Desafios e alternativas para ampliar os recursos e parcerias da sociedade civil foram abordados em evento na capital paulista

Na última semana, representantes de instituições se reuniram em São Paulo para dialogar sobre o papel do Investimento social privado no fortalecimento da sociedade civil e na implementação da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU), durante a Jornada ISP: Investimento Social Privado, Sociedade e Desenvolvimento.

De acordo com a organização, a programação das mesas e debates foi criada com base nas experiências dos projetos Sustenta OSC e Plataforma Global de Filantropia, que se destacaram em 2018). Asclepius Soares, presidente da Fundação Banco do Brasil, participou da mesa “Não deixar ninguém para trás: escala, inovação, financiamento e colaboração”, juntamente com Benjamin Bellegy (Wings); Átila Roque (Ford Foundation) e Giuliana Ortega (Instituto C&A). O painel destacou a atuação de institutos e fundações na promoção dos ODS para impulsionar a inovação, a colaboração, o co-investimento e o ganho de escala para enfrentar desafios de desenvolvimento do país.

 Para Asclepius Soares, um dos grandes ativos de inovação do terceiro setor é o Banco de Tecnologias Sociais. “Dentro dessa vertente, temos que aproveitar as oportunidades de colaboração e promover parcerias para aumentar o investimento social e dar escala na reaplicação das tecnologias sociais. Assim, o desafio de atingir as metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável estará mais próximo, sem deixar ninguém para trás”, diz.

O encontro foi promovido pelo Projeto Sustenta OSC, iniciativa do GIFE, e pela Plataforma Filantropia ODS Brasil, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Além da Fundação Banco do Brasil, participaram do encontro instituições como União Europeia, Fundação Lemann, Banco Itaú, Instituto Humanize, Instituto C&A, Fundação Itaú Social, Fundação Roberto Marinho, TV Globo e Instituto Unibanco, além de parceiros como Rockfeller Philantropy Advisors.

O papel do ISP no fortalecimento das OSCs

O Mapa das Organizações da Sociedade Civil revela a existência de 820 mil OSCs no Brasil em 2016. Dados do Censo GIFE revelam que, no mesmo ano, o investimento social privado nacional entre os 116 associados que responderam a pesquisa foi de R$ 2,9 bilhões, sendo R$ 595 milhões em doações e patrocínios de iniciativas de terceiros. Setenta e oito por cento desses investidores disseram ainda que pretendem manter ou aumentar os níveis de apoio às OSCs, além de haver aumentado também, de 21% para 35%, o número de instituições privadas que apoiam organizações da sociedade civil pelo entendimento de que é parte da finalidade do investimento social privado contribuir para o fortalecimento e sustentabilidade deste campo. Diversos outros estudos trazem indicativos sobre como essas organizações se mantêm, apontando para a importância da pluralidade das fontes de recursos.

Trilhas temáticas

Dividido em dois dias, a programação do evento contou com duas trilhas temáticas. A do primeiro dia teve como tema “Fortalecimento da Sociedade Civil” e girou em torno de debates sobre o Projeto Sustentabilidade Econômica das Organizações da Sociedade Civil, com o objetivo construir um ambiente legal, jurídico e institucional saudável para a atuação das OSCs.

Durante a programação foram discutidos os seguintes temas: “Desafios para a sustentabilidade e o fortalecimento da sociedade civil no Brasil”; “Fronteiras e oportunidades para mobilização de recursos para a sociedade civil”; “Ambiente Legal para o financiamento das OSC no Brasil: tributação, fundo patrimoniais, incentivo para doação de pessoas físicas e MROSC [Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil]”; e “Investimento Social, Filantropia e Sociedade Civil: desafios e perspectivas para o Brasil”.

Aline Viotto, coordenadora da área de advocacy do GIFE e coordenadora do Sustenta OSC, explica que o projeto, além de ser uma ferramenta de advocacy, também tem entre seus objetivos a produção de dados e o compartilhamento desse conhecimento, possibilitando uma atuação de qualidade em alterações legislativas sobre o tema, por exemplo. “Nós queremos produzir conhecimento e, para isso, procuramos parceiros como a Fundação Getúlio Vargas e queremos criar um ambiente legal mais favorável para a atuação das organizações, ampliando os recursos privados destinados a OSCs”, ressalta.

Publicado em Notícias

Twitter Dialogos Transformadores

 

“Diálogos Transformadores” irá reunir especialistas nesta quarta (23), no auditório da Folha de S. Paulo

Internacionalmente reconhecido como projeto transformador da realidade brasileira, as cisternas revolucionaram a cultura e o modo de viver de quem via na seca um obstáculo para sobreviver com dignidade, principalmente na região do semiárido brasileiro. Hoje, após quinze anos do início deste projeto, as cisternas compõem o cenário da região e fazem parte da vida de muitas famílias. Este é um grande exemplo de transformação social a partir de uma tecnologia social – tema que será debatido nesta quarta-feira (23), com especialistas durante a nona edição do “Diálogos Transformadores”, evento promovido pela Folha de S. Paulo e que conta com o patrocínio da Fundação Banco do Brasil.

Assim como as cisternas, outras tecnologias sociais também servem como referência quando o assunto é transformação social. É para falar dessas novas iniciativas que o coordenador da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Antonio Barbosa, juntamente com o diretor-executivo da Fundação BB, Rogério Biruel e o assessor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil (PNUD), Haroldo Machado, foram convidados para falar com o público participante do encontro. Eles vão contar com a interação de Sonia da Costa, representando o Ministério da Ciência e Tecnologia; Cláudia Vidigal, idealizadora do Instituto Fazendo História e da tecnologia social Grupo nÓs, e Roberto Rocha, representante do Movimento dos Catadores, que integra o Coletivo Reciclagem, uma tecnologia social fomentada pela iniciativa privada.

Também serão apresentados no evento a tecnologia social Fast Food da Política, que ajuda jovens a decifrar os códigos da política brasileira por meio de jogos e interações lúdicas, e o projeto Saladorama, que leva comida saudável para as favelas de São Paulo e foi vencedor da categoria Escolha do Leitor do Prêmio Empreendedor Social 2017.

Todo o debate será transmitido ao vivo pela TV Folha neste link.

Conheça os debatedores do “Diálogos Transformadores”

Protagonistas

Antonio Barbosa, sociólogo e coordenador da ASA Brasil para os programas Uma Terra e Duas Águas e Sementes do Semiárido. A ASA agrega um conjunto de iniciativas de impacto social de três mil organizações em dez estados e ele vai nos falar como essa articulação leva água aos recantos mais áridos do país.

Rogério Biruel, diretor-executivo da Fundação BB. Funcionário de carreira do Banco do Brasil, está há três anos na Fundação, cujo banco de tecnologias conta com 986 iniciativas certificadas nas áreas de alimentação, educação, energia, habitação, ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

Haroldo Machado Filho, assessor sênior do PNUD. Irá tratar de tecnologias sociais na perspectiva dos 17 ODSs, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável preconizados pela ONU. PhD em Direito Internacional pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais, em Genebra, co-preside a Força Tarefa sobre a Agenda 2030 e seus ODSs dentro do Sistema ONU no Brasil.

Debatedores

Sonia da Costa, diretora de Políticas e Programas de Inclusão Social do Ministério da Ciência e da Tecnologia, irá abordar o desenvolvimento de políticas públicas para tecnologias sociais da parte do governo.

Claudia Vidigal, fundadora do Instituto Fazendo História e integrante das redes Folha e Ashoka, sua organização, ajuda as crianças a rever, montar e contar a própria história. O projeto colabora com o desenvolvimento das crianças e adolescentes de abrigos para que, ao se apropriar dessas histórias, elas ganhem autoestima e consigam até mesmo transformá-las.

Roberto Rocha, representante do Movimento dos Catadores, integra o Coletivo Reciclagem, uma tecnologia social fomentada pelo Instituto Coca-Cola com o objetivo de empoderar e profissionalizar cooperativas de catadores de material reciclável e incluí-las na cadeia formal, gerando mais eficiência, trabalho em rede, renda justa e ambiente digno aos catadores.

Casos inspiradores

Júlia Carvalho, fundadora do Fast Food da Política, tecnologia social que desenvolve ferramentas educacionais abertas para promover o entendimento das regras que regem a política, sua estrutura, processos e personagens. A partir de jogos e metodologias, aborda diversos temas que envolvem a compreensão das bases constitucionais, gestão pública e relações sociais.

Hamilton da Silva, fundador do Saladorama e integrante da Rede Folha, projeto que leva comida saudável para as favelas, vencedor da categoria Escolha do Leitor do Prêmio Empreendedor Social 2017.

Serviço:

Diálogos Transformadores
23 de maio (quarta-feira), das 16h às 18h
Auditório da Folha de S.Paulo – Alameda Barão de Limeira, 425, 9o andar, Campos Elíseos, São Paulo, SP

A realização deste projeto contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

01ods 100x100 02ods 100x100 03ods 100x100 04ods 100x100 05ods 100x100 06 ods100x100 07ods 100x100 08ods 100x100 09ods 100x100 010ods 100x100 011 ods 100x100 012ods 100x100 013ods 100x100 014ods 100x100 015ods 100x100 016ods 100x100 017ods 100x100

 

Publicado em Notícias

Fundação BB participa do evento, que tem o objetivo de contribuir para o fortalecimento da filantropia no Brasil

O tema "Sucesso" foi o escolhido deste ano para o Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, realizado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), no dia 5, em São Paulo. Na programação, casos de empreendedores sociais e investidores que querem, ou não, atingir escala; conversas sobre as diferenças de abordagem para investidores familiares e corporativos; mecanismos de sustentabilidade de longo prazo para organizações da sociedade civil; e a avaliação de impacto na construção de agendas de sucesso.

O diretor executivo de Desenvolvimento Social da Fundação Banco do Brasil, Rogério Biruel, participou do painel "Escala é fundamental para o sucesso?", juntamente com representante da Fundação Roberto Marinho e da Arcah.

As tecnologias sociais implantadas no Amazonas em parceria entre Fundação BB e Idis, também foram abordadas durante o evento. As metodologias visam reduzir a incidência de anemia entre as crianças e levar água potável e banheiro ecológico para as comunidades.

O caso destacado na palestra foi o da cidade de Borba, onde a incidência de anemia ferropriva (falta de ferro na alimentação) teve uma redução de 60% para 3% dos alunos de uma escola municipal na comunidade de Axinim. A Tecnologia Social “HB – Combate à anemia ferropriva” faz o diagnóstico e aplica o tratamento com acompanhamento médico, suplementação de sulfato ferroso e vermífugo.

Publicado em Notícias

As iniciativas serão avaliadas por comissão de funcionários da Fundação BB de acordo com critérios do regulamento

Encerrou-se nesta semana a primeira etapa da nona edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Foram inscritas ao todo 735 iniciativas da América Latina. A próxima fase da premiação é a análise das experiências inscritas, que serão avaliadas por uma comissão - composta por técnicos da Fundação BB - de acordo com os critérios do regulamento. As tecnologias certificadas serão divulgadas no dia 17 de julho e passarão a integrar o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação BB, que atualmente tem 850 iniciativas.

O BTS é uma base de dados online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. O objetivo do acervo é estimular que as tecnologias sejam reaplicadas em outras comunidades.

Após a certificação, as iniciativas serão classificadas para a premiação. Serão 21 finalistas - três por categoria – que vão receber um troféu e um vídeo documentário da metodologia. Além disso, as entidades serão convidadas a participar do Fórum Internacional de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (DF), em novembro deste ano.

As categorias voltadas para experiências no Brasil são "Água e Meio Ambiente"; "Agroecologia"; "Economia Solidária"; "Educação"; "Saúde e Bem-Estar" e "Cidades Sustentáveis e Inovação Digital". As vencedoras nacionais vão receber R$ 50 mil. Já as iniciativas da América Latina e do Caribe vão concorrer na categoria "Água e Meio Ambiente, Agroecologia ou Cidades Sustentáveis". A divulgação das finalistas será no dia 31 de julho. Já as vencedoras serão conhecidas na cerimônia de premiação, em novembro, em Brasília.

As categorias do Prêmio estão relacionadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Ao longo do processo de análise, serão bonificadas tecnologias sociais que promoverem o protagonismo e o empoderamento feminino, que terão pontuação acrescida de cinco por cento. 

Realizado a cada dois anos, o Prêmio é considerado um dos principais do terceiro setor no País. Esta edição, tem a cooperação da UNESCO no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Acompanhe os resultados de cada etapa do Prêmio no site da Fundação Banco do Brasil (www.fbb.org.br) e no BTS (www.tecnologiasocial.fbb.org.br).

Veja o regulamento no site: www.fbb.org.br/premio

A divulgação deste prêmio contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

01ods 100x100 02ods 100x100 03ods 100x100 04ods 100x100 05ods 100x100 06 ods100x100 07ods 100x100 08ods 100x100 09ods 100x100 010ods 100x100 011 ods 100x100 012ods 100x100 013ods 100x100 014ods 100x100 015ods 100x100 016ods 100x100 017ods 100x100

Publicado em Notícias

Fundação BB e entidades do terceiro trocam ideias sobre voltadas para desenvolvimento sustentável

A Fundação Banco do Brasil participou do seminário “Diálogos do setor de Investimento Social Privado e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil”, realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) dia 31 de maio, em São Paulo. O encontro reuniu uma série de institutos e fundações, além de pesquisadores e representantes de governos e organismos internacionais, para discutir estratégias de alinhamento entre o investimento social e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A iniciativa teve como recurso indutor a Plataforma Filantropia, um esforço global que oferece dados sobre a atuação dos investidores sociais nos ODS e busca alavancar recursos e aumentar o impacto de programas e projetos, direcionando os ODS a um planejamento de desenvolvimento nacional. Além do diálogo sobre desafios comuns, o evento foi um convite para que empresas, institutos e fundações façam parte do movimento.

Além da Fundação BB, outras organizações nacionais e internacionais foram parceiras na realização do evento: Rockefeller Philanthropy Advisory, Foundation Center, Instituto C&A, Itaú Cultural, Itaú, Fundação Roberto Marinho, Rede Globo, Instituto Sabin, GIFE, IDIS, WINGS e Comunitas.

A agenda do encontro se organizou, basicamente, em duas frentes: discussões sobre o papel de institutos e fundações familiares e do investimento social de perfil corporativo. Representantes de empresas, institutos e fundações levaram suas experiências no uso dos ODS em seus planejamentos e apontaram desafios e oportunidades de atuação.

"Os ODS têm sido norteadores para ações da Fundação BB e de muitas organizações do terceiro setor. Um evento como esse ajuda a aprofundar a reflexão e a troca de ideias sobre as possibilidades de pautar novas ações para o desenvolvimento sustentável", afirma o assessor da Fundação BB Bruno Moraes.

Para saber mais sobre a Plataforma de Filantropia, acesse sdgfunders.org

A divulgação deste texto contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

01ods 100x100 02ods 100x100 03ods 100x100 04ods 100x100 05ods 100x100 06 ods100x100 07ods 100x100 08ods 100x100 09ods 100x100 010ods 100x100 011 ods 100x100 012ods 100x100 013ods 100x100 014ods 100x100 015ods 100x100 016ods 100x100 017ods 100x100


Publicado em Notícias