O maestro e pianista se reúne com regentes e coordenadores culturais do estado, no dia 1º, em João Pessoa, para divulgar o projeto e integrar novas orquestras e bandas à iniciativa

Idealizado pelo maestro João Carlos Martins e desenvolvido em parceria com a Fundação Banco do Brasil, SESI/SP e FIESP, o Orquestrando o Brasil já agrega 150 grupos musicais, reunindo aproximadamente 5 mil músicos. Desta quarta (28) a dia 1º, o Orquestrando vai passar por João Pessoa (PB), onde o músico se reunirá com regentes e visitará iniciativas de inclusão social e educação musical para explicar como funciona o projeto e conhecer um pouco do trabalho realizado na região.

De 28 a 30 de novembro, João Carlos Martins vai conhecer projetos sociais em áreas de vulnerabilidade social de João Pessoa e Santa Rita. Os projetos são: CEFEC-PB, em Marcos Moura, Santa Rita, que atende cerca de 600 crianças e jovens de baixa renda; a unidade do PRIMA, também em Marcos Moura, projeto do Governo do Estado da Paraíba que tem apoio da Fundação BB e atende mais de mil crianças e jovens, em 15 polos espalhados pelo estado; dois polos do projeto Ação Social pela Música, apoiado pela Prefeitura de João Pessoa, em Mangabeira e Alto do Mateus; o projeto Uma Nota Musical que Salva, que desde 2011 atua em Mandacaru, na terceira comunidade mais violenta de toda região nordeste do Brasil; além da Banda Marcial Padre Nicola Mazza e o Projeto Ciranda, em Alto do Mateus.

O Orquestrando é um projeto de mobilização social através da música, melhorando a interlocução dos regentes e coordenadores com os poderes públicos e a sociedade, apresentando novas oportunidades de atuação e unindo os músicos em prol de uma causa única. O projeto nacional é uma expansão do Orquestrando São Paulo, criado pelo maestro João Carlos Martins em 2017. Nesta expansão, o público é formado por músicos, amadores e voluntários e terá um investimento social de mais R$ 1,6 milhão. São priorizados os atendimentos a grupos musicais de municípios de baixo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e que utilizam a música como ferramenta de transformação social e promoção da cultura local, nas comunidades em vulnerabilidade social.

Por meio de uma plataforma digital, a iniciativa visa disseminar conteúdos, oferecer capacitação para regentes e músicos, além de ser uma ferramenta para a troca de conhecimento, construindo uma relação permanente e online de suporte e informação. A plataforma dá apoio para que, a partir dos recursos humanos e físicos de cada comunidade, os envolvidos possam liderar um movimento de expansão ou consolidação da música local. Um canal de comunicação, informação e interação, que tem o objetivo de unir os profissionais da área no país.

Um dos objetivos do projeto é a valorização e reconhecimento do regente em sua própria comunidade e sempre que possível, o maestro João Carlos Martins convida os regentes locais para abrirem os concertos da Filarmônica Bachiana SESI/SP. Nesse último ano foram cerca de 20 regentes convidados e em sua maioria, foi a primeira vez que tiveram a oportunidade de comandarem uma orquestra profissional e de renome internacional.

A importância desse reconhecimento para os maestros em sua região muitas vezes é vital para a sobrevivência do grupo, é uma forma da sociedade perceber a importância da música e do trabalho social que ela proporciona. No dia 1º o maestro vai se reunir com regentes para mobilizar mais adesões ao projeto.

Informações para a imprensa:
Andréia Vital
(11) 2539-6957

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Portal   Fundo solidário

Inciativa foi certificada no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017

Fundo Solidário Jovens que Empreendem é uma tecnologia social, criada em 2014 na cidade de Teresina, que visa o empoderamento econômico e social de jovens de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social, por meio do acesso a recursos financeiros que facilitam iniciar um empreendimento individual ou coletivo. A iniciativa recebeu certificado de tecnologia social em 2017 da Fundação Banco do Brasil (FBB).

O recurso é ofertado em forma de empréstimo aos alunos participantes do projeto Juventude Empreendedora - Escola de Culinária Pimenta do Reino, da Cáritas Arquidiocesana de Teresina, que atende cerca de 80 jovens por ano com os cursos de qualificação profissional.

O investimento é de até R$ 2 mil, e para ter acesso o aluno precisa apresentar um projeto, com um pequeno plano de negócio, especificando em que vai empregar o dinheiro e de que forma irá devolvê-lo. Esse projeto é avaliado pela comissão e só depois o valor é liberado. Com o incentivo do Fundo Solidário, já foram criados dezesseis empreendimentos nesse modelo.

O incentivo ajudou Cleber Mecone da Silva, de 33 anos, a montar o seu negócio: venda de bolos para festas por encomenda e algodão doce. Em 2016, recém-chegado à capital piauiense, ele viu na oportunidade de fazer o curso de culinária - alimentação para festa - a fórmula certa para ter uma renda e sobreviver na cidade que havia escolhido para morar. O curso incluiu também os módulos de confeitaria, panificação, doces e tortas, além de organização de festas, práticas de higiene e empreendedorismo. Com os R$ 700 que pegou emprestado, Cleber comprou um forno e uma pia para a cozinha. “O curso me deu suporte e me abriu os olhos para perceber o negócio que precisava”.

Ana Lísia Lopes, de 40 anos, não recorreu ao recurso oferecido pela tecnologia social, mas aproveitou tudo que aprendeu no curso de culinária que fez em 2014. Em depressão e com duas filhas para sustentar, a comerciante explica que nunca pensou em trabalhar no ramo alimentício, mas que hoje não se vê fazendo outra coisa. “Minha mãe sempre fez bolos em casa, mas nunca me interessei em aprender. Um dia passou um carro aqui na minha porta anunciando os cursos da Escola de Culinária, e dizia que tudo era gratuito. Fui lá só por curiosidade, gostei tanto do que percebi que queria aquilo para a minha vida”.  Com a ajuda do pai, Ana montou, em janeiro de 2016, uma pequena padaria na casa da família e onde vende salgados e bolos. 

                                                                                                                                                                                                                                                             Ana Lisia

Trabalho Decente e Crescimento Econômico” é o oitavo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que traz uma preocupação especial com o trabalho para grupos sociais específicos, como as mulheres, pessoas com deficiência e os jovens. Uma de suas metas é promover até 2020, políticas orientadas para o desenvolvimento que apoiem as atividades produtivas, geração de emprego decente, empreendedorismo, criatividade e inovação, e incentivar a formalização e o crescimento das micro, pequenas e médias empresas, inclusive por meio do acesso a serviços financeiros.

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Iniciativa em Arinos, região Noroeste de Minas Gerais, oferece opções para atuar em hortas comunitárias, apicultura, plantio e processamento de baru, produção de fungicidas e repelentes biológicos

Warllei Oliveira tem 26 anos e um futuro promissor à frente. Técnico agrícola, o morador de Arinos (MG) é visto na região como referência na organização e mobilização das famílias para o manejo correto do extrativismo do baru, fruto típico do cerrado.

Entre 2016 e 2017, ele e outros 29 jovens de 15 a 26 anos receberam incentivo do projeto Juventude Rural para atuar em atividades que estimulassem a permanência do jovem no campo, com melhoria da renda, por meio da diversificação de empreendimentos econômicos voltados à agricultura familiar e de base agroecológica. Os participantes são filhos de agricultores familiares dos municípios de Arinos, Uruana de Minas e Riachinho, região do Urucuia Grande Sertão, no Noroeste de Minas, e estudantes do Instituto Federal Norte de Minas (IFNM) Campus Arinos, com vocação para o trabalho rural. O IFNM colaborou na implantação do projeto e no acompanhamento das atividades produtivas, com auxílio de professores nas atividades de formação, pesquisa e extensão.

O projeto é realizado pela Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária (Copabase), em parceria com a Fundação Banco do Brasil, que investiu R$ 200 mil na implantação de cinco hortas comunitárias, uma unidade de processamento de baru e um núcleo de produção de fungicidas e repelentes biológicos. O recurso foi investido também na compra de equipamentos e insumos para uma unidade de produção de mel.

Na oportunidade oferecida pelo projeto, Warllei percebeu uma chance de crescer profissionalmente, assim como melhorar a vida da sua família e daqueles que estavam à sua volta. "Quando a Copabase nos ofereceu a chance de trabalhar no projeto, não tive dúvidas na escolha do baru, porque já tinha uma familiaridade com a cadeia produtiva. Logo em seguida, formei um grupo com seis famílias e me associei à cooperativa”, disse. 

Após ingressar na iniciativa, o jovem mineiro contabilizou conquistas pessoais e coletivas. Ajudou a Copabase a aumentar o número de jovens cooperados de 6 para 30 e, com isso, melhorar os resultados em todas as atividades. Em 2017, a cooperativa coletou e comercializou 94 mil quilos de baru, vendidos para os Estados Unidos. A produção de castanha de baru ficou em 10 toneladas, sendo que 80% foram comercializadas para indústrias de alimentos orgânicos da cidade de São Paulo e os 20% restantes passaram por beneficiamento no galpão da cooperativa e vendidas em eventos, feiras e para consumidores finais.

Warllei conta com orgulho que o projeto lhe abriu um leque de possibilidades, com os cursos e capacitações. Ele conseguiu comprar uma chácara de 2 hectares, distante 3 quilômetros da cidade, onde já plantou 160 pés de baru e outras culturas. “Já colhi maracujá e mandioca na minha propriedade. O próximo passo é construir uma casa para tirar meus pais do aluguel”, concluiu.  

Parceria de sucesso
Com quase dez anos de existência, a Cooperativa da Agricultura Familiar com Base na Economia Solidaria – COPABASE já executou mais de 25 convênios em parceria com a Fundação Banco do Brasil, com o objetivo de melhorar a vida das famílias. A entidade é constituída por cooperados que são, a maioria, agricultores familiares dos municípios da região do Vale do Rio Urucuia: Arinos, Bonfinópolis, Buritis, Chapada Gaúcha, Formoso, Pintópolis, Riachinho, Urucuia e Uruana de Minas. As atividades consistem principalmente em administrar e gerenciar o funcionamento das unidades de processamento de mel e frutas, além de comercialização e organização da produção de polpas de frutas, mel, baru, óleo de pequi, açúcar mascavo, farinha de mandioca e outros produtos da agricultura familiar. 

Juventude Rural
O Juventude Rural surgiu para apoiar projetos de cooperativas e associações que buscam estruturar empreendimentos econômicos de grupos de jovens rurais de 15 a 29 anos. Com a parceira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foram investidos R$ 8 milhões em projetos que estimulem o protagonismo dos jovens do campo, que fortaleçam práticas sustentáveis de cultivo agroecológico e uso da sociobiodiversidade. Ao todo, foram apoiados 48 projetos  em todo país, selecionados via edital.

A divulgação deste assunto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano 2030.

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Fundação BB apoia iniciativa de inclusão socioprodutiva por meio de oficinas para crianças e jovens

O projeto "Divina Providência", criado em parceria com o Centro de Formação da Divina Providência, em Encruzilhada do Sul (RS), que atualmente tem mais de 25 mil habitantes, recebeu investimento social de R$ 170 mil. A entidade atende cerca de 130 crianças e adolescentes de famílias de baixa renda do município distante 170 km de Porto Alegre, com ações socioeducativas, como oficinas de artesanato, ludicidade e culinária, além das aulas de capoeira, judô, informática, música e teatro.

A instituição, criada em 2003, há tempos está com estrutura física desgastada e necessita de reparos e outras obras. Com o apoio recebido da Fundação Banco do Brasil, começou a manutenção do espaço para adequá-lo ás necessidades dos jovens. Também foram adquiridos materiais didáticos, pedagógicos e equipamentos como geladeira e armário.

Elisa Maria, tesoureira da entidade, informou que serão instaladas lixeiras aramadas, destinadas ao recolhimento do lixo seco, nas imediações da instituição que fica na Vila da Fonte.  “Temos um programa de Educação Ambiental no qual incentivamos nossos alunos a recolherem material reciclado, e eles são retribuídos com uma pontuação criada, a da moeda estrela”, disse.  Elisa explicou que esta bonificação proporciona a entrega de material arrecadado junto á comunidade, tal qual material escolar e vestuário.
 
A comunidade vizinha ao Centro de Formação é constituída em sua maioria por trabalhadores rurais que fazem a colheita em grandes plantações, sendo conhecidos como trabalhador rural sazonal.  

Além do apoio da Fundação BB neste projeto a entidade promove ações socioeducativas e de inclusão socioprodutiva com o auxílio de parceiros como Fundação do Bem - grupo Tramontina, prefeitura municipal, secretaria estadual do trabalho e desenvolvimento social, Banrisul além de representantes do meio empresarial do município.

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Projeto no interior de Sergipe pretende criar duas metodologias de ensino para reaplicação em escolas

Santa Luzia do Itanhy, a 86 quilômetros de Aracaju, precisa de ações de geração de renda para os 14 mil habitantes - 36 por cento das famílias vivem abaixo da linha da pobreza extrema, a maior parte na área rural (dados do IBGE e Ministério do Desenvolvimento Social). Desse desafio, surgiu o projeto do Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação (IPTI) para promover a formação técnica de jovens em várias atividades e ao mesmo tempo prepará-los a disseminar os conhecimentos para outros estudantes.

O projeto em parceria com a Fundação Banco do Brasil, chamado Alba - Academia de Linguagens e Belas Artes, com investimento social de R$ 237 mil, vai desenvolver duas metodologias de ensino com a participação de estudantes a partir de 11 anos. Uma delas será desenvolvida por meio da robótica. Os participantes vão desenvolver linguagem de programação e um robô que auxiliará no aprendizado de português e matemática nos primeiros anos do ensino fundamental. A outra metodologia será destinada ao aprendizado de inglês. A ideia é que elas possam ser reaplicadas pelos participantes em escolas, em suas comunidades ou qualquer outra localidade do Brasil.

Além de atuar com educação, o projeto pretende incentivar a ação empreendedora dos jovens para ampliar oportunidades de renda, trabalhando entre eles os conceitos de economia criativa, conjunto de atividades relacionadas à produção e distribuição de bens e serviços que utilizam a criatividade e as habilidades dos indivíduos ou grupos como elemento principal. "Precisamos fomentar a permanência destes talentos nos seus municípios e para isso estimular o empreendedorismo criativo é a nossa estratégia", explica o coordenador geral do projeto, Saulo Barretto.

Por meio de distintos projetos que envolvem formação técnica, o instituto vem incentivando a economia criativa entre pessoas de 11 a 25 anos. Duas empresas já se formaram entre os participantes das atividades – uma de ilustração e outra de artesanato – e uma terceira está em formação na área de software. Há ainda grupos que trabalham com audiovisual e música eletrônica.

O ensino de inglês será um complemento importante, pois vai permitir aos atendidos pelo instituto ampliar as possibilidades de estudo e de negócios com outros países. "Quem estiver no nível de conversação, poderá falar com jovens e empresas do mundo inteiro."

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Instituto oferece atividades de esporte, cultura e lazer para crianças, adolescentes, jovens e mulheres

Em breve, as famílias atendidas pelo Instituto de Desenvolvimento Humano Social Econômico e Cultural Irmã Emiliana, da cidade de Paranaíba (MS), terão um novo espaço para atividades esportivas, culturais e de lazer. A nova conquista faz parte do projeto “Quadra Viva”, que tem a parceria da Fundação Banco do Brasil.

O projeto vai receber R$ 180 mil para a conclusão da quadra esportiva, ampliação do prédio do Instituto – com cozinha, sala de música e informática – e compra de máquinas, equipamentos e instrumentos musicais. O objetivo é desenvolver talentos, potencialidades e oferecer subsídios para o enfrentamento das situações de vulnerabilidade psicossocial.

A entidade atende 170 crianças em três faixas de idade: de 2 a 5 anos, na educação infantil, por meio do Lar Tereza Spinelli; de 9 a 15 anos, no serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, com oficinas de artes, contação de histórias, música, esporte e lazer; e jovens a partir de 18 anos, nos cursos de capacitação, esportes diversos e artes maciais. O projeto oferece ainda cursos de artesanato para mulheres. As ações desenvolvidas tem o acompanhamento de uma equipe técnica composta por assistente social, psicólogo e educadores sociais.

Sônia Maria Barbosa e seu filho Giovani Gabriel Nunes da Silva, de 15 anos, fazem parte do grupo de beneficiados. Ela escolheu o artesanato, enquanto o filho era atendido no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Lá, a dona de casa aprendeu a fazer tapetes de crochê com barbante. “Eu e meu filho somos gratos por tudo que o projeto fez por nós. Quando cheguei não sabia nem pegar numa agulha e hoje já consigo fazer algumas peças. Meu filho também era muito tímido e hoje está bem mais solto, até aprendeu a fazer bolachas e panetones no projeto. A minha torcida é para que o projeto nunca se acabe, porque ele tem ajudado muito as famílias como a minha”, disse.

De acordo com a freira, Irmã Andrea Ferreira, as portas do Instituto estão abertas para todos, e em especial para as crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade social. “O convênio com a Fundação Banco do Brasil por meio do projeto "Quadra Viva" tem um grande significado para nós, pois nos permitirá melhorar os serviços ofertados pela nossa entidade ao município de Paranaíba. A quadra será um espaço de interação com os participantes das nossas obras, ofertando um serviço de maior qualidade e também com novos focos, como a inclusão digital e o projeto de culinária”, declarou a religiosa.

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Participantes ganham títulos em práticas marciais e levam aprendizados para a vida adulta

A prática esportiva aliada à educação é um dos métodos usados pelo Programa AABB Comunidade para trabalhar autoestima, disciplina, capacidade de superação, responsabilidade, sentimento de cidadania e sociabilidade dos educandos. O esporte tem trazido benefícios às crianças e adolescentes que vão além do bem-estar físico. As AABBs de Itanhandu (MG) e Picos (PI) apresentam alguns casos de sucesso.

Modalidades oferecidas no programa, como karatê, Jiu-jitsu e judô, têm despertado grande interesse e revelado talentos em competições municipais, estaduais e nacionais. Um dos destaques é o campeão mineiro de judô na categoria sub21 Caíque Fernandes, representando o estado de Minas Gerais. Com diversos títulos na carreira, o esportista agora quer se dedicar na preparação de outras crianças a trilhar o mesmo caminho. No mês passado, ele se tornou professor do programa e hoje comanda uma turma com 60 atletas.

“Participei do AABB Comunidade entre os anos de 2001 a 2009. Iniciei no programa no mesmo dia que ele começou em Itanhandu. A experiência me possibilitou estudar, conhecer pessoas e construir valores sociais e culturais. Enquanto estive no projeto soube aproveitar todas as atividades - música, arte e esporte - que me fizeram conhecer outras propostas na vida. Logo, o judô foi um grande alvo para que eu me tornasse um faixa preta e agora um professor”, declarou Caique.

Na cidade de Picos (PI), as aulas de karatê tiveram início em 2000, mesma data do lançamento do AABB Comunidade na cidade. De acordo com a coordenadora pedagógica, Maria José Rodrigues, a prática foi incluída devido à motivação e ao entusiasmo dos educandos com os espaços oferecidos pelo clube. O karatê também foi escolhido por promover a disciplina e a socialização, além da possibilidade de preparar os educandos para se tornarem campeões.

E por falar em campeão, o ex-aluno João Paulo da Silva Sousa é um exemplo de garra e de força de vontade. O adolescente de apenas 15 anos já é um colecionador de títulos no karatê. Suas conquistas foram possíveis, graças à parceria com o técnico e educador social, Francisco Arcanjo de Oliveira.

“O esporte cooperativo veio para favorecer a prática de valores integrativos e coletivos, desenvolvendo a convivência grupal, proporcionando bem-estar e melhor qualidade de vida. O esporte também afasta nossos jovens do uso de drogas e traz benefícios consideráveis à saúde", disse Maria José.

Na relação dos títulos de João Paulo, destacam-se duas medalhas de ouro no Campeonato Panamaericano de Karatê Interestilos realizado na Argentina, em 2014; medalha de Prata no Campeonato Norte-Nordeste, campeão na categoria infanto juvenil,em Belém (PA), em 2015 e medalha de prata no Campeonato Norte-Nordeste de Karatê - Interestilo, em Feira de Santana (BA), em 2015.

30 anos de AABB Comunidade
O AABB Comunidade é uma tecnologia social que oferece complementação escolar para crianças e adolescentes da rede pública de ensino, com idades entre 6 e 18 anos incompletos. O Programa está completando 30 anos em 2017 - fruto de parceria entre a Fundação BB e a FENABB e realizado nas AABBs de todo o País. De 2007 a 2017, o investimento social da Fundação BB no projeto foi de R$ 172,6 milhões, com atendimento a 592 mil participantes de 478 municípios de todo país.

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Quarta, 04 Outubro 2017 15:19

Depois do abrigo, uma nova vida

Tecnologia social desenvolve atividades para acompanhar jovens após deixarem instituições onde moram

Quando atingem a maioridade, aos 18 anos, jovens que vivem em abrigos se veem obrigados a deixarem as instituições, mas muitos deles ainda sem condições para lidar com a nova situação de vida, que exige autonomia e, principalmente, independência financeira.

Diante desse contexto, o “Grupo Nós: trabalho de preparação para a vida autônoma”, do Instituto Fazendo História, da cidade de São Paulo (SP) realiza um trabalho de transição com os adolescentes, com fortalecimento de vínculos afetivos (familiares, comunitários e com outros jovens), estimulando a apropriação dos espaços culturais e sociais da cidade, e a construção de projetos profissionais e planejamento financeiro e de habitação. Toda ação é realizada em parceria com o serviço de acolhimento, voluntários, empresas apoiadoras e organizações sociais, com duração de três anos.

O primeiro contato com o Grupo Nós acontece, na maioria das vezes, quando o adolescente atinge a idade de 16 anos e se encerra aos 19 anos. Mas em alguns casos, a depender do desenvolvimento do participante, o atendimento se estende por mais dois anos, mesmo quando já está fora do acolhimento.

Coordenadora do Grupo, Mahyra Costivelli, explica que a metodologia foi construída com a participação dos adolescentes, em 2011. No início, a ideia era montar um projeto voltado para a moradia coletiva, mas os jovens trouxeram outros desejos e necessidades. “É preciso prepará-los para viverem os desafios da vida fora do acolhimento, como a imaturidade para lidar com os problemas do cotidiano, a falta de políticas públicas direcionadas e o preconceito”, disse.

Willian Jonathan dos Santos foi pioneiro do Grupo e ajudou a pensar no formato do projeto. Ele conta que recebeu o convite para participar dos grupos de discussões quando ainda estava em abrigo e que nas reuniões sempre lhe deram espaço para falar.

“Sair do acolhimento é um momento desafiador para todos e eu tinha essa preocupação. O pessoal do Grupo Nós queria conhecer os nossos sonhos e desejos. A gente levava as experiências que tínhamos no abrigo - as boas que a gente gostaria que fossem adotadas e ainda aquelas que não desejávamos que fossem repetidas. A minha vida quase toda foi no abrigo – dos 4 aos 18 anos - e eu não conhecia quase nada fora. O Grupo Nós foi essencial para o meu amadurecimento, meu porto seguro. Sempre gostei muito de arte, sempre fui muito sonhador e tive meus pés fora do chão (risos). Lá recebi ajuda para me organizar e fui preparado para saber esperar, porque sempre fui ansioso e por conta disso, muitas vezes era frustrado. Tenho o Grupo Nós como referencial de vida. Quando achava que não ia dar certo, eles estavam ali para me apoiar”, declarou. Hoje, William está com 23 anos, mora no seu espaço, estuda teatro, trabalha em uma academia, faz estágio e estuda numa escola de atores.

Finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia social, o método é dividido em etapas, sendo que a primeira contempla os grupos de propósito, com oficinas para que cada adolescente descubra seus talentos, a fim de construir projetos de vida alinhados aos seus propósitos e potencialidades.

Após essa etapa, cada adolescente segue acompanhado por um monitor de forma individual durante três anos. Os jovens ainda participam de grupos de reflexão, além de encontros temáticos e atividades culturais coletivas e de forma individual.

“Fazemos um trabalho de aposta nas potencialidades de cada adolescente. Procuramos caminhar ao lado do jovem, valorizando sua história de vida e fortalecendo sua rede de pertencimento. Com isso, é promovida a autonomia, respeitando as escolhas, o tempo e os limites de cada um”, declarou a coordenadora.

Sobre o Prêmio

Na fase final do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, além do Grupo Nós outras 17 iniciativas são finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em 23 de novembro em Brasília (DF). Entre as 735 inscritas neste ano, 173 foram certificadas e passaram a constar no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online gratuito de soluções para problemas sociais mantido pela Fundação BB. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir essa iniciativa e outras finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

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Curso técnico em regime integral divide o ensino entre a sala de aula e a propriedade rural e prepara os alunos para planejar e monitorar atividades agropecuárias

Mais informação e conhecimentos técnicos para gerar oportunidades de emprego e renda no campo. Esse é o principal objetivo da Casa Familiar Rural (CFR), localizada no interior de Santa Catarina, com investimento social de R$ 195 mil da Fundação Banco do Brasil, em parceria com a Brasilcap.

Os recursos do projeto foram destinados para construção de um refeitório, ampliação da oferta de vagas em capacitações da entidade e para aquisição de mobiliário, equipamentos e veículo para acompanhamento das atividades práticas.

Atualmente, os participantes estudam em regime integral técnicas agrícolas e agropecuárias, alternando semanalmente aulas teóricas na escola com aplicações práticas em suas propriedades. Durante as ações, os professores realizam visitas para acompanhar o desempenho dos alunos. Os cursos são regulamentados e integrados ao Ensino Médio.

Ao final, os jovens tornam-se capacitados para planejar, elaborar, implantar e monitorar projetos agropecuários. Eles podem atuar em propriedades rurais, empresas de assistência técnica, extensão rural e pesquisa, empresas comerciais e estabelecimentos agroindustriais. Além disso, podem desenvolver projetos autônomos para um negócio próprio.

Neste ano, estão matriculados cerca de setenta e sete estudantes de 14 a 18 anos, todos provenientes de famílias de agricultores. No total, são 240 participantes, incluindo os familiares, dos municípios do oeste catarinense: Riqueza, Caibi, Palmitos, Cunha Porã, Iraceminha e Mondaí. A intenção é ajudar no trabalho do dia a dia nas lavouras de milho, soja, fumo, feijão, cana de açúcar, trigo, e também da criação de porcos, aves, peixes e gado de leite e corte.

Constituída em 1995, a CFR é uma entidade privada sem fins lucrativos, considerada pioneira no ensino técnico rural para jovens no estado de Santa Catarina. Segundo um dos coordenadores da entidade Claudinei Furlan, a atuação da instituição é inteiramente voltada para criar condições para que os jovens vivam bem, próximos aos seus familiares e com boas oportunidades de trabalho. “Capacitamos esses rapazes e moças para que eles possam proporcionar melhor qualidade de vida às suas famílias, com alimentação de qualidade e conhecimentos técnicos. Também possibilitamos que eles escolham funções que antes eram ocupadas por pessoas que vinham de outras regiões”.

De acordo com o Censo de 2010, o Brasil possui oito milhões de jovens no campo com idade entre 15 e 29 anos, o que representa um quarto da população rural do país. Taís Caroline Scherer, de 14 anos, está no primeiro semestre do curso técnico. Moradora do município de Riqueza, a jovem se diz feliz e determinada na escolha que fez para sua vida. “Decidi fazer esse curso, porque quero ampliar e tocar a propriedade dos meus pais. Eles trabalham com criação de gado de leite e suínos e quero continuar fazendo isso, trabalhando no meu próprio negócio”, disse

Tais Caroline

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Escola foi a primeira do mundo a conquistar selo internacional que reconhece o uso de madeiras certificadas; proposta do projeto é fazer dos jovens multiplicadores de saberes na Amazônia

Com a parceria da Fundação Banco do Brasil, a Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (OELA), da cidade de Manaus (AM), formou a primeira turma em luteria – processo de construção de instrumentos musicais de cordas - composta por 20 jovens da comunidade. O projeto recebeu investimento social da Fundação BB no valor de R$ 89 mil e permitiu que os alunos tivessem aulas gratuitas teóricas e práticas com o professor venezuelano e luthier, Jorge Montero. O mestre que tem formação musical na Orquestra Juan José Landaeta Ciudad Bolívar e no conservatório Simón Bolívar, de Caracas, ministrou o curso por quase um ano.

O recurso da Fundação BB foi usado também na capacitação de jovens em manutenção e restauração de instrumentos sinfônicos. A ideia é que esses jovens sejam multiplicadores, gerando uma rede de saberes na Amazônia.

Douglas Oliveira Nóbrega, músico e professor de violino, foi um dos participantes do curso. O jovem de 32 anos, que toca desde os 15 anos, faz parte da Orquestra Amazonas Filarmônica. “A minha torcida é para que a escola consiga novas parcerias para dar continuidade aos outros cursos da família das cordas - viola, violoncelo e contrabaixo, e permitir que outros jovens tenham a mesma oportunidade que eu tive”, disse.

A OELA foi criada em 1998 pelo luthier e professor Rubens Gomes que no início das atividades dividia o espaço da própria casa e o seu conhecimento para ensinar aos jovens a arte de construção de instrumentos musicais de cordas dedilhadas. Em 2000, a escola foi a primeira do mundo a conquistar o Selo Verde do Conselho de Manejo Florestal, o Forest Stewardship Council (FSC) e manteve a renovação desta certificação até os dias atuais, um reconhecimento importante que respalda a utilização de madeiras certificadas da Amazônia para a fabricação de instrumentos musicais.

A coordenadora de projetos da OELA, Jéssica Freitas, explicou que a entidade é conhecida como um centro de oportunidades. Além da luteria, são oferecidas atividades, como educação física, inclusão digital, cursos de qualificação profissional, educação ambiental, educação musical, idiomas, desenho artístico, acompanhamento psicossocial e pedagógico e oficina de segurança alimentar e nutricional.

Segundo a coordenadora, “anualmente, cerca de dois mil alunos são contemplados com os cursos. Eles possibilitam que crianças, adolescentes, jovens e adultos tenham opções para o crescimento e desenvolvimento pessoal e profissional”.

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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