Portal Interna   TS Programa Bem Maior

Iniciativa mineira capacita comunidade de jovens empreendedores

Atitude, telas, tintas e muita criatividade. Esta é a base do Programa Bem Maior, uma tecnologia social que proporciona capacitação empreendedora e geração de renda a jovens em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa extensionista é realizada pela Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e tem como foco o reconhecimento e valorização do indivíduo, procurando fortalecer o conjunto de experiências que constituem o seu patrimônio, tanto com o trabalho em equipe quanto em relação aos participantes. Sua principal premissa é levar em consideração os saberes do outro, sua capacidade produtiva e seu repertório sociocultural.

Por meio de método e ferramentas de design participativo, o projeto é cocriado com as jovens lideranças locais desde o seu início, tendo como norte a economia da cultura. “Desta forma, eles se apropriam do projeto, se sentem valorizados, ouvidos em seus anseios e  adquirem autonomia criativa, uma vez que usam a cultura como subsídio para criar os produtos”, explica Maria Flávia Vanucci, idealizadora e coordenadora do projeto.

Em seções de cocriação são trabalhados conceitos, direcionamentos, sonhos e desejos do grupo, além da valorização do território e da cultura local. Nessas reuniões são definidas também as principais regras do projeto (quem pode participar, como será a divulgação no bairro, contratos de convivência e que tipo de produto querem desenvolver, por exemplo). A partir disso, a equipe reformula o projeto e dá início ao processo de divulgação na localidade para formar o grupo produtivo e trabalhar a capacitação técnica e empreendedora. Para apoio no campo financeiro, foram realizados workshops para trabalhar o tema da precificação, controle de estoque e gestão de negócios.

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Mão na massa

Para o projeto piloto, os participantes optaram por desenvolver uma coleção de camisetas em silk (estampa manual) e acessórios de madeira oriunda de shape de skate, tendo como inspiração a arte urbana, especialmente o grafite e o hip-hop, referências fortes para o grupo. Então, os jovens construíram os equipamentos necessários, tais como mesa de luz e de impressão, telas de gravação, quarto escuro, entre outros. Tiveram workshops de capacitação sobre  história da arte, cores, acabamento e valorização do território, para que pudessem desenvolver as artes da coleção de camisetas que teve como tema "Minha Quebrada", que falava do orgulho da origem deles e dos aspectos culturais.  

Reconhecimento

Certificado no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2019, até o momento o projeto piloto impactou diretamente 30 jovens. “É muito gratificante ter reconhecimento do valor do projeto por meio de uma certificação de uma instituição tão importante como a Fundação Banco do Brasil. Acaba sendo uma vitrine e também fonte de inspiração para outras ações”, celebra a professora.

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Quinta, 19 Setembro 2019 12:17

Educação financeira para realizar sonhos

Portal Interno    Educacao   Fotos: Sistema Pedagógico Semear 

Moradores de Brumadinho (MG) aprendem sobre a importância da gestão de recursos financeiros


Orientar os moradores em relação à administração de seus gastos e gestão de recursos por meio da educação financeira é uma das atividades oferecidas pela Fundação Banco do Brasil e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae MG), entidades que fazem parte da Aliança por Brumadinho, ação coordenada pelo Ministério da Cidadania.

Com um pacote de medidas, a Aliança visa a reconstrução do município, a recuperação da atividade econômica e o resgate da autoestima da comunidade, com ações nas áreas de desenvolvimento social, educação, saúde, cultura, esporte, infraestrutura, meio ambiente e segurança.

Nos dias 11 e 12 deste mês, cerca de 70 pessoas participaram de capacitações em educação financeira, onde foram sensibilizadas sobre como receber, investir e fazer uma reserva financeira para realizar os sonhos e alcançar os projetos de vida. As turmas foram compostas por adolescentes com idades entre 14 e 17 anos, moradores da comunidade, estudantes da Escola Semear e frequentadores da Estação Vale do Conhecimento - espaço direcionado aos alunos da rede municipal de ensino, além de jovens empreendedoras e mães.

As oficinas foram ministradas pelas assessoras da Fundação BB, Maria Eduarda Serra e Aline Oliveira, baseadas na cartilha de Educação Financeira da Fundação BB, inspirada no projeto “Não sou Gabriela”, uma iniciativa desenvolvida para mulheres em situação de vulnerabilidade social e responsáveis pelo sustento da família.

Em agosto, cerca de 70 servidores municipais de Brumadinho foram capacitados como multiplicadores para promover a disseminação da educação financeira na região. Guilherme Morais, diretor de Juventude da Prefeitura de Brumadinho fez parte da primeira turma de multiplicadores. “As capacitações são de grande importância para o nosso município. Os moradores precisam de orientações de como usar os recursos que recebem mensalmente da mineradora Vale. Com a educação financeira, queremos alcançar a todos, principalmente os mais jovens”, disse.

O curso Educação Financeira é dividido em três módulos: Eu,consumidor, A mudança e Eu, poupador, onde os participantes são conscientizados sobre a importância do planejamento familiar, tornando-os responsáveis pelas decisões que envolvam seu dinheiro, além de adoção de atitudes que garantam o bem-estar financeiro.

“Durante os encontros notamos que as pessoas precisam de orientações à respeito do gerenciamento das finanças. Também percebemos claramente os sonhos e desejos de cada um. Enquanto as pessoas com mais idade sonham com a casa própria, os mais jovens almejam independência financeira e realização profissional”, destacou Maria Eduarda. No momento em que a população do município recebe verbas de indenizações e auxílios diversos, a educação financeira pode contribuir para a realização desses sonhos, complementa a assessora.

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Quinta, 10 Janeiro 2019 11:48

De olho na geração nem-nem

Oficinas educativas incentivam a inclusão de jovens no mercado de trabalho em Santa Catarina

Você já ouviu a expressão geração "nem-nem"? É um termo usado para designar uma geração de jovens que nem trabalham e nem estudam. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este grupo corresponde a cerca de 23% do total de jovens no país, ou seja, dos 48,5 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos, aproximadamente 11 milhões não trabalham e não estudam.

Atenta a esses números, a organização Verde Vida, de Chapecó identificou que a falta de infraestrutura e de políticas públicas impacta diretamente na vida destes jovens, gerando um desinteresse pelo mundo do trabalho e do estudo. Criada em 1994, a instituição percebeu que os bairros onde havia carência de escolas, hospitais e espaços de lazer, além da exposição de jovens à violência e ao pouco vinculo afetivo familiar, gerava um percentual enorme de evasão escolar e, consequentemente, menor oportunidade no mercado de trabalho.

Diante deste cenário, a ideia foi criar oficinas socioeducativas para atender jovens em situação de vulnerabilidade social nos bairros São Pedro e Bom Pastor e colaborar com a comunidade e com o poder público para reverter os índices de jovens "nem-nem". Odair Balen, coordenador da área de educação da Verde Vida, afirma que após a implementação do projeto a autoestima e o engajamento dos jovens melhoraram. “Oferecemos curso de informática, rotinas administrativas e depois eles são encaminhados para o mercado de trabalho, o que gera um orgulho para os jovens e os pais”, avalia Odair.

Parceria com a Fundação BB

O apoio firmado com a Fundação Banco do Brasil, por meio do edital Voluntariado BB, veio em 2018 para fortalecer ainda mais este trabalho que já é desenvolvido há quase 25 anos . O gerente geral da agência de Chapecó, Luciano Tumelero, foi o responsável por conduzir o projeto até a aprovação. “Eu fui pessoalmente. Vi que há muitos jovens em situação de vulnerabilidade social e acompanhei a conclusão do projeto, já que a Verde Vida é uma entidade muito séria e reconhecida pela sociedade de Chapecó pelas ações que faz na área de educação”, ­afirma.

A parceria intitulada Verde Vida Programa Oficina Educativa vai atender 60 jovens em situação de vulnerabilidade social com capacitação para o mercado de trabalho e depois eles serão encaminhados para as empresas locais que são parceiras da instituição. O aporte de 90 mil reais será investido para pagar os professores e também para a aquisição de computadores, notebook, impressora, projetor, bem como itens de mobília, divisórias e climatizador.

O jovem Eduardo das Neves, 16 anos, é um dos alunos da Verde Vida que reconhecem a importância da educação para motivação pessoal. “O Verde Vida é um lugar onde aprendo muitas coisas, uma delas é sobre a educação, Aprendi também que tudo na vida não é muito fácil, que a gente tem que correr atrás do que queremos, às vezes exige muito esforço para conseguir alcançar o que a gente quer, mas se eu me dedicar e aproveitar as oportunidades, eu consigo”, diz Eduardo.

Já Patrícia Federle era uma adolescente muito tímida e que tinha dificuldade de falar em público, o que poderia prejudica-la em uma entrevista de emprego “consegui perder um pouco da minha timidez para falar em público. Consegui ser espontânea com as pessoas. O Verde Vida foi uma base de conhecimento para mim, uma base para minha vida profissional. Assim como eu, os adolescentes que participam do programa, devem aproveitar ao máximo as oportunidades, o programa e as atividades oferecidas” , conclui Patricia.

As oficinas oferecidas pela Verde Vida em parceria com a Fundação BB atenderam 40 adolescentes e a instituição espera atender mais 60 jovens no ano de 2019. “Esperamos assim contribuir para a redução de jovens que nem trabalham e nem estudam”, avalia o coordenador Odair Balen.

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Investimento da Fundação BB e BNDES beneficia mais de 100 famílias que vivem em assentamento

A falta de água na região de Canindé, mais especificamente na comunidade do Logradouro II, no Ceará, não será mais percalço enfrentado há anos por mais de 100 famílias que vivem no local. Com o investimento de R$ 136 mil da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Associação dos Assentados do Imóvel Logradouro II tem o desafio de capacitar jovens rurais e assegurar a produção agropecuária e a criação de pequenos animais, com medidas que garantam recursos hídricos e suporte para o manejo na criação de ovinos e caprinos.

Criada em 1990, a entidade tem como objetivo, preparar os jovens rurais do assentamento, tornando-os multiplicadores de técnicas agrosilvopastoril, com ênfase em tecnologias sociais, plantação e manejo de plantas forrageiras para a formação de reserva estratégica alimentar. Além disso, o trabalho foca o manejo em bases agroecológicas no bioma da caatinga do semiárido, qualificando o plantel de animais existentes para inserção na cadeia produtiva de caprinos.

Mais de 20 jovens receberam capacitação teórica sobre as novas técnicas de agrosilvopastoril (um sistema para integrar lavouras com espécies florestais e outras pastagens para animais) e sobre a convivência no semiárido, além de receberem informações de acesso ao mercado. Todos plantam mudas e participam do processo de cultivo das sementes forrageiras (que servem como alimento de animais no pasto ou podem ser guardadas para uso posterior) e leguminosas, que são suporte como alimento nutritivo para rebanhos de caprinos e ovinos.

Conforme o presidente da associação, Domingos Sávio, há muitos anos a comunidade sofria com a falta de água e de estrutura. “Estou no assentamento há muito tempo. Esse projeto é extremamente importante para toda a comunidade. Nós não tínhamos água, não tínhamos máquina para fazer picadeira de pau. Hoje temos vários tambores, cercado e recuperamos tudo. Temos um poço e estamos felizes com todas as conquistas”, afirma o agricultor.

A associação teve origem com a ocupação e seguinte desapropriação da Fazenda Tiracanga Logradouros, em 1989, pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Brasil (MST).

Edital Juventude Rural

Desenvolvido em parceria com a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Secretaria nacional de Juventude (SNJ/SGPR), o edital Juventude Rural surgiu a partir de uma ação emergencial para que a juventude rural tivesse ampliação de direitos, estruturados pelo Programa de Fortalecimento da Autonomia Econômica e Social (Pajur).

O edital tem como objeto o apoio a projetos voltados à estruturação de empreendimentos econômicos coletivos, visando ao fortalecimento da autonomia econômica e social da juventude rural de base familiar.

O total de recursos financeiros previsto para o apoio a projetos selecionados no edital foi de R$ R$ 7,6 milhões, investidos pela Fundação Banco do Brasil e Fundo Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Foram recebidas 569 propostas no edital, sendo 51 projetos selecionados.

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O maestro e pianista se reúne com regentes e coordenadores culturais do estado, no dia 1º, em João Pessoa, para divulgar o projeto e integrar novas orquestras e bandas à iniciativa

Idealizado pelo maestro João Carlos Martins e desenvolvido em parceria com a Fundação Banco do Brasil, SESI/SP e FIESP, o Orquestrando o Brasil já agrega 150 grupos musicais, reunindo aproximadamente 5 mil músicos. Desta quarta (28) a dia 1º, o Orquestrando vai passar por João Pessoa (PB), onde o músico se reunirá com regentes e visitará iniciativas de inclusão social e educação musical para explicar como funciona o projeto e conhecer um pouco do trabalho realizado na região.

De 28 a 30 de novembro, João Carlos Martins vai conhecer projetos sociais em áreas de vulnerabilidade social de João Pessoa e Santa Rita. Os projetos são: CEFEC-PB, em Marcos Moura, Santa Rita, que atende cerca de 600 crianças e jovens de baixa renda; a unidade do PRIMA, também em Marcos Moura, projeto do Governo do Estado da Paraíba que tem apoio da Fundação BB e atende mais de mil crianças e jovens, em 15 polos espalhados pelo estado; dois polos do projeto Ação Social pela Música, apoiado pela Prefeitura de João Pessoa, em Mangabeira e Alto do Mateus; o projeto Uma Nota Musical que Salva, que desde 2011 atua em Mandacaru, na terceira comunidade mais violenta de toda região nordeste do Brasil; além da Banda Marcial Padre Nicola Mazza e o Projeto Ciranda, em Alto do Mateus.

O Orquestrando é um projeto de mobilização social através da música, melhorando a interlocução dos regentes e coordenadores com os poderes públicos e a sociedade, apresentando novas oportunidades de atuação e unindo os músicos em prol de uma causa única. O projeto nacional é uma expansão do Orquestrando São Paulo, criado pelo maestro João Carlos Martins em 2017. Nesta expansão, o público é formado por músicos, amadores e voluntários e terá um investimento social de mais R$ 1,6 milhão. São priorizados os atendimentos a grupos musicais de municípios de baixo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e que utilizam a música como ferramenta de transformação social e promoção da cultura local, nas comunidades em vulnerabilidade social.

Por meio de uma plataforma digital, a iniciativa visa disseminar conteúdos, oferecer capacitação para regentes e músicos, além de ser uma ferramenta para a troca de conhecimento, construindo uma relação permanente e online de suporte e informação. A plataforma dá apoio para que, a partir dos recursos humanos e físicos de cada comunidade, os envolvidos possam liderar um movimento de expansão ou consolidação da música local. Um canal de comunicação, informação e interação, que tem o objetivo de unir os profissionais da área no país.

Um dos objetivos do projeto é a valorização e reconhecimento do regente em sua própria comunidade e sempre que possível, o maestro João Carlos Martins convida os regentes locais para abrirem os concertos da Filarmônica Bachiana SESI/SP. Nesse último ano foram cerca de 20 regentes convidados e em sua maioria, foi a primeira vez que tiveram a oportunidade de comandarem uma orquestra profissional e de renome internacional.

A importância desse reconhecimento para os maestros em sua região muitas vezes é vital para a sobrevivência do grupo, é uma forma da sociedade perceber a importância da música e do trabalho social que ela proporciona. No dia 1º o maestro vai se reunir com regentes para mobilizar mais adesões ao projeto.

Informações para a imprensa:
Andréia Vital
(11) 2539-6957

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Portal   Fundo solidário

Inciativa foi certificada no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017

Fundo Solidário Jovens que Empreendem é uma tecnologia social, criada em 2014 na cidade de Teresina, que visa o empoderamento econômico e social de jovens de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social, por meio do acesso a recursos financeiros que facilitam iniciar um empreendimento individual ou coletivo. A iniciativa recebeu certificado de tecnologia social em 2017 da Fundação Banco do Brasil (FBB).

O recurso é ofertado em forma de empréstimo aos alunos participantes do projeto Juventude Empreendedora - Escola de Culinária Pimenta do Reino, da Cáritas Arquidiocesana de Teresina, que atende cerca de 80 jovens por ano com os cursos de qualificação profissional.

O investimento é de até R$ 2 mil, e para ter acesso o aluno precisa apresentar um projeto, com um pequeno plano de negócio, especificando em que vai empregar o dinheiro e de que forma irá devolvê-lo. Esse projeto é avaliado pela comissão e só depois o valor é liberado. Com o incentivo do Fundo Solidário, já foram criados dezesseis empreendimentos nesse modelo.

O incentivo ajudou Cleber Mecone da Silva, de 33 anos, a montar o seu negócio: venda de bolos para festas por encomenda e algodão doce. Em 2016, recém-chegado à capital piauiense, ele viu na oportunidade de fazer o curso de culinária - alimentação para festa - a fórmula certa para ter uma renda e sobreviver na cidade que havia escolhido para morar. O curso incluiu também os módulos de confeitaria, panificação, doces e tortas, além de organização de festas, práticas de higiene e empreendedorismo. Com os R$ 700 que pegou emprestado, Cleber comprou um forno e uma pia para a cozinha. “O curso me deu suporte e me abriu os olhos para perceber o negócio que precisava”.

Ana Lísia Lopes, de 40 anos, não recorreu ao recurso oferecido pela tecnologia social, mas aproveitou tudo que aprendeu no curso de culinária que fez em 2014. Em depressão e com duas filhas para sustentar, a comerciante explica que nunca pensou em trabalhar no ramo alimentício, mas que hoje não se vê fazendo outra coisa. “Minha mãe sempre fez bolos em casa, mas nunca me interessei em aprender. Um dia passou um carro aqui na minha porta anunciando os cursos da Escola de Culinária, e dizia que tudo era gratuito. Fui lá só por curiosidade, gostei tanto do que percebi que queria aquilo para a minha vida”.  Com a ajuda do pai, Ana montou, em janeiro de 2016, uma pequena padaria na casa da família e onde vende salgados e bolos. 

                                                                                                                                                                                                                                                             Ana Lisia

Trabalho Decente e Crescimento Econômico” é o oitavo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que traz uma preocupação especial com o trabalho para grupos sociais específicos, como as mulheres, pessoas com deficiência e os jovens. Uma de suas metas é promover até 2020, políticas orientadas para o desenvolvimento que apoiem as atividades produtivas, geração de emprego decente, empreendedorismo, criatividade e inovação, e incentivar a formalização e o crescimento das micro, pequenas e médias empresas, inclusive por meio do acesso a serviços financeiros.

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Iniciativa em Arinos, região Noroeste de Minas Gerais, oferece opções para atuar em hortas comunitárias, apicultura, plantio e processamento de baru, produção de fungicidas e repelentes biológicos

Warllei Oliveira tem 26 anos e um futuro promissor à frente. Técnico agrícola, o morador de Arinos (MG) é visto na região como referência na organização e mobilização das famílias para o manejo correto do extrativismo do baru, fruto típico do cerrado.

Entre 2016 e 2017, ele e outros 29 jovens de 15 a 26 anos receberam incentivo do projeto Juventude Rural para atuar em atividades que estimulassem a permanência do jovem no campo, com melhoria da renda, por meio da diversificação de empreendimentos econômicos voltados à agricultura familiar e de base agroecológica. Os participantes são filhos de agricultores familiares dos municípios de Arinos, Uruana de Minas e Riachinho, região do Urucuia Grande Sertão, no Noroeste de Minas, e estudantes do Instituto Federal Norte de Minas (IFNM) Campus Arinos, com vocação para o trabalho rural. O IFNM colaborou na implantação do projeto e no acompanhamento das atividades produtivas, com auxílio de professores nas atividades de formação, pesquisa e extensão.

O projeto é realizado pela Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária (Copabase), em parceria com a Fundação Banco do Brasil, que investiu R$ 200 mil na implantação de cinco hortas comunitárias, uma unidade de processamento de baru e um núcleo de produção de fungicidas e repelentes biológicos. O recurso foi investido também na compra de equipamentos e insumos para uma unidade de produção de mel.

Na oportunidade oferecida pelo projeto, Warllei percebeu uma chance de crescer profissionalmente, assim como melhorar a vida da sua família e daqueles que estavam à sua volta. "Quando a Copabase nos ofereceu a chance de trabalhar no projeto, não tive dúvidas na escolha do baru, porque já tinha uma familiaridade com a cadeia produtiva. Logo em seguida, formei um grupo com seis famílias e me associei à cooperativa”, disse. 

Após ingressar na iniciativa, o jovem mineiro contabilizou conquistas pessoais e coletivas. Ajudou a Copabase a aumentar o número de jovens cooperados de 6 para 30 e, com isso, melhorar os resultados em todas as atividades. Em 2017, a cooperativa coletou e comercializou 94 mil quilos de baru, vendidos para os Estados Unidos. A produção de castanha de baru ficou em 10 toneladas, sendo que 80% foram comercializadas para indústrias de alimentos orgânicos da cidade de São Paulo e os 20% restantes passaram por beneficiamento no galpão da cooperativa e vendidas em eventos, feiras e para consumidores finais.

Warllei conta com orgulho que o projeto lhe abriu um leque de possibilidades, com os cursos e capacitações. Ele conseguiu comprar uma chácara de 2 hectares, distante 3 quilômetros da cidade, onde já plantou 160 pés de baru e outras culturas. “Já colhi maracujá e mandioca na minha propriedade. O próximo passo é construir uma casa para tirar meus pais do aluguel”, concluiu.  

Parceria de sucesso
Com quase dez anos de existência, a Cooperativa da Agricultura Familiar com Base na Economia Solidaria – COPABASE já executou mais de 25 convênios em parceria com a Fundação Banco do Brasil, com o objetivo de melhorar a vida das famílias. A entidade é constituída por cooperados que são, a maioria, agricultores familiares dos municípios da região do Vale do Rio Urucuia: Arinos, Bonfinópolis, Buritis, Chapada Gaúcha, Formoso, Pintópolis, Riachinho, Urucuia e Uruana de Minas. As atividades consistem principalmente em administrar e gerenciar o funcionamento das unidades de processamento de mel e frutas, além de comercialização e organização da produção de polpas de frutas, mel, baru, óleo de pequi, açúcar mascavo, farinha de mandioca e outros produtos da agricultura familiar. 

Juventude Rural
O Juventude Rural surgiu para apoiar projetos de cooperativas e associações que buscam estruturar empreendimentos econômicos de grupos de jovens rurais de 15 a 29 anos. Com a parceira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foram investidos R$ 8 milhões em projetos que estimulem o protagonismo dos jovens do campo, que fortaleçam práticas sustentáveis de cultivo agroecológico e uso da sociobiodiversidade. Ao todo, foram apoiados 48 projetos  em todo país, selecionados via edital.

A divulgação deste assunto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano 2030.

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Fundação BB apoia iniciativa de inclusão socioprodutiva por meio de oficinas para crianças e jovens

O projeto "Divina Providência", criado em parceria com o Centro de Formação da Divina Providência, em Encruzilhada do Sul (RS), que atualmente tem mais de 25 mil habitantes, recebeu investimento social de R$ 170 mil. A entidade atende cerca de 130 crianças e adolescentes de famílias de baixa renda do município distante 170 km de Porto Alegre, com ações socioeducativas, como oficinas de artesanato, ludicidade e culinária, além das aulas de capoeira, judô, informática, música e teatro.

A instituição, criada em 2003, há tempos está com estrutura física desgastada e necessita de reparos e outras obras. Com o apoio recebido da Fundação Banco do Brasil, começou a manutenção do espaço para adequá-lo ás necessidades dos jovens. Também foram adquiridos materiais didáticos, pedagógicos e equipamentos como geladeira e armário.

Elisa Maria, tesoureira da entidade, informou que serão instaladas lixeiras aramadas, destinadas ao recolhimento do lixo seco, nas imediações da instituição que fica na Vila da Fonte.  “Temos um programa de Educação Ambiental no qual incentivamos nossos alunos a recolherem material reciclado, e eles são retribuídos com uma pontuação criada, a da moeda estrela”, disse.  Elisa explicou que esta bonificação proporciona a entrega de material arrecadado junto á comunidade, tal qual material escolar e vestuário.
 
A comunidade vizinha ao Centro de Formação é constituída em sua maioria por trabalhadores rurais que fazem a colheita em grandes plantações, sendo conhecidos como trabalhador rural sazonal.  

Além do apoio da Fundação BB neste projeto a entidade promove ações socioeducativas e de inclusão socioprodutiva com o auxílio de parceiros como Fundação do Bem - grupo Tramontina, prefeitura municipal, secretaria estadual do trabalho e desenvolvimento social, Banrisul além de representantes do meio empresarial do município.

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Projeto no interior de Sergipe pretende criar duas metodologias de ensino para reaplicação em escolas

Santa Luzia do Itanhy, a 86 quilômetros de Aracaju, precisa de ações de geração de renda para os 14 mil habitantes - 36 por cento das famílias vivem abaixo da linha da pobreza extrema, a maior parte na área rural (dados do IBGE e Ministério do Desenvolvimento Social). Desse desafio, surgiu o projeto do Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação (IPTI) para promover a formação técnica de jovens em várias atividades e ao mesmo tempo prepará-los a disseminar os conhecimentos para outros estudantes.

O projeto em parceria com a Fundação Banco do Brasil, chamado Alba - Academia de Linguagens e Belas Artes, com investimento social de R$ 237 mil, vai desenvolver duas metodologias de ensino com a participação de estudantes a partir de 11 anos. Uma delas será desenvolvida por meio da robótica. Os participantes vão desenvolver linguagem de programação e um robô que auxiliará no aprendizado de português e matemática nos primeiros anos do ensino fundamental. A outra metodologia será destinada ao aprendizado de inglês. A ideia é que elas possam ser reaplicadas pelos participantes em escolas, em suas comunidades ou qualquer outra localidade do Brasil.

Além de atuar com educação, o projeto pretende incentivar a ação empreendedora dos jovens para ampliar oportunidades de renda, trabalhando entre eles os conceitos de economia criativa, conjunto de atividades relacionadas à produção e distribuição de bens e serviços que utilizam a criatividade e as habilidades dos indivíduos ou grupos como elemento principal. "Precisamos fomentar a permanência destes talentos nos seus municípios e para isso estimular o empreendedorismo criativo é a nossa estratégia", explica o coordenador geral do projeto, Saulo Barretto.

Por meio de distintos projetos que envolvem formação técnica, o instituto vem incentivando a economia criativa entre pessoas de 11 a 25 anos. Duas empresas já se formaram entre os participantes das atividades – uma de ilustração e outra de artesanato – e uma terceira está em formação na área de software. Há ainda grupos que trabalham com audiovisual e música eletrônica.

O ensino de inglês será um complemento importante, pois vai permitir aos atendidos pelo instituto ampliar as possibilidades de estudo e de negócios com outros países. "Quem estiver no nível de conversação, poderá falar com jovens e empresas do mundo inteiro."

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Instituto oferece atividades de esporte, cultura e lazer para crianças, adolescentes, jovens e mulheres

Em breve, as famílias atendidas pelo Instituto de Desenvolvimento Humano Social Econômico e Cultural Irmã Emiliana, da cidade de Paranaíba (MS), terão um novo espaço para atividades esportivas, culturais e de lazer. A nova conquista faz parte do projeto “Quadra Viva”, que tem a parceria da Fundação Banco do Brasil.

O projeto vai receber R$ 180 mil para a conclusão da quadra esportiva, ampliação do prédio do Instituto – com cozinha, sala de música e informática – e compra de máquinas, equipamentos e instrumentos musicais. O objetivo é desenvolver talentos, potencialidades e oferecer subsídios para o enfrentamento das situações de vulnerabilidade psicossocial.

A entidade atende 170 crianças em três faixas de idade: de 2 a 5 anos, na educação infantil, por meio do Lar Tereza Spinelli; de 9 a 15 anos, no serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, com oficinas de artes, contação de histórias, música, esporte e lazer; e jovens a partir de 18 anos, nos cursos de capacitação, esportes diversos e artes maciais. O projeto oferece ainda cursos de artesanato para mulheres. As ações desenvolvidas tem o acompanhamento de uma equipe técnica composta por assistente social, psicólogo e educadores sociais.

Sônia Maria Barbosa e seu filho Giovani Gabriel Nunes da Silva, de 15 anos, fazem parte do grupo de beneficiados. Ela escolheu o artesanato, enquanto o filho era atendido no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Lá, a dona de casa aprendeu a fazer tapetes de crochê com barbante. “Eu e meu filho somos gratos por tudo que o projeto fez por nós. Quando cheguei não sabia nem pegar numa agulha e hoje já consigo fazer algumas peças. Meu filho também era muito tímido e hoje está bem mais solto, até aprendeu a fazer bolachas e panetones no projeto. A minha torcida é para que o projeto nunca se acabe, porque ele tem ajudado muito as famílias como a minha”, disse.

De acordo com a freira, Irmã Andrea Ferreira, as portas do Instituto estão abertas para todos, e em especial para as crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade social. “O convênio com a Fundação Banco do Brasil por meio do projeto "Quadra Viva" tem um grande significado para nós, pois nos permitirá melhorar os serviços ofertados pela nossa entidade ao município de Paranaíba. A quadra será um espaço de interação com os participantes das nossas obras, ofertando um serviço de maior qualidade e também com novos focos, como a inclusão digital e o projeto de culinária”, declarou a religiosa.

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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