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Tecnologia Social criada em Mossoró (RN), gera autonomia feminina com sistema de reuso de água e geração de renda

A força feminina tem o poder de transformar. E com este pensamento, nasceu a metodologia “Água Viva: Mulheres e o redesenho da vida no semiárido”, que consiste no reaproveitamento da água utilizada nas atividades domésticas para a irrigação de frutas e hortaliças agroecológicas. A solução veio da união de um grupo de mulheres do assentamento Monte Alegre, devido às constantes estiagens na região. O sistema gerou uma mudança significativa na vida, produção, auto-organização e na autonomia das mulheres.

Vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2015, o empreendimento segue no caminho proposto, o do reuso da água nos quintais produtivos, uma alternativa que gera vida e renda para as famílias. Foi desenvolvida em 2013 pelo Centro Feminista 8 de Março (CF8), em parceria com a Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) e financiamento da União Europeia.

Em 2019, a iniciativa foi contemplada no edital de Reaplicação de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil, que tem apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por meio de investimento social de quase R$ 1 milhão. O valor possibilitará a implantação de 30 sistemas nas regiões de Mossoró, Natal, Macaíba, Ceará-Mirim, Açu, Upanema, Tibau, Apodi, Caraúbas e Governador Dix-Sept Rosado.

Aos poucos a tecnologia se aprimorou e os filtros seguintes foram construídos a partir de uma capacitação com mulheres de outros municípios. O coletivo também passou a fazer articulações para melhorar processos e ampliar para que cheguem a mais pessoas. “Conseguimos chegar a mais municípios com o Reaplica. Conquistamos maior visibilidade, o Estado lançará uma chamada pública para o reuso da água. E fomos convidadas para apresentar a experiência com as mulheres e o sistema de reutilização, é um momento de diálogo da sociedade civil com o governo e de pautar a necessidade do reaproveitamento dentro da politica pública”, conta Rejane Medeiros, coordenadora do projeto.

Para algumas mulheres, o acesso à água é limitado, e ainda sim conseguem regar algumas plantas e hortaliças para o consumo. “Uma das nossas participantes está ansiosa para a implantação. Quando visitamos seu quintal, ela contou que o marido reclamava porque a água era muito restrita, por isso não deveria regar as plantas medicinais. Mas ciente da importância das ervas, ela insiste. São experiências que quando vivenciamos percebemos que a pessoa faz milagre com a água”, destaca.

A iniciativa continua inspirando em sua região e conquistando também reflexos acadêmicos com teses e trabalhos sobre reuso de água e a tecnologia usada, além de participarem de congressos e encontros para discutir novas ideias. “Temos momentos de trocas de experiências em reuso de água, nos articulamos para além do lugar em que estamos e também discutimos dificuldades enfrentadas na implementação da tecnologia social para fortalecer e vencer preconceitos” comenta Rejane.

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Thursday, 27 June 2019 14:40

Tesouras na mão e um emprego à vista

Portal   Ciame

Cursos profissionalizantes dão novo rumo para mulheres e jovens em situação de vulnerabilidade na comunidade de Bom Pastor, em Natal (RN)

O desemprego é uma situação que assusta boa parcela da sociedade, pois sem a garantia de um emprego fixo, muitas pessoas não têm previsão financeira para pagar as contas e manter sua moradia e subsistência. Esta situação se agrava a cada mês de espera pelo novo emprego. Uma análise de mercado de trabalho divulgada neste mês pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que o desemprego de longo prazo atinge mais fortemente as mulheres e jovens. Entre as pessoas sem emprego, 28,8% estão nesta condição há pelo menos dois anos, contra 20,3% dos homens desempregados no mesmo período. Na análise por faixa etária, 27,3% dos desempregados com mais de 40 anos insistem sem sucesso na busca por trabalho há pelo menos dois anos, mas o crescimento do desemprego de longo prazo é maior entre os jovens. As regiões Norte e Nordeste são as mais afetadas.

Frente a este cenário, um projeto realizado em Natal (RN), busca qualificar jovens e mulheres no ramo de estética e beleza, além de desenvolver habilidades empreendedoras para este público. O projeto “Inclusão Social e Empoderamento de Jovens e Mulheres” nasceu a partir de um convênio entre a Fundação Banco do Brasil e Instituto Bom Pastor, com o intuito de oferecer qualificação profissional para um público vulnerável na região. O convênio foi assinado em outubro de 2018 e desde então passou a oferecer cursos de corte de cabelo, auxiliar de cabeleireiro, barbeiro e manicure.

Os cursos foram realizados no Centro Integrado de Atendimento a Mulher (Ciame), do Instituto Bom Pastor, e foram ofertados para capacitação de jovens entre 15 a 29 anos, mulheres, pessoas com deficiência, público LGBT ou pessoas que tenham dependentes com câncer. O intuito foi fortalecer a autoestima, o resgate da dignidade, o exercício da cidadania, a profissionalização e também para impactar socialmente na melhoria da qualidade de vida da comunidade do bairro Bom Pastor, zona Oeste de Natal.

Segundo a coordenadora do projeto, Jane Martins de Lima Nunes, a opção dos cursos surgiu a partir de uma demanda local. “Escolhemos os cursos por recebermos este tipo de pedido e para oferecermos uma oportunidade de geração de renda para o público que nos procura. Vimos neste projeto uma oportunidade de transformar vidas, empoderando essas pessoas com qualificação profissional e cidadania”, conclui.

Além dos cursos de estética e beleza e noções de empreendedorismo, Jane relata que também foram ofertadas oficinas importantes para uma cultura de paz, como prevenção da violência doméstica praticada contra mulheres, noções de direitos humanos e sociais, ética e cidadania e oficinas que abordaram os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030, elaborada pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Também tivemos turmas que conferiram palestras com a equipe da Mesa Brasil sobre o aproveitamento de alimentos e oficinas de matemática e lógica, para melhorar o desempenho dos futuros profissionais. O Mesa Brasil é uma rede nacional de bancos de alimentos contra a fome e o desperdício, liderada pelo Serviço Social do Comércio (Sesc). Todos os alunos também participaram de ações sociais para praticar suas habilidades em comunidades locais, escolas públicas e associações”, relata Jane.Weslley

Ao todo, 67 pessoas realizaram os cursos, concluindo a formação de 23 novos cabeleireiros e auxiliares, 25 barbeiros e 19 novas manicures, todos com certificado. Adenilson Weslley Ribeiro Bezerra, 24, foi um dos que concluíram o curso de barbeiro. Ele já havia trabalhado anteriormente, mas estava há quase dois anos sem um trabalho fixo. Logo depois de receber o certificado, Weslley, como é conhecido, conseguiu abrir a sua própria barbearia. “O curso me ajudou muito, pois aprendi novas técnicas e as oficinas também foram muito boas”. Ele foi motivado por um amigo cabeleireiro a realizar o curso e hoje os dois trabalham juntos. “Já tenho minha clientela e a qualidade de vida melhorou bastante”, conclui o jovem que pretende se aperfeiçoar mais no ramo para abrir um estúdio de barbearia futuramente.

Já a maquiadora Joice Vanessa Domingos Moreira, 23, foi uma das participantes do curso de manicure. Ela já havia realizado cursos e estágios como bartender, mas foi no ramo da beleza que ela se viu realizada - tanto, que abriu o seu próprio salão de beleza. “Eu sempre gostei de automaquiagem, então fiz vários cursos e fui aperfeiçoando com workshops. Depois comecei a atender pessoas em domicílio e agora tenho um salão, que fica na minha casa”, relata. Ela quis complementar seus conhecimentos também como manicure, pois era um pedido de suas clientes. Além de fazer unhas, ela também trabalha com prancha, estética, design de sobrancelhas e maquiagem, com hora marcada.

Joice

 Joice relata que o curso no Ciame foi muito proveitoso. “A professora passou muita segurança para este trabalho e também pude ter noções sobre o uso correto de     diversas   ferramentas que garantem mais qualidade no trabalho, como esterilização de equipamentos, uso de máscara, touca, luvas, etc”, pontua.

 Agora a profissional se divide entre os atendimentos no seu salão de beleza e as oficinas que ministra como voluntária no lugar onde tudo começou. Joice dá aulas de   automaquiagem no Ciame e repassa todos os seus conhecimentos para que outras jovens também tenham uma profissão e construam um futuro melhor.

 Voluntariado BB

 O projeto “Inclusão Social e Empoderamento de Jovens e Mulheres”, de autoria do Instituto Bom Pastor, foi selecionado por meio do edital Voluntariado BB em 2018 e recebeu o investimento social de R$ 90 mil. Participam do     processo de seleção projetos sociais desenvolvidos por entidades sem fins lucrativos, que têm a atuação de um voluntário e funcionário do Banco do Brasil. A seleção busca apoiar iniciativas que promovam a cidadania, geração   de  trabalho e renda, cuidado ambiental, educação, cultura, esporte e saúde. 

 

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Parceria tem o objetivo de fortalecer o ODS 5 sobre igualdade de gênero e vai beneficiar cerca de 700 mulheres da região nordeste do estado

Uma parceria entre a Fundação Banco do Brasil e a ONU Mulheres vai apoiar associações que promovem o protagonismo e o combate à violência contra as mulheres no Brasil. Uma das entidades assistidas será o Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense MMNEPA. Criada em 1993, em Capanema – cidade a 165 km de Belém - o MMNEPA tem como missão fortalecer o papel da mulher para superar as desigualdades sociais, promovendo o desenvolvimento humano, integrado, sustentável, buscando a justiça social, emancipação feminina e equidade de gênero através da organização, formação e articulação.

O investimento social de R$ 750 mil será destinado para 43 grupos de mulheres, em 14 cidades do nordeste paraense, totalizando um atendimento direto a 700 participantes. Estes grupos estão nos seguintes municípios: Aurora do Pará, Capanema, Bragança, Irituia, Mãe do Rio, Capitão Poço, Ourém, Nova Timboteua, Santa Luzia do Pará, Santa Maria do Pará, São Domingo do Capim, São Miguel do Guama, Salinópolis, Tracuateua.

O diretor de desenvolvimento social da Fundação Banco do Brasil, Rogério Biruel, explica que a cooperação com a ONU Mulheres é fundamental para fortalecer o protagonismo feminino. “Essa parceria com o Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense e a ONU Mulheres amplia a defesa de direitos, promove a inclusão produtiva, o empoderamento econômico e a participação das mulheres em diversos espaços da sociedade”, avalia.

O convênio será assinado na próxima quarta-feira, 23, em Santa Maria do Pará, com a presença de representantes da Fundação Banco do Brasil, ONU Mulheres, autoridades, representantes de entidades parcerias e lideranças locais e regionais.

 Empoderamento econômico e sustentável para as mulheres

A parceria entre Fundação Banco do Brasil e ONU Mulheres é resultado do compromisso da instituição com a plataforma dos Princípios de Empoderamento das Mulheres, da qual o Banco do Brasil é signatário, e visa mostrar como as fundações empresariais podem contribuir para o alcance do ODS 5 (Objetivo do Desenvolvimento Sustentável) – Alcançar a igualdade de gênero e empoderamento de todas as mulheres e meninas. As mulheres brasileiras ainda enfrentam muitos desafios, são sobrecarregadas pelos trabalhos do cuidado não remunerados e ainda trabalham muitas vezes na informalidade.

“O empoderamento econômico das mulheres é decisivo para a transformação de suas vidas, de suas comunidades e da economia como um todo. Investir na capacidade produtiva das mulheres, nos seus locais de vida e promover o fortalecimento de grupos de mulheres são iniciativas concretas para alterar a economia como foco em direitos e sustentabilidade, além de influenciar novas práticas em toda a cadeia produtiva em favor das mulheres”, afirma Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil. Gasman lembra a relação entre o ODS 5 com todos os objetivos globais, entre eles o ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico e ODS 2- Fome Zero e Agricultura Sustentável. “Esse investimento social e produtivo demonstra como os objetivos globais fazem parte da vida real das brasileiras e como enfrentar as desigualdades de gênero, raça e etnia implica ações em diferentes áreas”, completa.


Autonomia econômica e fim da violência de gênero

Diagnóstico realizado em 2010, com as participantes da associação comprovou que mulheres que possuem autonomia financeira, sofrem muito menos com a violência. Segundo a ONU Mulheres, o Brasil é o quinto país com maior taxa de feminicídio (assassinato de mulheres por razões de gênero): 4,8 vítimas para cada 100 mil mulheres. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) com dados de 2016, informa que o Pará tem uma taxa de 7,2 vítimas para cada 100 mil mulheres, colocando o estado como o segundo mais letal para as mulheres.

Esta realidade em números pode ser expressada pela vivência narrada por Rita Teixeira, uma das coordenadoras do MMNEPA. “Costumamos dizer que quando eu pago a conta, eu determino quem senta na minha mesa e isto é o propósito do MMNEPA acabar com a violência pelo empoderamento social e econômico para nós, mulheres, vivermos dias melhores”.

As participantes da associação são em sua maioria mulheres agricultoras, quilombolas e extrativistas. O apoio financeiro da Fundação BB, em parceria com a ONU Mulheres, possibilitará a reforma de dez espaços para beneficiamento do mel, a compra de quatro tendas para comercialização de produtos, aquisição de um veículo utilitário, além de capacitações e intercâmbios para serem apresentadas novas práticas de produção e manejo de mel, farinha de milho, produtos agroecológicos e artesanato para agregar valor e aumentar a renda das mulheres associadas ao MMNEPA.

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Wednesday, 07 March 2018 18:44

A economia solidária empodera mulheres

A economia solidária e os negócios sociais se beneficiam da presença feminina como força trabalhadora e de liderança. Para marcar o Dia Internacional da Mulher, abrimos este espaço para algumas dessas lideranças expressarem suas percepções sobre as conquistas que vêm sendo colhidas pelas mulheres rumo a uma sociedade mais justa e igualitária. São lideranças que participam de iniciativas apoiadas pela Fundação Banco do Brasil, que acredita no protagonismo de pessoas e comunidades como meio de alcançar a transformação social.

Aline Souza

Entrevista com Aline Souza

Como a mulher se desenvolve na economia solidária?

O setor da economia solidária é o único do país que consegue incluir a mulher no mercado, dá condição de ser mãe, trabalhar e fazer as outras coisas que a gente gosta de fazer. A mulher não teria essa mesma oportunidade em outro setor do mercado para dar suporte em todas as outras áreas, seja por obrigação, ou porque gosta mesmo. Se eu tivesse emprego formal eu teria que conseguir alguém para olhar meus filhos e não teria tempo para atuar com a própria família, por que seria tudo muito corrido. Esse setor dá oportunidade para as mulheres ocuparem mais espaço.

A gente vê hoje coisas que antes não aconteciam. Agora a maioria das presidentes das cooperativas da rede Centcoop são mulheres. A questão é como criar ferramentas para garantir essa equidade. No caso da Centcoop, a gente aproveitou o apoio da Fundação BB para reinserir a equidade no estatuto da Centcoop e outras cooperativas seguiram o exemplo.

Como a economia solidária se beneficia do trabalho feminino?

A mulher vai pautar coisas que o homem não vai pautar. Ela tem um pensamento muito amplo, desenvolve o empreendimento em vários setores, não fica focada somente na produção. Ela participa das manifestações coletivas e começa a ser vista e a ser convidada a participar mais da comunidade. Eu participo de conselho de segurança publica, do conselho comunitário, do conselho dos feirantes. A mulher defende os interesses dela, mas enquanto comunidade ela participa do interesse geral.

E os homens, como vêm reagindo?

O homem nem perde espaço nem ganha. Se a forma de gerenciar está fluindo e dando certo, você ganha a confiança do gestor masculino. Não dá apenas para ocupar o espaço que está sendo ocupado por outra pessoa, tem que ocupar e mostrar que dá conta.

A liderança foi conquistada pela capacidade

Adriana Galvao

Entrevista com Adriana Galvão

O fortalecimento feminino no trabalho também beneficia a comunidade a que elas pertencem?

Quando uma mulher se organiza ela também puxa as outras. Ela também traz para a comunidade. O fundo rotativo solidário também é pensado assim: se quero benefício para mim eu contribuo para que a outra também possa receber. As mulheres se sentem fortalecidas nessa rede e vai estendendo o benefício em que se sentiu contemplada para um grupo maior de mulheres. Essa liderança que sai para conhecer outras experiências, volta trazendo novas iniciativas e oportunidades para o benefício de toda a comunidade.

Como os homens estão reagindo à maior ocupação de espaço social das mulheres?

Todas essas conquistas não são feitas sem conflitos, seja dentro do ambiente familiar, seja na disputa na associação. Os homens se questionam porque não eles? Mas o que a gente percebe aqui no polo da Borborema é que essa liderança foi conquistada pela capacidade.

Além disso, a trajetória que a gente desenvolveu de dar visibilidade ao trabalho delas, ao papel econômico, social, de educação e para todas as dificuldades postas para a vida das mulheres e dar alternativas para que elas possam reconstruir seus caminhos, foi feita com o grupo de mulheres, mas também junto aos grupos mistos e organizações sindicais que passam a compreender que a gente não faz agroecologia sem fortalecer o papel das mulheres também na agricultura.

Como a economia solidária fortalece o papel feminino?

Aqui no Polo da Borborema, as mulheres vêm se organizando em espaços coletivos, principalmente em fundos rotativos solidários e a participação delas é decisiva para esse empreendimento. Permite que elas possam adquirir bens para as famílias e melhorar a sua capacidade produtiva. Para além de sua capacidade de ir, visitar conhecer e voltar ter a chance de ter um fogão agroecológico, de reorganizar os seus quintais de ter um animal, para além do beneficio pessoal ela passa a ser vista pela família de uma outra forma, com capacidade de gerir recursos, de produção e de geração de renda.

O exercício de gestão coletiva é também um exercício de cidadania, porque muitas não tinham contato com dinheiro, agora elas estão organizando o recolhimento de recursos, decidindo como quando usar esse recurso e esse aprendizado também é libertador. De se formarem enquanto pessoas e exercerem um papel público que é muito diferente do que ela fazia. Por ser um grupo de mulheres, por fortalecer a auto-organização, elas também se fortalecem entre si, aprendem umas com as outras.

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