Sexta, 10 Maio 2019 16:51

Um banho de solidariedade

Voluntários de Porto Alegre (RS) oferecem banho quente e roupas limpas para moradores de rua do Centro da cidade

 
Para quem está em situação de extrema vulnerabilidade social, em condições precárias e que nem um lar possui para se abrigar, viver na rua pode ser a única opção. Em grandes cidades essa dura realidade já faz parte do dia-a-dia de algumas pessoas que por dificuldade familiar, psicológica, social ou financeira, acabaram em situação de rua,sobrevivendo sem os cuidados básicos que um lar oferece - como por exemplo um simples banho.
 
Em Porto Alegre (RS), um grupo de pessoas se mobilizou para oferecer um pouco de conforto e dignidade às pessoas em situação de rua. A iniciativa começou em 2016 e um ano depois foi fundada a ONG Voluntários do Centro Social da Rua, em atuação até hoje. O objetivo principal é atender homens e mulheres com o projeto Banho Solidário.
 
A ação acontece da seguinte forma: uma vez por semana, sempre aos domingos, o grupo de voluntários se desloca para um local onde as pessoas em situação de rua costumam se abrigar e oferece uma série de preparos para o banho solidário. Inicialmente eles recebem um número de atendimento, depois é servido um lanche (em geral sanduíches, biscoito, café). Em seguida, escolhem o que vestir em araras de roupas doadas e recebem kits de higiene: toalha, creme e escova dental, sabonete e mini xampus. Por último, vão para o banho, em um espaço com dois boxes de chuveiros, (masculino e feminino) com água quente.
 
A estrutura é deslocada por um reboque de carro e utiliza locais que disponibilizam a água gratuitamente ao projeto, geralmente uma escola municipal, um estacionamento, o Teatro São Pedro e a Catedral metropolitana. A cada edição do Banho Solidário são atendidas cerca 60 pessoas, mas o grupo já chegou a atender 112 moradores em um único dia. Em 2018 foram contabilizados 4.800 atendimentos.
 
Segundo Letícia Andrade, coordenadora geral da ONG, nas primeiras ações do Banho Solidário a reação foi de desconfiança. “Eles achavam que a gente tinha algum interesse por trás daquela ação. Não acreditavam que  estávamos  fazendo apenas pelo bem. Diziam que era difícil de acreditar que a gente largava a família no domingo para ficar com eles, mas com o passar do tempo,  começaram a respeitar  e a acreditar no projeto”, relata.
 
A iniciativa busca fomentar que essas pessoas encontrem novos caminhos e possibilidades, por meio do resgate de sua visibilidade, de sua autoestima, do apoio e da promoção de seus talentos, acrescenta Letícia. E explica ainda,  que com a consolidação do Banho Solidário, outras ações foram agregadas ao projeto.
 
Assim nasceu a Lavanderia da Rua (em funcionamento desde maio de 2018), o Banco de Doações de roupas e calçados com repasse para outras instituições assistenciais dos materiais sobressalentes; os Cursos de formação focando em qualificação e possível contratação no mercado de trabalho; o Curso de jardinagem em edifícios (já em andamento); o Banco de vagas de trabalho e acompanhamento (em inicio de implementação); a Assistência Jurídica (em funcionamento, com uma equipe de três advogados voluntários);  o Atendimento odontológico (equipamentos já disponíveis);  o Atendimento médico (dermatologista e oftalmologistas voluntários); o Atendimento psicológico (em funcionamento desde maio de 2018, com uma equipe de dois psicólogos); e o Suporte a dependentes químicos e familiares com encaminhamento à desintoxicação (equipe de trabalho de seis pessoas).
 
A coordenadora explica que as ações foram adaptadas de acordo com as necessidades das pessoas atendidas. A Lavanderia de Rua, por exemplo, foi desenvolvida para contribuir com a qualidade de vida e saúde, garantindo acesso mínimo à higiene pessoal. “Assistimos muitas vezes as pessoas atendidas pelo Banho Solidário lavando roupas no próprio chuveiro ou até mesmo na pequena pia que se usa para escovar os dentes". Agora, os moradores lavam e secam suas roupas adequadamente, podendo reutilizá-las ao invés de descartá-las.
 
Voluntários vencedores

O grupo Voluntários do Centro Social da Rua foi um dos vencedores do Prêmio Viva Voluntário, realizado pelo Governo Federal, em 2018, com apoio da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O Prêmio faz parte do Programa Nacional Viva Voluntário que identifica e incentiva o desenvolvimento da cultura do voluntariado e de educação para a cidadania, com o objetivo de fortalecer as organizações da sociedade civil e promover uma participação ativa da sociedade. A ONG venceu a categoria “organizações da sociedade civil” e recebeu o investimento social de R$ 50 mil da Fundação Banco do Brasil, para a manutenção dos seus projetos. Letícia relata que por meio deste investimento foi feita a aquisição de uma caixa d’água, um carro e um gerador. “Nos próximos meses nosso grupo terá autonomia para atender toda a cidade, e não só nos locais onde é cedida a água”, afirma.
 
Viva Voluntário
O programa Viva Voluntário também disponibiliza a plataforma Viva Voluntário - que funciona em formato de rede social para conectar cidadãos, empresas e membros da sociedade civil que buscam ou promovam oportunidades de trabalho voluntário. A plataforma tem abrangência nacional e busca dar visibilidade a ações voluntárias que acontecem em todo o país, possibilitando a junção entre organizações e voluntários.
Acesse para saber mais https://vivavoluntario.org/
 
Como ajudar
Atualmente, todas as doações para o Banho Solidário são feitas pela sociedade civil. São doados material de higiene, roupas, toalhas, calçados, ou dinheiro (através do PagSeguro) e além disso, muitas pessoas auxiliam na preparação dos alimentos entregues no dia do banho. Os interessados também podem se voluntariar para as ações semanais que são organizadas por meio das redes sociais da ONG.
Acesse o perfil https://www.facebook.com/banhosolidariors ou participe do grupo no Facebook Amigos do Banho Solidário – POA.

 

Confira aqui os outros vencedores do Prêmio Viva Voluntário:

Voluntariado nas Organizações da Sociedade Civil

Voluntariado no Setor Público

Líder Voluntário

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Projeto com o apoio da Fundação BB vai oferecer capacitações e atendimento jurídico e psicossocial

Oferecer um espaço de acolhimento, integração, atendimento jurídico e psicossocial e capacitação para imigrantes e refugiados é o objetivo da Casa de Direitos, inaugurada nesta quinta-feira (8), em Brasília, pela Cáritas Brasileira, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, a Cáritas Suíça e o Departamento de Estado dos Estados Unidos (PRM).

No espaço será realizado o Projeto de Educação e Capacitação para Refugiados e Migrantes no Distrito Federal e Cidades do Entorno, que vai oferecer acompanhamento psicossocial, formação em língua portuguesa, cultura brasileira, legislação trabalhista, economia solidária, empreendedorismo e inclusão digital.

As inscrições para o curso de língua portuguesa, que tem 40 vagas, estão abertas até o dia 14 de novembro. “Os cursos vão dar uma base fundamental para essas pessoas poderem se integrar melhor aqui em Brasília. Já existe uma procura grande por esses cursos”, afirma Cristina dos Anjos, assessora para Migração e Refúgio, da Cáritas Brasileira. Já houve inscrições de migrantes do Chile, Venezuela, Haiti, Colômbia, Afeganistão e Senegal.

O senegalês Abdoul Aziz, de 27 anos, é um dos que se inscreveu no curso de português. Abdoul está no Brasil há um ano e oito meses e deixou no país de origem a mãe e dois irmãos menores, em busca de emprego. Ele já trabalhou como mecânico de automóveis por um período, mas está sem trabalho no momento. O senegalês se comunica com dificuldade em português e acredita que o curso vai ajudar. "Espero conseguir trabalho", afirma.

Já Andrerobert Lunga, de 36 anos, veio da República Democrática do Congo há oito anos. Ele fala português fluente, mas foi convidado a participar do curso pra ajudar na integração dos outros imigrantes. Veja ele comentando como vai participar.




Na Casa de Direitos também vai funcionar o Programa Pana, que tem como objetivo ser referência na acolhida, proteção e integração de imigrantes no Brasil. O Pana também estará presente em outras seis capitais do país – Boa Vista, Porto Velho, Recife, São Paulo, Curitiba e Florianópolis.

A palavra pana significa amigo na língua do povo indígena venezuelano Warao, os primeiros a atravessar a fronteira com a Roraima em busca de ajuda e formas de sobrevivência.

O Pana propiciará acesso à moradia, por meio do aluguel subsidiado de casas ou apartamentos para imigrantes que serão alocados de Roraima, oportunidade de formação em vista de trabalho e renda, assistência jurídica e psicológica. Para complementar as ações, no campo emergencial, os migrantes em situação de vulnerabilidade social terão acesso a itens de primeira necessidade como alimentos e kits de higiene pessoal e de limpeza e roupas.

As iniciativas contam com a parceria da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH); Cátedra Sérgio Vieira de Mello, da Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional das Migrações (OIM).

Serviço:
Inscrições: na Cáritasno, endereço: CONIC - Edifício Venâncio II – SDS Bloco H - 1º Andar - Salas – 101 a 104
Telefone para informações: (61) 3521-0350 - com Juliana Sangoi 

 

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Foram habilitadas 42 entidades sem fins lucrativos para promover organização comunitária e educação financeira em conjuntos habitacionais populares

A Fundação Banco do Brasil divulgou o resultado final do edital de credenciamento do Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts).

Foram habilitadas 42 entidades sem fins lucrativos das cinco regiões do país. As credenciadas vão realizar trabalho de mobilização comunitária com moradores de empreendimentos habitacionais financiados pelo Banco do Brasil e destinados à população com renda familiar abaixo de R$1.800.

O trabalho consistirá na reaplicação de tecnologia social chamada “Transformando realidades por meio da mobilização e organização comunitária” que busca promover a cidadania, os laços entre os moradores e a organização coletiva para buscarem soluções dos problemas no condomínio.

A princípio, a reaplicação será iniciada em 15 empreendimentos. Nos estados com mais de uma habilitada, haverá sorteio para a escolha da entidade que fará o trabalho de mobilização, conforme o edital.

Acesse o resultado final do Edital do Muts

Acesse a página do edital e anexos aqui

 
Diagnóstico

A reaplicação da metodologia em cada residencial prevê várias atividades: autorrecenseamento (dados demográficos, socioeconômicos e outros desejados pelos moradores); oficinas de educação financeira, educacão ambiental e conservação dos espaços comuns; e intercâmbio de experiências com outras comunidades que tenham realidades semelhantes.

Ao final, será feito um diagnóstico junto com os participantes para identificar as principais demandas de cada condomínio e escolher uma tecnologia social que atenda as necessidades observadas. A escolha será feita dentre as cerca de mil metodologias disponíveis no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), mantido pela Fundação BB. O BTS é um acervo online e gratuito com soluções para os diversos desafios enfrentados por comunidades, nos temas alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

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Iniciativa vai envolver cerca de 200 participantes na capacitação, cultivo e comercialização de orgânicos

Criar oportunidades de renda para pessoas em situação de rua e reintegrá-las à sociedade são os principais objetivos do projeto Horta Social Urbana, realizado em São Paulo, capital. A iniciativa desenvolvida pela Associação de Resgate à Cidadania por Amor à Humanidade (ARCAH) tem a Fundação Banco do Brasil como parceira.

O projeto oferece acompanhamento psicológico e capacitação em agricultura urbana. Durante os cursos, são abordados temas como empreendedorismo, cooperativismo e educação financeira. "Procuramos entender cada indivíduo na sua singularidade e o que ele deseja após o curso. Nosso grande objetivo é promover a autonomia dessas pessoas", afirma Elisa Lauer, engenheira agrônoma e educadora do projeto. A meta é atender pelo menos 200 pessoas em situação de rua.

Os participantes são selecionados nos Centros Temporários de Acolhimento (CTAs) e as aulas práticas acontecem na horta escola construída no centro de convenções Expo SP, em uma área de 3 mil m2, no bairro Jabaquara. Os legumes e verduras cultivados sem agrotóxico e com adubação natural nos canteiros da escola vão servir de alimentação saudável para os próprios alunos.

Após a conclusão das primeiras turmas, prevista para o final de outubro, os participantes vão começar a produzir os alimentos para comercialização. O projeto também prevê o plantio de horta urbana em espaços ociosos na cidade, como terrenos baldios e telhados de condomínios, com o objetivo de melhorar a paisagem urbana e de proporcionar alimentação mais saudável aos moradores vizinhos.

Edson Luiz, 56 anos, vive no centro de acolhimento na região da Barra Funda, onde começou a participar da capacitação. "Isso é uma oportunidade para a gente sair dessa situação. Cuidar da terra é interessante demais”, disse.

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Segunda, 23 Abril 2018 09:37

Verdura fresquinha e amizade entre os vizinhos

Hortas comunitárias em conjuntos habitacionais populares melhoram alimentação das família e a convivência entre moradores 

Plantar na horta comunitária e levar para mesa hortaliças e verduras fresquinhas, sem agrotóxicos, além de ganhar uma renda extra com a venda para os vizinhos, são alguns dos benefícios que moradores de conjuntos habitacionais populares estão colhendo em projetos realizados em oito estados do Brasil: Bahia, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Maranhão, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e São Paulo.

"Aprendi a comer coisas que eu nem sabia que existiam. Rúcula é uma delas", conta Maria Alves, moradora do conjunto habitacional Recanto do Sobrado, na região rural de Casa Nova (BA). Maria e outros 22 moradores do residencial trabalham no cultivo. Cada um é responsável pelo plantio em uma área de 100 metros quadrados. As hortaliças que não são consumidas, são encaminhadas para venda em mercados locais e restaurantes e para encomendas dos moradores por telefone.

"Está tendo muita procura. Fala que é orgânico, aí vende bastante. O que mais sai é coentro, alface e couve ", conta Maria. Agora eles pensam em ampliar a produção e se organizar para vender na feira livre na área central do distrito de Santana, que faz parte do município.

As hortas comunitárias integram o projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts), da Fundação Banco do Brasil, e busca complementar o trabalho social dos empreendimentos habitacionais populares, como instrumento de promoção do desenvolvimento comunitário. Atualmente, estão abertas inscrições em novo edital para credenciar entidades sem fins lucrativos para realizar trabalho de mobilização comunitária nos conjuntos residenciais voltados à população com renda inferior a R$1.800. Saiba mais sobre o edital, clique aqui.

No estado do Paraná, na cidade de Arapongas, a horta comunitária também foi opção dos moradores do Residencial Arapongas III. "Agora a gente come à vontade, na hora em que queremos. Por ser horta orgânica, as pessoas estão gostando muito. O projeto foi um presente para a gente", diz Fátima Aparecida de Abreu, escolhida como coordenadora pelos participantes.

Fátima também notou outro benefício trazido pelo trabalho coletivo: a união dos moradores. A mesma percepção é demonstrada pela moradora Vandenilda Aparecida Claro, do residencial Piacenza, também na cidade de Arapongas. "A gente ficou feliz porque era um conjunto que precisava muito de uma coisa para unir as pessoas. No começo, a maioria não conversava uns com os outros, tinha brigas, conflitos. Hoje basicamente todo mundo conversa, são amigos", observou Vandenilda, conhecida por Duda e presidente da associação de moradores.

Dentro do residencial Raimundo Suassuna, em Campina Grande (PB), as hortas foram montadas em três equipamentos públicos: uma creche e duas unidades de saúde. E estão gerando satisfação nos participantes e frequentadores dos espaços.

"Estamos tentando fazer clientela com quem vai se consultar nas unidades de saúde, porque antes havia mato no local e agora há horta com muitas hortaliças. O pessoal fica muito admirado e no outro dia já vem comprar", explica Alvina Gonçalves Brasil, da Cáritas Regional Nordeste 2, entidade responsável pela realização do Muts em Campina Grande.

Mobilização comunitária

Desde 2015, 55 residenciais populares que contam com financiamento do Banco do Brasil em todo o país iniciaram o Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts).

Em cada empreendimento onde é implantado o projeto, os moradores passam por uma metodologia de mobilização e organização comunitária, chamada “Transformando Realidades por meio da Mobilização e Organização Comunitária” e participam de oficinas de educação financeira e outras capacitações. Depois de formado um grupo de moradores mobilizados, eles escolhem uma tecnologia social entre quatro opções possíveis: “Bibliotecas Comunitárias Vaga Lume”; “Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana - Revolução dos Baldinhos”; “Rede Criar – Joias Sustentáveis na Ilha das Flores” e “Produção Agroecológica de Alimentos em Meio Urbano”. Esta última foi a escolhida pelos participantes dos projetos mencionados nesta página.

A divulgação deste assunto contempla sete Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano 2030.

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Podem participar entidades sem fins lucrativos com propostas que busquem gerar emprego e renda em qualquer região do Brasil

Pela primeira vez, a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançam nesta quarta (18), em Brasília, edital para selecionar projetos de reaplicação de tecnologias sociais que visem promover a geração de trabalho e renda em qualquer parte do País. Podem participar entidades sem fins lucrativos, com mais de dois anos de existência e que tenham sede ou experiência comprovada de atuação na região onde pretendem implantar o projeto. As inscrições vão até 29 de junho.

A reaplicação deve ser necessariamente de iniciativas integrantes do Banco de Tecnologias Sociais, um acervo online que reúne todas as metodologias certificadas pela Fundação BB, desde 2001, disponível no endereço http://tecnologiasocial.fbb.org.br/. Poderão ser implementadas uma ou mais tecnologias do banco de dados, desde que tenha como finalidade a geração de emprego e renda. Os valores por projeto se situam entre R$ 500 mil a R$ 1 milhão. As entidades com diretorias compostas por, no mínimo, 50% de mulheres ou que possuam tecnologia certificada pela Fundação BB receberão bonificação extra, conforme os critérios do edital.

O investimento total na seleção será de R$ 10 milhões e poderá ser ampliado, se houver disponibilidade de recursos e for avaliada a necessidade de suplementação. O evento de lançamento foi realizado no Museu Banco do Brasil, em Brasília, e contou com a presença de representantes da Fundação BB, do BNDES e de iniciativas que obtiveram a certificação de tecnologia social pela Fundação BB.

"A gente acredita muito que apostar na capacidade de criação e de inovação das comunidades é o melhor caminho para solucionar os problemas sociais. Mais do que propor, é sobre tudo ouvir o que elas têm a dizer", afirmou Fernando Zanban (Coordenador da Cáritas Brasileira). 

A chefe do Departamento de Inclusão Produtiva do BNDES, Daniela Arantes, destacou que a Fundação é a principal parceira do BNDES nos projetos apoiados pelo Fundo Social. "Tenho orgulho de ter participado da última edição do Prêmio de Tecnologias Sociais e me sinto muito honrada de escrever esse novo momento da história da FBB." 

Rogério Biruel, diretor da Fundação BB, narrou a trajetória das tecnologias sociais. "Quando estávamos construindo este edital, vários colegas relembraram o ano de 2001, momento em que Fundação foi pioneira na identificação das iniciativas e construção de um banco de dados - o Banco de Tecnologias Sociais. Naquela época quando o conceito de tecnologia social ainda não era bem entendido, já se sabia o grande poder de transformação social daquelas iniciativas. Com o edital, a FBB completa o ciclo, que começa com a certificação, premiação, divulgação e agora oinvestimento na efetivação dessas metodologias."

Acesse o edital em fbb.org.br/reaplicaTS

Metodologias servem de referência para desafios sociais

Tecnologia social é toda solução (produto, técnica ou metodologia) para desafios sociais que reúne conhecimento científico e popular, implementada com a participação da comunidade e de fácil reaplicação e adaptação em outra localidade. No Banco de Tecnologias Sociais há cerca de mil metodologias certificadas pela Fundação BB, todas selecionadas nas nove edições do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, realizado a cada dois anos, desde 2001.

Duas vencedoras de 2017 são bons exemplos de soluções para geração de renda que contam com atuante participação feminina. Uma é a Arte na Palha Crioula, uma metodologia que une o artesanato tradicional na palha de milho crioulo com a necessidade de gerar renda para as mulheres da região de Guapiara, interior de São Paulo. Naturalmente colorida em tons de vermelho e roxo, a palha do milho é usada na produção de artesanatos decorativos e utilitários de alta qualidade, como flores, bonecas, cestos, vasos, santos, galinhas, jogos americanos, petecas, bolsas, chapéus e revestimento para móveis. O trabalho das mulheres da Associação Arte e Vida de Mulheres Artesãs resgata o cultivo das sementes crioulas, que foram utilizadas pelos agricultores de gerações anteriores e passaram pela seleção natural de milhares de anos, com grãos mais resistentes e menos dependentes de substâncias sintéticas.

Outro exemplo é a Rede Bodega de Comercialização Solidária, implantada no Ceará. As bodegas são espaços coletivos de comercialização, espécies de mercearias, onde há grande variedade de produtos à venda. Articulada pela Rede Cáritas, a iniciativa abriga trabalhos de 220 famílias de agricultores familiares, extrativistas, costureiras, artesãos, escritores e poetas, reunidos em cooperativas e associações. A Rede Bodega fica em Fortaleza e nos municípios de Sobral, Viçosa, Aracati e Maranguape.

A divulgação deste prêmio contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Entidades sem fins lucrativos serão selecionadas para realizar organização comunitária em conjuntos habitacionais populares; primeira chamada da seleção tem inscrições abertas até 30 de maio

Estão abertas as inscrições para novo edital de credenciamento do Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts), promovido pela Fundação Banco do Brasil e voltado para entidades sem fins lucrativos. As entidades selecionadas irão realizar trabalho de mobilização comunitária com moradores de empreendimentos habitacionais destinados à população com renda familiar abaixo de R$1.800. O trabalho consistirá na reaplicação de tecnologia social chamada “Transformando realidades por meio da mobilização e organização comunitária” que busca promover a cidadania, os laços entre os moradores e a organização coletiva para buscarem soluções dos problemas no condomínio.

O edital terá duas chamadas: a primeira com inscrições abertas até 30 de maio e a segunda até 31 de agosto. Após a divulgação do resultado da primeira chamada, as instituições não habilitadas podem encaminhar novo envelope com a documentação exigida no edital para tentar novamente o credenciamento na segunda chamada.

A reaplicação da metodologia em cada residencial deverá durar um ano e prevê várias atividades. O autorrecenseamento é o censo feito pela própria comunidade para levantar informações tradicionais, como perfil demográfico e socioeconômico, e a inclusão de outros dados desejados pela comunidade, por exemplo, a quantidade de pessoas com necessidades especiais, idosos com dificuldade de locomoção, entre outros.

Haverá também atividades e oficinas para promover educação financeira, ambiental e patrimonial. As duas últimas vão reforçar noções sobre higiene, saúde, doenças individuais e coletivas, e estimular a consciência de preservação ambiental, como uso racional da água e da energia, o correto descarte de esgoto e dos resíduos sólidos, e a manutenção preventiva das moradias e dos espaços de uso comum.

A entidade que vai conduzir a reaplicação da metodologia também promoverá o intercâmbio de experiências com outras comunidades que tenham realidades semelhantes para ampliar o conhecimento sobre as soluções possíveis e a formação de redes de apoio. Por fim, será feito um diagnóstico junto com os participantes para identificar os principais problemas em cada condomínio e quais tecnologias sociais poderiam atender as necessidades encontradas (saiba mais sobre o diagnóstico no texto abaixo).

Acesse o edital e seus anexos aqui.

Aprimoramento

Este será o terceiro edital com o objetivo de levar tecnologias sociais para os empreendimentos habitacionais populares, a fim de estimular a cidadania, a participação comunitária e o protagonismo dos moradores na solução dos problemas coletivos. Nesta nova fase o Muts passou por mudanças a fim de aprimorar a forma de encaminhar as soluções para as demandas das comunidades. No dois primeiros editais, realizados em 2014 e 2015, foram implantadas duas tecnologias sociais em 58 conjuntos habitacionais, envolvendo 31,3 mil famílias. A primeira foi a metodologia de mobilização comunitária e educação financeira. A segunda foi escolhida pelos moradores em um leque de quatro opções, relacionadas a horta comunitária, produção de bijuterias com garrafa PET, compostagem de resíduos e biblioteca comunitária.

Neste novo formato, a escolha da segunda tecnologia será feita após um diagnóstico junto com os moradores para identificar os principais problemas em cada condomínio e escolher as tecnologias sociais que podem dar conta dos desafios observados. A escolha será feita dentre as mil metodologias disponíveis no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), mantido pela Fundação BB. O BTS é um acervo online e gratuito com soluções para os diversos desafios enfrentados por comunidades, nos temas alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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São 34 entidades classificadas, que deverão complementar as informações pedidas no regulamento até o dia 11 de abril

Foram divulgadas nesta terça-feira, 13, as 34 propostas selecionadas na Chamada Interna Voluntariado BB FBB. A seleção seguiu a ordem de classificação, de acordo com os critérios estabelecidos no anexo 7 e limitada ao orçamento de R$ 3 milhões.

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A partir desta quarta-feira, 14, as respectivas entidades receberão login e senha do SGP - Sistema de Gerenciamento de Projetos - para registro completo das propostas. Elas terão até 20 dias para complementar as informações e estão sujeitas à desclassificação se descumprirem o prazo estabelecido – até 23h59 de 11 de abril de 2018 (horário de Brasília). Nestes casos, a Fundação BB vai selecionar novas propostas de acordo com a ordem de classificação e os recursos financeiros da Chamada.

Em razão de instabilidades no portal da Receita Federal, as propostas foram reexaminadas, sendo validadas as entidades proponentes que se encontraram em situação regular em todos os quesitos da Chamada. Essas iniciativas integraram o conjunto de propostas validadas que passaram pelo processo de classificação.

Chamada Interna
Participam da seleção projetos sociais desenvolvidos por entidades sem fins lucrativos, que têm a atuação de voluntário e funcionário do Banco do Brasil. A seleção busca apoiar iniciativas que promovam a cidadania, geração de trabalho e renda, cuidado ambiental, educação, cultura, esporte e saúde. O investimento social de R$ 3 milhões é destinado a apoiar projetos com orçamentos entre R$ 50 mil e R$ 100 mil.

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Parceria da Fundação BB e Central Única das Favelas promove cursos voltados ao mercado de trabalho

A criação de aplicativos, a construção de sites e o desenvolvimento de Startups - empresas inovadoras e com alto potencial de crescimento -, são algumas das capacitações previstas pelo projeto Viaduto Tec. A iniciativa é fruto de parceria firmada nesta quarta-feira, 28, entre a Fundação Banco do Brasil e a Central Única das Favelas (CUFA).

Viaduto Tec   Victor Marques (123)

Com investimento social de R$ 405 mil, serão oferecidos cursos voltados ao empreendedorismo digital para 300 jovens e adultos das favelas do Rio de Janeiro. Serão oferecidas oficinas de criação e promoção de Startups com conhecimentos sobre marketing e vendas na Internet, com início previsto para a segunda quinzena de março. Haverá também palestras sobre Direito na Internet e Desenvolvimento Web. O objetivo é preparar profissionais para criarem seus próprios negócios na era digital.

O diretor da CUFA, Altair Martins, destaca que é a primeira vez que a entidade oferece cursos de tecnologia, que surgiram a partir de demanda dos próprios moradores. Segundo ele, o apoio da Fundação BB foi fundamental para a realização do projeto, desde sua concepção. “Sem essa parceria, a iniciativa não seria viável. É um grande desafio para nós e uma excelente oportunidade para os jovens ingressarem o mercado de trabalho. Com esses conhecimentos, eles serão protagonistas no desenvolvimento de seus próprios negócios", declarou Martins.

"Vivemos numa época de evolução tecnológica, onde tudo se atualiza a todo instante, e essa parceria da Fundação BB com a CUFA permitirá que esses jovens vivenciem na prática suas ideias de negócios e de empreendedorismo. O projeto promove a democratização do acesso às tecnologias de informação e contribui para a inserção no mercado de trabalho", declarou Rogério Biruel, diretor de Desenvolvimento Social da Fundação BB.

Participante de outras atividades ministradas pela CUFA, Luiana da Silva, de 23 anos, se formou há quatro anos em Design e ainda não conseguiu criar um portfólio profissional. Com os cursos de Empreendedorismo Digital, ela vislumbra novas possibilidades. “Na minha atuação profissional, é essencial conhecer sobre a construção de sites. O mercado tem exigido bastante experiência na área. Essa iniciativa é de extrema importância, pois existe uma carência de treinamentos especializados nas favelas. É uma bela iniciativa. Estou ansiosa para o início dos cursos”, enfatizou.

Central Única das Favelas

Criada há 20 anos pela união de jovens de diversas favelas, a CUFA capacitou mais de 1,5 milhão de pessoas por meio de atividades de inclusão social com iniciativas de caráter educacional, cultural, recreativo, desportivo e de promoção da cidadania. Entre as suas atribuições está a promoção de complementos educacionais visando à difusão de ideias, conceitos e métodos que visem a ampliação da criatividade, da sensibilidade, da consciência crítica dos valores culturais brasileiros, da flexibilização da sociedade e da interação da pluralidade cultural brasileira.

Serviço:

Todas as oficinas terão duração de dois meses, com 32 horas de curso, e serão ministrados na sede da CUFA na Rua Francisco Batista, 2 - Madureira, Rio de Janeiro.

Para maiores informações sobre as oficinas e inscrições, entrar em contato pelo telefone (21) 2489-7927.

O projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030:

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Iniciativa criada por aposentada do BB já ofereceu oportunidades de formação cidadã e de qualificação profissional a três mil participantes

A qualificação profissional é um dos pontos fortes da Associação Comitê da Cidadania, da cidade de Sapucaia do Sul (RS). Mas a atuação vai além da capacitação, pois busca acolher os participantes com amor, como se fosse uma família.

É assim que tem sido o dia a dia na entidade que atua desde 1993 para garantir aos jovens e adolescentes em situação de vulnerabilidade social o exercício da cidadania, o resgate da autoestima e, ainda, a preparação para o mercado de trabalho, por meio de capacitação. E o resultado dessa ação são os mais de três mil moças e rapazes certificados em panificação e confeitaria, informática, artesanato e metalomecânica (ramo da metalurgia que trabalha na produção de materiais metálicos, a exemplo de calhas e coifas). O projeto oferece também refeições diárias durante a realização dos cursos.

A idealizadora da inciativa é a funcionária aposentada do Banco do Brasil, Nára Clebia Morais Recktenwald, que inspirada na campanha “Brasil sem Fome”, do sociólogo Herbert José de Sousa - o Betinho - decidiu arregaçar as mangas para oportunizar aos jovens carentes da cidade o ingresso ao mercado de trabalho. Para a empreitada, ela convidou colegas do Banco do Brasil dos quais seis continuam atuando ativamente de forma voluntária.

Uma das exigências para participar do projeto é estar estudando. Os resultados são percebidos no comportamento, na frequência e notas escolares. Ao finalizar o curso, os alunos terão recebido conhecimentos de qualidade e estarão aptos aentrar no mercado de trabalho e assim contribuir também com o aumento da renda familiar.

A parceria com a Fundação Banco do Brasil iniciou em 1997, quando a entidade recebeu recurso para a compra de equipamentos que são usados até hoje. Em 2016, nova parceria foi firmada para renovação dos equipamentos da instituição.

Em 2017, a entidade foi contemplada com R$ 50 mil para a compra de um veículo utilitário, que é usado nas visitas às residências dos atendidos e semanalmente na compra de alimentos para as refeições dos alunos. Em dezembro, outra parceria foi firmada com Fundação BB, dessa vez no valor de R$ 69 mil para o projeto “Profissionalização e Cidadania”. O recurso será usado na capacitação de novos alunos, com início previsto para fevereiro próximo.

“Somos uma família. Aqui na nossa associação, esposas, esposos, filhos e amigos participam e atuam juntos sempre que necessário. A maioria dos alunos sentem-se inseridos em uma família, e não querem deixar a associação ao finalizar os cursos. Aqui eles têm carinho, alimentação, direitos e deveres. E os voluntários e funcionários que aqui chegam acabam ficando e se inserindo no contexto”, disse.

Além da Fundação BB, são parceiros também do Comitê, a Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB), por meio do Instituto Viva Cidadania, Ministério Público, Grupo Gerdau e Renova de Cachoeirinha.

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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