Organização comunitária no Médio Juruá, na Amazônia, fortalece produção sustentável de recursos e atrai apoio de organizações e empresas

O boto cor-de-rosa é atração entre os turistas que vão visitar os rios da Amazônia, mas não é companhia desejada pelos barqueiros da região. Têm a fama de distraírem a atenção do condutor e de fazê-lo perder o rumo. Além disso, os barqueiros rejeitam levar mulheres que estão no período menstrual, devido ao folclore de que elas atraem os mamíferos ao redor do barco.

Essa história faz parte do repertório das comunidades ribeirinhas no Médio Juruá, no município de Carauari, região sudoeste do Amazonas, onde o transporte fluvial tem papel decisivo: é o único meio de ligação entre as localidades e o resto do mundo. O rio Juruá tem inúmeras curvas, o que torna o percurso bastante demorado. Para chegar à área urbana leva até três dias de barco. Para a capital do estado, Manaus, a viagem dura até dez dias. Assim vivem 4,2 mil pessoas que moram nas 55 comunidades na reserva extrativista Médio Juruá e na reserva de desenvolvimento sustentável Uacari, unidas pelo sinuoso rio.  

“Aqui na Amazônia, além da falta de comunicação, nós temos grandes distâncias que elevam os custos e aumenta o preço dos produtos”, afirma Adevaldo Dias, presidente do Memorial Chico Mendes. 

Para superar a dificuldade com o transporte e o sustento das famílias, a saída foi a organização comunitária. Associações e cooperativas formadas por moradores contam com o apoio financeiro e acompanhamento de instituições parceiras mobilizadas na preservação da biodiversidade e da cultura dos ribeirinhos. As iniciativas na região conciliam a geração de renda com a conservação da floresta e buscam fortalecer cadeias produtivas com base no manejo sustentável de espécies vegetais e animais.

As famílias vivem da extração de acaí, da borracha e de oleaginosas como andiroba e murumuru, do cultivo da mandioca e da pesca - principalmente do manejo do pirarucu. O manejo das tartarugas, com o acompanhamento de pesquisadores, é feito para evitar que entrem para a lista das espécies em extinção, mas o uso comercial autorizado é um objetivo dos produtores locais.

Apoiadores nacionais, entre eles a Fundação Banco do Brasil, se reuniram com representantes de 45 comunidades em um seminário, entre 17 e 19 de outubro, na comunidade de Bauana. O evento teve a participação de mais de 200 pessoas, entre moradores e parceiros, e a organização foi do Instituto Chico Mendes (ICMBio) e da Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc). O objetivo foi debater o fortalecimento das cadeias produtivas das duas reservas.

Bruna de Vita, coordenadora Geral de Populações Tradicionais do ICMBio, ficou satisfeita com a aproximação entre os comunitários e as instituições.


Ecoforte

A Fundação Banco do Brasil investe em diversos projetos no Médio Juruá, por meio do Programa Ecoforte, em parceria com o Fundo Amazônia (gerido pelo BNDES) e o apoio do Ministério do Meio Ambiente e ICMBio. 

Em convênio com a Asproc, o recurso em torno de R$ 1,2 milhão  foi utilizado para a compra de dois barcos para o transporte dos produtos e para a construção de um entreposto de pesca, que está em andamento. “Agora a gente pega o peixe e leva para Manaus para ser feito o processamento, com alto custo de transporte e de beneficiamento. Com esse entreposto construído aqui o manejador vai poder receber um valor a mais pelo pescado”, explica o presidente da Asproc, Manuel Siqueira. A entidade também recebeu o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, em 2015, na categoria Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária. O troféu foi um reconhecimento à Tecnologia Social Sanear, que permite o acesso a água potável, por captação de chuva ou de poço, e a construção de sanitário nas residências.

Ainda pelo Ecoforte, a Cooperativa Codaemj recebeu cerca de R$ 600 mil que são empregados na aquisição de sementes de andiroba, murumuru e ucuuba e na construção de galpão para o processamento das oleaginosas.

"Participar do Seminário nos deu a dimensão da forte mobilização e organização social dos comunitários e da seriedade de suas associações e cooperativas para o desenvolvimento sustentável da região. Com o Ecoforte, contribuímos para a estruturação das cadeias produtivas manejadas por essas comunidades, agregando valor e ativando a economia extrativista,  possibilitando que mais pessoas se beneficiem, conheçam e consumam esses produtos em todo o Brasil", explica Cláudia Zulmira, assessora da Fundação Banco do Brasil. 

O que é manejo

Manejo Florestal Sustentável é a administração da floresta para obtenção de benefícios econômicos, sociais e ambientais, respeitando os mecanismos de sustentação do ecossistema, possibilitando a utilização de múltiplas espécies, produtos e subprodutos madeireiros e não-madeireiros, assim como outros bens e serviços florestais. A produção leva em conta a legislação em vigor e tem o acompanhamento de órgãos ambientais. 

Fotos: Paula Crepaldi/Fundação BB e Bruno Bimbato/ICMbio

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Produtos são distribuídos de graça para os moradores da comunidade e vendidos para outras partes do Brasil e do mundo

Provavelmente você já ouviu falar em capim santo, arruda, erva-de-São João e mastruz. Essas e outras espécies são encontradas na Floresta Nacional do Purus, no Amazonas, e usadas pelo Centro Medicina da Floresta (CMF) em receitas caseiras de medicamentos fitoterápicos, importantes para evitar e tratar doenças do corpo, da mente e da alma.

Na lista encontramos também, artemísia, benguê, citronela, colônia e cordão de frade. Ao todo, o CMF cultiva em torno de 500 espécies de plantas nativas e ornamentais. E para não deixar morrer o saber popular, a entidade, que está situada dentro da comunidade Vila Céu do Mapiá, no município de Pauini, dedica-se há 29 anos, a pesquisa, educação, preservação e resgate dos conhecimentos tradicionais dos povos da floresta.

O resultado é visto nas 200 fórmulas produzidas de florais da Amazônia, chás, banhos, compressas perfumadas, defumação, tônicos, fitoessências, homeopatias, pomadas, argila, travesseiros de ervas, repelente, piolhicida, neutralizadores de venenos, óleos e desinfetantes. Os florais são desenvolvidos com 71 tipos de flores. Já na lista das pomadas estão os nomes popularmente conhecidos como sara tudo, cura benta, radical, deliciosa, refrescante, balsâmica e poderosa. A produção é destinada gratuitamente à comunidade local e vendida para consumidores do Brasil e do mundo.

Este ano, a Fundação Banco do Brasil tornou-se parceira e investiu R$ 336 mil para construir e mobiliar o novo laboratório, e ainda capacitar os associados em produção de florais e bioconstrução. O projeto atende 32 moradores da comunidade.

A organização não governamental foi fundada em 1989 por mulheres, com a participação de jovens, que se debruçaram sobre o saber dos mais velhos e na preservação de sua ciência. A organização evoluiu de uma pequena experiência para a expansão em outros pontos da Amazônia, onde se tornou uma referência em educação e saúde comunitárias. A partir de 1997 se oficializou como uma ONG e, desde então, ampliou os horizontes, passando a interagir com outros atores sociais, desenvolvendo parcerias, tanto na Amazônia como no cenário nacional e internacional.

“Abraçamos também os jovens, porque são eles que vão dar continuidade ao trabalho de seus pais e avós. A tradição estava sendo perdida e o projeto está resgatando a cultura, melhorando a autoestima, expandindo os saberes, aliado à preservação da mata amazônica”, declarou José Kubitschek, coordenador do projeto.

O coordenador acredita que a parceria com a Fundação BB o CMF irá iniciar uma nova etapa, com melhoria no espaço de trabalho, com mais organização para produzir e aprofundar nas pesquisas, gerar mais emprego e garantir mais renda para as famílias. “Com isso, vamos dar continuidade a essa cultura milenar, valorizando o conhecimento dos nossos anciãos e dando oportunidade para os jovens aprenderem”.

Em 2015, o Centro Medicina da da Floresta foi certificado como tecnologia social no Prêmio Fundação Banco do Brasil e hoje faz parte o Banco de Tecnologias Sociais.

 

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Projeto gera renda para agricultores familiares que beneficiam de farinha de mandioca e vão iniciar produção de polpas de fruta

Na margem esquerda do rio Tapajós, bem no meio da floresta amazônica, uma comunidade tradicional usa bicicletas para coletar frutas, energia solar para beneficiar a farinha de mandioca na agroindústria e triciclo para transportar os produtos até os barcos que vão a Santarém (PA).

Essas alternativas sustentáveis de energia e transporte foram encontradas pelos moradores de Surucuá para ampliar a produção de derivados das frutas e de mandioca e a comercialização dos produtos, diante das condições naturais da região. Os moradores das Reservas Extrativistas Tapajós e Arapiuns têm o rio Tapajós como única porta de entrada. Saindo de Santarém, são, em média, seis horas de viagem de barco até lá.

Em convênio firmado com a Fundação Banco do Brasil (FBB), a Associação Comunitária de Moradores Produtores Agroextrativistas de Surucuá (Amprosurt) vai envolver 40 famílias que vivem na reserva. O objetivo é gerar oportunidade de renda para os participantes, principalmente mulheres e jovens. A gestora do projeto, Mayá Schwade, afirma que com o beneficiamento “melhora a apresentação dos produtos, através do uso dos equipamentos, e agrega valor à produção, possibilitando um melhor preço de venda”.

A farinha de mandioca é o primeiro produto que vem sendo beneficiado. Após capacitação, as famílias passaram a seguir padrões de higiene e qualidade na produção e com o ensacamento na agroindústria puderam aumentar o valor de venda de R$ 2 para R$ 3,50 o quilo. Atualmente, 14 famílias produzem cerca de 100 quilos por semana.

“A gente agora consegue vender melhor o produto da gente. Antes trabalhava mais e era menos renda”, afirma Cristiane Almeida, que também trabalha com o marido na produção. Em breve, a comunidade receberá mais equipamentos para beneficiar outros frutos, como maracujá, manga, murici, goiaba, acerola, caju, açaí, coco e cupuaçu.

Outra associada, Eloisa Sousa de Castro, também produz com o marido. Ela explica que o grupo de participantes vai comprar frutas e farinha de mandioca com outras famílias da comunidade, sendo esta uma forma de garantir a matéria-prima para produção e de gerar renda para mais gente. “O nosso projeto é principalmente para fortalecer a renda da comunidade. Os que não estão envolvidos na agroindústria vão fazer um preço mais baixo e em troca terão um preço melhor nos produtos beneficiados”.

As moradoras afirmam que a união para realizar o trabalho trouxe mais confiança e motivação para todos. “Tenho certeza de que todas as mulheres que estão no grupo estão mais confiantes”, disse Eloisa. “Estamos muito empenhadas e unidas e assim a coisa anda”, declarou a participante Maria Assunção Araújo.

Parceria para o desenvolvimento
O projeto na comunidade de Surucuá é um dos 23 habilitados no edital do Ecoforte Extrativismo, realizado em 2017. O edital apoia empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta. O investimento social é de R$ 8 milhões, da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com recursos da Parceria Fundo Amazônia, o Ecoforte Extrativismo contribui para o cumprimento do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável: “Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável”.

 

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Fundação BB investiu R$ 600 mil nas cadeias produtivas do açaí e da andiroba e na produção de biocosméticos

As famílias ribeirinhas que vivem às margens do Rio Araguari, próximo ao município de Porto Grande (AP), já descobriram que a exploração sustentável dos recursos naturais pode render muito mais do que eles têm hoje. Pertencente à demarcação reconhecida como Mosaico da Amazônia Oriental, a região, que é uma unidade de conservação nacional, abriga 96 famílias que vivem da pesca, de pequenas plantações e da coleta de frutos e sementes da floresta, a exemplo do açaí e andiroba. A perspectiva é que em breve esses produtos sejam responsáveis pela mudança nas condições de vida e no resgate do conhecimento tradicional.

Essa oportunidade vem da parceria da Associação dos Agroextrativistas Ribeirinhos do Rio Araguari (Bom Sucesso) com a Fundação Banco do Brasil, por meio do Ecoforte Extrativismo, que investiu R$ 600 mil no projeto “Bom Sucesso Sustentável: cadeias produtivas do açaí e da andiroba gerando trabalho e renda na floresta nacional do Amapá”. O recurso está sendo aplicado na estruturação e no fortalecimento da gestão da associação por meio da capacitação de 200 pessoas em coleta, beneficiamento e comercialização dos produtos e na produção de biocosméticos.

A associação já desenvolve um trabalho com as famílias na difusão de boas práticas de manejo dos açaizais e das andirobeiras, assim como de outros produtos típicos da região, como breu branco, fava e pracaxi. As matérias-primas dessas cadeias produtivas são transformadas pela rede de mulheres em biocosméticos, que são vendidos nas feiras e comércio local - velas de andiroba; óleos; sabonetes de breu branco, andiroba, copaíba e fava; pomadas de gergelim preto, andiroba e tintura de pracaxi (produto que ajuda a aliviar as dores e a ação do veneno da cobra até chegada ao médico).

De acordo com o consultor ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Marcos Pinheiro, o projeto está contribuindo para o fortalecimento da agricultura familiar, para que, em breve, a associação tenha condições de firmar parcerias com o poder público, a exemplo do Programa de Aquisição de Alimentos – PAA e do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, e com ações que garantam a permanência das famílias na região, oferecendo, sobretudo, condições para envolvimento da juventude. "É uma oportunidade de evolução da organização social dos ribeirinhos do rio Araguari, visando a construção de um ciclo virtuoso de geração de trabalho e renda. Além disso, as lições e as experiências que estão sendo vivenciadas aqui, graças ao projeto, poderão ser irradiadas para outras comunidades e aldeias envolvidas com o mosaico de áreas protegidas do Amapá", destacou o consultor.

Há um ano, a jovem Aline Silva Leal, de 20 anos, passou a fazer parte da Associação Bom Sucesso. Ela conta que o trabalho da mãe na entidade lhe serviu de inspiração e que, assim como ela, outros 35 jovens também foram convencidos a fazer parte do projeto e a dar continuidade ao trabalho dos pais. “Aqui eu faço um pouco de tudo, ajudo na colheita, no beneficiamento e na fabricação dos biocosméticos. É uma boa oportunidade para todos, principalmente para os jovens, porque aqui a gente trabalha no que gosta, no lugar que a gente nasceu e foi criado”.

O projeto foi selecionado pelo Ecoforte Extrativismo, com apoio do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e conta também com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e o Instituto de Estudos e Pesquisas do Amapá (IEPA).

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Foram habilitadas 23 entidades que reúnem produtores extrativistas em projetos em unidades de conservação federais no Bioma Amazônia

A Fundação Banco do Brasil anuncia o resultado definitivo da Etapa 3 do Edital Ecoforte Extrativismo, publicado nesta terça (7) no Diário Oficial da União. Foram habilitadas 23 entidades sem fins lucrativos que reúnem produtores extrativistas em projetos em unidades de conservação federais de uso sustentável no Bioma Amazônia. Das habilitadas, oito ficam no estado do Amazonas, cinco no Amapá, quatro no Acre, e três tanto em Roraima quanto no Pará.

O investimento social é de R$ 8 milhões, da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  O edital apoia empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta.

Para acessar a página do Edital Ecoforte Extrativismo, clique aqui.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Entidades têm até o dia 27 de outubro para entrar com recurso na comissão de seleção

A Fundação Banco do Brasil divulga o resultado da Etapa 3 do Edital Ecoforte Extrativismo, publicado nesta segunda (23) no Diário Oficial da União. Foram selecionadas entidades sem fins lucrativos que reúnem produtores extrativistas em projetos em unidades de conservação federais de uso sustentável no Bioma Amazônia. As entidades participantes têm até o dia 27 para entrar com recurso na Comissão de Seleção.

O investimento social será de R$ 8 milhões, da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A seleção vai apoiar empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta.

Para acessar o resultado preliminar da Etapa 3, clique aqui

Para acessar o formulário de interposição de recursos da Etapa 3, clique aqui 

Para acessar a página do Edital Ecoforte Extrativismo, clique aqui.

A realização deste projeto contempla quatro Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidascom metas para o ano de 2030

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Na próxima semana serão lançadas duas seleções voltadas para empreendimentos novos e também já conveniados

A Fundação Banco do Brasil, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Fundo Amazônia, divulga hoje (3) processos seletivos, que serão lançados na próxima semana, no âmbito do Programa de Ampliação e Fortalecimento das Redes de Agroecologia e Produção Orgânica. Serão investidos R$ 25 milhões de recursos não reembolsáveis para apoio a projetos territoriais de redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica. 

Serão duas chamadas públicas. Uma denominada Regulamento que tem como objeto a seleção e o apoio a projetos para implantação e/ou melhoria de empreendimentos econômicos coletivos relacionados à produção de base agroecológica, extrativista e orgânica das redes já conveniadas no âmbito do Edital 2014/005 - Redes ECOFORTE. Nessa modalidade, estão previstos R$ 6,5 milhões para projetos de R$ 300 mil até R$ 500 mil.

O outro instrumento é o Edital que envolve a consolidação das redes atendidas, desde que integrem novos grupos ou organizações produtivas e a inclusão de novas redes. Neste certame, serão R$ 18,5 milhões investidos, sendo que R$ 2,5 milhões destinados à consolidação e expansão de redes, com aporte entre R$ 300 a 500 mil; e R$ 16 milhões para novas organizações, com projetos de valores entre R$ 800 mil a R$ 1 milhão.

As redes conveniadas só poderão se inscrever em um dos dois processos, conforme a característica do empreendimento. Os recursos poderão financiar a construção ou reforma de instalações; aquisição de máquinas, veículos e equipamentos; capacitações e serviços técnicos especializados; e gestão e assistência técnica dos projetos apoiados.

O lançamento desses processos resgata o caráter estruturante do Programa Ecoforte e visa atender as necessidades de ampliação da capacidade produtiva, a inserção socioprodutiva, a maturação de empreendimentos e a geração de insumos para a produção. Além disso, permite a continuidade das ações de mobilização, capacitação e intercâmbio de conhecimentos.

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, destaca que "ao dar continuidade ao Programa Ecoforte, a Fundação BB, em parceria com o BNDES, contribui para fortalecimentos das organizações agroecológicas, gerando renda, promovendo a segurança alimentar e hídrica e dinamizando territórios. Essas ações permitem que mais agricultores familiares, assentados da reforma agrária e extrativistas participem do ciclo virtuoso de desenvolvimento sustentável"

Programa Ecoforte 

Criado em 2013, o Ecoforte possibilitou a integração das organizações participantes, com ampliação da participação de agricultores familiares no processo de transição agroecológica, inserção produtiva de jovens e mulheres, melhoria da capacidade de produção, articulação e realização de negócios solidários nas próprias redes.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Convênio possibilitará ações conjuntas de apoio a projetos nas áreas de inovação, pesquisa e produção sustentável

A Natura e a Fundação Banco do Brasil assinam nesta quinta-feira parceria inédita para fortalecer o uso de produtos e serviços da sociobiodiversidade da Amazônia, a partir do apoio a projetos nas áreas de inovação, pesquisa e produção sustentável, atendendo diretamente às comunidades agroextrativistas da região.

O primeiro projeto do convênio, com ênfase na produção sustentável, irá atender mais de 200 famílias de quatro comunidades da região do Baixo Tocantins, no Pará, contribuindo para a capacitação técnica das cooperativas e à adoção de tecnologias sociais adaptadas à agricultura familiar e ao agroextrativismo sustentável.

O investimento inicial no projeto, de R$ 190 mil, será aportado pela Fundação Banco do Brasil para a construção de 10 secadores solares de alta eficiência, que vão melhorar a qualidade da produção de andiroba e murumuru, ingredientes da biodiversidade usados pela Natura em seus produtos. A parceria prevê ainda fornecimento de 40 cadeiras para a coleta de patauá das palmeiras pelas comunidades extrativistas da região.

Em contrapartida a Natura irá fornecer, por meio de sua área de Gestão de Relacionamento e Abastecimento com Comunidades, capacitações e assistência técnica para essas famílias, de forma que consigam melhorar a qualidade dos óleos e tenham maior segurança na coleta do patauá.

A iniciativa será desenvolvida no âmbito do Programa Amazônia, criado pela Natura em 2011, com o objetivo de impulsionar um novo modelo de desenvolvimento, mais inclusivo e sustentável, partindo do princípio de que a floresta pode ter mais valor em pé do que derrubada. Ao longo dos últimos seis anos, a Natura já investiu mais de R$ 1 bilhão na região por meio do programa, beneficiando mais de 2 mil famílias em 28 comunidades.

“O convênio entre Natura e Fundação Banco do Brasil soma esforços; ele é uma sinergia entre empresas que acreditam que os negócios podem estar à serviço da geração de impacto positivo no meio ambiente e na sociedade”, afirma Josie Romero, vice-presidente de Operações e Logística da Natura. “Lado a lado, vamos alavancar a inovação na região amazônica, contribuir com a capacitação técnica de cooperativas e beneficiar a população local”, complementa.

Segundo o diretor de Gestão de Pessoas, Controladoria e Logística da Fundação Banco do Brasil, Valter Coelho de Sá, “a parceria inédita com a Natura agrega esforços para trazer a melhoria de vida das pessoas por meio de iniciativas que promovam a inclusão socioprodutiva e o desenvolvimento sustentável. Além disso, reaplica tecnologias sociais, metodologias simples que têm baixo custo e alta eficiência na solução de problemas sociais. A experiência e a atuação das duas empresas na região possibilitam uma maior transformação social”.

Essa iniciativa destaca a importância de alianças multissetoriais para o fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis do bioma da Amazônia.

As comunidades beneficiadas no Pará pelo primeiro projeto são:

- Cooperativa Mista Agroextrativista de Santo Antônio do Tauá – Camtauá - Santo Antonio do Taúa
- Cooperativa dos Fruticultores de Abaetetuba(Cofruta) - Abaetetuba
- Cooperativa de Resistência de Cametá (CART) – Cametá
- Associação de Moradores e Agricultores de Jauari Caminhando com Cristo – J Mojú

Sobre a Natura

Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira de cosméticos e produtos de higiene e beleza. Líder no setor de venda direta no Brasil, registrou R$ 7,9 bilhões de receita líquida em 2016, possui mais de 7 mil colaboradores, 1,8 milhão de consultoras e operações nos EUA, França, Chile, México, Peru, Colômbia e Argentina. Foi a primeira companhia de capital aberto a receber a certificação B Corp no mundo, em dezembro de 2014, o que reforça sua atuação transparente e sustentável nos aspectos social, ambiental e econômico. Para mais informações sobre a empresa, visite www.natura.com.br e confira os seus perfis nas seguintes redes
sociais: Linkedin, Facebook, Instagram, Twitter e Youtube.

A divulgação deste projeto contempla quatro 
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Escola foi a primeira do mundo a conquistar selo internacional que reconhece o uso de madeiras certificadas; proposta do projeto é fazer dos jovens multiplicadores de saberes na Amazônia

Com a parceria da Fundação Banco do Brasil, a Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (OELA), da cidade de Manaus (AM), formou a primeira turma em luteria – processo de construção de instrumentos musicais de cordas - composta por 20 jovens da comunidade. O projeto recebeu investimento social da Fundação BB no valor de R$ 89 mil e permitiu que os alunos tivessem aulas gratuitas teóricas e práticas com o professor venezuelano e luthier, Jorge Montero. O mestre que tem formação musical na Orquestra Juan José Landaeta Ciudad Bolívar e no conservatório Simón Bolívar, de Caracas, ministrou o curso por quase um ano.

O recurso da Fundação BB foi usado também na capacitação de jovens em manutenção e restauração de instrumentos sinfônicos. A ideia é que esses jovens sejam multiplicadores, gerando uma rede de saberes na Amazônia.

Douglas Oliveira Nóbrega, músico e professor de violino, foi um dos participantes do curso. O jovem de 32 anos, que toca desde os 15 anos, faz parte da Orquestra Amazonas Filarmônica. “A minha torcida é para que a escola consiga novas parcerias para dar continuidade aos outros cursos da família das cordas - viola, violoncelo e contrabaixo, e permitir que outros jovens tenham a mesma oportunidade que eu tive”, disse.

A OELA foi criada em 1998 pelo luthier e professor Rubens Gomes que no início das atividades dividia o espaço da própria casa e o seu conhecimento para ensinar aos jovens a arte de construção de instrumentos musicais de cordas dedilhadas. Em 2000, a escola foi a primeira do mundo a conquistar o Selo Verde do Conselho de Manejo Florestal, o Forest Stewardship Council (FSC) e manteve a renovação desta certificação até os dias atuais, um reconhecimento importante que respalda a utilização de madeiras certificadas da Amazônia para a fabricação de instrumentos musicais.

A coordenadora de projetos da OELA, Jéssica Freitas, explicou que a entidade é conhecida como um centro de oportunidades. Além da luteria, são oferecidas atividades, como educação física, inclusão digital, cursos de qualificação profissional, educação ambiental, educação musical, idiomas, desenho artístico, acompanhamento psicossocial e pedagógico e oficina de segurança alimentar e nutricional.

Segundo a coordenadora, “anualmente, cerca de dois mil alunos são contemplados com os cursos. Eles possibilitam que crianças, adolescentes, jovens e adultos tenham opções para o crescimento e desenvolvimento pessoal e profissional”.

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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