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Iniciativa beneficiou 2,2 mil cooperados de oito municípios do Estado

Dois mil e duzentos agricultores familiares associados à Cooperativa Central da Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte (Cooafarn) foram beneficiados com o apoio da Fundação Banco do Brasil. O investimento proporcionou o fortalecimento do processo de comercialização de alimentos como frutas, verduras, legumes, queijos e mel produzidos por dez cooperativas filiadas de oito municípios do Estado: Chapada do Apodi, Mossoró, Serra do Mel, Jaçanã, Pureza, Severiano Melo, Assu e Umarizal.

Para contribuir com a melhoria das vendas dos agricultores potiguares foram adquiridas uma envasadora industrial a vácuo para embalar os alimentos e dois climatizadores para conservar temperatura e melhorar a apresentação do produto nas feiras da região. A parceria também permitiu a contratação de consultoria e a produção de materiais gráficos para divulgação da produção dos agricultores em todo o Estado.

Em 2017, a Fundação Banco do Brasil investiu cerca de R$ 70 mil em apoio e fortalecimento a comercialização, com compra de equipamentos de escritório como notebooks, impressora e sistemas de gestão. O primeiro investimento, no valor de R$ 161 mil, aconteceu em 2016 para contribuir com o fortalecimento do processo de comercialização das cooperativas singulares filiadas à cooperativa.

A diretora-financeira da Cooafarn, Fátima Torres, explica os benefícios que a parceria trouxe para os agricultores rurais. “A aquisição dos equipamentos permite melhor conservação e apresentação dos produtos aumentando as vendas. Se conseguimos vender, conseguimos aumentar a renda e melhorar o impacto na economia dos cooperados”, agradece.

A divulgação da produção dos agricultores em todo o Estado também trouxe benefícios para os cooperados. Os produtos, que antes eram vendidos apenas nas feiras dos municípios, agora também são comercializados em Natal. “Nosso mercado ampliou. Não atuamos somente no interior do Estado. Também fornecemos nossos produtos em feiras da capital além de instituições como a Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Universidade Federal do Rio Grande do Norte”, comemora.

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Sexta, 15 Fevereiro 2019 09:12

Feiras livres com tecnologias sociais

Fundação BB e Cáritas revitalizam feiras livres em quatro estados do Nordeste

Nos últimos anos houve um aumento de arrombamento e explosões em agências bancárias em várias localidades do Brasil, conforme levantamento registrado pelas secretarias estaduais em todo o país. Geralmente, a forma de atuação das quadrilhas consiste em atacar cidades médias e pequenas, com pouco efetivo policial, usando caminhonetes, explosivos para arrombarem caixas eletrônicos e cofres. Depois recolhem o dinheiro e fogem sem ser localizadas.

Segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, em dois anos, houve 202 ataques com explosivos a bancos no estado. Na Bahia, no mesmo período, foram 132; na Paraíba 61 e no Maranhão 27 ataques a estabelecimentos bancários, conforme dados contabilizados pelo Sindicato dos Bancários desses estados.

Essas ações criminosas impactam todos os atores do município ao interromper de forma abrupta o atendimento bancário, gerando prejuízo para as instituições financeiras e para as cidades, avalia o assessor do Banco do Brasil, Marco Caixeta. “Como as pessoas não estão preparadas para essa ruptura, começam a se deslocar para sacar seus benefícios, gastam o que recebem nas cidades vizinhas e o comércio da cidade de origem padece, sem recurso”, diz.

Neste cenário os comerciantes que atuam em feiras livres têm sido prejudicados porque sofrem com a falta de papel moeda. Para encontrar uma solução, a Fundação Banco do Brasil em parceria com a Cáritas Brasileira criou o projeto Nossa Feira Popular e Solidária. O objetivo é contribuir na reconstrução dos espaços populares, implantando tecnologias sociais nas feiras livres.

Reaplicação de tecnologias sociais

Em várias cidades médias e pequenas no Brasil as feiras livres são espaços que não existem apenas para comercialização de produtos. Há interação, criação de laços afetivos e apropriação cultural. Algumas são tombadas como patrimônio histórico, como na cidade histórica de Cachoeira (BA). Com quase 600 feirantes, a feira ocorre semanalmente e é possível encontrar de tudo: comidas típicas, legumes, verduras, roupas e calçados.

Jaime de Oliveira, coordenador do projeto, explica que a iniciativa está sendo implementada em 21 municípios de quatro estados do Nordeste: Bahia, Maranhão, Paraíba e Piauí. As três tecnologias sociais implantadas são: Oásis, Educação Financeira e Gestão dos Resíduos Sólidos. “Os municípios estão recebendo a cartilha de educação financeira para serem distribuídas nas escolas, Já os feirantes serão capacitados para darem destinação correta aos resíduos e não descartarem as sobras nas calçadas. Para isso, o projeto prevê a instalação de lixeiras com rodinhas” diz Jaime.

Os feirantes também receberão incentivo para substituírem o uso de cédulas por máquinas de cartão. . Segundo dados levantados pela Cáritas Brasileira e Fundação BB, antes da implementação do projeto, dos 1980 feirantes entrevistados, 96% não trabalhavam com cartão. “A maquininha vai facilitar a vida do feirante e vai ajudar a dinamizar a economia dos municípios”, avalia Jaime.

Outra ação será a revitalização das feiras com padronização das barracas, definindo os espaços de cada produto com o apoio de um arquiteto que vai trabalhar em conjunto com feirantes. O projeto arquitetônico vai adequar os espaços conforme os tipos de produtos. Jaime diz que “tem feirante que gosta da inovação. Uma feira moderna, bonita, para poder aumentar o fluxo de pessoas agora tem gente que tem mais resistência porque já está há mais de 30 anos no mesmo local”.

Apesar do impacto inicial, o coordenador do projeto avalia que os feirantes estão muito felizes. “Quando explicamos que eles irão receber uma barraca, com material resistente, os olhos deles brilham. É muito bonito isto”, finaliza.

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Iniciativa prevê uso de minhoca gigante na formação de compostagem para produção de mudas nativas, compra de materiais e equipamentos e capacitações

Situada a 400 quilômetros de Boa Vista (RR), no município de Caroebe, a Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Banana entre Rios – Aprupers prioriza o fortalecimento da agricultura familiar e o desenvolvimento sustentável do município.  

A entidade recebeu investimento social da Fundação Banco do Brasil para o projeto “Agroecologia”, que tem como público alvo indígenas da etnia Wai Wai e agricultores familiares não indígenas, que vivem às margens da rodovia BR-210 – Perímetro Norte, e que trabalham na produção de banana.  A iniciativa vai privilegiar a produção agroecológica, com a valorização e cuidado com o meio ambiente.

De acordo com Samuel Carlos de Santana, engenheiro agrônomo e coordenador do projeto, a integração dos indígenas tem grande relevância, devido suas formas tradicionais de organização, de ocupação da terra e de uso dos recursos naturais, e que ao mesmo tempo, eles carecem de apoio para suas atividades.  “Aqui temos a presença dos índios em todos os cantos. Eles são fortes na extração e venda da castanha do Brasil, sabem como ninguém os conceitos da agroecologia e precisamos dessa união entre os povos para que todos sejam beneficiados” declarou.

As famílias já comercializam seus produtos na Feira da Agricultura Familiar, em Caroebe, mas enfrentam dificuldade de retirada de seus lotes em função da falta de transporte para escoamento da produção, levando a grandes perdas e impactando negativamente a renda dos associados.

O recurso no valor de R$ 200 mil será usado na aquisição de um caminhão com carroceria, kits para irrigação, materiais para viveiros de mudas, despolpadoras, carrinhos de mão, trituradores de resíduos, sacos plásticos transparentes, entre outros materiais para adequação de uma estufa de propagação de plantas e enraizamento de partes de vegetais (estacas).

Estão previstas também capacitações para o aprimoramento e empoderamento dos agricultores familiares, em sementes, florestais tropicais, compostagem orgânica e produção de polpas de frutas.

Uma curiosidade do projeto é o uso da minhocuçu ou minhoca gigante na formação da compostagem orgânica. O coordenador explica que as minhocas ainda estão sendo estudadas pelo Departamento de Biologia da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e escolas da rede estadual de ensino, e que chegam a medir um metro de comprimento. O húmus produzido pelas minhocas é usado também na produção de mudas de árvores nativas da região como a castanha do Brasil, andiroba, açaí, patuá, bacaba e a camu camu. 

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Aquisição do veículo está prevista no projeto “Quitanda sobre Rodas”, que beneficiará 140 produtoras familiares de Cataguases

Brevemente, o tradicional Café Rural produzido por agricultoras familiares de Cataguases (320 Km de Belo Horizonte), em Minas Gerais, ganhará ruas e eventos locais com o food truck que a Associação de Mulheres Rurais de Cataguases (AMURC) está adquirindo com apoio da Fundação Banco do Brasil. Orçado em R$ 298 mil, o projeto “Quitanda sobre Rodas” também possibilitará a estruturação de uma cozinha industrial e equipamentos para o box que a entidade mantém no Mercado do Produtor.

Maria Inês Oliveira Rocha, vice-presidente da AMURC, afirma que a execução do projeto impactará positivamente cerca de 140 famílias de pequenas produtoras em nove comunidades. Atualmente, a renda obtida com a comercialização dos produtos gera um incremento médio de 30% na renda familiar das associadas, calcula.

Produzidas com matéria-prima orgânica, as broas, biscoitos, bolos e o pastel de angu, entre outras quitandas, já foram reconhecidas por consultores da Associação das Cidades Histórias de Minas Gerais (ACHMG) como histórica e culturalmente autênticas, passando a compor o roteiro turístico da região. Além dos itens do Café Rural, as produtoras comercializam compotas, doces em barra e cristalizados, geleias, polpadas (espécie de doce de colher utilizado como sobremesa, recheio de bolos e acompanhamento de biscoitos) e licores, entre outros itens culinários produzidos com mão-de-obra familiar.

Atualmente, os alimentos são feitos nas cozinhas das produtoras e transportados em carros fretados, sem nenhuma estrutura para tal. Marlene Aparecida do Carmo Soares comercializa o Café Rural para eventos há cerca de 15 anos, junto com a amiga Vanderli Docelino Moisés. Moradora da comunidade da Glória, ela aposta na iniciativa para aumentar o lucro e facilitar o transporte até os locais dos eventos. “Hoje a gente paga até R$ 130 de frete, sem falar que os carros não são próprios para isso. Com esse food truck, a gente espera melhorar o ganho, a produção e a qualidade de vida”.

A divulgação deste projeto está relacionada aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS:

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Sexta, 22 Junho 2018 17:09

Morango hidropônico, já ouviu falar?

Projeto apoiado pela Fundação BB dinamiza o trabalho desenvolvido por associação de Nova Friburgo (RJ)

A parceria estabelecida entre a Fundação BB e a Associação dos Agricultores Familiares Produtores de Morango de Nova Friburgo (Amorango) possibilitou melhorias no cultivo e no transporte da produção. O projeto “Estufas para cultivo protegido de morango e melhorias na estrutura de comercialização” teve o investimento social de R$ 400 mil para a aquisição de estufas e de caminhão refrigerado. O objetivo é fortalecer a agricultura familiar de base agroecológica, com ênfase na produção e comercialização.

O morango produzido no sistema tradicional, em contato com o solo, é colhido no período entre agosto e dezembro já o cultivo no sistema semi-hidropônico proporciona a ampliação da época de produção. As mudas são cultivadas em estufas e plantadas em sacos plásticos apropriados, chamados de bags ou slabs com a capacidade de abrigar até 14 pés cada. Outra especificidade em relação ao plantio tradicional é que as plantas ficam elevadas em cavaletes facilitando o manuseio aos agricultores.

A Amorango, constituída em 2009, incentiva a agroecológica com alta qualidade e baixo impacto ambiental e promove em Nova Friburgo (RJ) eventos dedicados à cadeia produtiva do morango abrangendo os parceiros locais. O evento de destaque é a Festa do Morango com Chocolate, com apoio da Prefeitura Municipal. A entidade iniciou em 2011 convênio com o Banco Mundial com a aquisição de sacos com substrato para cultivo do morango sem o contato com o solo, os “slabs”. Este material é indispensável para o cultivo semi-hidropônico diminuindo de forma expressiva o uso de agrotóxicos e de água.

Apesar do apoio, os produtores precisavam de estufas para a produção suspensa no lugar da tradicional que prevê o crescimento do morango no solo. A Amorango apresentava também dificuldades de transporte e distribuição de grande parte da produção. Fernando Lima Hottz, presidente da associação, destacou que as novas estufas e caminhão de câmara fria irão ampliar a capacidade de produção e comercialização. Atualmente, a produção é vendida para municípios vizinhos como Teresópolis (RJ) e da grande Rio. “Atendemos hotéis, confeitarias, padarias, horti-fruttis, supermercados, assim como fábricas que utilizam a fruta para a produção de sucos e geleias”, afirmou.

A associação trabalha com 3 variedades de morango, que se adaptaram melhor à região, dentre as 20 existentes atualmente. Eles possuem 700 mil plantas, que proporcionam a colheita de 700 toneladas por ano. O cultivo hidropônico é realizado na água, sendo que a associação produz no processo semi-hidropônico. “Conhecemos esta experiência em uma feira de exposições em Caxias do Sul (RS), e começamos este trabalho em 2011. Atualmente 90 % dos associados produzem com este sistema”, declarou.

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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