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Prêmio da Fundação BB identifica soluções do Brasil e da América Latina a cada dois anos


O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, considerado um dos principais do terceiro setor no Brasil, divulgou a lista dos finalistas da edição de 2019. As três tecnologias internacionais são da Colômbia, Guatemala e da República Dominicana.

Representando a Colômbia a tecnologia finalista foi Programa Ondas Atlántico para la Generación temprana de Vocaciones Cientificas, da Universidad Simón Bolívar, da cidade de Barranquilla. A iniciativa estimula o pensamento científico, tecnológico e inovador em crianças e jovens das instituições de ensino de áreas rurais e urbanas do Departamento de Atlântico. A ideia é aplicar projetos pedagógicos que possibilitem a participação dos estudantes em pesquisas científicas, além de desenvolver espaços de treinamento e apropriação do conhecimento científico e da pesquisa.

A tecnologia da Guatemala é Las Compras Públicas para un Modelo territorial de Comunidades Indígenas Maya-Ch-órti, desenvolvida pela Asociación para el Desarrollo Integral de Productores del Área Chórti´, localizada na cidade de Chiquimula. O projeto visa melhorar o padrão de vida das comunidades indígenas tornando-as as principais fornecedoras de gêneros alimentícios para as escolas públicas da região. A iniciativa também combate a desnutrição infantil, melhora o aproveitamento de recursos naturais e educa sobre boas práticas agrícolas.

Já representando a República Dominicana a iniciativa finalista foi Escuelas Ambientalmente Sostenibles y Cultura 3R, do Instituto Nacional de Bienestar Estudantil (Inabie), sediada na capital Santo Domingo. A iniciativa promove a consciência ambiental e hábitos de gestão de resíduos sólidos em suas escolas e suas casas. Os 3 R representam reduzir, reciclar e reutilizar resíduos sólidos. Será aplicada uma metodologia nas escolas, identificando como é feito o manejo de resíduos e otimizando o processo, com a participação dos alunos.

As metodologias reconhecidas como soluções capazes de causar impacto positivo e efetivo na vida das pessoas, já foram implementadas em âmbito local, regional ou nacional e são passíveis de serem reaplicadas no Brasil.

As três finalistas internacionais e as 21 brasileiras ganharão um troféu e um vídeo retratando a iniciativa. Além disso, as proponentes serão convidadas a participar do Encontro de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (Brasil), antecedendo a noite de premiação das vencedoras , prevista para outubro.

Para o presidente da Fundação Banco do Brasil, Asclepius Soares, o reconhecimento internacional garante mais visibilidade para a iniciativa. "Nosso objetivo é transformar a vida das pessoas através do reconhecimento e da reaplicação de tecnologias sociais que já deram certo em diversas localidades. Aproximamos a sabedoria popular ao conhecimento técnico para proporcionar o desenvolvimento social em escala", explicou.

Nesta edição, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Conheça todas as 24 tecnologias sociais finalistas

Confira a lista das 123 tecnologias sociais certificadas

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Alunos de mestrado e graduação da universidade americana aprofundam conhecimento sobre tecnologias sociais e políticas públicas

“Acredito que o que a Fundação Banco do Brasil faz com as Tecnologias Sociais deva ser amplamente disseminado”. Essa é a conclusão que o professor de sociologia e estudos internacionais da Georgia Southern University, Matthew Flynn, chegou após uma visita técnica à sede da Fundação BB, em Brasília e à Estação de Metarreciclagem Programando o Futuro, em Valparaíso/GO, no dia 8 de julho.

A visita faz parte do programa de cooperação “Sustainable Technologies in the Americas” mantido entre a universidade americana e a Universidade de Brasília (UnB), com o objetivo de apresentar aos estudantes de graduação e mestrado um retrato das políticas públicas e das iniciativas tecnológicas nacionais para lidar com os desafios da proteção da sociobiodiversidade brasileira.

Para o diretor de Desenvolvimento Sustentável da Fundação Banco do Brasil, Rogério Biruel, receber essa comitiva da Georgia Southern University foi uma oportunidade ímpar. “É importante poder apresentar o trabalho que desenvolvemos na Fundação tanto no aspecto da governança e transparência quanto no do impacto e resultados dos projetos. São iniciativas como essa que aumentam a nossa visibilidade e credibilidade no exterior e nos impulsionam a querer fazer mais, incluindo possíveis parcerias com instituições internacionais”, disse.

Por se tratar majoritariamente de alunos de graduação e mestrado nas áreas de sociologia, química e negócios internacionais, o projeto “Tratamento e destinação correta de lixo eletrônico,” da Programando o Futuro foi o mais apropriado para a realização da visita técnica. A iniciativa certificada e reconhecida pela Fundação BB como tecnologia social em 2017 e compõe o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil (BTS). Ela está intimamente ligada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 8, 12 e 13 (Trabalho decente e crescimento econômico; Consumo e produção sustentáveis; e Ação contra a mudança global do clima; respectivamente).

A organização Programando o Futuro recebe o descarte de equipamentos eletrônicos e de informática do governo federal e de outras empresas. “Apesar de já termos doado mais de 40 mil máquinas para bibliotecas e escolas públicas, nem todos os equipamentos que recebemos aqui podem ser recondicionados, reformatados e reaproveitados. Os que não seguem esse ciclo são desmontados, triados, separados e tanto os plásticos quanto os componentes eletrônicos são comercializados”, explica o coordenador geral da entidade Vilmar Simion. “Dos 17 materiais pesados que conseguimos separar e destinar corretamente, conseguimos vender para os Estados Unidos, Canadá, Alemanha e outros países”, continua.

Para Zakiya Daniel, de 20 anos e estudante de Sociologia, a experiência é exemplar. “É algo único que você não encontra em muitos lugares. Além de ser extremamente importante pois essa iniciativa fornece muitas oportunidades tanto de capacitação quanto de geração de trabalho e renda para as comunidades vulneráveis”, revela.

Saiba mais


Conheça o Departamento de Sociologia e Antropologia da Georgia Southern University

Conheça as iniciativas da Programando o Futuro.

Conheça mais sobre o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil.

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Portal Interno Certificadas

As 123 iniciativas já integram o Banco de Tecnologias Sociais e concorrem à premiação final. Na foto, a tecnologia social Mulheres e Agricultura Urbana fortalecendo redes, de Recife (PE).

O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social certificou 118 iniciativas brasileiras e cinco da América Latina e do Caribe, nesta décima edição do concurso. As novas tecnologias são das cinco regiões do Brasil e passaram a fazer parte do Banco de Tecnologias Sociais (BTS). Da região Nordeste: Alagoas (3), Bahia (6), Ceará (5), Pernambuco (5), Paraíba (8), Piauí (1), Rio Grande do Norte (1) e Sergipe (1); região Norte: Amazonas (4), Pará (2) e Roraima (1); região Sul: Rio Grande do Sul (10), Santa Catarina (4) e Paraná (9); região Sudeste: Espírito Santo (1), Minas Gerais (12), Rio de Janeiro (13) e São Paulo (25); e da região Centro-Oeste: Goiás (2), Distrito Federal (4), Mato Grosso (1). As internacionais são da República Dominicana (1), Guatemala (2), Colômbia (1) e da Argentina (1). Confira a lista completa aqui.

As metodologias foram reconhecidas como soluções capazes de causar impacto positivo e efetivo na vida das pessoas, já foram implementadas em âmbito local, regional ou nacional e passíveis de serem reaplicadas. A premiação é destinada a entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil e países da América Latina e do Caribe.

A próxima fase da premiação será a divulgação da lista com as 24 finalistas, prevista para a segunda quinzena deste mês. Esta seleção leva em conta critérios de: efetividade, inovação, sistematização da tecnologia e a interação com a comunidade, que também analisa o potencial de transformação social e a reaplicabilidade das iniciativas. As vencedoras serão anunciadas no evento de premiação, previsto para acontecer em outubro.

As finalistas vão concorrer a R$ 700 mil em prêmios divididos entre as categorias nacionais: Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital; Educação; Geração de Renda e Meio Ambiente e as premiações especiais: Mulheres na Agroecologia, Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico e Primeira Infância, sendo R$ 50 mil para o primeiro colocado, R$ 30 mil para o segundo e R$ 20 mil para o terceiro de cada uma das categorias . A edição deste ano também irá reconhecer três iniciativas do exterior na categoria Internacional, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital; Educação, Geração de Renda e Meio Ambiente.

As 21 finalistas nacionais e as três finalistas internacionais vão ganhar um troféu e um vídeo retratando a iniciativa. Além disso, serão convidadas a participar do Encontro de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (DF), antecedendo a noite de premiação.

Nesta edição o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Banco de Tecnologias Sociais

O BTS é uma base de dados on-line que reúne atualmente 1.110 metodologias certificadas por solucionarem problemas comuns às diversas comunidades brasileiras nas áreas de: Alimentação, Educação, Energia, Habitação, Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Renda, Saúde. Acesse aqui para conhecer.

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Segunda, 08 Julho 2019 14:51

Sabor & Som: uma oportunidade de vida

Portal Interno   Sabor e Som

Com apoio da Fundação BB, Instituto Reciclando Sons inaugura cozinha industrial para atender comunidade carente com cursos e capacitações no DF

 

Islam

"Quando minha filha conheceu o Instituto Reciclando Sons estava sofrendo bullying na escola. Não tinha amigos e vivia isolada. Um dia, passando em frente ao instituto, viu que estavam abertas inscrições para o curso de violino e me pediu para matriculá-la. Após quatro meses, tudo mudou na vida dela: fez amizades, aumentou a autoestima e descobriu a paixão pela música. Como o instituto havia feito a diferença na vida da minha filha, eu decidi vir aqui e oferecer meu trabalho como voluntária. Fiquei por muitos anos trabalhando com artesanato, ministrando aulas de reforço para as crianças e há quatro anos fui convidada pela Rejane para ser funcionária da entidade. O instituto mudou a vida da minha família". Esta é a história de Islam do Nascimento Lourenço, de 45 anos, moradora da Cidade Estrutural e atual diretora de logística do Instituto Reciclando Sons (IRS). Islam também é uma das participantes do curso de panificação, do projeto Sabor & Som, promovido pela entidade.

Há 18 anos o IRS se dedica à inclusão social de crianças, adolescentes e jovens carentes da Cidade Estrutural, por meio da música. Pensando na capacitação de profissionais para o mercado de trabalho, com conhecimento prático e teórico em atividades de panificação e confeitaria, a instituição inaugurou nesta sexta-feira (5), uma cozinha industrial.

O novo empreendimento é fruto do projeto Sabor & Som, uma parceria da organização não-governamental com a Fundação Banco do Brasil. A iniciativa é uma ampliação das atividades socioeducacionais, resultado de reivindicação de educandos, educadores, gestores e da Associação de Pais e Mestres do Programa Educacional IRS. Principalmente é um pedido do núcleo de mulheres que são chefes de família e que se encontram em situação de maior vulnerabilidade financeira.

O IRS fica em uma das regiões mais carentes do Distrito Federal, erguida sobre o maior depósito de lixo da América Latina: o lixão da Estrutural, desativado em 2018. A cozinha fica dentro do galpão de tecnologia social, onde está localizada a sede do instituto. O projeto recebeu investimento social da Fundação BB no valor de R$ 112 mil para estruturar o espaço e a atender cerca de 60 jovens e mulheres, prioritariamente, com idade a partir de 16 anos, para capacitação profissional em panificação e confeitaria. Os cursos foram ministrados em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

Na oportunidade, 26 alunos receberam certificados referentes aos cursos de técnicas de produção de tortas doces e salgadas; produção de salgados, biscoitos diversos, pães caseiros e artesanais. Os produtos confeccionados durante as capacitações são usados na alimentação dos alunos atendidos na entidade e comercializados, colaborando com a sustentabilidade do projeto.

“Emoção a flor da pele, do corpo e da consciência. É muita emoção. Este projeto só aconteceu porque muita gente acreditou na causa, que é possível transformar e inovar. Desejo que este projeto seja autossustentável e atenda as mulheres que sofrem violência doméstica, e que alimente não só o corpo, mas a alma de todos que participam”, declarou a maestrina e idealizadora do projeto, Rejane Pacheco.

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares conta que a demanda dos pais dos alunos o comoveu. "Quando a Rejane me procurou para mostrar o projeto, ela já tinha pensado em tudo para atender o pedido da comunidade. E hoje, nesta inauguração, ver que a gente ajudou nesta empreitada me deixa muito feliz. Mas, o mais importante é ver vocês capacitados. Vocês se declarando felizes, com entusiasmo, percebo que é de coração. Que é algo verdadeiro. Este projeto está permitindo que vocês trabalhem e gerem renda e cumpre também o propósito da Fundação BB que é valorizar vidas, para transformar realidades".

Enfoque na música

As oficinas socioeducativas oferecidas à população pelo Instituto Reciclando Sons têm sido um diferencial na região e já revelou ser extremamente eficiente no combate à violência e à desigualdade social. Na lista estão: canto coral; orquestra; teoria musical; musicalização infantil; instrumentos como ferramenta para educação, geração de renda e democratização da cultura. A metodologia de educação musical modular, usada pela entidade foi uma das vencedoras no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social de 2013, na categoria Juventude.

Em 2018, a entidade inaugurou o galpão de tecnologia social na Cidade Estrutural, onde fica a sede, com o apoio de diversas entidades voltadas para o financiamento social e da sociedade civil, um espaço para a inclusão, protagonismo social e desenvolvimento de alternativas socioeducacionais que contribuam para a superação da vulnerabilidade social dos atendidos. A entidade vem participando dos editais públicos da Fundação BB e desde 2014 recebeu mais de R$ 300 mil em investimento social. O grupo de Cônjuges dos Chefes de Missão também é parceiro do projeto Sabor & Som.

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Portal Orquestrando

A apresentação foi acompanhada por mais de 10 mil pessoas e é o terceiro concerto do Orquestrando o Brasil

O Centro de Tradições Nordestinas (CTN), da cidade de São Paulo, teve uma noite diferenciada neste domingo (30). A Orquestra Filarmônica Estrelas da Serra, de Croatá (CE) se apresentou sob a regência do maestro João Carlos Martins, para fazer o encerramento da tradicional festa junina que acontece todos os anos no local. O concerto faz parte de uma série de apresentações que o projeto “Orquestrando o Brasil” vem realizando pelo país, com grupos musicais. As cidades de Taubaté/SP e Maringá/PR também já foram contempladas.

Formada por 40 músicos, crianças e jovens alunos da rede pública municipal e estadual de Croatá, cidade localizada no nordeste do Ceará, a Orquestra Filarmônica Estrelas da Serra foi fundada em 2009 pelo guarda municipal José Hélio Júnior. Atualmente, conta com a parceira do governo do Estado do Ceará, Enel e Expresso Guanabara, por meio da lei estadual de incentivo à Cultura. A metodologia usada pelos músicos denominada de "Música com Cidadania-sons que transformam vidas" foi certificada como tecnologia social pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2017.

Mariana Oliveira, assessora da Fundação Banco do Brasil, foi uma das convidadas para subir ao palco depois da apresentação. "Que festa linda, que astral maravilhoso! Nós acreditamos que é possível transformar a vida das pessoas promovendo a inclusão social. A nossa parceria em conjunto com o maestro João Carlos Martins e demais entidades é para que sejam desenvolvidas e mantidas atividades de orquestras com grupos musicais no país inteiro, pois sabemos do poder que a música tem na transformação de vidas. Esperamos que apreciem e se juntem a nós no esforço de transformar realidades!”, declarou.

Já o maestro João Carlos Martins enfatizou o potencial do projeto pelo Brasil. “A interligação dos grupos musicais integrantes do Orquestrando o Brasil é um dos objetivos desse projeto que vem fazendo história pelo país. Eu tive uma emoção enorme neste domingo, com a orquestra Estrelas da Serra de Croatá (CE). E quando eu vejo a Fundação Banco do Brasil entusiasmar os próprios  gerentes do Banco do Brasil, para que eles tenham o seu papel, não só no banco, mas procurar aspectos culturais em sua região, nas suas cidades e nas suas gerências, então quero dizer, o que a Fundação Banco do Brasil está fazendo é um exemplo para que outras instituições em nosso país possam seguir o seu exemplo. Parabéns, me sinto orgulhoso de fazer parte desse projeto”, disse.

Orquestrando o Brasil

Idealizado pelo maestro e realizado em parceria com a Fundação Banco do Brasil, Serviço Social da Indústria (Sesi/SP) e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o “Orquestrando o Brasil” oferece uma plataforma digital para disseminação de conteúdo, oferecendo capacitação para regentes e músicos, além de ser uma ferramenta para a troca de conhecimento. O portal visa construir uma relação permanente e on-line de suporte e informação. A plataforma dá apoio para que, a partir dos recursos humanos e físicos de cada comunidade, os envolvidos possam liderar um movimento de expansão ou consolidação da música local.

Criado em junho de 2018, o “Orquestrando o Brasil” tem 430 orquestras e bandas participantes, um universo que representa mais de 15 mil músicos, com grupos musicais de 180 municípios espalhados pelos estados de Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

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Quinta, 25 Abril 2019 09:22

Gueroba: a riqueza do Cerrado

Portal Maior  gueroba
Cadeia produtiva do óleo foi responsável pela premiação de grupo de mulheres goianas

 Em 2007, um grupo de mulheres do município de Buriti de Goiás se uniu em cooperativa para colocar em prática o projeto “Cadeia Produtiva do Óleo de Amêndoas de Gueroba”. A ideia era gerar renda para as famílias da região e contribuir com a preservação da palmeira e a conservação do bioma Cerrado. Sucesso garantido, a iniciativa foi a terceira colocada na categoria Mulheres, do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, no ano de 2013.

 A gueroba, também conhecida como gueiroba, gariroba, gairoba, jaguaroba, catolé, pati, pati-amargosa, coqueiro-amargoso e palmito-amargoso é uma palmeira de grande potencial oleaginoso do bioma Cerrado, mas que pode ser encontrada em outras regiões do país. Muito presente na cultura dos habitantes do Território do Rio Vermelho em Goiás, a planta foi de grande importância na vida dos primeiros agricultores que chegaram à região, sendo utilizada como madeira, forrageira, uso medicinal e ornamental, e principalmente como alimento, com a extração do seu palmito de sabor amargo.

A produção do óleo, por meio do aproveitamento de seus frutos, está revitalizando a importância cultural, ambiental e econômica da palmeira. Além de rico em ácido graxo, possui propriedades medicinais e cosméticas.O beneficiamento (retirada da amêndoa, quebra e extração do óleo) e a produção do óleo de amêndoas da gueroba foram iniciados em 2006, até então, um produto inédito no mercado brasileiro.

A metodologia foi desenvolvida pela Articulação Pacari – rede socioambiental do bioma Cerrado, com o objetivo de fortalecer a organização comunitária e dar assistência técnica na elaboração de projetos. Hoje, o trabalho tem o envolvimento de 14 mulheres, raizeiras, dos municípios goianos de Barro Alto, Mineiros, Cavalcante, Goiânia e Aparecida de Goiânia.
Extracao Oleo

Lurdes Cardoso Laureano, coordenadora da Articulação Pacari, explica que o trabalho na produção do óleo da gueroba exige paciência e dedicação, uma vez que a palmeira também é um alimento muito utilizado pelos moradores do Cerrado. "A amêndoa só é colhida depois de madura. Nós incentivamos o cultivo agroecológico, por meio do sistema agroflorestal com outras culturas", disse.

A cadeia produtiva do óleo de gueroba envolve principalmente agricultores familiares que possuem a palmeira plantada em suas propriedades e extrativistas que fazem acordos com fazendeiros para a coleta dos frutos. A gueroba possui uma importante função ecológica, pois alimenta um grande número de animais silvestres, o que é respeitado no manejo sustentável de seus frutos e folhas. Também são oferecidos ao gado, como um excelente complemento alimentar animal, na época da seca.

"O Prêmio da Fundação Banco do Brasil nos ajudou muito. Com o valor da premiação que recebemos, adquirimos uma máquina hidráulica para a extração do óleo e capacitamos as mulheres. Somos gratas por isso até hoje", declarou Lurdes.

Para conhecer esta iniciativa, acesse o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) - base de dados que reúne metodologias reconhecidas por resolverem problemas comuns às diversas comunidades brasileiras.

Prêmio 2019 

As inscrições para a 10ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social estão abertas até 12 de maio. Instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe, terão algumas semanas a mais para participarem de um dos maiores prêmios do terceiro setor do país.

As iniciativas selecionadas vão concorrer a R$ 700 mil, divididos entre as categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda" e "Meio Ambiente” e as premiações especiais: “Mulheres na Agroecologia”, “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico” e “Primeira Infância”. A edição deste ano também irá reconhecer três iniciativas do exterior na categoria: “Internacional”, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; "Educação", “Geração de Renda” e “Meio Ambiente.” Conforme o regulamento está previsto um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação final para propostas que promovam a igualdade de gênero e o protagonismo e empoderamento da juventude.

Em sua décima edição, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Palmeira GuerobaAmendoa Gueroba retirada

Confira aqui as outras matérias da série Retrospectiva:

2001: Prêmio da Fundação BB de Tecnologia Social valoriza soluções desde 2001

2003: Tecnologia social: o saber popular ao alcance de todos

2005: Projeto da Ilha das Cinzas (PA) foi vencedor do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2005

2007: Colostro: um produto nobre

2009: Vida ativa na terceira idade

2011: Uma voz de liberdade para detentos e deficientes visuais

2013: Gueroba: a riqueza do Cerrado

2015: Librário: tecnologia social com efeito multipliador

2017: Prêmio de Tecnologias Sociais: países da América Latina e Caribe participam desde 2017

 

 

 

 

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Sexta, 05 Abril 2019 14:38

Colostro: um produto nobre

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                                                                                                                                          Dra. Mara recebendo medalha da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul pelo trabalho com o colostro

 

Após 65 anos proibido para consumo humano, produto já foi reconhecido como tecnologia social, em 2007, e agora ganha reconhecimento e visibilidade


Quando a tecnologia social “Uso da Silagem de Colostro” venceu o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, em 2007, a médica veterinária e pesquisadora da Emater/RS, Mara Helena Saalfeld, da cidade de Pelotas (RS) já indicava o uso da silagem de colostro como substituto ao leite na alimentação das bezerras leiteiras e mamíferos, mas percebeu que ainda havia muito desperdício e preconceito quanto ao uso do produto in natura, o que já era utilizado no mundo todo, não só como alimento, mas na indústria de medicamentos e suplementos alimentares para atletas.

Para se fazer a silagem, o colostro é colocado em garrafas pet. Quando a garrafa estiver totalmente preenchida é fechada e armazenada em temperatura ambiente. O tempo de armazenamento é bastante longo, em torno de 3 anos. Após o armazenamento, de cada 2 litros de silagem de colostro se faz 4 litros de leite, com a adição de água.

O Prêmio da Fundação BB impulsionou a idealizadora do método a prosseguir com o trabalho de pesquisa em torno do uso do colostro da vaca in natura também na alimentação humana. Em março de 2017, como resultado dos esforços da doutora Mara, a Presidência da República emitiu um decreto, eliminando o artigo que proibia o aproveitamento de colostro para fins de alimentação humana - uma proibição desde 1952, realizada durante o governo Vargas.

Saalfeld explica que em 1998, uma pesquisa já havia comprovado que o colostro - produzido pela vaca nos cinco primeiros dias após o parto - tem mais proteínas, minerais, gorduras e vitaminas do que o leite. O leite normal tem em média 3% de proteína, enquanto o colostro do dia do parto tem 14% de proteína.

A médica explica que o colostro tem as mesmas propriedades do leite, como anticorpos e bactérias probióticas, só que em maiores quantidades. Ele era proibido no Brasil por uma questão técnica, devido ao processo de pasteurização, que exige temperaturas diferentes para o leite e para o colostro, e não pela questão nutricional.

A doutora também afirma que antes do Prêmio, o colostro era considerado invisível para a pesquisa e ensino no Brasil e que após o projeto ser vencedor, tudo mudou. Com o prêmio de R$ 50 mil, a tecnologia pôde ser divulgada em todo o Brasil e no mundo. Além disso, a pesquisadora teve oportunidade de fazer o doutorado e participar de palestras em Portugal e na Alemanha. De lá pra cá, a prática começou a ser ensinada também nas universidades e usada em pesquisas. “O colostro é um alimento de excelente qualidade. Seu uso proporciona aos produtores uma boa lucratividade. Hoje encontramos no mercado iogurtes, queijos, ambrosias e bolachas feitos com o colostro. Agora estamos batalhando para industrializá-lo para o consumo humano, em pó”, disse.

Prêmio de 2019 está com inscrições abertas

Assim como esta metodologia, o seu projeto também pode se tornar uma tecnologia social reconhecida. O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social está com inscrições abertas até 21 de abril. Podem participar da premiação entidades sem fins lucrativos como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais, de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil e nos demais países da América Latina ou do Caribe.

Nesta edição, o Prêmio terá quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda” e “Meio Ambiente”. O primeiro, segundo e terceiro lugar de cada uma das categorias será premiado com R$ 50 mil, 30 mil e 20 mil respectivamente. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promovam a igualdade de gênero e o protagonismo e empoderamento da juventude receberão um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação.

Também está aberta uma categoria “Internacional”, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”, “Geração de Renda” e “Meio Ambiente.” Da mesma forma, nesta categoria, as instituições finalistas receberão um troféu e um vídeo retratando a sua iniciativa.

As novidades desta edição são as três premiações especiais: “Mulheres na Agroecologia”, que visa identificar tecnologias sociais que promovam o protagonismo feminino na gestão da produção agroecológica; “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico”, destinada para identificar tecnologias sociais de modelos de gestão/governança de organizações e comunidades na produção do algodão agroecológico e “Primeira Infância”, que busca identificar tecnologias sociais que promovam ações que abordem as dimensões do desenvolvimento infantil (linguagem, cognitivo, motricidade e socioafetividade), o fortalecimento de vínculos familiares e o exercício da parentalidade. Nestas premiações especiais também serão classificadas três finalistas, com as mesmas regras das categorias nacionais. As vencedoras serão conhecidas na premiação, prevista para outubro. Todas as categorias são relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Nesta edição, o concurso tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O regulamento completo pode ser conferido aqui fbb.org.br/premio

Confira aqui as outras matérias da série Retrospectiva:

2001: Prêmio da Fundação BB de Tecnologia Social valoriza soluções desde 2001

2003: Tecnologia social: o saber popular ao alcance de todos

2005: Projeto da Ilha das Cinzas (PA) foi vencedor do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2005

2007: Colostro: um produto nobre

2009: Vida ativa na terceira idade

2011: Uma voz de liberdade para detentos e deficientes visuais

2013: Gueroba: a riqueza do Cerrado

2015: Librário: tecnologia social com efeito multipliador

2017: Prêmio de Tecnologias Sociais: países da América Latina e Caribe participam desde 2017

 

 

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Portal maior votorantim

Projeto vai beneficiar 109 pessoas, por meio da comercialização do excedente da produção, do acesso e manejo sustentável da terra e da água para a produção de alimentos

A Fundação Banco do Brasil e a Votorantim Energia, por meio do Instituto Votorantim, formalizaram um acordo de cooperação para implantação de tecnologias sociais no Piauí. A comunidade rural da Serra do Inácio, município de Curral Novo, vai receber a implantação de seis metodologias, referentes ao projeto “Tecnologias Sociais na Serra do Inácio - Curral Novo (PI) Bem Viver no Semiárido”. A ação vai beneficiar famílias de agricultores, por meio da comercialização do excedente da produção, do acesso e manejo sustentável da terra e da água para a produção de alimentos. As famílias vão receber capacitação em políticas de enfrentamento à seca, sustentabilidade alimentar e nutricional.

A parceria tem investimento social de R$ 1 milhão. Pelo acordo, 50% serão aplicados este ano e a diferença em 2020. A primeira etapa consiste na implantação de três cisternas de primeira água, 16 cisternas de produção, 26 quintais agroecológicos e dez Sistemas Bioágua; totalizando 55 estruturas construídas. Além disso, serão capacitados 26 multiplicadores de tecnologia social, contratação de equipe técnica e aquisição de equipamentos de informática e um veículo. O objetivo da capacitação é que haja disseminação de conceitos de produção agroecológica, conservação ambiental, economia solidária e de acesso às políticas públicas, reaplicação de tecnologias sociais, aplicação e diversificação de plantas e alimentos nativos para proporcionar melhorias alimentares e a comercialização da produção excedente.
Na segunda etapa, serão implantados 23 banheiros ecológicos redondos, 16 sistemas bioágua, oito instalações de energia solar, totalizando 47 estruturas construídas.

“Essa parceria da Fundação é muito importante para o conglomerado, e nos permite a trabalhar mais perto das empresas ligadas ao Banco do Brasil, como é o caso da Votorantim. Estamos realizando um sonho antigo. E no seguimento do Terceiro Setor, quando a gente coloca pessoas para pensar e trabalhar juntas, os resultados são melhores”, disse o vice-presidente de Governo do Banco do Brasil, João Pinto Rabelo Júnior.

Em contrapartida, a Cáritas Diocesana de Crato, executora do projeto, investirá R$ 52,8 mil, que serão aplicados na contratação de comunicador, curso modular de formação em agroecologia, desenvolvimento solidário e convivência com o semiárido, além de evento de solenização e material promocional, lanches e gastos com deslocamento de pessoal.

“Essa é a consolidação de uma longa parceria entre o Instituto Votorantim e a Fundação BB. Vamos atuar em uma região com muita demanda e muita carência. E estar junto com a Fundação nessa iniciativa é uma honra e ao mesmo tempo uma facilidade, porque vamos aproveitar todo “know how”, toda experiência que ela tem de atuação no semiárido. Com o projeto, vamos alinhar a expectativa da Votorantim Energia naquela região e, como isso, poder trazer junto com o desenvolvimento de negócios, o desenvolvimento também da comunidade.”, declarou o diretor-presidente do Instituto Votorantim, Cloves Otávio Nunes de Carvalho.

Para identificar as necessidades da comunidade e a maneira mais eficiente na aplicação dos recursos, foi realizado um diagnóstico com representantes da Fundação BB e do Instituto Votorantim. O resultado do trabalho indicou a reaplicação de várias tecnologias sociais para reduzir as necessidades hídricas de consumo e produção, saneamento básico e fornecimento de energia elétrica.

“Quero agradecer e parabenizar a todos por essa parceria. Em primeiro lugar o Instituto Votorantim pelo profissionalismo e cuidado que dispensa às comunidades onde a Votorantim desenvolve suas atividades, nesse caso em especial a Votorantim Energia. Já a Cáritas, a gente agradece e fica honrado de poder aprender com vocês, que têm um histórico de atuação social e de estarem próximos à realidade das famílias. Vamos atuar juntos na mobilização social, formar lideranças, implementar tecnologias sociais e transformar a vida dessas famílias”, disse Asclepius Soares, presidente da Fundação BB.

Sobre as tecnologias
As iniciativas que serão reaplicadas no projeto fazem parte do Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil (BTS), da Fundação BB, que hoje conta com 986 iniciativas. O acervo está disponível também nas versões em francês, inglês e espanhol e pode ser consultado no celular, pelos sistemas operacionais IOS e Android, por meio do aplicativo BTS.

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 Foto: Tatiane Cardeal                                                                                                                                                                                                                                                                                           

Categoria especial conta com o apoio do Instituto C&A, um dos parceiros do Prêmio de Tecnologias Sociais 2019

Que o algodão é um produto popular no Brasil e no mundo, muita gente sabe, afinal ele representa uma das principais cadeias produtivas por ser a matéria-prima de produtos têxteis como roupas, tecidos, toalhas e tapeçaria. As sementes do algodão também são utilizadas para a produção de óleos e farinhas. O que muita gente não sabe é que o cultivo do algodão convencional pode causar danos irreparáveis ao meio ambiente – uso excessivo de recursos hídricos e contaminação do solo - além de trazer prejuízos à saúde de agricultoras e agricultores.

Para mudar este cenário, muitas ações e pesquisas estão enfatizando o cultivo do algodão agroecológico nos últimos anos. O termo, ainda desconhecido por muitas pessoas, refere-se ao uso de práticas que envolvem uma produção consorciada (algodão e alimento), proporcionando uma vida digna para as trabalhadoras e trabalhadores rurais, além de reduzir o impacto socioambiental na produção do algodão. Tudo isso por meio de ações integradas e independentes das comunidades, envolvendo técnicas de gestão e trabalho coletivo.

Para valorizar esta prática sustentável do cultivo do algodão, a Fundação Banco do Brasil, que realiza o Prêmio de Tecnologias Sociais, abriu uma categoria especial na edição deste ano: “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico”. O objetivo é identificar tecnologias sociais de modelos de gestão e governança de organizações e comunidades na produção agroecológica do algodão. A proposta veio por meio do Instituto C&A, um dos parceiros da premiação em 2019 e que atua na transformação da moda para uma atividade mais justa e sustentável.

Luciana Pereira, gerente de matérias-primas sustentáveis do Instituto, explica que o cultivo do algodão agroecológico envolve técnicas que causam impacto mínimo ao meio ambiente, consorciando o plantio do algodão com outras culturas agrícolas. “No processo de produção do algodão agroecológico são empregadas práticas de conservação do solo e de água, além de ser incentivada a organização comunitária”, diz. Ela também destaca que a forma de cultivo garante uma produção agrícola com qualidade, amplia a renda de pequenos produtores e reduz os riscos de contaminação química. “Esse incentivo traz não só ganhos ambientais, mas também de saúde ao reduzir a aplicação de químicos na lavoura”, conclui.

A premiação

Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social reconhece e certifica iniciativas como boas práticas e que podem ser reaplicadas em todas as localidades do país. Para isso a Fundação BB desenvolveu o Banco de Tecnologias Sociais (BTS), que hoje conta com 986 projetos certificados durante os 18 anos em que organiza o Prêmio.

As inscrições para o Prêmio estarão abertas até o dia 21 de abril. Para ler o regulamento os interessados devem acessar o site fbb.org.br/premio. Podem participar da premiação entidades sem fins lucrativos como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da Sociedade Civil e órgãos governamentais, de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil e nos demais países da América Latina ou do Caribe.

Além da premiação especial da Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico, o Prêmio também irá reconhecer iniciativas em outras quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda" e "Meio Ambiente”, outras duas premiações especiais: “Mulheres na Agroecologia” e “Primeira Infância,” totalizando R$ 700 mil reais em premiações. Além disso, também há a categoria Internacional, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; "Educação", “Geração de Renda” e “Meio Ambiente”. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa.

Nesta edição, o Prêmio conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Publicações sobre o algodão agroecológico

Quer conhecer mais sobre o Algodão Agroecológico? A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) também é uma das parceiras do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social e tem se dedicado ao apoio de iniciativas e boas práticas na agricultura familiar do setor algodoeiro nos países da América Latina e do Caribe. Você pode conferir abaixo algumas publicações disponibilizadas pela organização sobre o tema. Confira os links abaixo para fazer o download:

http://www.fao.org/3/a-i6958o.pdf

http://www.fao.org/3/a-i6956o.pdf

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As inscrições para a décima edição do Prêmio estão abertas até 21 de abril

Em 2005, a experiência Manejo Comunitário de Camarão de Água Doce, apresentada pela Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas (ATAIC) recebeu o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, como vencedora da Região Norte. A metodologia paraense foi criada com o objetivo de proporcionar às famílias ribeirinhas, condições de exploração sustentável dos recursos pesqueiros (camarão), com melhoria da qualidade do produto e da renda dos pescadores, sem prejudicar o meio ambiente.

Antes de vencer o Prêmio da Fundação BB, a pesca do camarão, uma das principais fontes de renda dos moradores da Ilha das Cinzas, teve que passar por melhorias. Na época a prática apresentava baixa produtividade, preços ruins para venda, prática predatória e desperdício de insumos. Um levantamento de campo identificou que os camarões comercializados tinham um tamanho muito pequeno (média de 4,5 cm) e que as armadilhas usadas pelas famílias para capturar os camarões, tinham em média de 140, consideradas armadilhas predatórias, além do preço muito baixo pago pelo quilo do crustáceo.

E para contornar a situação, Josineide Malheiros, coordenadora do ATAIC, se uniu aos pescadores na busca por melhorias. Participaram de seminários, quando foi definido um plano econômico sobre a a estocagem dos camarões vivos capturados no final da safra (dezembro), para comercialização na entressafra. Fizeram também o aprimoramento do matapi, equipamento feito de fibras vegetais, utilizado para pegar os camarões, e próprio para reter apenas camarões grandes, liberando aqueles ainda não aptos ao consumo, permitindo que os estoques naturais da espécie continuassem.

De acordo com Josineide, vencer o Prêmio da Fundação BB foi um marco histórico. “Aqui na região do Marajó e Baixo Amazonas a tecnologia social é reconhecida, e pessoas de diversos níveis nos procuram para obter informações sobre a nossa metodologia”. A coordenadora também explica que houve um avanço muito grande nesses quase 14 anos após o Prêmio. “Um exemplo é a Embrapa Amapá, com a parceria da ATAIC, que deu continuidade a buscas de melhoria da tecnologia de captura de camarão, com o uso do matapi”, disse.

“A pesca do camarão sempre existiu, mas com o Prêmio, ela saiu da invisibilidade. Continuamos nos organizando, só que agora temos vários meios de nos mobilizar. Também já deixamos um registro de que existimos, de que somos uma tecnologia social conhecida e reconhecida, e que tem gente que reaplica a nossa ideia, declarou Josi.

Essa iniciativa e outras 985 estão disponíveis para consultas gratuitas no Banco de Tecnologias Sociais (BTS)BTS) da Fundação BB. Este ano, novas experiências passarão a fazer parte do BTS, com a 10ª edição do Prêmio que está com inscrições abertas até 21 de abril.

Além da premiação especial Mulheres na Agroecologia, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social também irá reconhecer iniciativas em outras quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda" e "Meio Ambiente”, outras duas premiações especiais: “Primeira Infância” e “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico,” e uma categoria Internacional, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; "Educação", “Geração de Renda” e “Meio Ambiente.”

Os três primeiros lugares de cada categoria nacional e especial serão premiados com R$ 50 mil, 30 mil e 20 mil respectivamente. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promovem a igualdade de gênero e o protagonismo e empoderamento da juventude receberão um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação.

As inscrições podem ser feitas no site www.fbb.org.br/premio e estão abertas para entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe.

Nesta edição, o Prêmio conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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Confira aqui as outras matérias da série Retrospectiva:

2001: Prêmio da Fundação BB de Tecnologia Social valoriza soluções desde 2001

2003: Tecnologia social: o saber popular ao alcance de todos

2005: Projeto da Ilha das Cinzas (PA) foi vencedor do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2005

2007: Colostro: um produto nobre

2009: Vida ativa na terceira idade

2011: Uma voz de liberdade para detentos e deficientes visuais

2013: Gueroba: a riqueza do Cerrado

2015: Librário: tecnologia social com efeito multipliador

2017: Prêmio de Tecnologias Sociais: países da América Latina e Caribe participam desde 2017

 

 

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