Monday, 28 January 2019 10:02

ReaplicaTS: resultado preliminar  

O resultado final está previsto para fevereiro

Nesta semana foi divulgada mais uma fase preliminar do edital #ReaplicaTS (etapa 2). Nove iniciativas foram selecionadas, cada uma contemplando os seguintes estados:  Amazonas, Ceará, Goiás, Pará, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul. O estado de Pernambuco contou com duas iniciativas selecionadas. Veja aqui a lista aqui

O prazo para apresentação de recursos será de cinco dias úteis, contados a partir de hoje (28), até às 18 horas (horário de Brasília) do dia 1º de fevereiro.  O resultado final está previsto para fevereiro.

O investimento disponível é de R$ 10 milhões e as propostas devem ter valor de mínimo de R$ 500 mil e máximo de R$ 1 milhão. Para concorrer, as entidades sem fins lucrativos precisaram comprovar ter mais de dois anos de existência e sede ou experiência de atuação na região onde pretendem implantar o projeto. Além disso, a reaplicação deve ser necessariamente de iniciativas listadas no Banco de Tecnologias Sociais, acervo online que reúne todas as metodologias certificadas pela Fundação BB desde 2001.

Com o objetivo de selecionar e apoiar projetos de reaplicação de tecnologias sociais certificadas pela Fundação BB, com foco na geração de trabalho e renda em qualquer parte do país, o ReaplicaTS teve início em 2018, a partir de uma parceria entre a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e foi anunciado durante a 9a edição do Prêmio FundaçãoBB de Tecnologia Social.

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Trabalho envolve plantio de mudas nativas em sistema de agrofloresta e educação ambiental

A região do Médio Paraíba do Sul, no Estado do Rio de Janeiro, abriga a Ong Vale Verdejante, entidade que realiza um importante trabalho de recuperação de áreas degradadas da Mata Atlântica, com práticas ambientais de conservação do bioma e sensibilização junto à população. Em 12 anos de existência, a ONG promoveu o plantio de 5 mil mudas nativas de pau brasil, pau jacaré, pau formiga, pau ferro, grumichama, pitangueiras, cedro rosa, jequitibá, tamboril, guapuruvu e juçara, entre outras espécies.

As tecnologias sociais são aliadas no trabalho de manter, enriquecer e dar continuidade ao reflorestamento, garantindo o sucesso do projeto. A ONG buscou no Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação Banco do Brasil três metodologias certificadas - Acordos Sustentáveis, para mapeamento e uso dos recursos naturais; Agrofloresta, que une o plantio com a preservação da floresta; e Meliponários Demonstrativos, para criação de abelhas sem ferrão, que contribuem para o reflorestamento por meio da polinização. O trabalho é desenvolvido por meio da convivência harmoniosa de várias atividades - cultivo de horta, galinheiro e meliponário.

Em 2017, a Vale Verdejante foi contemplada com o primeiro projeto da Fundação BB, no valor de R$ 60 mil. O recurso foi usado na promoção da educação ambiental, desenvolvimento de práticas agroecológicas e introdução à economia solidária para crianças, jovens e mulheres. Em setembro deste ano, foi assinado novo convênio, referente ao projeto "Reflorestamento e Educação - Integração Urbana-Rural com Inclusão Social", em parceria com o Projeto Pão de Açúcar Verde, para promover a recuperação ambiental, o enriquecimento florestal, e a integração entre as populações urbana e rural. As ações da parceria abrangeram a face leste do morro do Pão de Açúcar, que irá receber mil árvores durante a execução do projeto. Os dois investimentos sociais foram obtidos por meio do Programa Voluntariado BB-FBB. A Vale Verdejante também oferece cursos e capacitações em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em especial para os jovens.

Em novembro, a Vale Verdejante reuniu 170 pessoas – moradores e voluntários - para um dia de mutirão. Durante a programação, foram plantadas 500 árvores do Bioma Mata Atlântica; houve a construção de canteiro agroflorestal, com mudas de hortaliças diversas; e oficina para inclusão social de pessoas com deficiência, além de apresentações culturais e almoço coletivo.

Trabalho que cura
A Ong Vale Verdejante foi fundada por Denise Thomé, após a morte do marido no voo 1907 da Gol, derrubado pelo jato Legacy numa área de floresta no Mato Grosso, em 2006. Em pouco tempo, Denise conseguiu transformar a dor em força para concretizar um projeto de reflorestamento sonhado pelo casal e pela comunidade. Dois meses após a partida do seu companheiro por 24 anos, ela plantou as primeiras mudas.

O recurso para a compra do Parque Ecológico Mauro Romano, de 30 mil metros quadrados, que abriga a ONG, veio da indenização que recebeu da companhia aérea. “Era um sonho nosso de ajudar os trabalhadores dos sítios da região. Pensávamos em fazer isso com a venda de mudas das plantas, a partir das podas. Após o acontecido decidi lutar para tirar o foco da dor e revertê-la em um processo construtivo. Isso ajudou a todos nós, familiares e amigos”, disse.

Este ano, a ONG recebeu o título de Posto Avançado da Reserva Biosfera Mata Atlântica, concedido pela Unesco a instituições que desenvolvem pelo menos duas das três funções básicas de uma reserva nos campos da proteção da biodiversidade, do desenvolvimento sustentável e do conhecimento científico e tradicional sobre a Mata Atlântica.

“Temos um grupo muito ativo aqui e no Pão de Açúcar, com pessoas dispostas a doarem seu tempo em prol do meio ambiente. Nos últimos anos as novas gerações também vêm se integrando mais ao trabalho coletivo , declarou Denise.

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