Projeto recebeu recurso da Fundação BB para construção de fábrica, compra de equipamentos e utensílios

Em Minas Gerais quitanda é o nome que se dá as guloseimas preparadas em casa, como bolos, roscas, pão de queijo, bolachas, broas, sonhos, doces e compotas. No estado as quitandas estão presentes no café da manhã, no almoço, no lanche da tarde ou merenda e no jantar das famílias. As receitas diversificadas e passadas de geração em geração já são referência em feiras e mercados.

No município de José Raydan, situado no norte do estado, a Associação dos Produtores Rurais de Fonseca e Adjacências está apostando na produção e distribuição das quitandas para gerar trabalho e renda aos agricultores familiares da região. Em junho de 2018 a entidade inaugurou a Fábrica Comunitária de Quitandas, no povoado de Fonseca, construída com investimento social da Fundação Banco do Brasil. O recurso no valor de R$ 107,9 mil, também foi usado na compra de equipamentos e utensílios (refrigerador, fornos, fogões, eletrodomésticos, armários, mesas e utensílios de cozinha).

O projeto foi elaborado pela extensionista de bem-estar social da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater/MG), Tâmara Magali Temponi, com o objetivo de viabilizar a comercialização de produtos da agroindústria para os mercados institucionais, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), principalmente as quitandas, que são tradicionalmente fabricadas pelas famílias.

A agricultora Ivanete Ramos de Morais foi uma das beneficiadas pelo projeto. Ela conta que aprendeu a fazer quitandas com a irmã mais velha, porque a mãe sempre fazia para comer em casa; e que na cozinha industrial do projeto gosta de fazer o que considera a sua especialidade: rosca de nata e o pão com queijo. “Estou muito feliz com a oportunidade que estou tendo, porque através desse projeto vou ter uma renda e ainda vou poder contribuir com a merenda escolar do meu filho.” disse.

O lote para a construção do empreendimento foi doado pela Prefeitura Municipal. Antes de iniciarem os trabalhos na fábrica, os 15 agricultores e agricultoras participaram de capacitações, promovidas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), para a fabricação dos produtos, obedecendo a legislação higiênico-sanitária. Em dezembro de 2018 a associação já fez entrega de produtos para a merenda escolar do município.

Experimente fazer em casa. Veja a receita. 

Rosca caseira

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Aquisição do veículo está prevista no projeto “Quitanda sobre Rodas”, que beneficiará 140 produtoras familiares de Cataguases

Brevemente, o tradicional Café Rural produzido por agricultoras familiares de Cataguases (320 Km de Belo Horizonte), em Minas Gerais, ganhará ruas e eventos locais com o food truck que a Associação de Mulheres Rurais de Cataguases (AMURC) está adquirindo com apoio da Fundação Banco do Brasil. Orçado em R$ 298 mil, o projeto “Quitanda sobre Rodas” também possibilitará a estruturação de uma cozinha industrial e equipamentos para o box que a entidade mantém no Mercado do Produtor.

Maria Inês Oliveira Rocha, vice-presidente da AMURC, afirma que a execução do projeto impactará positivamente cerca de 140 famílias de pequenas produtoras em nove comunidades. Atualmente, a renda obtida com a comercialização dos produtos gera um incremento médio de 30% na renda familiar das associadas, calcula.

Produzidas com matéria-prima orgânica, as broas, biscoitos, bolos e o pastel de angu, entre outras quitandas, já foram reconhecidas por consultores da Associação das Cidades Histórias de Minas Gerais (ACHMG) como histórica e culturalmente autênticas, passando a compor o roteiro turístico da região. Além dos itens do Café Rural, as produtoras comercializam compotas, doces em barra e cristalizados, geleias, polpadas (espécie de doce de colher utilizado como sobremesa, recheio de bolos e acompanhamento de biscoitos) e licores, entre outros itens culinários produzidos com mão-de-obra familiar.

Atualmente, os alimentos são feitos nas cozinhas das produtoras e transportados em carros fretados, sem nenhuma estrutura para tal. Marlene Aparecida do Carmo Soares comercializa o Café Rural para eventos há cerca de 15 anos, junto com a amiga Vanderli Docelino Moisés. Moradora da comunidade da Glória, ela aposta na iniciativa para aumentar o lucro e facilitar o transporte até os locais dos eventos. “Hoje a gente paga até R$ 130 de frete, sem falar que os carros não são próprios para isso. Com esse food truck, a gente espera melhorar o ganho, a produção e a qualidade de vida”.

A divulgação deste projeto está relacionada aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS:

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