Brasil - 2009
  • Prêmio "Mulheres que Produzem o Brasil Sustentável" - Secretaria Nacional de políticas para as Mulheres - 2013;
  • Prêmio "Objetivos de Desenvolvimento do Milênio" - Autonomia e Valorização das Mulheres - Gabinete da presidência da República e Organização das Nações Unidas - ONU - 2014;
  • Prêmio "Boas práticas em Economia Solidária" - Secretaria Nacional de economia Solidária (SENAES), Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e Ministério do Trabalho (MTE) - 2015.

Todas as tecnologias sociais entrevistadas para esta matéria estão inseridas no Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil e podem ser consultadas para reaplicação das metodologias para qualquer região do País. Acesse: http://tecnologiasocial.fbb.org.br e conheça. São 986 iniciativas. Neste ano o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social chega à sua 10ª edição. O lançamento está previsto para fevereiro. Continue acompanhando nossas matérias para saber o prazo das inscrições

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Projeto foi financiado pela Fundação BB e BNDES em parceria com ADAI

Agricultores familiares do Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul receberam unidades de produções agroecológicas e placas solares de aquecimento de água. A implementação das tecnologias sociais aconteceu entre os anos de 2016 e janeiro deste ano, com o objetivo de promover melhoria na qualidade de vida das famílias, por meio da soberania alimentar, geração de renda, bem como potencializar a alternativa de geração de energia.

A Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investiram R$ 4,5 milhões no Programa de Promoção da Soberania Alimentar em Regiões Atingidas por Barragens. A Associação de Desenvolvimento Agrícola Interestadual – ADAI foi a entidade responsável por executar o projeto nas 210 propriedades dos agricultores familiares, em 18 municípios. Cada família recebeu uma unidade da Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais), além das Placas Solares ASBC (Aquecimento Solar de Baixo Custo), assistência técnica e curso de formação teórica e prática.

As duas tecnologias sociais são certificadas pelo Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social e integram o Banco de Tecnologias Sociais (BTS). A tecnologia social Pais tem papel importante na produção de alimentos saudáveis e livres de agrotóxicos. Seu formato em círculo permite o cultivo de hortas e criação de galinhas, simultaneamente, envolvendo diretamente homens, mulheres e jovens em todas as fases.

Cristiane Hannauer, colaboradora da ADAI, explica que o sistema Pais fez com que as famílias repensassem a sua alimentação de forma a priorizar os produtos que elas mesmas produziam e alimentos sem resquícios de agroquímicos. Para além do autoconsumo, muitas delas comercializam os produtos nas feiras e comércio local, garantindo renda extra, principalmente com a venda de ovos e hortaliças.

As placas solares de aquecimento de água têm montagem fácil e demandam pouca manutenção. A água em temperatura ambiente é disponibilizada para um boiler (aquecedor) de 200 litros, montado no telhado, na parte que mais recebe sol. A água do boiler entra por gravidade em tubos de vidro revestidos por uma tinta específica para captar melhor a luz solar, e a partir daí começa o processo de aquecimento de água, que pode chegar a mais de 90 graus, trazendo mais economia e conforto para as famílias.

“As placas solares também geraram inúmeros benefícios para as famílias, a maioria relatou ter percebido diminuição significativa na conta de luz, economia que chegava de 30% a 40%. E para além de uso no banho, a água quente também é usada nos serviços domésticos na cozinha, limpeza de materiais e equipamentos de ordenha e manuseio com o leite, além de outras necessidades da família, garantindo economia, conforto e qualidade de vida”, declarou.

Antônio Tavares, morador do Assentamento Santa Clara, distrito de Condói, sempre trabalhou com lavouras de feijão, milho e soja. Ele conta que há dois anos, com a chegada da produção agroecológica em sua propriedade, ampliou sua pequena horta caseira. Hoje ele produz um canteiro bem maior com alface, almeirão, repolho, batata, amendoim, melancia, melão, além de outras variedades. “O projeto mudou a nossa forma de plantar os alimentos que levamos à mesa. Antes comprávamos tudo no comércio e hoje em dia nós é quem oferecemos os nossos produtos ao mercado’, disse.”

Grande parte das famílias beneficiadas pelo projeto vive próxima à barragens, a exemplo do complexo binacional de Garabi-Parambi, Barragem de Itá, Barragem de Machadinho, Barragem de Itapiranga, Barragem Foz do Chapecó, Usina Hidrelétrica de Águas de Chapecó e Celso Ramos e Usina Hidrelétrica de Campos Novos. Os municípios paranaenses que receberam as tecnologias são: Candói, Rio Bonito do Iguaçu e Porto Barreiro. Os selecionados do Rio Grande do Sul são: Aratiba, Mariano Moro, Marcelino Ramos, Erechim, Alecrim e Porto Lucena. Os de Santa Catarina: Mondai, Itapiranga, São João de Oeste, São Carlos, Águas de Chapecó, Caxambu do Sul, Celso Ramos, Anita Garibaldi e Cerro Negro.

 

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