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 A edição de 2018 contou com a representação de 51 políticas de 25 países

A Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica do Brasil (PNAPO) recebeu o Prêmio Prata no concurso Políticas para o Futuro (Future Policy Award) de 2018, organizada pelo World Future Council, pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pela IFOAM – Organics International, com o apoio da Cruz Verde Internacional, DO-IT – (Dutch Organic International Trade) e o Grupo Sekem do Egito.

A iniciativa brasileira disputou a final com outras sete inciativas. O vencedor foi a política “Estado 100% Orgânico”, de Sikkim, na Índia. O Concurso exalta as iniciativas de sistemas agrícolas e alimentares sustentáveis, fundamentais para o desenvolvimento sustentável e a resiliência climática. Também receberão Prêmios Prata: o Plano de Ação Orgânica da Dinamarca (2011-2020, atualizado em 2015) e Programa Participativo de Agricultura Urbana de Quito (AGRUPAR, 2002).

As melhores práticas do mundo para a promoção de abordagens agroecológicas selecionadas para o prêmio internacional incluiu também políticas do Equador, Dinamarca, Senegal, Filipinas e Estados Unidos, e também a do TEEBAgrifood. Criada há seis anos, a edição de 2018 contou com a representação de 51 políticas de 25 países. Um júri de especialistas internacionais foi convocado para deliberar sobre os principais candidatos.

O PNAPO é uma política estrutural desenvolvida com envolvimento da sociedade civil. Em seu primeiro ciclo de atividades contou com investimentos de 364 milhões de euros. Entre outras conquistas, ajudou 5.300 municípios a investir 30% ou mais de seus orçamentos para alimentação escolar em produtos orgânicos e agroecológicos adquiridos de agricultores familiares.

A partir do PNAPO, em 2014, foi criado o Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia e Produção Orgânica ( Ecoforte), que também integra o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo) para o fortalecimento e a ampliação das redes, cooperativas e organizações socioprodutivas e econômicas de agroecologia, extrativismo e produção orgânica.

Os recursos do Ecoforte são originários da Fundação Banco do Brasil, do Fundo Amazônia e do Fundo Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Entre 2014 e 2018 já foram investidos cerca de R$ 50 milhões para estruturar 28 redes de agroecologia e produção orgânica e mais de 30 empreendimentos econômicos coletivos de populações extrativistas beneficiárias de Unidades de Conservação Federais de Uso Sustentável localizadas no Bioma Amazônia para beneficiamento e comercialização de produtos da sociobiodiversidade. Além disso, a FBB está realizando processo de seleção de redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica, além de empreendimentos econômicos coletivos nessa temática, com previsão de investimento de R$ 25 milhões em 2018/2019.

O prêmio Vision Award foi concedido para o TEEBAgriFood, uma iniciativa da “Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (TEEB)” pela ONU Environment. Já as Menções Honrosas do Prêmio Future Policy Award foram para a Política de Compra de Alimentos de Los Angeles, EUA (2012); para o Programa de Desenvolvimento Agrícola de Ndiob, Senegal (2017); e para o programa Das Armas para as Fazendas, de Kauswagan, ilipinas (2011). A cerimônia da premiação foi realizada na segunda-feira, 15 de outubro, durante a Semana Mundial da Alimentação, em Roma, com a participação de Ministros, tomadores de decisão e imprensa na sede da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

 

Entidades habilitadas na Etapa I têm até dia 5 de outubro para enviar documentos

A Fundação Banco do Brasil prorrogou o prazo para a entrega de documentos das entidades habilitadas na Etapa I dos dois últimos processos seletivos do Ecoforte Redes – o Edital e o Regulamento. Agora a data limite vai até 5 de outubro. Os envelopes contendo os documentos exigidos na ETAPA II, devem ser entregues pessoalmente ou postados pelos Correios, conforme o item 10.2 do Edital e do Regulamento.

Os certames são destinados a organizações sem fins lucrativos de extrativismo ou produção orgânica com base na agroecologia. Após a apresentação de recursos na Etapa I dos processos, foram habilitadas 42 entidades candidatas.

O Edital número 2017/030 é voltado para novas propostas de redes ou à consolidação das já atendidas pelo certame do Ecoforte realizado em 2014, desde que integrem novos grupos ou organizações produtivas.

A outra seleção que teve o resultado preliminar final da Etapa I divulgado é o Regulamento de número 2017/031, uma chamada pública direta que visa à implantação e melhoria de empreendimentos econômicos coletivos de organizações já conveniadas pelo edital de 2014.

A iniciativa é da Fundação Banco do Brasil, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Fundo Amazônia. Confira o resultado final da etapa I.

Confira a divulgação da prorrogação para entrega de documentos

Encontre mais informações na seguinte página: fbb.org.br/ecoforte2017

Programa Ecoforte

Criado em 2013, o Ecoforte possibilitou a integração das organizações participantes, com ampliação da participação de agricultores familiares no processo de transição agroecológica, inserção produtiva de jovens e mulheres, melhoria da capacidade de produção, articulação e realização de negócios solidários nas próprias redes.

 

Prêmio Viva Voluntário vai reconhecer as melhores iniciativas que contribuam para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

Estão abertas até 29 de junho as inscrições para o Prêmio Viva Voluntário, premiação inédita que reconhecerá iniciativas de transformação social promovidas por voluntários que contribuem para o alcance das metas estabelecidas pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização Nacional das Nações Unidas (ONU).

Serão premiadas as iniciativas inscritas em quatro categorias: Organizações da Sociedade Civil, Setor Público, Empresarial e Líder Voluntário. Cada categoria terá dois projetos vencedores. No formulário, deverá constar sobre qual Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a proposta se enquadra.

A Fundação Banco do Brasil (FBB) apoiará com R$ 50 mil as iniciativas vencedoras nas categorias Voluntariado nas Organizações da Sociedade Civil, Voluntariado no Setor Público e Líder Voluntário.

Podem participar do Prêmio entidades públicas ou privadas, sem fins lucrativos, que tenham finalidades sociais, culturais, educacionais, científicos, esportivos, ambientais ou de assistência à pessoa. As inscrições devem ser realizadas por meio de formulário eletrônico no site planalto.gov.br/vivavoluntario.

Programa Nacional de Voluntariado

Para incentivar e valorizar o trabalho voluntário no Brasil, o governo federal criou em 2017 o Programa Nacional de Voluntariado – Viva Voluntário com o propósito de reunir esforços do setor público, do terceiro setor e da iniciativa privada para articular pessoas em ações transformadoras da sociedade.

Existem no Brasil inúmeras iniciativas que contam com voluntários que atuam pelo desenvolvimento de suas comunidades. Muitas entidades carecem de organização e de estrutura adequadas que permitam a sustentabilidade e a continuidade dos projetos. O Viva Voluntário busca apoiar o desenvolvimento de uma cultura do voluntariado e de educação para a cidadania que fortaleça as organizações da sociedade civil e promova uma participação ativa da sociedade.

Calendário da Premiação:

Inscrições: 28/05/2018 a 29/06/2018

Etapas Eliminatória e Classificatória: 02/07/2018 a 31/07/2018

Publicação do Resultado: 10/08/2018

Cerimônia de Premiação em Brasília segundo semestre de 2018

 Passo   a   passo (inscrição)

A divulgação deste prêmio contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Associação de Ocauçu recebeu R$ 247 mil para compra de maquinário que vai melhorar as condições de trabalho e a renda dos associados

A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra cafeeira do estado de São Paulo este ano é de 6,2 milhões de sacas, o que representa um aumento de 39,5% em relação ao volume produzido na safra passada.

Situado a 450 quilômetros da capital paulista, Ocauçu não está na lista dos grandes produtores de café, mas tem dado sua contribuição para manter o estado no ranking dos maiores produtores do País.

O município produz uma média de 20 a 25 mil sacas de café Arábica por ano. Nesta semana, a Fundação Banco do Brasil anunciou o investimento social de R$ 247 mil, em parceria com a Associação dos Criadores de Ovinos e Produtores Rurais de Ocauçu e Região (Ascopror) para o projeto “Viva Café”. A entidade é formada por 34 famílias de agricultores.

O recurso será usado na compra de um trator, uma beneficiadora e uma recolhedora de café, para melhorar as condições de trabalho, colheita, beneficiamento e aumentar a renda dos pequenos produtores, facilitando a sua permanência no campo. A expectativa da entidade é aumentar este ano a produção entre 3 e 5% e reduzir os custos brutos com o beneficiamento em até 10%.

“Essa parceria nos deixa muito felizes. Não temos palavras para agradecer à Fundação. O maquinário vai ajudar no trabalho das famílias e na redução dos custos da associação”, declarou Paulo Henrique de Assis Menegucci, presidente da Ascopror.

A ideia do presidente é buscar novos parceiros para dar condições à associação de atuar em toda cadeia produtiva do café - colheita, beneficiamento e comercialização. “Nosso desejo é poder executar todo trabalho aqui mesmo, sem precisar recorrer aos municípios vizinhos para fazer o beneficiamento do nosso café. Irá também afastar a figura do atravessador, com condições de negociar diretamente com as indústrias", disse.

Além do café, a economia do município é predominante da pecuária, produção de mandioca, na fabricação de farinha, melancia e hortaliças.

Café no Brasil
A produção brasileira de café em 2018 deve ficar entre 54 e 58 milhões de sacas de 60 quilos por ano, um aumento entre 21 a 30% em relação a safra de 2017, quando atingiu 44,9 milhões de sacas.

Fonte de pesquisa: Conab

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Plantio de hortas nas escolas e nas casas das famílias e complementação da merenda com produtos da agricultura familiar local melhoram a qualidade na nutrição

Uma experiência na cidade de Atiquizaya, em El Salvador, a 83 quilômetros ao norte da capital San Salvador, está ajudando a combater a desnutrição infantil nas camadas mais pobres da população, ao mesmo tempo em que garante mercado consumidor para os agricultores familiares locais. A Tecnologia Social Escolas Sustentáveis, organizada pela prefeitura da cidade, promove a educação alimentar e nutricional por meio do plantio de hortas nas escolas e nas casas das famílias.

Além de ser enriquecida com os vegetais colhidos na horta, a merenda é complementada com a aquisição da produção dos agricultores familiares da região, movimentando a economia local. A iniciativa que concorre ao Prêmio Fundação Banco do Brasil, na Categoria Internacional, tem o apoio da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

A metodologia mobiliza professores, pais e alunos, assim como instituições do governo e da sociedade civil em torno de um planejamento e execução integrados para que a iniciativa tenha êxito. "O projeto permitiu que muitos atores se juntassem para promover o desenvolvimento da economia local, com a compra de produtos da agricultura familiar, e assegurou uma alimentação completa para crianças em idade escolar, assim como contribuiu para a mudança cultural na alimentação das famílias", comenta o chefe da Unidade de Segurança Alimentar e Nutricional de Atiquizaya. Outro benefício foi a melhoria na infraestrutura de cozinhas, cantinas e dispensas dos estabelecimentos de ensino.

De 2013 a 2017, foram implantadas hortas escolares em 22 unidades de ensino em Atiquizaya; 17 pomares são mantidos pelo município. Diariamente, cerca de 30.400 alunos recebem alimentos, incluindo frutas e verduras, além de educação alimentar e nutricional, e 147 associações de produtores fornecem frutas, legumes e ovos para as escolas. O projeto foi reaplicado em outros dois municípios - Izalco e Jiquilisco – abrangendo três escolas em cada.

Saiba mais sobre a Tecnologia Social Escolas Sustentáveis

Prêmio
Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As finalistas internacionais vão receber troféu e vídeo retratando a iniciativa e também serão convidadas a participar do Fórum Internacional de Tecnologia Social, programado para os dias 21 e  22 de novembro em Brasília (DF), véspera da cerimônia de entrega.

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

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Ações geram oportunidades de trabalho e contribuem para a segurança alimentar em comunidades de Icapuí, no litoral do estado

Um conjunto de iniciativas de baixo custo estão mudando a realidade das comunidades de Icapuí, no litoral do Ceará. A tecnologia social “De Olho na Água, desenvolvida pela Fundação Brasil Cidadão para Educação Cultura Tecnologia e Meio Ambiente (FBC) produziu conhecimento científico, desenvolveu práticas sustentáveis, gerou atividades econômicas de baixo impacto e provocou a mudança de atitude nos moradores da região.

A metodologia possibilitou a implantação de canteiros bio-sépticos (ou fossas biológicas) e de cisternas para captação e armazenamento de água pluvial em oito comunidades, evitando a contaminação dos lençóis freáticos pelo esgoto doméstico, com efetiva melhora da qualidade hídrica dos mananciais e preservação dos recursos naturais.

Somam-se a essas conquistas, a recuperação de nove hectares de mangue com mais de 100 mil mudas produzidas e plantadas; o cultivo sustentável de algas marinhas; a implantação de 200 colmeias de abelhas nativas sem ferrão, a mobilização de todas as 34 comunidades e escolas públicas por meio da educação ambiental; criação de banco de dados e 18 publicações na área, além de duas trilhas ecológicas e uma passarela sobre o mangue. O conjunto de iniciativas formam a chamada "Teia da Sustentabilidade", com ações relacionadas e influência mútua. Quando um projeto é afetado, ele compromete os demais.

Com a replicação e divulgação da tecnologia social, o "De olho na Água" tornou-se referência e recebe visitas de pessoas do Brasil e de outros países. As ações também geram oportunidades de trabalho e contribuem para a segurança alimentar e melhora da renda das famílias.

"Nunca imaginei que chegaríamos a esse patamar. O município tem grande sentimento de pertencimento. O projeto é um ponto de passagem com muito aprendizado, incentivando a educação na comunidade, inclusive com estudantes cursando o mestrado e o doutorado. A nossa missão é ser facilitador, porque quem faz tudo é a comunidade. O trabalho coletivo mantém as pessoas mais fortes e produtivas”, declarou Maria Leinad Carbognin, responsável pela tecnologia.

A socióloga e coordenadora de projetos da FBC, Ana Paula Lima, conta que a sua ligação com a entidade se deu após participar de atividades e capacitações, e que seus trabalhos de pesquisa, tanto na graduação como no mestrado foram voltados para os projetos. “A entidade abriu as portas para mim e possibilitou a minha inserção no mestrado. Assim como eu, muitos outros jovens tiveram a chance de galgar para outros patamares. O trabalho desenvolvido não encanta só os moradores da região, mas também os milhares de visitantes”.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro e tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Sistemas agroflorestais ajudam famílias a produzir alimentos de maneira sustentável

O Assentamento Três Conquistas, localizado no Paranoá, região administrativa do Distrito Federal, é hoje um lugar com muitas árvores e plantações, que nem de longe lembra o final dos anos 90, quando foi destinado às 65 famílias provenientes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Na época, a terra tinha baixo índice de produtividade, resultado de muitos anos de produção de eucaliptos e capim braquiária.

A mudança aconteceu a partir de 2011, com o uso da Tecnologia Social Sistemas Agroflorestais para Composição de Reserva Legal (Safs), implantada pela Associação dos Trabalhadores Rurais da Reforma Agrária, após a Secretaria de Agricultura informar aos moradores que eles precisariam estabelecer a reserva legal para que pudessem iniciar o processo de regularização de suas parcelas. A metodologia foi apresentada por Maria da Conceição do Nascimento Oliveira, a Ceiça, ex-moradora do assentamento e responsável pela tecnologia.

Os Safs fazem uso de espécies arbóreas de portes e ciclos diferenciados, associadas a cultivos agrícolas, intercaladas de forma que possam aproveitar o espaço de plantio tanto na vertical quanto na horizontal. A técnica é apropriada para recuperar solos degradados, promover equilíbrio ambiental, infiltração de água no solo, garantir autonomia alimentar e estreitar a relação do homem com a terra.

Hoje, 32 propriedades na região trabalham com a metodologia e já são mais de 10 hectares reflorestados com árvores nativas do Cerrado. Entre as espécies plantadas estão jatobá, pequi, araçá, cagaita, paineira rosa, ipê (branco, rosa e amarelo), imburana e angico. Além disso, os moradores cultivam banana, mamão, abacaxi, feijão, milho, abóbora, melancia, batata doce, cana, maxixe, quiabo, mandioca e gergelim. A produção ajuda na subsistência e melhoria da renda familiar.

Ceiça, que tem graduação em agroecologia, conta que no projeto todas as decisões são tomadas em conjunto, de forma democrática e participativa e que a participação das mulheres no desenvolvimento das ações foi essencial para o sucesso do projeto. “Elas têm um cuidado todo especial e uma preocupação em oferecer o alimento mais natural para as famílias”.

Após duas décadas em que a terra foi entregue às famílias, mais da metade dos moradores são pioneiros, assim como Gilberto Ribeiro dos Santos. Na sua propriedade de 15 hectares ele explica que produz e comercializa um pouco de tudo. “Somos orgulhosos do que já fizemos, porque lutamos muito para chegar até aqui. Hoje trabalhamos na sombra e temos diversidade na produção, o que nos permite colheita o ano inteiro. Nosso assentamento é visto como referência em produção sustentável, tanto que recebemos visitas de estudantes o ano inteiro”, conclui.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro e tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.



A divulgação deste projeto contempla quatro 
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Metodologia une consumidores e agricultores para garantir qualidade da produção, eliminando intermediários no processo de venda e proporcionando sustentabilidade ambiental

Inverter o foco de atenção do consumidor – do preço dos alimentos para o cuidado com quem produz – é a aposta de um sistema de trabalho que surgiu em 2011, em Botucatu (SP), para proporcionar uma mesa mais saudável para as famílias e as futuras gerações. Pela proposta, um grupo de consumidores se une a um agricultor e se torna corresponsável pela produção – desde bancar previamente o plantio, em cotas mensais, passando pela gestão financeira e administrativa do empreendimento até a distribuição da colheita entre os participantes. Sem precisar se preocupar com os recursos financeiros e a logística de distribuição, o agricultor pode focar somente na produção, o que o motiva a permanecer no campo. Os integrantes do grupo recebem de volta o investimento financeiro em cotas de alimentos retirados semanalmente.

Assim é realizada a Tecnologia Social "Criação e Estruturação de Comunidades que Sustentam a Agricultura". Para fomentar o surgimento de novas comunidades, foi constituída a Associação Comunitária CSA Brasil, em 2013. Hoje, há 79 grupos espalhados em dez estados do Brasil, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, com destaque para as capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília. A iniciativa concorre ao Prêmio Fundação Banco do Brasil, na categoria Economia Solidária.

A metodologia segue os princípios da produção orgânica e biodinâmica, que resgata o conhecimento ancestral de plantar de acordo com os ciclos naturais, utilizar plantas medicinais para nutrir o solo e combater as pragas de forma natural. A prática busca a manutenção da biodiversidade e utiliza racionalmente a água a partir da irrigação por gotejamento.

O diretor operacional da CSA Brasil, Wagner Ferreira dos Santos, explica que a tecnologia traz melhoria de vida para os consumidores e os agricultores. "A metodologia traz a possibilidade de produzir alimentos saudáveis respeitando a natureza e o meio ambiente, por um valor mais acessível, contribuindo assim para o crescimento da saúde, da educação alimentar e o aprendizado da vida em comunidade, além de remunerar de forma justa o agricultor e sua família, dando-lhes condições dignas de vida no campo", afirma.


Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro. O concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Quilombolas, assentados da reforma agrária e agricultores familiares são mobilizados para a produção sustentável de alimentos

Seja por questões de saúde ou para a preservação do meio ambiente, os alimentos agroecológicos têm despertado cada vez mais o interesse da sociedade. No município de Ilhéus, o trabalho desenvolvido pela Associação Povos da Mata Atlântica do Sul da Bahia de Certificação Participativa, aponta o sistema agroecológico como o melhor caminho, não só para a produção de alimentos saudáveis, mas também para transformar as famílias em protagonistas da conservação ambiental e do desenvolvimento socioeconômico das comunidades.

A entidade formou a “Rede de Agroecologia Povos da Mata”, com a participação de agricultores familiares, assentados da reforma agrária, comunidades indígenas, quilombolas, agricultores em geral e consumidores, também chamados de coprodutores. A Rede é a primeira da Bahia a ser credenciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para emitir certificados e selos orgânicos de produtos agrícolas e de seus derivados.

A certificação é realizada em estações distribuídas em quatro territórios baianos: Litoral Sul (Ilhéus e Itabuna); Baixo Sul (Ibirapitanga e Morro de São Paulo); Costa Descobrimento (Porto Seguro); e Caatinga (Irecê). Para obter a certificação, o agricultor tem que se comprometer com a produção de agricultura orgânica em conformidade com a legislação vigente e normas estabelecidas pela organização. Ao todo, são 700 famílias incluídas no processo - 250 já são credenciadas e o restante está em fase de certificação.

“Apoiamos e capacitamos produtores a certificarem e a comercializarem seus produtos, oferecendo aos consumidores mercadorias com garantia de origem”, declarou Tatiane Botelho da Cruz, presidente da Rede. Tatiane explica que o consumidor recebe o nome de coprodutor devido à participação dele no processo. “Quando o consumidor faz a opção de consumir alimentos sem agrotóxicos, ele está ajudando a cuidar dos rios, da mata e deixando de poluir o meio ambiente e, consequentemente, se torna nosso parceiro”.

A Rede, que é finalista no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social na categoria Agroecologia, vai muito além da certificação. Ela atua no incentivo ao associativismo, na produção e no consumo de produtos orgânicos, na aproximação solidária de agricultores e consumidores, no intercâmbio, no resgate e na valorização do saber popular e em atividades de formação socioculturais, ambientais e de cidadania.
Na propriedade da agricultora e integrante da Rede Maria da Conceição Mendes de Jesus, que fica próxima à cidade de Ilhéus, desde 2006, não entra uma gota de produtos químicos. A trabalhadora conta que depois que aprendeu a trabalhar com alimentos naturais tudo mudou. São 13 hectares com plantações de cacau, banana, mandioca e hortas. “Por longos anos trabalhei com química e não tinha conhecimento dos perigos. Depois que comecei a trabalhar com o alimento natural vi os benefícios que faz para a nossa saúde e dos nossos clientes e para o meio ambiente”. Os produtos agroecológicos da rede são comercializados em 19 feiras orgânicas de venda direta.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro. O concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.


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Sistema de filtragem de água utilizada nas casas ajuda na irrigação de hortas e evita a contaminação do solo, no Semiárido Baiano

Um sistema de reaproveitamento de água de uso doméstico, ou água cinza, tem sido alternativa para as famílias do semiárido baiano na convivência com a seca. O Projeto Águas de Valor e Sabor do Semiárido Baiano, da Associação de Pequenos Agricultores do Jacó, Poço Dantas, Boa Vista da Pimenteira e Serrinha, está ajudando as famílias a produzir alimentos e reduzir a contaminação do solo.

A metodologia consiste na filtragem dos resíduos presentes na água resultante da lavagem de roupa, louças e banho, com o uso de matéria orgânica composta de microrganismos e minhocas, que permitem a devolução da água para o meio ambiente, sem prejudicá-lo, como na irrigação de hortaliças. Toda a ação privilegia o envolvimento das famílias, com treinamento para o manejo e a manutenção da tecnologia. A iniciativa, também conhecida como Bioágua Catingueiro, é finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil, na Categoria Água e Meio Ambiente,

Cleiton Andrade, morador da comunidade Poço Dantas, a 30 quilômetros da cidade de Planalto (BA), conta que, a partir de 2012, a região passou a conviver com uma seca mais severa e com o baixo índice de chuvas. A média que era de 700 mm ao ano, caiu para aproximadamente 400 mm, o que resultou na redução expressiva da produção agrícola e criadores de animais tiveram que se desfazer dos rebanhos para diminuir gastos e evitar prejuízos.

Ao perceber a importância do projeto, Cleiton mobilizou outros moradores a implantarem a tecnologia. “Desde que fui escolhido para assumir a implantação do sistema, tive clareza sobre a minha responsabilidade. Optei por seguir esse caminho e farei o possível para que as famílias também usem a tecnologia. Não hesitarei em ajudá-las com os conhecimentos que adquiri”, relata.

Em 2015, a família de Vanessa Andrade recebeu uma unidade do Bioágua Catingueiro na sua propriedade na comunidade Craúno. Assim como ela, alguns agricultores familiares de Poções receberam unidades do sistema. A implantação contou também com a parceria da Associação de Moradores Produtores Rurais da Região de Crauno e Água Branca.  Aos 22 anos e cursando graduação em Pedagogia, a jovem conta que ajuda os pais na produção de hortaliças e verduras, e que não vislumbra oportunidades na cidade grande.

Ela defende a permanência dos jovens no campo e quer ser exemplo para os conterrâneos. "Depois que me formar, pretendo aplicar os conhecimentos na minha terra, porque acredito que temos futuro aqui. Antes do sistema era complicada a produção de alimentos aqui. Hoje a gente tem alimentos de qualidade o ano inteiro e o resultado é visto na cor, no tamanho e no sabor", diz. Ela destaca ainda que a tecnologia trouxe também melhorias no orçamento familiar, com a venda do excedente na feira. "Queremos mostrar que é possível trabalhar e morar aqui com dignidade”.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

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