A plataforma será lançada em julho e irá ampliar a venda de produtores rurais da região. Nos dias atuais, os moradores dos municípios de Bragança Paulista e Atibaia já conseguem comprar os produtos usando o aplicativo de mensagens Whatsapp


A partir de julho, os moradores de Bragança Paulista (SP) e região vão poder comprar produtos orgânicos fresquinhos, por meio da plataforma online “Canteiro Mágico”. O serviço será oferecido pela Cooperativa dos Produtores Rurais Entre Serras e Águas,  e faz parte do projeto Loja Móvel de Orgânicos, que tem a parceria da Fundação Banco do Brasil. 

O projeto foi criado para beneficiar os consumidores com alimentos saudáveis, ampliar as vendas  e modernizar a gestão financeira da cooperativa. A loja móvel está aliada ao e-commerce, a um sistema financeiro integrado e a pontos de venda e entrega pré-determinados. A previsão é que o novo sistema seja inaugurado na primeira quinzena do mês de julho.

Hoje, quem mora nos municípios de Bragança Paulista e Atibaia já consegue comprar verduras, legumes, frutas, laticínios e outros produtos sem agrotóxicos, usando o aplicativo de mensagens Whatsapp. 

Os pagamentos são feitos com cartões de débito e crédito, sem a necessidade do uso de dinheiro em espécie. Quem adquire os produtos pode escolher entre receber em casa ou retirar em um dos pontos conveniados:Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista e Região (Sede Bragança e Sub Sede Atibaia), Igreja Messiânica de Bragança Paulista, ou retirar na feira semanal do Canteiro Mágico que acontece na Associação Bragantina de Combate ao Câncer (ABCC), e ainda com a opção de comprar mais coisas na hora da retirada.  

A cooperativa tem 73 agricultores familiares, 28 possuem certificação de produção orgânica.  Com os R$ 240 mil de investimento social que recebeu da Fundação BB, por meio do Projeto de Inclusão Socioprodutiva (PIS 2018), a entidade adquiriu uma van customizada, máquinas de cartões de crédito, construiu o sistema de gestão e contratou uma agência publicitária  para fazer o layout do portal.

Andréa Ono, gestora administrativa da cooperativa, explica que além de criar  políticas sociais voltadas aos pequenos produtores, o sistema móvel de venda de produtos orgânicos também irá  viabilizar um mercado que não dependa exclusivamente de recursos públicos, que possibilita a cooperativa a entrar no comércio varejista e que ainda irá reduzir os riscos de roubos, custos com logística e melhorar o preço final para o consumidor.

Sobre a cooperativa

A Cooperativa dos Produtores Rurais Entre Serras e Águas foi fundada em 2007 por agricultores familiares, com apoio do Escritório Regional de Desenvolvimento Rural (Cati/EDR Bragança), Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop-SP) e  cooperados de Joanópolis, Vargem e Piracaia, com o objetivo de  promover a qualidade de vida no campo e na cidade, por meio  da produção de alimentos saudáveis a preços justos para o agricultores e consumidores.  Na época, apenas um produtor trabalhava com agricultura orgânica certificada.  Ao mesmo tempo, grande parte participava de projetos de preservação ambiental e de articulação para fortalecimento da agricultura familiar. Muitos são publicamente reconhecidos pelo trabalho e preservação dos recursos hídricos.  Em agosto  de 2010 começou a fornecer 31 produtos para a merenda escolar de Atibaia. De lá para cá, vem abastecendo as escolas  de Bom Jesus dos Perdões, Campinas, Joanópolis, Piracaia, Vargem e Bragança Paulista, além de unidades do Exército e entidades assistenciais. Em todas elas fornece também produtos orgânicos.

Em 2014, iniciou a implantação de unidades de produção baseadas na Agricultura Sintrópica (Agrofloresta).  Atualmente, fazem parte da cooperativa, produtores localizados nos municípios de Bragança Paulista, Vargem, Joanópolis, Socorro, Atibaia, Amparo, Nazaré Paulista, Monte Alegre do Sul, Morungaba, Paraisópolis e Tuiuti, no estado de São Paulo; e de Cambui, Pouso Alegre, Senador Amaral e Gonçalves, em Minas Gerais.

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Iniciativa vai envolver cerca de 200 participantes na capacitação, cultivo e comercialização de orgânicos

Criar oportunidades de renda para pessoas em situação de rua e reintegrá-las à sociedade são os principais objetivos do projeto Horta Social Urbana, realizado em São Paulo, capital. A iniciativa desenvolvida pela Associação de Resgate à Cidadania por Amor à Humanidade (ARCAH) tem a Fundação Banco do Brasil como parceira.

O projeto oferece acompanhamento psicológico e capacitação em agricultura urbana. Durante os cursos, são abordados temas como empreendedorismo, cooperativismo e educação financeira. "Procuramos entender cada indivíduo na sua singularidade e o que ele deseja após o curso. Nosso grande objetivo é promover a autonomia dessas pessoas", afirma Elisa Lauer, engenheira agrônoma e educadora do projeto. A meta é atender pelo menos 200 pessoas em situação de rua.

Os participantes são selecionados nos Centros Temporários de Acolhimento (CTAs) e as aulas práticas acontecem na horta escola construída no centro de convenções Expo SP, em uma área de 3 mil m2, no bairro Jabaquara. Os legumes e verduras cultivados sem agrotóxico e com adubação natural nos canteiros da escola vão servir de alimentação saudável para os próprios alunos.

Após a conclusão das primeiras turmas, prevista para o final de outubro, os participantes vão começar a produzir os alimentos para comercialização. O projeto também prevê o plantio de horta urbana em espaços ociosos na cidade, como terrenos baldios e telhados de condomínios, com o objetivo de melhorar a paisagem urbana e de proporcionar alimentação mais saudável aos moradores vizinhos.

Edson Luiz, 56 anos, vive no centro de acolhimento na região da Barra Funda, onde começou a participar da capacitação. "Isso é uma oportunidade para a gente sair dessa situação. Cuidar da terra é interessante demais”, disse.

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Evento transmitido pela TV Folha fará parte de minidocumentário no canal “Diálogos Transformadores”

Representantes da ONU, governo federal e do terceiro setor estiveram reunidos nesta quarta-feira (23) para debater as transformações promovidas pelas tecnologias sociais no Brasil. Sob o tema Diálogos Transformadores: soluções que mudam realidades, o evento também contou com a participação de empreendedores sociais que já desenvolvem projetos reconhecidos no país, como o Fast Food da Política, Grupo nÓs, Coletivo Reciclagem e Saladorama. O conteúdo do debate servirá como matéria-prima do minidocumentário no canal Diálogos Transformadores. O encontro foi organizado pela Folha de S. Paulo e contou com o patrocínio da Fundação Banco do Brasil. Veja alguns destaques:

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Com a palavra: metodologias que já transformam realidades

Representando a tecnologia social Fast Food da Política, Júlia Carvalho, explicou que a iniciativa tem o propósito de ensinar conceitos ligados ao funcionamento do estado, gestão pública e cidadania de forma lúdica. “O jogo é uma ferramenta que propõe a construção da democracia de um jeito plural. Planejamos uma atividade na qual os participantes escolhem políticas públicas que atendam diferentes setores da sociedade”, comentou. A Fast Food da Política foi a vencedora do Prêmio de Tecnologias Sociais, da Fundação BB em 2017.

Cláudia Vidigal, idealizadora do Instituto Fazendo História e da tecnologia social Grupo nÓs: trabalho de preparação para a vida autônoma, relatou que o Instituto está em busca constante da troca de experiências com entidades de outras localidades e países. “Tudo o que se faz é do mundo. Nosso jeito: o que a gente faz é do mundo”, afirmou. A iniciativa foi uma das finalistas do Prêmio de Tecnologia Social, da Fundação BB, em 2017.

Roberto Rocha, integrante do Movimento Nacional dos Coletores de Recicláveis (MNCR), da Associação Nacional dos Carroceiros e Catadores de Recicláveis (ANCAT) e do Coletivo Reciclagem, disse que há o entendimento de que o melhor coletor das garrafas é o catador, que realiza um serviço para a sociedade. "Hoje somos um milhão de catadores no Brasil. Trabalhamos com o que para a sociedade é lixo e pra gente é matéria prima”, afirmou. O Coletivo Reciclagem é uma tecnologia social articulada em parceria com o Instituto Coca-Cola e Ambev e foi certificada pela Fundação BB em 2015, quando ficou entre as finalistas, na categoria Tecnologias Sociais para o Meio Urbano.

Hamilton da Silva, do Saladorama, foi vencedor da categoria Escolha do Leitor do Prêmio Empreendedor Social 2017 por levar comida saudável para as favelas de São Paulo. Hamilton reconheceu que apesar do começo difícil teve muitas portas abertas. “O que vem acontecendo muito no meio social é que muita gente vai com muita sede ao pote. A gente passou a pedir apoio e consultoria, e não somente dinheiro”, afirmou .

Plateia atuante no debate

Empreendedores das rede Folha e Ashoka, líderes de iniciativas e negócios sociais, corporativo e poder público foram convidados para assistir ao evento no auditório da Folha de São Paulo. Regina Amuri Varga era uma delas. Ela é coordenadora de uma casa de apoio que atende crianças cardíacas e transplantadas do coração. Para ela o debate foi interessante pois abordou um olhar multifacetado entre diversas realidades. "Você tem que olhar além do problema que você vivencia, ou seja, através de diferentes experiencias. Estou gostando muito", aprovou a convidada.

 

Conheça as tecnologias sociais convidadas

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Assista aqui : Diálogos Transformadores na íntegra: 

 

A realização deste projeto contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Associação de Ocauçu recebeu R$ 247 mil para compra de maquinário que vai melhorar as condições de trabalho e a renda dos associados

A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra cafeeira do estado de São Paulo este ano é de 6,2 milhões de sacas, o que representa um aumento de 39,5% em relação ao volume produzido na safra passada.

Situado a 450 quilômetros da capital paulista, Ocauçu não está na lista dos grandes produtores de café, mas tem dado sua contribuição para manter o estado no ranking dos maiores produtores do País.

O município produz uma média de 20 a 25 mil sacas de café Arábica por ano. Nesta semana, a Fundação Banco do Brasil anunciou o investimento social de R$ 247 mil, em parceria com a Associação dos Criadores de Ovinos e Produtores Rurais de Ocauçu e Região (Ascopror) para o projeto “Viva Café”. A entidade é formada por 34 famílias de agricultores.

O recurso será usado na compra de um trator, uma beneficiadora e uma recolhedora de café, para melhorar as condições de trabalho, colheita, beneficiamento e aumentar a renda dos pequenos produtores, facilitando a sua permanência no campo. A expectativa da entidade é aumentar este ano a produção entre 3 e 5% e reduzir os custos brutos com o beneficiamento em até 10%.

“Essa parceria nos deixa muito felizes. Não temos palavras para agradecer à Fundação. O maquinário vai ajudar no trabalho das famílias e na redução dos custos da associação”, declarou Paulo Henrique de Assis Menegucci, presidente da Ascopror.

A ideia do presidente é buscar novos parceiros para dar condições à associação de atuar em toda cadeia produtiva do café - colheita, beneficiamento e comercialização. “Nosso desejo é poder executar todo trabalho aqui mesmo, sem precisar recorrer aos municípios vizinhos para fazer o beneficiamento do nosso café. Irá também afastar a figura do atravessador, com condições de negociar diretamente com as indústrias", disse.

Além do café, a economia do município é predominante da pecuária, produção de mandioca, na fabricação de farinha, melancia e hortaliças.

Café no Brasil
A produção brasileira de café em 2018 deve ficar entre 54 e 58 milhões de sacas de 60 quilos por ano, um aumento entre 21 a 30% em relação a safra de 2017, quando atingiu 44,9 milhões de sacas.

Fonte de pesquisa: Conab

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Atividade é desenvolvida no distrito paulista de Campo Limpo e concorre ao Prêmio de Tecnologia Social da Fundação BB

Silvestre e Vera são dois moradores entre as 216 mil pessoas que residem no distrito de Campo Limpo, zona Sul de São Paulo. Ele, proprietário de um açougue no bairro Jardim Maria Sampaio, via-se ameaçado com a abertura de um grande supermercado na região. Ela, dona de casa, tinha um sonho de começar o seu próprio negócio e aumentar a renda da casa, porém não tinha emprego fixo e nem as economias davam conta das despesas da casa. As histórias dessas duas pessoas passaram por uma grande transformação depois de conhecerem o Banco Comunitário União Sampaio, aberto pela União Popular de Mulheres do Campo Limpo (UPM), em 2009 e que concorre como finalista no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social deste ano.

Frente às dificuldades situacionais do bairro, como a grande concentração de população de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social, as associadas pensaram numa alternativa para fomentar a atividade econômica local e gerar renda para as pessoas da região, principalmente para fortalecer o protagonismo das mulheres e pequenos empreendimentos solidários e desenvolveram uma metodologia econômica que gerou bons resultados. A ideia foi criar uma moeda social para circular apenas dentro do próprio bairro, o “Sampaio” e com isso, passou a oferecer crédito para os moradores da região, usando como apoio a análise de um Conselho de Análise de Crédito (CAC), formado também por moradores da localidade.

Segundo Neide de Fátima Abati, presidente da UPM, qualquer pessoa do bairro pode solicitar o empréstimo, mas a preferência é para mulheres chefes do lar. Após preencher um cadastro, a solicitação passa pela avaliação do Conselho, que faz visitas presenciais às casas dos solicitantes e fazem um acompanhamento financeiro, inclusive com instruções de conscientização do empréstimo. O solicitante recebe o valor em “Sampaios”, moeda que é aceita apenas por comerciantes credenciados do bairro. “O pagamento de volta para o banco pode ser parcelado e dependendo do valor do empréstimo, não há juros - e quando há, são menores do que os bancos convencionais”, garante Neide.

O açougueiro Silvestre foi um dos primeiros comerciantes a aderir ao “Sampaio”. Após aceitar a moeda social, ele ganhou a fidelização de seus clientes e já contabilizou 30% de crescimento em um período de dois anos, o que permitiu ampliar o seu negócio e não se preocupar mais com a ameaça de outros concorrentes. Já a moradora Vera realizou o curso de panificação em um dos núcleos da UPM e em 2015 procurou o banco para realizar um empréstimo com a finalidade de comprar materiais para produzir pães para venda. O pequeno negócio gerou lucro e hoje ela continua recebendo encomendas de pães, além de ministrar cursos de panificação para dividir a experiência com outras moradoras do bairro.

Neide explica que os comerciantes são conscientes do impacto positivo pelo uso da moeda local para o reforço do seu negócio. “O “Sampaio” é fundamental para melhorar a vida das pessoas no bairro, que muito interessa aos comerciantes. Não só por uma questão de sentimento de solidariedade, que existe realmente entre eles, mas também por que veem nesta dinâmica econômica a saída para a sobrevivência de seus negócios”, conclui.

A moeda

A cédula do “Sampaio” é produzida em parceria com o Banco Palmas do Ceará, que comanda a rede de Bancos Comunitários. Ela é feita com papel moeda e com marca d’água especial para evitar falsificações.  Cerca de 30 comerciantes já aderiram à moeda entre mercadinhos, lojas, farmácias, salões de beleza e lanchonetes.

Segundo Neide, o banco já atendeu mais de três mil pessoas desde sua fundação, fortalecendo assim uma rede de economia solidaria local. “Não há uma média de valores do empréstimo. Já atendemos desde grandes empréstimos, como cinco mil reais, até pequenos valores de 100 reais, em função das necessidades e capacidade econômica de devolução”, explica.

Esta iniciativa foi inscrita no prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil neste ano e foi certificada como tecnologia social. Agora ela é uma das 18 finalistas e concorre como ao prêmio de R$ 50 mil, na categoria Economia Solidária. A proposta também já compõe o Banco de Tecnologias Sociais e pode ser reaplicada em outras localidades.

Conheça outras iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 em fbb.org.br/finalistas

Sobre o Prêmio

O Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio 

Veja aqui a lista das 173 certificadas

 

 


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Como conseguir o empréstimo de "Sampaios"?


Público alvo: Mulheres da comunidade em situação de vulnerabilidade social, pequenos empreendimentos solidários, empréstimos destinados à moradia e ao consumo local.

• Solicitação do empréstimo com preenchimento do cadastro

• Palestra para conscientização do processo de crédito

• Análise da ficha com vista à casa do solicitante e vizinhos

• Geração de informe e deliberação dos membros do CAC

• Retorno ao solicitante (com ou sem aprovação)

• Apoio de assistência social para fazer um acompanhamento da evolução do solicitante, sem aprovação do crédito, para que possa conseguir o empréstimo mais adiante.

• Análise e apoio social, para além da necessidade financeira, com um atendimento em busca do desenvolvimento familiar, por meio de encaminhamentos à rede sócio assistencial e recursos da comunidade.

• Pagamento do empréstimo realizado pelo solicitante

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A divulgação deste projeto contempla seis Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Proposta é aplicada pela Fast Food da Política que já disponibilizou seus jogos para quatro mil pessoas

É possível aprender algumas regras do sistema político brasileiro no mesmo intervalo de tempo em que uma pessoa come um hambúrguer? A associação Fast Food da Política, sediada em São Paulo, acredita que sim e por isso desenvolveu uma metodologia lúdica para provocar reflexões e diálogos a respeito da política no país. Ela atua há dois anos desenvolvendo jogos interativos e já atingiu cerca de quatro mil pessoas de diferentes perfis e faixas etárias. A metodologia já foi aplicada em escolas, universidades, órgãos públicos, manifestações e eventos culturais. Agora a iniciativa concorre como finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, na categoria Educação.

A proposta tomou corpo em 2015, em uma grande manifestação em Brasília. A designer Júlia Fernandes de Carvalho e outros colegas saíram de São Paulo com destino à capital federal para aplicar jogos com os manifestantes sobre o sistema político brasileiro. “Ali percebemos o grande desconhecimento acerca do funcionamento das regras e das consequências práticas das reivindicações. Neste momento notamos o poder dos jogos para transformar este cenário”, relembra. Júlia voltou para São Paulo e fundou a associação. “Queríamos garantir um aprendizado político que fosse rápido, delicioso e divertido. Como um fast food”, explica.

A metodologia opera de forma que participantes possam adquirir novos aprendizados, independentemente do grau de conhecimento político que possuem. “Deixando as ideologias de lado, juntamos diferentes perfis de pessoas e faixas etárias para decifrar as regras que regem o funcionamento do nosso Estado. No fim, todos se divertem, aprendem e trocam”, constata a fundadora.

Ao longo dos dois anos de atuação, a equipe já elaborou mais de 80 jogos entre oficiais e protótipos elaborados pelos participantes das oficinas de criação. Quinze deles são sobre o sistema político; cinco são da linha Molho Especial, que trata a questão de gênero e política; os outros jogos são sobre gestão pública. Eles já foram aplicados em cidades como Santos, São Paulo, Jundiaí, Brasília, Cotia e Guarulhos. Atualmente o principal território de atuação é a cidade de São Paulo, mas a partir da certificação de tecnologia social conferida pela Fundação BB neste ano, a iniciativa pode ser reaplicada em outras regiões do país. Veja a proposta no Banco de Tecnologias Sociais.

Reconhecimento como tecnologia social

“Foi ótimo perceber que as pessoas confiam e reconhecem nosso trabalho, além de todo o apoio e o enorme número de pessoas que estão torcendo pela gente”, comenta Júlia sobre ser uma das 21 finalistas na 9ª edição do Prêmio. Para ela, foi uma honra ter chegado à etapa final ao lado de outros projetos tão relevantes. “Isso nos deu mais energia para continuar”, resume. Ela diz que, se vencedora, a Fast Food pretende contar com parcerias em diversas localidades, proporcionando uma atuação em rede e assim realizar o sonho de promover educação política em todos os estados brasileiros.

O adolescente Gustavo Goyes foi um dos jogadores da Fast Food da Política e conheceu a metodologia quando foi aplicada no Centro de Juventude do Jardim Vila Madalena, em São Paulo. “Tem pessoas que vêm aqui, falam e conversam sobre política e nós acabamos não aprendendo nada. Por meio de uma simples brincadeira, os jogos da Fast Food nos ensinaram muito”, relata o estudante.

A analista legislativa da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) Tânia Rodrigues Mendes também é uma das pessoas que reconhecem a iniciativa. “Para definirmos o que o Brasil quer ser quando crescer, a diretriz de ação aplicada com esses jogos é estratégica e com alta funcionalidade político-pedagógica, capaz de fazer as pessoas questionarem seus preconceitos políticos, sociais e culturais, além de perceberem suas limitações e potencialidades”, avalia a servidora que atua no setor há 25 anos.

Conheça outras iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 em fbb.org.br/finalistas



Acesso gratuito
Todos os jogos estão disponíveis para download no site da associação fastfooddapolitica.com.br. Os arquivos são de utilidade pública, abertos e disponíveis para serem acessados e disseminados livremente. Os recursos materiais necessários são acesso à internet para fazer o download, impressora, papel e cola. As instruções para cada jogo estão presentes nos manuais que também estão disponíveis on-line. A duração da rodada é de aproximadamente 10 minutos.

A edição do 9º Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio
Veja aqui a lista das 173 certificadas
Visite o site do Prêmio

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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A Ong Litro de Luz já instalou mais de 400 postes com iluminação gratuita, por meio de energia solar

 

“Pode levar, não preciso mais desta lanterna. Agora tenho luz em frente a minha casa”. Foi com este gesto que Pedrinho*, menino da comunidade de Ferraz de Vasconcelos, no interior de São Paulo, agradeceu ao voluntário da Ong Litro de Luz, quando viu pela primeira vez, um poste de luz iluminando a sua rua.

O agradecimento não foi em vão. Pelo menos três comunidades da cidade viviam completamente no escuro, sem a previsão de energia elétrica: Vila Santa Margarida, Brejo e Cidade de Deus. Agora eles contam com postes e lampiões que geram luz através de energia solar. Uma solução eficiente, barata e que agora concorre ao Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social.

No Brasil desde 2014, a Litro de Luz desenvolve soluções ecológicas e economicamente sustentáveis para combater a falta de iluminação nas cinco regiões do país e já impactou diretamente mais de cinco mil pessoas. Foi por meio de uma solução acessível criada pelo brasileiro Alfredo Moser, em 2002 - que usou garrafas pet abastecidas com água e alvejante para solucionar o problema da falta de luz dentro de casa – que o movimento global Liter of Light foi criado nas Filipinas, em 2011.

Segundo Laís Higashi, presidente da Litro de Luz, a Ong conta atualmente com cerca de  150 voluntários entre São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campina Grande, Manaus e Florianópolis. A sede fica em Vila Prudente, em São Paulo. “Uma equipe é responsável pelas demandas e análises das comunidades que serão atendidas. Depois disso, há o contato e o treinamento com os moradores locais, que também participam do projeto”, explica.

A estrutura do poste é toda montada com canos de PVC para facilitar a colocação de cimento e fixação no solo, e possibilitar a passagem de fiação elétrica. Dentro de uma caixa hermética fixada ao corpo do poste, coloca-se a bateria e o circuito responsável pelo acionamento da lâmpada e pela transferência da energia que é captada pela placa solar para recarga da bateria. Finalmente, a placa solar é presa no topo e, para a proteção do led, é utilizada uma garrafa pet. Para arcar com os custos de material a Litro de Luz trabalha com iniciativas como workshops, voluntariado corporativo e ações específicas patrocinadas por parceiras. As garrafas plásticas especificamente são recolhidas por voluntários antes das ações.

Desde o início do projeto a Ong já levou luz para 15 comunidades de sete cidades. E os planos não param por aí. Para 2017 estão previstas instalações em Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo e para a comunidade Kalunga, maior comunidade quilombola do Brasil, localizada na região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Além dos postes solares, que serão colocados nas áreas públicas, serão entregues também lampiões para iluminar ambientes internos e que são fáceis de transportar, permitindo que os moradores os levem de um lugar ao outro. Todas as soluções serão construídas em conjunto, pelos voluntários da Litro de Luz e pelos moradores, que aprendem todo o processo, incluindo a montagem, instalação e manutenção dos postes e dos lampiões.

Conheça outras iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 em fbb.org.br/finalistas

Finalista do Prêmio de Tecnologia Social

Foi através da internet que os voluntários da Litro de Luz souberam das inscrições e resolveram participar  do Prêmio. A instituição foi selecionada entre 735 propostas e recebeu a certificação de tecnologia social. Agora é uma das finalistas na categoria “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital” e concorre ao prêmio principal de R$ 50 mil, que será entregue ao primeiro colocado de cada categoria do prêmio, em novembro. “Todos os voluntários estão extremamente animados e sentiram-se reconhecidos com a certificação na primeira fase do Prêmio”, diz Higashi.

Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social é considerado um dos principais do terceiro setor no País. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir a iniciativa Poste de Luz Solar: Litro de Luz Brasil no Banco de Tecnologias Sociais da Fundação BB acessando https://goo.gl/v4k6bD


(*) Pedrinho é um nome fictício.

 A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

 

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