Portal Interno  Profissao Catador

Solução desenvolvida na cidade de Cruz Alta será estendida para associações de catadores em mais três cidades da região
 
A tecnologia social Profissão Catador, desenvolvida na  cidade de Cruz Alta (RS), foi uma das contempladas pelo edital de reaplicação de tecnologias sociais (Reaplica TS), da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES).Jucara Martins da Silva

Certificada pelo Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social em 2013 e 2015, a iniciativa é mantida pela incubadora Inactesocial/Unicruz, da Fundação Universidade de Cruz Alta, e atua na inclusão social dos catadores de materiais recicláveis, na geração de trabalho e na conscientização socioambiental, a partir da organização dos grupos em associações para comercialização de materiais recicláveis. O trabalho é voltado aos princípios da economia solidária e ao processo de autogestão,  e agora será adaptado também para outros três municípios gaúchos – Ibirubá, Salto do Jacuí e Tupanciretã – totalizando cerca de 200 profissionais cadastrados.
 
As mulheres catadoras desempenham um papel de destaque na iniciativa , inclusive assumindo posições de liderança nos projetos. Um exemplo é Juçara Martins da Silva, de 49 anos, presidente da Associação de Catadores Cidadania
Sustentável Ibirubá (ACCSI), entidade vinculada à Profissão Catador. Com mais de 10 anos de experiência com recicláveis e cinco  como presidente da ACCSI, Juçara é responsável pelo trabalho e produção dos 22 associados. Ela explica que cada catador consegue receber o equivalente a um salário mínimo por mês com a venda dos produtos. “Aqui na associação a gente aproveita tudo, papel, papelão, latinha, garrafas PET entre outros. Mas o material que mais dá lucro é o isopor, que a gente vende por um real  o quilo. A metodologia desempenha um papel muito importante na associação, pois nos auxilia com palestras, cursos, capacitações, formações, equipamentos e assistência social”, disse.  
 
O investimento social  foi de aproximadamente R$ 1 milhão, destinado à aquisição de um caminhão para fazer o transporte de resíduos sólidos, compra de equipamentos como prensa hidráulica, esteira e empilhadeira, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), materiais de escritório, divulgação das atividades, além da criação de novos uniformes. 
 
“Queremos fortalecer o trabalho associativo, ampliar as negociações para a coleta seletiva nos municípios de abrangência, promover uma maior conscientização socioambiental nas comunidades atendidas, ampliar as possibilidades de empoderamento e capacitação dos catadores para a prestação de serviços e negociação com o poder público e fortalecer a infraestrutura das associações de catadores”, destacou Enedina Teixeira, uma das coordenadoras do projeto. 
 
Reaplica TS
 
Além desta reaplicação em Cruz Alta, o edital selecionou entidades de todas as regiões do país - cinco do Nordeste, duas do Norte, duas do Sul, uma do Centro-Oeste e uma do Sudeste.  Os valores disponibilizados variam entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão.  As entidades com diretorias compostas por, no mínimo, 50% de mulheres ou que possuam tecnologia social certificada pela Fundação BB receberam bonificação extra, conforme os critérios do certame. O investimento total na seleção foi de R$ 10 milhões.
 
Acesse aqui para conhecer todas entidades habilitadas no Reaplica TS.

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Instituto internacional de estatística reconheceu a iniciativa como melhor projeto colaborativo do mundo

A metodologia Letramento Multimídia Estatístico – LeME – foi reconhecida como o melhor projeto colaborativo em Letramento Estatístico do Mundo , pela International Statistical Literacy Project, entidade ligada a International Association For Statistical Education, instituto internacional de estatística, sediado na Holanda. A premiação equivale a um Prêmio Nobel da área de Estatística e foi realizada na Malásia, em agosto deste ano.

Em julho, o LeME também foi certificado como tecnologia social pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. A instituição identifica e premia metodologias há 18 anos, além de disponibilizar um banco de dados on-line onde reúne as iniciativas certificadas que podem ser reaplicadas em outras localidades do país.

A tecnologia social foi desenvolvida em 2012 sob coordenação de Mauren Porciúncula, professora da Universidade Federal do Rio Grande – FURG, com o objetivo de alfabetizar em estatística crianças e jovens de escolas públicas. Em uma sociedade onde os dados são cada vez mais importantes, se torna necessário ensinar os estudantes a interpretarem as informações, construírem gráficos, tabelas e contribuir para uma mudança de paradigma onde ainda se pensa que a matemática é algo complexo e de difícil compreensão.

A professora criou o projeto com foco na alfabetização estatística a partir de dados veiculados na imprensa. “O letramento estatístico, contribui para desenvolver habilidades de interpretação de dados. Por exemplo, uma notícia descreve a média salarial de uma empresa onde duas pessoas recebem o salário de R$ 1 mil e outra pessoa R$ 7 mil. A média salarial neste caso é de R$ 3 mil, porém em valor absoluto duas pessoas ganham apenas R$ 1 mil, ou seja, média e valor absoluto são dois conceitos estatísticos diferentes. E é esta diferenciação que ensinamos no Leme”, conta.

Metodologia Criativa
O método consiste em montar um projeto de aprendizagem onde as crianças assumem o papel de pesquisadores, escolhem a pesquisa livremente, a sistematização para a coleta de dados e a forma de divulgação. Durante todo este processo de formação, eles aprendem conceitos estatísticos.

A cidade de Rio Grande está localizada no litoral do Rio Grande do Sul. Por ter este contato com o mar, a iniciativa foi incorporando palavras relacionadas ao universo náutico. O termo LeME pode ser vinculado à embarcação, podendo ancorar (ser reaplicada) em qualquer porto (em todo o Brasil). O porto é o local onde o LeME é realizado permanentemente. O pier pode ser o espaço temporário onde o LeME é ancorado, ou seja, uma escola ou um evento. Já a tripulação são os jovens e crianças participantes do projeto. Ao iniciar a viagem, a pesquisa começa a ser desenvolvida e todos os dados são registrados no diário de bordo (coleta de dados) como as tempestades (dificuldades); as lindas paisagens (aprendizagens); as novas rotas percorridas onde se aplica estratégias pedagógicas inovadoras, criadas pelos comandantes (professores) além dos projetos de aprendizagem. São autores desses diários de bordo, a tripulação e os comandantes que registram o desenvolvimento do LeME, em diferentes contextos, o que permite a qualificação permanente da Tecnologia Social.

Transformação social e profissional

A metodologia LeME está estimulando novos estudantes para a formação em estatística, além de contribuir para a autoestima. Mauren conta que ao visitar as escolas, os estudantes recebem um crachá com identificações do projeto e o nome do pesquisador. Neste crachá, o nome do aluno deve ser escrito no espaço destinado ao pesquisador porque naquele momento ele vai desenvolver uma pesquisa estatística. “Em uma escola, onde aplicamos o LeME, um dos estudantes disse – eu não tenho nome de pesquisador, como vou colocar meu nome aqui? Nós respondemos: tem sim. Ele ficou muito motivado. Deu para ver o brilho nos olhos. Talvez no futuro ele possa se tornar um pesquisador ou estatístico, porque o LeME demonstrou para ele que é possível”, afirma a professora.

De acordo com o Centro Nacional de Estatísticas da Educação, o número de graduados em estatística no Brasil, dobrou no período de 2009 a 2018, saindo de 8 mil para 16 mil graduados. Porém, uma pesquisa da McKinsey Global Institute, prevê que só os Estados Unidos precisarão de até 190 mil novos estatísticos com habilidades analíticas para gerenciar o grande volume de dados gerados a todo momento (Big Data) e executar análises de dados e operações de inteligência de negócios nos setores público e privado.

“O reconhecimento internacional do LeME nos deixou muito feliz e a certificação como tecnologia social pela Fundação BB nos motiva a acreditar que agora ele pode ser reaplicado em todo o país para formamos uma geração de letrados estáticos para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil”, comemora Mauren.

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Premiação especial é inédita e busca identificar metodologias que promovem desenvolvimento infantil no país

Entre as 24 finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social deste ano, três estão diretamente ligadas ao desenvolvimento na primeira infância. A premiação inédita busca identificar tecnologias sociais que promovem ações de desenvolvimento infantil (linguagem, cognitivo, motricidade e socioafetividade), o fortalecimento de vínculos familiares e o exercício da parentalidade.

As três finalistas da Primeira Infância, juntamente com outras 21 das outras categorias, concorrem à premiação de R$ 700 mil, sendo R$ 50 mil para os primeiros colocados, R$ 30 mil para os segundos e R$ 20 mil para os terceiros de cada categoria. Todas ganharão um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa. Os autores das propostas finalistas também foram convidados a participarem do Encontro de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (DF), um dia antes da premiação, em outubro.

Conheça as finalistas da Primeira Infância

Desenvolvido em Osório (RS), o Programa Municipal de Aleitamento Materno– Pró-Mamá visa aumentar os índices de amamentação, reduzir o desmame precoce e a morbimortalidade neonatal no município.

O Programa Primeira Infância Ribeirinha, da Fundação Amazonas Sustentável, é realizado em Manaus (AM) e tem como objetivo tratar de uma problemática específica existente nas comunidades tradicionais do Amazonas ao acesso dos serviços básicos de saúde para gestantes e crianças de zero a seis anos.

O programa Visitação domiciliar na primeira infância, promovido pela Secretaria da Saúde de Porto Alegre (RS) visa orientar as famílias, a partir de sua cultura e experiências, para que promovam o desenvolvimento integral de suas crianças, desde a gestação até os seis anos de idade.

Confira as finalistas de todas as categorias 2019

 

O Prêmio

Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social reconhece e certifica iniciativas como boas práticas e que podem ser reaplicadas em todas as localidades do país. Para isso a Fundação BB desenvolveu o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) - uma base de dados on-line que hoje reúne 1.110 metodologias certificadas por solucionarem problemas comuns às diversas comunidades brasileiras nas áreas de: Alimentação, Educação, Energia, Habitação, Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Renda e Saúde. Neste ano, além das três finalistas da Primeira Infância, outras seis iniciativas ligadas ao tema foram certificadas e passam a integrar o BTS. 

As tecnologias sociais certificadas relacionadas à Primeira Infância foram:

 

TECNOLOGIA SOCIAL

PROPONENTE

SITUAÇÃO

Programa Municipal de Aleitamento Materno Pró-Mamá         

 

Prefeitura Municipal de Osório - Osório/RS

 

FINALISTA

Programa Primeira Infância Ribeirinha (PIR)

 

Fundação Amazonas Sustentável - Manaus/AM

 

FINALISTA

Visitação domiciliar na primeira infância

 

Secretaria de Saúde de Porto Alegre - Porto Alegre/RS

FINALISTA

Apoio e Estimulação ao Bebê de Risco

Associação de Reabilitação Infantil Limeirense - Limeira/SP

CERTIFICADA

Berço Coletivo

Casa Lar Luz do Caminho - Florianópolis/SC

CERTIFICADA

Grupos de Encontros Família que Acolhe

Prefeitura Municipal de Boa Vista - Boa Vista/RR

CERTIFICADA

Primeira Infância Um olhar afetivo e educativo

Instituto André Franco Vive - São Paulo/SP

CERTIFICADA

Tecnologia Assistiva e Estimulação Sensorial de Baixo Custo para PCD

Associação Cultural Educacional Social e Assistencial Capuava (Acesa Capuava) - Valinhos/SP

CERTIFICADA

Universidade da Criança

Prefeitura de Chopinzinho - Chopinzinho/PR

CERTIFICADA


Nesta edição, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social será entregue em outubro e vai distribuir R$ 700 mil entre os vencedores

Três cidades brasileiras estão concorrendo como finalistas na categoria Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social. A instituição identifica e premia metodologias há 18 anos, além de disponibilizar um banco de dados on-line onde reúne as iniciativas certificadas que podem ser reaplicadas em outras localidades do país. Neste ano, foram selecionadas 24 finalistas que estão divididas em quatro categorias nacionais, três premiações especiais e uma categoria internacional. Na categoria Cidades Sustentáveis, organizações de Belo Horizonte, Brasília e Piracicaba foram selecionadas por apresentarem soluções voltadas à melhoria da qualidade de vida nas cidades e nos assentamentos periféricos ou com potencial de inovação social, na perspectiva do desenvolvimento sustentável.

As tecnologias sociais Origens Brasil, Arquitetura na Periferia e Auditoria Cívica na Saúde estão na reta final do Prêmio. Cada iniciativa será avaliada pelo seu nível de interação junto à comunidade, transformação social proporcionada, inovação e facilidade na reaplicação. O prêmio é de R$ 50 mil para o primeiro colocado, R$ 30 mil para o segundo e R$ 20 mil para o terceiro e o evento de premiação ocorrerá no dia 10 de outubro.

O diretor de desenvolvimento social da Fundação BB, Rogério Biruel afirma que “o Prêmio ajuda a difundir iniciativas simples e de baixo custo, mas com grande potencial de transformação”.

Cidades Sustentáveis: conheça as finalistas

Desenvolvido pelo Instituto Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), em Piracicaba (SP), o Origens Brasil é um selo de garantia de procedência socioambiental e de conexão comercial. Por trás dele, existe um sistema cujo o objetivo é conectar pequenos produtores da Amazônia aos consumidores, construindo uma cadeia para o desenvolvimento e distribuição dos produtos. Além disso, incentiva o correto manejo das matérias-primas, contribuindo para a preservação da floresta. “Buscamos oferecer alternativas às atividades predatórias da floresta, como a exploração ilegal da madeira e grilagem de terras, que acabam sendo atrativas, caso a floresta esteja defasada”, explica Helga de Oliveira Yamaki, coordenadora do Imaflora, idealizadora da iniciativa.

Arquitetura na Periferia é uma metodologia elaborada pelo Instituto de Assessoria à Mulheres e Inovação (Iamí), em Belo Horizonte (MG) e capacita mulheres de comunidades vulneráveis a tomarem frente de suas próprias reformas e melhorias domésticas. Elas recebem noções de instalações elétricas, manejo de materiais de construção, técnicas de planejamento, finanças pessoais e construção civil. Além disso, recebem microfinanciamento para conduzir suas obras com autonomia e sem desperdícios. “Existem alguns dados que demostram que a mulher, quando recebe um benefício, se torna uma multiplicadora. Então ela repassa o conhecimento que recebe entre os familiares e amigos”, afirma Carina Guedes, arquiteta coordenadora da iniciativa. “Outra questão é a da tomada de decisão. Mesmo quando são chefes de família, elas ficam excluídas dos processos na construção civil deixando, muitas vezes, a decisão na mão de um pedreiro ou de um parente”, explica.

Elaborado pelo Instituto de Fiscalização e Controle, em Brasília (DF), a Auditoria Cívica na Saúde é uma tecnologia social que capacita o cidadão para fiscalizar o sistema de saúde de sua localidade, promovendo também a participação social. A ideia é que os moradores acompanhem o funcionamento dos postos de saúde locais, elaborando relatórios que serão encaminhados para as autoridades competentes, como Secretaria de Saúde e Ministério Público. Além de gerar consciência social, fomenta a melhoria do sistema de saúde. Para o diretor de projetos do instituto, Olavo Pontes Santana “a iniciativa coloca o cidadão que depende do serviço público de saúde como parte da solução, no momento em que ele gera dados para o governo”, explica.

Confira as outras categorias finalistas aqui

Nesta edição o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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Prêmio da Fundação BB identifica soluções do Brasil e da América Latina a cada dois anos


O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, considerado um dos principais do terceiro setor no Brasil, divulgou a lista dos finalistas da edição de 2019. As três tecnologias internacionais são da Colômbia, Guatemala e da República Dominicana.

Representando a Colômbia a tecnologia finalista foi Programa Ondas Atlántico para la Generación temprana de Vocaciones Cientificas, da Universidad Simón Bolívar, da cidade de Barranquilla. A iniciativa estimula o pensamento científico, tecnológico e inovador em crianças e jovens das instituições de ensino de áreas rurais e urbanas do Departamento de Atlântico. A ideia é aplicar projetos pedagógicos que possibilitem a participação dos estudantes em pesquisas científicas, além de desenvolver espaços de treinamento e apropriação do conhecimento científico e da pesquisa.

A tecnologia da Guatemala é Las Compras Públicas para un Modelo territorial de Comunidades Indígenas Maya-Ch-órti, desenvolvida pela Asociación para el Desarrollo Integral de Productores del Área Chórti´, localizada na cidade de Chiquimula. O projeto visa melhorar o padrão de vida das comunidades indígenas tornando-as as principais fornecedoras de gêneros alimentícios para as escolas públicas da região. A iniciativa também combate a desnutrição infantil, melhora o aproveitamento de recursos naturais e educa sobre boas práticas agrícolas.

Já representando a República Dominicana a iniciativa finalista foi Escuelas Ambientalmente Sostenibles y Cultura 3R, do Instituto Nacional de Bienestar Estudantil (Inabie), sediada na capital Santo Domingo. A iniciativa promove a consciência ambiental e hábitos de gestão de resíduos sólidos em suas escolas e suas casas. Os 3 R representam reduzir, reciclar e reutilizar resíduos sólidos. Será aplicada uma metodologia nas escolas, identificando como é feito o manejo de resíduos e otimizando o processo, com a participação dos alunos.

As metodologias reconhecidas como soluções capazes de causar impacto positivo e efetivo na vida das pessoas, já foram implementadas em âmbito local, regional ou nacional e são passíveis de serem reaplicadas no Brasil.

As três finalistas internacionais e as 21 brasileiras ganharão um troféu e um vídeo retratando a iniciativa. Além disso, as proponentes serão convidadas a participar do Encontro de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (Brasil), antecedendo a noite de premiação das vencedoras , prevista para outubro.

Para o presidente da Fundação Banco do Brasil, Asclepius Soares, o reconhecimento internacional garante mais visibilidade para a iniciativa. "Nosso objetivo é transformar a vida das pessoas através do reconhecimento e da reaplicação de tecnologias sociais que já deram certo em diversas localidades. Aproximamos a sabedoria popular ao conhecimento técnico para proporcionar o desenvolvimento social em escala", explicou.

Nesta edição, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Conheça todas as 24 tecnologias sociais finalistas

Confira a lista das 123 tecnologias sociais certificadas

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Alunos de mestrado e graduação da universidade americana aprofundam conhecimento sobre tecnologias sociais e políticas públicas

“Acredito que o que a Fundação Banco do Brasil faz com as Tecnologias Sociais deva ser amplamente disseminado”. Essa é a conclusão que o professor de sociologia e estudos internacionais da Georgia Southern University, Matthew Flynn, chegou após uma visita técnica à sede da Fundação BB, em Brasília e à Estação de Metarreciclagem Programando o Futuro, em Valparaíso/GO, no dia 8 de julho.

A visita faz parte do programa de cooperação “Sustainable Technologies in the Americas” mantido entre a universidade americana e a Universidade de Brasília (UnB), com o objetivo de apresentar aos estudantes de graduação e mestrado um retrato das políticas públicas e das iniciativas tecnológicas nacionais para lidar com os desafios da proteção da sociobiodiversidade brasileira.

Para o diretor de Desenvolvimento Sustentável da Fundação Banco do Brasil, Rogério Biruel, receber essa comitiva da Georgia Southern University foi uma oportunidade ímpar. “É importante poder apresentar o trabalho que desenvolvemos na Fundação tanto no aspecto da governança e transparência quanto no do impacto e resultados dos projetos. São iniciativas como essa que aumentam a nossa visibilidade e credibilidade no exterior e nos impulsionam a querer fazer mais, incluindo possíveis parcerias com instituições internacionais”, disse.

Por se tratar majoritariamente de alunos de graduação e mestrado nas áreas de sociologia, química e negócios internacionais, o projeto “Tratamento e destinação correta de lixo eletrônico,” da Programando o Futuro foi o mais apropriado para a realização da visita técnica. A iniciativa certificada e reconhecida pela Fundação BB como tecnologia social em 2017 e compõe o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil (BTS). Ela está intimamente ligada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 8, 12 e 13 (Trabalho decente e crescimento econômico; Consumo e produção sustentáveis; e Ação contra a mudança global do clima; respectivamente).

A organização Programando o Futuro recebe o descarte de equipamentos eletrônicos e de informática do governo federal e de outras empresas. “Apesar de já termos doado mais de 40 mil máquinas para bibliotecas e escolas públicas, nem todos os equipamentos que recebemos aqui podem ser recondicionados, reformatados e reaproveitados. Os que não seguem esse ciclo são desmontados, triados, separados e tanto os plásticos quanto os componentes eletrônicos são comercializados”, explica o coordenador geral da entidade Vilmar Simion. “Dos 17 materiais pesados que conseguimos separar e destinar corretamente, conseguimos vender para os Estados Unidos, Canadá, Alemanha e outros países”, continua.

Para Zakiya Daniel, de 20 anos e estudante de Sociologia, a experiência é exemplar. “É algo único que você não encontra em muitos lugares. Além de ser extremamente importante pois essa iniciativa fornece muitas oportunidades tanto de capacitação quanto de geração de trabalho e renda para as comunidades vulneráveis”, revela.

Saiba mais


Conheça o Departamento de Sociologia e Antropologia da Georgia Southern University

Conheça as iniciativas da Programando o Futuro.

Conheça mais sobre o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil.

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Portal Interno Certificadas

As 123 iniciativas já integram o Banco de Tecnologias Sociais e concorrem à premiação final. Na foto, a tecnologia social Mulheres e Agricultura Urbana fortalecendo redes, de Recife (PE).

O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social certificou 118 iniciativas brasileiras e cinco da América Latina e do Caribe, nesta décima edição do concurso. As novas tecnologias são das cinco regiões do Brasil e passaram a fazer parte do Banco de Tecnologias Sociais (BTS). Da região Nordeste: Alagoas (3), Bahia (6), Ceará (5), Pernambuco (5), Paraíba (8), Piauí (1), Rio Grande do Norte (1) e Sergipe (1); região Norte: Amazonas (4), Pará (2) e Roraima (1); região Sul: Rio Grande do Sul (10), Santa Catarina (4) e Paraná (9); região Sudeste: Espírito Santo (1), Minas Gerais (12), Rio de Janeiro (13) e São Paulo (25); e da região Centro-Oeste: Goiás (2), Distrito Federal (4), Mato Grosso (1). As internacionais são da República Dominicana (1), Guatemala (2), Colômbia (1) e da Argentina (1). Confira a lista completa aqui.

As metodologias foram reconhecidas como soluções capazes de causar impacto positivo e efetivo na vida das pessoas, já foram implementadas em âmbito local, regional ou nacional e passíveis de serem reaplicadas. A premiação é destinada a entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil e países da América Latina e do Caribe.

A próxima fase da premiação será a divulgação da lista com as 24 finalistas, prevista para a segunda quinzena deste mês. Esta seleção leva em conta critérios de: efetividade, inovação, sistematização da tecnologia e a interação com a comunidade, que também analisa o potencial de transformação social e a reaplicabilidade das iniciativas. As vencedoras serão anunciadas no evento de premiação, previsto para acontecer em outubro.

As finalistas vão concorrer a R$ 700 mil em prêmios divididos entre as categorias nacionais: Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital; Educação; Geração de Renda e Meio Ambiente e as premiações especiais: Mulheres na Agroecologia, Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico e Primeira Infância, sendo R$ 50 mil para o primeiro colocado, R$ 30 mil para o segundo e R$ 20 mil para o terceiro de cada uma das categorias . A edição deste ano também irá reconhecer três iniciativas do exterior na categoria Internacional, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital; Educação, Geração de Renda e Meio Ambiente.

As 21 finalistas nacionais e as três finalistas internacionais vão ganhar um troféu e um vídeo retratando a iniciativa. Além disso, serão convidadas a participar do Encontro de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (DF), antecedendo a noite de premiação.

Nesta edição o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Banco de Tecnologias Sociais

O BTS é uma base de dados on-line que reúne atualmente 1.110 metodologias certificadas por solucionarem problemas comuns às diversas comunidades brasileiras nas áreas de: Alimentação, Educação, Energia, Habitação, Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Renda, Saúde. Acesse aqui para conhecer.

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Monday, 08 July 2019 14:51

Sabor & Som: uma oportunidade de vida

Portal Interno   Sabor e Som

Com apoio da Fundação BB, Instituto Reciclando Sons inaugura cozinha industrial para atender comunidade carente com cursos e capacitações no DF

 

Islam

"Quando minha filha conheceu o Instituto Reciclando Sons estava sofrendo bullying na escola. Não tinha amigos e vivia isolada. Um dia, passando em frente ao instituto, viu que estavam abertas inscrições para o curso de violino e me pediu para matriculá-la. Após quatro meses, tudo mudou na vida dela: fez amizades, aumentou a autoestima e descobriu a paixão pela música. Como o instituto havia feito a diferença na vida da minha filha, eu decidi vir aqui e oferecer meu trabalho como voluntária. Fiquei por muitos anos trabalhando com artesanato, ministrando aulas de reforço para as crianças e há quatro anos fui convidada pela Rejane para ser funcionária da entidade. O instituto mudou a vida da minha família". Esta é a história de Islam do Nascimento Lourenço, de 45 anos, moradora da Cidade Estrutural e atual diretora de logística do Instituto Reciclando Sons (IRS). Islam também é uma das participantes do curso de panificação, do projeto Sabor & Som, promovido pela entidade.

Há 18 anos o IRS se dedica à inclusão social de crianças, adolescentes e jovens carentes da Cidade Estrutural, por meio da música. Pensando na capacitação de profissionais para o mercado de trabalho, com conhecimento prático e teórico em atividades de panificação e confeitaria, a instituição inaugurou nesta sexta-feira (5), uma cozinha industrial.

O novo empreendimento é fruto do projeto Sabor & Som, uma parceria da organização não-governamental com a Fundação Banco do Brasil. A iniciativa é uma ampliação das atividades socioeducacionais, resultado de reivindicação de educandos, educadores, gestores e da Associação de Pais e Mestres do Programa Educacional IRS. Principalmente é um pedido do núcleo de mulheres que são chefes de família e que se encontram em situação de maior vulnerabilidade financeira.

O IRS fica em uma das regiões mais carentes do Distrito Federal, erguida sobre o maior depósito de lixo da América Latina: o lixão da Estrutural, desativado em 2018. A cozinha fica dentro do galpão de tecnologia social, onde está localizada a sede do instituto. O projeto recebeu investimento social da Fundação BB no valor de R$ 112 mil para estruturar o espaço e a atender cerca de 60 jovens e mulheres, prioritariamente, com idade a partir de 16 anos, para capacitação profissional em panificação e confeitaria. Os cursos foram ministrados em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

Na oportunidade, 26 alunos receberam certificados referentes aos cursos de técnicas de produção de tortas doces e salgadas; produção de salgados, biscoitos diversos, pães caseiros e artesanais. Os produtos confeccionados durante as capacitações são usados na alimentação dos alunos atendidos na entidade e comercializados, colaborando com a sustentabilidade do projeto.

“Emoção a flor da pele, do corpo e da consciência. É muita emoção. Este projeto só aconteceu porque muita gente acreditou na causa, que é possível transformar e inovar. Desejo que este projeto seja autossustentável e atenda as mulheres que sofrem violência doméstica, e que alimente não só o corpo, mas a alma de todos que participam”, declarou a maestrina e idealizadora do projeto, Rejane Pacheco.

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares conta que a demanda dos pais dos alunos o comoveu. "Quando a Rejane me procurou para mostrar o projeto, ela já tinha pensado em tudo para atender o pedido da comunidade. E hoje, nesta inauguração, ver que a gente ajudou nesta empreitada me deixa muito feliz. Mas, o mais importante é ver vocês capacitados. Vocês se declarando felizes, com entusiasmo, percebo que é de coração. Que é algo verdadeiro. Este projeto está permitindo que vocês trabalhem e gerem renda e cumpre também o propósito da Fundação BB que é valorizar vidas, para transformar realidades".

Enfoque na música

As oficinas socioeducativas oferecidas à população pelo Instituto Reciclando Sons têm sido um diferencial na região e já revelou ser extremamente eficiente no combate à violência e à desigualdade social. Na lista estão: canto coral; orquestra; teoria musical; musicalização infantil; instrumentos como ferramenta para educação, geração de renda e democratização da cultura. A metodologia de educação musical modular, usada pela entidade foi uma das vencedoras no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social de 2013, na categoria Juventude.

Em 2018, a entidade inaugurou o galpão de tecnologia social na Cidade Estrutural, onde fica a sede, com o apoio de diversas entidades voltadas para o financiamento social e da sociedade civil, um espaço para a inclusão, protagonismo social e desenvolvimento de alternativas socioeducacionais que contribuam para a superação da vulnerabilidade social dos atendidos. A entidade vem participando dos editais públicos da Fundação BB e desde 2014 recebeu mais de R$ 300 mil em investimento social. O grupo de Cônjuges dos Chefes de Missão também é parceiro do projeto Sabor & Som.

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Portal Orquestrando

A apresentação foi acompanhada por mais de 10 mil pessoas e é o terceiro concerto do Orquestrando o Brasil

O Centro de Tradições Nordestinas (CTN), da cidade de São Paulo, teve uma noite diferenciada neste domingo (30). A Orquestra Filarmônica Estrelas da Serra, de Croatá (CE) se apresentou sob a regência do maestro João Carlos Martins, para fazer o encerramento da tradicional festa junina que acontece todos os anos no local. O concerto faz parte de uma série de apresentações que o projeto “Orquestrando o Brasil” vem realizando pelo país, com grupos musicais. As cidades de Taubaté/SP e Maringá/PR também já foram contempladas.

Formada por 40 músicos, crianças e jovens alunos da rede pública municipal e estadual de Croatá, cidade localizada no nordeste do Ceará, a Orquestra Filarmônica Estrelas da Serra foi fundada em 2009 pelo guarda municipal José Hélio Júnior. Atualmente, conta com a parceira do governo do Estado do Ceará, Enel e Expresso Guanabara, por meio da lei estadual de incentivo à Cultura. A metodologia usada pelos músicos denominada de "Música com Cidadania-sons que transformam vidas" foi certificada como tecnologia social pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2017.

Mariana Oliveira, assessora da Fundação Banco do Brasil, foi uma das convidadas para subir ao palco depois da apresentação. "Que festa linda, que astral maravilhoso! Nós acreditamos que é possível transformar a vida das pessoas promovendo a inclusão social. A nossa parceria em conjunto com o maestro João Carlos Martins e demais entidades é para que sejam desenvolvidas e mantidas atividades de orquestras com grupos musicais no país inteiro, pois sabemos do poder que a música tem na transformação de vidas. Esperamos que apreciem e se juntem a nós no esforço de transformar realidades!”, declarou.

Já o maestro João Carlos Martins enfatizou o potencial do projeto pelo Brasil. “A interligação dos grupos musicais integrantes do Orquestrando o Brasil é um dos objetivos desse projeto que vem fazendo história pelo país. Eu tive uma emoção enorme neste domingo, com a orquestra Estrelas da Serra de Croatá (CE). E quando eu vejo a Fundação Banco do Brasil entusiasmar os próprios  gerentes do Banco do Brasil, para que eles tenham o seu papel, não só no banco, mas procurar aspectos culturais em sua região, nas suas cidades e nas suas gerências, então quero dizer, o que a Fundação Banco do Brasil está fazendo é um exemplo para que outras instituições em nosso país possam seguir o seu exemplo. Parabéns, me sinto orgulhoso de fazer parte desse projeto”, disse.

Orquestrando o Brasil

Idealizado pelo maestro e realizado em parceria com a Fundação Banco do Brasil, Serviço Social da Indústria (Sesi/SP) e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o “Orquestrando o Brasil” oferece uma plataforma digital para disseminação de conteúdo, oferecendo capacitação para regentes e músicos, além de ser uma ferramenta para a troca de conhecimento. O portal visa construir uma relação permanente e on-line de suporte e informação. A plataforma dá apoio para que, a partir dos recursos humanos e físicos de cada comunidade, os envolvidos possam liderar um movimento de expansão ou consolidação da música local.

Criado em junho de 2018, o “Orquestrando o Brasil” tem 430 orquestras e bandas participantes, um universo que representa mais de 15 mil músicos, com grupos musicais de 180 municípios espalhados pelos estados de Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

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Thursday, 25 April 2019 09:22

Gueroba: a riqueza do Cerrado

Portal Maior  gueroba
Cadeia produtiva do óleo foi responsável pela premiação de grupo de mulheres goianas

 Em 2007, um grupo de mulheres do município de Buriti de Goiás se uniu em cooperativa para colocar em prática o projeto “Cadeia Produtiva do Óleo de Amêndoas de Gueroba”. A ideia era gerar renda para as famílias da região e contribuir com a preservação da palmeira e a conservação do bioma Cerrado. Sucesso garantido, a iniciativa foi a terceira colocada na categoria Mulheres, do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, no ano de 2013.

 A gueroba, também conhecida como gueiroba, gariroba, gairoba, jaguaroba, catolé, pati, pati-amargosa, coqueiro-amargoso e palmito-amargoso é uma palmeira de grande potencial oleaginoso do bioma Cerrado, mas que pode ser encontrada em outras regiões do país. Muito presente na cultura dos habitantes do Território do Rio Vermelho em Goiás, a planta foi de grande importância na vida dos primeiros agricultores que chegaram à região, sendo utilizada como madeira, forrageira, uso medicinal e ornamental, e principalmente como alimento, com a extração do seu palmito de sabor amargo.

A produção do óleo, por meio do aproveitamento de seus frutos, está revitalizando a importância cultural, ambiental e econômica da palmeira. Além de rico em ácido graxo, possui propriedades medicinais e cosméticas.O beneficiamento (retirada da amêndoa, quebra e extração do óleo) e a produção do óleo de amêndoas da gueroba foram iniciados em 2006, até então, um produto inédito no mercado brasileiro.

A metodologia foi desenvolvida pela Articulação Pacari – rede socioambiental do bioma Cerrado, com o objetivo de fortalecer a organização comunitária e dar assistência técnica na elaboração de projetos. Hoje, o trabalho tem o envolvimento de 14 mulheres, raizeiras, dos municípios goianos de Barro Alto, Mineiros, Cavalcante, Goiânia e Aparecida de Goiânia.
Extracao Oleo

Lurdes Cardoso Laureano, coordenadora da Articulação Pacari, explica que o trabalho na produção do óleo da gueroba exige paciência e dedicação, uma vez que a palmeira também é um alimento muito utilizado pelos moradores do Cerrado. "A amêndoa só é colhida depois de madura. Nós incentivamos o cultivo agroecológico, por meio do sistema agroflorestal com outras culturas", disse.

A cadeia produtiva do óleo de gueroba envolve principalmente agricultores familiares que possuem a palmeira plantada em suas propriedades e extrativistas que fazem acordos com fazendeiros para a coleta dos frutos. A gueroba possui uma importante função ecológica, pois alimenta um grande número de animais silvestres, o que é respeitado no manejo sustentável de seus frutos e folhas. Também são oferecidos ao gado, como um excelente complemento alimentar animal, na época da seca.

"O Prêmio da Fundação Banco do Brasil nos ajudou muito. Com o valor da premiação que recebemos, adquirimos uma máquina hidráulica para a extração do óleo e capacitamos as mulheres. Somos gratas por isso até hoje", declarou Lurdes.

Para conhecer esta iniciativa, acesse o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) - base de dados que reúne metodologias reconhecidas por resolverem problemas comuns às diversas comunidades brasileiras.

Prêmio 2019 

As inscrições para a 10ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social estão abertas até 12 de maio. Instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe, terão algumas semanas a mais para participarem de um dos maiores prêmios do terceiro setor do país.

As iniciativas selecionadas vão concorrer a R$ 700 mil, divididos entre as categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda" e "Meio Ambiente” e as premiações especiais: “Mulheres na Agroecologia”, “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico” e “Primeira Infância”. A edição deste ano também irá reconhecer três iniciativas do exterior na categoria: “Internacional”, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; "Educação", “Geração de Renda” e “Meio Ambiente.” Conforme o regulamento está previsto um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação final para propostas que promovam a igualdade de gênero e o protagonismo e empoderamento da juventude.

Em sua décima edição, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Palmeira GuerobaAmendoa Gueroba retirada

Confira aqui as outras matérias da série Retrospectiva:

2001: Prêmio da Fundação BB de Tecnologia Social valoriza soluções desde 2001

2003: Tecnologia social: o saber popular ao alcance de todos

2005: Projeto da Ilha das Cinzas (PA) foi vencedor do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2005

2007: Colostro: um produto nobre

2009: Vida ativa na terceira idade

2011: Uma voz de liberdade para detentos e deficientes visuais

2013: Gueroba: a riqueza do Cerrado

2015: Librário: tecnologia social com efeito multipliador

2017: Prêmio de Tecnologias Sociais: países da América Latina e Caribe participam desde 2017

 

 

 

 

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