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Três tecnologias sociais foram selecionadas por contribuirem com soluções alternativas em produção agroecológica, empreendedorismo e ecoturismo

O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2019 selecionou três iniciativas na categoria Geração de Renda, um tema importante e que contribui com soluções alternativas para melhoria da qualidade de vida, principalmente em comunidades vulneráveis. A categoria tem como objetivo destacar oportunidades de trabalho e renda por meio de empreendimentos econômicos solidários, como associações e cooperativas que exercem a autogestão e na alocação dos recursos que geram trabalho e renda. Cada tecnologia social foi avaliada pelo seu nível de interação junto à comunidade, transformação social proporcionada, inovação e facilidade na reaplicação.

As finalistas “A Trama do Algodão que Transforma”, do Rio Grande do Sul, “CLOC (Criatividade – Lógica – Oportunidade – Crescimento)”, de Sergipe, e “Turismo de Base Comunitária: melhorando vidas e preservando o meio ambiente”, do Amazonas, concorrem à premiação de R$ 700 mil com outras 21 tecnologias sociais. O prêmio será de R$ 50 mil para a primeira colocada, R$ 30 mil para a segunda e R$ 20 mil para a terceira de cada uma das quatro categorias e das três premiações especiais nesta edição.

Além de participarem da cerimônia de premiação, que acontecerá em 10 de outubro em Brasília (DF), os representantes de cada entidade finalista estarão presentes no Encontro de Tecnologia Social, que será realizado na véspera do evento. As iniciativas selecionadas já integram o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) – uma base de dados on-line que reúne atualmente 1.110 metodologias certificadas por solucionarem problemas comuns às diversas comunidades brasileiras nas áreas de: Alimentação, Educação, Energia, Habitação, Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Renda e Saúde.


Conheça as finalistas 

A Trama do Algodão que Transforma” é uma tecnologia social localizada em Porto Alegre (RS) que promove a integração dos trabalhadores de vários elos de produção do algodão agroecológico, desde o plantio, transformação, produção das roupas e tingimento, com base na preservação do meio ambiente, promovendo inclusão, desenvolvimento local e criação de bancos comunitários liderados por mulheres. De acordo com a costureira Nelsa Nespolo, presidente da Cooperativa Central Justa Trama e idealizadora da metodologia, “incentivar o cultivo agroecológico do algodão é cuidar da terra, das águas e das pessoas. O algodão está na ponta da cadeia de produção e o produto final deve estar livre de agrotóxicos", explica.

CLOC (Criatividade – Lógica – Oportunidade - Crescimento)” , a iniciativa inclui aulas de programação e empreendedorismo na rede pública de ensino de Santa Luzia do Itanhy (SE), seleciona alunos que tenham aptidão para a programação computacional e os capacita para serem monitores. A ideia é promover contato dos jovens com as tecnologias da informação e incentivar a criatividade empreendedora. Para o coordenador da iniciativa, Ruanceli do Nascimento Santos, “existe um paradigma a ser rompido de que somente nos grandes centros urbanos há a capacidade de absorção de mão de obra especializada em tecnologia. O interessante em investir na capacitação em pequenos municípios é a possibilidade de surgirem soluções inovadoras e diferentes do modelo urbano tradicional. Além disso, evita-se o desperdício de talentos pela falta de valorização da mão de obra no interior”, explica.

Turismo de Base Comunitária: melhorando vidas e preservando o meio ambiente” é uma tecnologia social de gestão compartilhada entre o Instituto Mamirauá e a Associação de Auxiliares e Guias de Ecoturismo do Mamirauá (Aagemam) com base no modelo da Pousada Uacari, na cidade de Tefé (AM). Ao longo dos últimos 20 anos, a pousada se tornou uma importante fonte de renda de forma sustentável. As comunidades irão assumir a propriedade e gestão em poucos anos. O coordenador do programa, Pedro Meloni Nassar, explica que os benefícios da gestão participativa vão muito além dos financeiros. “A simples inclusão de jovens e mulheres nos processos decisórios trazem empoderamento e independência. Além disso, promovemos capacitações que impactam na educação e renda”, afirma.

Para o diretor executivo de Gestão de Pessoas, Controladoria e Logística da Fundação Banco do Brasil, Roberto Luiz Benkenstein, o Prêmio de Tecnologia Social ajuda a disseminar iniciativas para transformar a vida das pessoas. “Quando compartilhamos soluções como essas, sobre geração de renda, também estamos colaborando para o desenvolvimento de muitas comunidades, que podem encontrar referências que já deram certo em uma cidade, para reaplicarem a iniciativa na sua localidade”, disse.

Nesta edição o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

 

Confira as finalistas de todas as categorias aqui

 

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Pesca sustentável no Baixo Juruá garante fonte de renda e manutenção de biodiversidade

Os moradores da Reserva Extrativista do Baixo Juruá (Resex), no Amazonas, aproveitam as lagoas criadas pelo Rio Juruá para a captura do pirarucu e do tambaqui, usados na alimentação e na melhoria da renda das famílias.

Há quase 20 anos a Associação dos Trabalhadores Rurais de Juruá - Astruj foi criada para implantar um modelo de desenvolvimento sustentável na região, que tem como principais fontes econômicas a pesca, o cultivo da mandioca para produção de farinha e a produção de hortaliças, plantadas nas várzeas dos rios.

Atualmente a captura do pirarucu e do tambaqui na Resex é resultado da atividade de manejo nos lagos que são formados pelo rio. A produção de pescado das 150 famílias gira em torno de 40 toneladas por ano, porém a estrutura usada pela associação é considerada precária, o que prejudica os resultados da produção.

Neste mês, a Astruj formalizou uma parceria com a Fundação Banco do Brasil e o Fundo Amazônia (gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES) no valor de R$ 526 mil para o projeto “Fortalecimento da Atividade de Manejo Sustentável de Pirarucu e Tambaqui na Reserva Extrativista do Baixo Juruá (AM)”.  A parceria faz parte do Programa Ecoforte Extrativismo. O recurso será destinado para aquisição de duas embarcações, que serão usadas no transporte do pescado até os pontos de comercialização, caixas isotérmicas removíveis, máquinas de gelo para conservação do pescado; geradores de energia, além de material de pesca e matéria-prima. O projeto contará também com consultores técnicos e capacitação em gestão de empreendimentos coletivos para os associados.

Água e peixes em abundância 
O pirarucu e o tambaqui são espécies consideradas de maior importância comercial na cadeia produtiva do pescado da região amazônica. Segundo opresidente do Memorial Chico Mendes e consultor do projeto, Adevaldo Dias, os moradores estão autorizados a abaterem apenas  trinta por cento dos peixes adultos. O restante deve permanecer nos rios para reprodução. “O projeto vai garantir o manejo correto, com preservação das espécies, diminuição dos custos, porque agora não precisam mais alugar embarcações para transportar os peixes, irá melhorar a qualidade do pescado e, consequentemente, o aumento da renda dos associados", disse.

O projeto conta também com a parceria do Memorial Chico Mendes e do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio).



A divulgação deste assunto contempla três 
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Iniciativa já chegou a 1,7 mil famílias, a maior parte ribeirinhas, nos estados do Amazonas, Acre, Amapá e Pará

Uma tecnologia social desenvolvida no Amazonas permite o acesso a água potável e a banheiro dentro de casa para mais de 1,7 mil famílias extrativistas em comunidades no interior do próprio estado e também no Acre, Amapá e Pará. A iniciativa - “Sistema de Acesso à Água Pluvial para Consumo de Comunidades Extrativistas” - idealizada pela Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc), foi vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2015, na categoria "Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária". O projeto reduziu em 80 por cento a incidência de verminose nas crianças. Até o final de 2018, o sistema deverá atender 3.317 famílias, a maior parte ribeirinhas, em contratos de reaplicação da metodologia firmados com o Governo Federal.

Faça a inscrição para o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017

A tecnologia consiste na instalação nos domicílios de um reservatório para captação de água de chuva com capacidade de mil litros e a construção de um banheiro com fossa que isola a dispersão do esgoto. O processo se completa com a implantação de um reservatório comunitário, o abastecimento de água do subsolo ou de um rio mais próximo, o tratamento recurso hídrico acumulado e a distribuição em rede comunitária em períodos de estiagem. As famílias participantes recebem capacitação para a construção dos reservatórios, o uso racional da água, e a adoção de práticas de higiene, saúde e preservação ambiental.

"A gente ouve das comunidades o quanto muda a vida das pessoas, que antes tinham que andar mais de 100 metros para pegar água, não podiam tomar um banho em privacidade, tendo que fazer as necessidades no mesmo espaço que galinhas e porcos", explicou o presidente associação, Manoel Cosme Siqueira. Com a tecnologia, as famílias passaram a ter água encanada e banheiro próprio, além de os dejetos terem descarte correto, evitando a contaminação do solo e de rios e igarapés.

De acordo com Siqueira, o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2015 foi um estímulo para vencer novos editais e ampliar o número de moradores atendidos pela metodologia. "O prêmio veio para agregar mais experiência e visibilidade à associação", afirmou.

Com a própria Fundação Banco do Brasil foram assinados dois convênios para a reaplicação de mais 74 unidades da tecnologia social para comunidades dos municípios de Manaus, Jutaí, e Fonte Boa, no Amazonas. O investimento social é de R$ 1,1 milhão, em convênio assinado com o Memorial Chico Mendes, entidade parceira da Asproc.

Política pública

A associação começou a implantação do sistema em 2009, nas comunidades do Médio Juruá, no Amazonas. Em 2014, a metodologia foi adotada como política pública pelo Governo Federal, em contrato com a organização não governamental Memorial Chico Mendes. Além do Amazonas, a reaplicação foi estendida para os estados do Acre, Amapá e Pará, com a colaboração de outras entidades parceiras.

Confira o manual da TS “Sistema de Acesso à Água Pluvial para Consumo de Comunidades Extrativistas”

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Fundação BB vai destinar R$70 mil para a aquisição de computadores e para formação em tecnologias da informação e em conhecimentos para o primeiro emprego

No norte do Brasil, muitos jovens optam por abandonar os estudos no intuito de se tornarem independentes ou até mesmo para ajudar no orçamento familiar, ficando à mercê da violência e da exploração do mercado de trabalho informal.

Para reduzir a evasão escolar e contribuir com a inclusão social e a empregabilidade de adolescentes em programas que não atrapalhem os estudos, a Associação para o Desenvolvimento Coesivo da Amazônia (ADCAM) desenvolveu a oficina Quero Ser Aprendiz.

O trabalho agora vai ser reforçado com a implantação de uma sala de informática, construída com o investimento social da Fundação Banco do Brasil. O convênio, assinado nesta sexta-feira (09), faz parte do projeto Voluntários BB/FBB 2016 e vai destinar cerca de R$ 70 mil para a aquisição e instalação de computadores e para formação de 80 adolescentes de Manaus (AM).

O projeto tem como objetivo possibilitar o acesso às novas tecnologias da informação, por meio de cursos de informática e capacitações de conhecimentos, habilidades e atitudes exigidos no mercado de trabalho, como preparatório para programas como o Jovem Aprendiz.

Para que os participantes se desenvolvam melhor nas entrevistas de emprego, o projeto oferece ainda outras atividades como acompanhamento psicossocial, testes vocacionais e oficinas de elaboração de currículo.

Para Simone Sodré, coordenadora de projetos da instituição, a ideia é desenvolver o aspecto profissional dos alunos. “Essa fase da vida é muito complicada, então, o projeto vai ajudar a despertar as capacidades dos adolescentes e fazer com que eles entrem no mercado de trabalho mais preparados, porque eles não tem recursos financeiros para fazer essa preparação.”

Francimara Amaral é jovem aprendiz e destaca como a formação foi importante para sua formação profissional. “Participar desse curso foi muito importante, me ajudou a melhorar minha postura nas entrevistas de emprego e a me sair bem no processo do jovem aprendiz.”

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