Quarta, 23 Janeiro 2019 14:25

O desafio dos 10 anos

 

 

A Fundação BB topou o desafio das redes sociais e resgatou três tecnologias sociais premiadas em 2009 para ver suas atuações em dez anos

Se você tem algum canal nas redes sociais, já deve ter visto o desafio com a hashtag #10yearschallenge (desafio dos dez anos), com fotos de pessoas em 2009 e 2019, mostrando algumas mudanças ou semelhanças durante este tempo. A brincadeira está se espalhando, principalmente pelo Facebook e até hoje várias pessoas e até empresas estão aderindo ao desafio. A Fundação BB também aceitou participar deste movimento, mas de uma forma um pouco diferente. Nós resgatamos três iniciativas que participaram do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social de 2009 e fomos conferir como essas tecnologias sociais se desenvolveram durante esses dez anos. Confira abaixo algumas histórias:


Telinha de Cinema: do analógico ao digital colecionando premiações

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Uma estratégia para que jovens da rede pública de educação pudessem experimentar novas possibilidades de produzir e aprender a partir da cultura digital, a tecnologia social “Telinha de Cinema” surgiu em 2007 com a popularização dos celulares com câmeras e outros dispositivos moveis entre as classes C e D, sobretudo na periferia de Palmas (TO). A iniciativa foi vencedora na categoria Região-Norte, no Prêmio de 2009, recebendo o valor de R$ 50 mil para a disseminação da tecnologia. De lá pra cá a Telinha de Cinema cresceu. Entre 2010 e 2012 o projeto ganhou reaplicações em comunidades escolares da Recife (PE), Porto Velho (RO) e Fortaleza (CE), em parceria com a Fundação Telefônica e as redes públicas de ensino dessas localidades. Foram mais de 600 crianças e adolescentes beneficiadas, que junto com educadores e jovens artistas e desenvolvedores das próprias comunidades, encontraram novos caminhos para seus desafios de aprendizagem a partir do uso criativo do celular, da internet e das artes digitais.

Entre 2011 e 2013, a Telinha de Cinema ganhou uma escala regional e passou a contar com dois núcleos comunitários, um na periferia de Palmas e outro na periferia de Goiânia (GO). Articulou parceria com universidades públicas (Universidade Estadual de Goiás - UEG e Universidade Federal do estado do Tocantins - UFT) implementou um programa de residência em arte, tecnologia e educação que financiou o trabalho de pesquisa e criação de obras vanguarda, trazendo para essas comunidades, artistas renomados de vários países da América Latina. Nesse período também executou ainda o programa “Mochila Digital”, uma experiência inovadora de desenvolvimento de curso na modalidade EaD a partir das experiências de aprendizagem vivenciadas no Telinha de Cinema e no seu programa residência artística.

Toda essa trajetória permitiu o amadurecimento da organização e sua vocação para a concepção, desenvolvimento e reaplicação de tecnologias sociais. A partir de 2013 começou a focar para demandas relacionadas à formação de leitores e de fortalecimento das bibliotecas públicas, comunitárias e escolares e recebeu certificação de nova tecnologia social, pela Fundação BB, com o “Telinha na Escola”. Assim, a partir desta adaptação, desenvolveu outras tecnologias sociais com este objetivo: explorar as novas tecnologias e novas linguagens para contribuir com o desafio de formar um Brasil de leitores. Assim nasceu o "E se eu fosse o autor?", certificada pela Fundação BB em 2011 e em 2015, atendendo mais de 600 jovens na região metropolitana de Goiânia e, a partir de 2016, o "BiblioArte LAB - Laboratório comunitário de inovação em leitura e formação de leitores" com mais de 1.020 beneficiados na rede de bibliotecas públicas e escolares de Poços de Caldas (MG).

Com estes projetos, todos inspirados na experiência do Telinha de Cinema, a Associação de Educação, Cultura e Meio Ambiente Casa da Árvore, autora da metodologia, recebeu importantes prêmios e certificações como Inovação e Criatividade na Educação Básica (MEC), Prêmio Finep de Inovação, Prêmio ARede.EDU, Prêmio Péter Murány, e mais recentemente, participação no Programa de Inovação em Bibliotecas da Unesco (Iberbibliotecas) como finalista do Prêmio Jabuti 2018 (inovação na formação de leitores) e do Prêmio IPL- Retratos da Leitura. A partir destas tecnologias sociais, entre outras atividades, a instituição oferece laboratórios criativos de Booktubers, de GIF´s Literários, de Stories Poéticas, e outras tantas atividades que foram inspiradas e adaptadas da Telinha de Cinema para a nova realidade cultural e tecnológica. Desde de 2016 já foram atendidas mais de 1.020 pessoas, responsáveis por desenvolverem uma proposta de biblioteca inovadora para leitores do século 21.

Adolescentes seguem como protagonistas

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Dez anos após o reconhecimento como vencedora na categoria Centro-Oeste em 2009, os organizadores da tecnologia social “Adolescentes Protagonistas” avaliam uma trajetória de crescimento e amadurecimento. O projeto foi apresentado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), de Brasília e segundo a assessora Márcia Acioli, responsável pelo projeto, foram muitos os impactos, desde fortalecer a convicção e a linha metodológica até para conseguir novos parceiros. "A visibilidade nos legitimou perante parceiros e a sociedade em geral e abriu portas para consolidar um trabalho inter institucional envolvendo o poder público", avalia. 

A proposta inicial da tecnologia social foi oferecer formação de adolescentes na relação entre direitos humanos, cidadania e orçamento público e também a oferta de oficinas em escolas públicas, levantando temas importantes que viram matérias na Revista Descolad@s de Direitos Humanos e Orçamento Público (revista produzida pelos adolescentes e que foi certificada como tecnologia social pela Fundação BB em 2013).

Nesses dez anos o Inesc adaptou o projeto considerando novos públicos, novas escolas mantendo os princípios iniciais de arte-educação, educação popular e educomunicação. As crianças e os adolescentes aprendem sobre o Sistema de Garantia de Direitos, visitam os equipamentos públicos, fazem entrevistas, fotografam e discutem a qualidade do atendimento aos seus direitos. A organização também passou a publicar boletins temáticos referentes às questões sociais que cada grupo elege como prioritárias.

Desde 2014 trabalha com adolescentes em privação de liberdade. Todo o trabalho com este público segue a mesma lógica e as mesma programação, inclusive considerando as atividades integradoras que reúnem adolescentes de todas as comunidades e prioriza a produção de materiais de comunicação: programas de rádio, publicação de boletins, livros de poesia, entre outros materiais.

Em 2018 a metodologia ganhou o prêmio nacional Itaú-Unicef com parceria do núcleo de ensino da Unidade de Internação de Santa Maria. Em 2019 o projeto iniciou uma ação de acompanhamento de meninos e meninas egressas integrando-os a serviços, estágios, escolas em busca de fortalecer a caminhada cidadã. As edições da Revista Descolados circulam vivas sendo referência para muitos grupos, professores e escolas com solicitações para publicar trechos da publicação em um livro didático e também para integrar bibliotecas brasileiras e internacionais. Também há relatos de estudantes de jornalismo que estudaram a revista como Trabalho de Conclusão de Curso.

Rede de Mulheres: organização e fortalecimento do grupo

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Muita coisa mudou nesses dez anos de atuação. Em 2009, quando o projeto Rede de Mulheres para Comercialização Solidária foi apresentado pela Casa da Mulher do Nordeste, de Recife (PE), o grupo atuava dentro de um pequeno espaço cedido por uma organização parceira, e sempre houve o desejo de que a Rede de Mulheres deveria ter seu espaço próprio. Foi a partir do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social de 2009, que o grupo conseguiu aprovar alguns pequenos recursos para financiar algumas ações com as mulheres e conseguiu alugar um espaço de trabalho que comportasse a demanda de trabalho da organização. A Rede conseguiu montar um escritório pequeno e com alguns equipamentos que ajudaram na qualificação do trabalho tanto no campo, com as mulheres, como internamente. Também foi composta uma equipe com duas educadoras sociais, que passaram a contribuir diretamente com as ações da Rede. “De fato, esse Prêmio foi o grande incentivador da Rede de Mulheres no fortalecimento do seu projeto político de transformar politicamente e economicamente a vida das mulheres sertanejas, tanto no campo como na cidade”, avalia a educadora social, Ana Cristina, que responde pela entidade.

Segundo Ana Cristina, durante esses dez anos, muitas coisas importantes aconteceram. Após o Prêmio de 2009, a Rede conseguiu o apoio financeiro de algumas organizações como a Brazil Foundation, Aliança Empreendedora, Fundo Brasil de Direitos Humanos, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade e outras organizações que contribuíram para o fortalecimento da organização. O grupo também conseguiu mobilizar mais mulheres para integrar-se a Rede e atualmente está discutindo a criação de um plano de mobilização de recursos para que a organização consiga sustentabilidade financeira. Além disso, a Rede conseguiu organizar dois espaços de comercialização dos produtos das mulheres, tanto para as mulheres que trabalham na agricultura, quanto para as que trabalham com a produção de artesanatos. A entidade também possui uma loja van, em alguns eventos e feiras nos municípios do Sertão e adquiriu um trailer que fornece alimentação na feira livre na cidade de São José do Egito (PE). Todos esses espaços são geridos pelas próprias mulheres com a colaboração e apoio da equipe.
Premiações da Rede de Mulheres:

  • Prêmio Tecnologia Social na categoria "Participação das mulheres na Gestão de Projetos Sociais" - Fundação Banco do Brasil - 2009
  • Prêmio "Mulheres que Produzem o Brasil Sustentável" - Secretaria Nacional de políticas para as Mulheres - 2013;
  • Prêmio "Objetivos de Desenvolvimento do Milênio" - Autonomia e Valorização das Mulheres - Gabinete da presidência da República e Organização das Nações Unidas - ONU - 2014;
  • Prêmio "Boas práticas em Economia Solidária" - Secretaria Nacional de economia Solidária (SENAES), Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e Ministério do Trabalho (MTE) - 2015.

Todas as tecnologias sociais entrevistadas para esta matéria estão inseridas no Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil e podem ser consultadas para reaplicação das metodologias para qualquer região do País. Acesse: http://tecnologiasocial.fbb.org.br e conheça. São 986 iniciativas. Neste ano o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social chega à sua 10ª edição. O lançamento está previsto para fevereiro. Continue acompanhando nossas matérias para saber o prazo das inscrições

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Projeto com o apoio da Fundação BB vai oferecer capacitações e atendimento jurídico e psicossocial

Oferecer um espaço de acolhimento, integração, atendimento jurídico e psicossocial e capacitação para imigrantes e refugiados é o objetivo da Casa de Direitos, inaugurada nesta quinta-feira (8), em Brasília, pela Cáritas Brasileira, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, a Cáritas Suíça e o Departamento de Estado dos Estados Unidos (PRM).

No espaço será realizado o Projeto de Educação e Capacitação para Refugiados e Migrantes no Distrito Federal e Cidades do Entorno, que vai oferecer acompanhamento psicossocial, formação em língua portuguesa, cultura brasileira, legislação trabalhista, economia solidária, empreendedorismo e inclusão digital.

As inscrições para o curso de língua portuguesa, que tem 40 vagas, estão abertas até o dia 14 de novembro. “Os cursos vão dar uma base fundamental para essas pessoas poderem se integrar melhor aqui em Brasília. Já existe uma procura grande por esses cursos”, afirma Cristina dos Anjos, assessora para Migração e Refúgio, da Cáritas Brasileira. Já houve inscrições de migrantes do Chile, Venezuela, Haiti, Colômbia, Afeganistão e Senegal.

O senegalês Abdoul Aziz, de 27 anos, é um dos que se inscreveu no curso de português. Abdoul está no Brasil há um ano e oito meses e deixou no país de origem a mãe e dois irmãos menores, em busca de emprego. Ele já trabalhou como mecânico de automóveis por um período, mas está sem trabalho no momento. O senegalês se comunica com dificuldade em português e acredita que o curso vai ajudar. "Espero conseguir trabalho", afirma.

Já Andrerobert Lunga, de 36 anos, veio da República Democrática do Congo há oito anos. Ele fala português fluente, mas foi convidado a participar do curso pra ajudar na integração dos outros imigrantes. Veja ele comentando como vai participar.




Na Casa de Direitos também vai funcionar o Programa Pana, que tem como objetivo ser referência na acolhida, proteção e integração de imigrantes no Brasil. O Pana também estará presente em outras seis capitais do país – Boa Vista, Porto Velho, Recife, São Paulo, Curitiba e Florianópolis.

A palavra pana significa amigo na língua do povo indígena venezuelano Warao, os primeiros a atravessar a fronteira com a Roraima em busca de ajuda e formas de sobrevivência.

O Pana propiciará acesso à moradia, por meio do aluguel subsidiado de casas ou apartamentos para imigrantes que serão alocados de Roraima, oportunidade de formação em vista de trabalho e renda, assistência jurídica e psicológica. Para complementar as ações, no campo emergencial, os migrantes em situação de vulnerabilidade social terão acesso a itens de primeira necessidade como alimentos e kits de higiene pessoal e de limpeza e roupas.

As iniciativas contam com a parceria da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH); Cátedra Sérgio Vieira de Mello, da Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional das Migrações (OIM).

Serviço:
Inscrições: na Cáritasno, endereço: CONIC - Edifício Venâncio II – SDS Bloco H - 1º Andar - Salas – 101 a 104
Telefone para informações: (61) 3521-0350 - com Juliana Sangoi 

 

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Foram habilitadas 42 entidades sem fins lucrativos para promover organização comunitária e educação financeira em conjuntos habitacionais populares

A Fundação Banco do Brasil divulgou o resultado final do edital de credenciamento do Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts).

Foram habilitadas 42 entidades sem fins lucrativos das cinco regiões do país. As credenciadas vão realizar trabalho de mobilização comunitária com moradores de empreendimentos habitacionais financiados pelo Banco do Brasil e destinados à população com renda familiar abaixo de R$1.800.

O trabalho consistirá na reaplicação de tecnologia social chamada “Transformando realidades por meio da mobilização e organização comunitária” que busca promover a cidadania, os laços entre os moradores e a organização coletiva para buscarem soluções dos problemas no condomínio.

A princípio, a reaplicação será iniciada em 15 empreendimentos. Nos estados com mais de uma habilitada, haverá sorteio para a escolha da entidade que fará o trabalho de mobilização, conforme o edital.

Acesse o resultado final do Edital do Muts

Acesse a página do edital e anexos aqui

 
Diagnóstico

A reaplicação da metodologia em cada residencial prevê várias atividades: autorrecenseamento (dados demográficos, socioeconômicos e outros desejados pelos moradores); oficinas de educação financeira, educacão ambiental e conservação dos espaços comuns; e intercâmbio de experiências com outras comunidades que tenham realidades semelhantes.

Ao final, será feito um diagnóstico junto com os participantes para identificar as principais demandas de cada condomínio e escolher uma tecnologia social que atenda as necessidades observadas. A escolha será feita dentre as cerca de mil metodologias disponíveis no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), mantido pela Fundação BB. O BTS é um acervo online e gratuito com soluções para os diversos desafios enfrentados por comunidades, nos temas alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

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Projeto gera renda para agricultores familiares que beneficiam de farinha de mandioca e vão iniciar produção de polpas de fruta

Na margem esquerda do rio Tapajós, bem no meio da floresta amazônica, uma comunidade tradicional usa bicicletas para coletar frutas, energia solar para beneficiar a farinha de mandioca na agroindústria e triciclo para transportar os produtos até os barcos que vão a Santarém (PA).

Essas alternativas sustentáveis de energia e transporte foram encontradas pelos moradores de Surucuá para ampliar a produção de derivados das frutas e de mandioca e a comercialização dos produtos, diante das condições naturais da região. Os moradores das Reservas Extrativistas Tapajós e Arapiuns têm o rio Tapajós como única porta de entrada. Saindo de Santarém, são, em média, seis horas de viagem de barco até lá.

Em convênio firmado com a Fundação Banco do Brasil (FBB), a Associação Comunitária de Moradores Produtores Agroextrativistas de Surucuá (Amprosurt) vai envolver 40 famílias que vivem na reserva. O objetivo é gerar oportunidade de renda para os participantes, principalmente mulheres e jovens. A gestora do projeto, Mayá Schwade, afirma que com o beneficiamento “melhora a apresentação dos produtos, através do uso dos equipamentos, e agrega valor à produção, possibilitando um melhor preço de venda”.

A farinha de mandioca é o primeiro produto que vem sendo beneficiado. Após capacitação, as famílias passaram a seguir padrões de higiene e qualidade na produção e com o ensacamento na agroindústria puderam aumentar o valor de venda de R$ 2 para R$ 3,50 o quilo. Atualmente, 14 famílias produzem cerca de 100 quilos por semana.

“A gente agora consegue vender melhor o produto da gente. Antes trabalhava mais e era menos renda”, afirma Cristiane Almeida, que também trabalha com o marido na produção. Em breve, a comunidade receberá mais equipamentos para beneficiar outros frutos, como maracujá, manga, murici, goiaba, acerola, caju, açaí, coco e cupuaçu.

Outra associada, Eloisa Sousa de Castro, também produz com o marido. Ela explica que o grupo de participantes vai comprar frutas e farinha de mandioca com outras famílias da comunidade, sendo esta uma forma de garantir a matéria-prima para produção e de gerar renda para mais gente. “O nosso projeto é principalmente para fortalecer a renda da comunidade. Os que não estão envolvidos na agroindústria vão fazer um preço mais baixo e em troca terão um preço melhor nos produtos beneficiados”.

As moradoras afirmam que a união para realizar o trabalho trouxe mais confiança e motivação para todos. “Tenho certeza de que todas as mulheres que estão no grupo estão mais confiantes”, disse Eloisa. “Estamos muito empenhadas e unidas e assim a coisa anda”, declarou a participante Maria Assunção Araújo.

Parceria para o desenvolvimento
O projeto na comunidade de Surucuá é um dos 23 habilitados no edital do Ecoforte Extrativismo, realizado em 2017. O edital apoia empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta. O investimento social é de R$ 8 milhões, da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com recursos da Parceria Fundo Amazônia, o Ecoforte Extrativismo contribui para o cumprimento do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável: “Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável”.

 

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Músicos da Estrutural participam da programação junto a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional e do saxofonista americano Branford Marsalis

Música erudita e jazz juntos, com uma pegada de inclusão social. O projeto CCBB in Concert traz a Brasília o saxofonista estadunidense Branford Marsalis, que subirá ao palco acompanhado pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, em única apresentação no dia 16 de junho, na área externa do CCBB Brasília.

Os concertos se iniciam a partir das 16h com os jovens instrumentistas do Instituto Reciclando Sons, uma iniciativa certificada como tecnologia social e premiada em 2015 no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, na categoria Juventude. Em atividade na Cidade Estrutural, o projeto tem como objetivo promover a inclusão social, por meio da música, de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.

Em seguida, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional sobe ao palco, tocando obras de Bach, Villa-Lobos, John Williams (trilha sonora de Star Wars) e muito mais. Antes de iniciar o repertório de jazz, o saxofonista estadunidense apresenta algumas músicas em conjunto com a orquestra brasiliense.

No evento, haverá um área exclusiva com cadeiras em frente ao palco, cujo acesso é condicionado à doação de 1kg de alimento não perecível.

Sobre o saxofonista

Nascido em Nova Orleans e filho de pianista, Branford Marsalis começou a atividade na música ao tocar clarinete – o que abriu as portas para o saxofone, sua especialidade. O amor do jazz se intensificou ainda mais quando entrou na faculdade. Entre os trabalhos feitos pelo músico, está a participação em shows de Sting, vocalista da banda inglesa The Police. Ele também já participou de uma turnê em homenagem aos 50 anos da morte de Heitor Villa-Lobos, que passou pelos Estados Unidos com a Orquestra Philarmonica Brasileira, conduzida por Gil Jardim. Em 2010, fez a primeira participação na Orquestra Filarmônica de Nova Iorque, onde chegou a atuar como solista em uma série de concertos.

Programação:

- 16h - Reciclando Sons;

- 18h - Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional;

- 20h - Branford Marsalis;

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Reaplicação de tecnologias sociais envolvem a participação feminina no semiárido

Ampliar a participação das mulheres e torná-las protagonistas de soluções para problemas do cotidiano. Esses são os objetivos do projeto Mulheres em Movimento, que irá reaplicar três tecnologias sociais no município de Simão Dias, localizado no sertão sergipano. A experiência é uma parceria da Fundação BB com a Sociedade de Apoio Sócio Ambientalista e Cultural (SASAC), firmada no final do ano passado com investimento social de R$ 246 mil.

Uma das tecnologias reaplicadas será o Biodigestor, mecanismo que produz gás natural a partir de esterco animal. Também estão previstas a instalação de Cisternas de Placas - voltada para o consumo, com armazenamento de 16 mil litros de água da chuva e a Cisterna Calcadão para produção de alimentos, com reservatório de 52 mil litros. Até o final do projeto, serão construídos 10 unidades de cada iniciativa.

O envolvimento das comunidades é um dos fundamentos do conceito de tecnologia social e, no caso do Mulheres em Movimento, o diferencial é a capacitação de 30 agricultoras familiares na construção das soluções. Elas estão recebendo orientação sobre a produção de biogás e estruturação dos reservatórios para armazenamento da água da chuva. As iniciativas integradas permitirão o desenvolvimento de atividades agroecológicas, com produção de hortaliças e leguminosas.

A presidente da entidade, Joelma Santos, destacou o engajamento das participantes. Para ela, o protagonismo na construção das tecnologias foi um passo importante para as agricultoras. “Não foi uma conquista apenas para a entidade, mas para as participantes. Elas estão felizes e frequentam o curso mesmo em dias de chuva”, afirmou.

Em março, duas participantes visitaram comunidades que tiveram êxito na reaplicação de tecnologias sociais. Mary Gonçalves, moradora da comunidade de Mato Verde - município de Simão Dias (SE), irá construir um biodigestor em sua propriedade. "Aprendi muita coisa que não sabia fazer. Colocarei tudo em prática e compartilharei com o meu parceiro."

Vilma São Francisco, do povoado de Sítio Alto - município de Simão Dias (SE), também comentou suas expectativas com o projeto. "Ele veio pra mudar a vida das mulheres, porque a gente sofria muito. É um sonho realizado”. A propriedade da agricultora familiar já começou a ser preparada para a reaplicação da cisterna calçadão. “O cisterneiro irá tirar o restante da terra e eu o ajudarei. Ele vai quebrando as pedras e eu carregando. Vou estar à frente de tudo, se Deus quiser".

Experiência reconhecida 
A SASAC foi criada em 2002 e integra a rede Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), que é composta por mais de três mil organizações da sociedade civil de distintas naturezas, como sindicatos rurais, associações de agricultores e agricultoras, cooperativas, ONG´s, Oscip, entre outras.

Em razão da parceria com a Fundação BB, a entidade obteve a certificação da Agência Nacional de Assistência Técnica Rural (ANATER), reconhecimento que chancela a organização para participar de seleções, editais e chamadas públicas. Este reconhecimento é buscado por muitas instituições do terceiro setor que trabalham com assessoria técnica no campo. No estado do Sergipe, existem somente dez instituições certificadas.

A divulgação deste projeto abrange questões vinculadas aos seguintes ODS:

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Hortas comunitárias em conjuntos habitacionais populares melhoram alimentação das família e a convivência entre moradores 

Plantar na horta comunitária e levar para mesa hortaliças e verduras fresquinhas, sem agrotóxicos, além de ganhar uma renda extra com a venda para os vizinhos, são alguns dos benefícios que moradores de conjuntos habitacionais populares estão colhendo em projetos realizados em oito estados do Brasil: Bahia, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Maranhão, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e São Paulo.

"Aprendi a comer coisas que eu nem sabia que existiam. Rúcula é uma delas", conta Maria Alves, moradora do conjunto habitacional Recanto do Sobrado, na região rural de Casa Nova (BA). Maria e outros 22 moradores do residencial trabalham no cultivo. Cada um é responsável pelo plantio em uma área de 100 metros quadrados. As hortaliças que não são consumidas, são encaminhadas para venda em mercados locais e restaurantes e para encomendas dos moradores por telefone.

"Está tendo muita procura. Fala que é orgânico, aí vende bastante. O que mais sai é coentro, alface e couve ", conta Maria. Agora eles pensam em ampliar a produção e se organizar para vender na feira livre na área central do distrito de Santana, que faz parte do município.

As hortas comunitárias integram o projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts), da Fundação Banco do Brasil, e busca complementar o trabalho social dos empreendimentos habitacionais populares, como instrumento de promoção do desenvolvimento comunitário. Atualmente, estão abertas inscrições em novo edital para credenciar entidades sem fins lucrativos para realizar trabalho de mobilização comunitária nos conjuntos residenciais voltados à população com renda inferior a R$1.800. Saiba mais sobre o edital, clique aqui.

No estado do Paraná, na cidade de Arapongas, a horta comunitária também foi opção dos moradores do Residencial Arapongas III. "Agora a gente come à vontade, na hora em que queremos. Por ser horta orgânica, as pessoas estão gostando muito. O projeto foi um presente para a gente", diz Fátima Aparecida de Abreu, escolhida como coordenadora pelos participantes.

Fátima também notou outro benefício trazido pelo trabalho coletivo: a união dos moradores. A mesma percepção é demonstrada pela moradora Vandenilda Aparecida Claro, do residencial Piacenza, também na cidade de Arapongas. "A gente ficou feliz porque era um conjunto que precisava muito de uma coisa para unir as pessoas. No começo, a maioria não conversava uns com os outros, tinha brigas, conflitos. Hoje basicamente todo mundo conversa, são amigos", observou Vandenilda, conhecida por Duda e presidente da associação de moradores.

Dentro do residencial Raimundo Suassuna, em Campina Grande (PB), as hortas foram montadas em três equipamentos públicos: uma creche e duas unidades de saúde. E estão gerando satisfação nos participantes e frequentadores dos espaços.

"Estamos tentando fazer clientela com quem vai se consultar nas unidades de saúde, porque antes havia mato no local e agora há horta com muitas hortaliças. O pessoal fica muito admirado e no outro dia já vem comprar", explica Alvina Gonçalves Brasil, da Cáritas Regional Nordeste 2, entidade responsável pela realização do Muts em Campina Grande.

Mobilização comunitária

Desde 2015, 55 residenciais populares que contam com financiamento do Banco do Brasil em todo o país iniciaram o Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts).

Em cada empreendimento onde é implantado o projeto, os moradores passam por uma metodologia de mobilização e organização comunitária, chamada “Transformando Realidades por meio da Mobilização e Organização Comunitária” e participam de oficinas de educação financeira e outras capacitações. Depois de formado um grupo de moradores mobilizados, eles escolhem uma tecnologia social entre quatro opções possíveis: “Bibliotecas Comunitárias Vaga Lume”; “Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana - Revolução dos Baldinhos”; “Rede Criar – Joias Sustentáveis na Ilha das Flores” e “Produção Agroecológica de Alimentos em Meio Urbano”. Esta última foi a escolhida pelos participantes dos projetos mencionados nesta página.

A divulgação deste assunto contempla sete Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano 2030.

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Podem participar entidades sem fins lucrativos com propostas que busquem gerar emprego e renda em qualquer região do Brasil

Pela primeira vez, a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançam nesta quarta (18), em Brasília, edital para selecionar projetos de reaplicação de tecnologias sociais que visem promover a geração de trabalho e renda em qualquer parte do País. Podem participar entidades sem fins lucrativos, com mais de dois anos de existência e que tenham sede ou experiência comprovada de atuação na região onde pretendem implantar o projeto. As inscrições vão até 29 de junho.

A reaplicação deve ser necessariamente de iniciativas integrantes do Banco de Tecnologias Sociais, um acervo online que reúne todas as metodologias certificadas pela Fundação BB, desde 2001, disponível no endereço http://tecnologiasocial.fbb.org.br/. Poderão ser implementadas uma ou mais tecnologias do banco de dados, desde que tenha como finalidade a geração de emprego e renda. Os valores por projeto se situam entre R$ 500 mil a R$ 1 milhão. As entidades com diretorias compostas por, no mínimo, 50% de mulheres ou que possuam tecnologia certificada pela Fundação BB receberão bonificação extra, conforme os critérios do edital.

O investimento total na seleção será de R$ 10 milhões e poderá ser ampliado, se houver disponibilidade de recursos e for avaliada a necessidade de suplementação. O evento de lançamento foi realizado no Museu Banco do Brasil, em Brasília, e contou com a presença de representantes da Fundação BB, do BNDES e de iniciativas que obtiveram a certificação de tecnologia social pela Fundação BB.

"A gente acredita muito que apostar na capacidade de criação e de inovação das comunidades é o melhor caminho para solucionar os problemas sociais. Mais do que propor, é sobre tudo ouvir o que elas têm a dizer", afirmou Fernando Zanban (Coordenador da Cáritas Brasileira). 

A chefe do Departamento de Inclusão Produtiva do BNDES, Daniela Arantes, destacou que a Fundação é a principal parceira do BNDES nos projetos apoiados pelo Fundo Social. "Tenho orgulho de ter participado da última edição do Prêmio de Tecnologias Sociais e me sinto muito honrada de escrever esse novo momento da história da FBB." 

Rogério Biruel, diretor da Fundação BB, narrou a trajetória das tecnologias sociais. "Quando estávamos construindo este edital, vários colegas relembraram o ano de 2001, momento em que Fundação foi pioneira na identificação das iniciativas e construção de um banco de dados - o Banco de Tecnologias Sociais. Naquela época quando o conceito de tecnologia social ainda não era bem entendido, já se sabia o grande poder de transformação social daquelas iniciativas. Com o edital, a FBB completa o ciclo, que começa com a certificação, premiação, divulgação e agora oinvestimento na efetivação dessas metodologias."

Acesse o edital em fbb.org.br/reaplicaTS

Metodologias servem de referência para desafios sociais

Tecnologia social é toda solução (produto, técnica ou metodologia) para desafios sociais que reúne conhecimento científico e popular, implementada com a participação da comunidade e de fácil reaplicação e adaptação em outra localidade. No Banco de Tecnologias Sociais há cerca de mil metodologias certificadas pela Fundação BB, todas selecionadas nas nove edições do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, realizado a cada dois anos, desde 2001.

Duas vencedoras de 2017 são bons exemplos de soluções para geração de renda que contam com atuante participação feminina. Uma é a Arte na Palha Crioula, uma metodologia que une o artesanato tradicional na palha de milho crioulo com a necessidade de gerar renda para as mulheres da região de Guapiara, interior de São Paulo. Naturalmente colorida em tons de vermelho e roxo, a palha do milho é usada na produção de artesanatos decorativos e utilitários de alta qualidade, como flores, bonecas, cestos, vasos, santos, galinhas, jogos americanos, petecas, bolsas, chapéus e revestimento para móveis. O trabalho das mulheres da Associação Arte e Vida de Mulheres Artesãs resgata o cultivo das sementes crioulas, que foram utilizadas pelos agricultores de gerações anteriores e passaram pela seleção natural de milhares de anos, com grãos mais resistentes e menos dependentes de substâncias sintéticas.

Outro exemplo é a Rede Bodega de Comercialização Solidária, implantada no Ceará. As bodegas são espaços coletivos de comercialização, espécies de mercearias, onde há grande variedade de produtos à venda. Articulada pela Rede Cáritas, a iniciativa abriga trabalhos de 220 famílias de agricultores familiares, extrativistas, costureiras, artesãos, escritores e poetas, reunidos em cooperativas e associações. A Rede Bodega fica em Fortaleza e nos municípios de Sobral, Viçosa, Aracati e Maranguape.

A divulgação deste prêmio contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Entidades com projetos de inclusão social para população mais vulnerável podem se inscrever por meio de um funcionário voluntário do Banco do Brasil

A Fundação Banco do Brasil lança nesta terça-feira, 2, nova chamada interna do Programa de Voluntariado BB FBB. Projetos sociais desenvolvidos por entidades sem fins lucrativos que contam com a atuação de um voluntário e funcionário do Banco do Brasil podem participar da seleção. As inscrições vão até 16 de fevereiro de 2018.

O Programa tem foco nos projetos voltados a grupos que compõem a base da pirâmide social, públicos de políticas governamentais, em situação de vulnerabilidade social, principalmente jovens e mulheres. A seleção busca apoiar iniciativas que promovam a cidadania, geração de trabalho e renda, cuidado ambiental, educação, cultura, esporte e saúde. A Fundação BB fará investimento social de R$ 3 milhões para apoiar projetos com orçamentos entre R$ 50 mil e R$ 100 mil.

Os voluntários interessados devem enviar, à uma agência do Banco do Brasil, uma proposta simplificada que descreva objetivo, valor proposto, público-alvo e número de participantes. O voluntário BB precisa estar cadastrado no Portal do Voluntariado.

Conheça aqui a Chamada 2018

Iniciativas de sucesso
As seleções anteriores do Programa Voluntariado BB FBB apoiaram diversas iniciativas. Um exemplo é o projeto Ecotrilhas Serrinha, desenvolvido no Distrito Federal pelo Instituto Oca do Sol, voltado para a ampliação do ecoturismo e a conscientização ambiental para preservar o cerrado, conta com o apoio de R$ 61 mil do Voluntariado BB FBB. Entre as ações previstas estão a estruturação de seis trilhas - três na Serrinha do Paranoá e três na região do Lago Norte - e a capacitação de voluntários e multiplicadores no combate a incêndios.

Outro exemplo é o Cordas em Concerto, firmado em parceria com a Associação Simonense de Cultura - SOS Cultura, com ações realizadas em São Simão (SP), tem o propósito de democratizar a música erudita entre crianças e jovens do município. O projeto recebeu apoio de R$ 68 mil que proporcionaram a continuidade de aulas de violino, violoncelo, viola erudita e contrabaixo para os 50 participantes.

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Aporte de R$ 1,2 mi vai permitir a continuidade do projeto e a inclusão social de 2 mil atendidos em São Paulo

Uma parceria entre a Fundação BB, a Rede Cidadã e Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social (SMADS) de São Paulo, firmada na última sexta-feira, 24, irá possibilitar a inclusão social de 2 mil pessoas em situação de rua na capital. Trata-se de projeto que mobiliza empresas, movimento sociais e o poder público para preparar e encaminhar moradores de rua para atividades empreendedoras ou inclusivas dentro do programa Trabalho Novo, iniciado este ano.

Inicialmente, empresas aptas para o projeto são cadastradas e mobilizadas. Também são identificadas pessoas atendidas que queiram participar da ação em 24 unidades de acolhimento da cidade para serem capacitadas. Após esta fase, os participantes são encaminhados para entrevistas de emprego e, caso sejam efetivados, são monitorados para avaliar a adequação aos postos de trabalho.

O investimento social da Fundação BB é de R$ 1,2 milhão, com a contrapartida de cerca de R$ 108 mil da Rede Cidadã. "O recurso investido pela Fundação permitirá a continuidade de um projeto que está dando certo. Já inserimos no mercado mais de 1,5 mil pessoas em situação de rua e atingimos uma taxa de permanência de 80 por cento", afirma a coordenadora do projeto, Tatiana Carvalho.

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