Portal Interno 2  Encauchados

Moradores de 75 comunidades de municípios paraenses são beneficiados com o investimento social da Fundação BB e do BNDES

Desde que foi idealizada, a tecnologia social Encauchados de Vegetais da Amazônia vem proporcionando o desenvolvimento social, de forma sustentável, em comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas e de assentados da reforma agrária.

A metodologia combina técnicas indígenas no manuseio do látex para a produção da borracha. O líquido vulcanizante, que não deixa o látex perder a elasticidade e coagular, foi desenvolvido pelo pesquisador Francisco Samonek. O material misturado com fibras vegetais é usado na fabricação de toalhas de mesa, tapetes, sousplat (acessório utilizado como base para prato, que ornamenta o ambiente da refeição e protege a toalha de mesa), centros de mesa, porta-trecos, embalagens, bolsas, camisetas pintadas em blockprint (impressão xilográfica) com látex pigmentado, 50 variedades de folhas, marcadores de textos, estofamentos para móveis, biojoias, mantas decorativas, fios emborrachados, solados para calçados, chinelos, sandálias e palmilhas.

Em 2007, a inciativa foi vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, na categoria Região Norte. Neste ano, o Polo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais – Poloprobio, entidade responsável pela tecnologia social, foi contemplado no edital de Reaplicação de Tecnologias Sociais (Reaplica TS), da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para promover inclusão socioprodutiva das famílias de agricultores em situação de vulnerabilidade social, auxiliando na renda, com cidadania e respeito a cultura local.

O investimento social de quase R$ 1 milhão está sendo usado na aquisição de equipamentos para coleta do látex, máquinas de costura, moldes para o artesanato, treinamentos em sangria, artesanato, corte e costura, biojoias e na compra de um carro. Serão beneficiadas 1.750 pessoas de 75 comunidades dos municípios paraenses de Acará, Anajás, Belém, Belterra, Breves, Castanhal, Curralinho, Inhangapi, Oriximiná, Santarém e São Francisco do Pará.

Protagonismo Feminino

A participação das mulheres no projeto é significativa. Elas ocupam mais que dobro das colocações e abraçam a oportunidade como alternativa para a independência financeira. “Com mais essa parceria com a Fundação Banco do Brasil, buscamos o empoderamento e a emancipação das mulheres para obterem uma renda complementar, de forma contínua. Além disso, estamos proporcionando qualificação profissional para homens e mulheres”, destaca Maria Zélia Machado Damasceno, artesã, instrutora nos cursos de artesanato e coordenadora pedagógica dos Encauchados.

Maria Zélia também explica que a iniciativa traz benefícios não só para as famílias, mas também para o meio ambiente. “Para cada quilo de borracha produzido, um hectare de floresta é mantido em pé. Ao se qualificar profissionalmente, o agricultor/a familiar se habilita a se credenciar como produtor de borracha orgânica junto ao Ministério da Agricultura. Esse material é produzido por meio de uma tecnologia social que elimina a necessidade de uma usina de beneficiamento para que possa ser utilizado nas indústrias”, disse. A coordenadora faz pontuações importantes - “Para beneficiar um quilo da borracha na usina seriam gastos, no mínimo, 10 litros de água, pois a borracha convencional contém muitas impurezas e contaminações por microorganismos. A água que seria utilizada geraria efluentes que precisariam ser armazenados e tratados antes de serem devolvidos ao ambiente. Enquanto a borracha do produtor orgânico vai direto para a fábrica sem nenhum tratamento e transforma-se em produtos de mercado”-, finaliza.

Reaplica TS

Além desta reaplicação no estado do Pará, o edital selecionou entidades das regiões do país - cinco do Nordeste, duas do Norte, duas do Sul, uma do Centro-Oeste e uma do Sudeste. Os valores disponibilizados variam entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão por proposta. As entidades com diretorias compostas por, no mínimo, 50% de mulheres ou que possuam tecnologia social certificada pela Fundação BB receberam bonificação extra, conforme os critérios do certame. O investimento total na seleção foi de R$ 10 milhões. Acesse aqui para conhecer todas entidades habilitadas no Replica TS.

 

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Wednesday, 23 October 2019 14:21

Transforma! A nova rede de tecnologias sociais

Portal Interno Portal Transforma
Após remodelagem, plataforma reúne informações das iniciativas certificadas e premiadas em 10 edições do Prêmio Fundação BB de Tecnologias Social

A Fundação Banco do Brasil lançou no dia 15 deste mês, a Transforma! Rede de Tecnologias Sociais, uma plataforma colaborativa que terá ampla participação dos usuários cadastrados. O canal digital reúne soluções simples, testadas e certificadas pela Fundação BB, que podem ajudar a resolver questões sociais como: amenizar a falta de água em região com escassez, gerar emprego e renda para as comunidades, melhorar a alimentação, combater a anemia ferropriva, transformar água salobra em água doce, cultivar alimentos livres de agrotóxicos, incluir pessoas cegas e com autismo de forma simples, e até compreender melhor as regras do Sistema Político Brasileiro de forma rápida e divertida entre outras. São experiências e conhecimentos capazes de gerar efetiva transformação social.

O ambiente que antes era chamado de Banco de Tecnologias Sociais (BTS), criado em 2001 na primeira edição do Prêmio, foi remodelado para dar mais autonomia às entidades na atualização dos dados e permitir que as tecnologias sociais se relacionem entre si, ampliando a troca de conhecimentos e o intercâmbio das metodologias, deixando-o mais dinâmico e mais interativo.

Plataforma

Uma das demandas, foi a necessidade de remodelar o Banco de Tecnologia Social para uma plataforma mais colaborativa e que pudesse integrar a rede de pessoas que trabalham com tecnologia social.

A Fundação BB trabalhou nos últimos dois anos em uma solução para atender esta demanda e desta forma surgiu a Rede Transforma. A plataforma foi construída para ter design gráfico e responsivo, explorando imagens e vídeos para facilitar a interação do usuário.

O conceito de tecnologia social é apresentado logo na primeira página por meio de um vídeo no qual a roca de fiar indiana é exemplificada como uma tecnologia social. Ao lado do conceito tem um buscador, onde o internauta pode digitar uma palavra e encontrar as tecnologias sociais agrupadas, Na primeira página também é possível localizar as iniciativas certificadas por meio de oito temas: alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

Logo abaixo, há duas grandes novidades, o blog e a agenda. No blog, os textos sobre tecnologias sociais e temas afins poderão ser publicados. A novidade é que os usuários poderão curtir, fazer comentários e compartilhar em redes sociais como o Facebook, LinkedIn, Instagram e Twitter. No espaço da agenda, atividades programadas relacionadas ao tema também poderão ser divulgadas.

Ao final da primeira página, os vídeos das tecnologias finalistas de outras edições do Prêmio de Tecnologia Social estão disponíveis para visualização e compartilhamento por meio das redes sociais.

As outras novidades, estão na página da tecnologia social certificada. Há uma foto em alta resolução, com o nome, entidade, ano e as áreas temáticas vinculadas. Abaixo, já é apresentado o resumo, o endereço da entidade e vídeos vinculados à TS.

Um mapa georeferenciado onde é possível identificar a localidade de cada tecnologia social reaplicada, também é uma das novidades incluída para atender a Rede Transforma. Por fim, as iniciativas semelhantes aquela tecnologia, também são descritas ao final da página.

"A Transforma! é uma rede colaborativa que terá ampla participação de internautas e contribuirá para que as pessoas possam divulgar suas iniciativas e colocar em contato instituições de diferentes regiões do Brasil e da América Latina. Ela é o principal instrumento utilizado pela Fundação BB para disseminar e apoiar a evolução das tecnologias sociais colaborando com o desenvolvimento sustentável”, destacou Fabrício Erick de Araújo, assessor da Fundação BB.

Acesse www.transforma.fbb.org.br e conheça as funcionalidades da Rede Transforma.

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Portal Interno   premioTS

Em sua décima edição, Prêmio da Fundação BB teve a participação da primeira dama, Michelle Bolsonaro e contemplou soluções de transformação social

A Fundação Banco do Brasil e os parceiros do Prêmio de Tecnologia Social 2019 anunciaram nesta quarta-feira, 16, as iniciativas vencedoras deste ano. A cerimônia foi realizada em Brasília (DF) com a presença de 600 convidados - representantes da diretoria executiva do Banco do Brasil, entidades parceiras, finalistas do prêmio, representantes do governo federal, embaixadas e organismos internacionais e demais convidados. O resultado final significou o reconhecimento e a conclusão de meses de muita expectativa, principalmente às iniciativas participantes.

As tecnologias sociais foram desenvolvidas por organizações sociais, instituições de ensino e prefeituras, com a participação da comunidade e com grande potencial de promover transformações sociais.

Presente no evento, a primeira dama do Brasil e presidente do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado - Pátria Voluntária, Michelle Bolsonaro, saudou a Orquestra Arte Jovem, de Ceilândia (DF) pela apresentação durante a premiação, e parabenizou a Fundação BB pelo evento. “É uma alegria participar dessa cerimônia. Que honra estar entre tantas pessoas empenhadas em contribuir com um Brasil mais justo, solidário e inclusivo. Sabemos que a transformação que todos queremos só será possível com a união de todos os setores de nossa sociedade. A prática do voluntariado é um ato de humanidade, civilidade e amor. Esse tipo de trabalho gera impactos benéficos para toda a sociedade”, disse.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, agradeceu pela parceria na premiação especial Primeira Infância. “Estar aqui na companhia de todos vocês é muito importante. E quero dizer que a Fundação BB cumpre um papel importantíssimo, não só porque patrocina e premia tecnologias sociais, mas por ser um pivô de articulação das outras instituições que fazem um trabalho maravilhoso na área social. Aqui é uma celebração da solidariedade humana, da compaixão. E nós ainda temos uma longa trajetória para superar as dificuldades, a recessão, o desemprego, para chegar a um lugar melhor para todos", declarou.

"Acredito que todos aqui conhecem o Banco do Brasil. Não somos um banco social, mas somos um banco que tem metade do seu capital pertencente a acionistas privados, mas nem por isso ele deixa de observar a sua responsabilidade social. E essa responsabilidade se materializa em dois canais: os Centros Culturais (CCBB) e a Fundação BB. Por meio de um, nós promovemos a cultura de diversas formas e com a Fundação BB, a nossa preocupação principal é com a inclusão social”, destacou Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil.

O anfitrião do evento e presidente da Fundação BB, Asclepius Soares (Pepe), enfatizou como o prêmio tem sido importante para o desenvolvimento do país. “Hoje é uma data especial, porque estamos na décima edição do Prêmio Fundação BB. Esse que talvez seja o maior do terceiro setor. E por que ele persiste há tanto tempo? Há mais de 18 anos? Porque a temática é importante. As tecnologias sociais têm seu valor. Elas provam que existem muitas maneiras de resolver problemas complexos, de maneiras simples, e um exemplo é o soro caseiro, as cisternas de placas implementadas no semiárido brasileiro. E é por isso que a tecnologia social é apaixonante”, disse Pepe.

Estiveram presentes também na cerimônia, Gabriela Rocha, gerente de comunicação do Instituto C&A, Gerson Wlaudimir Falcucci, diretor-presidente da Ativos S.A., João Vagnes de Moura Silva, presidente da BB Tecnologia e Serviços, Daniela Arantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNNDES), Maria Claudia Ferrari Castro, diretora do Departamento de Tecnologias e Programas de Desenvolvimento Sustentável e Sociais do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Carlos Arboleda, residente adjunto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil (PNUD), Márlova Jovchelovitch Noleto, representante da Unesco no Brasil e Gustavo Chianca, representando a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Sobre o Prêmio

Desde 2001, a cada dois anos, a Fundação BB realiza a premiação, que é considerada um dos principais eventos que certifica e premia tecnologias sociais. Em dez edições, o Prêmio de Tecnologia Social recebeu mais de 7.800 inscrições, elegeu 69 vencedoras e possibilitou R$ 4,8 milhões em premiações. A premiação deste ano recebeu 801 inscrições. Dessas, 123 tecnologias sociais passaram a fazer parte da plataforma digital Transforma (transforma.fbb.org.br), que abriga as iniciativas certificadas nas dez edições do Prêmio de Tecnologia Social da Fundação BB. A Transforma foi remodelada a partir do antigo Banco de Tecnologias Sociais (BTS).


Veja a classificação


Premiação especial: Mulheres na Agroecologia

1º lugar

Mulheres Protagonistas no Beneficiamento de Produtos Agroecológicos, da Cooperativa Agropecuária de Alagoas – Flexeiras (AL)

2º lugar
Pitanga Rosa: agroecologia, saúde e qualidade de vida, da Associação Pitanga Rosa - Chapecó (SC)

3º lugar
Programa Educacional de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável - PEADS , do Serviço de Tecnologia Alternativa - Ibimirim (PE)

Premiação especial: Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico

1º lugar
O Algodão Agroecológico Gerando Renda e Conhecimento no Curimataú Paraibano, Associação de Apoio a Políticas de Melhoria da Qualidade de Vida, Meio Ambiente e Verticalização da Produção Familiar – Remígio (PB)

2º lugar
Algodão Agroecológico no Fortalecimento da Agricultura Familiar e Associativismo, da Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá – Tauá (CE)

3º lugar
A trama do algodão que transforma, da Cooperativa Central Justa Trama - Porto Alegre (RS)

Premiação especial: Primeira Infância

1º lugar
Visitação domiciliar na primeira infância – da Secretaria da Saúde - Porto Alegre (RS)

2º lugar
Programa Primeira Infância Ribeirinha (PIR) – da Fundação Amazonas Sustentável - Manaus (AM)

3º lugar
Programa Municipal de Aleitamento Materno - PRÓ-MAMÁ - da Prefeitura Municipal de Osório RS - Osório (RS)

Categoria Internacional
1º lugar
Escuelas Ambientalmente Sostenibles y Cultura 3 R - Instituto Nacional de Bienestar Estudiantil (INABIE) - Santo Domingo - República Dominicana

2º lugar
Las compras públicas para un modelo territorial de comunidades indígenas MayaCh´orti´, da Asociación para el desarrollo integral de productores del Área Ch´orti´ - Chiquimula – Guatemala

3º lugar
Programa Ondas Atlántico para la generación temprana de vocaciones cientificas, da Universidad Simón Bolívar – Barranquilla – Colômbia

Categoria nacional: Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital

1º lugar
Auditoria Cívica na Saúde – do Instituto de Fiscalizacão e Controle - Brasília (DF)

2º lugar
Arquitetura na Periferia - do Instituto de Assessoria a Mulheres e Inovação – IAMÍ - Belo Horizonte (MG)

3º lugar
Origens Brasil – do Instituto Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – Imaflora - Piracicaba (SP)

Categoria nacional: Educação

1º lugar
Vamos enCURTAr essa história? – do Erem Frei Orlando – Itambé (PE)

2º lugar
Escola Ativa - do Instituto Esporte & Educação - São Paulo (SP)

3º lugar
Tecnologias Sociais e Formação em Ciências da Natureza de Educadores do Campo – da Universidade Federal de Viçosa – Viçosa (MG)

Categoria nacional: Geração de Renda

1º lugar
A trama do algodão que transforma – da Cooperativa Central Justa Trama - Porto Alegre (RS)

2º lugar
CLOC (Criatividade – Lógica – Oportunidade – Crescimento) – do Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação - Santa Luzia do Itanhy - (SE)

3º lugar
Turismo de Base Comunitária: melhorando vidas e preservando o meio ambiente – do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) – Tefé (AM)

Categoria nacional: Meio Ambiente

1º lugar

Reuso de resíduos vítreos de aterros sanitários: meio ambiente e renda - da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - Campus Toledo - Toledo (PR)

2º lugar
Plantando Águas – do The Green Initiative - São Paulo (SP)

3º lugar
Sistema Miyawaki de restauração de ecossistemas na Amazônia - do Instituto Amigos da Floresta Amazônica - ASFLORA - Benevides (PA). 

 

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Portal Interno   Encontro TS

Evento foi marcado por palestras, painéis, trocas de experiências e o lançamento da plataforma Transforma

O uso das tecnologias sociais como ferramenta para solucionar problemas sociais e a sua importância para o desenvolvimento social do país foi tema do Encontro de Tecnologia Social, realizado pela Fundação Banco do Brasil em Brasília (DF), nessa terça-feira (15).

O evento reuniu representantes das tecnologias sociais finalistas da edição de 2019, funcionários da Fundação BB, das entidades parceiras e apoiadoras da 10ª edição do Prêmio para trocas de experiências, com o propósito de contribuir para maior compreensão e propagação do tema entre a academia, sociedade e setor público, como estímulo à construção de uma cultura da sustentabilidade aliada à ética socioambiental.

O encontro foi marcado por palestras e palco simultâneos, além de painéis com experiências nacionais e internacionais no campo das tecnologias sociais,em áreas urbanas e rurais. Convidada para abrir o evento, a diretora executiva da Casa 7 Memórias e Aprendizagens, Cristina Meirelles, proferiu a palestra “Importância da sistematização no desenvolvimento e nos avanços das tecnologias sociais”. Em seguida, o diretor-presidente da consultoria Ideia Sustentável e publisher da revista homônima, Ricardo Voltolini, fez a explanação “Tecnologias Sociais e Sustentabilidade”.

"As iniciativas sociais, mesmo as pequenas, geram um grande capital de conhecimento. Esse conhecimento, que chamamos de tecnologia social, sistematizado e disseminado, pode impactar na construção de políticas públicas. E como são ações locais, temáticas e arraigadas com a comunidade, na minha opinião, são as melhores soluções. A grande contribuição é essa, o conhecimento e as experiências que elas criam lá no local e que podem inspirar a construção de políticas", destacou Cristina Meirelles.

Para Ricardo Voltolini existe hoje um cenário muito favorável para as tecnologias sociais. “Estamos vivendo um momento importante nessa discussão, com novos líderes ligados à empresas, institutos e fundações empresariais, que representam uma grande força de trabalho no mundo. E eles já escolheram em que empresa querem trabalhar e investir nas mais sustentáveis”.

Nájla Veloso, coordenadora da FAO Brasil destacou a feliz coincidência do encontro acontecer na mesma data em que se comemora o Dia Mundial da Alimentação. A FAO é uma das parceiras no Prêmio para incentivar a valorização do trabalho no campo. "E o nosso lema é: as nossas ações transformam realidades, e é muito importante valorizar o campo para que as pessoas possam ter uma alimentação saudável", declarou.

“A representação Unesco no Brasil participa desde a primeira edição do Prêmio, e a cada edição notamos o quanto vem inovando e sofisticando a sua plataforma de tecnologia social. Ela tem um potencial de transformação social que vai deixar um legado muito grande para o Brasil, destacou Fábio Eon, coordenador dos Setores de Ciências Naturais e de Ciências Humanas e Sociais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – Unesco.

“É um prazer participar mais uma vez da edição do prêmio. Tivemos a oportunidade de conhecer cada iniciativa por vídeo, por papel, e hoje é um dia que estamos ansiosos para conhecer todos de perto”, Em dez anos de parceria, é este o sentimento que Daniela Arantes, chefe do Departamento de Gestão Pública de Municípios e Inclusão Produtiva do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

Durante o evento foi lançado a plataforma digital Transforma (transforma.fbb.org.br), que abriga as iniciativas certificadas nas dez edições do Prêmio de Tecnologia Social da Fundação BB, em substituição ao antigo Banco de Tecnologias Sociais (BTS).

Foram lançados, ainda, a cartilha Moradia Urbana com Tecnologia Social – MUTS e vídeo institucional em comemoração aos cinco anos de parceria da Rede Internacional de Ação Comunitária – Rede Interação com a Fundação BB. O projeto MUTS, uma iniciativa liderada pelo Banco do Brasil e Fundação BB, com o apoio da Rede Interação, vem atuando na reaplicação de tecnologias sociais em empreendimentos populares em várias regiões do pais, com o objetivo de complementar o trabalho social já realizado pelos governos.

Também estiveram presentes no evento, Asclepius Ramatiz Lopes Soares (Pepe), Carlos Arboleda, representante Residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD no Brasil, Isaac Nicholas Siqueira Viana, gerente Executivo da BB Tecnologia e Serviços – BBTS, Gerson Wlaudimir Falcucci, Presidente da Ativos S.A, Ely Harasawa, secretária nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano do Ministério da Cidadania, Maria Cláudia Ferrari de Castro, diretora do Departamento de Tecnologias e Programas de Desenvolvimento Sustentável e Sociais do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

As tecnologias sociais vencedoras serão conhecidas na noite desta quarta-feira, 16, no evento de premiação que irá ocorrer na cidade de Brasília. A cerimônia de premiação será retransmitida ao vivo a partir das 20h pelo Facebook.

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Portal Interno   Sinfonia Diferente

Vinte e uma iniciativas nacionais e três internacionais concorrem à premiação 

Os vencedores do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social serão conhecidos na noite desta quarta-feira (16). O anúncio será feito durante cerimônia em Brasília (DF). A décima edição tem 24 tecnologias sociais finalistas dos estados de Alagoas, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Sergipe. Elas irão dividir R$ 700 mil em premiações, sendo R$ 50 mil para o primeiro colocado, R$ 30 mil para o segundo e R$ 20 mil para o terceiro de cada categoria. As iniciativas do exterior, que concorrem na categoria internacional são da Guatemala, Colômbia e República Dominicana. As categorias nacionais em disputa são: Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital; Educação; Geração de Renda e Meio Ambiente e as premiações especiais: Mulheres na Agroecologia, Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico e Primeira Infância, além da categoria Internacional, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe.

Todas as 21 finalistas nacionais e as três finalistas internacionais receberão um troféu e um vídeo retratando a iniciativa. Elas também participam do Encontro de Tecnologia Social, que será realizado em Brasília (DF), nesta terça-feira (15).uma sinfonia diferente3 

A tecnologia social “Uma Sinfonia Diferente - musical para pessoas com autismo”, do Instituto Steinkopf, de Brasília (DF), foi uma das vencedoras de 2017, na categoria Saúde e Bem-Estar. 
Com o método, a entidade busca conscientizar a população sobre o tema, além de incluirsocialmente a pessoa com autismo como protagonista e agente cultural. O projeto também promove a saúde e bem-estar dos autistas e seus familiares. De acordo com a idealizadora e responsável pela técnica, Ana Carolina Steinkopf, com o reconhecimento do prêmio da Fundação BB, a metodologia ganhou força para intensificar as pesquisas, levar a tecnologia social para outras cidades e triplicar o número de vagas para novos participantes. “O prêmio trouxe maturidade e credibilidade para a Sinfonia. Depois do prêmio, aumentamos o número de atendimentos para 140 pessoas com autismo por semestre, capacitamos mais de 200 voluntários e implantamos o método nas cidades de Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), São Luís (MA), Imperatriz (MA) e Belém (PA) e estamos em fase de implantação em Barcelona (Espanha)", declarou a idealizadora da técnica.

Neste ano, a premiação recebeu 801 inscrições. Dessas, 123 tecnologias sociais passaram a fazer parte do Banco de Tecnologias Sociais (BTS), uma base de dados online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. Hoje são 1.110 iniciativas aptas e disponíveis para reaplicação.

Essa edição tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Encontro de Tecnologias Sociais

Antecedendo à divulgação e premiação das vencedoras, no dia 15, a Fundação BB vai reunir finalistas de 2019, vencedoras de anos anteriores, parceiros no prêmio e especialistas no tema para debater sobre a importância das tecnologias sociais para o desenvolvimento social do país. O Encontro tem o propósito de contribuir para maior compreensão e propagação da temática entre academia, sociedade e setor público, como estímulo à construção de uma cultura da sustentabilidade aliada à ética socioambiental. A atividade será composta por duas palestras: "A importância da Sistematização no desenvolvimento e nos avanços das tecnologias sociais”, com Cristina Meirelles, da Casa 7 e “Desenvolvimento Sustentável e as Tecnologias Sociais”, com Ricardo Voltolini, da Ideia Sustentável.

Serviço:

O quê: Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2019
Quando: 16 de outubro (quarta-feira), às 20 horas
Local: Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada - SHTN Trecho 1, Conjunto 1B, Asa Norte, Brasília - DF

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Metodologias desenvolvidas de maneiras simples e de baixo custo são alternativas sustentáveis para proteção dos recursos naturais

As iniciativas Plantando Águas, de São Paulo, Sistema Miyawaki de restauração de ecossistemas na Amazônia, do Pará, e Reúso de resíduos vítreos de aterros sanitários: meio ambiente e renda, do Paraná foram avaliadas segundo critérios de interação junto à comunidade, transformação social, inovação e facilidade na reaplicação. Elas concorrem aos prêmios de R$ 50 mil, para a primeira colocação, R$ 30 mil para a segunda e R$ 20 mil para a terceira. Além de concorrer ao prêmio, que será entregue no dia 16 de outubro, em Brasília, as finalistas participam no dia 15 do Encontro de Tecnologia Social. Elas receberão uma premiação em dinheiro e um vídeo contendo a descrição da metodologia, depoimentos de representantes da entidade  e de moradores das comunidades envolvidas com a iniciativa. 

Saiba mais sobre as finalistas

Para proteger os recursos hídricos na zona rural, a iniciativa paulista, Plantando Águas, integra o saneamento básico, a recuperação florestal e a educação ambiental. A metodologia utiliza sistema agroflorestal para produção e proteção do solo e o uso de tecnologias sociais de tratamento de esgoto. A coordenadora de saneamento básico do projeto Aline Zaffani explica que existem muitos riscos em se utilizar os modelos mais antigos e rudimentares de fossa. “O solo pode contaminar, atingindo poços de água e até o plantio. Fora isso, as famílias ficam vulneráveis só de andarem descalças na região próxima à fossa”, afirma.

A tecnologia Sistema Miyawaki busca aproximar a sociedade e sensibilizar sobre a importância das florestas, da preservação e do desenvolvimento do ecossistema e, por meio do reflorestamento, promover o retorno da biodiversidade da região. O trabalho de recuperação de áreas alteradas na Amazônia tem a participação da sociedade, principalmente de crianças e adolescentes. Além disso, a metodologia incentiva a pesquisa e promove a reflexão a respeito dos problemas causados pelo desmatamento. A diretora social do Instituto Amigos da Floresta Amazônica, que desenvolve o projeto, Joseane da Silva Sousa Mattos explica que as mudas são produzidas de maneira a garantir a qualidade da planta. “Temos parceiros ribeirinhos que coletam as sementes, nós separamos as melhores e levamos para nosso viveiro. O plantio é feito de acordo com as regras de manejo da região”.

Já a tecnologia Reuso de resíduos vítreos de aterros sanitários: meio ambiente e renda busca soluções para utilização do vidro encontrado em aterros municipais, um dos materiais que leva mais tempo para ser absorvido pela natureza, e que gera pouca renda para cooperativas e catadores. A ideia é viabilizar a comercialização do material em forma de pó para a construção civil, apresentando soluções metodológicas sustentáveis. O coordenador do projeto Ricardo Schneider explica que a venda e o manejo dos resíduos em forma de cacos e garrafas é mais difícil e com baixo valor agregado. “A ideia é apresentar essa solução de transformar o vidro em pó, utilizando uma máquina muito simples de moer. Assim fica mais fácil transportar e vender. Esse pó de vidro já é muito utilizado na construção civil”, esclarece.

Conheça o BTS aqui

Confira as outras categorias finalistas aqui

Elas também já fazem parte do Banco de Tecnologias Sociais (BTS), base de dados on-line que reúne atualmente 1.110 metodologias certificadas por solucionarem problemas comuns às diversas comunidades brasileiras nas áreas de: Alimentação, Educação, Energia, Habitação, Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Renda e Saúde.

Nesta edição o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Clique aqui e conheça as 123 tecnologias sociais Certificadas de 2019

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Portal Interno   Finalistas Algodão

Protagonismo e qualidade de vida das famílias são alguns dos objetivos das finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2019

Presente pela primeira vez no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, a premiação especial Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico busca identificar modelos de gestão e governança de organizações e comunidades na produção do algodão agroecológico. Neste ano, as três finalistas desta modalidade são dos estados do Rio Grande do Sul, Ceará e Paraíba, e compartilham objetivos comuns como a forma sustentável de produzir o algodão sem degradar o meio ambiente e preservando os recursos naturais; o plantio consorciado com outras produções, e a preocupação com a melhoria da renda e qualidade de vida de seus associados e cooperados.

A Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural – Adec, da cidade Tauá (CE), concorre à premiação final com a tecnologia social Algodão Agroecológico no Fortalecimento da Agricultura Familiar e Associativismo. O algodão produzido pelos 123 associados/as é ecologicamente correto, com certificação orgânica concedida pelo Instituto Biodinâmico Brasileiro - IBD. Nas comunidades pertencentes aos municípios cearenses de Tauá, Parambu, Independência e Boa Viagem, o plantio é feito em bases agroecológicas, sem a utilização de queimadas e agrotóxicos, alternado com o cultivo de milho, feijão e gergelim.

A Adec também utiliza técnicas de conservação do solo (plantio em nível, valetas de retenção de água e adubação orgânica), faz plantios de árvores nativas ao longo das cercas, nas margens dos riachos e açudes para recompor as matas ciliares e reflorestar a área. Há ainda a preocupação com a disposição do lixo doméstico, cuidados com as margens e nascentes dos rios e utilização de sementes adequadas. “Vamos usar o reconhecimento do Prêmio de Tecnologia Social para trazer mais incentivo para a nossa iniciativa, com melhoramento da atividade e da produtividade”, disse José Rogaciano Siqueira de Oliveira, assessor da Adec.

A tecnologia social A trama do algodão que transforma, da Cooperativa Justa Trama, da cidade de Porto Alegre (RS), envolve todos os elos da cadeia produtiva do algodão agroecológico - desde o plantio à comercialização das roupas e acessórios. A entidade faz o tingimento das peças, por meio de pigmentos naturais e vegetais. A cooperativa foi criada em 2005, motivada pela produção de bolsas para o Fórum Social Mundial, que aconteceu em Porto Alegre, dentre 44 empreendimentos da Economia Solidária. Naquele ano foi pensado e colocado em prática o plantio do algodão orgânico e a produção das primeiras peças de roupas. “Ser finalista do Prêmio de Tecnologia Social nos deixa muito felizes e orgulhosos do trabalho desenvolvido por nossos 500 cooperados/as”, declarou Nelsa Inês Nespolo, responsável pela iniciativa.

O Algodão Agroecológico Gerando Renda e Conhecimento no Curimataú Paraibano, da Associação de Apoio a Políticas de Melhoria da Qualidade de Vida, Meio Ambiente e Verticalização da Produção Familiar é a finalista do município de Remígio (PB). Seus associados/as iniciaram o manejo do algodão agroecológico em 2006 e hoje possuem certificação orgânicos. Em 2013 criaram o Organismo Participativo de Aceitação e Conformidade (Opac), denominado Rede Borborema de Agroecologia, entidade responsável por certificar a produção dos 34 agricultores/as e comercializar os produtos da lavoura a comercialização. Atualmente a rede possui cinco grupos de produção em assentamentos dos municípios paraibanos - Remígio, Prata e Amparo-. “Estamos na expectativa pelo prêmio. A nossa ideia é investir na rede e dar a ela condições de fazer o acompanhamento e assessoria com material adequado e oferecer capacitação às famílias” declarou a técnica de campo, Robevânia da Silva Almeida.

Para o instituto C&A, esta parceria com a Fundação Banco do Brasil reforça a importância do reconhecimento de iniciativas de bases comunitárias vinculadas ao fortalecimento da agricultura familiar. Além de fomentar a produção do algodão agroecológico consorciado com outras culturas, esta categoria mapeia boas práticas baseadas no protagonismo local. O olhar integrado da cadeia produtiva, que começa com a produção sustentável do algodão, permite que a moda seja, cada dia mais, uma força para bem”, reforça Luciana Pereira, gerente do programa Algodão Sustentável liderado pelo Instituto C&A.

As tecnologias vencedoras em todas as categorias e premiações especiais serão conhecidas no dia 23 de outubro. Além da premiação especial destinada para iniciativas de Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico, outras quatro categorias nacionais também concorrem nesta edição: Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital; Educação”; “Geração de Renda e Meio Ambiente, e outras duas categorias especiais: Mulheres na Agroecologia e Primeira Infância. As vencedoras irão dividir R$ 700 mil reais em premiações. Além disso, há também a categoria Internacional, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe. Todas as instituições finalistas receberão um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa.

Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social reconhece e certifica soluções como boas práticas que podem ser reaplicadas em todas as localidades do país. Os parceiros da Fundação BB no Prêmio de 2019 são: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, com a cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Conheça todos as finalistas aqui.

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Solução desenvolvida na cidade de Cruz Alta será estendida para associações de catadores em mais três cidades da região
 
A tecnologia social Profissão Catador, desenvolvida na  cidade de Cruz Alta (RS), foi uma das contempladas pelo edital de reaplicação de tecnologias sociais (Reaplica TS), da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES).Jucara Martins da Silva

Certificada pelo Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social em 2013 e 2015, a iniciativa é mantida pela incubadora Inactesocial/Unicruz, da Fundação Universidade de Cruz Alta, e atua na inclusão social dos catadores de materiais recicláveis, na geração de trabalho e na conscientização socioambiental, a partir da organização dos grupos em associações para comercialização de materiais recicláveis. O trabalho é voltado aos princípios da economia solidária e ao processo de autogestão,  e agora será adaptado também para outros três municípios gaúchos – Ibirubá, Salto do Jacuí e Tupanciretã – totalizando cerca de 200 profissionais cadastrados.
 
As mulheres catadoras desempenham um papel de destaque na iniciativa , inclusive assumindo posições de liderança nos projetos. Um exemplo é Juçara Martins da Silva, de 49 anos, presidente da Associação de Catadores Cidadania
Sustentável Ibirubá (ACCSI), entidade vinculada à Profissão Catador. Com mais de 10 anos de experiência com recicláveis e cinco  como presidente da ACCSI, Juçara é responsável pelo trabalho e produção dos 22 associados. Ela explica que cada catador consegue receber o equivalente a um salário mínimo por mês com a venda dos produtos. “Aqui na associação a gente aproveita tudo, papel, papelão, latinha, garrafas PET entre outros. Mas o material que mais dá lucro é o isopor, que a gente vende por um real  o quilo. A metodologia desempenha um papel muito importante na associação, pois nos auxilia com palestras, cursos, capacitações, formações, equipamentos e assistência social”, disse.  
 
O investimento social  foi de aproximadamente R$ 1 milhão, destinado à aquisição de um caminhão para fazer o transporte de resíduos sólidos, compra de equipamentos como prensa hidráulica, esteira e empilhadeira, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), materiais de escritório, divulgação das atividades, além da criação de novos uniformes. 
 
“Queremos fortalecer o trabalho associativo, ampliar as negociações para a coleta seletiva nos municípios de abrangência, promover uma maior conscientização socioambiental nas comunidades atendidas, ampliar as possibilidades de empoderamento e capacitação dos catadores para a prestação de serviços e negociação com o poder público e fortalecer a infraestrutura das associações de catadores”, destacou Enedina Teixeira, uma das coordenadoras do projeto. 
 
Reaplica TS
 
Além desta reaplicação em Cruz Alta, o edital selecionou entidades de todas as regiões do país - cinco do Nordeste, duas do Norte, duas do Sul, uma do Centro-Oeste e uma do Sudeste.  Os valores disponibilizados variam entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão.  As entidades com diretorias compostas por, no mínimo, 50% de mulheres ou que possuam tecnologia social certificada pela Fundação BB receberam bonificação extra, conforme os critérios do certame. O investimento total na seleção foi de R$ 10 milhões.
 
Acesse aqui para conhecer todas entidades habilitadas no Reaplica TS.

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Instituto internacional de estatística reconheceu a iniciativa como melhor projeto colaborativo do mundo

A metodologia Letramento Multimídia Estatístico – LeME – foi reconhecida como o melhor projeto colaborativo em Letramento Estatístico do Mundo , pela International Statistical Literacy Project, entidade ligada a International Association For Statistical Education, instituto internacional de estatística, sediado na Holanda. A premiação equivale a um Prêmio Nobel da área de Estatística e foi realizada na Malásia, em agosto deste ano.

Em julho, o LeME também foi certificado como tecnologia social pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. A instituição identifica e premia metodologias há 18 anos, além de disponibilizar um banco de dados on-line onde reúne as iniciativas certificadas que podem ser reaplicadas em outras localidades do país.

A tecnologia social foi desenvolvida em 2012 sob coordenação de Mauren Porciúncula, professora da Universidade Federal do Rio Grande – FURG, com o objetivo de alfabetizar em estatística crianças e jovens de escolas públicas. Em uma sociedade onde os dados são cada vez mais importantes, se torna necessário ensinar os estudantes a interpretarem as informações, construírem gráficos, tabelas e contribuir para uma mudança de paradigma onde ainda se pensa que a matemática é algo complexo e de difícil compreensão.

A professora criou o projeto com foco na alfabetização estatística a partir de dados veiculados na imprensa. “O letramento estatístico, contribui para desenvolver habilidades de interpretação de dados. Por exemplo, uma notícia descreve a média salarial de uma empresa onde duas pessoas recebem o salário de R$ 1 mil e outra pessoa R$ 7 mil. A média salarial neste caso é de R$ 3 mil, porém em valor absoluto duas pessoas ganham apenas R$ 1 mil, ou seja, média e valor absoluto são dois conceitos estatísticos diferentes. E é esta diferenciação que ensinamos no Leme”, conta.

Metodologia Criativa
O método consiste em montar um projeto de aprendizagem onde as crianças assumem o papel de pesquisadores, escolhem a pesquisa livremente, a sistematização para a coleta de dados e a forma de divulgação. Durante todo este processo de formação, eles aprendem conceitos estatísticos.

A cidade de Rio Grande está localizada no litoral do Rio Grande do Sul. Por ter este contato com o mar, a iniciativa foi incorporando palavras relacionadas ao universo náutico. O termo LeME pode ser vinculado à embarcação, podendo ancorar (ser reaplicada) em qualquer porto (em todo o Brasil). O porto é o local onde o LeME é realizado permanentemente. O pier pode ser o espaço temporário onde o LeME é ancorado, ou seja, uma escola ou um evento. Já a tripulação são os jovens e crianças participantes do projeto. Ao iniciar a viagem, a pesquisa começa a ser desenvolvida e todos os dados são registrados no diário de bordo (coleta de dados) como as tempestades (dificuldades); as lindas paisagens (aprendizagens); as novas rotas percorridas onde se aplica estratégias pedagógicas inovadoras, criadas pelos comandantes (professores) além dos projetos de aprendizagem. São autores desses diários de bordo, a tripulação e os comandantes que registram o desenvolvimento do LeME, em diferentes contextos, o que permite a qualificação permanente da Tecnologia Social.

Transformação social e profissional

A metodologia LeME está estimulando novos estudantes para a formação em estatística, além de contribuir para a autoestima. Mauren conta que ao visitar as escolas, os estudantes recebem um crachá com identificações do projeto e o nome do pesquisador. Neste crachá, o nome do aluno deve ser escrito no espaço destinado ao pesquisador porque naquele momento ele vai desenvolver uma pesquisa estatística. “Em uma escola, onde aplicamos o LeME, um dos estudantes disse – eu não tenho nome de pesquisador, como vou colocar meu nome aqui? Nós respondemos: tem sim. Ele ficou muito motivado. Deu para ver o brilho nos olhos. Talvez no futuro ele possa se tornar um pesquisador ou estatístico, porque o LeME demonstrou para ele que é possível”, afirma a professora.

De acordo com o Centro Nacional de Estatísticas da Educação, o número de graduados em estatística no Brasil, dobrou no período de 2009 a 2018, saindo de 8 mil para 16 mil graduados. Porém, uma pesquisa da McKinsey Global Institute, prevê que só os Estados Unidos precisarão de até 190 mil novos estatísticos com habilidades analíticas para gerenciar o grande volume de dados gerados a todo momento (Big Data) e executar análises de dados e operações de inteligência de negócios nos setores público e privado.

“O reconhecimento internacional do LeME nos deixou muito feliz e a certificação como tecnologia social pela Fundação BB nos motiva a acreditar que agora ele pode ser reaplicado em todo o país para formamos uma geração de letrados estáticos para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil”, comemora Mauren.

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Premiação especial é inédita e busca identificar metodologias que promovem desenvolvimento infantil no país

Entre as 24 finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social deste ano, três estão diretamente ligadas ao desenvolvimento na primeira infância. A premiação inédita busca identificar tecnologias sociais que promovem ações de desenvolvimento infantil (linguagem, cognitivo, motricidade e socioafetividade), o fortalecimento de vínculos familiares e o exercício da parentalidade.

As três finalistas da Primeira Infância, juntamente com outras 21 das outras categorias, concorrem à premiação de R$ 700 mil, sendo R$ 50 mil para os primeiros colocados, R$ 30 mil para os segundos e R$ 20 mil para os terceiros de cada categoria. Todas ganharão um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa. Os autores das propostas finalistas também foram convidados a participarem do Encontro de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (DF), um dia antes da premiação, em outubro.

Conheça as finalistas da Primeira Infância

Desenvolvido em Osório (RS), o Programa Municipal de Aleitamento Materno– Pró-Mamá visa aumentar os índices de amamentação, reduzir o desmame precoce e a morbimortalidade neonatal no município.

O Programa Primeira Infância Ribeirinha, da Fundação Amazonas Sustentável, é realizado em Manaus (AM) e tem como objetivo tratar de uma problemática específica existente nas comunidades tradicionais do Amazonas ao acesso dos serviços básicos de saúde para gestantes e crianças de zero a seis anos.

O programa Visitação domiciliar na primeira infância, promovido pela Secretaria da Saúde de Porto Alegre (RS) visa orientar as famílias, a partir de sua cultura e experiências, para que promovam o desenvolvimento integral de suas crianças, desde a gestação até os seis anos de idade.

Confira as finalistas de todas as categorias 2019

 

O Prêmio

Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social reconhece e certifica iniciativas como boas práticas e que podem ser reaplicadas em todas as localidades do país. Para isso a Fundação BB desenvolveu o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) - uma base de dados on-line que hoje reúne 1.110 metodologias certificadas por solucionarem problemas comuns às diversas comunidades brasileiras nas áreas de: Alimentação, Educação, Energia, Habitação, Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Renda e Saúde. Neste ano, além das três finalistas da Primeira Infância, outras seis iniciativas ligadas ao tema foram certificadas e passam a integrar o BTS. 

As tecnologias sociais certificadas relacionadas à Primeira Infância foram:

 

TECNOLOGIA SOCIAL

PROPONENTE

SITUAÇÃO

Programa Municipal de Aleitamento Materno Pró-Mamá         

 

Prefeitura Municipal de Osório - Osório/RS

 

FINALISTA

Programa Primeira Infância Ribeirinha (PIR)

 

Fundação Amazonas Sustentável - Manaus/AM

 

FINALISTA

Visitação domiciliar na primeira infância

 

Secretaria de Saúde de Porto Alegre - Porto Alegre/RS

FINALISTA

Apoio e Estimulação ao Bebê de Risco

Associação de Reabilitação Infantil Limeirense - Limeira/SP

CERTIFICADA

Berço Coletivo

Casa Lar Luz do Caminho - Florianópolis/SC

CERTIFICADA

Grupos de Encontros Família que Acolhe

Prefeitura Municipal de Boa Vista - Boa Vista/RR

CERTIFICADA

Primeira Infância Um olhar afetivo e educativo

Instituto André Franco Vive - São Paulo/SP

CERTIFICADA

Tecnologia Assistiva e Estimulação Sensorial de Baixo Custo para PCD

Associação Cultural Educacional Social e Assistencial Capuava (Acesa Capuava) - Valinhos/SP

CERTIFICADA

Universidade da Criança

Prefeitura de Chopinzinho - Chopinzinho/PR

CERTIFICADA


Nesta edição, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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