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Alunos de mestrado e graduação da universidade americana aprofundam conhecimento sobre tecnologias sociais e políticas públicas

“Acredito que o que a Fundação Banco do Brasil faz com as Tecnologias Sociais deva ser amplamente disseminado”. Essa é a conclusão que o professor de sociologia e estudos internacionais da Georgia Southern University, Matthew Flynn, chegou após uma visita técnica à sede da Fundação BB, em Brasília e à Estação de Metarreciclagem Programando o Futuro, em Valparaíso/GO, no dia 8 de julho.

A visita faz parte do programa de cooperação “Sustainable Technologies in the Americas” mantido entre a universidade americana e a Universidade de Brasília (UnB), com o objetivo de apresentar aos estudantes de graduação e mestrado um retrato das políticas públicas e das iniciativas tecnológicas nacionais para lidar com os desafios da proteção da sociobiodiversidade brasileira.

Para o diretor de Desenvolvimento Sustentável da Fundação Banco do Brasil, Rogério Biruel, receber essa comitiva da Georgia Southern University foi uma oportunidade ímpar. “É importante poder apresentar o trabalho que desenvolvemos na Fundação tanto no aspecto da governança e transparência quanto no do impacto e resultados dos projetos. São iniciativas como essa que aumentam a nossa visibilidade e credibilidade no exterior e nos impulsionam a querer fazer mais, incluindo possíveis parcerias com instituições internacionais”, disse.

Por se tratar majoritariamente de alunos de graduação e mestrado nas áreas de sociologia, química e negócios internacionais, o projeto “Tratamento e destinação correta de lixo eletrônico,” da Programando o Futuro foi o mais apropriado para a realização da visita técnica. A iniciativa certificada e reconhecida pela Fundação BB como tecnologia social em 2017 e compõe o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil (BTS). Ela está intimamente ligada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 8, 12 e 13 (Trabalho decente e crescimento econômico; Consumo e produção sustentáveis; e Ação contra a mudança global do clima; respectivamente).

A organização Programando o Futuro recebe o descarte de equipamentos eletrônicos e de informática do governo federal e de outras empresas. “Apesar de já termos doado mais de 40 mil máquinas para bibliotecas e escolas públicas, nem todos os equipamentos que recebemos aqui podem ser recondicionados, reformatados e reaproveitados. Os que não seguem esse ciclo são desmontados, triados, separados e tanto os plásticos quanto os componentes eletrônicos são comercializados”, explica o coordenador geral da entidade Vilmar Simion. “Dos 17 materiais pesados que conseguimos separar e destinar corretamente, conseguimos vender para os Estados Unidos, Canadá, Alemanha e outros países”, continua.

Para Zakiya Daniel, de 20 anos e estudante de Sociologia, a experiência é exemplar. “É algo único que você não encontra em muitos lugares. Além de ser extremamente importante pois essa iniciativa fornece muitas oportunidades tanto de capacitação quanto de geração de trabalho e renda para as comunidades vulneráveis”, revela.

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Conheça o Departamento de Sociologia e Antropologia da Georgia Southern University

Conheça as iniciativas da Programando o Futuro.

Conheça mais sobre o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil.

Publicado em Notícias
Segunda, 29 Outubro 2018 12:03

Upcycling, metarreciclagem e robótica livre

Fundação BB apoia o desenvolvimento de novas tecnologias para reúso de lixo eletrônico, em Pernambuco

O que você fez com aquele seu celular antigo? E com o notebook que você não usa mais? E aquele monte de carregadores celulares, que já se perdeu pela sua casa? Todo este material, chamado lixo eletrônico, ainda tem muita vida útil e pode ser utilizado na produção de outros produtos.

O Instituto Intercidadania estruturou com investimento social de R$ 758 mil da Fundação Banco do Brasil (FBB), o Pólo de Formação Técnica e Reúso de Eletroeletrônicos. A unidade de capacitação e vivência prática de metarreciclagem e economia circular é considerada referência no campo da logística reversa de equipamentos. A parceria, iniciada em fevereiro de 2018, oferece cursos gratuitos de aperfeiçoamento tecnológico, mídias sociais e web designer que são destinados para pessoas em situação de vulnerabilidade social abrangendo público de jovens e adultos, assim como catadores de material reciclável.

Na lista de materiais recuperados estão computadores, impressoras e celulares. Sávio França, consultor em gestão do Polo, explicou o processo que envolve o recebimento dos equipamentos obsoletos, o reaproveitamento dos materiais destinados à reciclagem, assim como o recondicionamento de máquinas que são direcionadas para entidades sem fins lucrativos. “Doamos as máquinas restauradas para instituições que trabalham com inclusão digital e atividades sócioprodutivas”, afirmou.

O consultor cita a iniciativa Catalisa, estruturada no bairro Alto José do Pinho, em Recife, que proporciona capacitação e práticas na área de inovação e robótica livre. França explicou que estão atuando também no campo de tecnologias assistivas e com sensores que previnem a queda de barreiras físicas em áreas de risco ocupadas na periferia da capital pernambucana. “Nosso trabalho com o catador, a importância da separação dos materiais e o recondicionamento de computadores e equipamentos eletrônicos desencadeia em uma maior geração de renda com valor agregado”, comentou.

França citou por exemplo os televisores com tubos de raios catódicos (CRT), que são constituídos por metais pesados e cujo vidro tem baixa aceitação no mercado local. “Conscientizamos os catadores quanto ao que existe de perigoso e de rentável dentre os resíduos eletrônicos”, afirmou.

O Polo de Formação Técnica e Reúso de Eletroeletrônicos, que é o desdobramento do Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC) de Recife, tem a colaboração de pessoas físicas, governo e empresas. O consultor vê no itinerário da metarreciclagem um processo promissor. Ele explicou, por exemplo, que o mecanismo interno das impressoras pode ser aproveitado para a robótica. Já as carcaças das impressoras são trituradas e moídas a partir de equipamentos adquiridos com o apoio da Fundação BB. O material granulado é destinado para a empresa Hewlett Packard (HP) de São Paulo.

Um outro processo realizado com os resíduos eletrônicos é o Upcycling, que consiste em transformar peças eletrônicas obsoletas em objetos de decoração e utensílios domésticos. E quanto aos resultados, o grande desafio é reciclar e recondicionar até 95 % dos materiais dos equipamentos, sendo o restante reconhecido como refugo. “Este processo tem sido realizado por uma de nossas turmas que estão em processo de recuperação de dependência química. Esse trabalho caiu como uma luva para eles, por conciliar reciclagem e arte”, declarou.

Capacitação

No final de setembro foi lançada uma turma de qualificação para o trabalho em tecnologia para jovens e adultos com o propósito de qualificação nas áreas de inclusão digital e empreendedorismo social. Nesta ocasião, foram entregues 60 computadores para Associações Atléticas do Banco do Brasil (AABB) das cidades pernambucanas de Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Gravatá, Garanhuns, Serra Talhada e Arapiraca (AL). Em outubro foram entregues 60 computadores para a AABB Limoeiro e para a cooperativa de catadores de Abreu e Lima (PE). Estas cidades contempladas, com exceção das duas primeiras, são participantes do programa AABB Comunidade.

Atualmente estão sendo recondicionados outras 50 máquinas que serão doadas para cinco instituições. Neste ano foram capacitados 268 alunos e serão formados em novembro outros 61 alunos. Essas novas turmas foram constituídas em parceria com entidades de cidades como Jaboatão dos Guararapes, Igarassu, e no bairro Alto José do Pinho.

E o que é economia circular?

A economia circular tem o objetivo de manter produtos, componentes e materiais em seu mais alto nível de utilidade e valor, reaproveitando-os como matérias-primas na cadeia produtiva. O sistema consiste em um ciclo de desenvolvimento positivo contínuo que preserva e aprimora as fontes de matéria-prima na natureza, otimiza a produção de recursos e minimiza riscos sistêmicos administrando estoques finitos e fluxos renováveis. Ela funciona de forma eficaz em qualquer escala, por ser regenerativa e restaurativa.

E upcycling?

Upcycling é o oposto do downcycling, que é uma outra parte do processo da reciclagem. Enquanto o downcycling converte materiais e produtos em novos materiais de menor qualidade, o upcycling os transforma em materiais com maior valor agregado.

E a Metarreciclagem, sabe o que é?

A Metarreciclagem é uma rede organizada, a partir de filosofia com mesmo nome, que atua no desenvolvimento de ações de apropriação e desconstrução de tecnologia, de maneira descentralizada e aberta, propondo uma transformação social.

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Com recurso da Fundação BB, Instituto Intercidadania aumentará a oferta de cursos de aperfeiçoamento tecnológico e formará rede de parceiros que trabalham com a cadeia da reciclagem

O Instituto Intercidadania e a Fundação Banco do Brasil formalizaram parceria, nessa quarta-feira (21), para a implantação do Polo de Formação Técnica e Reúso de Eletroeletrônico - unidade de formação e vivência prática de metarreciclagem e economia circular.

Fruto da fusão entre o Instituto Intercidadania e o Centro Marista Circuito Jovem do Recife, a nova unidade vai receber investimento social da Fundação BB no valor de R$ 758 mil para ampliação no atendimento aos jovens carentes, com oferta de cursos nas modalidades de qualificação profissional e aperfeiçoamento tecnológico.

O polo ainda terá como novidade a implantação da rede de reaproveitamento de equipamento de tecnologia da informação e a destinação adequada de equipamentos eletroeletrônicos pós-consumo, com o envolvimento de empresas, organizações não-governamentais e entidades parcerias que trabalham com a cadeia da reciclagem.

O novo espaço receberá equipamentos, máquinas, ferramentas e veículos necessários aos processos de recebimento, triagem, guarda, desmontagem e reúso dos materiais. Na lista de materiais recuperados estão computadores – desktop e portáteis, impressoras, celulares e centrais telefônicas. Após recondicionados e em plenas condições de reúso, os produtos serão prioritariamente doados a escolas, órgãos públicos e entidades do terceiro setor.

De acordo com Domingos Sávio França, gestor do Polo de Formação, está previsto atender catadores de matérias recicláveis, que estão entre os públicos prioritários da Fundação, para que eles conheçam os variados tipos de materiais e passem a fazer a triagem do que pode gerar renda, além de serem orientados sobre periculosidade do manejo e descarte ambientalmente correto.

“Além dos cursos de mídias sociais e web designer que já oferecemos à população, vamos ampliar a nossa atuação com viés em arranjos produtivos, alinhados às tecnologias sociais nas áreas de inclusão social, reciclagem, inovação tecnológica e espaço de convergência, certificadas pela Fundação BB”, disse o gestor.

Outra novidade do projeto será o uso, em breve, do aplicativo Recycler Electronics - desenvolvido para atender as obrigações previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos e necessidades dos geradores de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos, oferecendo serviços de coleta e descarte correto do lixo eletrônico. Por meio de um simples toque na tela do celular, os geradores de resíduos (pessoas físicas ou jurídicas) poderão solicitar a coleta para descarte do resíduo.

Além da capacitação
Reconhecida como referência de inclusão sociodigital, o Instituto Cidadania, em Recife (PE), atendeu mais de 15 mil jovens carentes em cursos e oficinas, encaminhou 3,5 mil participantes ao mercado de trabalho e processou aproximadamente 800 toneladas de lixo eletroeletrônico, em quase uma década de existência. Durante esse período, cerca de quatro mil computadores foram doados para 300 entidades do Nordeste, o que configura o atendimento indireto à cerca de 300 mil pessoas.

Para maiores informações sobre os cursos e matrículas, entre em contato pelos telefones (81) 3441-1428 ou (81) 3266-7316.

Assista aqui ao vídeo sobre o polo de reúso.


A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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