Segunda, 08 Julho 2019 14:51

Sabor & Som: uma oportunidade de vida

Portal Interno   Sabor e Som

Com apoio da Fundação BB, Instituto Reciclando Sons inaugura cozinha industrial para atender comunidade carente com cursos e capacitações no DF

 

Islam

"Quando minha filha conheceu o Instituto Reciclando Sons estava sofrendo bullying na escola. Não tinha amigos e vivia isolada. Um dia, passando em frente ao instituto, viu que estavam abertas inscrições para o curso de violino e me pediu para matriculá-la. Após quatro meses, tudo mudou na vida dela: fez amizades, aumentou a autoestima e descobriu a paixão pela música. Como o instituto havia feito a diferença na vida da minha filha, eu decidi vir aqui e oferecer meu trabalho como voluntária. Fiquei por muitos anos trabalhando com artesanato, ministrando aulas de reforço para as crianças e há quatro anos fui convidada pela Rejane para ser funcionária da entidade. O instituto mudou a vida da minha família". Esta é a história de Islam do Nascimento Lourenço, de 45 anos, moradora da Cidade Estrutural e atual diretora de logística do Instituto Reciclando Sons (IRS). Islam também é uma das participantes do curso de panificação, do projeto Sabor & Som, promovido pela entidade.

Há 18 anos o IRS se dedica à inclusão social de crianças, adolescentes e jovens carentes da Cidade Estrutural, por meio da música. Pensando na capacitação de profissionais para o mercado de trabalho, com conhecimento prático e teórico em atividades de panificação e confeitaria, a instituição inaugurou nesta sexta-feira (5), uma cozinha industrial.

O novo empreendimento é fruto do projeto Sabor & Som, uma parceria da organização não-governamental com a Fundação Banco do Brasil. A iniciativa é uma ampliação das atividades socioeducacionais, resultado de reivindicação de educandos, educadores, gestores e da Associação de Pais e Mestres do Programa Educacional IRS. Principalmente é um pedido do núcleo de mulheres que são chefes de família e que se encontram em situação de maior vulnerabilidade financeira.

O IRS fica em uma das regiões mais carentes do Distrito Federal, erguida sobre o maior depósito de lixo da América Latina: o lixão da Estrutural, desativado em 2018. A cozinha fica dentro do galpão de tecnologia social, onde está localizada a sede do instituto. O projeto recebeu investimento social da Fundação BB no valor de R$ 112 mil para estruturar o espaço e a atender cerca de 60 jovens e mulheres, prioritariamente, com idade a partir de 16 anos, para capacitação profissional em panificação e confeitaria. Os cursos foram ministrados em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

Na oportunidade, 26 alunos receberam certificados referentes aos cursos de técnicas de produção de tortas doces e salgadas; produção de salgados, biscoitos diversos, pães caseiros e artesanais. Os produtos confeccionados durante as capacitações são usados na alimentação dos alunos atendidos na entidade e comercializados, colaborando com a sustentabilidade do projeto.

“Emoção a flor da pele, do corpo e da consciência. É muita emoção. Este projeto só aconteceu porque muita gente acreditou na causa, que é possível transformar e inovar. Desejo que este projeto seja autossustentável e atenda as mulheres que sofrem violência doméstica, e que alimente não só o corpo, mas a alma de todos que participam”, declarou a maestrina e idealizadora do projeto, Rejane Pacheco.

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares conta que a demanda dos pais dos alunos o comoveu. "Quando a Rejane me procurou para mostrar o projeto, ela já tinha pensado em tudo para atender o pedido da comunidade. E hoje, nesta inauguração, ver que a gente ajudou nesta empreitada me deixa muito feliz. Mas, o mais importante é ver vocês capacitados. Vocês se declarando felizes, com entusiasmo, percebo que é de coração. Que é algo verdadeiro. Este projeto está permitindo que vocês trabalhem e gerem renda e cumpre também o propósito da Fundação BB que é valorizar vidas, para transformar realidades".

Enfoque na música

As oficinas socioeducativas oferecidas à população pelo Instituto Reciclando Sons têm sido um diferencial na região e já revelou ser extremamente eficiente no combate à violência e à desigualdade social. Na lista estão: canto coral; orquestra; teoria musical; musicalização infantil; instrumentos como ferramenta para educação, geração de renda e democratização da cultura. A metodologia de educação musical modular, usada pela entidade foi uma das vencedoras no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social de 2013, na categoria Juventude.

Em 2018, a entidade inaugurou o galpão de tecnologia social na Cidade Estrutural, onde fica a sede, com o apoio de diversas entidades voltadas para o financiamento social e da sociedade civil, um espaço para a inclusão, protagonismo social e desenvolvimento de alternativas socioeducacionais que contribuam para a superação da vulnerabilidade social dos atendidos. A entidade vem participando dos editais públicos da Fundação BB e desde 2014 recebeu mais de R$ 300 mil em investimento social. O grupo de Cônjuges dos Chefes de Missão também é parceiro do projeto Sabor & Som.

Publicado em Notícias
Terça, 15 Janeiro 2019 10:17

Música clássica como inclusão social

Projeto Reciclando Sons utiliza a música clássica como método para geração de renda no Distrito Federal

Quando idealizou o projeto Reciclando Sons em 2001, a maestrina Rejane Pacheco sabia que poderia escrever uma história diferente para as crianças, adolescentes e jovens da Cidade Estrutural (DF). E uma de suas prioridades era que eles tivessem acesso aos espetáculos e escolas de música.

O nome dado ao projeto “Reciclando Sons” faz referência à reciclagem de lixo, ocupação da maioria dos moradores da cidade quando o projeto foi criado, e de onde eles tiravam a renda para o sustento das famílias.

Prestes a completar dezoito anos, a pequena escola de música ganhou corpo, firmou parceiras e se tornou um instituto. A partir de então, desenvolveu a metodologia que utiliza a educação em música clássica para crianças e jovens como ferramenta para geração de renda e democratização da cultura. A metodologia foi vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, em 2013, na categoria Juventude. O modelo faz uso de um sistema simples de aprendizagem em que os alunos conseguem tocar o instrumento musical de maneira efetiva em um ano. Com o valor da premiação, a tecnologia social foi reaplicada para outras regiões administrativas do Distrito Federal - Vicente Pires, Ceilândia, Taguatinga e também para a cidade de Águas Lindas de Goiás (GO).

De acordo com Rejane, a premiação contribui na divulgação, ajudou a fortalecer e abriu portas. A parceria com Fundação BB também proporcionou o intercâmbio internacional de dois alunos na Accademia Nazionale di Santa Cecilia de Roma. Em 2017, recebeu recursos da Fundação BB para a aquisição de uma van, que contribui para o fluxo de atividade da orquestra e divulgação do trabalho; e ainda, a inclusão da Orquestra Vitrine em diversos eventos no DF.

Em 2018, a entidade inaugurou o galpão de tecnologia social na Cidade Estrutural, onde fica a sede, com o apoio de diversas entidades voltadas para o financiamento social e da sociedade civil, um espaço para a inclusão, protagonismo social e desenvolvimento de alternativas socioeducacionais que contribuam para a superação da vulnerabilidade social dos atendidos.

Recentemente o instituto foi selecionado para receber novos recursos da Fundação BB, para o projeto "Sabor & Som". Previsto para iniciar as atividades em março 2019, a iniciativa vai atender cerca de 60 jovens e mulheres, prioritariamente, com idade a partir de 16 anos. O objetivo é oferecer capacitação profissional em panificação e confeitaria e na estruturação de uma padaria comunitária, fruto de uma demanda social urgente na qual se encontra a comunidade local, com o fechamento do lixão que era uma fonte de renda para as famílias. A capacitação oferecida proporcionará a produção de produtos que serão comercializados na instituição, colaborando com a sustentabilidade do projeto. A produção beneficiará conjuntamente a alimentação de todos os alunos atendidos pela entidade.

Em fevereiro, serão abertas novas turmas para crianças e adolescentes e jovens que tenham interesse pela música nos cursos que já existem: primeira e segunda fase do "Notas & Canções", para crianças com idades entre 7 a 16 anos; terceira fase do "Arte do Protagonismo" para adolescentes e jovens com idades entre 16 a 26 anos (20 vagas); quarta fase do "En-canto & En-cordas", direcionado a adolescentes e jovens a partir de 16 anos (40 vagas); fomento e geração de renda "Amigos da Orquestra" (50 vagas). As atividades são gratuitas, prioritárias a pessoas em situação de vulnerabilidade social para o preenchimento de vagas. Quem não consegue vaga para o ano vigente tem o nome incluído no cadastrado de reservas da instituição.

“A gestão do Instituto Reciclando Sons tem buscado continuamente modernizar sua atuação e planejamento. É sabido que vivemos na era do protagonismo, nisso a música como tecnologia de educação se faz importantíssima para o desenvolvimento humano. Vislumbramos tornar a nossa tecnologia cada vez mais criativa, replicável e autossustentável. Nós acreditamos que estamos formando uma geração comprometida não só com o fazer musical, mas também com a complexidade que envolve a inclusão social,a sustentabilidade das ações e com a continuidade para a futuras gerações”, declarou a maestrina.

Para saber mais sobre os cursos acompanhe pelo site http://reciclandosons.org.br ou entre em contato pelo telefone (61) 3363-0036.

Publicado em Notícias

Músicos da Estrutural participam da programação junto a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional e do saxofonista americano Branford Marsalis

Música erudita e jazz juntos, com uma pegada de inclusão social. O projeto CCBB in Concert traz a Brasília o saxofonista estadunidense Branford Marsalis, que subirá ao palco acompanhado pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, em única apresentação no dia 16 de junho, na área externa do CCBB Brasília.

Os concertos se iniciam a partir das 16h com os jovens instrumentistas do Instituto Reciclando Sons, uma iniciativa certificada como tecnologia social e premiada em 2015 no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, na categoria Juventude. Em atividade na Cidade Estrutural, o projeto tem como objetivo promover a inclusão social, por meio da música, de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.

Em seguida, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional sobe ao palco, tocando obras de Bach, Villa-Lobos, John Williams (trilha sonora de Star Wars) e muito mais. Antes de iniciar o repertório de jazz, o saxofonista estadunidense apresenta algumas músicas em conjunto com a orquestra brasiliense.

No evento, haverá um área exclusiva com cadeiras em frente ao palco, cujo acesso é condicionado à doação de 1kg de alimento não perecível.

Sobre o saxofonista

Nascido em Nova Orleans e filho de pianista, Branford Marsalis começou a atividade na música ao tocar clarinete – o que abriu as portas para o saxofone, sua especialidade. O amor do jazz se intensificou ainda mais quando entrou na faculdade. Entre os trabalhos feitos pelo músico, está a participação em shows de Sting, vocalista da banda inglesa The Police. Ele também já participou de uma turnê em homenagem aos 50 anos da morte de Heitor Villa-Lobos, que passou pelos Estados Unidos com a Orquestra Philarmonica Brasileira, conduzida por Gil Jardim. Em 2010, fez a primeira participação na Orquestra Filarmônica de Nova Iorque, onde chegou a atuar como solista em uma série de concertos.

Programação:

- 16h - Reciclando Sons;

- 18h - Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional;

- 20h - Branford Marsalis;

Publicado em Notícias