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Portal Afesu

Afesu promove formação cidadã, educacional e profissional há 55 anos

É direito fundamental que crianças tenham acesso à educação, lazer, convivência familiar digna e que sejam protegidas do mundo do trabalho. Porém, há várias crianças e adolescentes que não alcançam estes direitos. Em 2017, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou o relatório Estimativas Globais do Trabalho Infantil no qual apontava que 152 milhões de crianças entre cinco e 17 anos foram submetidas ao trabalho infantil em todo o mundo.

No Brasil, crianças que vivem em situação de vulnerabilidade social estão mais expostas ao trabalho infantil e, consequentemente, a uma educação de baixa qualidade, o que compromete seu futuro profissional. As meninas costumam ser o elo mais frágil neste contexto porque acabam assumindo tarefas domésticas, cuidando dos irmãos menores e ainda correm o risco de, ao entrarem na adolescência, engravidarem precocemente.

Como forma de para mudar esta realidade, a Associação Feminina de Estudos Sociais e Universitários (Afesu), com sede na cidade de São Paulo (SP), atua desde 1963 com a promoção da dignidade humana por meio da formação cidadã, educacional e profissional de meninas, adolescentes e mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Para meninas de oito a 13 anos, a entidade oferece atividades complementares do contraturno escolar, e para as jovens e adultas são ministrados cursos para iniciação profissional. Lidiane Moreira, voluntária do projeto, inscreveu o projeto Vida – de contraturno escolar – no edital do Voluntariado Banco do Brasil para contribuir com a revitalização do laboratório de informática da Afesu.

“A entidade atua em uma região de alta vulnerabilidade social, então o investimento da Fundação Banco do Brasil ajudou na alfabetização digital que vai contribuir para o futuro profissional destas meninas”, afirma Lidiane. O investimento social, no valor de R$ 57 mil, possibilitou a aquisição de notebooks, impressoras e a contratação de um instrutor de informática.

Projeto Vida

Elis Araújo, gerente institucional da entidade, diz que o Projeto Vida atende 150 crianças anualmente no período matutino e vespertino. A metodologia utilizada no projeto aborda conteúdos pedagógicos de forma lúdica para desenvolver as capacidades cognitivas além de desenvolver habilidades psicossociais para que as crianças consigam um melhor desempenho escolar.

Segundo Elis, há crianças que chegam com dificuldade de leitura e compreensão de texto e que se não tiverem um apoio adequado, correm o risco de se tornarem pessoas adultas com analfabetismo funcional. “Fazemos uma avaliação anual com cada criança para identificarmos qual o grau de alfabetização delas. Recebemos alunas que estão no quarto ano regular, mas ainda não sabem ler, então, as colocamos no reforço escolar correspondente para equacionarmos os conhecimentos” avalia.

Para realizar este trabalho, a Afesu dispõe de uma equipe multidisciplinar com profissionais das áreas de pedagogia, psicologia, serviço social e administração para dar suporte para as crianças e adolescentes atendidos e também para gerir os recursos da organização.

A entidade possui três unidades de atuação, Veleiros e Morro Velho localizadas no distrito de Cidade Adhemar, extremo sul da cidade de São Paulo, e a unidade Morro Velho, na cidade de Cotia. A gestão eficiente e transparente da instituição, aliada aos 55 anos de atuação, concedeu à entidade o selo de Melhores ONGs do Brasil em 2018, oferecido pelo Instituto Doar.

“O apoio da Fundação BB, além de outros apoiadores, nos proporcionou este reconhecimento, mas para a Afesu o mais importante é desenvolver estas meninas e depois direcioná-las para o mercado de trabalho reduzindo os riscos de trabalhos precários e gravidez na adolescência”, destaca Elis. Para saber mais sobre a Afesu acesse www.afesu.org.br

Portal Maior primeira infância

 

Categoria inédita compõe o Prêmio de Tecnologias Sociais que está com as inscrições abertas até o dia 21 de abril

Nas últimas décadas, a ciência têm avançado significativamente em estudos relacionados à Primeira Infância – fase que compreende os primeiros seis anos de vida de uma pessoa. Estudos mostram que uma criança que vive em um ambiente sem recursos e com alta vulnerabilidade terá um desenvolvimento diferente, comparando-se com uma criança que cresce em um ambiente repleto de cuidados, atenção e afetividade. Apesar de nascerem com o mesmo potencial, essas crianças terão desenvolvimentos diferenciados, de acordo com os primeiros anos - determinantes para a evolução intelectual de cada uma delas.

Atenta a esta realidade, a Fundação Banco do Brasil, que realiza a cada dois anos o Prêmio de Tecnologias Sociais, abriu uma categoria especial na edição deste ano. A categoria “Primeira Infância” busca identificar tecnologias sociais que promovem ações de desenvolvimento infantil (linguagem, cognitivo, motricidade e socioafetividade), o fortalecimento de vínculos familiares e o exercício da parentalidade. A proposta veio por meio do Ministério da Cidadania, uma dos parceiros da premiação em 2019.

Para o ministro da Cidadania, Osmar Terra, a parceria reforça a importância deste tema. “Os primeiros mil dias de vida de uma criança definem todas as competências humanas que ela vai ter para o resto da vida. Reconhecer iniciativas que trabalham com este desenvolvimento é, sobretudo, incentivar que uma geração cresça com mais oportunidades e qualidade de vida”, revela o ministro.

A premiação

Para participar do prêmio entidades sem fins lucrativos como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da Sociedade Civil e órgãos governamentais, de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe devem acessar o regulamento e fazer a inscrição pela internet, através do site fbb.org.br/premio.

Além da premiação especial da Primeira Infância, o Prêmio também irá reconhecer iniciativas em outras quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda" e "Meio Ambiente”, outras duas premiações especiais: “Mulheres na Agroecologia” e “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico,” e uma categoria Internacional, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; "Educação", “Geração de Renda” e “Meio Ambiente”.

Os três primeiros lugares de cada categoria nacional e especial serão premiados com R$ 50 mil, 30 mil e 20 mil, respectivamente, totalizando R$ 700 mil em prêmios. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa.

Nesta edição, o Prêmio conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O Programa Materno Infantil de Itajaí (Pami) é um exemplo destas iniciativas. Certificado como tecnologia social pela Fundação BB em 2017, o Pami foi desenvolvido em Santa Catarina e é um sistema de intervenção precoce para prevenção de problemas de saúde, atrasos no desenvolvimento e deficiências em bebês e crianças de zero a quatro anos. A metodologia funciona em um ônibus adaptado como sala de atendimento móvel que percorre todas as regiões do município, com uma equipe multidisciplinar de saúde que realiza 13 avaliações ao longo dos 4 primeiros anos de vida. Dessa forma, possibilita a famílias de baixa renda e pouco acesso à informação diagnosticar precocemente problemas, recebendo encaminhamento e orientação adequados para que essas intercorrências sejam tratadas à tempo de não gerarem sequelas significativas. Por ser certificado como tecnologia social o Pami compõe o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação BB e pode ser reaplicado em outras localidades. Para conhecer esta metodologia acesse http://bit.ly/2UWz2un

Em dezoito anos de premiação, Fundação BB garante investimentos sociais para entidades aperfeiçoarem iniciativas em áreas como educação e meio ambiente

Com a ajuda de pinos e elásticos o deficiente visual consegue criar imagens na placa perfurada. O método conhecido como Multiplano foi criado pelo professor Rubens Ferronato, do Paraná, e possibilita, por meio do tato, a compreensão de conceitos matemáticos também aos que enxergam, sem que estes necessariamente conheçam a escrita em braille.

Com a técnica, as pessoas podem compreender operações, equações, proporções, funções, sistema linear, gráficos de funções, inequações, funções exponenciais e logarítmicas, trigonometria, geometria plana e espacial, estatística e muitos outros.

Reaplicada em mais de 200 escolas do país, a metodologia foi vencedora do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social em 2003, na categoria Educação. Como premiação naquele ano, a iniciativa foi registrada em vídeo documentário, além de receber investimento social de R$ 50 mil para aperfeiçoamento e expansão.

Em 2018, o professor criador e desenvolvedor da tecnologia social foi selecionado entre os 50 finalistas do “Global Teacher Prize”, prêmio conhecido como “Nobel da Educação”, organizado pela Varkey Foundation, instituição filantrópica com sede em Londres (Inglaterra). Mesmo com os reconhecimentos, ele busca ampliar o alcance da iniciativa. “Desejo produzir o Multiplano nas doze línguas mais faladas no mundo e, ainda, levar a 30 países em dez anos”, disse. 

Tecnologia social cuidando da saúde dos povos

No Amapá é muito comum as famílias recorrerem às receitas caseiras, desenvolvidas a base plantas medicinais para cuidar de doenças. A prática resultou na tecnologia social “Farmácia da Terra”, uma metodologia que nasceu a partir da inquietação de um grupo de pesquisadores da área de fitoterapia do Núcleo de Plantas Medicinais e Produtos Naturais do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA). O trabalho foi baseado nos conhecimentos da tradição local, a partir de espécies amazônicas, buscando manter vivos os conselhos dos antepassados e trazer uma alternativa barata e eficiente para as populações carentes.

Portal   terra

O chá de hortelãzinho é muito utilizado para aliviar as cólicas dos bebês, e para dor de cabeça, a recomendação é que use uma alcoolatura – mistura desenvolvida a base da erva catinga de mulata e arruda, e para os resfriados, o mais comum é o xarope de gengibre com óleo de copaíba. A metodologia Farmácia da Terra foi vencedora, na região Norte, do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2003.


Terezinha de Jesus Soares, pesquisadora do IEPA explica que muitas vezes essa alternativa oferece tratamento eficiente para diversas doenças a um custo quase zero, e que o foco principal continua sendo o desenvolvimento econômico de comunidades rurais e tradicionais do Estado, com destaque para o projeto de produção de fitoterápicos e sabonetes por algumas associações comunitárias.

Entre as doenças que podem ser tratadas com fitoterápicos – produtos com fins terapêuticos obtidos das plantas – estão as respiratórias (bronquite, sinusite, amigdalite, faringite, gripes e resfriados), de pele (sarnas, escabioses e pediculoses), gastrointestinais (diarréias, verminoses, gastrite, úlcera péptica, amebíase e giardíase), doenças dos órgãos genitais e infecções urinárias, além de reumatismo.

As Farmácias da Terra estão presentes em oito municípios do estado. Mais de 2 mil pessoas – entre agentes de saúde comunitários (principal público), parteiras, estudantes de nível médio, professores, líderes comunitários e curandeiros – foram treinadas para cuidar de hortas onde são cultivadas as plantas.

“A tecnologia continua fortalecendo os projetos que existem e ajudando as famílias, principalmente as ribeirinhas que vivem isoladas. Nosso objetivo é que a população siga resgatando esses conhecimentos e contribuindo na melhoria da saúde pública”, disse.

 

Prêmio de Tecnologia Social 2019

Se você tem um projeto interessante como esses, inscreva-se no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2019. As inscrições estarão abertas até o dia 21 de abril de 2019. Podem participar entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe.

Nesta edição, o Prêmio terá quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital"; "Educação"; "Geração de Renda" e "Meio Ambiente". O primeiro, segundo e terceiro lugar de cada uma das categorias será premiado com R$ 50 mil, 30 mil e 20 mil respectivamente. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promovem a igualdade de gênero e o protagonismo e empoderamento da juventude receberão um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação.

As novidades desta edição são as três premiações especiais: “Mulheres na Agroecologia”, que visa identificar tecnologias sociais que promovam o protagonismo feminino na gestão da produção agroecológica; “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico”, destinada para identificar tecnologias sociais de modelos de gestão/governança de organizações e comunidades na produção do algodão agroecológico e “Primeira Infância”, que busca identificar tecnologias sociais que promovam ações que abordem as dimensões do desenvolvimento infantil (linguagem, cognitivo, motricidade e socioafetividade), o fortalecimento de vínculos familiares e o exercício da parentalidade. Nestas premiações especiais também serão classificadas três finalistas, com as mesmas regras das categorias nacionais. As vencedoras serão conhecidas na premiação, prevista para outubro. Todas as categorias são relacionadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Este ano o Prêmio conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Esta matéria faz parte da série Retrospectiva TS, que apresenta histórias de iniciativas finalistas no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social desde a sua primeira edição, em 2001.

Confira aqui as outras matérias da série Retrospectiva:

2001: Prêmio da Fundação BB de Tecnologia Social valoriza soluções desde 2001

2003: Tecnologia social: o saber popular ao alcance de todos

2005: Projeto da Ilha das Cinzas (PA) foi vencedor do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2005

2007: Colostro: um produto nobre

2009: Vida ativa na terceira idade

2011: Uma voz de liberdade para detentos e deficientes visuais

2013: Gueroba: a riqueza do Cerrado

2015: Librário: tecnologia social com efeito multipliador

2017: Prêmio de Tecnologias Sociais: países da América Latina e Caribe participam desde 2017

 

 

Após dezoito anos de existência, premiação segue revelando iniciativas inovadoras

O que fazer se a sua região enfrenta escassez de água potável para o consumo? No Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação Banco do Brasil você encontra soluções para esse e outros problemas. 
Em 2001, quando foi lançado o primeiro prêmio de tecnologia social muitas foram as novidades que apareceram. A Fundação Deusmar Queirós, da cidade de Fortaleza (CE), por exemplo, apresentou um projeto simples, autossustentável e de baixo custo, o "Moringa: a Semente da Vida". O método consiste na distribuição de sementes de moringa oleifera para o plantio e purificação da água. A planta cresce rapidamente e não precisa de muita água, o que torna fácil o seu cultivo.

A metodologia foi certificada como tecnologia social e está disponível no BTS juntamente com outras 986 iniciativas. O BTS é uma base de dados on-line que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. Esta tecnologia social também ensina a população a plantar e purificar a água. Seu objetivo é atender localidades desprovidas de água potável e atenuar os problemas de saúde de populações carentes. Já é comprovada a eficiência da moringa, esmagada em pó, como um dos melhores purificadores que existem, pois consegue eliminar partículas de impurezas. Desde que foi idealizada, cerca de duas mil árvores de moringa oleifera já foram plantadas, e já que beneficiou mais de 600 comunidades no Brasil.

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 “A purificação da água com a utilização da semente da moringa oleifera é um processo simples, condizente com a realidade das regiões onde o projeto tem contribuído de forma efetiva para a melhoria da saúde e o bem-estar das famílias. Receber o reconhecimento como tecnologia social deu margem para melhor expansão do projeto” disse Vicente Pereira, vice-presidente da Fundação Deusmar Queirós.

Já a tecnologia social Projeto Pescar, da Fundação Pescar, de Porto Alegre (RS) foi vencedora do Prêmio na primeira edição, em 2001. É efetiva na criação de oportunidades para transformar a vida de jovens em vulnerabilidade social. Os beneficiados são jovens com idades entre 16 e 19 anos, por meio de cursos de iniciação profissional em oito áreas de formação.

O método é um sistema pioneiro em que as cem organizações parceiras que compõem a Rede Pescar abrem espaço em suas dependências para a formação pessoal e profissional. Os cursos têm duração de 800 a 1,1 mil horas, sendo 60% da carga horária comportamental (descoberta do eu, meio ambiente, sociedade etc.) e 40% técnica, estimulando-os a se desenvolverem pessoal e profissionalmente. Após o curso, os participantes são encaminhados ao mercado de trabalho para geração de renda e acompanhados pela Unidade Formadora e Fundação Projeto Pescar por dois anos. A tecnologia está presente em dez estados brasileiros e o fruto desse trabalho já resultou na formação de 31.765 jovens.

Segundo o Superintendente da Fundação Projeto Pescar, Ézio Rezende, a entidade vivenciou um verdadeiro marco em sua história após a conquista da primeira edição do prêmio de tecnologia social: “ A aprendizagem iniciou na própria participação do edital, que proporcionou uma reflexão interna e consequente melhoria no modelo de multiplicação da tecnologia social Pescar, a época. A notícia de estar entre os 15 finalistas também foi muito comemorada, pois já era um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido até então, principalmente quando considerado o número de mais de 500 organizações pré-selecionadas. Quando recebemos a confirmação que a Fundação Projeto Pescar foi uma das 3 premiadas finais , foi notória a satisfação dos mantenedores e apoiadores da Entidade,” disse.

De acordo com Ézio, o reconhecimento, além de reforçar os vínculos com os doadores, também foi diferencial para o ingresso de novos apoiadores. “Da mesma forma que cada voluntário que participava da formação dos jovens no Brasil percebeu o seu trabalho também premiado. No ano da premiação a entidade obteve um dos maiores números de veiculação na mídia, fato que alavancou a criação de novas Unidades de formação socioprofissionalizante. A Fundação Banco do Brasil também proporcionou aos finalistas a participação em eventos importantes que qualificou o corpo técnico da entidade. Por fim, foi de suma importância a apresentação das tecnologias premiadas na sede mundial da Unesco, em Paris. Evento que demarcou de forma significativa o quanto o Brasil tem construído novas formas para superar os seus desafios socioambientais”, concluiu.

2019: ano de Prêmio

Como acontece a cada dois anos, desde 2001, este é um ano de prêmio. As inscrições estarão abertas até o dia 21 de abril de 2019. Podem participar entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe.

 Assim como em 2017, iniciativas da América Latina e do Caribe podem ser inscritas na categoria “Internacional”, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”, “Geração de Renda” e “Meio Ambiente.” Da mesma forma, nesta categoria, as instituições finalistas receberão um troféu e um vídeo retratando a sua iniciativa.

As novidades desta edição são as três premiações especiais: “Mulheres na Agroecologia”, que visa identificar tecnologias sociais que promovam o protagonismo feminino na gestão da produção agroecológica; “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico”, destinada para identificar tecnologias sociais de modelos de gestão/governança de organizações e comunidades na produção do algodão agroecológico e “Primeira Infância”, que busca identificar tecnologias sociais que promovam ações que abordem as dimensões do desenvolvimento infantil (linguagem, cognitivo, motricidade e socioafetividade), o fortalecimento de vínculos familiares e o exercício da parentalidade. Nestas premiações especiais também serão classificadas três finalistas, com as mesmas regras das categorias nacionais. As vencedoras serão conhecidas na premiação, prevista para outubro. Todas as categorias são relacionadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Nesta edição, o concurso conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

 

Confira aqui as outras matérias da série Retrospectiva:

 

2001: Prêmio da Fundação BB de Tecnologia Social valoriza soluções desde 2001

2003: Tecnologia social: o saber popular ao alcance de todos

2005: Projeto da Ilha das Cinzas (PA) foi vencedor do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2005

2007: Colostro: um produto nobre

2009: Vida ativa na terceira idade

2011: Uma voz de liberdade para detentos e deficientes visuais

2013: Gueroba: a riqueza do Cerrado

2015: Librário: tecnologia social com efeito multipliador

2017: Prêmio de Tecnologias Sociais: países da América Latina e Caribe participam desde 2017

 

 

Maestro João Carlos Martins regerá grupos musicais participantes de plataforma digital integrada ao projeto apoiado pela Fundação BB

Taubaté, no interior de São Paulo, será a primeira cidade a ser visitada neste ano pelo maestro João Carlos Martins, que está percorrendo o país com o projeto Orquestrando o Brasil. Na ocasião, o maestro regerá um concerto especial reunindo grupos musicais da região na próxima sexta-feira (8), no Teatro Sedes. A entrada é gratuita.

Realizado por meio de uma parceria entre a Fundação Banco do Brasil, Sesi/SP e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) , o Orquestrando o Brasil é uma plataforma digital que visa proporcionar interação entre os grupos de orquestras, regentes e músicos do país, além de propagar conteúdos para troca de conhecimentos. O projeto foi lançado em 2018 e desde então o maestro João Carlos Martins está percorrendo diversos estados para divulgar a plataforma e incluir os grupos. O portal visa construir uma relação permanente e online de suporte e informação. A plataforma dá apoio para que, a partir dos recursos humanos e físicos de cada comunidade, os envolvidos possam liderar um movimento de expansão ou consolidação da música local. Um canal de comunicação, informação e interação, que tem o objetivo de unir os músicos.

Em 2018 o maestro já visitou cidades da Paraíba, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Ceará. Hoje a plataforma já conta com mais de 200 orquestras e bandas, um universo que representa quase oito mil músicos, com grupos musicais de diversos municípios espalhados pelo país. Para este ano também estão previstas apresentações com os grupos de orquestras de Maringá (PR), Crato (CE) e Brasília (DF). Além disso, um grupo de Croatá (CE) será convidado para uma apresentação no Centro de Tradições Nordestinas de São Paulo junto ao maestro. Para o encerramento, no final do ano, outros seis maestros e seis músicos de diferentes grupos serão convidados para uma apresentação no Teatro Municipal de São Paulo, para uma apresentação junto à Bachiana Filarmônica de SP.

Dentre os grupos cadastrados no portal, 50 serão selecionados para atendimento por consultoria customizada, sendo priorizado o acesso de mulheres e jovens regentes nos cursos de formação.

Serviço:
Concerto Especial do Orquestrando o Brasil com João Carlos Martins
Dia: 8 de março
Hora: 20h
Local: Teatro do Sedes (Avenida Dr. Benedito Elias de Souza, 705 – Jd. Jaraguá - Taubaté/SP)
Entrada Franca

Entidades sem fins lucrativos de todo o país poderão se inscrever em edital para atuação em 120 cidades mineiras

A Fundação Banco do Brasil e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) vão habilitar entidades sem fins lucrativos para fazerem a reaplicação de tecnologias sociais em 120 municípios mineiros. A parceria visa promover ações de conservação e recuperação de nascentes e mananciais do estado.

O credenciamento será realizado por meio de edital, lançado nesta segunda-feira (18), e prevê recursos de R$ 2,5 milhões para dar continuidade ao programa Pró-Mananciais, que já atua na proteção e conservação de mananciais usados pela empresa mineira no abastecimento da rede pública.

Estão previstas no edital as reaplicações de quatro tecnologias sociais certificadas pela Fundação BB e que integram o Banco de Tecnologias Sociais. São elas: SAF – Sistemas agroflorestais (uso ou manejo da terra que reúnem culturas agrícolas e espécies arbóreas, de maneira consorciada e que serve de base para a agricultura orgânica); Biodigestor Sertanejo (produção de gás a partir de esterco animal), Fossa Séptica TeVap (tratamento e disposição final dos dejetos do vaso sanitário domiciliar) e Cisterna de Placas Ferrocimento (alternativa usada na captação e armazenamento de água da chuva). O Banco de Tecnologias Sociais é um acervo on-line que reúne todas as metodologias certificadas pela Fundação BB desde 2001 e está disponível aqui.

As entidades interessadas devem ficar atentas ao prazo de inscrições, que ficará aberto até o dia 18 de abril de 2019.

As localidades onde serão reaplicadas as tecnologias sociais foram indicadas pela Copasa e estão relacionadas com as bacias hidrográficas de cada região do estado de Minas Gerais. Para ser contemplada, a entidade precisa comprovar capacidade técnica para atuar em reaplicação das tecnologias sociais propostas no edital.

Sobre o Pró-Mananciais 

O Pró-Mananciais foi desenvolvido pelo governo de Minas Gerais por meio da Copasa. Entre as diversas atividades desenvolvidas, estão o cercamento de nascentes, plantio de mudas nativas em mata ciliar e implantação de bacias de contenção de enxurradas. O Pró-Mananciais vai além do cumprimento dos requisitos legais e regulamentares, ele estimula a pró-atividade, a responsabilidade social, a criatividade e o protagonismo a partir da formação de agentes locais transformadores, cujo trabalho integrado às políticas públicas locais amplia os resultados do Programa.

Parceria Fundação BB e Copasa

O edital de credenciamento "Reaplicar Tecnologias Sociais em Municípios de Minas Gerais" faz parte do acordo de cooperação entre a Fundação BB e Copasa. O documento foi assinado durante o Fórum Mundial da Água, realizado em março de 2018, em Brasília.

Acesse o Edital e anexos aqui 

Famílias do Pará recebem incentivo para revitalização de meliponários, aproveitamento de frutas e fabricação de cosméticos

A meliponicultura é uma das atividades desenvolvidas pela Associação dos Meliponicultores de Curuçá (Asmelc), entidade que recebeu apoio da Fundação Banco do Brasil, por meio do edital Ecoforte Extravismo no estado do Pará. O investimento de R$ 525 mil foi destinado no aprimoramento e fortalecimento dos processos produtivos da associação, com a finalidade de aumentar a renda familiar e melhorar qualidade de vida dos associados da entidade.

Meliponicultura é a criação de abelhas sem ferrão, especialmente dos gêneros melipona e trigona. A atividade já era praticada há muito tempo pelos povos indígenas da América Latina. Os objetivos da meliponicultura envolvem a produção e comercialização de colmeias, mel, pólen, resinas, própolis e outros derivados do mel.
Os participantes são moradores das comunidades de Santo Antônio, Cabeceiras, Km 50, Caju, Pingo D’Água, Pedras Grandes e São Pedro, situadas em áreas de mangues e de matas e pertencentes à Reserva Extrativista Mãe Grande de Curuçá (PA). Entre as ações destacadas no projeto está prevista a orientação de 30 famílias para trabalhar com as abelhas nativas da Amazônia, as abelhas sem ferrão.

O projeto também contemplou uma pesquisa científica, realizada em parceria com Universidade Federal do Pará, para a identificação de espécies de plantas com potencial para a produção de mel e pólen de abelhas sem ferrão, e recomposição florestal nas áreas no entorno dos meliponários das sete comunidades.Com o resultado da pesquisa, a Asmelc adquiriu mudas que estão sendo usadas no reflorestamento das matas.

A principal matéria prima, o mel, é usada na produção artesanal de artigos de higiene e cosméticos - sabonetes, shampoos, esfoliantes, creme hidratante - comercializados em feiras e eventos do município.

A bióloga e gestora do projeto, Maria Liliana Rodrigues, aponta o aumento da exploração sobre a fauna e flora, a exemplo da diminuição dos peixes em função da pesca em grande escala por pescadores de outras regiões, com métodos mais eficazes; a diminuição do volume das águas dos igarapés, como os maiores desafios enfrentados pelos moradores das comunidades. E aliado a isso, ela conta que a região precisa também de plano de manejo, pesquisas e fiscalização, para manter os recursos naturais, que são a base de sobrevivência das famílias.

“A parceria da Fundação BB com a Asmelc favoreceu a revitalização dos meliponários, o aumento da flora, contribuiu para o maior aproveitamento das frutas da nossa região e possibilitou a reativação da produção de cosméticos, que por falta de recursos tínhamos parada", disse.

Liliana também explica que a cooperativa está em processo de habilitação para receber o Selo de Inspeção Municipal, que vai permitir a associação vender os produtos para os mercados da região.

Além da atuação na cadeia produtiva do mel, as famílias também se dedicam à outras atividades como fonte de sobrevivência - pesca, coleta de caranguejos, lavoura de mandioca e as culturas de manga, banana, açaí, cupuaçu, urucum, taperebá, citros -, muitas dessas usadas na fabricação de polpas de frutas, picolés e sorvetes.

Com o investimento social da Fundação BB, a Asmelc adquiriu kits apicultor, compostos por chapéu-véu, suporte de cobertura, chave de fenda, pratos descartáveis, seringa, faca, formão, balde inox, medidor de pH, bomba de vácuo, além de despolpadoras, seladora, balanças, mesa de lavagem de frutas, freezer, mudas frutíferas, materiais de irrigação, minhocário, assistência técnica que permitirá aos agricultores manejo, beneficiamento e comercialização dos produtos.

Elias Correa do Mar vive na comunidade do Caju. Ele é artesão e trabalha com a confecção de peças de madeiras e também é meliponicultor. Com as 25 caixas de colmeias que têm instaladas na propriedade, consegue extrair 27 quilos de mel, em três colheitas anuais, nos meses de julho a janeiro. Cada quilo é vendido por R$ 70. “Meu objetivo e duplicar o número de caixas ainda este ano. Nós agora podemos vender também as polpas de frutas que vão ajudar na renda, porque temos um lugar para armazenar. Com esse incentivo da Fundação, a associação está dando um grande passo na preparação das abelhas e vai melhorar a vida de todos nós associados”, celebrou.

Ecoforte Extrativismo

O Programa Ecoforte Extrativismo tem como objetivo fortalecer empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta. Os recursos da parceria Fundação Banco do Brasil e Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que apoiou 53 projetos, com investimento de R$ 33 milhões, envolvendo mais de 14 mil participantes.

Em um ano, 2.881 pessoas foram capacitadas, 2.767 pessoas encaminhadas ao mercado de trabalho e 1.191 acompanhadas

Em 2018, a Fundação BB fez parceria com a Rede Cidadã e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social (SMADS) de São Paulo para possibilitar a inclusão social de 2 mil pessoas que viviam em situação de rua na cidade de São Paulo, com o objetivo de ingressá-los ao mercado de trabalho. A ação também teve como público-alvo, catadores de materiais recicláveis, educadores de escolas municipais e moradores de empreendimento habitacional de interesse social.

O recurso da Fundação BB foi de R$ 1,2 milhão e contrapartida de R$ 108 mil da Rede Cidadã. Em um ano, foram 2.881 pessoas capacitadas, 2.767 pessoas encaminhadas ao mercado de trabalho e 1.191 acompanhadas. O projeto contou, ainda, com a parceria de centros de acolhimentos. As oportunidades de emprego foram ofertadas pelas empresas Vivenda do Camarão, Rihappy, Verzani & Sandrini e Soma.

Joelson Almeida dos Santos foi um dos primeiros contratados do grupo Verzani e Sandrini e completou 1 ano e 6 meses de trabalho. Recém-chegado das férias, onde passou 20 dias com a sua família na cidade de Esplanada, na Bahia, ele relata com orgulho as mudanças que aconteceram na sua vida. Saiu do Centro de Acolhida e está em moradia autônoma; retomou contato com os filhos; fez tratamento durante um ano e conseguiu sanar a dependência alcoólica. O jovem sonha em dar um futuro mais digno para seus dois filhos, pois não gostaria que eles passassem pela mesma situação que ele passou. Agora ele também está atento com seu autocuidado, para que nada mais se desalinhe em sua vida. Para ele todas as oportunidades foram como um renascimento. “Sou muito grato pelo que o programa fez por mim. Sem essa oportunidade e sem esse cuidado de todos envolvidos nada disso seria possível. Tenho orgulho do homem que me tornei e tenho orgulho do meu trabalho e de todos vocês”, disse.

Para Carla Rabelo, assessora da Fundação BB, a proposta cumpriu o seu papel. “Acreditamos que o projeto proporcionou muitas oportunidades para esses jovens e adultos que viviam à margem da sociedade e precisavam de um apoio para uma vida digna, com emprego e renda, regaste da autoestima e de respeito”, disse.

Trabalho envolve plantio de mudas nativas em sistema de agrofloresta e educação ambiental

A região do Médio Paraíba do Sul, no Estado do Rio de Janeiro, abriga a Ong Vale Verdejante, entidade que realiza um importante trabalho de recuperação de áreas degradadas da Mata Atlântica, com práticas ambientais de conservação do bioma e sensibilização junto à população. Em 12 anos de existência, a ONG promoveu o plantio de 5 mil mudas nativas de pau brasil, pau jacaré, pau formiga, pau ferro, grumichama, pitangueiras, cedro rosa, jequitibá, tamboril, guapuruvu e juçara, entre outras espécies.

As tecnologias sociais são aliadas no trabalho de manter, enriquecer e dar continuidade ao reflorestamento, garantindo o sucesso do projeto. A ONG buscou no Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação Banco do Brasil três metodologias certificadas - Acordos Sustentáveis, para mapeamento e uso dos recursos naturais; Agrofloresta, que une o plantio com a preservação da floresta; e Meliponários Demonstrativos, para criação de abelhas sem ferrão, que contribuem para o reflorestamento por meio da polinização. O trabalho é desenvolvido por meio da convivência harmoniosa de várias atividades - cultivo de horta, galinheiro e meliponário.

Em 2017, a Vale Verdejante foi contemplada com o primeiro projeto da Fundação BB, no valor de R$ 60 mil. O recurso foi usado na promoção da educação ambiental, desenvolvimento de práticas agroecológicas e introdução à economia solidária para crianças, jovens e mulheres. Em setembro deste ano, foi assinado novo convênio, referente ao projeto "Reflorestamento e Educação - Integração Urbana-Rural com Inclusão Social", em parceria com o Projeto Pão de Açúcar Verde, para promover a recuperação ambiental, o enriquecimento florestal, e a integração entre as populações urbana e rural. As ações da parceria abrangeram a face leste do morro do Pão de Açúcar, que irá receber mil árvores durante a execução do projeto. Os dois investimentos sociais foram obtidos por meio do Programa Voluntariado BB-FBB. A Vale Verdejante também oferece cursos e capacitações em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em especial para os jovens.

Em novembro, a Vale Verdejante reuniu 170 pessoas – moradores e voluntários - para um dia de mutirão. Durante a programação, foram plantadas 500 árvores do Bioma Mata Atlântica; houve a construção de canteiro agroflorestal, com mudas de hortaliças diversas; e oficina para inclusão social de pessoas com deficiência, além de apresentações culturais e almoço coletivo.

Trabalho que cura
A Ong Vale Verdejante foi fundada por Denise Thomé, após a morte do marido no voo 1907 da Gol, derrubado pelo jato Legacy numa área de floresta no Mato Grosso, em 2006. Em pouco tempo, Denise conseguiu transformar a dor em força para concretizar um projeto de reflorestamento sonhado pelo casal e pela comunidade. Dois meses após a partida do seu companheiro por 24 anos, ela plantou as primeiras mudas.

O recurso para a compra do Parque Ecológico Mauro Romano, de 30 mil metros quadrados, que abriga a ONG, veio da indenização que recebeu da companhia aérea. “Era um sonho nosso de ajudar os trabalhadores dos sítios da região. Pensávamos em fazer isso com a venda de mudas das plantas, a partir das podas. Após o acontecido decidi lutar para tirar o foco da dor e revertê-la em um processo construtivo. Isso ajudou a todos nós, familiares e amigos”, disse.

Este ano, a ONG recebeu o título de Posto Avançado da Reserva Biosfera Mata Atlântica, concedido pela Unesco a instituições que desenvolvem pelo menos duas das três funções básicas de uma reserva nos campos da proteção da biodiversidade, do desenvolvimento sustentável e do conhecimento científico e tradicional sobre a Mata Atlântica.

“Temos um grupo muito ativo aqui e no Pão de Açúcar, com pessoas dispostas a doarem seu tempo em prol do meio ambiente. Nos últimos anos as novas gerações também vêm se integrando mais ao trabalho coletivo , declarou Denise.

Ação de reflorestamento “Cerrado no Fórum” levou doadores do Fórum Mundial da Água a plantarem em propriedade rural

Moradoras do Distrito Federal, Vanira Tavares e Elizabeth Ribeiro foram sensibilizadas pela ideia de ajudar a preservar o cerrado durante o 8º Fórum Mundial da Água, ocorrido em Brasília (DF) no período de 17 a 23 de março de 2018. Elas fizeram uma doação em dinheiro ao Programa Produtor de Água no Pipiripau e ficaram surpresas quando, oito meses depois, foram convidadas a participar do mutirão de plantio de mudas nativas do cerrado. A ação foi realizada por parceiros do programa, para compensação das emissões de carbono ocorridas durante o evento. O plantio visa a recuperação de áreas degradas no Distrito Federal.

“Eu decidi que queria doar um pouquinho, que queria fazer parte dessa ideia que é muito bacana e então acabei fazendo a doação, porque achei muito interessante o desafio” diz Elizabeth. Ela estava aposentada quando recebeu o convite para organizar o Fórum Mundial da Água devido à experiência que possui em grandes eventos, como as Olimpíadas. “Tenho experiência em organização de eventos. Eu já trabalhei nas Olimpíadas e nos Jogos Mundiais Escolares. Conheci o projeto do Pipiripau no Fórum e achei fantástico, porque você produz água, preserva e recompõe a vegetação e com isto armazenamos água por mais tempo no solo”, complementa.

O plantio - atividade denominada “Cerrado no Fórum” - ocorreu na última quarta-feira (28/11), na propriedade rural da família de Fátima Cabral, na divisa entre Brasília (DF) e Formosa (GO). Foram utilizadas 430 mudas de espécies nativas do Cerrado representando cada participante que fez doação durante o Fórum Mundial da Água.

Já Vanira Tavares ficou emocionada ao plantar a primeira muda na propriedade de Fátima: um Ipê Amarelo. Tradutora de inglês/português, ela passou a se interessar por meio ambiente depois que aumentou o número de traduções nesta área. “Sou tradutora e desde 2007 a demanda de tradução na área de meio ambiente aumentou muito. Decidi ir ao Fórum Mundial da Água, fiz a doação e o convite para participar desta ação foi a chance de ouro para conhecer o Pipiripau”, conta entusiasmada.

Além do plantio de mudas, a ação contemplou a plantação de sementes do cerrado por meio da muvuca. A técnica consiste na mistura de sementes de árvores, arbustos e gramíneas do Cerrado. O plantio ocorre ao lançar a mistura no terreno, por meio de máquina. A técnica reduz os custos da recuperação de áreas degradadas em relação ao tradicional plantio de mudas para recuperar grandes extensões de terra com espécies nativas. Enquanto a restauração pelo plantio tradicional de mudas custa em torno de R$ 12 a R$ 15 mil por hectare, o plantio com a técnica da muvuca sai por R$ 5 mil o hectare.

Projeto Produtor de Água

O Programa Produtor de Água foi criado em 2001 e tem como objetivo o uso racional de água no meio rural por meio de ações de revitalização ambiental de bacias hidrográficas, como o reflorestamento e a conservação do solo em áreas produtivas.

O projeto na bacia hidrográfica do Pipiripau foi implantado em 2012, com participação de 17 parceiros, entre eles a Fundação Banco do Brasil. Os valores investidos foram em torno de R$ 6 milhões, que custearam a plantação de mais de 360 mil mudas, além de atividades de conservação de solo em mais de 1,3 mil hectares.