Foram habilitadas 42 entidades sem fins lucrativos para promover organização comunitária e educação financeira em conjuntos habitacionais populares

A Fundação Banco do Brasil divulgou o resultado final do edital de credenciamento do Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts).

Foram habilitadas 42 entidades sem fins lucrativos das cinco regiões do país. As credenciadas vão realizar trabalho de mobilização comunitária com moradores de empreendimentos habitacionais financiados pelo Banco do Brasil e destinados à população com renda familiar abaixo de R$1.800.

O trabalho consistirá na reaplicação de tecnologia social chamada “Transformando realidades por meio da mobilização e organização comunitária” que busca promover a cidadania, os laços entre os moradores e a organização coletiva para buscarem soluções dos problemas no condomínio.

A princípio, a reaplicação será iniciada em 15 empreendimentos. Nos estados com mais de uma habilitada, haverá sorteio para a escolha da entidade que fará o trabalho de mobilização, conforme o edital.

Acesse o resultado final do Edital do Muts

Acesse a página do edital e anexos aqui

 
Diagnóstico

A reaplicação da metodologia em cada residencial prevê várias atividades: autorrecenseamento (dados demográficos, socioeconômicos e outros desejados pelos moradores); oficinas de educação financeira, educacão ambiental e conservação dos espaços comuns; e intercâmbio de experiências com outras comunidades que tenham realidades semelhantes.

Ao final, será feito um diagnóstico junto com os participantes para identificar as principais demandas de cada condomínio e escolher uma tecnologia social que atenda as necessidades observadas. A escolha será feita dentre as cerca de mil metodologias disponíveis no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), mantido pela Fundação BB. O BTS é um acervo online e gratuito com soluções para os diversos desafios enfrentados por comunidades, nos temas alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

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Portal   muts

Biblioteca é o primeiro aparato público da região onde está localizado o Residencial Paraíso Feliz I e II (TO)

Depois de concretizarem o sonho da casa própria, as famílias do Residencial Paraíso Feliz I e II poderiam criar uma horta comunitária, produz joias sustentáveis ou implementar uma biblioteca comunitária. Esta era a proposta do MUTS - Moradia Urbana com Tecnologia Social – com apoio da Fundação BB para aplicação no empreendimento. Os moradores optaram pela biblioteca. “A escolha evidencia a preocupação da comunidade com a primeira infância e os jovens que residem naquele espaço”, afirma Aluísio Cavalcante, diretor da Casa da Árvore, entidade gestora no residencial do (MUTS).

O residencial Paraíso Feliz I e II está localizado na cidade de Paraíso do Tocantins, cidade a 60 quilômetros de Palmas (TO) e possui 309 famílias residentes com renda de até R$ 1.800. A cidade tem apenas uma biblioteca municipal, localizada no centro. Durante o autorecenseamento, os moradores apontaram que a região carece de aparelhos públicos como centros de saúde, creches, escolas e bibliotecas. “O empreendimento foi construído, mas sem nenhuma área pública, ou seja, esta foi outra razão pela escolha da biblioteca” avalia Aluísio.

A biblioteca comunitária utiliza o método Vaga Lume que se baseia no tripé estrutura-capacitação-gestão, ou seja, a entrega de recursos materiais é acompanhada da formação de pessoas e do incentivo à gestão comunitária. A proposta foi certificada pela Fundação Banco do Brasil como tecnologia social em 2009 e já possibilitou a formação de99 bibliotecas comunitárias em 22 municípios da Amazônia Legal.

A Casa da Árvore adquiriu 318 livros, realizou o curso de mediação de leitura para 22 moradores os quais estão aptos para fazer contação de histórias a crianças em processo de alfabetização. Além disso, montaram a biblioteca com estantes modulares, que podem ser deslocadas para vários espaços dentro do residencial e a capacitação da gestão da biblioteca por meio de metodologias de empréstimo de livros. “O plano de trabalho que desenvolvemos dá condições para o residencial dar continuidade a este projeto nos próximos anos”, constata Aluísio. 

Projeto MUTS

O Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social é uma ação da Fundação Banco do Brasil para reaplicar Tecnologias Sociais (TS) em empreendimentos habitacionais de baixa renda. O objetivo é ocupar o espaço urbano como um estímulo ao espirito público e ao fortalecimento dos laços entre as famílias, ao promover os princípios de associativismo, a participação comunitária e empoderamento da comunidade.

A Fundação BB publicou em abril de 2018 o edital 2018/003 para credenciar novas instituições para realizar um trabalho de mobilização e organização comunitária por meio das tecnologias sociais, por um período de 9 meses. Este primeiro período será de trabalho e diagnóstico com os moradores dos empreendimentos. No final deste período, a instituição poderá apresentar um projeto à FBB, com o objetivo de resolução de uma demanda identificada pela comunidade, com aplicação de metodologias do Banco de Tecnologias Sociais – BTS da Fundação BB.

Além disso, o projeto pretende disseminar os princípios básicos de educação financeira para pessoas de referência da família. Para esta fase do projeto, funcionários aposentados do Banco do Brasil serão formadores voluntários para ministrar aulas de finanças, patrimônio e meio ambiente.

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Publicado em Série ODS
Segunda, 07 Maio 2018 09:03

Ler faz toda a diferença

Tecnologia social cria biblioteca comunitária em residencial popular no Ceará

Uma tecnologia social tem mudado o hábito dos moradores do Residencial Nova Caiçara (Orgulho Tropical), da cidade de Sobral (CE), e motivado as pessoas a se entregarem a um bom livro. Trata-se da ação “Criação de Bibliotecas Comunitárias Vaga Lume”, reaplicada pela Fundação Banco do Brasil em residenciais populares com o objetivo de promover intercâmbios culturais por meio da leitura, escrita e oralidade. O projeto ainda mobiliza a comunidade para a transformação de sua realidade.

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Na primeira etapa, iniciada no final de abril, 23 residentes do Nova Caiçara foram capacitados como mediadores de leitura. Além disso, um espaço foi adaptado com biblioteca com estantes, 600 livros – infantis, de poemas, paradidáticos e de leitura jovem - e esteiras de palhas - artesanato típico da região - para acomodar os leitores. Também serão desenvolvidas atividades lúdicas e interativas como dramatização, saraus e jogos didáticos.

Inaugurado em 2014, o conjunto habitacional tem 3.682 apartamentos onde vivem 20 mil pessoas. Francisco Barbosa de Sousa foi um dos primeiros moradores a se mudar para o residencial e se tornou líder da associação do local. “Nosso condomínio é muito grande e não oferece atividades aos jovens. E se você encontrar alguém querendo proporcionar uma leitura, não é bom? Estamos todos muito felizes com o projeto, e os pais ainda mais porque acreditam que a leitura vai desviar os filhos do mau caminho”, declarou.

A tecnologia social Criação de Bibliotecas Comunitárias Vaga Lume, faz parte do projeto "Moradia Urbana com Tecnologias Sociais (MUTS)”, da Fundação Banco do Brasil, que selecionou, por meio de edital, entidades interessadas em reaplicar tecnologias sociais em empreendimentos imobiliários populares, com renda familiar até R$1.800. No projeto de Sobral, o investimento social foi de R$ 107 mil, com execução da Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel), em parceria com a Associação Vaga Lume.

Wagner Gomes, diretor de negócios da Agência de Desenvolvimento Local (Adel) disse que foi uma experiência rica porque percebeu boa receptividade junto a associação de moradores. “A interação entre a Vaga Lume, a Fundação e a Adel, que são os parceiros do projeto, foi muito boa para alcançarmos os resultados almejados”, declarou. A biblioteca comunitária foi a tecnologia social que despertou maior interessante por parte dos moradores. As assembleias realizadas junto aos moradores tiveram boa representatividade com uma média de 500 participantes em cada reunião. “Eles ficaram conscientes que são atores centrais neste processo, mesmo porque darão prosseguimento na manutenção dos espaços de leitura”, comentou. Há um elemento importante neste processo que é o mediador de leitura que trabalha de forma voluntária junto às crianças e adolescentes fazendo rodas de leituras nas quadras dos condomínios.

Outros três municípios brasileiros também receberam a metodologia Criação de Bibliotecas Comunitárias Vaga Lume: Cruz das Almas (BA), Pedreira (SP) e Paraíso do Tocantins (TO). Desde 2015, 55 residenciais populares que contam com financiamento do Banco do Brasil em todo o país iniciaram o Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (MUTS). Em cada empreendimento onde é implantado o projeto, os moradores passam por uma metodologia de mobilização e organização comunitária, chamada “Transformando Realidades por meio da Mobilização e Organização Comunitária” e participam de oficinas de educação financeira e outras capacitações. A partir de então, eles escolhem uma tecnologia social entre quatro opções possíveis: “Bibliotecas Comunitárias Vaga Lume”; “Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana - Revolução dos Baldinhos”; “Redecriar – Joias Sustentáveis na Ilha das Flores” e “Produção Agroecológica de Alimentos em Meio Urbano”.

A divulgação deste projeto contempla os seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030:

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Hortas comunitárias em conjuntos habitacionais populares melhoram alimentação das família e a convivência entre moradores 

Plantar na horta comunitária e levar para mesa hortaliças e verduras fresquinhas, sem agrotóxicos, além de ganhar uma renda extra com a venda para os vizinhos, são alguns dos benefícios que moradores de conjuntos habitacionais populares estão colhendo em projetos realizados em oito estados do Brasil: Bahia, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Maranhão, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e São Paulo.

"Aprendi a comer coisas que eu nem sabia que existiam. Rúcula é uma delas", conta Maria Alves, moradora do conjunto habitacional Recanto do Sobrado, na região rural de Casa Nova (BA). Maria e outros 22 moradores do residencial trabalham no cultivo. Cada um é responsável pelo plantio em uma área de 100 metros quadrados. As hortaliças que não são consumidas, são encaminhadas para venda em mercados locais e restaurantes e para encomendas dos moradores por telefone.

"Está tendo muita procura. Fala que é orgânico, aí vende bastante. O que mais sai é coentro, alface e couve ", conta Maria. Agora eles pensam em ampliar a produção e se organizar para vender na feira livre na área central do distrito de Santana, que faz parte do município.

As hortas comunitárias integram o projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts), da Fundação Banco do Brasil, e busca complementar o trabalho social dos empreendimentos habitacionais populares, como instrumento de promoção do desenvolvimento comunitário. Atualmente, estão abertas inscrições em novo edital para credenciar entidades sem fins lucrativos para realizar trabalho de mobilização comunitária nos conjuntos residenciais voltados à população com renda inferior a R$1.800. Saiba mais sobre o edital, clique aqui.

No estado do Paraná, na cidade de Arapongas, a horta comunitária também foi opção dos moradores do Residencial Arapongas III. "Agora a gente come à vontade, na hora em que queremos. Por ser horta orgânica, as pessoas estão gostando muito. O projeto foi um presente para a gente", diz Fátima Aparecida de Abreu, escolhida como coordenadora pelos participantes.

Fátima também notou outro benefício trazido pelo trabalho coletivo: a união dos moradores. A mesma percepção é demonstrada pela moradora Vandenilda Aparecida Claro, do residencial Piacenza, também na cidade de Arapongas. "A gente ficou feliz porque era um conjunto que precisava muito de uma coisa para unir as pessoas. No começo, a maioria não conversava uns com os outros, tinha brigas, conflitos. Hoje basicamente todo mundo conversa, são amigos", observou Vandenilda, conhecida por Duda e presidente da associação de moradores.

Dentro do residencial Raimundo Suassuna, em Campina Grande (PB), as hortas foram montadas em três equipamentos públicos: uma creche e duas unidades de saúde. E estão gerando satisfação nos participantes e frequentadores dos espaços.

"Estamos tentando fazer clientela com quem vai se consultar nas unidades de saúde, porque antes havia mato no local e agora há horta com muitas hortaliças. O pessoal fica muito admirado e no outro dia já vem comprar", explica Alvina Gonçalves Brasil, da Cáritas Regional Nordeste 2, entidade responsável pela realização do Muts em Campina Grande.

Mobilização comunitária

Desde 2015, 55 residenciais populares que contam com financiamento do Banco do Brasil em todo o país iniciaram o Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts).

Em cada empreendimento onde é implantado o projeto, os moradores passam por uma metodologia de mobilização e organização comunitária, chamada “Transformando Realidades por meio da Mobilização e Organização Comunitária” e participam de oficinas de educação financeira e outras capacitações. Depois de formado um grupo de moradores mobilizados, eles escolhem uma tecnologia social entre quatro opções possíveis: “Bibliotecas Comunitárias Vaga Lume”; “Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana - Revolução dos Baldinhos”; “Rede Criar – Joias Sustentáveis na Ilha das Flores” e “Produção Agroecológica de Alimentos em Meio Urbano”. Esta última foi a escolhida pelos participantes dos projetos mencionados nesta página.

A divulgação deste assunto contempla sete Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano 2030.

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Entidades sem fins lucrativos serão selecionadas para realizar organização comunitária em conjuntos habitacionais populares; primeira chamada da seleção tem inscrições abertas até 30 de maio

Estão abertas as inscrições para novo edital de credenciamento do Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts), promovido pela Fundação Banco do Brasil e voltado para entidades sem fins lucrativos. As entidades selecionadas irão realizar trabalho de mobilização comunitária com moradores de empreendimentos habitacionais destinados à população com renda familiar abaixo de R$1.800. O trabalho consistirá na reaplicação de tecnologia social chamada “Transformando realidades por meio da mobilização e organização comunitária” que busca promover a cidadania, os laços entre os moradores e a organização coletiva para buscarem soluções dos problemas no condomínio.

O edital terá duas chamadas: a primeira com inscrições abertas até 30 de maio e a segunda até 31 de agosto. Após a divulgação do resultado da primeira chamada, as instituições não habilitadas podem encaminhar novo envelope com a documentação exigida no edital para tentar novamente o credenciamento na segunda chamada.

A reaplicação da metodologia em cada residencial deverá durar um ano e prevê várias atividades. O autorrecenseamento é o censo feito pela própria comunidade para levantar informações tradicionais, como perfil demográfico e socioeconômico, e a inclusão de outros dados desejados pela comunidade, por exemplo, a quantidade de pessoas com necessidades especiais, idosos com dificuldade de locomoção, entre outros.

Haverá também atividades e oficinas para promover educação financeira, ambiental e patrimonial. As duas últimas vão reforçar noções sobre higiene, saúde, doenças individuais e coletivas, e estimular a consciência de preservação ambiental, como uso racional da água e da energia, o correto descarte de esgoto e dos resíduos sólidos, e a manutenção preventiva das moradias e dos espaços de uso comum.

A entidade que vai conduzir a reaplicação da metodologia também promoverá o intercâmbio de experiências com outras comunidades que tenham realidades semelhantes para ampliar o conhecimento sobre as soluções possíveis e a formação de redes de apoio. Por fim, será feito um diagnóstico junto com os participantes para identificar os principais problemas em cada condomínio e quais tecnologias sociais poderiam atender as necessidades encontradas (saiba mais sobre o diagnóstico no texto abaixo).

Acesse o edital e seus anexos aqui.

Aprimoramento

Este será o terceiro edital com o objetivo de levar tecnologias sociais para os empreendimentos habitacionais populares, a fim de estimular a cidadania, a participação comunitária e o protagonismo dos moradores na solução dos problemas coletivos. Nesta nova fase o Muts passou por mudanças a fim de aprimorar a forma de encaminhar as soluções para as demandas das comunidades. No dois primeiros editais, realizados em 2014 e 2015, foram implantadas duas tecnologias sociais em 58 conjuntos habitacionais, envolvendo 31,3 mil famílias. A primeira foi a metodologia de mobilização comunitária e educação financeira. A segunda foi escolhida pelos moradores em um leque de quatro opções, relacionadas a horta comunitária, produção de bijuterias com garrafa PET, compostagem de resíduos e biblioteca comunitária.

Neste novo formato, a escolha da segunda tecnologia será feita após um diagnóstico junto com os moradores para identificar os principais problemas em cada condomínio e escolher as tecnologias sociais que podem dar conta dos desafios observados. A escolha será feita dentre as mil metodologias disponíveis no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), mantido pela Fundação BB. O BTS é um acervo online e gratuito com soluções para os diversos desafios enfrentados por comunidades, nos temas alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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