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Categoria já revelou soluções para desafios sociais de comunidades da Argentina e El Salvador

O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social tem revelado excelentes experiências de inclusão, não apenas no Brasil, mas também em países da América Latina e do Caribe. Em 2017 o Prêmio revelou a plataforma “Caminos de la Villa”, da Argentina como a melhor tecnologia social da América Latina.

Criada pela ACIJ (Associação Civil pela Igualdade e Justiça) e pelo Wingu, organização de projetos sem fins lucrativos na América Latina, o portal multimídia foi a primeira plataforma online criada para dar visibilidade às reivindicações de moradores de favelas e assentamentos de Buenos Aires. A tecnologia social torna visíveis as condições de vida em mais de 20 bairros segregados da cidade, proporcionando aos seus 275 mil habitantes uma ferramenta para diagnóstico comunitário dos diferentes serviços de monitoramento e controle de obras públicas, revelando as violações de direitos humanos e fortalecendo as estratégias coletivas que promovem a integração urbana.

Responsável pela inciativa na ACIJ, Rosalia Fassina, comemora o reconhecimento da tecnologia que se tornou uma política pública no país. Isso porque o governo fez anúncios ambiciosos sobre o início dos processos de integração socioeconômica de quatro das principais favelas, uma reivindicação histórica da população. Para ela, o Prêmio da Fundação BB contribuiu para o melhoramento da plataforma e incentivo do processo participativo da comunidade nas favelas argentinas.

“Nosso objetivo era criar uma ferramenta de denúncia apontando as necessidades dos moradores das favelas. Com o desenvolvimento do trabalho, conseguimos integrar a comunidade em uma grande rede de cidadania com mais de 80 organizações, associações, agências, federações e representantes de diversas comunidades do país reunidos no Acordo pela Urbanização das Favelas”, comemora.

Outro destaque internacional é o “Programa Minha Horta (Programa Mi Huerta - Argentina)". Finalista em 2017. A inciativa revelou a importância da inclusão social para minimizar o problema da subnutrição na Argentina. Para isso, a Fundação Horta Niño passou a capacitar os moradores em diferentes comunidades para autoprodução de alimentos em hortas comunitárias agroecológicas e plantio sem o uso de agrotóxicos, integrado ao ecossistema.

E não é apenas a Argentina que se destaca na criação de tecnologias sociais. Finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social de 2017, o “Escuelas Sostenibles a Nivel Municipal” está ajudando a combater a desnutrição infantil nas camadas mais pobres de Atiquizaya, em El Salvador, além de garantir mercado consumidor para os agricultores familiares da cidade. Organizada pela prefeitura, a tecnologia promove a educação alimentar e nutricional por meio de plantio de hortas nas escolas e nas casas das famílias.

Além de ser enriquecida com os vegetais colhidos na horta, a merenda é complementada com a aquisição da produção dos agricultores familiares da região, movimentando a economia local. Cerca de 30.400 alunos recebem, diariamente, frutas, verduras, legumes e ovos fornecidas por 147 associações de produtores, além de educação alimentar e nutricional. A metodologia já foi reaplicada em outros dois municípios - Izalco e Jiquilisco – abrangendo três escolas em cada cidade.

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, reforça a importância do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social em reconhecer iniciativas transformadoras no Brasil e no exterior. “A nossa expectativa é que em 2019 instituições internacionais tragam iniciativas criativas que possam gerar uma efetiva transformação social na vida das pessoas que mais precisam”, declara.

Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social
Considerado uma das principais ferramentas de identificação e reconhecimento de tecnologias sociais em todo o país, o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social tem como objetivo identificar, certificar e multiplicar tecnologias que contribuam para a solução de problemas sociais, aplicadas em esfera local, regional, nacional e internacional.

Além das categorias nacionais, a premiação reconhecerá três iniciativas do exterior, por meio da categoria Internacional, que é destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe. Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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Categoria inédita compõe o Prêmio de Tecnologias Sociais que está com as inscrições abertas até o dia 21 de abril

Nas últimas décadas, a ciência têm avançado significativamente em estudos relacionados à Primeira Infância – fase que compreende os primeiros seis anos de vida de uma pessoa. Estudos mostram que uma criança que vive em um ambiente sem recursos e com alta vulnerabilidade terá um desenvolvimento diferente, comparando-se com uma criança que cresce em um ambiente repleto de cuidados, atenção e afetividade. Apesar de nascerem com o mesmo potencial, essas crianças terão desenvolvimentos diferenciados, de acordo com os primeiros anos - determinantes para a evolução intelectual de cada uma delas.

Atenta a esta realidade, a Fundação Banco do Brasil, que realiza a cada dois anos o Prêmio de Tecnologias Sociais, abriu uma categoria especial na edição deste ano. A categoria “Primeira Infância” busca identificar tecnologias sociais que promovem ações de desenvolvimento infantil (linguagem, cognitivo, motricidade e socioafetividade), o fortalecimento de vínculos familiares e o exercício da parentalidade. A proposta veio por meio do Ministério da Cidadania, uma dos parceiros da premiação em 2019.

Para o ministro da Cidadania, Osmar Terra, a parceria reforça a importância deste tema. “Os primeiros mil dias de vida de uma criança definem todas as competências humanas que ela vai ter para o resto da vida. Reconhecer iniciativas que trabalham com este desenvolvimento é, sobretudo, incentivar que uma geração cresça com mais oportunidades e qualidade de vida”, revela o ministro.

A premiação

Para participar do prêmio entidades sem fins lucrativos como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da Sociedade Civil e órgãos governamentais, de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe devem acessar o regulamento e fazer a inscrição pela internet, através do site fbb.org.br/premio.

Além da premiação especial da Primeira Infância, o Prêmio também irá reconhecer iniciativas em outras quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda" e "Meio Ambiente”, outras duas premiações especiais: “Mulheres na Agroecologia” e “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico,” e uma categoria Internacional, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; "Educação", “Geração de Renda” e “Meio Ambiente”.

Os três primeiros lugares de cada categoria nacional e especial serão premiados com R$ 50 mil, 30 mil e 20 mil, respectivamente, totalizando R$ 700 mil em prêmios. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa.

Nesta edição, o Prêmio conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O Programa Materno Infantil de Itajaí (Pami) é um exemplo destas iniciativas. Certificado como tecnologia social pela Fundação BB em 2017, o Pami foi desenvolvido em Santa Catarina e é um sistema de intervenção precoce para prevenção de problemas de saúde, atrasos no desenvolvimento e deficiências em bebês e crianças de zero a quatro anos. A metodologia funciona em um ônibus adaptado como sala de atendimento móvel que percorre todas as regiões do município, com uma equipe multidisciplinar de saúde que realiza 13 avaliações ao longo dos 4 primeiros anos de vida. Dessa forma, possibilita a famílias de baixa renda e pouco acesso à informação diagnosticar precocemente problemas, recebendo encaminhamento e orientação adequados para que essas intercorrências sejam tratadas à tempo de não gerarem sequelas significativas. Por ser certificado como tecnologia social o Pami compõe o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação BB e pode ser reaplicado em outras localidades. Para conhecer esta metodologia acesse http://bit.ly/2UWz2un

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Caminhos da Favela, de Buenos Aires, e Programa Minha Horta, implantado por todo o país, concorrem na categoria internacional

A Argentina tem duas representantes entre as finalistas do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017, na categoria Internacional: Caminhos da Favela" e o "Programa Minha Horta". A premiação, reconhecida com uma das principais do terceiro setor, tem o objetivo de identificar e reconhecer soluções para desafios sociais das comunidades onde são implantadas.

Caminhos da Favela
Caminhos da Favela é uma ferramenta multimídia online que mostra um diagnóstico comunitário das diferentes prestações de serviços e obras públicas realizadas pelo governo nas 20 favelas e assentamentos de Buenos Aires.

A plataforma permite que os usuários vejam por obra e bairro os orçamentos previstos e o status de execução já realizado. Também há uma seção para os moradores fazerem pedidos de informação às autoridades sobre o andamento das obras. Em outro espaço é possível postar comentários, apontar irregularidades e publicar imagens e vídeos para documentar as reclamações. Devido ao monitoramento dos gastos públicos, a plataforma se tornou uma ferramenta de participação cidadã.

A iniciativa é da Associação Civil pela Igualdade e Justiça (ACIJ), sediada em Buenos Aires. De acordo com a entidade, as condições dos serviços públicos nas favelas são críticas e o reconhecimento oficial foi decisivo para a realidade começar a mudar. "A ferramenta foi fundamental para exigir do governo da cidade a incorporação das moradias nos mapas oficiais".

A iniciativa tem amplo reconhecimento da cidade e se tornou uma política pública. A partir de 2015, o governo fez anúncios ambiciosos sobre o início dos processos de integração socioeconômica de quatro das principais favelas, uma reivindicação histórica da população", explica Pablo Vitale, um dos coordenadores da associação.

Saiba mais sobre Caminhos da Favela, clique aqui

Minha Horta
Uma em cada quatro crianças que moram na zona rural na Argentina têm apenas uma refeição por dia – a que é oferecida na escola – de acordo com o Observatório da Dívida Social Argentina. Além disso, a alimentação dos mais pobres é rica em carboidratos e deficitária em fibras, vitaminas e minerais. Para minimizar o problema de subnutrição, a Fundação Horta Niño passou a capacitar os moradores em diferentes comunidades para autoprodução de alimentos em hortas comunitárias agroecológicas, plantio sem o uso de agrotóxicos, integrado ao ecossistema.

Em cada comunidade, o Programa Minha Horta começa com o levantamento da realidade socioeconômica, condições ambientais, recursos e necessidades locais. Após a articulação com lideranças, professores, pais, alunos e moradores, é definida a quantidade de canteiros e os materiais necessários. Os materiais são adquiridos com fornecedores locais para facilitar o deslocamento e reduzir a emissão de gases do efeito estufa no transporte.

A preparação dos canteiros é feita em regime de mutirão pela comunidade – com participação de pais, vizinhos e até de voluntários de empresas. Eles fazem o cercamento e instalação de sistema de irrigação e de estufas, dependendo do clima local.

Saiba mais sobre Minha Horta, clique aqui

Prêmio
Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). As finalistas internacionais vão receber troféu e vídeo retratando a iniciativa e também serão convidadas a participar do Fórum Internacional de Tecnologia Social, programado para 21 e 22 de novembro em Brasília (DF), véspera da cerimônia de entrega.

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

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Ciclorrotas é finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social e já teve reaplicação em Juiz de Fora (MG)

Elaborar um projeto para integrar rotas de bicicleta à malha viária urbana, com a colaboração de usuários e interessados, e entregar a proposta para o poder público é o objetivo principal da Ciclorrotas - Metodologia Cidadã de Planejamento Cicloviário. A iniciativa da Associação Transporte Ativo é finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017, na categoria Cidades Sustentáveis e Inovação Digital.

A metodologia colocada em prática na região central do Rio de Janeiro surgiu em 2012 e ganhou força na época em que a cidade se preparava para as Olimpíadas de 2016. Os integrantes da associação perceberam que as obras viárias planejadas não favoreciam a bicicleta e criaram uma forma colaborativa para o levantamento das necessidades da população em relação ao transporte sobre duas rodas.

Pelas estatísticas oficiais, de 2014, eram feitas 550 mil viagens de bicicleta por dia na capital fluminense, equivalente a 2,5 por cento dos deslocamentos. Mas a experiência em outros países dizia aos idealizadores do projeto que os números normalmente são quatro vezes maior dos que os dados oficiais.

"Buscamos tudo o que já tinha sido pensado para infraestrutura de bicicleta no centro do Rio, iniciativas do governo e da sociedade civil, desde o inicio do ano 2000. Os trechos que todos apontavam como necessários, passaram a ser parte do nosso projeto também", afirma o presidente da Transporte Ativo e idealizador da iniciativa, Fernando José Lobo.

Após o mapeamento da infraestrutura de transporte já existente e planejada, os organizadores passaram a coletar a opinião dos usuários sobre os trajetos utilizados e os desejados pelos ciclistas. Depois, realizaram oficinas presenciais e consulta pública online para coletar as observações dos interessados em geral. Além disso, fizeram uma contagem do número de bicicletas que circulavam por cinco pontos estratégicos do centro da cidade.

O passo seguinte foi elaborar propostas específicas conforme a situação das diversas vias e trechos do centro da cidade. Dependendo do volume de tráfego e do risco à segurança do ciclista, foram sugeridas ciclofaixas (separação entre carros e bicicletas sem barreira física), ciclovias (separação com barreira física) e vias compartilhadas. A proposta foi submetida à validação em nova oficina. Encerrada a fase de consulta popular e mapeamento, o projeto final propôs 33 quilômetros de ciclorrotas, que foram incorporadas ao Plano de Mobilidade Municipal até 2020, sendo que 20 por cento foram implementados, de acordo com José Lobo. O projeto também foi exposto a visitação pública, onde recebeu novas contribuições da população, que poderão ser aproveitadas na implementação das obras.

A tecnologia ciclorrotas ultrapassou as fronteiras do Rio e começou a ser reaplicada em Juiz de Fora (MG) no ano passado, por iniciativa da ONG Mobilidade JF. O projeto encampado pela prefeitura prevê a implantação de 40 quilômetros de vias para as bicicletas, dos quais foram construídos 11 quilômetros. A associação enfatiza que a mobilização das pessoas junto aos governos é imprescindível para sucesso da iniciativa. "A sociedade civil organizada tem que colocar pressão, tem que cobrar mesmo, pois a cidade é nossa", afirma Guilherme Mendes diretor da Mobilidade JF. Além de continuar cobrando da prefeitura a execução dos 40 quilômetros, eles pretendem fazer uma campanha de conscientização com a população sobre respeito no trânsito e o uso da bicicleta.

Conheça outras iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 em fbb.org.br/finalistas



Prêmio
No total, 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional concorrem ao Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. O evento de premiação será realizado em novembro. Entre as 735 inscritas neste ano, 173 foram certificadas e passaram a constar no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online gratuito mantido pela Fundação BB. Nesta edição, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio
Veja aqui a lista das 173 certificadas
Visite o site do Prêmio

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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