Tuesday, 10 December 2019 11:09

Voluntariado gera oportunidades

Portal Interno Artigo Voluntariado

O trabalho voluntário já não é somente sinônimo de práticas de boa vontade, generosidade e altruísmo. O voluntariado tem se destacado com uma forma de elevar a autoestima, adquirir experiências, desenvolver competências  e ampliar o network.

Ajudar o próximo, cuidar do planeta ou proteger os animais são bons motivos para o engajamento em causas socioambientais e também excelente oportunidades para o desenvolvimento pessoal..

Quem já apoiou alguma iniciativa voluntária sabe que o retorno dessas ações faz um bem enorme! Mesmo sem a intenção de ganhar algo em troca, o que se recebe é infinitamente maior do que aquilo que se doa.

A Organização das Nações Unidas estabeleceu 5 de dezembro como o Dia Internacional do Voluntario, buscando estimular e ampliar ações de voluntariado em toda sociedade.

Além de contribuir com a construção de um mundo mais justo e solidário, o voluntário faz um favor a si mesmo ao desenvolver competências como trabalhar em grupo, melhorar a comunicação, vivenciar outras realidades, conhecer pessoas, valorizar experiências, exercer a liderança, lidar com recursos escassos, ou ainda, inserir-se no mercado de trabalho.

E por que não agregar valor às atividades profissionais oferecendo suas aptidões em prol de uma causa, de uma instituição ou qualquer outra forma de exercer o voluntariado?  Não há nada de errado em enriquecer o currículo desempenhando trabalho voluntário.

Muitas instituições sem fins lucrativos têm necessidade de apoio em gestão administrativa e financeira, em marketing ou em gerenciamento de redes sociais. Assim, aplicar o conhecimento adquirido, se já é um profissional da área, ou que está adquirindo, no caso de estudantes, pode ser uma ótima oportunidade de aplicar a teoria na prática.

Segundo o relatório Brasil Giving Report 2019, elaborado pela Charities Aid Foundation (CAF), são os  mais jovens que têm maior interesse em realizar trabalho voluntário; 51% na faixa etária entre 18 e 24 anos, em comparação com os 43% de interessados de outras faixas.

A busca por soluções concretas para problemas sociais agrega valor às competências pessoais e profissionais do voluntário e gera oportunidades para o desenvolvimento de ações verdadeiramente transformadoras.

O voluntariado nos setores público e privado

O Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado promove o voluntariado incentivando o engajamento social e a participação cidadã por meio da articulação entre o governo, organizações da sociedade civil e o setor privado.

Valorizar e reconhecer o voluntário são objetivos do Programa que, para estimular a prática, poderá utilizar as horas de atividades voluntárias como critério de desempate em concursos públicos da administração pública direta, autárquica e fundacional, conforme Decreto nº 9.906, de 9 de julho de 2019.

No mundo corporativo, as organizações que atuam com programas de voluntariado empresarial buscam cada vez mais conectar o tema com os objetivos do negócio e avaliam que as ações voluntárias potencializam o engajamento dos colaboradores e a imagem institucional diante dos stakeholders, além de aproximar a organização das comunidades onde está presente.

Um exemplo é o investimento da Fundação Banco do Brasil em projetos de instituições sem fins lucrativos onde atuam voluntários do Banco do Brasil, seu instituidor. A iniciativa faz parte do Programa de Voluntariado BB, que lança, anualmente, chamada interna para apresentação de propostas.

Atualmente, o Programa possui em seu portal da internet o cadastro de mais de 32 mil funcionários com interesse em atuar como voluntários ou que já atuam em alguma instituição.

Desde 2004, o Programa já apoiou mais de 700 iniciativas de voluntários do  BB, voltadas à geração de trabalho e renda, educação, cultura, esporte, saúde e meio ambiente. Cerca de R$ 43 milhões foram investidos em projetos de todas as regiões do país.

O voluntário tem um papel fundamental em todo o processo, pois acompanha desde a elaboração da proposta, até a realização efetiva das ações. E, ao oferecer sua experiência, sua aptidão e seu tempo à iniciativa voluntária, o empregado aprimora competências extremamente valorizadas pelo mercado, como empatia, resiliência, liderança, inovação e criatividade.

Voluntariado no Brasil

53% da população fez trabalho voluntário entre agosto de 2017 a julho de 2018

85% dos colaboradores de empresas participam de atividades voluntárias motivados pela satisfação em apoiar pessoas

69% das empresas concordam que programas de voluntariado fortalecem o espírito de equipe dos colaboradores

 

Fontes: Pesquisa Benchmarking do Investimento Social Corporativo  - BISC 2019 e

Brasil Giving Report 2019 – Charities Aid Foundation (CAF)

Published in Notícias

Portal Interno CVV
O diretor da Fundação BB, Rogério Biruel, participou da inauguração da sede em Brasília, no dia 25 de setembro.

 

No Brasil, diariamente, 10 mil pessoas apenas querem ouvir esta pergunta: como vai você? Quem responde para elas são voluntários do Centro de Valorização da Vida, mais conhecido também como CVV. Não é apenas um trocadilho. A pergunta carrega uma missão desde que foi criada a entidade em 1962, na cidade de São Paulo: “valorização da vida, contribuindo para que as pessoas tenham uma vida plena para prevenção do suicídio”.

O número de telefone 188 se tornou uma esperança e resgate de inúmeras pessoas que, em momentos de angústia e sofrimento, ligam para a entidade em busca de ajuda. Em Brasília, o CVV foi criado em setembro de 1979. Localizado no Setor de Rádio TV Norte, a sede da entidade precisava de uma reestruturação para poder receber mais voluntários e consequentemente atender mais pessoas.

Com o apoio da Fundação Banco do Brasil, a entidade recebeu o investimento social de R$ 213 mil para reformar a sede e construir uma cozinha, sala de descanso e um banheiro com chuveiro. O objetivo é oferecer uma melhor infraestrutura para os voluntários que se disponibilizam a ajudar pessoas.

O presidente do CVV Brasília Alexander Pires contextualiza que esta reforma foi necessária devido ao aumento expressivo da demanda. Só no Brasil, no período de três anos, houve um aumento de mais de 200% nos atendimentos. Em 2016, o CVV recebia um milhão de ligações e em 2018 saltou para dois milhões e meio. A expectativa é chegar em mais de três milhões em 2019. “Este aumento reflete uma mudança de paradigma porque o CVV adota o método que falar é a melhor opção. Costumamos dizer que somos um pronto socorro emocional para ajudar as pessoas a organizarem as ideias e expor os sentimentos em um momento de angústia”, avalia Pires.

As reformas tiveram inicio em janeiro de 2019 e atualmente a nova sede está pronta e dispõe de uma estrutura com climatização, revestimento acústico e mais espaço, o que melhora a qualidade do atendimento. Para o presidente do CVV Brasília a parceria com a Fundação BB consolida sonhos que há muito tempo os voluntários desejavam, mas não havia recursos. “Somos nós, os voluntários, que mantemos a estrutura da entidade por meio de doações. Agora, depois da reforma, estamos muito felizes em reinaugurar a nova sede e celebrarmos os 40 anos do CVV em Brasília”, destaca.

Voluntários

Atualmente no CVV Brasília há 90 voluntários. A expectativa, após a reforma é que ocorra adesão imediata de mais 54 pessoas que já demostraram interesse em atuar por meio do Programa de Seleção de Voluntários. Para trabalhar na entidade, é necessário ter acima de 18 anos, disponibilidade de quatro horas e meia por semana e também participar de um treinamento com duração de 2 meses.

Durante o treinamento, os voluntários são preparados para fazer um atendimento sigiloso, aprendem a prática da escuta empática e sem julgamento. Leila Heredia, vice presidente do CVV Brasília, afirma que há atendimentos que duram mais de duas horas e o objetivo é tranquilizar as pessoas e mostrar que a vida delas é importante. “A nossa compreensão é que quando a pessoa tem um lugar de fala, elas falam e nós voluntários procuramos convencer as pessoas sobre a importância da vida dela”.

Desde 2017, por meio de uma parceria entre o Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel - o atendimento 188 é nacional. No Brasil há 120 postos de atendimento e o contato pode ser feito além do telefone 188, por e-mail, chat e redes sociais. As ligações são gratuitas e podem ser feitas de telefone fixo, público e celular. Clique aqui para acessar os postos.

 

 

Published in Notícias
Tuesday, 24 September 2019 09:58

Hoje tem alegria? Tem, sim senhor!

Portal Interno   Trupe Saude

Trupe da Saúde proporciona humanização do ambiente hospitalar na região metropolitana de Curitiba (PR)

Um projeto desenvolvido em Curitiba proporciona mais harmonia e conforto para pacientes, acompanhantes e funcionários de cinco hospitais da região metropolitana da capital paranaense. Na receita, o ingrediente é um só: muita alegria.

Tudo começou no ano 2000, quando Ricardo Trento acompanhava o pai para exames em um hospital. O humor e o jeito leve do pai ao realizar os procedimentos serviram como inspiração para o filho, que viu nesta postura algo positivo e que deveria ser levado adiante como uma forma de tratamento para outras pessoas. Com experiência em administração, Ricardo desenvolveu um projeto e o encaminhou para a Petrobrás em busca de apoio. A proposta foi aceita e assim nasceu a Trupe da Saúde. “De lá pra cá nós fomos aperfeiçoando a ideia, levando em consideração um método respeitoso e terapêutico, pois o que buscamos é que a alegria colabore com o restabelecimento dos pacientes”, explica Ricardo.

Em 2009, a metodologia da Trupe foi certificada como tecnologia social no Prêmio da Fundação Banco do Brasil. Para Ricardo este reconhecimento foi importante em dois pontos. “Primeiro, compartilhou a nossa credibilidade institucional, nos dando mais autoridade para viabilizarmos a iniciativa ao longo desses anos. Segundo, o reconhecimento da metodologia como uma tecnologia social é uma conquista para todas as equipes que, pelo Brasil, desenvolvem atividades semelhantes em hospitais. Algumas são voluntárias, outras são profissionais, mas em comum elas têm essa preocupação com a humanização do atendimento hospitalar - que precisa ser alçada à condição de política pública”, avalia. Desde o início do projeto foram realizadas 190 visitas por ano. Em 2019, a Trupe da Saúde completa 3,5 mil idas a hospitais da cidade, alcançando cerca de 400 mil pessoas impactadas pelas palhaças e palhaços da equipe.

A Trupe

Ricardo explica que a Trupe é formada por 12 palhaços profissionais e que somaram ao seu desenvolvimento profissional as reflexões pertinentes à humanização do atendimento hospitalar. A seleção é feita pelos próprios profissionais, pois há uma continuação da filosofia e da metodologia do trabalho nesses 20 anos de Trupe.

Em Curitiba, a Trupe realiza visitas semanais aos hospitais Pequeno Príncipe, Evangélico Mackenzie, Erasto Gaertner, Cruz Vermelha e Hospital das Clínicas (HC), com interações a todos pacientes, em especial as crianças atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em meio às brincadeiras há espaço para elas falarem como se sentem e para os familiares também participarem desta vivência. “A rotina hospitalar é monótona para quem tem um internamento longo, então esse vínculo com as palhaças e palhaços interrompe a rotina e promove um relaxamento das tensões associadas aos tratamentos”, explica Ricardo.

Segundo relatos da equipe, os benefícios imediatos são os que ficam evidentes no contato olho no olho: que é a felicidade e a alegria, que são remédios para a tristeza - e depressão, que pode acometer pessoas internadas por períodos mais prolongados. Além disso, o projeto precisa obedecer a uma rotina, inclusive em respeito aos pacientes e aos seus tratamentos. “Teve um caso que a gente ficou sete anos encontrando a mesma criança. Ela nasceu no hospital e toda a passagem do quarto de isolamento para um quarto leito, do hospital para a casa dela foi acompanhada por nossa equipe. Ela foi com os atores no carro, para você ter uma ideia da força que esse vínculo ganha”, revela o idealizador do projeto.

Box Trupe da Saude

 

Como ajudar

A Trupe da Saúde é possível graças ao apoio de empresas que, por meio de lei de incentivo federais, destinam recursos à manutenção do trabalho desenvolvido pelos artistas. A coordenação fica por conta da Universidade Livre da Cultura (Unicultura), uma organização não-governamental sediada em Curitiba, focada em projetos culturais de alto impacto social. Nesse sentido quanto maior a conscientização sobre a importância da humanização do atendimento hospitalar mais bem sucedida é a campanha de apoiamento junto aos empresários. Conheça aqui os canais da Trupe: site, Facebook.

Published in Notícias
Thursday, 27 June 2019 14:40

Tesouras na mão e um emprego à vista

Portal   Ciame

Cursos profissionalizantes dão novo rumo para mulheres e jovens em situação de vulnerabilidade na comunidade de Bom Pastor, em Natal (RN)

O desemprego é uma situação que assusta boa parcela da sociedade, pois sem a garantia de um emprego fixo, muitas pessoas não têm previsão financeira para pagar as contas e manter sua moradia e subsistência. Esta situação se agrava a cada mês de espera pelo novo emprego. Uma análise de mercado de trabalho divulgada neste mês pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que o desemprego de longo prazo atinge mais fortemente as mulheres e jovens. Entre as pessoas sem emprego, 28,8% estão nesta condição há pelo menos dois anos, contra 20,3% dos homens desempregados no mesmo período. Na análise por faixa etária, 27,3% dos desempregados com mais de 40 anos insistem sem sucesso na busca por trabalho há pelo menos dois anos, mas o crescimento do desemprego de longo prazo é maior entre os jovens. As regiões Norte e Nordeste são as mais afetadas.

Frente a este cenário, um projeto realizado em Natal (RN), busca qualificar jovens e mulheres no ramo de estética e beleza, além de desenvolver habilidades empreendedoras para este público. O projeto “Inclusão Social e Empoderamento de Jovens e Mulheres” nasceu a partir de um convênio entre a Fundação Banco do Brasil e Instituto Bom Pastor, com o intuito de oferecer qualificação profissional para um público vulnerável na região. O convênio foi assinado em outubro de 2018 e desde então passou a oferecer cursos de corte de cabelo, auxiliar de cabeleireiro, barbeiro e manicure.

Os cursos foram realizados no Centro Integrado de Atendimento a Mulher (Ciame), do Instituto Bom Pastor, e foram ofertados para capacitação de jovens entre 15 a 29 anos, mulheres, pessoas com deficiência, público LGBT ou pessoas que tenham dependentes com câncer. O intuito foi fortalecer a autoestima, o resgate da dignidade, o exercício da cidadania, a profissionalização e também para impactar socialmente na melhoria da qualidade de vida da comunidade do bairro Bom Pastor, zona Oeste de Natal.

Segundo a coordenadora do projeto, Jane Martins de Lima Nunes, a opção dos cursos surgiu a partir de uma demanda local. “Escolhemos os cursos por recebermos este tipo de pedido e para oferecermos uma oportunidade de geração de renda para o público que nos procura. Vimos neste projeto uma oportunidade de transformar vidas, empoderando essas pessoas com qualificação profissional e cidadania”, conclui.

Além dos cursos de estética e beleza e noções de empreendedorismo, Jane relata que também foram ofertadas oficinas importantes para uma cultura de paz, como prevenção da violência doméstica praticada contra mulheres, noções de direitos humanos e sociais, ética e cidadania e oficinas que abordaram os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030, elaborada pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Também tivemos turmas que conferiram palestras com a equipe da Mesa Brasil sobre o aproveitamento de alimentos e oficinas de matemática e lógica, para melhorar o desempenho dos futuros profissionais. O Mesa Brasil é uma rede nacional de bancos de alimentos contra a fome e o desperdício, liderada pelo Serviço Social do Comércio (Sesc). Todos os alunos também participaram de ações sociais para praticar suas habilidades em comunidades locais, escolas públicas e associações”, relata Jane.Weslley

Ao todo, 67 pessoas realizaram os cursos, concluindo a formação de 23 novos cabeleireiros e auxiliares, 25 barbeiros e 19 novas manicures, todos com certificado. Adenilson Weslley Ribeiro Bezerra, 24, foi um dos que concluíram o curso de barbeiro. Ele já havia trabalhado anteriormente, mas estava há quase dois anos sem um trabalho fixo. Logo depois de receber o certificado, Weslley, como é conhecido, conseguiu abrir a sua própria barbearia. “O curso me ajudou muito, pois aprendi novas técnicas e as oficinas também foram muito boas”. Ele foi motivado por um amigo cabeleireiro a realizar o curso e hoje os dois trabalham juntos. “Já tenho minha clientela e a qualidade de vida melhorou bastante”, conclui o jovem que pretende se aperfeiçoar mais no ramo para abrir um estúdio de barbearia futuramente.

Já a maquiadora Joice Vanessa Domingos Moreira, 23, foi uma das participantes do curso de manicure. Ela já havia realizado cursos e estágios como bartender, mas foi no ramo da beleza que ela se viu realizada - tanto, que abriu o seu próprio salão de beleza. “Eu sempre gostei de automaquiagem, então fiz vários cursos e fui aperfeiçoando com workshops. Depois comecei a atender pessoas em domicílio e agora tenho um salão, que fica na minha casa”, relata. Ela quis complementar seus conhecimentos também como manicure, pois era um pedido de suas clientes. Além de fazer unhas, ela também trabalha com prancha, estética, design de sobrancelhas e maquiagem, com hora marcada.

Joice

 Joice relata que o curso no Ciame foi muito proveitoso. “A professora passou muita segurança para este trabalho e também pude ter noções sobre o uso correto de     diversas   ferramentas que garantem mais qualidade no trabalho, como esterilização de equipamentos, uso de máscara, touca, luvas, etc”, pontua.

 Agora a profissional se divide entre os atendimentos no seu salão de beleza e as oficinas que ministra como voluntária no lugar onde tudo começou. Joice dá aulas de   automaquiagem no Ciame e repassa todos os seus conhecimentos para que outras jovens também tenham uma profissão e construam um futuro melhor.

 Voluntariado BB

 O projeto “Inclusão Social e Empoderamento de Jovens e Mulheres”, de autoria do Instituto Bom Pastor, foi selecionado por meio do edital Voluntariado BB em 2018 e recebeu o investimento social de R$ 90 mil. Participam do     processo de seleção projetos sociais desenvolvidos por entidades sem fins lucrativos, que têm a atuação de um voluntário e funcionário do Banco do Brasil. A seleção busca apoiar iniciativas que promovam a cidadania, geração   de  trabalho e renda, cuidado ambiental, educação, cultura, esporte e saúde. 

 

Published in Notícias

Portal   Voluntariado Copel
Companhia criou lista de instituições parceiras para facilitar as ações voluntárias desenvolvidas pelos seus colaboradores

Arrumar tempo para se dedicar a uma ação voluntária muitas vezes é uma tarefa difícil. Principalmente para aqueles que cumprem expediente de trabalho durante o dia todo e por vezes até aos finais de semana, somando-se aos compromissos com a família, amigos e estudos. Pensando nisso, algumas empresas no Brasil estão incorporando atividades voluntárias dentro de suas repartições e ao mesmo tempo recebendo incentivo fiscais para isso. É o que mostra o estudo Voluntariado Empresarial, realizado pela Comunitas. O estudo reitera a importância de as corporações doarem tempo e, principalmente, conhecimento para a sociedade na qual estão inseridas. O envolvimento de colaboradores nos programas de voluntariado é outro dado relevante.

Na última década, passou de 41 mil para 62,8 mil, tendo crescido, ao mesmo tempo, a percepção de que esses programas beneficiam não só a comunidade, como também a própria instituição. Atualmente, 80% das empresas concordam que o voluntariado aumenta a competência dos colaboradores e 100% acordam que o voluntariado melhora a relação das empresas com a comunidade(*).Para ilustrar esse diagnóstico vamos destacar uma ação realizada dentro da Companhia Paranaense de Energia (Copel), sediada em Curitiba/PR.

Em 2004 a empresa incorporou um programa de voluntariado, cedendo até quatro horas por mês do expediente de seus funcionários para se dedicarem a ações voluntárias. Inicialmente os colaboradores interessados se reuniam em grupos, no interior da própria empresa, para desenvolver atividades manuais e ações pontuais. Adriana Campos, coordenadora do projeto, explica que no início era muito difícil organizar ações coletivas para fora da companhia. “Como a Copel é uma empresa de economia mista e precisa respeitar os princípios da publicidade e isonomia da administração pública, não podíamos escolher uma instituição local para desenvolver algum trabalho voluntário diretamente. Foi então que em 2016 resolvemos lançar um edital de chamada pública para cadastramento de Organizações da Sociedade Civil – o que facilitou muito a organização dos nossos colaboradores voluntários”, explica.

A partir de então a Copel começou a receber inscrições locais e hoje já conta com 54 instituições parceiras, espalhadas em seis núcleos do estado. Conforme a coordenadora, desde a criação desta lista, houve crescimento considerável de colaboradores interessados em participar de atividades voluntárias. “De 2015 até 2018 houve um aumento de 93% de voluntários dentro da companhia. Hoje a empresa conta com 367 voluntários. Em 2015 tínhamos 190”, compara.

Com esta ação a Copel foi a vencedora do Prêmio Viva Voluntário de 2018, na categoria Voluntariado no Setor Público e recebeu, por meio da Fundação Banco do Brasil,  o investimento social de R$ 50 mil para a manutenção de seus projetos. Segundo Adriana os recursos serão repassados para a Asid – Ação Social para Igualdade das Diferenças, que tem como missão unir empresas, voluntários, instituições e pessoas com deficiência (PcD) para construir uma sociedade inclusiva. “Estamos desenvolvendo o projeto Iluminando Mentes, que tem por objetivo alavancar a gestão de instituições sociais parceiras da Copel, que atendem pessoas com deficiência, além de  capacitar os nosso voluntários para que desenvolvam seu know how e protagonismo”, explica. Neste projeto serão atendidas sete instituições sociais, três delas já foram selecionadas e juntas atendem 940 pessoas com deficiência e 620 mulheres em Curitiba, Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa.

Em 2017, a ASID desenvolveu um projeto em parceria com a PwC – PricewaterhouseCooper para otimizar a gestão da Associação de Amigos dos Excepcionais do Brooklin (AAEB), organização filantrópica especializada em atender pessoas com deficiência. O programa, batizado de “Voluntariado de Gestão”, consiste em oferecer, por meio do voluntariado, boas práticas, ferramentas e know-how de gestão dos profissionais da PwC. Devido ao sucesso do projeto, o case foi levado ao encontro do IAVE Latam (International Association for Volunteer Effort International Association, América Latina), que aconteceu na Guatemala naquele mesmo ano.

Prêmio Viva Voluntário
Organizado pelo Governo Federal, com o apoio da  Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Prêmio Viva Voluntário, faz parte do Programa Nacional Viva Voluntário que identifica e incentiva o desenvolvimento da cultura do voluntariado e de educação para a cidadania, com o objetivo de fortalecer as organizações da sociedade civil e promover uma participação ativa da sociedade. O programa  também disponibiliza uma plataforma virtual que funciona em formato de rede social para conectar cidadãos, empresas e membros sociedade civil que buscam ou promovam oportunidades de trabalho voluntário. A plataforma tem abrangência nacional e busca dar visibilidade a ações voluntárias que acontecem em todo o país possibilitando a junção entre organizações e voluntários. Acesse para saber mais https://vivavoluntario.org/

Confira aqui os outros vencedores do Prêmio Viva Voluntário:

Voluntariado nas Organizações da Sociedade Civil

Voluntariado no Setor Público

Líder Voluntário

Published in Notícias
Friday, 10 May 2019 16:51

Um banho de solidariedade

Voluntários de Porto Alegre (RS) oferecem banho quente e roupas limpas para moradores de rua do Centro da cidade

 
Para quem está em situação de extrema vulnerabilidade social, em condições precárias e que nem um lar possui para se abrigar, viver na rua pode ser a única opção. Em grandes cidades essa dura realidade já faz parte do dia-a-dia de algumas pessoas que por dificuldade familiar, psicológica, social ou financeira, acabaram em situação de rua,sobrevivendo sem os cuidados básicos que um lar oferece - como por exemplo um simples banho.
 
Em Porto Alegre (RS), um grupo de pessoas se mobilizou para oferecer um pouco de conforto e dignidade às pessoas em situação de rua. A iniciativa começou em 2016 e um ano depois foi fundada a ONG Voluntários do Centro Social da Rua, em atuação até hoje. O objetivo principal é atender homens e mulheres com o projeto Banho Solidário.
 
A ação acontece da seguinte forma: uma vez por semana, sempre aos domingos, o grupo de voluntários se desloca para um local onde as pessoas em situação de rua costumam se abrigar e oferece uma série de preparos para o banho solidário. Inicialmente eles recebem um número de atendimento, depois é servido um lanche (em geral sanduíches, biscoito, café). Em seguida, escolhem o que vestir em araras de roupas doadas e recebem kits de higiene: toalha, creme e escova dental, sabonete e mini xampus. Por último, vão para o banho, em um espaço com dois boxes de chuveiros, (masculino e feminino) com água quente.
 
A estrutura é deslocada por um reboque de carro e utiliza locais que disponibilizam a água gratuitamente ao projeto, geralmente uma escola municipal, um estacionamento, o Teatro São Pedro e a Catedral metropolitana. A cada edição do Banho Solidário são atendidas cerca 60 pessoas, mas o grupo já chegou a atender 112 moradores em um único dia. Em 2018 foram contabilizados 4.800 atendimentos.
 
Segundo Letícia Andrade, coordenadora geral da ONG, nas primeiras ações do Banho Solidário a reação foi de desconfiança. “Eles achavam que a gente tinha algum interesse por trás daquela ação. Não acreditavam que  estávamos  fazendo apenas pelo bem. Diziam que era difícil de acreditar que a gente largava a família no domingo para ficar com eles, mas com o passar do tempo,  começaram a respeitar  e a acreditar no projeto”, relata.
 
A iniciativa busca fomentar que essas pessoas encontrem novos caminhos e possibilidades, por meio do resgate de sua visibilidade, de sua autoestima, do apoio e da promoção de seus talentos, acrescenta Letícia. E explica ainda,  que com a consolidação do Banho Solidário, outras ações foram agregadas ao projeto.
 
Assim nasceu a Lavanderia da Rua (em funcionamento desde maio de 2018), o Banco de Doações de roupas e calçados com repasse para outras instituições assistenciais dos materiais sobressalentes; os Cursos de formação focando em qualificação e possível contratação no mercado de trabalho; o Curso de jardinagem em edifícios (já em andamento); o Banco de vagas de trabalho e acompanhamento (em inicio de implementação); a Assistência Jurídica (em funcionamento, com uma equipe de três advogados voluntários);  o Atendimento odontológico (equipamentos já disponíveis);  o Atendimento médico (dermatologista e oftalmologistas voluntários); o Atendimento psicológico (em funcionamento desde maio de 2018, com uma equipe de dois psicólogos); e o Suporte a dependentes químicos e familiares com encaminhamento à desintoxicação (equipe de trabalho de seis pessoas).
 
A coordenadora explica que as ações foram adaptadas de acordo com as necessidades das pessoas atendidas. A Lavanderia de Rua, por exemplo, foi desenvolvida para contribuir com a qualidade de vida e saúde, garantindo acesso mínimo à higiene pessoal. “Assistimos muitas vezes as pessoas atendidas pelo Banho Solidário lavando roupas no próprio chuveiro ou até mesmo na pequena pia que se usa para escovar os dentes". Agora, os moradores lavam e secam suas roupas adequadamente, podendo reutilizá-las ao invés de descartá-las.
 
Voluntários vencedores

O grupo Voluntários do Centro Social da Rua foi um dos vencedores do Prêmio Viva Voluntário, realizado pelo Governo Federal, em 2018, com apoio da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O Prêmio faz parte do Programa Nacional Viva Voluntário que identifica e incentiva o desenvolvimento da cultura do voluntariado e de educação para a cidadania, com o objetivo de fortalecer as organizações da sociedade civil e promover uma participação ativa da sociedade. A ONG venceu a categoria “organizações da sociedade civil” e recebeu o investimento social de R$ 50 mil da Fundação Banco do Brasil, para a manutenção dos seus projetos. Letícia relata que por meio deste investimento foi feita a aquisição de uma caixa d’água, um carro e um gerador. “Nos próximos meses nosso grupo terá autonomia para atender toda a cidade, e não só nos locais onde é cedida a água”, afirma.
 
Viva Voluntário
O programa Viva Voluntário também disponibiliza a plataforma Viva Voluntário - que funciona em formato de rede social para conectar cidadãos, empresas e membros da sociedade civil que buscam ou promovam oportunidades de trabalho voluntário. A plataforma tem abrangência nacional e busca dar visibilidade a ações voluntárias que acontecem em todo o país, possibilitando a junção entre organizações e voluntários.
Acesse para saber mais https://vivavoluntario.org/
 
Como ajudar
Atualmente, todas as doações para o Banho Solidário são feitas pela sociedade civil. São doados material de higiene, roupas, toalhas, calçados, ou dinheiro (através do PagSeguro) e além disso, muitas pessoas auxiliam na preparação dos alimentos entregues no dia do banho. Os interessados também podem se voluntariar para as ações semanais que são organizadas por meio das redes sociais da ONG.
Acesse o perfil https://www.facebook.com/banhosolidariors ou participe do grupo no Facebook Amigos do Banho Solidário – POA.

 

Confira aqui os outros vencedores do Prêmio Viva Voluntário:

Voluntariado nas Organizações da Sociedade Civil

Voluntariado no Setor Público

Líder Voluntário

Published in Notícias
Tuesday, 09 April 2019 10:07

Brincadeira de criança, como é bom

Idealizador do Curumim Cultural  recebeu o investimento social de R$ 50 mil da Fundação BB para a manutenção do projeto

“Foi como ouvir um grito”! Com esta expressão Bruno Lopes, idealizador do projeto voluntário Curumim Cultural, explica como surgiu a proposta de resgatar brincadeiras, jogos e brinquedos artesanais na comunidade da quadra 604 de Samambaia Norte, em Brasília (DF). A ação começou em 2015, quando ele sentiu a necessidade de desenvolver atividades para socializar crianças e jovens, além de transformar espaços coletivos em ambientes de lazer e diversão.

A iniciativa deu certo e três anos depois Bruno foi vencedor do Prêmio Viva Voluntário, realizado pelo Governo Federal com apoio da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O Prêmio é parte do Programa Nacional Viva Voluntário que identifica e incentiva o desenvolvimento da cultura do voluntariado e da educação para a cidadania, com o objetivo de fortalecer as organizações da sociedade civil e promover a participação ativa da sociedade. Bruno foi o vencedor da categoria Líder Voluntário e recebeu o investimento social de R$ 50 mil, da Fundação Banco do Brasil, para a manutenção do projeto.

Bruno explica que a primeira ação foi reaproveitar e confeccionar brinquedos artesanais populares para promover mais interação com a comunidade. “Passamos a pesquisar e estudar os benefícios do brincar como ferramenta fundamental do desenvolvimento desses jovens. Além disso, também convidamos artistas culturais e atores sociais para compor nossa ideia”, explica.

A equipe fixa conta atualmente com cinco pessoas, mas sempre que há incentivos patrocinados o grupo consegue novos voluntários e assim, desenvolver mais ações.
Em média 50 pessoas são atendidas na ação denominada “Rua de Arte e Lazer”, realizada dentro da própria comunidade, ou seja, a ocupação de ruas, quadras de esporte, pontos de encontro comunitário, entre outros. “Já chegamos a atender mais de 600 pessoas em um único dia, quando realizamos eventos em espaços mais amplos”. O projeto atende crianças em situação de vulnerabilidade social que em sua maioria, não conhecem essa velha forma de brincar. “No projeto Caravana Curumim Cultural, visitamos cerca de 20 localidades, selecionadas de acordo com os equipamentos públicos disponíveis”.

O projetista Luciano Campos, 31, é um dos moradores de Samambaia Norte que aprova as atividades na região. Ele é pai de duas meninas, Luyara Helena (10) e Jhúlia Vitória (7) e frequentemente leva as filhas para participarem das brincadeiras. “Muitas vezes também fico como monitor e passo algumas brincadeiras da minha época para as crianças, como jogar biloca e fazer carrinhos de rolimã”, explica. Para ele as atividades ajudam a exercitar a coordenação motora das filhas que, antes do projeto existir, costumavam ficar mais em casa. “Agora elas participam de todas as atividades, montam e pilotam os carrinhos de rolimã e também participam das oficinas com jogos de raciocínio lógico, como jogo da velha e jogo dos pontinhos, que é mais estratégico”, conclui.

Como ajudar
Você pode colaborar com o Curumim Cultural divulgando o projeto, fornecendo materiais para confecção de brinquedos, alimentos e prestação de serviços voluntários.O grupo já começa a receber demandas de outras comunidades e de
escolas para a realização de atividades com as crianças.
Acesse o blog para conhecer mais ou visite o pefil no Facebook

Viva Voluntário
O programa Viva Voluntário também tem a plataforma Viva Voluntário – que funciona em formato de rede social para conectar cidadãos, empresas e membros sociedade civil que buscam ou promovam oportunidades de trabalho voluntário. A plataforma tem abrangência nacional e busca dar visibilidade a ações voluntárias que acontecem em todo o país possibilitando a junção entre organizações e voluntários. Acesse para saber mais https://vivavoluntario.org/pt-BR

Confira aqui os outros vencedores do Prêmio Viva Voluntário:

Voluntariado nas Organizações da Sociedade Civil

Voluntariado no Setor Público

Líder Voluntário

 

Published in Notícias

Há 25 anos voluntários promovem o desenvolvimento de famílias em Pernambuco, Alagoas e Ceará

Dedicação, amor ao próximo e respeito. Esses são alguns dos ingredientes que o trabalho voluntário exige para que ações transformadoras possam atingir àqueles que mais precisam. No Brasil são milhares de projetos voluntários espalhados por diversas localidades. Atento a essa realidade, em 2018 o Governo Federal com apoio da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Fundação Banco do Brasil lançaram o Programa Nacional Viva Voluntário, com o objetivo de identificar e incentivar o desenvolvimento da cultura do voluntariado e de educação para a cidadania, para fortalecer as organizações da sociedade civil e promover uma participação ativa da sociedade. Uma das ações do programa foi a realização do Prêmio Viva Voluntário que no ano passado contou com centenas de inscrições de iniciativas de voluntariado desenvolvidas em todo o território nacional, das quais foram escolhidas duas iniciativas vencedoras para cada uma das três categorias: Voluntariado nas Organizações da Sociedade Civil, Voluntariado no Setor Público e Líder Voluntário. Cada uma recebeu R$ 50 mil da Fundação Banco do Brasil para manutenção do projeto. A partir de hoje, e durante as próximas semanas, você vai conhecer individualmente cada história vencedora desta premiação.

Amigos do Bem

Há 25 anos um grupo de amigos em São Paulo, liderado pela empresária Alcione Albanesi, se mobilizou para ajudar pessoas em situação de miséria no sertão nordestino. A primeira ação, em 1993, foi arrecadar alimentos, roupas e brinquedos para proporcionar um Natal diferenciado para aquelas famílias. Com o passar dos anos, a iniciativa ganhou força e e se tornou um projeto de transformação, que hoje conta com 9.200 voluntários para atender mensalmente cerca de 75 mil pessoas oferecendo incentivo na educação, trabalho, água, moradia e saúde. Hoje o Amigos do Bem Instituição Nacional Contra a Fome e a Miséria representa um dos maiores grupos sociais ativos no país.

Concentrados na cidade de São Paulo, os voluntários se dividem em 118 grupos de trabalho e participam de atividades diversas, como arrecadações e distribuições mensais de alimentos, triagem de doações e restauração de brinquedos. Além disso, eles viajam todos os meses para acompanhar de perto os projetos no sertão nordestino. Por ano, são mais de 325 mil horas dedicadas à tarefa de fazer o bem.

Segundo o diretor da instituição, Alceu Caldeira, regularmente 15 mil famílias em 130 povoados afastados das localidades atendidas contam com projetos de educação, geração de trabalho e renda, moradia, água e saúde. “Também recebemos mais de 10 mil crianças e jovens para participar diariamente de atividades culturais e educativas em outros quatro Centros de Transformação. Lá eles têm reforço escolar, atividades extracurriculares e também cursos profissionalizantes de culinária, cabeleireiro, informática e manicure”, explica Caldeira. A ação voluntária também oferece bolsas de estudos, uma parceria com instituições de ensino superior, possibilitando a formação profissional e novas oportunidades para os jovens da região. Hoje, mais de mil empregos são gerados em fábricas de beneficiamento de castanha e doces e pelas oficinas de costura e artesanato. A renda gerada com a venda dos produtos e sacolas de patchwork é revertida em sua totalidade ao projeto.

O grupo também promove a construção de casas de alvenaria para tirar famílias de casas de taipa em condições de miséria. Com a construção de 112 cisternas e 31 poços artesianos, milhares de pessoas, que chegavam a andar quilômetros em busca de água, não passam mais sede e têm melhor qualidade de vida.

Shara é uma das beneficiadas com as ações voluntárias dos Amigos do Bem na cidade do Bem de Catimbau (PE). Quando o grupo chegou pela primeira vez na casa de sua avó, a agricultora Maria José, a pequena Shara tinha apenas cinco anos. Criada pela avó, que nunca frequentou a escola, a família vivia da roça e com condições muito precárias, nem sempre tinham comida ou água disponíveis. Shara estudou num dos centros escolares e conseguiu se formar em Pedagogia por meio de uma bolsa de estudos conquistada pelos Amigos do Bem. Hoje com 21 anos é uma das monitoras nos Centros de Transformação local, onde repassa seu aprendizado profissional e leva esperança para outras crianças da região.

A instituição Amigos do Bem foi a vencedora na categoria Voluntariado nas Organizações da Sociedade Civil com o projeto 25 anos de Voluntariado Amigos do Bem. Com o investimento social de R$ 50 mil conferido na premiação por meio da Fundação Banco do Brasil para a manutenção do projeto, Caldeira explica que a expectativa é fazer ainda mais. “Queremos impactar cada vez mais pessoas, a exemplo da Shara, para romper um ciclo de miséria nesta região do país”, explica.

Você também pode fazer parte desta rede de solidariedade. Para fazer este trabalho, é necessário amor, voluntários e recursos. As pessoas podem ajudar sendo um voluntário ou um colaborador mensal, pessoa física ou empresa. Este trabalho é o resultado da sociedade civil. As doações podem ser realizadas por meio do link www.amigosdobem.org. Confira os outros canais da instituição

Canais Oficiais dos Amigos do Bem

Facebook: www.facebook.com/amigosdobem

IG: www.instagram.com/amigosdobem

Youtube: https://www.youtube.com/user/amigosdobemweb


Viva Voluntário

O programa Viva Voluntário também conta com a plataforma Viva Voluntário - que funciona em formato de rede social para conectar cidadãos, empresas e membros sociedade civil que buscam ou promovem oportunidades de trabalho voluntário. A plataforma tem abrangência nacional e busca dar visibilidade a ações voluntárias que acontecem em todo o país possibilitando a junção entre organizações e voluntários.

Confira aqui os outros vencedores do Prêmio Viva Voluntário:

Voluntariado nas Organizações da Sociedade Civil

Voluntariado no Setor Público

Líder Voluntário

 

Published in Notícias

 Litro de Luz box portal2

Iluminação alternativa com postes solares e lampiões foi instalada com apoio da Fundação BB

Quatro minutos e quarenta segundos são suficientes para mostrar a transformação na vida das pessoas que moram na comunidade Kalunga de São Domingos, em Goiás, depois que receberam a visita dos voluntários da ONG Litro de Luz Brasil  para uma ação de iluminação na região. Esse é o tempo do vídeo lançado neste mês que mostra toda a ação envolvendo o relacionamento, treinamento e interação entre a comunidade com os voluntários durante seis dias, em 2018.

Conhecida com uma das maiores áreas quilombolas do Brasil, a comunidade Kalunga é composta por cerca de 200 famílias espalhadas pela região do interior de Goiás. Nesta ação, a Litro de Luz atuou na comunidade de São Domingos e outros sete povoados entre os dias 15 a 21 de outubro e instalou 220 lampiões e 10 postes de energia solar sustentável impactando diretamente cerca de 800 pessoas.

Segundo Lais Higashi, presidente da ONG no Brasil, a intervenção no local surgiu depois que a comunidade fez contato com a instituição pelas redes sociais. Após uma visita na região, a Litro de Luz participou de um edital interno da Fundação Banco do Brasil, quando foi selecionada para a ação. Depois disso, um grupo com 40 voluntários foi a campo para iniciar as atividades com a comunidade.

Inicialmente foi realizado um treinamento com os moradores locais, que também participam do projeto. Em seguida foi eleito um embaixador local, responsável pela multiplicação das informações da ONG com os demais moradores. Durante os seis dias a comunidade aprendeu a montar e instalar os equipamentos.  

 

Esta é a segunda vez que a organização ilumina a região Kalunga. Em 2017, a Litro de Luz levou 57 postes e 80 lampiões para a comunidade do Prata, que fica a 200 quilômetros de Cavalcante. Nesta ação, cerca de 80 famílias da região que não contavam com iluminação pública foram beneficiadas. Veja aqui o vídeo da ação em Cavalcante.

Recordações de um voluntário

Jonatas Teles tem 21 anos e mora na comunidade Sol Nascente, em Ceilândia, Brasília. O local recebeu a visita da Litro de Luz em 2016, quando ele foi eleito embaixador daquela região. Ele explica que quando recebeu a capacitação já se apaixonou pelo projeto. Segundo Jonatas, os embaixadores são responsáveis pela manutenção das soluções entregues naquela comunidade, sejam os postes ou lampiões, além de responder pela ONG na região e tirar dúvidas das pessoas da comunidade que desejam aprender a montar o equipamento.Veja abaixo o depoimento dele: 

box2

 

Energia sustentável

A ONG Litro de Luz é uma organização internacional que opera em mais de 20 países. No Brasil, está presente nas cinco regiões e já visitou cerca de cem comunidades, tendo instalado aproximadamente 1.800 soluções entre postes de luz e lampiões – impactando 10 mil pessoas. A instituição leva luz até moradores de comunidades locais que não possuem acesso à energia elétrica ou que vivem sem luz em suas casas, utilizando uma tecnologia simples, econômica e ecologicamente sustentável, composta por garrafas plásticas, painéis solares e lâmpadas LED.

Tecnologia Social

Reconhecido como tecnologia social pela Fundação BB em 2017, o poste de luz solar foi um dos vencedores do Prêmio de Tecnologia Social e integra o Banco de Tecnologias Sociais da instituição para que a metodologia possa ser reaplicada em outras regiões do país. Confira a metodologia aqui

Seja um voluntário da Litro de Luz

Os processos para voluntários da ONG são abertos de tempos em tempos e podem ser conferidos site: www.litrodeluz.com e na fanpage do Facebook.

 

Confira a galeria de fotos da ação em São Domingos

 

 

 

 

 

 

Published in Notícias

Metas devem contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU

As melhores iniciativas de transformação social dos estados do Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Alagoas, Ceará, Rio de Janeiro, Paraná e Distrito Federal foram premiadas pelo Programa Viva Voluntário 2018. Todas contribuem para o alcance das metas estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os projetos vencedores recebem da Fundação Banco do Brasil (FBB) o apoio de R$ 50 mil nas categorias Voluntariado nas Organizações da Sociedade Civil, Voluntariado no Setor Público e Líder Voluntário. No país, seis projetos foram premiados, totalizando um investimento social de R$ 300 mil.

Para a diretora-presidente da Coletivo de mulheres indígenas artesãs da Aldeia Tico Lipú, Janir Leite, uma das entidades vencedoras do prêmio na categoria Líder Voluntário, o trabalho desenvolvido é uma maneira de contribuir com o povo indígena. A iniciativa voluntária tem como objetivo complementar a produção de artesanato em biojoias, já desenvolvido no município de Aquidauana (MS) com a confecção de bolsas de algodão cru, de sementes, com fecho ou alças. Com a premiação, novos projetos voltados à produção da farinha de mandioca e rapadura, à organização do artesanato local, além do resgate da cultura da produção da cerâmica de argila serão desenvolvidos.

“Não tenho nem palavras para dizer o que a premiação representa para todos nós. As comunidades serão beneficiadas com o prêmio, que vai mudar a vida dessas pessoas. O impacto maior é o que se promove nas comunidades, o que esses projetos representam para elas, na vida delas”, destaca Janir.

Outra vencedora, a Amigos do Bem, pretende beneficiar 60 mil pessoas. O projeto alcança 118 povoados do sertão do Nordeste, nos estados de Pernambuco, Alagoas e Ceará. “Este prêmio reconhece a força do trabalho voluntário, de mais de nove mil Amigos do Bem, que há anos se movimentam todos os meses para a transformação de vidas, afirma o diretor institucional”, Alceu Caldeira.

Participaram do Prêmio entidades públicas ou privadas, sem fins lucrativos, que tenham finalidades sociais, culturais, educacionais, científicos, esportivos, ambientais ou de assistência à pessoa.

Conheça as entidades contempladas com o prêmio:

 tabela1

Programa Nacional de Voluntariado

Para incentivar e valorizar o trabalho voluntário no Brasil, o governo federal criou em 2017 o Programa Nacional de Voluntariado – Viva Voluntário com o propósito de reunir esforços do setor público, do terceiro setor e da iniciativa privada para articular pessoas em ações transformadoras da sociedade.

Existem no Brasil inúmeras iniciativas com o esforço de voluntários que atuam pelo desenvolvimento de suas comunidades. Muitas entidades carecem de organização e de estrutura adequadas que permitam a sustentabilidade e a continuidade dos projetos.

O Viva Voluntário busca apoiar o desenvolvimento de uma cultura do voluntariado e de educação para a cidadania que fortaleça as organizações da sociedade civil e promova uma efetiva participação dos públicos contemplados.

Published in Notícias