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O maestro João Carlos Martins visitou dois projetos sociais antes de apresentar o Orquestrando o Brasil no CCBB

O dia 9 de agosto de 2019 jamais será esquecido pelos integrantes de dois projetos sociais do Distrito Federal. Os meninos e meninas da Orquestra de Sopros e Percussão Arte Jovem, de Ceilândia, e da Orquestra Casa Azul Felipe Augusto, de Samambaia, tiveram a oportunidade de se apresentar e de serem regidos pelo maestro João Carlos Martins, durante a abertura da 3ª edição do Festival de Cinema BB DTVM, que aconteceu no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília.

A iniciativa faz parte do projeto Orquestrando o Brasil, idealizado pelo maestro João Carlos Martins, que recebeu o apoio da Fundação Banco do Brasil, do Serviço da Indústria (Sesi) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para a realização de concertos pelo país, com grupos musicais integrantes do projeto.

A Orquestra de Sopros e Percussão Arte Jovem foi criada em 2016, pelo seu diretor musical e maestro Edmilson Júnior e da coordenadora administrativa Inayá Amanacy, inspirados pelo maestro Edmilson de Siqueira Campos, que realiza há mais de duas décadas um trabalho voluntário com a comunidade de Ceilândia.O adolescente Vitor Hugo de Alencar Franklin, de 13 anos, que há três anos toca bombardino (um instrumento de sopro) estava emocionado com a oportunidade. “Ele é muito atencioso, tem muitas dinâmicas para ensinar e um jeito especial e diferenciado que faz a gente prestar muita atenção e aprender ainda mais”, disse o jovem músico. Além de Vitor Hugo, o projeto que funciona na Casa do Cantador, atende outros 209 alunos, com idades a partir dos dois anos, com aulas de musicalização e educação musical de instrumentos de sopro e percussão, recebendo apoio de professores voluntários e pais.

Para o maestro João Carlos Martins, o mais importante para um músico é que a orquestra transmita emoção, preocupando-se também com o lado motor enérgico e com as dinâmicas. “Estou profundamente emocionado e orgulhoso em poder participar de um evento com esta qualidade artística. Esse tipo de projeto que é realizado aqui no Distrito Federal faz muita diferença, e eu costumo dizer que a música explica que Deus existe, e que através dela você consegue fazer a inclusão, transmitir paz, amor e esperança, declarou.

Assim como o projeto de Ceilândia, a iniciativa de Samambaia também utiliza a música como agente transformador e oferece oportunidades a muitas crianças, adolescentes e jovens. Prestes a completar 30 anos de existência, a Casa Azul atua no combate às desigualdades sociais prestando assistência a crianças, adolescentes e famílias das comunidades de Samambaia, Riacho Fundo II, São Sebastião e Vila Telebrasília, locais onde têm unidades.

A entidade proporciona, no contraturno escolar, oficinas de artes, teatro, dança, música, informática, atividades esportivas, orientação pedagógica e capacitação profissional a mais de duas mil crianças e jovens de seis a 24 anos, tendo, atualmente 250 educandos nas oficinas de música. Além disso, também faz o acompanhamento familiar e possibilita o acesso da comunidade a cursos profissionalizantes. Só na orquestra são 40 integrantes e um deles é a adolescente Milena Rodrigues de Souza, de 14 anos, moradora do Riacho Fundo II. Com cinco anos de idade ela foi recebida pela Casa Azul e hoje toca saxofone no grupo.

Para ela, a oportunidade de se apresentar para o maestro João Carlos Martins é inexplicável. “A oportunidade de fazer parte de uma orquestra já me deixa muito feliz, e de apresentar para um maestro tão importante como ele não tem explicação. Não só eu, mas todos da turma quando soubemos que ele viria aqui na unidade e também faríamos uma apresentação para ele, ficamos todos muito nervosos, pensando se daria certo ou não. Mas tudo foi lindo”, relata a jovem.

“Não são vocês que aprendem com esse velho maestro, mas é esse velho maestro que aprende com vocês. Com o Orquestrando o Brasil estou conhecendo novas faces no nosso Brasil e isso me emociona profundamente”, afirmou João Carlos Martins durante o ensaio.

“É emocionante quando a gente vê o quanto o maestro João Carlos Martins se dedica ao Orquestrando o Brasil e o quanto ele é fonte de inspiração para essas crianças e jovens das orquestras. É um exemplo de superação para todos. A música tem a capacidade de tocar a nossa alma, e quando juntamos o carisma e a genialidade do maestro, com o propósito da Fundação BB, de transformar a realidade das pessoas, e o resultado é esse: a construção de um país melhor, com pessoas melhores”, destacou Asclepius Soares, presidente da Fundação BB.

Sobre o Projeto

O Orquestrando o Brasil é uma plataforma digital para disseminação de conteúdo, oferecendo capacitação para regentes e músicos, além de ser uma ferramenta para a troca de conhecimento. O portal visa construir uma relação permanente e online de suporte e informação. A plataforma dá apoio para que, a partir dos recursos humanos e físicos de cada comunidade, os envolvidos possam liderar um movimento de expansão ou consolidação da música local. Um canal de comunicação, informação e interação, que tem o objetivo de unir os músicos.

Criado em 2018, atualmente o projeto tem 430 orquestras e bandas participantes, um universo que representa mais de quinze mil músicos, com grupos musicais de 180 municípios espalhados pelos estados de Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

Após o concerto, o público assistiu ao filme “João, o Maestro”, drama que conta a trajetória do pianista e maestro brasileiro, interpretado por Alexandre Nero, Rodrigo Pandolfo e Davi Campolongo.

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Caminhos da Favela, de Buenos Aires, e Programa Minha Horta, implantado por todo o país, concorrem na categoria internacional

A Argentina tem duas representantes entre as finalistas do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017, na categoria Internacional: Caminhos da Favela" e o "Programa Minha Horta". A premiação, reconhecida com uma das principais do terceiro setor, tem o objetivo de identificar e reconhecer soluções para desafios sociais das comunidades onde são implantadas.

Caminhos da Favela
Caminhos da Favela é uma ferramenta multimídia online que mostra um diagnóstico comunitário das diferentes prestações de serviços e obras públicas realizadas pelo governo nas 20 favelas e assentamentos de Buenos Aires.

A plataforma permite que os usuários vejam por obra e bairro os orçamentos previstos e o status de execução já realizado. Também há uma seção para os moradores fazerem pedidos de informação às autoridades sobre o andamento das obras. Em outro espaço é possível postar comentários, apontar irregularidades e publicar imagens e vídeos para documentar as reclamações. Devido ao monitoramento dos gastos públicos, a plataforma se tornou uma ferramenta de participação cidadã.

A iniciativa é da Associação Civil pela Igualdade e Justiça (ACIJ), sediada em Buenos Aires. De acordo com a entidade, as condições dos serviços públicos nas favelas são críticas e o reconhecimento oficial foi decisivo para a realidade começar a mudar. "A ferramenta foi fundamental para exigir do governo da cidade a incorporação das moradias nos mapas oficiais".

A iniciativa tem amplo reconhecimento da cidade e se tornou uma política pública. A partir de 2015, o governo fez anúncios ambiciosos sobre o início dos processos de integração socioeconômica de quatro das principais favelas, uma reivindicação histórica da população", explica Pablo Vitale, um dos coordenadores da associação.

Saiba mais sobre Caminhos da Favela, clique aqui

Minha Horta
Uma em cada quatro crianças que moram na zona rural na Argentina têm apenas uma refeição por dia – a que é oferecida na escola – de acordo com o Observatório da Dívida Social Argentina. Além disso, a alimentação dos mais pobres é rica em carboidratos e deficitária em fibras, vitaminas e minerais. Para minimizar o problema de subnutrição, a Fundação Horta Niño passou a capacitar os moradores em diferentes comunidades para autoprodução de alimentos em hortas comunitárias agroecológicas, plantio sem o uso de agrotóxicos, integrado ao ecossistema.

Em cada comunidade, o Programa Minha Horta começa com o levantamento da realidade socioeconômica, condições ambientais, recursos e necessidades locais. Após a articulação com lideranças, professores, pais, alunos e moradores, é definida a quantidade de canteiros e os materiais necessários. Os materiais são adquiridos com fornecedores locais para facilitar o deslocamento e reduzir a emissão de gases do efeito estufa no transporte.

A preparação dos canteiros é feita em regime de mutirão pela comunidade – com participação de pais, vizinhos e até de voluntários de empresas. Eles fazem o cercamento e instalação de sistema de irrigação e de estufas, dependendo do clima local.

Saiba mais sobre Minha Horta, clique aqui

Prêmio
Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). As finalistas internacionais vão receber troféu e vídeo retratando a iniciativa e também serão convidadas a participar do Fórum Internacional de Tecnologia Social, programado para 21 e 22 de novembro em Brasília (DF), véspera da cerimônia de entrega.

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

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A entidade contou com a parceria da Fundação BB em projetos para crianças, adolescentes, jovens e adultos

Nesse sábado, (01/07), a Associação Ludocriarte da cidade de São Sebastião (DF) realizará o XXIV Festival Artístico e Cultural da Brinquedoteca. A noite será recheada de atrações protagonizadas pelas crianças: espetáculo de música, teatro, dança, audiovisual, poesia, desfile, roda de capoeira e cultura popular. Na ocasião serão vendidas comidas típicas nordestinas, e um brechó com vendas de roupas, calçados e acessórios. Haverá também apresentação da mestra Martinha do Coco - cantora de samba de coco, maracatu e ciranda - que traz repertório de resgate da cultura nordestina com a cara do cerrado.

O evento marcado para acontecer às 19 horas, na sede da entidade, irá celebrar o encerramento do projeto “Nossa Ancestralidade Negra - cultura e identidade sob o olhar da criança”, uma parceria com a Fundação Banco do Brasil, fruto de convênio celebrado em 2016, com investimento social de R$ 70 mil.

Criada há 12 anos pelo italiano, radicado no Brasil, Paolo Chirola, a Ludocriarte atende cerca de 200 crianças e adolescentes por ano, com idades entre 6 e 14 anos. A entidade oferece atividades gratuitas de lazer, recreação, arte, cultura e educação não formal para crianças, adolescentes e seus familiares, com o objetivo de fortalecer a identidade e os valores afro culturais, assim como a defesa e promoção dos direitos sociais.

Hoje, no espaço são oferecidos diversos cursos e oficinas no contraturno escolar - artes plásticas, informática, jogos, capoeira, biodança, dança de rua, hip hop e musicalização. Além disso, os atendidos recebem auxílio nas tarefas escolares.

“Vamos proporcionar aos visitantes uma noite linda, com muitas atrações. Nossa festa será toda voltada para a cultura negra. Esse projeto com a Fundação BB nos fez perceber que precisamos trabalhar o tema, porque quase cem por cento dos nossos atendidos são negros ou descentes de negros, por isso precisamos reforçar a identidade de suas origens”, disse o presidente e idealizador do projeto.

Paolo explica ainda que precisa buscar mais parcerias para dar continuidade ao trabalho. Segundo ele, com o aporte financeiro da Fundação Banco do Brasil foi possível melhorar o espaço da brinquedoteca, comprar alguns equipamentos e investir na qualificação dos profissionais que atendem as crianças e adolescentes.

Formatura BB Educar

Ao final do evento, haverá a entrega de certificados para dez alunos do curso de alfabetização de jovens e adultos, com idades entre 36 e 86 anos, ministrado por duas funcionárias aposentadas do Banco do Brasil - Maria de Fátima Silva e Luciana de Oliveira Pinto. As voluntárias dedicaram oito meses na alfabetização da turma. O BB Educar é uma tecnologia social da Fundação BB para capacitação de colaboradores que atuam em núcleos de alfabetização de jovens e adultos. A metodologia tem como base os princípios de uma educação libertadora e a prática da leitura do mundo, que considera a realidade do alfabetizando como ponto de partida do processo educativo.

Serviço
XXIV Festival Artístico-Cultural da Ludocriarte
Data: 01 de julho
Horário: a partir das 19h.
Local: Brinquedoteca Comunitária de São Sebastião (Quadra 103, conjunto 05, casa 01)

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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