Segunda, 25 Novembro 2019 14:54

Geração de renda e a preservação do Cerrado

Portal Interno Cedac

Reaplicação de tecnologias sociais amplia a coleta de frutos

O projeto Rede de Agroextrativismo Sustentável no Cerrado: reaplicação de Tecnologias Sociais Geradoras de Renda, iniciado em junho de 2019, está promovendo a geração de renda de famílias agroextrativistas. A iniciativa está proporcionando a organização das cadeias socioprodutivas de espécies nativas do Cerrado - amburana, babaçu, baru, faveira, macaúba e pequi a partir da reaplicação das metodologias Agroextrativismo Sustentável da Favela e Rede de Agroecologia Povos da Mata, certificadas em 2007 e 2017 respectivamente.

A engenheira agrônoma Alessandra Karla - coordenadora do projeto, explicou que 26 propriedades receberam visitas técnicas para certificação orgânica em municípios do nordeste de Goiás. “Realizamos nessas unidades produtivas planos de manejo do extrativismo orgânico, sendo que em 16 unidades a produção foi certificada”, afirmou Alessandra.

O projeto, com investimento social de R$ 1 milhão da Fundação BB e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, promove a organização do agroextrativismo sustentável de espécies nativas do Cerrado a partir da sensibilização, formação, manejo, certificação orgânica participativa, beneficiamento e comercialização solidária. “A certificação é um reconhecimento da comunidade agroextrativista que participa como sujeito do processo de avaliação, realizando visitas, plano de manejo orgânico e acompanhamento da propriedade familiar de forma participativa até a coleta, com o objetivo de agregar valor aos produtos e oferecer a sociedade alimentos livres de agrotóxicos’, declarou a agrônoma.

O Sistema Participativo de Garantia - SPG, realizado pelo Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado - Cedac, que é um Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade Orgânica - OPAC, foi credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e abastecimento – MAPA em 2014.

O manejo sustentável das unidades produtivas obteve seis toneladas de faveira orgânica e 20 toneladas de baru orgânico. “A faveira, também conhecida como favela ou fava d’anta ou falso-barbatimão, é um fruto do Cerrado que fornece uma rutina, um bioflavonóide, também conhecido como vitamina P com diversas propriedades medicinais”, explicou Alessandra. A safra do baru ainda está sendo processada pela Cooperativa dos Produtores do Cerrado - Coopcerrado, parceira do projeto e responsável pelo beneficiamento e comercialização. O fruto é vendido para uma rede de varejo de São Paulo.

O recurso do edital proporcionou a compra de dois caminhões para o transporte da colheita, além de uma empilhadeira e outros equipamentos para o cultivo. Neste fim de ano, o Cedac será visitado por empresas compradoras de São Paulo, e os representantes da entidade visitarão potenciais compradores nas capitais paulista e paranaense.

Reaplica TS
O Edital Reaplicação de Tecnologias Sociais foi lançado em março de 2018 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o propósito de apoiar a reaplicação de iniciativas de geração de trabalho e renda referenciadas na rede Transforma. As entidades foram contempladas com valores entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão. “Esta Chamada Pública teve o propósito de atender uma necessidade de apoio específico para a disseminação de iniciativas. Foi um esforço para a implementação de metodologias até então pouco difundidas no país”, declarou o gerente de Parcerias Estratégicas e Modelagem de Programas e Projetos da Fundação Banco do Brasil Rogério Miziara.

Projetos apoiados em Goiás
Em 2018, a Fundação BB apoiou 12 projetos em 15 municípios goianos com o investimento social de R$ 986 mil e a participação direta de 3.559 pessoas. Nos últimos cinco anos, o investimento social de R$ 13,5 milhões em 79 iniciativas abrangeu a participação de 16 mil pessoas de 46 municípios do estado.

Entenda o bioma do projeto
O Cerrado, segundo maior bioma da América do Sul, ocupa uma área de 2 milhões de km2, cerca de 22% do território nacional. A sua área contínua abrange GO, TO, MT, MS, MG, BA, MA, PI, RO, PR, SP e DF, além de pequenas áreas no AP, RR e AM. Nesse espaço territorial encontram-se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta em um elevado potencial aquífero e favorece a sua biodiversidade. Fonte: Ministério do Meio Ambiente.

Que tal uma receita com frutos do Cerrado?
Acesse no livro Gastronomia do Cerrado da Rita Medeiros, a partir da midiateca do portal www.fbb.org.br receitas deliciosas feitas com frutos do cerrado.

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Portal Interno  Profissao Catador

Solução desenvolvida na cidade de Cruz Alta será estendida para associações de catadores em mais três cidades da região
 
A tecnologia social Profissão Catador, desenvolvida na  cidade de Cruz Alta (RS), foi uma das contempladas pelo edital de reaplicação de tecnologias sociais (Reaplica TS), da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES).Jucara Martins da Silva

Certificada pelo Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social em 2013 e 2015, a iniciativa é mantida pela incubadora Inactesocial/Unicruz, da Fundação Universidade de Cruz Alta, e atua na inclusão social dos catadores de materiais recicláveis, na geração de trabalho e na conscientização socioambiental, a partir da organização dos grupos em associações para comercialização de materiais recicláveis. O trabalho é voltado aos princípios da economia solidária e ao processo de autogestão,  e agora será adaptado também para outros três municípios gaúchos – Ibirubá, Salto do Jacuí e Tupanciretã – totalizando cerca de 200 profissionais cadastrados.
 
As mulheres catadoras desempenham um papel de destaque na iniciativa , inclusive assumindo posições de liderança nos projetos. Um exemplo é Juçara Martins da Silva, de 49 anos, presidente da Associação de Catadores Cidadania
Sustentável Ibirubá (ACCSI), entidade vinculada à Profissão Catador. Com mais de 10 anos de experiência com recicláveis e cinco  como presidente da ACCSI, Juçara é responsável pelo trabalho e produção dos 22 associados. Ela explica que cada catador consegue receber o equivalente a um salário mínimo por mês com a venda dos produtos. “Aqui na associação a gente aproveita tudo, papel, papelão, latinha, garrafas PET entre outros. Mas o material que mais dá lucro é o isopor, que a gente vende por um real  o quilo. A metodologia desempenha um papel muito importante na associação, pois nos auxilia com palestras, cursos, capacitações, formações, equipamentos e assistência social”, disse.  
 
O investimento social  foi de aproximadamente R$ 1 milhão, destinado à aquisição de um caminhão para fazer o transporte de resíduos sólidos, compra de equipamentos como prensa hidráulica, esteira e empilhadeira, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), materiais de escritório, divulgação das atividades, além da criação de novos uniformes. 
 
“Queremos fortalecer o trabalho associativo, ampliar as negociações para a coleta seletiva nos municípios de abrangência, promover uma maior conscientização socioambiental nas comunidades atendidas, ampliar as possibilidades de empoderamento e capacitação dos catadores para a prestação de serviços e negociação com o poder público e fortalecer a infraestrutura das associações de catadores”, destacou Enedina Teixeira, uma das coordenadoras do projeto. 
 
Reaplica TS
 
Além desta reaplicação em Cruz Alta, o edital selecionou entidades de todas as regiões do país - cinco do Nordeste, duas do Norte, duas do Sul, uma do Centro-Oeste e uma do Sudeste.  Os valores disponibilizados variam entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão.  As entidades com diretorias compostas por, no mínimo, 50% de mulheres ou que possuam tecnologia social certificada pela Fundação BB receberam bonificação extra, conforme os critérios do certame. O investimento total na seleção foi de R$ 10 milhões.
 
Acesse aqui para conhecer todas entidades habilitadas no Reaplica TS.

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Portal Interno Serta Reaplica TS
Mutirão Ciranda será reaplicado em 22 municípios com apoio da Fundação BB e do BNDES

Em abril deste ano, a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram as entidades selecionadas para receber investimentos de R$ 500 mil a R$ 1 milhão, por meio do edital de reaplicação de Tecnologias Sociais. O objetivo da seleção é apoiar iniciativas que promovem a geração de trabalho e renda, localizadas em qualquer parte do país.

O Serviço de Tecnologia Alternativa - Serta, de Ibimirim/PE, foi um dos habilitados para reaplicar a metodologia Mutirão Ciranda – Jovens e Mulheres da Agricultura Familiar. Criado em 1989, o Mutirão Ciranda iniciou suas atividades com mobilizações em pequenas comunidades na busca por alternativas e soluções voltadas à agricultura familiar e à aplicação da ecotecnologias (termo também conhecido como tecnologia verde - um segmento da tecnologia voltado à aplicação de métodos, práticas e resolução de problemas ambientais). O objetivo era envolver estudantes do curso técnico-profissional em agroecologia em iniciativas de promoção do desenvolvimento sustentável, com a inclusão de jovens, mulheres e povos tradicionais na gestão do território e da agricultura.

Segundo Paulo José Santana, um dos educadores no Serta, atualmente os mutirões são planejados em conjunto com as famílias de agricultores para identificar as necessidades e possibilidades locais. "A partir disso são levantados os recursos humanos, de conhecimentos, ferramentas, além de recursos financeiros”, explica.

Reaplicação

Paulo também explica que com a reaplicação desta tecnologia social os mutirões serão realizados em mais 22 municípios, de sete regiões de Pernambuco: Zona da Mata Sul e Norte, Agreste Central e Meridional, Sertão do Moxotó e Sertão do Pajeú. Cerca de 250 pessoas receberão assistência técnica e extensão rural qualificada para transição agroecológica. Deste público, 57% são mulheres, 39% são jovens e 10% de lideranças indígenas das etnias Kambiwá, Xucuru, Fulni-ô e Kapinawá. O investimento social para a execução será de R$ 980 mil.

O fundador do Serta, Abdalaziz de Moura, explica que a participação de lideranças indígenas está sendo fundamental para os mutirões e esta troca de conhecimentos é muito benéfica. “Os índios nos ajudaram a incluir a questão da espiritualidade e da relação entre o território com a natureza, além da valorização da cultura na educação. Em contrapartida, nós os instruímos a recuperar o solo que sofria com erosões, e a utilizar recursos disponíveis nas terras, como galhos, restos de plantas”, afirma.

Socorro França, liderança indígena da etnia Kapinawá, diz que a comunidade tem crescido em conhecimento. “As trocas de experiências são muito boas. Nós aprendemos a recuperar o solo e isso tem sido importante, pois tínhamos algumas terras degradadas”, diz. “Nós índios, estamos acostumados a fazer tudo em grupo. A fazer mutirão. Acho que o projeto também se beneficia dessa nossa experiência”, finaliza.

Dentro da metodologia estão previstos oito cursos temáticos, o desenvolvimento de um plano de comunicação para promover as ações dos mutirões, 12 encontros de intercâmbio para troca de experiências entre as comunidades e 12 semanas pedagógicas, nas quais serão trabalhadas a promoção da dignidade, da qualidade de vida e o protagonismo comunitário.

Certificação de Tecnologia Social

Após ser certificado como Tecnologia Social pela Fundação BB em 2017, o Serta foi capaz de sistematizar o projeto e resgatar elementos históricos, aprimorar objetivos e resultados. De acordo com Santana, com a certificação e a remodelagem para a reaplicação da metodologia em outras regiões, abre-se a possibilidade de investimento de recursos nas comunidades, além de oferecer uma assistência técnica mais especializada para as famílias. “Além disso, também esperamos a construção de cinco feiras orgânicas e cinco cozinhas artesanais que serão implantadas de acordo com o grau de protagonismo e do potencial produtivo de cada município e beneficiário”, explica o educador.

Saiba mais

O Serta é uma escola que oferece ensino técnico de formação profissional em agroecologia para 1.250 estudantes nas unidades de Glória do Goitá, na região da Zona da Mata, e Ibimirim, no sertão do Moxotó, em Pernambuco.

Confira a lista de municípios atendidos com a reaplicação:

Região Metropolitana
Recife, Camageribe, Abreu e Lima, Araçoiaba

Zona da Mata Sul
Palmares, Maraial, Jaqueira, São Benedito do Sul, Quipapá

Zona da Mata Norte
Tracunhaém, Timbaúba, Glória do Goitá

Agreste Meridional
Águas Belas

Agreste Central
São Benedito do Una, Pesqueira, Buíque

Sertão do Moxotó
Ibimirim, Inajá, Betânia

Sertão do Pajeú
Iguaraci, São José do Egito, Solidão

 

 

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Segunda, 28 Janeiro 2019 10:02

ReaplicaTS: resultado preliminar  

O resultado final está previsto para fevereiro

Nesta semana foi divulgada mais uma fase preliminar do edital #ReaplicaTS (etapa 2). Nove iniciativas foram selecionadas, cada uma contemplando os seguintes estados:  Amazonas, Ceará, Goiás, Pará, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul. O estado de Pernambuco contou com duas iniciativas selecionadas. Veja aqui a lista aqui

O prazo para apresentação de recursos será de cinco dias úteis, contados a partir de hoje (28), até às 18 horas (horário de Brasília) do dia 1º de fevereiro.  O resultado final está previsto para fevereiro.

O investimento disponível é de R$ 10 milhões e as propostas devem ter valor de mínimo de R$ 500 mil e máximo de R$ 1 milhão. Para concorrer, as entidades sem fins lucrativos precisaram comprovar ter mais de dois anos de existência e sede ou experiência de atuação na região onde pretendem implantar o projeto. Além disso, a reaplicação deve ser necessariamente de iniciativas listadas no Banco de Tecnologias Sociais, acervo online que reúne todas as metodologias certificadas pela Fundação BB desde 2001.

Com o objetivo de selecionar e apoiar projetos de reaplicação de tecnologias sociais certificadas pela Fundação BB, com foco na geração de trabalho e renda em qualquer parte do país, o ReaplicaTS teve início em 2018, a partir de uma parceria entre a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e foi anunciado durante a 9a edição do Prêmio FundaçãoBB de Tecnologia Social.

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Na Etapa II, as habilitadas devem apresentar documentos; certame seleciona entidades para reaplicar metodologias com foco na geração de renda

Os nomes das entidades selecionadas na etapa Etapa I para receber os recursos da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já estão disponíveis.

Com investimento social de R$ 10 milhões, o edital tem como objetivo a seleção de projetos de reaplicação de tecnologias sociais com foco em geração de trabalho e renda em qualquer parte do País.

Nesta fase foi selecionado o primeiro lugar de cada uma das cinco regiões do País, de acordo com a pontuação, definindo os cinco primeiro projetos. As demais habilitadas obedeceram a ordem de classificação geral obtida até o total de recursos financeiros não reembolsáveis, contemplando 11 projetos. Na lista das entidades com maior pontuação estão duas de Pernambuco, uma do Pará, uma do Paraná, uma de Goiás, uma de São Paulo, uma do Rio Grande do Norte, uma do Amazonas, uma do Ceará, uma da Paraíba e uma do Rio Grande do Sul.

Para fazer a reaplicação, as entidades devem escolher, necessariamente, iniciativas listadas no Banco de Tecnologias Sociais, acervo online que reúne todas as metodologias certificadas pela Fundação BB, desde 2001. As entidades com diretorias compostas por, no mínimo, 50% de mulheres ou que possuam tecnologia certificada pela Fundação BB recebem bonificação extra, conforme os critérios do edital.

As contempladas passam agora a atender a Etapa II em que devem apresentar a a documentação prevista no item 11.2 do edital.

Conheça as selecionadas aqui

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