Após dezoito anos de existência, premiação segue revelando iniciativas inovadoras

O que fazer se a sua região enfrenta escassez de água potável para o consumo? No Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação Banco do Brasil você encontra soluções para esse e outros problemas. 
Em 2001, quando foi lançado o primeiro prêmio de tecnologia social muitas foram as novidades que apareceram. A Fundação Deusmar Queirós, da cidade de Fortaleza (CE), por exemplo, apresentou um projeto simples, autossustentável e de baixo custo, o "Moringa: a Semente da Vida". O método consiste na distribuição de sementes de moringa oleifera para o plantio e purificação da água. A planta cresce rapidamente e não precisa de muita água, o que torna fácil o seu cultivo.

A metodologia foi certificada como tecnologia social e está disponível no BTS juntamente com outras 986 iniciativas. O BTS é uma base de dados on-line que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. Esta tecnologia social também ensina a população a plantar e purificar a água. Seu objetivo é atender localidades desprovidas de água potável e atenuar os problemas de saúde de populações carentes. Já é comprovada a eficiência da moringa, esmagada em pó, como um dos melhores purificadores que existem, pois consegue eliminar partículas de impurezas. Desde que foi idealizada, cerca de duas mil árvores de moringa oleifera já foram plantadas, e já que beneficiou mais de 600 comunidades no Brasil.

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 “A purificação da água com a utilização da semente da moringa oleifera é um processo simples, condizente com a realidade das regiões onde o projeto tem contribuído de forma efetiva para a melhoria da saúde e o bem-estar das famílias. Receber o reconhecimento como tecnologia social deu margem para melhor expansão do projeto” disse Vicente Pereira, vice-presidente da Fundação Deusmar Queirós.

Já a tecnologia social Projeto Pescar, da Fundação Pescar, de Porto Alegre (RS) foi vencedora do Prêmio na primeira edição, em 2001. É efetiva na criação de oportunidades para transformar a vida de jovens em vulnerabilidade social. Os beneficiados são jovens com idades entre 16 e 19 anos, por meio de cursos de iniciação profissional em oito áreas de formação.

O método é um sistema pioneiro em que as cem organizações parceiras que compõem a Rede Pescar abrem espaço em suas dependências para a formação pessoal e profissional. Os cursos têm duração de 800 a 1,1 mil horas, sendo 60% da carga horária comportamental (descoberta do eu, meio ambiente, sociedade etc.) e 40% técnica, estimulando-os a se desenvolverem pessoal e profissionalmente. Após o curso, os participantes são encaminhados ao mercado de trabalho para geração de renda e acompanhados pela Unidade Formadora e Fundação Projeto Pescar por dois anos. A tecnologia está presente em dez estados brasileiros e o fruto desse trabalho já resultou na formação de 31.765 jovens.

Segundo o Superintendente da Fundação Projeto Pescar, Ézio Rezende, a entidade vivenciou um verdadeiro marco em sua história após a conquista da primeira edição do prêmio de tecnologia social: “ A aprendizagem iniciou na própria participação do edital, que proporcionou uma reflexão interna e consequente melhoria no modelo de multiplicação da tecnologia social Pescar, a época. A notícia de estar entre os 15 finalistas também foi muito comemorada, pois já era um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido até então, principalmente quando considerado o número de mais de 500 organizações pré-selecionadas. Quando recebemos a confirmação que a Fundação Projeto Pescar foi uma das 3 premiadas finais , foi notória a satisfação dos mantenedores e apoiadores da Entidade,” disse.

De acordo com Ézio, o reconhecimento, além de reforçar os vínculos com os doadores, também foi diferencial para o ingresso de novos apoiadores. “Da mesma forma que cada voluntário que participava da formação dos jovens no Brasil percebeu o seu trabalho também premiado. No ano da premiação a entidade obteve um dos maiores números de veiculação na mídia, fato que alavancou a criação de novas Unidades de formação socioprofissionalizante. A Fundação Banco do Brasil também proporcionou aos finalistas a participação em eventos importantes que qualificou o corpo técnico da entidade. Por fim, foi de suma importância a apresentação das tecnologias premiadas na sede mundial da Unesco, em Paris. Evento que demarcou de forma significativa o quanto o Brasil tem construído novas formas para superar os seus desafios socioambientais”, concluiu.

2019: ano de Prêmio

Como acontece a cada dois anos, desde 2001, este é um ano de prêmio. As inscrições estarão abertas até o dia 21 de abril de 2019. Podem participar entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe.

 Assim como em 2017, iniciativas da América Latina e do Caribe podem ser inscritas na categoria “Internacional”, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”, “Geração de Renda” e “Meio Ambiente.” Da mesma forma, nesta categoria, as instituições finalistas receberão um troféu e um vídeo retratando a sua iniciativa.

As novidades desta edição são as três premiações especiais: “Mulheres na Agroecologia”, que visa identificar tecnologias sociais que promovam o protagonismo feminino na gestão da produção agroecológica; “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico”, destinada para identificar tecnologias sociais de modelos de gestão/governança de organizações e comunidades na produção do algodão agroecológico e “Primeira Infância”, que busca identificar tecnologias sociais que promovam ações que abordem as dimensões do desenvolvimento infantil (linguagem, cognitivo, motricidade e socioafetividade), o fortalecimento de vínculos familiares e o exercício da parentalidade. Nestas premiações especiais também serão classificadas três finalistas, com as mesmas regras das categorias nacionais. As vencedoras serão conhecidas na premiação, prevista para outubro. Todas as categorias são relacionadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Nesta edição, o concurso conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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173 iniciativas receberão certificado e irão compor o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil

Um dos momentos mais esperados pelo público inscrito no Prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil é o resultado das iniciativas que receberão certificação de tecnologia social. Em sua nona edição, a Fundação BB divulgou hoje o resultado da primeira fase de classificação do prêmio. Das 735 iniciativas inscritas neste ano, 173 foram consideradas aptas para a certificação.

A triagem foi realizada por uma comissão composta pela equipe técnica da Fundação BB, conforme os critérios do regulamento. Entre os requisitos está o tempo de atividade, que deve ser de dois anos, possuir evidências de transformação social, estar sistematizada a ponto de tornar possível sua reaplicação em outras comunidades, contar com interação da comunidade e respeitar os valores de protagonismo social, respeito cultural, cuidado ambiental e solidariedade econômica. Além disso, todos os documentos exigidos para a inscrição devem estar validados.

As propostas inscritas foram classificadas por seis categorias nacionais, das quais foram validadas 15 tecnologias na categoria Agroecologia, 27 em Água e/ou Meio Ambiente, 11 em Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital, 40 em Economia Solidária, 52 em Educação e 16 em Saúde e Bem Estar. Na categoria internacional foram classificadas 12 propostas.

Com a certificação, as tecnologias passam a compor o Banco de Tecnologia Social (BTS) da Fundação BB que agora conta com 995 iniciativas aptas para reaplicação. O BTS é uma base de dados online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. Neste banco, todas as Tecnologias Sociais podem ser consultadas por tema, entidade executora, público-alvo, região, UF, entre outros parâmetros de pesquisa. Para consultar o banco basta acessar o endereço eletrônico: tecnologiasocial.fbb.org.br. Também é possível consultar este banco de dados através do aplicativo de celular "Banco de Tecnologias Sociais", disponível para aparelhos Android e IOS.

Para o presidente da Fundação Banco do Brasil, Asclepius Soares, a certificação de um projeto com o selo "Certificada Fundação BB" garante mais visibilidade para a iniciativa, além de fortalecer o conceito para sua reaplicação em outras localidades do país. "Nosso objetivo é melhorar a vida das pessoas através do reconhecimento e da reaplicação de tecnologias sociais que já deram certo em diversas localidades. Aproximamos a sabedoria popular ao conhecimento técnico para proporcionar o desenvolvimento social em escala", explicou.

A próxima etapa do Prêmio será a divulgação dos projetos finalistas, prevista para o dia 15 de agosto e dos projetos vencedores, que será anunciado na cerimônia de premiação, em novembro.

Neste ano, a Fundação BB irá premiar com R$ 50 mil cada uma das seis iniciativas vencedoras nas categorias nacionais, além da entrega de um troféu e a produção de um vídeo retratando as iniciativas das 21 instituições finalistas nacionais e das três finalistas internacionais.

Esta edição tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Categoria Internacional

Pela primeira vez a Fundação BB abriu inscrições para iniciativas dos países da América Latina e do Caribe. Elas concorrem na premiação internacional. Deste grupo, 12 receberão a certificação. As tecnologias sociais desta categoria também irão compor o BTS após tradução dos projetos em português.

Veja aqui as Tecnologias Sociais Certificadas em 2017. 

Confira o regulamento do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social www.fbb.org.br/premio

A divulgação deste prêmio contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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