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Iniciativa cearene vai além da comercialização de produtos, contribuindo para troca de saberes e resgate cultural


O cheirinho do bolo de milho que dá água na boca, o sabor da tapioca e as cores exuberantes das verduras e legumes cultivados por famílias agricultoras é o resultado da Rede de Feiras Agroecológicas e Solidárias do Ceará apoiada pela Fundação Banco do Brasil. A iniciativa, realizada pelo Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (CETRA), surgiu em 2009, como fruto de experiências de comercialização e articulações vivenciadas nos Territórios Vales do Curu e Aracatiaçu, Sertão Central, Maciço de Baturité e Sobral.

A rede atende 300 famílias, e abrange 16 feiras no estado Ceará, que são organizadas em diversos municípios, comunidades e distritos. Os agricultores levam seus produtos para esses espaços que são oferecidos diretamente para o consumidor. A produção é certificada pela Organização de Controle Social (OCS), documento emitido pelo Ministério da Agricultura que garante que o alimento produzido pelo produtor é agroecológico.

Nas bancas há diversos produtos que não são encontrados em mercados. “A feira valoriza a cultura que estava se perdendo, é o resgate da identidade rural”, destaca Luiz Eduardo, coordenador do projeto da Rede de Feiras Agroecológicas e Solidária do Ceará. E completa: “Um bom exemplo é a araruta, planta que estava entrando em extinção, então as famílias passaram a trabalhar o seu cultivo, comercializar nas feiras e explicar seus benefícios para a saúde. Deu certo e a procura veio também dos médicos para usá-la em tratamentos medicinais.”

O projeto é apoiado pela Fundação Banco do Brasil a partir do edital Ecoforte Redes, realizado em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A iniciativa recebeu o investimento social de cerca de R$ 1 milhão.

O campo mais próximo da cidade

Como as feiras se localizam próximas aos consumidores e levam para o município o que é produzido na região, os clientes têm a oportunidade de conhecer as áreas de plantio, de saber a origem do produto e como é cultivado. “É uma ponte que liga a cidade com o campo e a natureza. As famílias disponibilizam seu cultivo de forma solidária para que as pessoas tenham acesso ao conhecimento e colaborem com o fortalecimento da produção de alimentos saudáveis”, pontua Luiz Eduardo.

Os agricultores familiares são protagonistas e possuem total autonomia para o trabalho. O acompanhamento dos processos é efetuado pelos próprios feirantes, que realizam intercâmbios de saberes de forma permanente, trocas de sementes e novas técnicas de plantio e colheita, além de tomarem decisões sobre planos, questões de embalagem, entre outros assuntos.

Dentro da rede de feiras existem os grupos de beneficiamentos que cuidam de diferentes produções. O coletivo do caju produziu 25 mil litros de cajuína em um ano. Com o investimento social da Fundação BB, a equipe atuará na construção de um forno para cozinhar a cajuína, uma estratégia que vai valorizar a produção e aprimorar o produto final.

Beneficiamento da Produção

O empreendimento tem conquistado o público, e a procura pelos feirantes cresce a cada dia para atender outros mercados. “Atualmente, temos demandas de feiras em organizações e espaços institucionais para discutir essa temática da agroecologia, consumo consciente e segurança alimentar. O alimento saudável tem ganhado cada vez mais visibilidade”, ressalta.

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Segunda, 25 Novembro 2019 14:54

Geração de renda e a preservação do Cerrado

Portal Interno Cedac

Reaplicação de tecnologias sociais amplia a coleta de frutos

O projeto Rede de Agroextrativismo Sustentável no Cerrado: reaplicação de Tecnologias Sociais Geradoras de Renda, iniciado em junho de 2019, está promovendo a geração de renda de famílias agroextrativistas. A iniciativa está proporcionando a organização das cadeias socioprodutivas de espécies nativas do Cerrado - amburana, babaçu, baru, faveira, macaúba e pequi a partir da reaplicação das metodologias Agroextrativismo Sustentável da Favela e Rede de Agroecologia Povos da Mata, certificadas em 2007 e 2017 respectivamente.

A engenheira agrônoma Alessandra Karla - coordenadora do projeto, explicou que 26 propriedades receberam visitas técnicas para certificação orgânica em municípios do nordeste de Goiás. “Realizamos nessas unidades produtivas planos de manejo do extrativismo orgânico, sendo que em 16 unidades a produção foi certificada”, afirmou Alessandra.

O projeto, com investimento social de R$ 1 milhão da Fundação BB e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, promove a organização do agroextrativismo sustentável de espécies nativas do Cerrado a partir da sensibilização, formação, manejo, certificação orgânica participativa, beneficiamento e comercialização solidária. “A certificação é um reconhecimento da comunidade agroextrativista que participa como sujeito do processo de avaliação, realizando visitas, plano de manejo orgânico e acompanhamento da propriedade familiar de forma participativa até a coleta, com o objetivo de agregar valor aos produtos e oferecer a sociedade alimentos livres de agrotóxicos’, declarou a agrônoma.

O Sistema Participativo de Garantia - SPG, realizado pelo Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado - Cedac, que é um Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade Orgânica - OPAC, foi credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e abastecimento – MAPA em 2014.

O manejo sustentável das unidades produtivas obteve seis toneladas de faveira orgânica e 20 toneladas de baru orgânico. “A faveira, também conhecida como favela ou fava d’anta ou falso-barbatimão, é um fruto do Cerrado que fornece uma rutina, um bioflavonóide, também conhecido como vitamina P com diversas propriedades medicinais”, explicou Alessandra. A safra do baru ainda está sendo processada pela Cooperativa dos Produtores do Cerrado - Coopcerrado, parceira do projeto e responsável pelo beneficiamento e comercialização. O fruto é vendido para uma rede de varejo de São Paulo.

O recurso do edital proporcionou a compra de dois caminhões para o transporte da colheita, além de uma empilhadeira e outros equipamentos para o cultivo. Neste fim de ano, o Cedac será visitado por empresas compradoras de São Paulo, e os representantes da entidade visitarão potenciais compradores nas capitais paulista e paranaense.

Reaplica TS
O Edital Reaplicação de Tecnologias Sociais foi lançado em março de 2018 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o propósito de apoiar a reaplicação de iniciativas de geração de trabalho e renda referenciadas na rede Transforma. As entidades foram contempladas com valores entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão. “Esta Chamada Pública teve o propósito de atender uma necessidade de apoio específico para a disseminação de iniciativas. Foi um esforço para a implementação de metodologias até então pouco difundidas no país”, declarou o gerente de Parcerias Estratégicas e Modelagem de Programas e Projetos da Fundação Banco do Brasil Rogério Miziara.

Projetos apoiados em Goiás
Em 2018, a Fundação BB apoiou 12 projetos em 15 municípios goianos com o investimento social de R$ 986 mil e a participação direta de 3.559 pessoas. Nos últimos cinco anos, o investimento social de R$ 13,5 milhões em 79 iniciativas abrangeu a participação de 16 mil pessoas de 46 municípios do estado.

Entenda o bioma do projeto
O Cerrado, segundo maior bioma da América do Sul, ocupa uma área de 2 milhões de km2, cerca de 22% do território nacional. A sua área contínua abrange GO, TO, MT, MS, MG, BA, MA, PI, RO, PR, SP e DF, além de pequenas áreas no AP, RR e AM. Nesse espaço territorial encontram-se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta em um elevado potencial aquífero e favorece a sua biodiversidade. Fonte: Ministério do Meio Ambiente.

Que tal uma receita com frutos do Cerrado?
Acesse no livro Gastronomia do Cerrado da Rita Medeiros, a partir da midiateca do portal www.fbb.org.br receitas deliciosas feitas com frutos do cerrado.

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Portal Interno QuintaisProdutivos

Capacitação em quintais produtivos contribui para mulheres de várias realidades sociais em Minas Gerais

Nilma Pereira, 48 anos, cresceu no meio rural, aprendeu com os pais a plantar e a cuidar dos animais. Aos nove anos foi morar na cidade e teve várias ocupações: babá, cuidadora de idosos, doméstica, catadora de material reciclável. O tempo passou, veio o casamento e chegou um tempo em que Nilma e o companheiro ficaram desempregados. Foram dois anos tentando uma recolocação profissional e sem perspectivas entraram para tráfico de drogas. Autuada pelo crime, em 2018 começou a cumprir a pena no Presídio Feminino de Eugenópolis, localizado na Zona da Mata Mineira.

Foi neste contexto, que ela foi convidada a fazer o curso Quintais Produtivos para mulheres em situação de vulnerabilidade social, para que elas pudessem aprender os conceitos de agroecologia e produzir alimentos. “Eu saí da roça aos nove anos, então fazer este curso significou para mim um retorno a minha infância”, afirma Nilma.

A iniciativa surgiu do Instituto Cultural Boa Esperança, que apresentou a proposta para o edital do Voluntariado da Fundação Banco do Brasil em 2017. O projeto foi executado em municípios da região metropolitana de Belo Horizonte e na cidade de Eugenópolis. Foram quatro capacitações de 80 horas, com a participação máxima de 15 mulheres, e os temas tratados eram relacionados com a construção de canteiros, mandalas, espiral de ervas, mini-viveiros e mudas.

A responsável pelo desenvolvimento do projeto no presídio, Célia da Consolação, avalia que a capacitação superou as expectativas e ajudou a melhorar a autoestima das mulheres. “Uma das mulheres queria plantar morango e teve oportunidade de semear, plantar e colher. Quando surgiram os primeiros frutos ela me disse: eu estou tendo a chance de comer o fruto do meu trabalho. É muito gratificante ouvir isto”, Célia se emociona ao falar.

Estudantes de escolas públicas da cidade também puderam visitar o canteiro, como forma de aprenderem conceitos sobre a agroecologia e de conhecerem a origem dos alimentos que consomem na escola. “Muita coisa que plantamos aqui doamos para creches e escolas, por isso isto estamos em busca de parceiros para continuarmos este projeto e dar oportunidade a outras mulheres que estão cumprindo pena. Das quinze que fizeram o curso, oito já estão em liberdade e queremos que esse projeto tenha vida longa”, explica Célia.

Nilma agora quer terminar de cumprir a pena (2020 ela estará em liberdade) e retomar as atividades da infância. “Eu aprendi plantar brócolis, espinafre, e então quero sair daqui para voltar para roça”, finaliza.

Outras capacitações

Além do presídio feminino, os coordenadores do projeto pelo Instituto Cultural Boa Esperança George Helt e Reny Fonseca montaram as capacitações para mulheres assentadas de São Joaquim das Bicas, para mães de alunos de uma escola pública de Belo Horizonte e para mulheres idosas em Lagoa Santa.

Por serem moradoras de assentamento, já tinham conhecimento de agroecologia, mas foi uma oportunidade para aumentar a produção e comercializar o excedente. “A organização dessas mulheres, contribuiu, após as capacitações dos quintais produtivos, para a construção de uma cisterna para a produção de verduras e legumes, que ajuda na alimentação de suas famílias e para a comercialização em feiras agroecológicas” avalia George.

Em Belo Horizonte, a capacitação em quintais produtivos surgiu para melhorar a nutrição das crianças e adolescentes de uma escola pública. “Elas foram capacitadas, começaram a produzir e os alimentos foram incorporados na merenda dos estudantes para melhorar a qualidade da alimentação”, complementa Reny.

Não bastasse capacitar mulheres assentadas e mães, a última capacitação uniu agroecologia e acessibilidade. O grupo de mulheres da cidade de Lagoa Santa reúne mulheres acima dos 60 anos, que têm dificuldade de ficar descendo e levantando para adubar, semear, plantar e colher. Então, veio a ideia de um quintal produtivo suspenso. “Foi emocionante o resultado, porque este grupo de mulheres já tinha um conhecimento mais aprofundado em agroecologia e a construção do quintal elevado por meio de bombonas plásticas permitiu a elas cultivarem em pé aliando amor a agroecologia com acessibilidade”, finaliza George.

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Portal Interno   Projeto campo cidade

Projeto atende agricultores familiares de 14 municípios, contribui para o fortalecimento da Rede e suas organizações, a partir da ampliação
dos canais de comercialização e fortalecimento da relação com os consumidores

Ampliar os canais de comercialização da Rede Espaço Agroecológico, a partir da qualificação dos produtos agroecológicos e orgânicos, mobilizar o maior número de agricultores familiares com o desenvolvimento de novos empreendimentos e promover o empoderamento e a auto-organização política e econômica de mulheres e jovens da Rede. Esses são os principais objetivos do projeto Rede Espaço Agroecológico: Campo e Cidade construindo o Bem Viver, do Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá.

O projeto foi selecionado no Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia, Extrativismo – Ecoforte, uma parceria da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e recebeu o investimento social de R$ 496 mil para beneficiar 237 agricultores/as familiares de 14 municípios pernambucanos: Recife, Olinda, Paulista, Abreu e Lima, Igarassu, Itamaracá, Jaboatão dos Guararapes, São Lourenço da Mata, Camaragibe, Vitória de Santo Antão, Chã Grande, Feira Nova, Bom Jardim e Lagoa do Itaenga.

A comercialização dos produtos será feita por meio de dois empreendimentos da Rede: o Grupo de Consumo Responsável (GCR) – uma iniciativa gerida por um coletivo de agricultores/as e consumidores que busca promover relações solidárias entre quem produz e quem compra, de modo que os produtos comercializados sejam valorizados pelos efeitos benéficos desse circuito sobre o meio ambiente, a economia local e as pessoas; e a Agroecoloja, um negócio social criado pela Rede Espaço Agroecológico e pelo Centro Sabiá, onde a população recifense pode encontrar em horário flexível, alimentos agroecológicos provenientes da própria Rede e de outros parceiros do campo agroecológico de todo país.
Além de uma loja física na cidade de Recife (PE), o escoamento da produção também acontece por meio das cinco feiras que a Rede possui. Nesses espaços os consumidores encontram uma grande variedade de produtos agroecológicos e orgânicos.

Semeando conquistas

No primeiro edital do Programa Ecoforte que a Rede foi contemplada, o investimento da Fundação BB e do BNDES serviu para ampliar a capacidade produtiva, a partir da construção de cozinhas experimentais para o beneficiamento da produção, aquisição de maquinários, veículos e assessoria técnica.

Foi no ano de 2003, que João Ribeiro conheceu a Rede Sabiá, após voltar a sua terra natal, a Comunidade Sítio Feijão, município de Bom Jardim, que fica cerca de 100 quilômetros de Recife. Em 1997, ainda muito jovem foi morar em Recife em busca de trabalho e planos de dar a família melhores condições de vida. Mas o caçula de dez irmãos teve que voltar para cuidar dos pais que estavam com idade avançada. Na época, trabalhando na lavoura de forma convencional, foi convidado a fazer parte da Associação de Agriculcutures/Agricultoras Agroecológicos de Bom Jardim – Agroflor, uma das entidades que compõem a Rede Sabiá e passou a acompanhar as atividades e intercâmbios.

Em 2013, João, que é um dos 120 associados da Agroflor, iniciou sua produção agroecológica de hortaliças e frutas diversas, com a colaboração da esposa e dos dois filhos adolescentes. “Duas vezes por semana a Agroflor recolhe a minha produção e dos outros associados e leva para ser comercializada na loja da Rede. Eu também vendo na Feira de Boa Viagem, em Recife. A gente trabalha duro para que o projeto seja um sucesso. Ter um lugar para entregar a produção ajuda muito. A Rede é muito importante para os agricultores da base agroecológica”, declarou.

“Hoje, o Programa Ecoforte, voltado às redes de agroecologia no país, tem papel central no fortalecimento da agricultura familiar e para a ampliação da produção sustentável de alimentos. A agroecologia é um campo que consegue garantir todo um ciclo virtuoso com sua produção que fortalece a economia local, respeita o meio ambiente e promove saúde às pessoas que acessam cada vez mais comida sem veneno e a preços justos. Todo esse processo, sem dúvidas, tem grande impacto na soberania e segurança alimentar e nutricional do povo brasileiro”, destaca Davi Fantuzzi, assessor de Mercados no Centro Sabiá e Coordenador da Comissão de Produção Orgânica de Pernambuco (CPOrg-PE).

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GIFE Mulheres em Rede

Parceria entre Fundação BB e ONU Mulheres irá impulsionar agricultoras familiares do Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro

“A gente tem que chorar no começo para sorrir no fim”. Foi com esta frase, que a jogadora Marta da Silva sintetizou como deve ser o investimento para que o futebol feminino brasileiro seja vencedor. O desabafo foi após a derrota para o time da França em junho. Marta, além de ser eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), é embaixadora da ONU Mulheres e reivindica os mesmos direitos para homens e mulheres no futebol.

A metáfora “chorar no começo, para sorrir no fim” é uma realidade para várias mulheres, não só no futebol, mas também na agricultura. Ainda há uma realidade no meio rural, da mulher cuidar da casa, dos filhos, da lavoura, mas a decisão sobre os rumos da produção continuam na mão dos homens. Estudos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que representa a posição da ONU, aponta que as mulheres são responsáveis por 40% da produção de alimentos no Brasil, mas não possuem os mesmos acessos aos recursos de financiamento agrícola, aos serviços e educação. Porém, em países em que as mulheres alcançam as mesmas oportunidades, a produção agrícola aumenta no mínimo um terço. Isto ocorre porque as mulheres tendem a reinvestir o lucro na produção e no bem-estar da família.

Este é um dos diagnósticos levantados pela ONU Mulheres que possibilitou a parceria entre a entidade e a Fundação Banco do Brasil no projeto Mulheres Rurais em Rede. A união de forças, possibilitou o apoio para o Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense (MMNEPA), em janeiro deste ano, da Associação de Comercialização Solidária Xique Xique, no Rio Grande do Norte e a mais nova entidade beneficiada é a Cooperativa de Comércio Justo e Consciente GiraSol, com sede em Porto Alegre.

O investimento social é de mais de R$ 849 mil e vai atender 18 empreendimentos de agricultoras familiares, quilombolas e mulheres reassentadas pela reforma agrária dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro. Serão 180 mulheres atendidas de forma direta e ao todo, 14 municípios contemplados: Teresópolis, Magé e Maricá no estado do Rio de Janeiro; Pitanga, Mallet, e Inácio Martins no estado do Paraná e; Mostardas, Itati, Torres, Viamão, Gravataí, Taquara, Portão, Piratini no estado do Rio Grande do Sul.

A parceria foi assinada no dia 10 de julho, em Porto Alegre com as presenças do presidente da Fundação BB Asclepius Soares, representante da ONU Mulheres do Brasil, Ana Carolina Querino e das representantes de entidades ligadas ao movimento de mulheres do campo, agroecologia e economia solidária.

Para o presidente da Fundação Banco do Brasil o objetivo da parceria é fortalecer os empreendimentos solidários e econômicos liderados por mulheres e reduzir as desigualdades. “Ao fazer esta parceria com a ONU Mulheres, a Fundação BB contribui ainda mais para a autonomia, geração de renda e protagonismo das mulheres rurais”, avalia.

Capacitação, beneficiamento e comercialização

A Cooperativa GiraSol faz parte da Rede de Economia Solidária e Feminista (Resf) e tem atuação nos três estados que o projeto irá apoiar. Como cada organização está em diferentes estágios no processo de produção e comercialização agroecológica, as ações serão desenvolvidas em três etapas: primeiro a capacitação sobre melhores práticas agroecológicas, fortalecimento dos empreendimentos solidários a partir das realidades locais e beneficiamento e estrutura para comercialização dos produtos.

A coordenadora do projeto Tanara Lucas explica que já há a feira de Teresópolis (RJ) onde as produtoras já comercializam o que produzem, então será fornecido barracas e capacitação para beneficiamento dos produtos para aumentar a renda. Na cidade de Pitanga, no Paraná, a rede de mulheres também tem um espaço de comercialização de produtos agroecológicos, assim, o projeto vai impulsionar a produção de leite, já que a região tem este potencial.

“As mulheres quilombolas aqui do Rio Grande do Sul plantam para a subsistência porque ainda não sabem aproveitar o potencial do solo, então, primeiro faremos as capacitações, depois a estruturação logística e construiremos o armazém por meio da parceria com a Fundação BB. Nossa expectativa é transformar esta dinâmica e estimular estas mulheres quilombolas a produzirem excedente para venda e assim adquirirem autonomia", avalia Tanara. Autonomia que pode ser relacionada com “o sorrir no fim”, como disse a jogadora Marta.

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A plataforma será lançada em julho e irá ampliar a venda de produtores rurais da região. Nos dias atuais, os moradores dos municípios de Bragança Paulista e Atibaia já conseguem comprar os produtos usando o aplicativo de mensagens Whatsapp


A partir de julho, os moradores de Bragança Paulista (SP) e região vão poder comprar produtos orgânicos fresquinhos, por meio da plataforma online “Canteiro Mágico”. O serviço será oferecido pela Cooperativa dos Produtores Rurais Entre Serras e Águas,  e faz parte do projeto Loja Móvel de Orgânicos, que tem a parceria da Fundação Banco do Brasil. 

O projeto foi criado para beneficiar os consumidores com alimentos saudáveis, ampliar as vendas  e modernizar a gestão financeira da cooperativa. A loja móvel está aliada ao e-commerce, a um sistema financeiro integrado e a pontos de venda e entrega pré-determinados. A previsão é que o novo sistema seja inaugurado na primeira quinzena do mês de julho.

Hoje, quem mora nos municípios de Bragança Paulista e Atibaia já consegue comprar verduras, legumes, frutas, laticínios e outros produtos sem agrotóxicos, usando o aplicativo de mensagens Whatsapp. 

Os pagamentos são feitos com cartões de débito e crédito, sem a necessidade do uso de dinheiro em espécie. Quem adquire os produtos pode escolher entre receber em casa ou retirar em um dos pontos conveniados:Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista e Região (Sede Bragança e Sub Sede Atibaia), Igreja Messiânica de Bragança Paulista, ou retirar na feira semanal do Canteiro Mágico que acontece na Associação Bragantina de Combate ao Câncer (ABCC), e ainda com a opção de comprar mais coisas na hora da retirada.  

A cooperativa tem 73 agricultores familiares, 28 possuem certificação de produção orgânica.  Com os R$ 240 mil de investimento social que recebeu da Fundação BB, por meio do Projeto de Inclusão Socioprodutiva (PIS 2018), a entidade adquiriu uma van customizada, máquinas de cartões de crédito, construiu o sistema de gestão e contratou uma agência publicitária  para fazer o layout do portal.

Andréa Ono, gestora administrativa da cooperativa, explica que além de criar  políticas sociais voltadas aos pequenos produtores, o sistema móvel de venda de produtos orgânicos também irá  viabilizar um mercado que não dependa exclusivamente de recursos públicos, que possibilita a cooperativa a entrar no comércio varejista e que ainda irá reduzir os riscos de roubos, custos com logística e melhorar o preço final para o consumidor.

Sobre a cooperativa

A Cooperativa dos Produtores Rurais Entre Serras e Águas foi fundada em 2007 por agricultores familiares, com apoio do Escritório Regional de Desenvolvimento Rural (Cati/EDR Bragança), Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop-SP) e  cooperados de Joanópolis, Vargem e Piracaia, com o objetivo de  promover a qualidade de vida no campo e na cidade, por meio  da produção de alimentos saudáveis a preços justos para o agricultores e consumidores.  Na época, apenas um produtor trabalhava com agricultura orgânica certificada.  Ao mesmo tempo, grande parte participava de projetos de preservação ambiental e de articulação para fortalecimento da agricultura familiar. Muitos são publicamente reconhecidos pelo trabalho e preservação dos recursos hídricos.  Em agosto  de 2010 começou a fornecer 31 produtos para a merenda escolar de Atibaia. De lá para cá, vem abastecendo as escolas  de Bom Jesus dos Perdões, Campinas, Joanópolis, Piracaia, Vargem e Bragança Paulista, além de unidades do Exército e entidades assistenciais. Em todas elas fornece também produtos orgânicos.

Em 2014, iniciou a implantação de unidades de produção baseadas na Agricultura Sintrópica (Agrofloresta).  Atualmente, fazem parte da cooperativa, produtores localizados nos municípios de Bragança Paulista, Vargem, Joanópolis, Socorro, Atibaia, Amparo, Nazaré Paulista, Monte Alegre do Sul, Morungaba, Paraisópolis e Tuiuti, no estado de São Paulo; e de Cambui, Pouso Alegre, Senador Amaral e Gonçalves, em Minas Gerais.

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Portal Maior Teresina

Projeto tem investimento social de R$ 2,3 milhões, sendo R$ 2 milhões da Fundação BB, e o restante de contrapartida da Prefeitura de Teresina 

A Fundação Banco do Brasil e a Prefeitura de Teresina (PI) lançaram na sexta-feira (29), em Teresina (PI), o projeto “Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Agroecológica e Produção Orgânica de Hortaliças". O evento realizado no salão nobre da Prefeitura contou com a presença do presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, do diretor de Governo do Banco do Brasil, Ênio Mathias Ferreira e de representantes da Prefeitura de Teresina e de horticultores beneficiados.

O convênio de cooperação financeira vai receber o investimento social de R$ 2,3 milhões, sendo R$ 2 milhões da Fundação BB, e o restante de contrapartida da Prefeitura de Teresina. O projeto será executado pela Superintendência de Desenvolvimento Rural de Teresina e vai atender cerca de 1,4 mil agricultores familiares.

O objetivo do projeto é promover o desenvolvimento da agroecologia e produção orgânica de hortaliças, do cultivo de arroz, feijão, milho, mandioca, além da oferta de composto orgânico, comercialização de hortaliças sanitizadas, higienizadas e padronizadas, contribuindo para a melhoria do padrão alimentar, nutricional e renda das famílias.

Os recursos financeiros serão investidos na compra de equipamentos (trator agrícola, caçambas, caminhão, triciclos com baú isotérmico/refrigerado), compostador de resíduos orgânicos, além de usina de processamento de coco verde, aquisição de sementes de hortaliças, de materiais de higiene, limpeza, embalagens, compra de adubo orgânico e a realização de cursos na área de higienização e sanitização, de agroecologia e produção orgânica.

Investimento social no estado do Piauí
Nos últimos 10 anos, a Fundação Banco do Brasil investiu cerca de R$ 56,4 milhões no estado do Piauí. Foram 249 projetos executados, em 101 municípios e 104,7 mil pessoas atendidas. Na capital Teresina, de 2009 até 2019, a Fundação Banco do Brasil aportou R$ 28,4 milhões em 27 projetos e cerca de 5 mil pessoas foram beneficiadas.

No estado, o maior investimento foi na construção de cisternas de água de beber e de produção. Foram R$ 33,5 milhões investidos para garantir o acesso a água para 1,4 mil famílias. O programa AABB Comunidade, que atende crianças e adolescentes no contraturno escolar, recebeu R$ 4.5 milhões e atendeu 12,6 mil estudantes. Foi o segundo maior investimento da FBB no estado do Piauí. As cadeias de produção de mel e caju, também receberam aporte de R$ 1.7 milhões e R$ 700 mil, atendendo 4.6 mil participantes.

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Fotos: acervo Prefeitura Municipal de Teresina.

 

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Revolução dos Baldinhos, de Florianópolis, foi o único representante do Brasil no Fórum Global de Alimentação e Agricultura

O método de reaproveitar resíduos orgânicos para fazer compostagem e o desenvolvimento da agricultura urbana foi reconhecido, na Alemanha, como uma das 15 práticas excepcionais em agroecologia do mundo. A iniciativa, originalmente brasileira, é conhecida como Revolução dos Baldinhos e foi desenvolvida com o apoio do Cepagro (Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo), de Florianópolis (SC).

A iniciativa foi a única representante do Brasil na premiação do Fórum Global de Alimentação e Agricultura, realizada no dia 18, durante a Semana Verde Internacional, em Berlim. O concurso foi promovido pelo WFC (World Future Council), que escolheu, entre 77 indicações, de 44 países, práticas que promovem a transição para a agroecologia do Sul do globo e que atingiram os critérios de agroecologia desenvolvidos pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura). Os escolhidos são projetos, programas, empresas sociais e organizações não-governamentais ligadas à alimentação sustentável.

A Revolução dos Baldinhos teve início em 2008, na comunidade Chico Mendes, região continental de Florianópolis, para resolver um problema grave de contaminação de doenças pelo manejo incorreto do lixo e que ocasionou na infestação de ratos - incluindo a morte de pessoas por doenças. O saldo do trabalho realizado por meio da gestão comunitária de resíduos e da compostagem foi a redução do número de doenças, higienização das ruas e o envolvimento da comunidade. A iniciativa sensibiliza as famílias para a reciclagem das sobras de comida e as transforma em composto orgânico, disseminando o plantio como promoção da saúde e alimentação saudável.

A metodologia constrói um círculo virtuoso. No momento em que se recolhe os resíduos orgânicos nas casas, escolas e creches, faz-se a entrega do adubo aos moradores, que utilizam em suas hortas e pequenas plantações orgânicas, resultando em alimentos saudáveis. O lixo que segue para a coleta pública, sem a mistura de restos de comida, fica seco, sem mau cheiro, não suja a rua e é facilmente manuseável. Além disso, ao separar o lixo, a comunidade faz a triagem de materiais, encaminhando aquilo que pode ser reaproveitado para a reciclagem.

Este não é o primeiro prêmio da instituição. Em 2011 a Revolução dos Baldinhos já havia sido certificada como Tecnologia Social pela Fundação BB. Dois anos depois, foi vencedora nacional no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social, na categoria Instituições de Ensino, Pesquisa e Universidades. A iniciativa também é uma das cinco escolhidas para ser implementada no Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts) – criado para mobilizar moradores por meio da convivência social em empreendimentos de baixa renda financiados pelo Banco do Brasil. O Muts também foi premiado pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU Habitat), na categoria “Inovações tecnológicas para a habitação e para uma cidade sustentável e inclusiva”, em 2018.

Cintia Aldaci Cruz é a coordenadora da tecnologia social, em Santa Catarina. Ela diz que o trabalho do grupo pode ser reconhecido como uma política pública junto a comunidade. "Sabemos que estamos no caminho certo. Somos uma tecnologia social certificada pela Fundação BB e esperamos que este prêmio internacional também possa abrir portas para nosso trabalho", avalia.

Segundo Júlio César Maestri, engenheiro agrônomo da Cepagro, os prêmios são importantes, no sentido de exaltar a experiência comunitária dos moradores que há tantos anos se dedicam para manter o projeto ativo. "Muitas coisas aconteceram, mas o projeto é tão importante para a comunidade que se mantém vivo até hoje. Esses prêmios ajudam a dar esse reconhecimento, renovando a energia da comunidade. Nós, do Cepagro, estamos felizes pela autonomia do grupo. Além disso, acredito que isso fortalece a dimensão, para que essa experiência continue sendo reaplicada dentro do projeto Muts, por outras comunidades do Brasil", avalia.

 

Por ser reconhecida como tecnologia social, a Revolução dos Baldinhos passou a integrar o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação BB para que a metodologia possa ser reaplicada em qualquer localidade do Brasil. A metodologia pode ser conferida aqui: http://bit.ly/2RcY9GU

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Projeto foi financiado pela Fundação BB e BNDES em parceria com ADAI

Agricultores familiares do Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul receberam unidades de produções agroecológicas e placas solares de aquecimento de água. A implementação das tecnologias sociais aconteceu entre os anos de 2016 e janeiro deste ano, com o objetivo de promover melhoria na qualidade de vida das famílias, por meio da soberania alimentar, geração de renda, bem como potencializar a alternativa de geração de energia.

A Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investiram R$ 4,5 milhões no Programa de Promoção da Soberania Alimentar em Regiões Atingidas por Barragens. A Associação de Desenvolvimento Agrícola Interestadual – ADAI foi a entidade responsável por executar o projeto nas 210 propriedades dos agricultores familiares, em 18 municípios. Cada família recebeu uma unidade da Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais), além das Placas Solares ASBC (Aquecimento Solar de Baixo Custo), assistência técnica e curso de formação teórica e prática.

As duas tecnologias sociais são certificadas pelo Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social e integram o Banco de Tecnologias Sociais (BTS). A tecnologia social Pais tem papel importante na produção de alimentos saudáveis e livres de agrotóxicos. Seu formato em círculo permite o cultivo de hortas e criação de galinhas, simultaneamente, envolvendo diretamente homens, mulheres e jovens em todas as fases.

Cristiane Hannauer, colaboradora da ADAI, explica que o sistema Pais fez com que as famílias repensassem a sua alimentação de forma a priorizar os produtos que elas mesmas produziam e alimentos sem resquícios de agroquímicos. Para além do autoconsumo, muitas delas comercializam os produtos nas feiras e comércio local, garantindo renda extra, principalmente com a venda de ovos e hortaliças.

As placas solares de aquecimento de água têm montagem fácil e demandam pouca manutenção. A água em temperatura ambiente é disponibilizada para um boiler (aquecedor) de 200 litros, montado no telhado, na parte que mais recebe sol. A água do boiler entra por gravidade em tubos de vidro revestidos por uma tinta específica para captar melhor a luz solar, e a partir daí começa o processo de aquecimento de água, que pode chegar a mais de 90 graus, trazendo mais economia e conforto para as famílias.

“As placas solares também geraram inúmeros benefícios para as famílias, a maioria relatou ter percebido diminuição significativa na conta de luz, economia que chegava de 30% a 40%. E para além de uso no banho, a água quente também é usada nos serviços domésticos na cozinha, limpeza de materiais e equipamentos de ordenha e manuseio com o leite, além de outras necessidades da família, garantindo economia, conforto e qualidade de vida”, declarou.

Antônio Tavares, morador do Assentamento Santa Clara, distrito de Condói, sempre trabalhou com lavouras de feijão, milho e soja. Ele conta que há dois anos, com a chegada da produção agroecológica em sua propriedade, ampliou sua pequena horta caseira. Hoje ele produz um canteiro bem maior com alface, almeirão, repolho, batata, amendoim, melancia, melão, além de outras variedades. “O projeto mudou a nossa forma de plantar os alimentos que levamos à mesa. Antes comprávamos tudo no comércio e hoje em dia nós é quem oferecemos os nossos produtos ao mercado’, disse.”

Grande parte das famílias beneficiadas pelo projeto vive próxima à barragens, a exemplo do complexo binacional de Garabi-Parambi, Barragem de Itá, Barragem de Machadinho, Barragem de Itapiranga, Barragem Foz do Chapecó, Usina Hidrelétrica de Águas de Chapecó e Celso Ramos e Usina Hidrelétrica de Campos Novos. Os municípios paranaenses que receberam as tecnologias são: Candói, Rio Bonito do Iguaçu e Porto Barreiro. Os selecionados do Rio Grande do Sul são: Aratiba, Mariano Moro, Marcelino Ramos, Erechim, Alecrim e Porto Lucena. Os de Santa Catarina: Mondai, Itapiranga, São João de Oeste, São Carlos, Águas de Chapecó, Caxambu do Sul, Celso Ramos, Anita Garibaldi e Cerro Negro.

 

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Projetos vão atender cerca de 7 mil pessoas das cinco regiões do país

Vinte e oito entidades sem fins lucrativos foram habilitadas pela Fundação Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Programa Ecoforte Redes, para investirem em projetos de agroecologia nas cinco regiões do país. As contempladas foram escolhidas nas seleções públicas 2017/030 e 2017/031, que disponibilizam recursos no valor de R$ 25 milhões do Fundo Social e do Fundo Amazônia administrados pelo BNDES. 

A seleção tem como objetivo, apoiar projetos territoriais de redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica, voltados à intensificação das práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade e de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica. Os projetos vão atender cerca de 7 mil pessoas diretamente.

No Edital 2017/030, que é voltado para atender propostas novas de redes de agroecologia ou à consolidação das atendidas pelo certame de 2014 foram habilitadas 21 entidades..

Enquanto o Regulamento número 2017/031, uma chamada direta para melhoria de organizações de agroecologia conveniadas pelo edital de 2014, vai atender sete entidades.

Conheça aqui as vencedoras.

Programa Ecoforte
Criado em 2013, o Ecoforte possibilitou a integração das organizações participantes, com ampliação da participação de agricultores familiares no processo de transição agroecológica, inserção produtiva de jovens e mulheres, melhoria da capacidade de produção, articulação e realização de negócios solidários nas próprias redes

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