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Iniciativa em parceria entre a Fundação Banco do Brasil e Arcah vai oferecer capacitação para atuação em plantio trabalho rural e acompanhamento psicológico

A Fundação Banco do Brasil assinou parceria com a Associação de Resgate à Cidadania por Amor a Humanidade (Arcah) para a inclusão social e produtiva de 200 pessoas em situação de rua da cidade de São Paulo por meio da implantação de uma horta-escola agroecológica. O projeto Cidadão Sustentável será instalado em um terreno no bairro Cidade Jardim de cerca de 10 mil metros quadrados, com a construção da sede da escola agroecológica e implantação da primeira horta urbana.

O bairro foi escolhido por ter um centro de convivência, dois centros de acolhida e dois serviços especializados de abordagem às crianças, adolescentes e adultos em situação de rua. Nestes equipamentos será feita a triagem dos participantes do projeto - homens na faixa de 18 a 55 anos com perfil para o projeto.

Os alunos farão três meses de capacitação em permacultura, empreendedorismo e experiências práticas em agroecologia, além de passarem por acompanhamento psicológico durante todo o processo.
Após o ciclo de aprendizagem de cada turma de capacitação, o aluno de maior envolvimento será contratado como auxiliar para se tornar multiplicador de conhecimento. Os outros participantes que concluírem a capacitação serão certificados, podendo ser encaminhados ao mercado de trabalho rural, por meio de parceria com agricultores parceiros do Cinturão Verde de São Paulo).

O investimento social da Fundação BB será de R$ 594 mil, em recursos não reembolsáveis, com a contrapartida de cerca de R$ 162 mil da Arcah. A iniciativa também conta com a parceria da Prefeitura de São Paulo. "Por meio do apoio da FBB e de outros parceiros, o projeto impactará diretamente e diariamente as pessoas em situação de rua, e também indiretamente a comunidade no entorno. A expectativa é gerar transformação, fortalecimento na vida das pessoas em situação de rua e a reintegração social da sociedade em que vivemos", afirma Gabriela Poit, coordenadora do projeto.

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Plantio de hortas nas escolas e nas casas das famílias e complementação da merenda com produtos da agricultura familiar local melhoram a qualidade na nutrição

Uma experiência na cidade de Atiquizaya, em El Salvador, a 83 quilômetros ao norte da capital San Salvador, está ajudando a combater a desnutrição infantil nas camadas mais pobres da população, ao mesmo tempo em que garante mercado consumidor para os agricultores familiares locais. A Tecnologia Social Escolas Sustentáveis, organizada pela prefeitura da cidade, promove a educação alimentar e nutricional por meio do plantio de hortas nas escolas e nas casas das famílias.

Além de ser enriquecida com os vegetais colhidos na horta, a merenda é complementada com a aquisição da produção dos agricultores familiares da região, movimentando a economia local. A iniciativa que concorre ao Prêmio Fundação Banco do Brasil, na Categoria Internacional, tem o apoio da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

A metodologia mobiliza professores, pais e alunos, assim como instituições do governo e da sociedade civil em torno de um planejamento e execução integrados para que a iniciativa tenha êxito. "O projeto permitiu que muitos atores se juntassem para promover o desenvolvimento da economia local, com a compra de produtos da agricultura familiar, e assegurou uma alimentação completa para crianças em idade escolar, assim como contribuiu para a mudança cultural na alimentação das famílias", comenta o chefe da Unidade de Segurança Alimentar e Nutricional de Atiquizaya. Outro benefício foi a melhoria na infraestrutura de cozinhas, cantinas e dispensas dos estabelecimentos de ensino.

De 2013 a 2017, foram implantadas hortas escolares em 22 unidades de ensino em Atiquizaya; 17 pomares são mantidos pelo município. Diariamente, cerca de 30.400 alunos recebem alimentos, incluindo frutas e verduras, além de educação alimentar e nutricional, e 147 associações de produtores fornecem frutas, legumes e ovos para as escolas. O projeto foi reaplicado em outros dois municípios - Izalco e Jiquilisco – abrangendo três escolas em cada.

Saiba mais sobre a Tecnologia Social Escolas Sustentáveis

Prêmio
Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As finalistas internacionais vão receber troféu e vídeo retratando a iniciativa e também serão convidadas a participar do Fórum Internacional de Tecnologia Social, programado para os dias 21 e  22 de novembro em Brasília (DF), véspera da cerimônia de entrega.

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

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Ações geram oportunidades de trabalho e contribuem para a segurança alimentar em comunidades de Icapuí, no litoral do estado

Um conjunto de iniciativas de baixo custo estão mudando a realidade das comunidades de Icapuí, no litoral do Ceará. A tecnologia social “De Olho na Água, desenvolvida pela Fundação Brasil Cidadão para Educação Cultura Tecnologia e Meio Ambiente (FBC) produziu conhecimento científico, desenvolveu práticas sustentáveis, gerou atividades econômicas de baixo impacto e provocou a mudança de atitude nos moradores da região.

A metodologia possibilitou a implantação de canteiros bio-sépticos (ou fossas biológicas) e de cisternas para captação e armazenamento de água pluvial em oito comunidades, evitando a contaminação dos lençóis freáticos pelo esgoto doméstico, com efetiva melhora da qualidade hídrica dos mananciais e preservação dos recursos naturais.

Somam-se a essas conquistas, a recuperação de nove hectares de mangue com mais de 100 mil mudas produzidas e plantadas; o cultivo sustentável de algas marinhas; a implantação de 200 colmeias de abelhas nativas sem ferrão, a mobilização de todas as 34 comunidades e escolas públicas por meio da educação ambiental; criação de banco de dados e 18 publicações na área, além de duas trilhas ecológicas e uma passarela sobre o mangue. O conjunto de iniciativas formam a chamada "Teia da Sustentabilidade", com ações relacionadas e influência mútua. Quando um projeto é afetado, ele compromete os demais.

Com a replicação e divulgação da tecnologia social, o "De olho na Água" tornou-se referência e recebe visitas de pessoas do Brasil e de outros países. As ações também geram oportunidades de trabalho e contribuem para a segurança alimentar e melhora da renda das famílias.

"Nunca imaginei que chegaríamos a esse patamar. O município tem grande sentimento de pertencimento. O projeto é um ponto de passagem com muito aprendizado, incentivando a educação na comunidade, inclusive com estudantes cursando o mestrado e o doutorado. A nossa missão é ser facilitador, porque quem faz tudo é a comunidade. O trabalho coletivo mantém as pessoas mais fortes e produtivas”, declarou Maria Leinad Carbognin, responsável pela tecnologia.

A socióloga e coordenadora de projetos da FBC, Ana Paula Lima, conta que a sua ligação com a entidade se deu após participar de atividades e capacitações, e que seus trabalhos de pesquisa, tanto na graduação como no mestrado foram voltados para os projetos. “A entidade abriu as portas para mim e possibilitou a minha inserção no mestrado. Assim como eu, muitos outros jovens tiveram a chance de galgar para outros patamares. O trabalho desenvolvido não encanta só os moradores da região, mas também os milhares de visitantes”.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro e tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Sistemas agroflorestais ajudam famílias a produzir alimentos de maneira sustentável

O Assentamento Três Conquistas, localizado no Paranoá, região administrativa do Distrito Federal, é hoje um lugar com muitas árvores e plantações, que nem de longe lembra o final dos anos 90, quando foi destinado às 65 famílias provenientes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Na época, a terra tinha baixo índice de produtividade, resultado de muitos anos de produção de eucaliptos e capim braquiária.

A mudança aconteceu a partir de 2011, com o uso da Tecnologia Social Sistemas Agroflorestais para Composição de Reserva Legal (Safs), implantada pela Associação dos Trabalhadores Rurais da Reforma Agrária, após a Secretaria de Agricultura informar aos moradores que eles precisariam estabelecer a reserva legal para que pudessem iniciar o processo de regularização de suas parcelas. A metodologia foi apresentada por Maria da Conceição do Nascimento Oliveira, a Ceiça, ex-moradora do assentamento e responsável pela tecnologia.

Os Safs fazem uso de espécies arbóreas de portes e ciclos diferenciados, associadas a cultivos agrícolas, intercaladas de forma que possam aproveitar o espaço de plantio tanto na vertical quanto na horizontal. A técnica é apropriada para recuperar solos degradados, promover equilíbrio ambiental, infiltração de água no solo, garantir autonomia alimentar e estreitar a relação do homem com a terra.

Hoje, 32 propriedades na região trabalham com a metodologia e já são mais de 10 hectares reflorestados com árvores nativas do Cerrado. Entre as espécies plantadas estão jatobá, pequi, araçá, cagaita, paineira rosa, ipê (branco, rosa e amarelo), imburana e angico. Além disso, os moradores cultivam banana, mamão, abacaxi, feijão, milho, abóbora, melancia, batata doce, cana, maxixe, quiabo, mandioca e gergelim. A produção ajuda na subsistência e melhoria da renda familiar.

Ceiça, que tem graduação em agroecologia, conta que no projeto todas as decisões são tomadas em conjunto, de forma democrática e participativa e que a participação das mulheres no desenvolvimento das ações foi essencial para o sucesso do projeto. “Elas têm um cuidado todo especial e uma preocupação em oferecer o alimento mais natural para as famílias”.

Após duas décadas em que a terra foi entregue às famílias, mais da metade dos moradores são pioneiros, assim como Gilberto Ribeiro dos Santos. Na sua propriedade de 15 hectares ele explica que produz e comercializa um pouco de tudo. “Somos orgulhosos do que já fizemos, porque lutamos muito para chegar até aqui. Hoje trabalhamos na sombra e temos diversidade na produção, o que nos permite colheita o ano inteiro. Nosso assentamento é visto como referência em produção sustentável, tanto que recebemos visitas de estudantes o ano inteiro”, conclui.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro e tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.



A divulgação deste projeto contempla quatro 
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Metodologia une consumidores e agricultores para garantir qualidade da produção, eliminando intermediários no processo de venda e proporcionando sustentabilidade ambiental

Inverter o foco de atenção do consumidor – do preço dos alimentos para o cuidado com quem produz – é a aposta de um sistema de trabalho que surgiu em 2011, em Botucatu (SP), para proporcionar uma mesa mais saudável para as famílias e as futuras gerações. Pela proposta, um grupo de consumidores se une a um agricultor e se torna corresponsável pela produção – desde bancar previamente o plantio, em cotas mensais, passando pela gestão financeira e administrativa do empreendimento até a distribuição da colheita entre os participantes. Sem precisar se preocupar com os recursos financeiros e a logística de distribuição, o agricultor pode focar somente na produção, o que o motiva a permanecer no campo. Os integrantes do grupo recebem de volta o investimento financeiro em cotas de alimentos retirados semanalmente.

Assim é realizada a Tecnologia Social "Criação e Estruturação de Comunidades que Sustentam a Agricultura". Para fomentar o surgimento de novas comunidades, foi constituída a Associação Comunitária CSA Brasil, em 2013. Hoje, há 79 grupos espalhados em dez estados do Brasil, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, com destaque para as capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília. A iniciativa concorre ao Prêmio Fundação Banco do Brasil, na categoria Economia Solidária.

A metodologia segue os princípios da produção orgânica e biodinâmica, que resgata o conhecimento ancestral de plantar de acordo com os ciclos naturais, utilizar plantas medicinais para nutrir o solo e combater as pragas de forma natural. A prática busca a manutenção da biodiversidade e utiliza racionalmente a água a partir da irrigação por gotejamento.

O diretor operacional da CSA Brasil, Wagner Ferreira dos Santos, explica que a tecnologia traz melhoria de vida para os consumidores e os agricultores. "A metodologia traz a possibilidade de produzir alimentos saudáveis respeitando a natureza e o meio ambiente, por um valor mais acessível, contribuindo assim para o crescimento da saúde, da educação alimentar e o aprendizado da vida em comunidade, além de remunerar de forma justa o agricultor e sua família, dando-lhes condições dignas de vida no campo", afirma.


Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro. O concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Quilombolas, assentados da reforma agrária e agricultores familiares são mobilizados para a produção sustentável de alimentos

Seja por questões de saúde ou para a preservação do meio ambiente, os alimentos agroecológicos têm despertado cada vez mais o interesse da sociedade. No município de Ilhéus, o trabalho desenvolvido pela Associação Povos da Mata Atlântica do Sul da Bahia de Certificação Participativa, aponta o sistema agroecológico como o melhor caminho, não só para a produção de alimentos saudáveis, mas também para transformar as famílias em protagonistas da conservação ambiental e do desenvolvimento socioeconômico das comunidades.

A entidade formou a “Rede de Agroecologia Povos da Mata”, com a participação de agricultores familiares, assentados da reforma agrária, comunidades indígenas, quilombolas, agricultores em geral e consumidores, também chamados de coprodutores. A Rede é a primeira da Bahia a ser credenciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para emitir certificados e selos orgânicos de produtos agrícolas e de seus derivados.

A certificação é realizada em estações distribuídas em quatro territórios baianos: Litoral Sul (Ilhéus e Itabuna); Baixo Sul (Ibirapitanga e Morro de São Paulo); Costa Descobrimento (Porto Seguro); e Caatinga (Irecê). Para obter a certificação, o agricultor tem que se comprometer com a produção de agricultura orgânica em conformidade com a legislação vigente e normas estabelecidas pela organização. Ao todo, são 700 famílias incluídas no processo - 250 já são credenciadas e o restante está em fase de certificação.

“Apoiamos e capacitamos produtores a certificarem e a comercializarem seus produtos, oferecendo aos consumidores mercadorias com garantia de origem”, declarou Tatiane Botelho da Cruz, presidente da Rede. Tatiane explica que o consumidor recebe o nome de coprodutor devido à participação dele no processo. “Quando o consumidor faz a opção de consumir alimentos sem agrotóxicos, ele está ajudando a cuidar dos rios, da mata e deixando de poluir o meio ambiente e, consequentemente, se torna nosso parceiro”.

A Rede, que é finalista no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social na categoria Agroecologia, vai muito além da certificação. Ela atua no incentivo ao associativismo, na produção e no consumo de produtos orgânicos, na aproximação solidária de agricultores e consumidores, no intercâmbio, no resgate e na valorização do saber popular e em atividades de formação socioculturais, ambientais e de cidadania.
Na propriedade da agricultora e integrante da Rede Maria da Conceição Mendes de Jesus, que fica próxima à cidade de Ilhéus, desde 2006, não entra uma gota de produtos químicos. A trabalhadora conta que depois que aprendeu a trabalhar com alimentos naturais tudo mudou. São 13 hectares com plantações de cacau, banana, mandioca e hortas. “Por longos anos trabalhei com química e não tinha conhecimento dos perigos. Depois que comecei a trabalhar com o alimento natural vi os benefícios que faz para a nossa saúde e dos nossos clientes e para o meio ambiente”. Os produtos agroecológicos da rede são comercializados em 19 feiras orgânicas de venda direta.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro. O concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.


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Sistema de filtragem de água utilizada nas casas ajuda na irrigação de hortas e evita a contaminação do solo, no Semiárido Baiano

Um sistema de reaproveitamento de água de uso doméstico, ou água cinza, tem sido alternativa para as famílias do semiárido baiano na convivência com a seca. O Projeto Águas de Valor e Sabor do Semiárido Baiano, da Associação de Pequenos Agricultores do Jacó, Poço Dantas, Boa Vista da Pimenteira e Serrinha, está ajudando as famílias a produzir alimentos e reduzir a contaminação do solo.

A metodologia consiste na filtragem dos resíduos presentes na água resultante da lavagem de roupa, louças e banho, com o uso de matéria orgânica composta de microrganismos e minhocas, que permitem a devolução da água para o meio ambiente, sem prejudicá-lo, como na irrigação de hortaliças. Toda a ação privilegia o envolvimento das famílias, com treinamento para o manejo e a manutenção da tecnologia. A iniciativa, também conhecida como Bioágua Catingueiro, é finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil, na Categoria Água e Meio Ambiente,

Cleiton Andrade, morador da comunidade Poço Dantas, a 30 quilômetros da cidade de Planalto (BA), conta que, a partir de 2012, a região passou a conviver com uma seca mais severa e com o baixo índice de chuvas. A média que era de 700 mm ao ano, caiu para aproximadamente 400 mm, o que resultou na redução expressiva da produção agrícola e criadores de animais tiveram que se desfazer dos rebanhos para diminuir gastos e evitar prejuízos.

Ao perceber a importância do projeto, Cleiton mobilizou outros moradores a implantarem a tecnologia. “Desde que fui escolhido para assumir a implantação do sistema, tive clareza sobre a minha responsabilidade. Optei por seguir esse caminho e farei o possível para que as famílias também usem a tecnologia. Não hesitarei em ajudá-las com os conhecimentos que adquiri”, relata.

Em 2015, a família de Vanessa Andrade recebeu uma unidade do Bioágua Catingueiro na sua propriedade na comunidade Craúno. Assim como ela, alguns agricultores familiares de Poções receberam unidades do sistema. A implantação contou também com a parceria da Associação de Moradores Produtores Rurais da Região de Crauno e Água Branca.  Aos 22 anos e cursando graduação em Pedagogia, a jovem conta que ajuda os pais na produção de hortaliças e verduras, e que não vislumbra oportunidades na cidade grande.

Ela defende a permanência dos jovens no campo e quer ser exemplo para os conterrâneos. "Depois que me formar, pretendo aplicar os conhecimentos na minha terra, porque acredito que temos futuro aqui. Antes do sistema era complicada a produção de alimentos aqui. Hoje a gente tem alimentos de qualidade o ano inteiro e o resultado é visto na cor, no tamanho e no sabor", diz. Ela destaca ainda que a tecnologia trouxe também melhorias no orçamento familiar, com a venda do excedente na feira. "Queremos mostrar que é possível trabalhar e morar aqui com dignidade”.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

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Caminhos da Favela, de Buenos Aires, e Programa Minha Horta, implantado por todo o país, concorrem na categoria internacional

A Argentina tem duas representantes entre as finalistas do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017, na categoria Internacional: Caminhos da Favela" e o "Programa Minha Horta". A premiação, reconhecida com uma das principais do terceiro setor, tem o objetivo de identificar e reconhecer soluções para desafios sociais das comunidades onde são implantadas.

Caminhos da Favela
Caminhos da Favela é uma ferramenta multimídia online que mostra um diagnóstico comunitário das diferentes prestações de serviços e obras públicas realizadas pelo governo nas 20 favelas e assentamentos de Buenos Aires.

A plataforma permite que os usuários vejam por obra e bairro os orçamentos previstos e o status de execução já realizado. Também há uma seção para os moradores fazerem pedidos de informação às autoridades sobre o andamento das obras. Em outro espaço é possível postar comentários, apontar irregularidades e publicar imagens e vídeos para documentar as reclamações. Devido ao monitoramento dos gastos públicos, a plataforma se tornou uma ferramenta de participação cidadã.

A iniciativa é da Associação Civil pela Igualdade e Justiça (ACIJ), sediada em Buenos Aires. De acordo com a entidade, as condições dos serviços públicos nas favelas são críticas e o reconhecimento oficial foi decisivo para a realidade começar a mudar. "A ferramenta foi fundamental para exigir do governo da cidade a incorporação das moradias nos mapas oficiais".

A iniciativa tem amplo reconhecimento da cidade e se tornou uma política pública. A partir de 2015, o governo fez anúncios ambiciosos sobre o início dos processos de integração socioeconômica de quatro das principais favelas, uma reivindicação histórica da população", explica Pablo Vitale, um dos coordenadores da associação.

Saiba mais sobre Caminhos da Favela, clique aqui

Minha Horta
Uma em cada quatro crianças que moram na zona rural na Argentina têm apenas uma refeição por dia – a que é oferecida na escola – de acordo com o Observatório da Dívida Social Argentina. Além disso, a alimentação dos mais pobres é rica em carboidratos e deficitária em fibras, vitaminas e minerais. Para minimizar o problema de subnutrição, a Fundação Horta Niño passou a capacitar os moradores em diferentes comunidades para autoprodução de alimentos em hortas comunitárias agroecológicas, plantio sem o uso de agrotóxicos, integrado ao ecossistema.

Em cada comunidade, o Programa Minha Horta começa com o levantamento da realidade socioeconômica, condições ambientais, recursos e necessidades locais. Após a articulação com lideranças, professores, pais, alunos e moradores, é definida a quantidade de canteiros e os materiais necessários. Os materiais são adquiridos com fornecedores locais para facilitar o deslocamento e reduzir a emissão de gases do efeito estufa no transporte.

A preparação dos canteiros é feita em regime de mutirão pela comunidade – com participação de pais, vizinhos e até de voluntários de empresas. Eles fazem o cercamento e instalação de sistema de irrigação e de estufas, dependendo do clima local.

Saiba mais sobre Minha Horta, clique aqui

Prêmio
Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). As finalistas internacionais vão receber troféu e vídeo retratando a iniciativa e também serão convidadas a participar do Fórum Internacional de Tecnologia Social, programado para 21 e 22 de novembro em Brasília (DF), véspera da cerimônia de entrega.

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

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Criada no Brasil, em software livre, a iniciativa é finalista do Premio Fundação BB de Tecnologia Social

A união entre a economia solidária e as novas tecnologias resultou na criação do Noosfero, uma plataforma web de mídia livre para criação de redes sociais, educacionais, de economia solidária e cidadania que possui diversas funcionalidades, como blogs, sites, além de gestão de conteúdos multimídia e comércio eletrônico.

A iniciativa surgiu em 2005 durante o Fórum Brasileiro de Economia Solidária, a partir de proposta para a elaboração de canal para compartilhar as informações sobre economia solidária para a Colivre Cooperativa de Trabalho em Tecnologias Livres, que desenvolveu a rede Cirandas. No mesmo ano, a Colivre atendeu um pedido para criação de sistema para publicação de conteúdo digital de projetos de inclusão digital na África. A convergência e aperfeiçoamento entre esses dois sistemas resultou no Noosfero.

Desde então a plataforma não parou mais de expandir, alcançando vários usuários no Brasil e no mundo, como as Universidades de São Paulo (USP) e a de Brasília (UnB), e a rede japonesa World Museum Project. Agora o Noosfero concorre como finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social na categoria Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital.

Sediada em Salvador (BA), com mais de dez anos de atuação e especializada no desenvolvimento de soluções tecnológicas para web, a Colivre tem expertise em projetos de desenvolvimento em software livre. “O fato de trabalharmos com softwares livres proporciona maior independência tecnológica, além da diminuição dos custos de aperfeiçoamento do software, dada a contribuição dos usuários”, esclarece Matheus de Mendonça Sampaio, jornalista e sócio da Colivre. Ele explica que “o Noosfero é um projeto de software livre que nasceu para permitir que coletivos e instituições nacionais e internacionais se tornassem provedores autônomos de serviços de mídia livre e social na rede mundial de computadores”.


Outro grande diferencial do Noosfero é reunir diversas funcionalidades conforme perfil do usuário. O que é inserido na plataforma pode ser compartilhado de acordo com os métodos de cada instituição.

O professor do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo, Fabio Kon, explica que em 2012 a tecnologia utilizada pela USP já estava defasada. “Fizemos uma pesquisa de softwares livres que permitiriam a implantação de sistema de colaboração com qualidade. Chegamos ao Noosfero, que trouxe uma série de funcionalidades que nenhuma outra rede especializada poderia oferecer”.

Além do sistema educacional, o Noosfero também atua como plataforma para empreendimentos. Neste perfil, existem funcionalidades para o comércio eletrônico e catálogo de produtos e serviços, que adotam os princípios de preço aberto e comércio justo da economia solidária. Isso é o que ajuda Mário Sérgio, diretor comercial da cooperativa de produção de brinquedos educativos Art Gravatá, de Pernambuco. Para ele, a rede ajuda muito a vender seu produto. “O site atua praticamente como uma loja virtual. É um sistema que sei usar. É só logar e colocar as fotos e isso nos ajuda muito”, explica.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social

O Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD.

Você pode conferir essa iniciativa e outras finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Tecnologia social desenvolve atividades para acompanhar jovens após deixarem instituições onde moram

Quando atingem a maioridade, aos 18 anos, jovens que vivem em abrigos se veem obrigados a deixarem as instituições, mas muitos deles ainda sem condições para lidar com a nova situação de vida, que exige autonomia e, principalmente, independência financeira.

Diante desse contexto, o “Grupo Nós: trabalho de preparação para a vida autônoma”, do Instituto Fazendo História, da cidade de São Paulo (SP) realiza um trabalho de transição com os adolescentes, com fortalecimento de vínculos afetivos (familiares, comunitários e com outros jovens), estimulando a apropriação dos espaços culturais e sociais da cidade, e a construção de projetos profissionais e planejamento financeiro e de habitação. Toda ação é realizada em parceria com o serviço de acolhimento, voluntários, empresas apoiadoras e organizações sociais, com duração de três anos.

O primeiro contato com o Grupo Nós acontece, na maioria das vezes, quando o adolescente atinge a idade de 16 anos e se encerra aos 19 anos. Mas em alguns casos, a depender do desenvolvimento do participante, o atendimento se estende por mais dois anos, mesmo quando já está fora do acolhimento.

Coordenadora do Grupo, Mahyra Costivelli, explica que a metodologia foi construída com a participação dos adolescentes, em 2011. No início, a ideia era montar um projeto voltado para a moradia coletiva, mas os jovens trouxeram outros desejos e necessidades. “É preciso prepará-los para viverem os desafios da vida fora do acolhimento, como a imaturidade para lidar com os problemas do cotidiano, a falta de políticas públicas direcionadas e o preconceito”, disse.

Willian Jonathan dos Santos foi pioneiro do Grupo e ajudou a pensar no formato do projeto. Ele conta que recebeu o convite para participar dos grupos de discussões quando ainda estava em abrigo e que nas reuniões sempre lhe deram espaço para falar.

“Sair do acolhimento é um momento desafiador para todos e eu tinha essa preocupação. O pessoal do Grupo Nós queria conhecer os nossos sonhos e desejos. A gente levava as experiências que tínhamos no abrigo - as boas que a gente gostaria que fossem adotadas e ainda aquelas que não desejávamos que fossem repetidas. A minha vida quase toda foi no abrigo – dos 4 aos 18 anos - e eu não conhecia quase nada fora. O Grupo Nós foi essencial para o meu amadurecimento, meu porto seguro. Sempre gostei muito de arte, sempre fui muito sonhador e tive meus pés fora do chão (risos). Lá recebi ajuda para me organizar e fui preparado para saber esperar, porque sempre fui ansioso e por conta disso, muitas vezes era frustrado. Tenho o Grupo Nós como referencial de vida. Quando achava que não ia dar certo, eles estavam ali para me apoiar”, declarou. Hoje, William está com 23 anos, mora no seu espaço, estuda teatro, trabalha em uma academia, faz estágio e estuda numa escola de atores.

Finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia social, o método é dividido em etapas, sendo que a primeira contempla os grupos de propósito, com oficinas para que cada adolescente descubra seus talentos, a fim de construir projetos de vida alinhados aos seus propósitos e potencialidades.

Após essa etapa, cada adolescente segue acompanhado por um monitor de forma individual durante três anos. Os jovens ainda participam de grupos de reflexão, além de encontros temáticos e atividades culturais coletivas e de forma individual.

“Fazemos um trabalho de aposta nas potencialidades de cada adolescente. Procuramos caminhar ao lado do jovem, valorizando sua história de vida e fortalecendo sua rede de pertencimento. Com isso, é promovida a autonomia, respeitando as escolhas, o tempo e os limites de cada um”, declarou a coordenadora.

Sobre o Prêmio

Na fase final do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, além do Grupo Nós outras 17 iniciativas são finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em 23 de novembro em Brasília (DF). Entre as 735 inscritas neste ano, 173 foram certificadas e passaram a constar no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online gratuito de soluções para problemas sociais mantido pela Fundação BB. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir essa iniciativa e outras finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

A divulgação deste projeto contempla um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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