Entidades com projetos de inclusão social para população mais vulnerável podem se inscrever por meio de um funcionário voluntário do Banco do Brasil

A Fundação Banco do Brasil lança nesta terça-feira, 2, nova chamada interna do Programa de Voluntariado BB FBB. Projetos sociais desenvolvidos por entidades sem fins lucrativos que contam com a atuação de um voluntário e funcionário do Banco do Brasil podem participar da seleção. As inscrições vão até 16 de fevereiro de 2018.

O Programa tem foco nos projetos voltados a grupos que compõem a base da pirâmide social, públicos de políticas governamentais, em situação de vulnerabilidade social, principalmente jovens e mulheres. A seleção busca apoiar iniciativas que promovam a cidadania, geração de trabalho e renda, cuidado ambiental, educação, cultura, esporte e saúde. A Fundação BB fará investimento social de R$ 3 milhões para apoiar projetos com orçamentos entre R$ 50 mil e R$ 100 mil.

Os voluntários interessados devem enviar, à uma agência do Banco do Brasil, uma proposta simplificada que descreva objetivo, valor proposto, público-alvo e número de participantes. O voluntário BB precisa estar cadastrado no Portal do Voluntariado.

Conheça aqui a Chamada 2018

Iniciativas de sucesso
As seleções anteriores do Programa Voluntariado BB FBB apoiaram diversas iniciativas. Um exemplo é o projeto Ecotrilhas Serrinha, desenvolvido no Distrito Federal pelo Instituto Oca do Sol, voltado para a ampliação do ecoturismo e a conscientização ambiental para preservar o cerrado, conta com o apoio de R$ 61 mil do Voluntariado BB FBB. Entre as ações previstas estão a estruturação de seis trilhas - três na Serrinha do Paranoá e três na região do Lago Norte - e a capacitação de voluntários e multiplicadores no combate a incêndios.

Outro exemplo é o Cordas em Concerto, firmado em parceria com a Associação Simonense de Cultura - SOS Cultura, com ações realizadas em São Simão (SP), tem o propósito de democratizar a música erudita entre crianças e jovens do município. O projeto recebeu apoio de R$ 68 mil que proporcionaram a continuidade de aulas de violino, violoncelo, viola erudita e contrabaixo para os 50 participantes.

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Em 2016 valor chegou a 2,9 bilhões, 19% inferior ao registrado em 2014, revelou relatório do PNUD

No Brasil, o investimento social privado na filantropia chegou a 2,9 bilhões de reais em 2016, valor equivalente a 0,23% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O montante pode impressionar, mas está abaixo do necessário, aponta o novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Plataforma de Filantropia. Lançado na última terça-feira (12), no Rio de Janeiro, documento aborda engajamento de entidades filantrópicas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

O montante investido em filantropia em 2016 foi 19% inferior ao registrado para 2014. Nos Estados Unidos, o volume de recursos disponibilizados para a área equivale a 2% do PIB, bem acima da proporção identificada no Brasil. Segundo o relatório, a filantropia no país sul-americano está concentrada em organizações e empresas, com pouco volume de doações individuais.

A publicação “Filantropia e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: engajando o investimento social privado na agenda do desenvolvimento global” é resultado da parceria de fundações nacionais e institutos como a Fundação Banco do Brasil, a Fundação Roberto Marinho, a Rede Globo, o Instituto C&A, o Itaú, a Fundação Itaú Social, e o Instituto Sabin, além de ter o apoio apoio de GIFE, IDIS, WINGS e Comunitas.

Ainda de acordo com a pesquisa, a educação é a área que recebe mais investimento social privado no Brasil (84%), seguida pelo desenvolvimento profissional e cidadão para jovens (60%) e artes e cultura (51%). A área de direitos humanos tem ganhado força nos investimentos privados, crescendo 14% de 2014 a 2016.

No país, as doações filantrópicas tendem a focar em grupos específicos, com destaque para aqueles relacionados à juventude. As doações para iniciativas sobre questões de gêneros ainda são muito baixas, representando 4% dos investimentos. Em relação a questões raciais, o investimento foi ainda menor — 2%.

Segundo o levantamento, o Brasil apresenta um ambiente relativamente bem estruturado de redes e organizações para a filantropia. Além disso, é um dos quatro países da região da América Latina e do Caribe a ter uma associação formal de fundações filantrópicas. Os ODS são conhecidos e utilizados pela maioria das instituições filantrópicas do país como suporte nas decisões. A necessidade de promover impactos sociais robustos é um dos pontos comuns às agendas de trabalho do setor e das Nações Unidas.

“Estamos criando aqui uma grande rede com a participação da ONU e tendo como norte os ODS”, afirmou a representante-assistente do PNUD, Maristela Baioni, durante o evento de lançamento, que reuniu representantes de diferentes fundações e institutos filantrópicos. “O que nos move é garantir um presente digno e de justiça social. Estamos aqui para ampliar a integração e a sinergia para esse objetivo.”

A distribuição dos investimentos no Brasil ainda é altamente concentrada geograficamente. O Sudeste é a região que mais recebe recursos, seguido do Nordeste. Os investimentos em filantropia no Brasil, em sua ampla maioria, vão para projetos com impacto restrito ao país.

O diretor do Centro Internacional do PNUD em Istambul para o Setor Privado, Marcos Neto, convocou os representantes da filantropia brasileira a se envolver no cumprimento dos ODS. “Temos uma narrativa comum e temos responsabilidade. A gente pode e deve trabalhar juntos. O relatório e este encontro demonstram que os desafios são grandes, mas as oportunidades são ainda maiores”, ressaltou.

Além do panorama sobre a filantropia no Brasil, o documento apresenta recomendações sobre como aprimorar a estrutura regulamentadora do Estado para estimular o potencial filantrópico do Brasil; aproximar a filantropia da sociedade civil, conquistando confiança e promovendo transparência; e ampliar os laços entre diferentes organizações e instituições para fortalecer o impacto das ações, tendo os ODS como guias.

Acesse o relatório “Filantropia e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: engajando o investimento social privado na agenda do desenvolvimento global” (Documento em inglês).

A Plataforma de Filantropia foi criada ao final do ano passado, sob a coordenação de empresas e organizações parceiras e associações de filantropia, com o apoio do PNUD. Com a iniciativa, o Brasil tornou-se o oitavo país-piloto a lançar a Plataforma, ao lado do Quênia, Gana, Zâmbia, Indonésia, Colômbia, Estados Unidos e Índia. Saiba mais clicando aqui.

Fonte: ONUBR

A divulgação deste assunto contempla todos os 
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Fundação BB participa do evento, que tem o objetivo de contribuir para o fortalecimento da filantropia no Brasil

O tema "Sucesso" foi o escolhido deste ano para o Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, realizado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), no dia 5, em São Paulo. Na programação, casos de empreendedores sociais e investidores que querem, ou não, atingir escala; conversas sobre as diferenças de abordagem para investidores familiares e corporativos; mecanismos de sustentabilidade de longo prazo para organizações da sociedade civil; e a avaliação de impacto na construção de agendas de sucesso.

O diretor executivo de Desenvolvimento Social da Fundação Banco do Brasil, Rogério Biruel, participou do painel "Escala é fundamental para o sucesso?", juntamente com representante da Fundação Roberto Marinho e da Arcah.

As tecnologias sociais implantadas no Amazonas em parceria entre Fundação BB e Idis, também foram abordadas durante o evento. As metodologias visam reduzir a incidência de anemia entre as crianças e levar água potável e banheiro ecológico para as comunidades.

O caso destacado na palestra foi o da cidade de Borba, onde a incidência de anemia ferropriva (falta de ferro na alimentação) teve uma redução de 60% para 3% dos alunos de uma escola municipal na comunidade de Axinim. A Tecnologia Social “HB – Combate à anemia ferropriva” faz o diagnóstico e aplica o tratamento com acompanhamento médico, suplementação de sulfato ferroso e vermífugo.

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