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Iniciativa beneficiou 2,2 mil cooperados de oito municípios do Estado

Dois mil e duzentos agricultores familiares associados à Cooperativa Central da Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte (Cooafarn) foram beneficiados com o apoio da Fundação Banco do Brasil. O investimento proporcionou o fortalecimento do processo de comercialização de alimentos como frutas, verduras, legumes, queijos e mel produzidos por dez cooperativas filiadas de oito municípios do Estado: Chapada do Apodi, Mossoró, Serra do Mel, Jaçanã, Pureza, Severiano Melo, Assu e Umarizal.

Para contribuir com a melhoria das vendas dos agricultores potiguares foram adquiridas uma envasadora industrial a vácuo para embalar os alimentos e dois climatizadores para conservar temperatura e melhorar a apresentação do produto nas feiras da região. A parceria também permitiu a contratação de consultoria e a produção de materiais gráficos para divulgação da produção dos agricultores em todo o Estado.

Em 2017, a Fundação Banco do Brasil investiu cerca de R$ 70 mil em apoio e fortalecimento a comercialização, com compra de equipamentos de escritório como notebooks, impressora e sistemas de gestão. O primeiro investimento, no valor de R$ 161 mil, aconteceu em 2016 para contribuir com o fortalecimento do processo de comercialização das cooperativas singulares filiadas à cooperativa.

A diretora-financeira da Cooafarn, Fátima Torres, explica os benefícios que a parceria trouxe para os agricultores rurais. “A aquisição dos equipamentos permite melhor conservação e apresentação dos produtos aumentando as vendas. Se conseguimos vender, conseguimos aumentar a renda e melhorar o impacto na economia dos cooperados”, agradece.

A divulgação da produção dos agricultores em todo o Estado também trouxe benefícios para os cooperados. Os produtos, que antes eram vendidos apenas nas feiras dos municípios, agora também são comercializados em Natal. “Nosso mercado ampliou. Não atuamos somente no interior do Estado. Também fornecemos nossos produtos em feiras da capital além de instituições como a Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Universidade Federal do Rio Grande do Norte”, comemora.

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Ação faz parte do Projeto Nossa Feira Popular e Solidária, dentro da estratégia Município Digital do Banco do Brasil

Na quarta-feira, 17, a Feira Municipal de Castelo do Piauí (PI) foi reinaugurada. A ação é fruto de investimento social da Fundação Banco do Brasil em parceria com a Cáritas Brasileira, no âmbito do Projeto Nossa Feira Popular e Solidária, que abrange 21 municípios em quatro estados do Nordeste brasileiro: Piauí, Paraíba, Maranhão e Bahia.

O Projeto faz parte da estratégia Município Mais que Digital, ação do Banco do Brasil em parceria com os municípios, de fortalecimento da economia local por meio do estímulo às soluções digitais de pagamento, sendo uma abordagem com perspectiva territorial de promoção do desenvolvimento sustentável e que beneficia todos os atores locais.

O vice-presidente de Governo do Banco do Brasil, João Rabelo, declara que a estratégia Município Mais que Digital surgiu como uma forma do Banco do Brasil continuar cumprindo seu papel histórico de levar o desenvolvimento aos municípios brasileiros. “Era preciso construir um novo arranjo que viabilizasse o funcionamento da economia local, além de levar segurança e comodidade para todos os envolvidos”, esclarece Rabelo.

Reconhecer a importância das feiras livres enquanto ponto comercial por onde circula representativa parcela da população e a influência destes espaços na construção cultural dos municípios brasileiros, foram alguns dos motivadores do projeto, que envolve revitalização, estruturação das feiras além da formação dos feirantes com capacitações nas áreas de educação financeira, empreendedorismo e gestão dos resíduos sólidos.

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, diz que o Projeto Nossa Feira fortalece as economias locais e promove a transformação em toda a cadeia de comercialização. “O investimento nas feiras trará impactos positivos nos aspectos econômicos, sociais e culturais das cidades refletindo diretamente no aumento da renda e melhoria da qualidade de vida de toda a população”, afirma Asclepius.

Para ampliar o alcance e aproveitar o poder transformador das crianças, em parceria com a Secretaria de Educação e os professores municipais, o Projeto entregou para os alunos do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas castelenses a cartilha-gibi “Conectados”, promovendo a educação financeira e digital deste público de forma lúdica, por meio de histórias que retratam os benefícios da utilização dos meios digitais de pagamento.

A artesã Ana Célia Soares trabalha nesta feira há três anos e participou da capacitação em educação financeira. “Já tivemos as aulas e vamos ter nossas barracas. Estamos com a ideia de realizar as feiras a cada 15 dias e isto vai gerar um aumento da nossa renda. O projeto chegou em boa hora”, avalia de forma positiva.

As iniciativas foram desenvolvidas com o apoio da agência local do Banco do Brasil, da Prefeitura Municipal de Castelo do Piauí, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Straaf), do Centro de Formação Educacional para Convivência com o Semiárido (Cefesa) e da Regional Piauí da Cáritas Brasileira. O evento foi realizado na Praça Lisandro de Carvalho, em Castelo do Piauí (PI) e teve a presença da comunidade local, do prefeito, secretários e vereadores municipais, além de representantes da Cáritas Brasileira, do Banco do Brasil e da Fundação Banco do Brasil.Solenização

Projeto Nossa Feira

Por meio do apoio da Fundação Banco do Brasil, o projeto Nossa Feira foi estruturado em duas etapas. A primeira realizou um diagnóstico das feiras existentes para revitalizar os espaços, capacitar os feirantes e identificar as atrações culturais. A partir dos dados do diagnóstico, a segunda fase pretende adquirir e distribuir equipamentos para revitalização das feiras.

A Fundação Banco do Brasil irá investir R$ 10 milhões no projeto. Na primeira etapa, o investimento foi de R$ 2 milhões e no atual estágio, o de revitalização e estruturação, o investimento é de cerca de R$ 8 milhões. Ao todo, 21 municípios serão atendidos e 2850 feirantes participarão da iniciativa. No Piauí, as cidades de Castelo e Demerval Lobão serão beneficiadas com o Nossa Feira. 

Fundação BB investe mais de R$ 56 milhões no Piauí

A Fundação Banco do Brasil, nos últimos dez anos, investiu mais de R$ 56 milhões no estado do Piauí. Foram 235 projetos executados, em 99 municípios e 104,3 mil pessoas atendidas. No estado, o maior investimento foi na construção de cisternas de água de beber e de produção. Foram R$ 26,5 milhões investidos para garantir o acesso a água para 33,4 mil participantes. O segundo maior investimento foi no programa AABB Comunidade, que atende crianças e adolescentes no contraturno escolar, recebeu R$ 4,5 milhões e atendeu 12,6 mil estudantes. As cadeias de produção de mel e caju, também receberam aporte de R$ 2,9 milhões e R$ 2,1 milhões, respectivamente, atendendo 15 mil pessoas.

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 Rede Xique Xique receberá recursos para produção de alimentos agroecológicos e reaplicação de tecnologias sociais

A Fundação Banco do Brasil, em parceria com a ONU Mulheres, vai apoiar a Associação de Comercialização Solidária Xique Xique que atua no comércio de produtos agroecológicos de mulheres produtoras rurais da região de Mossoró (RN). O projeto intitulado “Mulheres em Rede: fortalecendo a auto-organização, produção, comercialização e autonomia socioeconômica”, pretende contribuir para a mobilização, empoderamento e geração de renda das agricultoras rurais. A solenidade de assinatura do convênio vai ocorrer nesta quinta-feira (28), na cidade de Mossoró e contará com a presença de representantes da Fundação BB, ONU Mulheres, Secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar do RN, Alexandre de Oliveira, além de autoridades e parceiros locais.

O aporte financeiro da Fundação BB será de R$ 750 mil e dará condições para a entidade construir a sede da associação, que irá funcionar como um espaço multiuso para capacitação, comercialização e o projeto também vai contemplar a construção de uma cozinha para beneficiamento e armazenamento de alimentos agroecológicos. Cerca de 300 agricultoras devem ser beneficiadas diretamente com esta iniciativa.

Adriano Cavalcanti, coordenador do projeto, acredita “que às ações propostas serão importantes para o fortalecimento dos empreendimentos de economia solidária”. O projeto, com duração de um ano, será desenvolvido em dez cidades: Mossoró, Governador Dix-Sept Rosado, Baraúna, Tibau, Grossos, Apodi, São Miguel, São Miguel do Gostoso, Messias Targino e Janduís.

Para Ana Carolina Querino, representante interina da ONU Mulheres Brasil, é emblemática a dotação da Fundação Banco do Brasil para a Associação de Comercialização Solidária Xique Xique às vésperas do Dia Internacional das Mulheres. “Empoderar trabalhadoras e mulheres rurais e investir recursos financeiros contribui para viabilizar projetos coletivos que gere autonomia econômica, com foco no desenvolvimento sustentável de comunidades”, destaca ao lembrar o compromisso entre a ONU Mulheres e FBB para o empoderamento econômico das mulheres. Segundo Querino, “ao longo do mês de março, a ONU Mulheres enviará mensagens para governos, empresas e sociedade de todo o mundo de que é preciso investir nas mulheres e construir soluções inteligentes, inovadoras com tecnologias sociais e digitais voltadas para o acesso das mulheres a serviços, proteção social e infraestrutura”.

O presidente da Fundação Banco do Brasil, Asclepius Soares, destaca que o apoio às mulheres da Rede Xique Xique vai gerar renda e também contribui para o desenvolvimento da economia local destes municípios, o que gera transformação social. “Fortalecer a atuação das mulheres e a agroecologia traz inúmeros benefícios para as comunidades locais, como é o caso da Rede Xique Xique”, avalia Asclepius.

Reaplicação de Tecnologias Sociais

Além de produção de produtos agroecológicos, a rede de mulheres irá reaplicar tecnologias sociais. Para Francisca Eliane, coordenadora da Rede Xique Xique, o projeto vai proporcionar uma maior autonomia dos grupos de mulheres participantes, promovendo a inclusão social e geração de renda além de melhorar os indicadores socioeconômicos das produtoras rurais.

As ações do projeto também irão contemplar a implantação de tecnologias sociais de convivência com o semiárido como os Sistemas de Reuso de Água Cinza, Energia Solar e Banco de Sementes Crioulas. “O reuso de água nos permite gerir um destino sustentável, ao aproveitarmos a água cinza, onde após tratada, poderá ser utilizada nas frutas e hortaliças que garantem a comida em nossa mesa e ainda diminui o desperdício de água”, avalia Francisca.

 

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Projeto foi financiado pela Fundação BB e BNDES em parceria com ADAI

Agricultores familiares do Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul receberam unidades de produções agroecológicas e placas solares de aquecimento de água. A implementação das tecnologias sociais aconteceu entre os anos de 2016 e janeiro deste ano, com o objetivo de promover melhoria na qualidade de vida das famílias, por meio da soberania alimentar, geração de renda, bem como potencializar a alternativa de geração de energia.

A Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investiram R$ 4,5 milhões no Programa de Promoção da Soberania Alimentar em Regiões Atingidas por Barragens. A Associação de Desenvolvimento Agrícola Interestadual – ADAI foi a entidade responsável por executar o projeto nas 210 propriedades dos agricultores familiares, em 18 municípios. Cada família recebeu uma unidade da Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais), além das Placas Solares ASBC (Aquecimento Solar de Baixo Custo), assistência técnica e curso de formação teórica e prática.

As duas tecnologias sociais são certificadas pelo Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social e integram o Banco de Tecnologias Sociais (BTS). A tecnologia social Pais tem papel importante na produção de alimentos saudáveis e livres de agrotóxicos. Seu formato em círculo permite o cultivo de hortas e criação de galinhas, simultaneamente, envolvendo diretamente homens, mulheres e jovens em todas as fases.

Cristiane Hannauer, colaboradora da ADAI, explica que o sistema Pais fez com que as famílias repensassem a sua alimentação de forma a priorizar os produtos que elas mesmas produziam e alimentos sem resquícios de agroquímicos. Para além do autoconsumo, muitas delas comercializam os produtos nas feiras e comércio local, garantindo renda extra, principalmente com a venda de ovos e hortaliças.

As placas solares de aquecimento de água têm montagem fácil e demandam pouca manutenção. A água em temperatura ambiente é disponibilizada para um boiler (aquecedor) de 200 litros, montado no telhado, na parte que mais recebe sol. A água do boiler entra por gravidade em tubos de vidro revestidos por uma tinta específica para captar melhor a luz solar, e a partir daí começa o processo de aquecimento de água, que pode chegar a mais de 90 graus, trazendo mais economia e conforto para as famílias.

“As placas solares também geraram inúmeros benefícios para as famílias, a maioria relatou ter percebido diminuição significativa na conta de luz, economia que chegava de 30% a 40%. E para além de uso no banho, a água quente também é usada nos serviços domésticos na cozinha, limpeza de materiais e equipamentos de ordenha e manuseio com o leite, além de outras necessidades da família, garantindo economia, conforto e qualidade de vida”, declarou.

Antônio Tavares, morador do Assentamento Santa Clara, distrito de Condói, sempre trabalhou com lavouras de feijão, milho e soja. Ele conta que há dois anos, com a chegada da produção agroecológica em sua propriedade, ampliou sua pequena horta caseira. Hoje ele produz um canteiro bem maior com alface, almeirão, repolho, batata, amendoim, melancia, melão, além de outras variedades. “O projeto mudou a nossa forma de plantar os alimentos que levamos à mesa. Antes comprávamos tudo no comércio e hoje em dia nós é quem oferecemos os nossos produtos ao mercado’, disse.”

Grande parte das famílias beneficiadas pelo projeto vive próxima à barragens, a exemplo do complexo binacional de Garabi-Parambi, Barragem de Itá, Barragem de Machadinho, Barragem de Itapiranga, Barragem Foz do Chapecó, Usina Hidrelétrica de Águas de Chapecó e Celso Ramos e Usina Hidrelétrica de Campos Novos. Os municípios paranaenses que receberam as tecnologias são: Candói, Rio Bonito do Iguaçu e Porto Barreiro. Os selecionados do Rio Grande do Sul são: Aratiba, Mariano Moro, Marcelino Ramos, Erechim, Alecrim e Porto Lucena. Os de Santa Catarina: Mondai, Itapiranga, São João de Oeste, São Carlos, Águas de Chapecó, Caxambu do Sul, Celso Ramos, Anita Garibaldi e Cerro Negro.

 

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Coletivo agroecológico investiu em irrigação no cultivo de alimentos e apicultura

“Lugar de mulher do campo é na cozinha.” Esta frase é ultrapassada para boa parte das alunas da Escola Familia Agrícola de Goiás, na região da antiga capital do estado. As mulheres agora desempenham papeis no cultivo da plantação e na administração da propriedade e conseguem financiamento para seus projetos.

Elas são a maioria num grupo de 22 jovens que formaram um coletivo agroecológico vinculado à Associação de Pais e Alunos da Escola da Família Agrícola de Goiás (EFAGO). A proposta para formar o coletivo foi selecionada no edital do Programa de Juventude Rural. Cada integrante entrou com um projeto de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos agrícolas, com base em agroecologia. O recurso de R$ 200 mil reais distribuídos entre os participantes foi investido principalmente em irrigação e apicultura.

Nayara Rodrigues, de 22 anos, disse que o investimento foi um estímulo para as mulheres se voltarem para a produção. “Com o projeto, a gente conseguiu ter mais iniciativa e tomar a frente.” Ela usou a verba para plantar milho e maracujá. “Esse investimento foi bom porque possibilitou ter lucro com aquilo que gostamos de fazer. A gente teve a oportunidade de escolher o que queria”, explica.

“Ficamos mais independentes, não dependendo tanto dos homens, do marido e dos pais. Foi um incentivo para os jovens continuarem no campo”, afirma Ana Paula Ferreira, de 29 anos, que mantém um apiário no mesmo lote onde fica a casa em que vive com a família. 

A participante Jéssica Souza, de 24 anos, diz que a mentalidade em relação aos papeis de mulheres e homens no campo vem mudando. “A gente começa a perceber que é capaz de fazer as duas coisas, tanto ficar em casa, como também participar na roça, como o homem também começa a perceber que ele pode fazer as duas coisas”.

Junto com o marido Édipo Santana, Jéssica cultiva milho, quiabo e jiló, com a ajuda dos pais dela, em uma área de um hectare e meio. De acordo com eles, as capacitações oferecidas dentro do Juventude Rural ajudaram a perceber novas possibilidades de produção, comercialização e divulgação, como o uso de redes sociais, por exemplo. O resultado tem sido positivo e eles até pensam em ampliar o empreendimento. “A gente tá pensando em aumentar mais a produção e buscar mais comércio, talvez tenha que empregar mais pessoas para ajudar”, afirma Édipo.

“Grande parte da juventude que participou desse projeto está no campo, voltou pra trabalhar com as famílias e tem hoje um trabalho específico dentro da propriedade”, destacou Iracélia Ferreira, professora e ex-presidente da Efago.

Assista ao vídeo sobre o projeto do Coletivo Agroecológico:

 

 

O que é agroecologia
A agroecologia é uma forma de cultivo que integra diversas espécies no mesmo ecossistema, respeita os ciclos da natureza, otimiza o uso dos recursos (água, incidência de luz solar, ocupação do solo) e dispensa o uso de agrotóxicos. O combate às pragas é feito por meio de predadores naturais, como os insetos.

Juventude Rural
O edital Juventude Rural é uma iniciativa da Fundação Banco do Brasil em parceria com o BNDES e a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ/SGPR). O objetivo é gerar oportunidades de emprego e renda para pessoas de 15 a 29 anos permanecerem no campo. Foram selecionadas 49 propostas, apresentadas por entidades de agricultores familiares ou de extrativistas, pescadores artesanais e povos tradicionais. 

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Espaço contribui para aproveitamento e valorização dos produtos da agricultura familiar e aprimora a formação profissional na área de nutrição

Da necessidade de um lugar para desenvolver pesquisas, atividades acadêmicas, capacitações e processamento de alimentos, nasceu o Complexo de Pesquisa e Processamento de Alimentos do Oeste da Bahia. Instalado na Fazenda Modelo e coordenado pelo Instituto da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Iaiba), da cidade de Barreiras , o empreendimento começou a ganhar forma em 2017, quando recebeu da Fundação Banco do Brasil o investimento social de R$ 245 mil.

O recurso proporcionou uma construção de 230 metros quadrados composta por cozinha experimental, laboratório de pesquisa e refeitório, utilizados por 40 alunos do curso de nutrição da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), por 110 alunos do Programa Jovem Aprendiz Rural, e 60 produtores rurais da região. A instalação, inaugurada em novembro, oferece aos estudantes e à comunidade capacitações, refeições e minicursos de elaboração de receitas com produtos regionais, palestras sobre boas práticas na fabricação e alimentos e reaproveitamento integral dos produtos.

Isabela Barreto, estudante do oitavo semestre de nutrição pela Ufob, apontou que seria complicado realizar todas as aulas práticas exigidas pelo curso sem as instalações do empreendimento. “Aqui fiz aulas de tecnologia de alimentos e técnica dietética e agora estou tendo a oportunidade de desenvolver o meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), uma análise sensorial e físico-química de um pão enriquecido com farinha de soja”.

A futura nutricionista diz ainda que outros três colegas de turma também são beneficiados pela estrutura: Andressa Ketlen que desenvolve um sorvete de biomassa de banana verde, além das análises do produto; Barbara Feitosa faz uma caracterização físico-química sensorial de um cookie à base de farinha de soja, e Wesley Tarso, uma análise da mamoninha-do-mato (Mabea Fistulifera Mart) e seu potencial para substituir a carne tipo hambúrguer. "As análises físico-químicas demonstram a quantidade de macronutrientes disponíveis nos alimentos e a análise sensorial é feita para avaliar a aceitação do produto por parte dos provadores, segundo características de textura, sabor e aparência", explica a jovem.

Natalie Ribeiro, engenheira agrônoma e analista de projetos da Aiba, destaca que o complexo é de extrema importância para a região na formação de profissionais competentes para o mercado de trabalho e no aproveitamento e valorização dos produtos da agricultura familiar. “Essa parceria com a Fundação Banco do Brasil está proporcionando melhorias para muita gente. Sem esse espaço, os jovens aprendizes precisariam se deslocar para longe para realizar as aulas práticas. Além disso, é aqui que o supervisor agrícola ensina receitas saborosas e nutritivas, e como aproveitar alimentos bons que iriam para o lixo em compotas e frutas desidratadas”, disse.

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Com cozinha industrial e cisterna os moradores terão condições de trabalhar a produção de polpas de frutas, remédios caseiros e realizar pequenas plantações

Na região conhecida como Quilombo Poços do Lunga, localizada na zona rural da cidade de Taquarana (AL), os descendentes de escravos sofrem com a falta de serviços básicos e de oportunidades de trabalho.

E para abolir o abandono ao qual essa população foi submetida, foi criada, em 2011, a Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos Passagem, com a finalidade de fortalecer o desenvolvimento sustentável e a preservação ambiental nas comunidades do sertão alagoano.

A agricultura familiar de subsistência é a principal atividade econômica da região, acompanhada por eventuais produções artesanais e de gêneros alimentícios, sendo que a maioria das famílias ainda precisa contar com o programa Bolsa Família para sobreviver.

Mesmo estando a cinco quilômetros do Rio Lunga, o acesso à água doce ainda é uma questão complicada. A prolongada seca que afeta a região desde 2012 tem provocado dificuldades de subsistência e intensificado o quadro de vulnerabilidade social. No segundo semestre de 2017, a associação apresentou o projeto “Quilombo, Inclusão e Transformação” à Fundação Banco do Brasil e foi contemplada com o investimento social de R$ 249 mil. O recurso foi usado na implantação de uma cozinha industrial e na construção de uma cisterna de placas de 52 mil litros. O projeto atende 65 famílias residentes no quilombo, contribuindo para promoção da segurança alimentar e geração de trabalho e renda.

Antônia do Espírito Santo é nascida e criada no povoado e hoje ocupa o cargo de coordenadora da associação. Ela explica que nesse período o rio já se encontra totalmente seco, o que faz com que as famílias recorram às cisternas para obterem água potável. “Nossa intenção no primeiro momento era abrir poços artesianos, mas aqui, qualquer tanto que cavar a terra, a água que brota é muito salgada, não serve para nada”.

E para garantir a geração de trabalho e renda, a cozinha industrial, que já está pronta, será usada na produção de polpas de frutas e na fabricação de remédios caseiros derivados de plantas medicinais, como angico, barbatimão, aroeira e caju vermelho. “Vamos trabalhar com as frutas da região, a exemplo do umbu, que no período de safra costuma dar em abundância. Além de outros frutos que já iniciamos o plantio". Os associados também já iniciaram o cultivo de verduras, legumes e folhagens para ajudar na alimentação das famílias. Todas atividades são acompanhadas de conversas para motivar os participantes. “As pessoas aqui são muito desconfiadas, muitas não acreditavam que o projeto iria acontecer, porque nunca tiveram uma renda, mas a gente está sempre trabalhando a questão do pensamento positivo e a autoestima, principalmente com as mulheres e os mais jovens”, declarou Antônia.

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Entidades podem entrar com recurso até 7 de novembro, cinco dias úteis após a publicação no DOU

A Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgam o resultado da Etapa II das duas seleções públicas em andamento do Programa Ecoforte Redes. No Edital número 2017/030 – voltado a novas propostas de redes de agroecologia ou à consolidação das já atendidas pelo certame de 2014 – foram habilitadas 13 entidades.
Acesse aqui o resultado preliminar da etapa II do Edital.

Já no Regulamento número 2017/031, uma chamada direta para melhoria de organizações de agroecologia já conveniadas pelo edital de 2014, foram habilitadas cinco entidades.
Acesse aqui o resultado preliminar da etapa II do Regulamento.

As redes inscritas têm até o dia 7 de novembro para entrar com recursos – data em que completa cinco dias úteis após a publicação no DOU, em 30 de outubro, conforme o edital. Após a análise dos recursos, será divulgado o resultado final dos processos seletivos.
Confira mais informações sobre o edital em fbb.org.br/ecoforte2017.

Programa Ecoforte
Criado em 2013, o Ecoforte possibilitou a integração das organizações participantes, com ampliação da participação de agricultores familiares no processo de transição agroecológica, inserção produtiva de jovens e mulheres, melhoria da capacidade de produção, articulação e realização de negócios solidários nas próprias redes.

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Projeto gera renda para agricultores familiares que beneficiam de farinha de mandioca e vão iniciar produção de polpas de fruta

Na margem esquerda do rio Tapajós, bem no meio da floresta amazônica, uma comunidade tradicional usa bicicletas para coletar frutas, energia solar para beneficiar a farinha de mandioca na agroindústria e triciclo para transportar os produtos até os barcos que vão a Santarém (PA).

Essas alternativas sustentáveis de energia e transporte foram encontradas pelos moradores de Surucuá para ampliar a produção de derivados das frutas e de mandioca e a comercialização dos produtos, diante das condições naturais da região. Os moradores das Reservas Extrativistas Tapajós e Arapiuns têm o rio Tapajós como única porta de entrada. Saindo de Santarém, são, em média, seis horas de viagem de barco até lá.

Em convênio firmado com a Fundação Banco do Brasil (FBB), a Associação Comunitária de Moradores Produtores Agroextrativistas de Surucuá (Amprosurt) vai envolver 40 famílias que vivem na reserva. O objetivo é gerar oportunidade de renda para os participantes, principalmente mulheres e jovens. A gestora do projeto, Mayá Schwade, afirma que com o beneficiamento “melhora a apresentação dos produtos, através do uso dos equipamentos, e agrega valor à produção, possibilitando um melhor preço de venda”.

A farinha de mandioca é o primeiro produto que vem sendo beneficiado. Após capacitação, as famílias passaram a seguir padrões de higiene e qualidade na produção e com o ensacamento na agroindústria puderam aumentar o valor de venda de R$ 2 para R$ 3,50 o quilo. Atualmente, 14 famílias produzem cerca de 100 quilos por semana.

“A gente agora consegue vender melhor o produto da gente. Antes trabalhava mais e era menos renda”, afirma Cristiane Almeida, que também trabalha com o marido na produção. Em breve, a comunidade receberá mais equipamentos para beneficiar outros frutos, como maracujá, manga, murici, goiaba, acerola, caju, açaí, coco e cupuaçu.

Outra associada, Eloisa Sousa de Castro, também produz com o marido. Ela explica que o grupo de participantes vai comprar frutas e farinha de mandioca com outras famílias da comunidade, sendo esta uma forma de garantir a matéria-prima para produção e de gerar renda para mais gente. “O nosso projeto é principalmente para fortalecer a renda da comunidade. Os que não estão envolvidos na agroindústria vão fazer um preço mais baixo e em troca terão um preço melhor nos produtos beneficiados”.

As moradoras afirmam que a união para realizar o trabalho trouxe mais confiança e motivação para todos. “Tenho certeza de que todas as mulheres que estão no grupo estão mais confiantes”, disse Eloisa. “Estamos muito empenhadas e unidas e assim a coisa anda”, declarou a participante Maria Assunção Araújo.

Parceria para o desenvolvimento
O projeto na comunidade de Surucuá é um dos 23 habilitados no edital do Ecoforte Extrativismo, realizado em 2017. O edital apoia empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta. O investimento social é de R$ 8 milhões, da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com recursos da Parceria Fundo Amazônia, o Ecoforte Extrativismo contribui para o cumprimento do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável: “Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável”.

 

Publicado em Série ODS
Terça, 25 Setembro 2018 10:10

Cadê a farinha? Farinha pra fazer pirão

Fábricas móveis em Goiás vão melhorar condições de trabalho de agricultores familiares e aumentar a capacidade de beneficiamento da mandioca

Um dos ingredientes mais populares na mesa dos brasileiros, a farinha de mandioca está presente no mercado de qualquer região do País. Com grãos finos ou grossos, brancos ou amarelos, a iguaria já foi homenageada com músicas e rimas por diversos artistas. Martinho da Vila, por exemplo, cantou “Menina cadê a farinha? Farinha pra fazer pirão, pirão pra comer com peixe pescado no ribeirão”. Em 2001, Djavan dedicou uma canção inteirinha a ela: “a farinha é feita de uma planta da família das euforbiáceas de nome manihot utilissima que um tio meu apelidou de macaxeira”. O rei do baião - Luiz Gonzaga - também não deixou a farinha passar despercebida e declarou seu amor nos versos da música Fogo Pagou: "teve pena da rolinha que o menino matou, mas depois que torrou a bichinha, comeu com farinha...gostou”.

Para agricultores familiares dos municípios goianos de Planaltina e Vila Boa, vai além da música: é garantia de aumento na renda e melhoria das condições de vida. Por meio de um projeto inovador do Instituto Sócio Econômico de Desenvolvimento Social - Instituto Transformar, eles receberam duas casas de farinha móveis, no início deste mês. São trailers equipados com forno, descascador, ralador, prensa, e com capacidade para beneficiar 600 kg por dia de farinha. As unidades fazem parte da primeira fase do projeto “Organização Agroecológica do Processo Produtivo Mandiocultura no Nordeste Goiano”, que recebeu da Fundação Banco do Brasil investimento social de R$ 211 mil.

A iniciativa tem como objetivo melhorar a produtividade e solucionar os problemas de cultivo de mandioca no cerrado e prevê também a entrega de equipamentos, de insumos agrícolas e assessoria técnica. Nessa primeira fase serão atendidas 200 famílias. “É um projeto construído por várias mãos para melhorar a vida do produtor rural. As casas vão circular pelas propriedades para atender as demandas das famílias e tornar o trabalho mais rápido e menos árduo. Somos gratos à Fundação BB por mais uma vez acreditar nos nossos projetos”, declarou Jesiel Campos, coordenador do projeto.

A primeira unidade foi entregue na chácara do casal Vicente Maia Sobrinho e Maria do Socorro Marques Maia, em Planaltina - GO. “Antes, plantávamos a mandioca para vender. Depois, nós e os vizinhos passamos a juntar a mandioca para fazer farinha numa casa de beneficiamento muito rústica na propriedade do senhor Pedro, nosso vizinho. Mas o processo era muito trabalhoso e demorado. Só temos a agradecer à Fundação Banco do Brasil pela confiança”, disse dona Socorro.

A segunda unidade foi entregue na Associação dos Pequenos Produtores de Vila Boa – GO. Na década de 1990, os agricultores familiares de Vila Boa foram os maiores produtores e processadores de farinha de mandioca do nordeste goiano, mesmo utilizando o método artesanal (forno de barro e prensa de madeira). Já os trabalhadores de Planaltina, só começaram a produzir farinha a partir de ano 2000. O produto tem boa aceitação pelo consumidor porque mantém a goma, o que facilita o preparo do pirão.

Participação das mulheres

As mulheres estão presentes em todo processo da cadeia produtiva da mandioca – plantio, colheita, beneficiamento e na elaboração de pratos. A aposentada Juraci Dias de Oliveira, de 72 anos, faz parte dessa tradição - o antigo forno de barro que era usado no beneficiamento da farinha fica na propriedade dela e do marido, Pedro da Cruz. Cozinheira de profissão, Juraci já mostrou seus dotes culinários em restaurantes famosos de Brasília e até em Nova Iorque. “Tudo em minhas mãos vira comida boa e gostosa, e com a farinha não é diferente, faço farofa e pirão como ninguém”, conta com orgulho.

 

 

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