Iniciativa em Arinos, região Noroeste de Minas Gerais, oferece opções para atuar em hortas comunitárias, apicultura, plantio e processamento de baru, produção de fungicidas e repelentes biológicos

Warllei Oliveira tem 26 anos e um futuro promissor à frente. Técnico agrícola, o morador de Arinos (MG) é visto na região como referência na organização e mobilização das famílias para o manejo correto do extrativismo do baru, fruto típico do cerrado.

Entre 2016 e 2017, ele e outros 29 jovens de 15 a 26 anos receberam incentivo do projeto Juventude Rural para atuar em atividades que estimulassem a permanência do jovem no campo, com melhoria da renda, por meio da diversificação de empreendimentos econômicos voltados à agricultura familiar e de base agroecológica. Os participantes são filhos de agricultores familiares dos municípios de Arinos, Uruana de Minas e Riachinho, região do Urucuia Grande Sertão, no Noroeste de Minas, e estudantes do Instituto Federal Norte de Minas (IFNM) Campus Arinos, com vocação para o trabalho rural. O IFNM colaborou na implantação do projeto e no acompanhamento das atividades produtivas, com auxílio de professores nas atividades de formação, pesquisa e extensão.

O projeto é realizado pela Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária (Copabase), em parceria com a Fundação Banco do Brasil, que investiu R$ 200 mil na implantação de cinco hortas comunitárias, uma unidade de processamento de baru e um núcleo de produção de fungicidas e repelentes biológicos. O recurso foi investido também na compra de equipamentos e insumos para uma unidade de produção de mel.

Na oportunidade oferecida pelo projeto, Warllei percebeu uma chance de crescer profissionalmente, assim como melhorar a vida da sua família e daqueles que estavam à sua volta. "Quando a Copabase nos ofereceu a chance de trabalhar no projeto, não tive dúvidas na escolha do baru, porque já tinha uma familiaridade com a cadeia produtiva. Logo em seguida, formei um grupo com seis famílias e me associei à cooperativa”, disse. 

Após ingressar na iniciativa, o jovem mineiro contabilizou conquistas pessoais e coletivas. Ajudou a Copabase a aumentar o número de jovens cooperados de 6 para 30 e, com isso, melhorar os resultados em todas as atividades. Em 2017, a cooperativa coletou e comercializou 94 mil quilos de baru, vendidos para os Estados Unidos. A produção de castanha de baru ficou em 10 toneladas, sendo que 80% foram comercializadas para indústrias de alimentos orgânicos da cidade de São Paulo e os 20% restantes passaram por beneficiamento no galpão da cooperativa e vendidas em eventos, feiras e para consumidores finais.

Warllei conta com orgulho que o projeto lhe abriu um leque de possibilidades, com os cursos e capacitações. Ele conseguiu comprar uma chácara de 2 hectares, distante 3 quilômetros da cidade, onde já plantou 160 pés de baru e outras culturas. “Já colhi maracujá e mandioca na minha propriedade. O próximo passo é construir uma casa para tirar meus pais do aluguel”, concluiu.  

Parceria de sucesso
Com quase dez anos de existência, a Cooperativa da Agricultura Familiar com Base na Economia Solidaria – COPABASE já executou mais de 25 convênios em parceria com a Fundação Banco do Brasil, com o objetivo de melhorar a vida das famílias. A entidade é constituída por cooperados que são, a maioria, agricultores familiares dos municípios da região do Vale do Rio Urucuia: Arinos, Bonfinópolis, Buritis, Chapada Gaúcha, Formoso, Pintópolis, Riachinho, Urucuia e Uruana de Minas. As atividades consistem principalmente em administrar e gerenciar o funcionamento das unidades de processamento de mel e frutas, além de comercialização e organização da produção de polpas de frutas, mel, baru, óleo de pequi, açúcar mascavo, farinha de mandioca e outros produtos da agricultura familiar. 

Juventude Rural
O Juventude Rural surgiu para apoiar projetos de cooperativas e associações que buscam estruturar empreendimentos econômicos de grupos de jovens rurais de 15 a 29 anos. Com a parceira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foram investidos R$ 8 milhões em projetos que estimulem o protagonismo dos jovens do campo, que fortaleçam práticas sustentáveis de cultivo agroecológico e uso da sociobiodiversidade. Ao todo, foram apoiados 48 projetos  em todo país, selecionados via edital.

A divulgação deste assunto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano 2030.

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Terça, 27 Fevereiro 2018 11:19

Do Amazonas para o mundo

Com investimento social de R$ 600 mil da Fundação BB, cooperativa fortalecerá as cadeias produtivas do cacau e castanha, com manejo adequado e produção sustentável

Constituída em 2003, a Cooperar (Cooperativa Agroextrativista do Mapiá e Médio Purus) propõe a conservação do meio ambiente por meio da capacitação da população local na exploração sustentável dos recursos naturais, com geração de emprego e renda. O público atendido, formado por um grupo de 150 pessoas, é constituído por ribeirinhos dos municípios de Boca do Acre, Pauini e Lábrea (AM), cuja população tem elevada incidência de pobreza e baixa escolaridade.

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O manejo adequado e a produção sustentável do cacau e da castanha do Brasil são justamente os objetivos da parceria firmada entre a Fundação Banco do Brasil e a Cooperar, com o apoio do Fundo Amazônia, que é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O investimento de R$ 600 mil irá fortalecer as cadeias produtivas por meio de sistemas agroflorestais na região de Purus, localizada ao sul do estado do Amazonas.  

"Essa parceria com a Fundação BB será fundamental para o crescimento e manutenção da Cooperar. Trabalhamos com pessoas que vivem na pobreza e com o nível de escolaridade muito baixo. Além disso, para desenvolver qualquer atividade aqui é trabalhoso, devido a dificuldade de logística e comunicação. A gente precisa de investimento para desenvolver a produção florestal, e a Fundação chegou para nos ajudar a levar recursos para essas famílias isoladas e gerar riqueza a partir da floresta. Essa é uma grande oportunidade de mudar o cenário da região com atividades que ajudem a conservar a floresta”, disse Alexandre Lins, presidente da entidade.

Exportação para Alemanha, Suíça, Estados Unidos e Bolívia
Com o projeto a cooperativa pretende ampliar o número de clientes, produzindo em maior escala. Atualmente, a Cooperar comercializa cacau para o estado de São Paulo e exporta cacau nativo para a Alemanha, Suíça, Estados Unidos e Bolívia. Selecionada no edital Ecoforte Extrativismo, a iniciativa prevê a construção de fábrica e aquisição de equipamentos para o beneficiamento do cacau, castanha do Brasil, madeira e de outros frutos da região. Os recursos também serão destinados para compra de barcos para comercialização de produtos e para assistência técnica voltada à certificação de acordo com os critérios de qualidade para o manejo florestal da FSC (Forest Stewardship Council).

O colaborador do projeto Geraldo Tramin explica que o transporte dos produtos dará autonomia aos produtores locais com a redução dos custos com o frete. O recolhimento da produção da cooperativa leva em torno de 3 a 5 dias para percorrer os pontos de coleta das comunidades.

A agricultura familiar além de responsável pela produção de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, atravessa o Oceano Atlântico, apresentando sabores típicos do Brasil. Com o intuito de ampliar o mercado consumidor, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), levou nove empreendimentos que foram selecionados por meio de chamada pública para a Biofach 2018. O evento aconteu entre os dias 14 e 17 de fevereiro, em Nuremberg, na Alemanha.

A Cooperar foi um dos nove empreendimentos brasileiros presentes na Biofach 2018 - considerada a maior e mais importante feira de orgânicos do mundo, que aconteceu entre os dias 14 e 17 de fevereiro, em Nuremberg, na Alemanha. Para o Stande Brasil - Family Farming, a entidade levou óleos vegetais e cacau. “A Feira abriu novas portas para a comercialização dos produtos extraídos da Amazônia, como a primeira parceria para a exportação de castanha que a cooperativa fará para o Peru, além de gerar interesses de clientes europeus nos produtos”, declarou Alexandre.

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Associação de Ocauçu recebeu R$ 247 mil para compra de maquinário que vai melhorar as condições de trabalho e a renda dos associados

A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra cafeeira do estado de São Paulo este ano é de 6,2 milhões de sacas, o que representa um aumento de 39,5% em relação ao volume produzido na safra passada.

Situado a 450 quilômetros da capital paulista, Ocauçu não está na lista dos grandes produtores de café, mas tem dado sua contribuição para manter o estado no ranking dos maiores produtores do País.

O município produz uma média de 20 a 25 mil sacas de café Arábica por ano. Nesta semana, a Fundação Banco do Brasil anunciou o investimento social de R$ 247 mil, em parceria com a Associação dos Criadores de Ovinos e Produtores Rurais de Ocauçu e Região (Ascopror) para o projeto “Viva Café”. A entidade é formada por 34 famílias de agricultores.

O recurso será usado na compra de um trator, uma beneficiadora e uma recolhedora de café, para melhorar as condições de trabalho, colheita, beneficiamento e aumentar a renda dos pequenos produtores, facilitando a sua permanência no campo. A expectativa da entidade é aumentar este ano a produção entre 3 e 5% e reduzir os custos brutos com o beneficiamento em até 10%.

“Essa parceria nos deixa muito felizes. Não temos palavras para agradecer à Fundação. O maquinário vai ajudar no trabalho das famílias e na redução dos custos da associação”, declarou Paulo Henrique de Assis Menegucci, presidente da Ascopror.

A ideia do presidente é buscar novos parceiros para dar condições à associação de atuar em toda cadeia produtiva do café - colheita, beneficiamento e comercialização. “Nosso desejo é poder executar todo trabalho aqui mesmo, sem precisar recorrer aos municípios vizinhos para fazer o beneficiamento do nosso café. Irá também afastar a figura do atravessador, com condições de negociar diretamente com as indústrias", disse.

Além do café, a economia do município é predominante da pecuária, produção de mandioca, na fabricação de farinha, melancia e hortaliças.

Café no Brasil
A produção brasileira de café em 2018 deve ficar entre 54 e 58 milhões de sacas de 60 quilos por ano, um aumento entre 21 a 30% em relação a safra de 2017, quando atingiu 44,9 milhões de sacas.

Fonte de pesquisa: Conab

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Fundação BB investe R$ 199,5 mil em cooperativa de Manoel Urbano, que produz de 20 a 30 toneladas da fruta por mês


A Cooperativa dos Artesãos, Agricultores Familiares e Economia Solidária de Manuel Urbano (Coopam) celebrou na sexta-feira, 23, a construção de uma câmara fria e a compra de uma camionete.

O recurso de R$ 199,5 mil da Fundação Banco do Brasil vai fortalecer a cadeia produtiva da banana em Manoel Urbano (AC). Atualmente, o município é um dos principais produtores da fruta no Acre, com cerca de 300 hectares cultivados e uma produção anual estimada em 3,6 mil toneladas. Só a Coopam produz entre 20 a 30 toneladas por mês.

A produção da cooperativa é vendida para o comércio de Rio Branco, Porto Velho, Goiânia, e já está em negociação para vender também para o mercado de Manaus. Além da banana, a Coopam trabalha com artesanato, criação e abatimento de aves e cultivo de café.

Aproximadamente 60 cooperados integram a entidade e, de acordo com a presidente da Coopam, Peregrina da Silva Lima, a intenção é ampliar o número de trabalhadores assistidos. “A Fundação BB tem sido uma importante parceira para nós. Além desse apoio, em 2007, a entidade investiu na construção de abatedouro de aves que temos hoje”, declarou. A presidente conta também que pretende em breve produzir doces e compotas de banana, como forma de aproveitar o excedente das frutas e melhorar a renda dos cooperados.

A divulgação deste projeto contempla três os 
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Investimento de R$143,3 mil na Cooperacaju, em Ribeira do Pombal, será destinado à reestruturação da entidade e compra de máquinas e equipamentos

Na manhã desta quarta-feira (10), a Cooperativa da Cajucultura Familiar do Nordeste da Bahia (Cooperacaju) e a Fundação Banco do Brasil assinam convênio para aperfeiçoamento dos empreendimentos que compõem a Rede Cooperacaju. As ações vão contribuir para a melhoria da qualidade de vida e incremento de renda dos produtores de castanha de caju da região nordeste da Bahia.

O recurso de R$ 143,3 mil será aplicado na construção do muro de cercamento do prédio da entidade e nas adequações hidráulicas e elétricas da edificação; na compra de um veículo; na aquisição de cinco máquinas e equipamentos usados na produção de embalagens; e também na compra de dispositivos de informática e softwares. 

O gerente do Banco do Brasil em Ribeira do Pombal (BA), Djalma Matos, representará a Fundação BB na assinatura de convênio que acontece, às 9h15, na sede da Cooperativa, juntamente com a presidente da Rede Cooperacaju, Maria da Paz. Em seguida, o contador José Chainy e o consultor Jesiel Campos vão ministrar uma oficina de gestão financeira e operacional para diretores e cooperados da Rede. 

Cinco cooperativas compõem a Rede Cooperacaju: Cooperativa regional do Agricultores de Antas, novo Triunfo e Sitio do Quinto (Coopans ); Cooperativa dos Cajucultores Familiares da Microrregião de Banzaê, Euclides da Cunha e Quijingue (Cooperbeq); Cooperativa Regional dos Agricultores Familiares de Ribeira do Amparo, Cipó e Ribeira do Pombal (Cooperprac); Cooperativa dos agricultores familiares de Tucano e Araci (Coopatua) e Cooperativa Regional dos Agricultores de Lamarão, Água Fria, Biritinga e Sátiro Dias (Coopralabs).

Desde 2006, a Fundação BB investiu R$ 5,3 milhões na Rede Cooperacaju - na organização da cadeia produtiva de caju, com estruturação das minifábricas de castanha, capacitação dos produtores e comercialização da produção. Os projetos envolveram 7.145 pessoas nestes 10 anos.

 

Cooperacaju
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