Investimento da Fundação BB e BNDES beneficia mais de 100 famílias que vivem em assentamento

A falta de água na região de Canindé, mais especificamente na comunidade do Logradouro II, no Ceará, não será mais percalço enfrentado há anos por mais de 100 famílias que vivem no local. Com o investimento de R$ 136 mil da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Associação dos Assentados do Imóvel Logradouro II tem o desafio de capacitar jovens rurais e assegurar a produção agropecuária e a criação de pequenos animais, com medidas que garantam recursos hídricos e suporte para o manejo na criação de ovinos e caprinos.

Criada em 1990, a entidade tem como objetivo, preparar os jovens rurais do assentamento, tornando-os multiplicadores de técnicas agrosilvopastoril, com ênfase em tecnologias sociais, plantação e manejo de plantas forrageiras para a formação de reserva estratégica alimentar. Além disso, o trabalho foca o manejo em bases agroecológicas no bioma da caatinga do semiárido, qualificando o plantel de animais existentes para inserção na cadeia produtiva de caprinos.

Mais de 20 jovens receberam capacitação teórica sobre as novas técnicas de agrosilvopastoril (um sistema para integrar lavouras com espécies florestais e outras pastagens para animais) e sobre a convivência no semiárido, além de receberem informações de acesso ao mercado. Todos plantam mudas e participam do processo de cultivo das sementes forrageiras (que servem como alimento de animais no pasto ou podem ser guardadas para uso posterior) e leguminosas, que são suporte como alimento nutritivo para rebanhos de caprinos e ovinos.

Conforme o presidente da associação, Domingos Sávio, há muitos anos a comunidade sofria com a falta de água e de estrutura. “Estou no assentamento há muito tempo. Esse projeto é extremamente importante para toda a comunidade. Nós não tínhamos água, não tínhamos máquina para fazer picadeira de pau. Hoje temos vários tambores, cercado e recuperamos tudo. Temos um poço e estamos felizes com todas as conquistas”, afirma o agricultor.

A associação teve origem com a ocupação e seguinte desapropriação da Fazenda Tiracanga Logradouros, em 1989, pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Brasil (MST).

Edital Juventude Rural

Desenvolvido em parceria com a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Secretaria nacional de Juventude (SNJ/SGPR), o edital Juventude Rural surgiu a partir de uma ação emergencial para que a juventude rural tivesse ampliação de direitos, estruturados pelo Programa de Fortalecimento da Autonomia Econômica e Social (Pajur).

O edital tem como objeto o apoio a projetos voltados à estruturação de empreendimentos econômicos coletivos, visando ao fortalecimento da autonomia econômica e social da juventude rural de base familiar.

O total de recursos financeiros previsto para o apoio a projetos selecionados no edital foi de R$ R$ 7,6 milhões, investidos pela Fundação Banco do Brasil e Fundo Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Foram recebidas 569 propostas no edital, sendo 51 projetos selecionados.

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Sexta, 21 Setembro 2018 09:28

Juventude rural e de olho no futuro

Portal Juventude Rural
Programa de incentivo ao protagonismo do jovem no campo fortalece práticas sustentáveis de cultivo agroecológico e uso da sociobiodiversidade em Arinos

 

Quando a gente fala de vida na roça, naturalmente nos vem à cabeça um lugar calmo, sem muita tecnologia e onde a gente pode ver a vida passar um pouco mais devagar, sem aquela correria dos grandes centros urbanos. Certo? Bem, a realidade no campo mudou. O que antes era visto como um lugar pacato, que não atraía a atenção dos jovens para a garantia de um bom emprego e de permanência na área rural, hoje pode ser visto com uma terra de oportunidades. Pelo menos essa é a opinião de jovens que vivem na cidade de Arinos, interior de Minas Gerais.

A cidade tem a agricultura e a pecuária como pilares da economia local. Por meio da Copabase (Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com base na Economia Solidária), jovens que atuam na área rural, desenvolvem atividades que oportunizaram renda. Com a implantação do Programa Juventude Rural, a cooperativa passou a oferecer também oportunidade de especialização no processamento e venda de baru (fruto típico do Cerrado) e seus derivados; produção de mel; produção de hortaliças e um núcleo de produção de fungicidas e repelentes biológicos para manejar pragas e doenças. Essas atividades mudaram completamente a visão de mercado desses jovens, que agora veem na área rural um lugar para aprimorar conhecimentos e investir no futuro com o apoio de novas tecnologias, estudos e a garantia de uma profissão que assegure sua sobrevivência. Abaixo, conheça algumas dessas histórias:

 

Portal BOX Marquinhos

Portal BOX Amanda

Portal BOX Vitória

Portal BOX Warllei cópia

O programa

O programa Juventude rural foi desenvolvido por meio de uma parceria entre Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Secretaria Nacional de Juventude (SNJ/SGPR) para apoiar projetos de cooperativas e associações que buscam estruturar empreendimentos econômicos de grupos de jovens rurais de 15 a 29 anos. para estimular seu protagonismo no campo, além de fortalecer práticas sustentáveis de cultivo agroecológico e uso da sociobiodiversidade. Ao todo, foram apoiados 48 projetos em todo país, selecionados via edital.

 

Assista ao vídeo sobre o Juventude Rural de Arinos:

 

 

 

 

A realização deste projeto contempla cinco Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Iniciativa em Arinos, região Noroeste de Minas Gerais, oferece opções para atuar em hortas comunitárias, apicultura, plantio e processamento de baru, produção de fungicidas e repelentes biológicos

Warllei Oliveira tem 26 anos e um futuro promissor à frente. Técnico agrícola, o morador de Arinos (MG) é visto na região como referência na organização e mobilização das famílias para o manejo correto do extrativismo do baru, fruto típico do cerrado.

Entre 2016 e 2017, ele e outros 29 jovens de 15 a 26 anos receberam incentivo do projeto Juventude Rural para atuar em atividades que estimulassem a permanência do jovem no campo, com melhoria da renda, por meio da diversificação de empreendimentos econômicos voltados à agricultura familiar e de base agroecológica. Os participantes são filhos de agricultores familiares dos municípios de Arinos, Uruana de Minas e Riachinho, região do Urucuia Grande Sertão, no Noroeste de Minas, e estudantes do Instituto Federal Norte de Minas (IFNM) Campus Arinos, com vocação para o trabalho rural. O IFNM colaborou na implantação do projeto e no acompanhamento das atividades produtivas, com auxílio de professores nas atividades de formação, pesquisa e extensão.

O projeto é realizado pela Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária (Copabase), em parceria com a Fundação Banco do Brasil, que investiu R$ 200 mil na implantação de cinco hortas comunitárias, uma unidade de processamento de baru e um núcleo de produção de fungicidas e repelentes biológicos. O recurso foi investido também na compra de equipamentos e insumos para uma unidade de produção de mel.

Na oportunidade oferecida pelo projeto, Warllei percebeu uma chance de crescer profissionalmente, assim como melhorar a vida da sua família e daqueles que estavam à sua volta. "Quando a Copabase nos ofereceu a chance de trabalhar no projeto, não tive dúvidas na escolha do baru, porque já tinha uma familiaridade com a cadeia produtiva. Logo em seguida, formei um grupo com seis famílias e me associei à cooperativa”, disse. 

Após ingressar na iniciativa, o jovem mineiro contabilizou conquistas pessoais e coletivas. Ajudou a Copabase a aumentar o número de jovens cooperados de 6 para 30 e, com isso, melhorar os resultados em todas as atividades. Em 2017, a cooperativa coletou e comercializou 94 mil quilos de baru, vendidos para os Estados Unidos. A produção de castanha de baru ficou em 10 toneladas, sendo que 80% foram comercializadas para indústrias de alimentos orgânicos da cidade de São Paulo e os 20% restantes passaram por beneficiamento no galpão da cooperativa e vendidas em eventos, feiras e para consumidores finais.

Warllei conta com orgulho que o projeto lhe abriu um leque de possibilidades, com os cursos e capacitações. Ele conseguiu comprar uma chácara de 2 hectares, distante 3 quilômetros da cidade, onde já plantou 160 pés de baru e outras culturas. “Já colhi maracujá e mandioca na minha propriedade. O próximo passo é construir uma casa para tirar meus pais do aluguel”, concluiu.  

Parceria de sucesso
Com quase dez anos de existência, a Cooperativa da Agricultura Familiar com Base na Economia Solidaria – COPABASE já executou mais de 25 convênios em parceria com a Fundação Banco do Brasil, com o objetivo de melhorar a vida das famílias. A entidade é constituída por cooperados que são, a maioria, agricultores familiares dos municípios da região do Vale do Rio Urucuia: Arinos, Bonfinópolis, Buritis, Chapada Gaúcha, Formoso, Pintópolis, Riachinho, Urucuia e Uruana de Minas. As atividades consistem principalmente em administrar e gerenciar o funcionamento das unidades de processamento de mel e frutas, além de comercialização e organização da produção de polpas de frutas, mel, baru, óleo de pequi, açúcar mascavo, farinha de mandioca e outros produtos da agricultura familiar. 

Juventude Rural
O Juventude Rural surgiu para apoiar projetos de cooperativas e associações que buscam estruturar empreendimentos econômicos de grupos de jovens rurais de 15 a 29 anos. Com a parceira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foram investidos R$ 8 milhões em projetos que estimulem o protagonismo dos jovens do campo, que fortaleçam práticas sustentáveis de cultivo agroecológico e uso da sociobiodiversidade. Ao todo, foram apoiados 48 projetos  em todo país, selecionados via edital.

A divulgação deste assunto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano 2030.

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Projeto Promovendo Agroecologia em Rede, que tem o apoio da Fundação BB, apresenta estudo sobre juventude e agroecologia

A agroecologia desempenha um importante papel nos sistemas produtivos de conservação dos recursos naturais e no abastecimento da população com alimentos saudáveis e de qualidade. Este trabalho é desenvolvido pelo homem do campo, que, com o passar dos anos, está envelhecendo. Assim, surge uma questão preocupante que precisa ser discutida: como vai ser o futuro deste trabalho?

Em busca de respostas, o caderno Juventudes e Agroecologia: a construção da permanência no campo na Zona da Mata Mineira faz uma reflexão: "há um aspecto sensível na reprodução da agricultura familiar camponesa no que diz respeito às perspectivas de permanência da juventude no campo, seja como agricultores propriamente ditos, seja em alguma outra atividade que contribua na construção da agricultura no futuro”.

O material foi produzido pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), em parceria com o Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM) e faz parte do projeto Promovendo Agroecologia em Rede, realizado com o apoio da Fundação Banco do Brasil (FBB) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES).

De acordo com Natália Faria de Moura, uma das autoras da publicaçãoos levantamentos ajudaram a identificar fatores que podem fortalecer o espírito de pertencimento da juventude campesina. “O que mais nos marcou nesse projeto foi perceber a importância da educação do campo como principal fator motivador da permanência juvenil no meio rural. Os estudos e a agroecologia oferecem uma oportunidade e grande parte dos entrevistados têm interesse em dar continuidade ao trabalho da família, mas precisam de apoio, de uma formação, de incentivo e de políticas públicas.”

Para Flavia Londres, da ANA, o estudo tem o objetivo de sistematizar uma experiência concreta a partir de uma reflexão sobre a permanência do jovem no campo e criar um documento que sirva de subsidio para organizações que trabalhem com agroecologia e agricultura familiar

A publicação aponta algumas dificuldades enfrentadas pelos jovens para permanecer no campo, como a falta de autonomia nos trabalhos da propriedade, a ausência de renda pelos serviços prestados à família, a invisibilidade e a não valorização do trabalho. Além disso, o caderno apresenta algumas experiências de educação e formações em feminismo, assim como o acesso a políticas públicas.

O material é gratuito e está disponível no site a Agência Nacional de Agroecologia. Acesse aqui 

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