Cadeirantes e cegos poderão desfrutar da ecotrilha Pedra dos Amigos, no Lago Norte de Brasília

O Instituto Oca do Sol lançou nesta semana a segunda fase do projeto "Ecotrilhas em defesa das Águas da Serrinha do Paranoá", que prevê a adaptação da trilha Pedra dos Amigos, localizada no Núcleo Rural Córrego do Urubu, no Lago Norte, para pessoas com deficiência visual e cadeirantes. Com 3,7 quilômetros de extensão e nível leve de dificuldade, o trajeto tem espécies típicas do cerrado e uma visão panorâmica do lago Paranoá e da arquitetura central de Brasília ao fundo. O trecho que será adaptado para as pessoas com deficiência tem extensão de aproximadamente 800 metros, do início até o Pedra dos Amigos, que funciona como um mirante para os caminhantes.

A iniciativa foi selecionada por meio da chamada interna do Programa Voluntariado BB e recebeu investimento social de R$ 61 mil, em 2017, da Fundação Banco do Brasil. Com o recurso, foram sinalizadas e estruturadas cinco trilhas - três na Serrinha do Paranoá e duas na península do Lago Norte - com o objetivo de ampliar o ecoturismo e a conscientização ambiental para preservar o cerrado. 

Segundo o coordenador de execução, Maicon Braúna, destaca-se no projeto a participação predominante de voluntários. A prática do bem de forma genuína e a solidariedade são as principais características do voluntário, cuja a data de homenagem - Dia Internacional do Voluntário - foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 05 de dezembro.

Nesta nova fase, com o recurso de R$ 71 mil para a implementação da trilha acessível, serão realizados estudos para impedir danos ambientais. “Não é interessante fazer uma pavimentação e nem pode porque é área de preservação", explica Maicon. A forma como haverá a adaptação será debatida entre os voluntários do instituto e parceiros, como a Associação dos Amigos Deficientes Visuais (AADV) Brasília. Uma possibilidade é a instalação de corrimão ou cordas para auxiliar na locomoção dos cadeirantes e deficientes visuais. Além disso, serão realizadas oficinas para orientar voluntários a conduzirem os cegos na caminhada, assim como atividades que estimulem os moradores a se engajarem na manutenção das trilhas. 

A presidente da AADV, Maristela Batista da Silva, acredita que será inédita a trilha adaptada para pessoas com deficiência no Distrito Federal. “Eu acho muito bom porque tem deficiente visual que não tem nenhum tipo de lazer. Se for bem divulgada, como nós queremos fazer, os familiares vão ver e vão levá-los”, aposta ela. 

Maristela, de 51 anos, também é deficiente visual, há cinco anos, devido à doença retinose pigmentar. Mas isso não a impede de curtir passeios na natureza junto com o marido, que é cego desde o nascimento. “Eu e meu esposo somos aventureiros, a gente não para muito não. Vamos para cachoeira, trilha. Já fomos para tirolesa e descemos rio de boia, acompanhados de familiares”, conta Maristela.

Interessados em participar como voluntário, podem entrar em contato com o instituto Oca do Sol, pelo telefone (61) 9 9856-5455.

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Portal   centros cirurgicos

Iniciativa da Associação Expedicionários da Saúde recebeu duas certificações do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, em 2015 e 2007

Possivelmente você já ouviu falar de organizações de ajuda médica e humanitária como Médicos Sem Fronteiras e Cruz Vermelha, mas talvez não conheça a organização não-governamental Associação Expedicionários da Saúde (EDS). A iniciativa consiste em montar um centro médico cirúrgico no meio da floresta para atender gratuitamente comunidades indígenas isoladas da Amazônia Brasileira, muitas das quais sequer falam ou compreendem português. De acordo com a associação, já foram realizadas cerca de 7.500 cirurgias e mais de 51 mil atendimentos em clínica médica, pediatria, ginecologia, oftalmologia, ortopedia e odontologia.

O trabalho é organizado e realizado por voluntários. Todos os anos, o grupo de cerca de 60 profissionais, entre médicos, enfermeiros e especialistas em logística, faz três expedições anuais para montar um centro cirúrgico no meio da floresta. De acordo com Marcia Abdala, coordenadora geral da associação, cada expedição custa em torno de R$ 2 milhões e conta com apoio de parceiros como Ministérios da Defesa e da Saúde, Funai e empresas como Pfizer, Positron, Johnson & Johnson e Cremer, entre outras.

A experiência resultou em duas tecnologias sociais certificadas pela Fundação Banco do Brasil: o Complexo Hospitalar Móvel Operando na Amazônia (2015) e o Centro Cirúrgico Móvel em Comunidades Indígenas (2007). De acordo com Abdala, até setembro deste ano, o grupo realizou 40 expedições, atendendo mais de 70 etnias diferentes nos estados do Amazonas, Acre, Mato Grosso, Pará, Roraima, Rondônia e Maranhão. “Cobrimos uma área geográfica maior que a França”, ilustra.

Cada expedição dura em torno de dez dias de atendimento e exige dos voluntários não só espírito aventureiro, mas muita disposição para aprender, como conta a médica cirurgiã Roberta Murasak. Ela calcula ter participado de 20 expedições desde 2007. O contato com realidades tão diferentes a fez entender que “o Brasil é muito diverso e que não se pode pensar num único modelo de saúde. O que funciona num grande centro como São Paulo talvez não funcione lá, e vice-versa”, explica.

Natural da capital paulista, Murasak afirma que o trabalho voluntário com os Expedicionários da Saúde é sua grande realização desde que se tornou médica. “A gente trabalha com foco em cuidar das pessoas, e essa é a essência da medicina, cuidar de pessoas que de outra forma não teriam acesso [a tratamento médico]”. No entanto, garante que ganhou muito mais do que doou. Sua primeira participação foi a convite de um colega, ainda na residência, o que ela considerou "um presente". A satisfação com o trabalho é tanta que sua filha, Ana Luísa Mayumi, engenheira química, e o sobrinho Diego Fontana, pediatra, já fazem parte da equipe de voluntários.

Mayumi conta que sempre gostou de fazer trabalho voluntário e cresceu incentivada pela mãe. Sua primeira expedição como membro da equipe de logística foi à aldeia Crispi, no médio Rio Purus, na divisa entre Amazonas, Acre e Rondônia, em maio deste ano. “Fiz um pouco de tudo. Carreguei caixa, cavei vala no chão, ajudei na distribuição de óculos, ajudei a inserir prontuários no sistema”. Para ela, a maior motivação é ver o resultado do trabalho. “Ver uma pessoa chegar lá sem enxergar, passar por uma cirurgia de catarata e em poucos dias abrir um sorriso lindo quando tira o tampão e consegue ver novamente não tem preço”, afirma.

O pediatra Diego Fontana também mora em São Paulo e concilia o trabalho com as expedições. Ele conta que os relatos da tia despertaram sua vontade de fazer parte da equipe desde cedo, e no mês passado concretizou a primeira experiência como membro da equipe médica. Ele participou da expedição à aldeia Krikati, na divisa do Maranhão com Tocantins. “Achei incrível. Fui com o intuito de conhecer aquela cultura, de trocar o meu conhecimento com o deles, de aprender mesmo”. Os pacientes mais novos sequer falam português. “Nossa comunicação oral era com os adultos. Muitas crianças nunca tinham visto pessoas não indígenas, mas mesmo as mais ressabiadas eram muito colaborativas”, conta.

Apesar das alegrias e aprendizados, os expedicionários vez ou outra precisam lidar com a frustração de saber que seus pacientes ficarão sem atendimento depois que forem embora. “São populações muito à margem do sistema público de saúde”, explica.

Para o cacique Mirapá, líder do povo Baré, “o pessoal da EDS é uma surpresa”. “Surpresa, porque eles tiram as doenças bem rápido, durante dois três dias atendem centenas e centenas de indígenas”, explica. “A gente pra ser atendido na cidade somente quando é muito grave, grave mesmo. Gente até morre nas fileiras, desmaia. Aqui não, o atendimento é dia e noite, a hora que a gente chega é atendido... um atendimento bem especial mesmo”.

Impacto cultural
Marcia Abdala afirma que todas as expedições são preparadas com bastante antecedência. As equipes ouvem palestras de antropólogos para entender os costumes. Uma das preocupações da ONG é causar o mínimo impacto cultural e ambiental possível. “A ideia é manter o povo da floresta lá, pois sem eles a floresta não existe”. Além das parcerias, a Associação Expedicionários da Saúde conta com doações que podem ser feitas por meio do seu site (eds.org.br/).

Vida saudável
A atuação da EDS está alinhada com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) numero 3 da Organização das Nações Unidas (ONU):
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Esta matéria faz parte da série “Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil”, produzida pela Fundação BB com conteúdos sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas para o ano de 2030.


 

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Prêmio Viva Voluntário vai reconhecer as melhores iniciativas que contribuam para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

Estão abertas até 29 de junho as inscrições para o Prêmio Viva Voluntário, premiação inédita que reconhecerá iniciativas de transformação social promovidas por voluntários que contribuem para o alcance das metas estabelecidas pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização Nacional das Nações Unidas (ONU).

Serão premiadas as iniciativas inscritas em quatro categorias: Organizações da Sociedade Civil, Setor Público, Empresarial e Líder Voluntário. Cada categoria terá dois projetos vencedores. No formulário, deverá constar sobre qual Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a proposta se enquadra.

A Fundação Banco do Brasil (FBB) apoiará com R$ 50 mil as iniciativas vencedoras nas categorias Voluntariado nas Organizações da Sociedade Civil, Voluntariado no Setor Público e Líder Voluntário.

Podem participar do Prêmio entidades públicas ou privadas, sem fins lucrativos, que tenham finalidades sociais, culturais, educacionais, científicos, esportivos, ambientais ou de assistência à pessoa. As inscrições devem ser realizadas por meio de formulário eletrônico no site planalto.gov.br/vivavoluntario.

Programa Nacional de Voluntariado

Para incentivar e valorizar o trabalho voluntário no Brasil, o governo federal criou em 2017 o Programa Nacional de Voluntariado – Viva Voluntário com o propósito de reunir esforços do setor público, do terceiro setor e da iniciativa privada para articular pessoas em ações transformadoras da sociedade.

Existem no Brasil inúmeras iniciativas que contam com voluntários que atuam pelo desenvolvimento de suas comunidades. Muitas entidades carecem de organização e de estrutura adequadas que permitam a sustentabilidade e a continuidade dos projetos. O Viva Voluntário busca apoiar o desenvolvimento de uma cultura do voluntariado e de educação para a cidadania que fortaleça as organizações da sociedade civil e promova uma participação ativa da sociedade.

Calendário da Premiação:

Inscrições: 28/05/2018 a 29/06/2018

Etapas Eliminatória e Classificatória: 02/07/2018 a 31/07/2018

Publicação do Resultado: 10/08/2018

Cerimônia de Premiação em Brasília segundo semestre de 2018

 Passo   a   passo (inscrição)

A divulgação deste prêmio contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Apoio da Fundação Banco do Brasil ao projeto possibilita a formação de contadores de histórias

Com quase duas décadas de trabalho voluntário e dez anos de atuação em hospitais públicos do Distrito Federal, a Associação Viva e Deixe Viver formalizou na segunda quinzena de maio, convênio com a Fundação Banco do Brasil no valor de R$ 68 mil.

O investimento social será destinado à capacitação de voluntários para contação de histórias. Serão oferecidas 14 oficinas diretamente nos hospitais Materno Infantil (HMIB) e Regional de Ceilândia (HRC), em atividades práticas juntamente com os educadores, oficineiros e crianças.

Os recursos permitirão a continuidade das ações de educação e cultura na saúde do projeto "Viva Feliz", que atende crianças e adolescentes internados. O objetivo é tornar o período clínico e de internação hospitalar em um momento mais alegre, agradável e terapêutico, tanto para os atendidos, como para os familiares. Nas atividades, a Unidade Viva Brasília conta com equipe composta por 80 voluntários cadastrados.

“A parceria com a Fundação BB tem um significado muito especial para nós. Ela vai permitir aprimorar os conhecimentos de nossos voluntários e divulgar o nosso trabalho de humanização hospitalar. Também teremos oportunidade de tornar nossa ação mais eficiente, proporcionando a melhora no atendimento oferecido ao usuário e ao servidor da saúde”, declarou Adriana Dias, coordenadora da Associação.

Os voluntários são identificados com aventais coloridos e organizados em escala de alas, dias e horários, de forma a atender o maior número de crianças e adolescentes. São desenvolvidas atividades tais como leitura, canto, dramatização e jogos, como forma de desenvolver as aptidões dos pacientes e proporcionar a humanização dos serviços de saúde.

Todo o atendimento prestado pelos contadores é registrado no Diário do Contador, um sistema de controle no site www.vivaedeixevirer.org.br. Além de São Paulo e Distrito Federal, a Associação Viva e Deixe Viver também atua no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará, Bahia e Pernambuco.

“Temos a expectativa de melhorar e ampliar nossos serviços, fortalecendo valores e princípios éticos essenciais entre os sujeitos que trabalham na saúde”, concluiu a coordenadora.

A divulgação deste projeto contempla um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.
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Projeto Voluntários BB FBB 2017 teve 34 propostas habilitadas; Projeto Integração Voluntários BB Aposentados 2016 habilitou 15


A Fundação Banco do Brasil e o Banco do Brasil divulgaram o resultado da Chamada Interna do Projeto Voluntários BB FBB 2017. Na primeira e na segunda chamadas foram habilitadas 34 propostas, totalizando um valor de R$ 1,8 milhão.

Para completar o montante de investimento social previsto, de R$ 3 milhões, as propostas não habilitadas terão até o dia 29 de maio (dez dias úteis) para verificar as pendências encontradas no processo de validação. Terão prioridade na classificação as que forem registradas primeiro, conforme os critérios da seleção, até atingir o valor total de R$ 3 milhões.

A Chamada Interna é voltada iniciativas de inclusão socioprodutiva, geração de trabalho e renda, cuidado ambiental e educação, desenvolvidas por entidades sem fins lucrativos que tenham a atuação do Voluntariado BB. O valor determinado de cada proposta é de R$ 40 mil a R$ 60 mil.

Veja a lista das propostas habilitadas na Chamada Interna do Projeto Voluntários BB FBB 2017

Veja a lista das propostas não habilitadas com o respectivo item da chamada pendente

Confira as alterações nas regras

Funcionários aposentados

Também foi divulgado o resultado final da Chamada Interna do Projeto Integração Voluntários BB Aposentados 2016. Das 128 propostas enviadas pelas agências, 15 foram validadas na fase 2.

A seleção é destinada as entidades sem fins lucrativos que atuam no terceiro setor e tenham o apoio de funcionários aposentados do Banco do Brasil que desenvolvem trabalho voluntário. O valor de apoio da Fundação Banco do Brasil com recursos não reembolsáveis para cada proposta vai de R$ 35 mil a R$ 70 mil. O investimento social total aos projetos será de até R$ 1 milhão.

Confira o resultado final do Projeto Integração Voluntários BB Aposentados 2016 

A divulgação deste prêmio contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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