Notícias

Notícias (39)

Entidades sem fins lucrativos de todo o país poderão se inscrever em edital para atuação em 120 cidades mineiras

A Fundação Banco do Brasil e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) vão habilitar entidades sem fins lucrativos para fazerem a reaplicação de tecnologias sociais em 120 municípios mineiros. A parceria visa promover ações de conservação e recuperação de nascentes e mananciais do estado.

O credenciamento será realizado por meio de edital, lançado nesta segunda-feira (18), e prevê recursos de R$ 2,5 milhões para dar continuidade ao programa Pró-Mananciais, que já atua na proteção e conservação de mananciais usados pela empresa mineira no abastecimento da rede pública.

Estão previstas no edital as reaplicações de quatro tecnologias sociais certificadas pela Fundação BB e que integram o Banco de Tecnologias Sociais. São elas: SAF – Sistemas agroflorestais (uso ou manejo da terra que reúnem culturas agrícolas e espécies arbóreas, de maneira consorciada e que serve de base para a agricultura orgânica); Biodigestor Sertanejo (produção de gás a partir de esterco animal), Fossa Séptica TeVap (tratamento e disposição final dos dejetos do vaso sanitário domiciliar) e Cisterna de Placas Ferrocimento (alternativa usada na captação e armazenamento de água da chuva). O Banco de Tecnologias Sociais é um acervo on-line que reúne todas as metodologias certificadas pela Fundação BB desde 2001 e está disponível aqui.

As entidades interessadas devem ficar atentas ao prazo de inscrições, que ficará aberto até o dia 18 de abril de 2019.

As localidades onde serão reaplicadas as tecnologias sociais foram indicadas pela Copasa e estão relacionadas com as bacias hidrográficas de cada região do estado de Minas Gerais. Para ser contemplada, a entidade precisa comprovar capacidade técnica para atuar em reaplicação das tecnologias sociais propostas no edital.

Sobre o Pró-Mananciais 

O Pró-Mananciais foi desenvolvido pelo governo de Minas Gerais por meio da Copasa. Entre as diversas atividades desenvolvidas, estão o cercamento de nascentes, plantio de mudas nativas em mata ciliar e implantação de bacias de contenção de enxurradas. O Pró-Mananciais vai além do cumprimento dos requisitos legais e regulamentares, ele estimula a pró-atividade, a responsabilidade social, a criatividade e o protagonismo a partir da formação de agentes locais transformadores, cujo trabalho integrado às políticas públicas locais amplia os resultados do Programa.

Parceria Fundação BB e Copasa

O edital de credenciamento "Reaplicar Tecnologias Sociais em Municípios de Minas Gerais" faz parte do acordo de cooperação entre a Fundação BB e Copasa. O documento foi assinado durante o Fórum Mundial da Água, realizado em março de 2018, em Brasília.

Acesse o Edital e anexos aqui 

Famílias do Pará recebem incentivo para revitalização de meliponários, aproveitamento de frutas e fabricação de cosméticos

A meliponicultura é uma das atividades desenvolvidas pela Associação dos Meliponicultores de Curuçá (Asmelc), entidade que recebeu apoio da Fundação Banco do Brasil, por meio do edital Ecoforte Extravismo no estado do Pará. O investimento de R$ 525 mil foi destinado no aprimoramento e fortalecimento dos processos produtivos da associação, com a finalidade de aumentar a renda familiar e melhorar qualidade de vida dos associados da entidade.

Meliponicultura é a criação de abelhas sem ferrão, especialmente dos gêneros melipona e trigona. A atividade já era praticada há muito tempo pelos povos indígenas da América Latina. Os objetivos da meliponicultura envolvem a produção e comercialização de colmeias, mel, pólen, resinas, própolis e outros derivados do mel.
Os participantes são moradores das comunidades de Santo Antônio, Cabeceiras, Km 50, Caju, Pingo D’Água, Pedras Grandes e São Pedro, situadas em áreas de mangues e de matas e pertencentes à Reserva Extrativista Mãe Grande de Curuçá (PA). Entre as ações destacadas no projeto está prevista a orientação de 30 famílias para trabalhar com as abelhas nativas da Amazônia, as abelhas sem ferrão.

O projeto também contemplou uma pesquisa científica, realizada em parceria com Universidade Federal do Pará, para a identificação de espécies de plantas com potencial para a produção de mel e pólen de abelhas sem ferrão, e recomposição florestal nas áreas no entorno dos meliponários das sete comunidades.Com o resultado da pesquisa, a Asmelc adquiriu mudas que estão sendo usadas no reflorestamento das matas.

A principal matéria prima, o mel, é usada na produção artesanal de artigos de higiene e cosméticos - sabonetes, shampoos, esfoliantes, creme hidratante - comercializados em feiras e eventos do município.

A bióloga e gestora do projeto, Maria Liliana Rodrigues, aponta o aumento da exploração sobre a fauna e flora, a exemplo da diminuição dos peixes em função da pesca em grande escala por pescadores de outras regiões, com métodos mais eficazes; a diminuição do volume das águas dos igarapés, como os maiores desafios enfrentados pelos moradores das comunidades. E aliado a isso, ela conta que a região precisa também de plano de manejo, pesquisas e fiscalização, para manter os recursos naturais, que são a base de sobrevivência das famílias.

“A parceria da Fundação BB com a Asmelc favoreceu a revitalização dos meliponários, o aumento da flora, contribuiu para o maior aproveitamento das frutas da nossa região e possibilitou a reativação da produção de cosméticos, que por falta de recursos tínhamos parada", disse.

Liliana também explica que a cooperativa está em processo de habilitação para receber o Selo de Inspeção Municipal, que vai permitir a associação vender os produtos para os mercados da região.

Além da atuação na cadeia produtiva do mel, as famílias também se dedicam à outras atividades como fonte de sobrevivência - pesca, coleta de caranguejos, lavoura de mandioca e as culturas de manga, banana, açaí, cupuaçu, urucum, taperebá, citros -, muitas dessas usadas na fabricação de polpas de frutas, picolés e sorvetes.

Com o investimento social da Fundação BB, a Asmelc adquiriu kits apicultor, compostos por chapéu-véu, suporte de cobertura, chave de fenda, pratos descartáveis, seringa, faca, formão, balde inox, medidor de pH, bomba de vácuo, além de despolpadoras, seladora, balanças, mesa de lavagem de frutas, freezer, mudas frutíferas, materiais de irrigação, minhocário, assistência técnica que permitirá aos agricultores manejo, beneficiamento e comercialização dos produtos.

Elias Correa do Mar vive na comunidade do Caju. Ele é artesão e trabalha com a confecção de peças de madeiras e também é meliponicultor. Com as 25 caixas de colmeias que têm instaladas na propriedade, consegue extrair 27 quilos de mel, em três colheitas anuais, nos meses de julho a janeiro. Cada quilo é vendido por R$ 70. “Meu objetivo e duplicar o número de caixas ainda este ano. Nós agora podemos vender também as polpas de frutas que vão ajudar na renda, porque temos um lugar para armazenar. Com esse incentivo da Fundação, a associação está dando um grande passo na preparação das abelhas e vai melhorar a vida de todos nós associados”, celebrou.

Ecoforte Extrativismo

O Programa Ecoforte Extrativismo tem como objetivo fortalecer empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta. Os recursos da parceria Fundação Banco do Brasil e Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que apoiou 53 projetos, com investimento de R$ 33 milhões, envolvendo mais de 14 mil participantes.

Em um ano, 2.881 pessoas foram capacitadas, 2.767 pessoas encaminhadas ao mercado de trabalho e 1.191 acompanhadas

Em 2018, a Fundação BB fez parceria com a Rede Cidadã e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social (SMADS) de São Paulo para possibilitar a inclusão social de 2 mil pessoas que viviam em situação de rua na cidade de São Paulo, com o objetivo de ingressá-los ao mercado de trabalho. A ação também teve como público-alvo, catadores de materiais recicláveis, educadores de escolas municipais e moradores de empreendimento habitacional de interesse social.

O recurso da Fundação BB foi de R$ 1,2 milhão e contrapartida de R$ 108 mil da Rede Cidadã. Em um ano, foram 2.881 pessoas capacitadas, 2.767 pessoas encaminhadas ao mercado de trabalho e 1.191 acompanhadas. O projeto contou, ainda, com a parceria de centros de acolhimentos. As oportunidades de emprego foram ofertadas pelas empresas Vivenda do Camarão, Rihappy, Verzani & Sandrini e Soma.

Joelson Almeida dos Santos foi um dos primeiros contratados do grupo Verzani e Sandrini e completou 1 ano e 6 meses de trabalho. Recém-chegado das férias, onde passou 20 dias com a sua família na cidade de Esplanada, na Bahia, ele relata com orgulho as mudanças que aconteceram na sua vida. Saiu do Centro de Acolhida e está em moradia autônoma; retomou contato com os filhos; fez tratamento durante um ano e conseguiu sanar a dependência alcoólica. O jovem sonha em dar um futuro mais digno para seus dois filhos, pois não gostaria que eles passassem pela mesma situação que ele passou. Agora ele também está atento com seu autocuidado, para que nada mais se desalinhe em sua vida. Para ele todas as oportunidades foram como um renascimento. “Sou muito grato pelo que o programa fez por mim. Sem essa oportunidade e sem esse cuidado de todos envolvidos nada disso seria possível. Tenho orgulho do homem que me tornei e tenho orgulho do meu trabalho e de todos vocês”, disse.

Para Carla Rabelo, assessora da Fundação BB, a proposta cumpriu o seu papel. “Acreditamos que o projeto proporcionou muitas oportunidades para esses jovens e adultos que viviam à margem da sociedade e precisavam de um apoio para uma vida digna, com emprego e renda, regaste da autoestima e de respeito”, disse.

Trabalho envolve plantio de mudas nativas em sistema de agrofloresta e educação ambiental

A região do Médio Paraíba do Sul, no Estado do Rio de Janeiro, abriga a Ong Vale Verdejante, entidade que realiza um importante trabalho de recuperação de áreas degradadas da Mata Atlântica, com práticas ambientais de conservação do bioma e sensibilização junto à população. Em 12 anos de existência, a ONG promoveu o plantio de 5 mil mudas nativas de pau brasil, pau jacaré, pau formiga, pau ferro, grumichama, pitangueiras, cedro rosa, jequitibá, tamboril, guapuruvu e juçara, entre outras espécies.

As tecnologias sociais são aliadas no trabalho de manter, enriquecer e dar continuidade ao reflorestamento, garantindo o sucesso do projeto. A ONG buscou no Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação Banco do Brasil três metodologias certificadas - Acordos Sustentáveis, para mapeamento e uso dos recursos naturais; Agrofloresta, que une o plantio com a preservação da floresta; e Meliponários Demonstrativos, para criação de abelhas sem ferrão, que contribuem para o reflorestamento por meio da polinização. O trabalho é desenvolvido por meio da convivência harmoniosa de várias atividades - cultivo de horta, galinheiro e meliponário.

Em 2017, a Vale Verdejante foi contemplada com o primeiro projeto da Fundação BB, no valor de R$ 60 mil. O recurso foi usado na promoção da educação ambiental, desenvolvimento de práticas agroecológicas e introdução à economia solidária para crianças, jovens e mulheres. Em setembro deste ano, foi assinado novo convênio, referente ao projeto "Reflorestamento e Educação - Integração Urbana-Rural com Inclusão Social", em parceria com o Projeto Pão de Açúcar Verde, para promover a recuperação ambiental, o enriquecimento florestal, e a integração entre as populações urbana e rural. As ações da parceria abrangeram a face leste do morro do Pão de Açúcar, que irá receber mil árvores durante a execução do projeto. Os dois investimentos sociais foram obtidos por meio do Programa Voluntariado BB-FBB. A Vale Verdejante também oferece cursos e capacitações em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em especial para os jovens.

Em novembro, a Vale Verdejante reuniu 170 pessoas – moradores e voluntários - para um dia de mutirão. Durante a programação, foram plantadas 500 árvores do Bioma Mata Atlântica; houve a construção de canteiro agroflorestal, com mudas de hortaliças diversas; e oficina para inclusão social de pessoas com deficiência, além de apresentações culturais e almoço coletivo.

Trabalho que cura
A Ong Vale Verdejante foi fundada por Denise Thomé, após a morte do marido no voo 1907 da Gol, derrubado pelo jato Legacy numa área de floresta no Mato Grosso, em 2006. Em pouco tempo, Denise conseguiu transformar a dor em força para concretizar um projeto de reflorestamento sonhado pelo casal e pela comunidade. Dois meses após a partida do seu companheiro por 24 anos, ela plantou as primeiras mudas.

O recurso para a compra do Parque Ecológico Mauro Romano, de 30 mil metros quadrados, que abriga a ONG, veio da indenização que recebeu da companhia aérea. “Era um sonho nosso de ajudar os trabalhadores dos sítios da região. Pensávamos em fazer isso com a venda de mudas das plantas, a partir das podas. Após o acontecido decidi lutar para tirar o foco da dor e revertê-la em um processo construtivo. Isso ajudou a todos nós, familiares e amigos”, disse.

Este ano, a ONG recebeu o título de Posto Avançado da Reserva Biosfera Mata Atlântica, concedido pela Unesco a instituições que desenvolvem pelo menos duas das três funções básicas de uma reserva nos campos da proteção da biodiversidade, do desenvolvimento sustentável e do conhecimento científico e tradicional sobre a Mata Atlântica.

“Temos um grupo muito ativo aqui e no Pão de Açúcar, com pessoas dispostas a doarem seu tempo em prol do meio ambiente. Nos últimos anos as novas gerações também vêm se integrando mais ao trabalho coletivo , declarou Denise.

Ação de reflorestamento “Cerrado no Fórum” levou doadores do Fórum Mundial da Água a plantarem em propriedade rural

Moradoras do Distrito Federal, Vanira Tavares e Elizabeth Ribeiro foram sensibilizadas pela ideia de ajudar a preservar o cerrado durante o 8º Fórum Mundial da Água, ocorrido em Brasília (DF) no período de 17 a 23 de março de 2018. Elas fizeram uma doação em dinheiro ao Programa Produtor de Água no Pipiripau e ficaram surpresas quando, oito meses depois, foram convidadas a participar do mutirão de plantio de mudas nativas do cerrado. A ação foi realizada por parceiros do programa, para compensação das emissões de carbono ocorridas durante o evento. O plantio visa a recuperação de áreas degradas no Distrito Federal.

“Eu decidi que queria doar um pouquinho, que queria fazer parte dessa ideia que é muito bacana e então acabei fazendo a doação, porque achei muito interessante o desafio” diz Elizabeth. Ela estava aposentada quando recebeu o convite para organizar o Fórum Mundial da Água devido à experiência que possui em grandes eventos, como as Olimpíadas. “Tenho experiência em organização de eventos. Eu já trabalhei nas Olimpíadas e nos Jogos Mundiais Escolares. Conheci o projeto do Pipiripau no Fórum e achei fantástico, porque você produz água, preserva e recompõe a vegetação e com isto armazenamos água por mais tempo no solo”, complementa.

O plantio - atividade denominada “Cerrado no Fórum” - ocorreu na última quarta-feira (28/11), na propriedade rural da família de Fátima Cabral, na divisa entre Brasília (DF) e Formosa (GO). Foram utilizadas 430 mudas de espécies nativas do Cerrado representando cada participante que fez doação durante o Fórum Mundial da Água.

Já Vanira Tavares ficou emocionada ao plantar a primeira muda na propriedade de Fátima: um Ipê Amarelo. Tradutora de inglês/português, ela passou a se interessar por meio ambiente depois que aumentou o número de traduções nesta área. “Sou tradutora e desde 2007 a demanda de tradução na área de meio ambiente aumentou muito. Decidi ir ao Fórum Mundial da Água, fiz a doação e o convite para participar desta ação foi a chance de ouro para conhecer o Pipiripau”, conta entusiasmada.

Além do plantio de mudas, a ação contemplou a plantação de sementes do cerrado por meio da muvuca. A técnica consiste na mistura de sementes de árvores, arbustos e gramíneas do Cerrado. O plantio ocorre ao lançar a mistura no terreno, por meio de máquina. A técnica reduz os custos da recuperação de áreas degradadas em relação ao tradicional plantio de mudas para recuperar grandes extensões de terra com espécies nativas. Enquanto a restauração pelo plantio tradicional de mudas custa em torno de R$ 12 a R$ 15 mil por hectare, o plantio com a técnica da muvuca sai por R$ 5 mil o hectare.

Projeto Produtor de Água

O Programa Produtor de Água foi criado em 2001 e tem como objetivo o uso racional de água no meio rural por meio de ações de revitalização ambiental de bacias hidrográficas, como o reflorestamento e a conservação do solo em áreas produtivas.

O projeto na bacia hidrográfica do Pipiripau foi implantado em 2012, com participação de 17 parceiros, entre eles a Fundação Banco do Brasil. Os valores investidos foram em torno de R$ 6 milhões, que custearam a plantação de mais de 360 mil mudas, além de atividades de conservação de solo em mais de 1,3 mil hectares.


Cadeirantes e cegos poderão desfrutar da ecotrilha Pedra dos Amigos, no Lago Norte de Brasília

O Instituto Oca do Sol lançou nesta semana a segunda fase do projeto "Ecotrilhas em defesa das Águas da Serrinha do Paranoá", que prevê a adaptação da trilha Pedra dos Amigos, localizada no Núcleo Rural Córrego do Urubu, no Lago Norte, para pessoas com deficiência visual e cadeirantes. Com 3,7 quilômetros de extensão e nível leve de dificuldade, o trajeto tem espécies típicas do cerrado e uma visão panorâmica do lago Paranoá e da arquitetura central de Brasília ao fundo. O trecho que será adaptado para as pessoas com deficiência tem extensão de aproximadamente 800 metros, do início até o Pedra dos Amigos, que funciona como um mirante para os caminhantes.

A iniciativa foi selecionada por meio da chamada interna do Programa Voluntariado BB e recebeu investimento social de R$ 61 mil, em 2017, da Fundação Banco do Brasil. Com o recurso, foram sinalizadas e estruturadas cinco trilhas - três na Serrinha do Paranoá e duas na península do Lago Norte - com o objetivo de ampliar o ecoturismo e a conscientização ambiental para preservar o cerrado. 

Segundo o coordenador de execução, Maicon Braúna, destaca-se no projeto a participação predominante de voluntários. A prática do bem de forma genuína e a solidariedade são as principais características do voluntário, cuja a data de homenagem - Dia Internacional do Voluntário - foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 05 de dezembro.

Nesta nova fase, com o recurso de R$ 71 mil para a implementação da trilha acessível, serão realizados estudos para impedir danos ambientais. “Não é interessante fazer uma pavimentação e nem pode porque é área de preservação", explica Maicon. A forma como haverá a adaptação será debatida entre os voluntários do instituto e parceiros, como a Associação dos Amigos Deficientes Visuais (AADV) Brasília. Uma possibilidade é a instalação de corrimão ou cordas para auxiliar na locomoção dos cadeirantes e deficientes visuais. Além disso, serão realizadas oficinas para orientar voluntários a conduzirem os cegos na caminhada, assim como atividades que estimulem os moradores a se engajarem na manutenção das trilhas. 

A presidente da AADV, Maristela Batista da Silva, acredita que será inédita a trilha adaptada para pessoas com deficiência no Distrito Federal. “Eu acho muito bom porque tem deficiente visual que não tem nenhum tipo de lazer. Se for bem divulgada, como nós queremos fazer, os familiares vão ver e vão levá-los”, aposta ela. 

Maristela, de 51 anos, também é deficiente visual, há cinco anos, devido à doença retinose pigmentar. Mas isso não a impede de curtir passeios na natureza junto com o marido, que é cego desde o nascimento. “Eu e meu esposo somos aventureiros, a gente não para muito não. Vamos para cachoeira, trilha. Já fomos para tirolesa e descemos rio de boia, acompanhados de familiares”, conta Maristela.

Interessados em participar como voluntário, podem entrar em contato com o instituto Oca do Sol, pelo telefone (61) 9 9856-5455.

O maestro e pianista se reúne com regentes e coordenadores culturais do estado, no dia 1º, em João Pessoa, para divulgar o projeto e integrar novas orquestras e bandas à iniciativa

Idealizado pelo maestro João Carlos Martins e desenvolvido em parceria com a Fundação Banco do Brasil, SESI/SP e FIESP, o Orquestrando o Brasil já agrega 150 grupos musicais, reunindo aproximadamente 5 mil músicos. Desta quarta (28) a dia 1º, o Orquestrando vai passar por João Pessoa (PB), onde o músico se reunirá com regentes e visitará iniciativas de inclusão social e educação musical para explicar como funciona o projeto e conhecer um pouco do trabalho realizado na região.

De 28 a 30 de novembro, João Carlos Martins vai conhecer projetos sociais em áreas de vulnerabilidade social de João Pessoa e Santa Rita. Os projetos são: CEFEC-PB, em Marcos Moura, Santa Rita, que atende cerca de 600 crianças e jovens de baixa renda; a unidade do PRIMA, também em Marcos Moura, projeto do Governo do Estado da Paraíba que tem apoio da Fundação BB e atende mais de mil crianças e jovens, em 15 polos espalhados pelo estado; dois polos do projeto Ação Social pela Música, apoiado pela Prefeitura de João Pessoa, em Mangabeira e Alto do Mateus; o projeto Uma Nota Musical que Salva, que desde 2011 atua em Mandacaru, na terceira comunidade mais violenta de toda região nordeste do Brasil; além da Banda Marcial Padre Nicola Mazza e o Projeto Ciranda, em Alto do Mateus.

O Orquestrando é um projeto de mobilização social através da música, melhorando a interlocução dos regentes e coordenadores com os poderes públicos e a sociedade, apresentando novas oportunidades de atuação e unindo os músicos em prol de uma causa única. O projeto nacional é uma expansão do Orquestrando São Paulo, criado pelo maestro João Carlos Martins em 2017. Nesta expansão, o público é formado por músicos, amadores e voluntários e terá um investimento social de mais R$ 1,6 milhão. São priorizados os atendimentos a grupos musicais de municípios de baixo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e que utilizam a música como ferramenta de transformação social e promoção da cultura local, nas comunidades em vulnerabilidade social.

Por meio de uma plataforma digital, a iniciativa visa disseminar conteúdos, oferecer capacitação para regentes e músicos, além de ser uma ferramenta para a troca de conhecimento, construindo uma relação permanente e online de suporte e informação. A plataforma dá apoio para que, a partir dos recursos humanos e físicos de cada comunidade, os envolvidos possam liderar um movimento de expansão ou consolidação da música local. Um canal de comunicação, informação e interação, que tem o objetivo de unir os profissionais da área no país.

Um dos objetivos do projeto é a valorização e reconhecimento do regente em sua própria comunidade e sempre que possível, o maestro João Carlos Martins convida os regentes locais para abrirem os concertos da Filarmônica Bachiana SESI/SP. Nesse último ano foram cerca de 20 regentes convidados e em sua maioria, foi a primeira vez que tiveram a oportunidade de comandarem uma orquestra profissional e de renome internacional.

A importância desse reconhecimento para os maestros em sua região muitas vezes é vital para a sobrevivência do grupo, é uma forma da sociedade perceber a importância da música e do trabalho social que ela proporciona. No dia 1º o maestro vai se reunir com regentes para mobilizar mais adesões ao projeto.

Informações para a imprensa:
Andréia Vital
(11) 2539-6957

Associação recebeu investimento social da Fundação BB para compra de equipamento e inclusão social de trabalhadores na cadeia produtiva de moda alternativa

Papel, papelão, plásticos, ferro, latas, vidros, tampinhas e muitos outros produtos recolhidos em empresas e nas ruas são transformados em fonte de renda para 39 catadores de materiais recicláveis da cidade de Mogi Guaçu (SP).

Com uma população de 140 mil habitantes, o município produz aproximadamente 139 toneladas de resíduos por dia. A Associação Cooper 3R’s - Coleta Seletiva por Catadores e Reciclagem Popular recolhe parte desse material que seria jogado no aterro, cerca de 120 toneladas de materiais por mês, que são transformados em fardos para a comercialização com empresas de reciclagem. Por outro lado, peças que podem ser reaproveitadas são destinadas ao “Bazar Eco: Fomento da Economia Criativa”, negócio lucrativo desenvolvido pela associação, para melhorar a renda dos catadores. Tem também o trabalho Upcycling - reutilização criativa, que transforma subprodutos, resíduos e objetos em desuso em novos materiais ou produtos de melhor qualidade ou com maior valor ambiental. Entre os objetos transformados estão, móveis feitos de paletes, vasos, mesas e aparadores confeccionados com blindex.

Os dois projetos da entidade receberam da Fundação Banco do Brasil investimento social em dois momentos - em 2016 , R$ 60 mil destinados ao Bazar Eco e, em 2017, outros R$ 60 mil para o projeto Saúde Guaçu!, usado na compra de uma empilhadeira. Os recursos são frutos de editais do Voluntariado BB.

“Aqui na cooperativa damos uma sobrevida aos materiais recicláveis e isso está na Agenda 21 e na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos. A regulação tem como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e o incentivo à reciclagem e à reutilização dos resíduos sólidos, aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado, e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos", declarou Maria Beatriz Vedovello Bimbati, fonoaudióloga, psicopedagoga, educadora ambiental. Já a voluntária Maria Beatriz desenvolve um trabalho de organização, uso correto de equipamentos, mediação de conflitos e melhoria da autoestima. “É visível o quanto eles mudaram, o olhar estético, a forma de pensar, de ver o lado bom das coisas e do quanto é importante para o meio ambiente”.

Antes de se tornar presidente da Cooper 3R’s, Maria Aparecida Nascimento atuou em várias atividades, cortou cana, colheu café e fez faxina para sobreviver. Mas o trabalho onde se encontrou foi na reciclagem. Uma característica que ela acredita ter herdado da mãe, que trabalhou por muitos anos como catadora. Na associação, Cida ganhou respeito e o carinho dos colegas, e soube aproveitar as oportunidades – trabalhou na triagem, foi fiscal, coordenadora e em abril deste ano tornou–se presidente. “O cargo não me subiu à cabeça, continuo fazendo o trabalho do dia a dia, ajudo em tudo que precisa no galpão e também no bazar. Tudo que faço na reciclagem é com amor, porque é daqui que eu tiro o meu sustento e dou minha contribuição para o meio ambiente”, disse.

De acordo com a presidente, a aquisição da empilhadeira proporcionou uma forma de trabalho mais saudável aos catadores que atuam na Central de Triagem, com menor esforço e mais rendimento. “Facilitou a organização do espaço de trabalho, pois os bags [sacos para coleta de material reciclável] e fardos puderam ser recolocados no novo ambiente de forma a realizar um mapa de risco e atender à legislação e normas de segurança e saúde no trabalho. Com o equipamento, houve aumento da produção e da renda dos associados, já que foi gasto menos tempo arrastando bags, carregando fardos ou esperando os caminhões dos atravessadores virem buscar”. A renda dos associados passou de R$ 900 para R$ 1.100. As vendas aumentaram, e os materiais antes destinados à reciclagem foram comercializados, como no caso das garrafas brancas de leite Jussara, entre outros, que puderem ser armazenados para carga suficiente e viável para transporte pelas recicladoras.

Os catadores também receberam capacitações e participaram de seminários nos últimos anos nas áreas de economia circular e criativa, negócios sustentáveis e upcycling, com a presença de costureiras, artistas plásticos, ambientalistas, empresários da moda, arquitetos e estudantes de moda e engenharia ambiental.

Desde 2003, a Fundação Banco do Brasil atua na cadeia produtiva de resíduos sólidos com a inclusão social dos catadores de materiais recicláveis em ações de geração de trabalho e renda e de educação, e apoia a melhoria das condições de trabalho.

Com cozinha industrial e cisterna os moradores terão condições de trabalhar a produção de polpas de frutas, remédios caseiros e realizar pequenas plantações

Na região conhecida como Quilombo Poços do Lunga, localizada na zona rural da cidade de Taquarana (AL), os descendentes de escravos sofrem com a falta de serviços básicos e de oportunidades de trabalho.

E para abolir o abandono ao qual essa população foi submetida, foi criada, em 2011, a Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos Passagem, com a finalidade de fortalecer o desenvolvimento sustentável e a preservação ambiental nas comunidades do sertão alagoano.

A agricultura familiar de subsistência é a principal atividade econômica da região, acompanhada por eventuais produções artesanais e de gêneros alimentícios, sendo que a maioria das famílias ainda precisa contar com o programa Bolsa Família para sobreviver.

Mesmo estando a cinco quilômetros do Rio Lunga, o acesso à água doce ainda é uma questão complicada. A prolongada seca que afeta a região desde 2012 tem provocado dificuldades de subsistência e intensificado o quadro de vulnerabilidade social. No segundo semestre de 2017, a associação apresentou o projeto “Quilombo, Inclusão e Transformação” à Fundação Banco do Brasil e foi contemplada com o investimento social de R$ 249 mil. O recurso foi usado na implantação de uma cozinha industrial e na construção de uma cisterna de placas de 52 mil litros. O projeto atende 65 famílias residentes no quilombo, contribuindo para promoção da segurança alimentar e geração de trabalho e renda.

Antônia do Espírito Santo é nascida e criada no povoado e hoje ocupa o cargo de coordenadora da associação. Ela explica que nesse período o rio já se encontra totalmente seco, o que faz com que as famílias recorram às cisternas para obterem água potável. “Nossa intenção no primeiro momento era abrir poços artesianos, mas aqui, qualquer tanto que cavar a terra, a água que brota é muito salgada, não serve para nada”.

E para garantir a geração de trabalho e renda, a cozinha industrial, que já está pronta, será usada na produção de polpas de frutas e na fabricação de remédios caseiros derivados de plantas medicinais, como angico, barbatimão, aroeira e caju vermelho. “Vamos trabalhar com as frutas da região, a exemplo do umbu, que no período de safra costuma dar em abundância. Além de outros frutos que já iniciamos o plantio". Os associados também já iniciaram o cultivo de verduras, legumes e folhagens para ajudar na alimentação das famílias. Todas atividades são acompanhadas de conversas para motivar os participantes. “As pessoas aqui são muito desconfiadas, muitas não acreditavam que o projeto iria acontecer, porque nunca tiveram uma renda, mas a gente está sempre trabalhando a questão do pensamento positivo e a autoestima, principalmente com as mulheres e os mais jovens”, declarou Antônia.

Projeto com o apoio da Fundação BB vai oferecer capacitações e atendimento jurídico e psicossocial

Oferecer um espaço de acolhimento, integração, atendimento jurídico e psicossocial e capacitação para imigrantes e refugiados é o objetivo da Casa de Direitos, inaugurada nesta quinta-feira (8), em Brasília, pela Cáritas Brasileira, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, a Cáritas Suíça e o Departamento de Estado dos Estados Unidos (PRM).

No espaço será realizado o Projeto de Educação e Capacitação para Refugiados e Migrantes no Distrito Federal e Cidades do Entorno, que vai oferecer acompanhamento psicossocial, formação em língua portuguesa, cultura brasileira, legislação trabalhista, economia solidária, empreendedorismo e inclusão digital.

As inscrições para o curso de língua portuguesa, que tem 40 vagas, estão abertas até o dia 14 de novembro. “Os cursos vão dar uma base fundamental para essas pessoas poderem se integrar melhor aqui em Brasília. Já existe uma procura grande por esses cursos”, afirma Cristina dos Anjos, assessora para Migração e Refúgio, da Cáritas Brasileira. Já houve inscrições de migrantes do Chile, Venezuela, Haiti, Colômbia, Afeganistão e Senegal.

O senegalês Abdoul Aziz, de 27 anos, é um dos que se inscreveu no curso de português. Abdoul está no Brasil há um ano e oito meses e deixou no país de origem a mãe e dois irmãos menores, em busca de emprego. Ele já trabalhou como mecânico de automóveis por um período, mas está sem trabalho no momento. O senegalês se comunica com dificuldade em português e acredita que o curso vai ajudar. "Espero conseguir trabalho", afirma.

Já Andrerobert Lunga, de 36 anos, veio da República Democrática do Congo há oito anos. Ele fala português fluente, mas foi convidado a participar do curso pra ajudar na integração dos outros imigrantes. Veja ele comentando como vai participar.




Na Casa de Direitos também vai funcionar o Programa Pana, que tem como objetivo ser referência na acolhida, proteção e integração de imigrantes no Brasil. O Pana também estará presente em outras seis capitais do país – Boa Vista, Porto Velho, Recife, São Paulo, Curitiba e Florianópolis.

A palavra pana significa amigo na língua do povo indígena venezuelano Warao, os primeiros a atravessar a fronteira com a Roraima em busca de ajuda e formas de sobrevivência.

O Pana propiciará acesso à moradia, por meio do aluguel subsidiado de casas ou apartamentos para imigrantes que serão alocados de Roraima, oportunidade de formação em vista de trabalho e renda, assistência jurídica e psicológica. Para complementar as ações, no campo emergencial, os migrantes em situação de vulnerabilidade social terão acesso a itens de primeira necessidade como alimentos e kits de higiene pessoal e de limpeza e roupas.

As iniciativas contam com a parceria da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH); Cátedra Sérgio Vieira de Mello, da Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional das Migrações (OIM).

Serviço:
Inscrições: na Cáritasno, endereço: CONIC - Edifício Venâncio II – SDS Bloco H - 1º Andar - Salas – 101 a 104
Telefone para informações: (61) 3521-0350 - com Juliana Sangoi