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Soluções agroecológicas de Pernambuco, Santa Catarina e Alagoas são as finalistas da categoria Mulheres na Agroecologia

As iniciativas Programa Educacional de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável – PEADS , de Ibimirim (PE), Pitanga Rosa – agroecologia, saúde e qualidade de vida , de Chapecó (SC) e Mulheres Protagonistas no Beneficiamento de Produtos Agroecológicos , de Flexeiras (AL), estão entre as finalistas na categoria Mulheres na Agroecologia do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, deste ano.

As metodologias foram certificadas como tecnologias sociais por atenderem critérios como participação da comunidade, inovação, facilidade de reaplicação e transformação social. As finalistas concorrem aos prêmios de R$ 50 mil, para a primeira colocação, R$ 30 mil para a segunda e R$ 20 mil para a terceira. Conheça abaixo as finalistas:

Programa Educacional de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável – PEADS
Na zona rural de Ibimirim (PE), os estudantes não valorizavam sua identidade, origem familiar e território. Como forma de solução, o Serviço de Tecnologia Alternativa criou o Programa Educacional de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável, uma formação profissional no curso técnico de Agroecologia com o objetivo de resgatar a identidade, valorizar histórias, a vida no campo e contribuir para que as mulheres transitem de um cultivo tradicional para o agroecológico.

A metodologia consiste em quatro etapas: pesquisa, aprofundamento dos dados coletados, devolução à comunidade escolar e a avaliação. Um dos responsáveis pela criação da iniciativa Abdalaziz de Moura Xavier de Moraes, afirma que a interação com a comunidade resgatou a cultura do campo. “A interação com as mulheres gera conhecimento e faz com que a gente aprofunde relações entre escola e família gerando autonomia, valorização da identidade e respeito ao território”, avalia.

Pitanga Rosa: agroecologia, saúde e qualidade de vida
Na cidade de Chapecó (SC) também era necessário resgatar e retransmitir o conhecimento sobre as propriedades medicinais de plantas da região do oeste catarinense, além do cultivo de mudas e sementes crioulas.

As mulheres da região, lideradas por Rosalina Nogueira da Silva, começaram de forma voluntária a sistematizar capacitações para resgatar e preservar as plantas medicinais, além de estimular o uso fitoterápico na comunidade. O projeto começou em 2005, com 25 mulheres que iniciaram plantando, cultivando e processando ervas e frutos em um terreno doado por Rosalina. Atualmente este terreno é um horto, com várias espécies fitoterápicas e alimentícias, onde 40 mulheres atuam oferecendo de seis a oito formações anuais para outras pessoas serem multiplicadoras em todo o estado de Santa Catarina.

A historiadora Fernanda Ben, uma das voluntárias da Associação Pitanga Rosa, avalia que a iniciativa mantém um conhecimento tradicional. “Estas mulheres são descendentes indígenas, caboclas e este conhecimento elas carregam por causa desta origem. Ao compartilhá-lo, proporcionam que estas informações cheguem a outras gerações”, afirma.

Além da preservação, a iniciativa também gera renda. “Os produtos oriundos do processamento das plantas medicinais são transformados em florais, infusões, pomadas e óleos que são usados para consumo próprio e o excedente que comercializam contribui para o sustento de suas famílias” avalia Fernanda.

Mulheres protagonistas no beneficiamento de produtos agroecológicos
As mulheres de Flexeiras (AL) desde 2006 estavam reunidas em uma associação para comercializarem as frutas, legumes e vegetais que produziam em suas propriedades. Ainda que tirassem alimentos para o consumo de suas famílias e para as vendas, havia muito desperdício nos quintais produtivos.

Como forma de solucionar este problema, a Cooperativa Agropecuária de Alagoas foi criada em 2013 para beneficiar e escoar a produção. Uma nutricionista iniciou um trabalho de sensibilização para as mulheres aprenderem sucos, bolos, biscoitos além de técnicas de congelamento para agregar mais valor, evitar o desperdício e aumentar a renda. “Criamos uma cozinha industrial, contratamos uma nutricionista para aprender a manusearmos os alimentos de forma segura, obedecendo as regras da vigilância sanitária, e ainda fizemos várias capacitações”, afirma o presidente.

O resultado foi a redução do desperdício e aumento da renda das mulheres com a comercialização de produtos como geleias, doces, pães, bolos e salgados. Ao saberem que estavam entre as finalistas do Prêmio de Tecnologia Social, Paulo disse: “recebemos com surpresa e ficamos muito alegres”, finaliza.

Prêmio de Tecnologia Social
A cerimônia de premiação do Prêmio de Tecnologia Social será no dia 16 de outubro na cidade de Brasilia. Todas as iniciativas certificadas já fazem parte do Banco de Tecnologias Sociais (BTS), base de dados on-line que reúne atualmente 1.110 metodologias certificadas por solucionarem problemas comuns às diversas comunidades brasileiras nas áreas de: Alimentação, Educação, Energia, Habitação, Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Renda e Saúde.

Nesta edição o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Publicado em Notícias
Terça, 24 Setembro 2019 09:58

Hoje tem alegria? Tem, sim senhor!

Portal Interno   Trupe Saude

Trupe da Saúde proporciona humanização do ambiente hospitalar na região metropolitana de Curitiba (PR)

Um projeto desenvolvido em Curitiba proporciona mais harmonia e conforto para pacientes, acompanhantes e funcionários de cinco hospitais da região metropolitana da capital paranaense. Na receita, o ingrediente é um só: muita alegria.

Tudo começou no ano 2000, quando Ricardo Trento acompanhava o pai para exames em um hospital. O humor e o jeito leve do pai ao realizar os procedimentos serviram como inspiração para o filho, que viu nesta postura algo positivo e que deveria ser levado adiante como uma forma de tratamento para outras pessoas. Com experiência em administração, Ricardo desenvolveu um projeto e o encaminhou para a Petrobrás em busca de apoio. A proposta foi aceita e assim nasceu a Trupe da Saúde. “De lá pra cá nós fomos aperfeiçoando a ideia, levando em consideração um método respeitoso e terapêutico, pois o que buscamos é que a alegria colabore com o restabelecimento dos pacientes”, explica Ricardo.

Em 2009, a metodologia da Trupe foi certificada como tecnologia social no Prêmio da Fundação Banco do Brasil. Para Ricardo este reconhecimento foi importante em dois pontos. “Primeiro, compartilhou a nossa credibilidade institucional, nos dando mais autoridade para viabilizarmos a iniciativa ao longo desses anos. Segundo, o reconhecimento da metodologia como uma tecnologia social é uma conquista para todas as equipes que, pelo Brasil, desenvolvem atividades semelhantes em hospitais. Algumas são voluntárias, outras são profissionais, mas em comum elas têm essa preocupação com a humanização do atendimento hospitalar - que precisa ser alçada à condição de política pública”, avalia. Desde o início do projeto foram realizadas 190 visitas por ano. Em 2019, a Trupe da Saúde completa 3,5 mil idas a hospitais da cidade, alcançando cerca de 400 mil pessoas impactadas pelas palhaças e palhaços da equipe.

A Trupe

Ricardo explica que a Trupe é formada por 12 palhaços profissionais e que somaram ao seu desenvolvimento profissional as reflexões pertinentes à humanização do atendimento hospitalar. A seleção é feita pelos próprios profissionais, pois há uma continuação da filosofia e da metodologia do trabalho nesses 20 anos de Trupe.

Em Curitiba, a Trupe realiza visitas semanais aos hospitais Pequeno Príncipe, Evangélico Mackenzie, Erasto Gaertner, Cruz Vermelha e Hospital das Clínicas (HC), com interações a todos pacientes, em especial as crianças atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em meio às brincadeiras há espaço para elas falarem como se sentem e para os familiares também participarem desta vivência. “A rotina hospitalar é monótona para quem tem um internamento longo, então esse vínculo com as palhaças e palhaços interrompe a rotina e promove um relaxamento das tensões associadas aos tratamentos”, explica Ricardo.

Segundo relatos da equipe, os benefícios imediatos são os que ficam evidentes no contato olho no olho: que é a felicidade e a alegria, que são remédios para a tristeza - e depressão, que pode acometer pessoas internadas por períodos mais prolongados. Além disso, o projeto precisa obedecer a uma rotina, inclusive em respeito aos pacientes e aos seus tratamentos. “Teve um caso que a gente ficou sete anos encontrando a mesma criança. Ela nasceu no hospital e toda a passagem do quarto de isolamento para um quarto leito, do hospital para a casa dela foi acompanhada por nossa equipe. Ela foi com os atores no carro, para você ter uma ideia da força que esse vínculo ganha”, revela o idealizador do projeto.

Box Trupe da Saude

 

Como ajudar

A Trupe da Saúde é possível graças ao apoio de empresas que, por meio de lei de incentivo federais, destinam recursos à manutenção do trabalho desenvolvido pelos artistas. A coordenação fica por conta da Universidade Livre da Cultura (Unicultura), uma organização não-governamental sediada em Curitiba, focada em projetos culturais de alto impacto social. Nesse sentido quanto maior a conscientização sobre a importância da humanização do atendimento hospitalar mais bem sucedida é a campanha de apoiamento junto aos empresários. Conheça aqui os canais da Trupe: site, Facebook.

Publicado em Notícias
Quinta, 23 Maio 2019 09:30

Amor ao próximo é o melhor remédio

Portal Viva Voluntariado   NapecRJPortal Viva Voluntariado   NapecRJ
Grupo voluntário oferece literatura, educação e acolhimento para quem busca atendimento ambulatorial ou internação no Rio de Janeiro

Na cidade do Rio de Janeiro (RJ), mulheres, crianças e adolescentes que procuram atendimento de saúde no Instituto Fernandes Figueira (IFF), bem como seus familiares acompanhantes, contam com o acolhimento diário de voluntários que promovem atividades de cultura e educação, utilizando a literatura como principal instrumento de lazer e entretenimento. São os voluntários do Napec - Núcleo de Apoio a Projetos Educacionais e Culturais . O Instituto Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira pertence à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e foi reconhecido em 2006 como hospital de ensino e em 2010 como centro nacional de referência pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério da Educação.

Neste espaço, os voluntários oferecem várias ações para as pessoas que frequentam o ambulatório ou precisam de internação. A ação nasceu em 2001, com o projeto Biblioteca Viva – que estimula o hábito da leitura, a criatividade, a organização do pensamento, além de transportar a criança e seus acompanhantes a momentos de magia e prazer, proporcionando viagens ao mundo da fantasia e da imaginação. A ação é realizada em ambulatórios e enfermarias.

Além da Biblioteca Viva, atualmente o grupo desenvolve outros oito projetos que funcionam de segunda a sexta-feira, em todos os espaços do IFF, como o Voluntário Acompanhante, que assiste crianças e adolescentes internados desacompanhados de seu responsável legal, o Reforço Escolar e Educação Informal, que visam minimizar as perdas decorrentes do afastamento do ambiente escolar, Inclusão na Sala de Espera, que facilita a aproximação entre pacientes com comprometimentos neurológicos e seus familiares, profissionais de saúde e outros usuários através da literatura e atividades de livre expressão, Música por toda parte, que introduz música para promover novas sensações como a alegria e o bem-estar e afasta a sensação de confinamento que a hospitalização provoca, Parquinho, que proporciona um ambiente promotor de saúde através de atividades lúdicas e pedagógicas, Videoteca, que oferta aparelhos portáteis para as crianças e adolescentes como distração para assistir filmes, shows ou musicais. Além disso, o grupo também atua com o Apoio à Alta Hospitalar, que busca colaborar com as famílias por meio de campanhas de arrecadação de alimentos, vestuário, itens infantis (carrinhos, berços, fraldas), artefatos tecnológicos (concentrador de oxigênio, aspiradores de traqueostomia), cadeira de rodas, além de suporte a reparos e melhorias das moradias das famílias, quando essas melhorias influenciam diretamente na possibilidade dos pacientes permanecerem em casa.

A bolsista e psicopedagoga Maria Magdalena de Oliveira é a coordenadora geral do Napec. Ela explica que o grupo reúne 125 voluntários recrutados anualmente em processos de seleção. “Oferecemos um ciclo de palestras e atividades de treinamento supervisionadas por coordenadores de projetos ou voluntários veteranos. Hoje o perfil dos nossos voluntários é majoritariamente feminino, na faixa etária de 20 a 80 anos e 96,3% tem nível superior”, relata.

Para a coordenadora, além de melhorar a qualidade na espera do atendimento, os projetos do Napec levam cultura e educação para os diferentes espaços do instituto. “Nos registros de mediação de leitura, os voluntários revelam que para cada livro lido, crianças, adolescentes, mulheres e acompanhantes têm reações na sua maioria prazerosa e de acolhimento. E que em cada registro fica o relato da certeza do trabalho voluntário no IFF ter sido uma feliz e compensadora escolha”, avalia.

O IFF atende usuários da rede pública e privada de saúde, de serviços filantrópicos e até mesmo de outros municípios, além do Rio de Janeiro. Os pacientes variam entre pessoas com risco ou necessidades especiais, muitas vezes dependentes de aparelhos tecnológicos disponíveis somente no ambiente hospitalar ou por meio de aluguel para o uso domiciliar.

Viva Voluntário

O Instituto Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira foi o vencedor do Prêmio Viva Voluntário 2018, na categoria Voluntariado no Setor Público, com o projeto desenvolvido pelo Napec. Com o investimento social de R$ 50 mil conferido na premiação por meio da Fundação Banco do Brasil, a coordenadora Maria Magdalena explica que foram adquiridos livros, jogos interativos e brinquedos. “Também pudemos custear o aluguel de alguns aparelhos para manter algumas crianças em casa, por um período de três meses”, revela. A expectativa agora é que a semente plantada pelos voluntários do Napec inspire voluntários para levar a ideia adiante. “Desejo que este tipo de trabalho possa ser replicado para outros hospitais agora”, afirma. O Prêmio Viva Voluntário é uma realização do Governo Federal com apoio da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e faz parte do Programa Nacional Viva Voluntário que identifica e incentiva o desenvolvimento da cultura do voluntariado e de educação para a cidadania, com o objetivo de fortalecer as organizações da sociedade civil e promover uma participação ativa da sociedade.

Como ajudar 

O Napec pode ser ajudado durante as campanhas de leites especiais, roupas para bebês, crianças, adolescentes e mulheres. Acesse o portal para conhecer mais http://www.amigosdonapec.com.br ou visite o perfil no Facebook https://www.facebook.com/pg/amigosdoNAPEC

 

 

Confira aqui os outros vencedores do Prêmio Viva Voluntário:

Voluntariado nas Organizações da Sociedade Civil

Voluntariado no Setor Público

Líder Voluntário

 

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São 34 entidades classificadas, que deverão complementar as informações pedidas no regulamento até o dia 11 de abril

Foram divulgadas nesta terça-feira, 13, as 34 propostas selecionadas na Chamada Interna Voluntariado BB FBB. A seleção seguiu a ordem de classificação, de acordo com os critérios estabelecidos no anexo 7 e limitada ao orçamento de R$ 3 milhões.

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A partir desta quarta-feira, 14, as respectivas entidades receberão login e senha do SGP - Sistema de Gerenciamento de Projetos - para registro completo das propostas. Elas terão até 20 dias para complementar as informações e estão sujeitas à desclassificação se descumprirem o prazo estabelecido – até 23h59 de 11 de abril de 2018 (horário de Brasília). Nestes casos, a Fundação BB vai selecionar novas propostas de acordo com a ordem de classificação e os recursos financeiros da Chamada.

Em razão de instabilidades no portal da Receita Federal, as propostas foram reexaminadas, sendo validadas as entidades proponentes que se encontraram em situação regular em todos os quesitos da Chamada. Essas iniciativas integraram o conjunto de propostas validadas que passaram pelo processo de classificação.

Chamada Interna
Participam da seleção projetos sociais desenvolvidos por entidades sem fins lucrativos, que têm a atuação de voluntário e funcionário do Banco do Brasil. A seleção busca apoiar iniciativas que promovam a cidadania, geração de trabalho e renda, cuidado ambiental, educação, cultura, esporte e saúde. O investimento social de R$ 3 milhões é destinado a apoiar projetos com orçamentos entre R$ 50 mil e R$ 100 mil.

FBB Voluntariado Marca 02

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