Entidades podem se inscrever até o dia 21 de abril, pela internet

Uma das principais premiações do terceiro setor no país, organizada pela Fundação Banco do Brasil, está com inscrições abertas até o dia 21 de abril para receber propostas do Brasil, da América Latina e do Caribe. O Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social reconhece e certifica iniciativas como boas práticas  e que podem ser reaplicadas em todas as localidades do país. Para isso a Fundação BB desenvolveu o Banco de Tecnologias Sociais, que hoje conta com 986 projetos certificados durante os 18 anos em que organiza o Prêmio.

Na edição deste ano, uma das novidades é a premiação especial Mulheres na Agroecologia, que visa identificar tecnologias sociais que promovam o protagonismo feminino na gestão da produção agroecológica. 

A agricultora Rita Ambrósio de Melo, de Monsenhor Tabosa, no sertão do Ceará, é uma das mulheres que transforma a moda em uma força para o bem por meio de seu trabalho. Ela participa do projeto Consórcios Agroecológicos com Algodão Mocó, desenvolvido pela ONG Esplar, com o apoio do Instituto C&A. Foi lá que Rita encontrou uma forma de transformação social.  “Hoje trabalhamos com a agroecologia, que aproveita o solo sem prejudicar o meio ambiente e o processo é livre de agrotóxicos”, revela. Para Rita, pensar na agroecologia é muito importante. “Vejo a agroecologia como uma forma de empoderamento feminino”, afimra.

“No Instituto C&A, buscamos fortalecer iniciativas inovadoras e inclusivas por meio de apoios a atores regionais, que nos ajudam a melhorar a qualidade de vida e a renda de pequenos produtores de algodão sustentável, incentivando a produção e a demanda da matéria-prima”, afirma Luciana Pereira, Gerente de Matérias-Primas Sustentáveis do Instituto C&A.

Reconhecimento

Na última edição do Prêmio, em 2017, a vencedora da categoria Agroecologia foi a tecnologia social Povos da Mata, que atua em Ilhéus/BA. Após dois anos da premiação a rede expandiu  por meio da formação de novos núcleos nas regiões de 

Povos da Mata red

Porto Seguro, Chapada Diamantina, Vitória da Conquista, Petrolina e Jacobina.

Para Fabíola Almeida, uma das autoras do projeto, além da reaplicabilidade da tecnologia social nessas regiões, a gestão está mais organizada. ”Hoje os agricultores já entendem a sua importância na rede e, com isso, estão mais empoderados, com mais participação 

em todo o processo agroecológico”, afirma.

Fabíola diz que a rede desenvolveu um ciclo de circulação e comercialização de alimentos agroecológicos entre as feiras e também um intercâmbio de produtos com outras redes de agroecologia. ”Por meio desse ciclo, já foram comercializados 

65 toneladas de produtos agroecológicos, com diversidade de 40 itens, os quais também alimentam tanto as famílias agricultoras, quanto os consumidores, garantindo a soberania alimentar de todos envolvidos. Com isso a renda dos agricultores envolvidos no processo de comercialização aumentou consideravelmente. Hoje a Rede Povos da Mata conta com mais de mil famílias no processo de transição, das quais 326 agricultores possuem o certificado orgânico.

O Prêmio

Na edição deste ano, além da premiação especial Mulheres na Agroecologia, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social também irá reconhecer iniciativas em outras quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda" e "Meio Ambiente”, outras duas premiações especiais: “Primeira Infância” e “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico,” e uma categoria Internacional, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; "Educação", “Geração de Renda” e “Meio Ambiente.”

Os três primeiros lugares de cada categoria nacional e especial serão premiados com R$ 50 mil, 30 mil e 20 mil, respectivamente. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promoverem a igualdade de gênero, o protagonismo e empoderamento da juventude receberão um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação.

As inscrições para o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social podem ser feitas no site www.fbb.org.br/premio e estão abertas para entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe.

Nesta edição, o Prêmio conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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Quinta, 23 Novembro 2017 09:47

Vencedores serão anunciados em Brasília

Com 173 certificadas e 21 finalistas, chegou a hora de conhecer as melhores iniciativas do Brasil e América Latina

A cerimônia de premiação da 9ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social será na noite dessa quinta-feira (23), no CICB - Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília. O anúncio das iniciativas vencedoras será feito na presença de representantes das 21 finalistas, dos parceiros do Prêmio e convidados. Os ganhadores nacionais receberão premiação de R$ 50 mil, que devem ser destinados à expansão e melhoria das tecnologias. Todas as finalistas receberão troféu e um filme documentário retratando a iniciativa. A cerimônia será transmitida ao vivo pelo canal youtube.com/fundacaobb, com a cantora e compositora Paula Lima como mestre de cerimônia.

Nesta edição, o Prêmio foi dividido em seis categorias voltadas para experiências no Brasil: "Água e Meio Ambiente"; "Agroecologia"; "Economia Solidária"; "Educação"; "Saúde e Bem-Estar" e "Cidades Sustentáveis e Inovação Digital". Já as iniciativas da América Latina e do Caribe concorreram na categoria Internacional. Cada categoria tem três finalistas, somando 21.

As tecnologias finalistas foram avaliadas por uma comissão julgadora, composta por técnicos da Fundação BB, especialistas de organizações da sociedade civil e por representantes de entidades privadas e governamentais, segundo critérios de interação com a comunidade, possibilidade de reaplicação e, especialmente, pela efetiva transformação social. Auditados pela KPMG Auditores Independentes, os nomes dos vencedores só serão conhecidos durante a cerimônia, com início marcado para às 20 horas.

Realizado desde 2001, o Prêmio é considerado uma das principais ferramentas de identificação e reconhecimento de tecnologias sociais em todo o País. Só este ano, foram 735 inscrições da América Latina. Dessas, 173 receberam certificação e passaram a fazer parte do Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação Banco do Brasil, uma base de dados online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. Hoje são cerca mil iniciativas identificadas, aptas e disponíveis para reaplicação.

Este ano, a premiação tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

A divulgação deste assunto contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Sistemas agroflorestais ajudam famílias a produzir alimentos de maneira sustentável

O Assentamento Três Conquistas, localizado no Paranoá, região administrativa do Distrito Federal, é hoje um lugar com muitas árvores e plantações, que nem de longe lembra o final dos anos 90, quando foi destinado às 65 famílias provenientes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Na época, a terra tinha baixo índice de produtividade, resultado de muitos anos de produção de eucaliptos e capim braquiária.

A mudança aconteceu a partir de 2011, com o uso da Tecnologia Social Sistemas Agroflorestais para Composição de Reserva Legal (Safs), implantada pela Associação dos Trabalhadores Rurais da Reforma Agrária, após a Secretaria de Agricultura informar aos moradores que eles precisariam estabelecer a reserva legal para que pudessem iniciar o processo de regularização de suas parcelas. A metodologia foi apresentada por Maria da Conceição do Nascimento Oliveira, a Ceiça, ex-moradora do assentamento e responsável pela tecnologia.

Os Safs fazem uso de espécies arbóreas de portes e ciclos diferenciados, associadas a cultivos agrícolas, intercaladas de forma que possam aproveitar o espaço de plantio tanto na vertical quanto na horizontal. A técnica é apropriada para recuperar solos degradados, promover equilíbrio ambiental, infiltração de água no solo, garantir autonomia alimentar e estreitar a relação do homem com a terra.

Hoje, 32 propriedades na região trabalham com a metodologia e já são mais de 10 hectares reflorestados com árvores nativas do Cerrado. Entre as espécies plantadas estão jatobá, pequi, araçá, cagaita, paineira rosa, ipê (branco, rosa e amarelo), imburana e angico. Além disso, os moradores cultivam banana, mamão, abacaxi, feijão, milho, abóbora, melancia, batata doce, cana, maxixe, quiabo, mandioca e gergelim. A produção ajuda na subsistência e melhoria da renda familiar.

Ceiça, que tem graduação em agroecologia, conta que no projeto todas as decisões são tomadas em conjunto, de forma democrática e participativa e que a participação das mulheres no desenvolvimento das ações foi essencial para o sucesso do projeto. “Elas têm um cuidado todo especial e uma preocupação em oferecer o alimento mais natural para as famílias”.

Após duas décadas em que a terra foi entregue às famílias, mais da metade dos moradores são pioneiros, assim como Gilberto Ribeiro dos Santos. Na sua propriedade de 15 hectares ele explica que produz e comercializa um pouco de tudo. “Somos orgulhosos do que já fizemos, porque lutamos muito para chegar até aqui. Hoje trabalhamos na sombra e temos diversidade na produção, o que nos permite colheita o ano inteiro. Nosso assentamento é visto como referência em produção sustentável, tanto que recebemos visitas de estudantes o ano inteiro”, conclui.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro e tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.



A divulgação deste projeto contempla quatro 
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Quilombolas, assentados da reforma agrária e agricultores familiares são mobilizados para a produção sustentável de alimentos

Seja por questões de saúde ou para a preservação do meio ambiente, os alimentos agroecológicos têm despertado cada vez mais o interesse da sociedade. No município de Ilhéus, o trabalho desenvolvido pela Associação Povos da Mata Atlântica do Sul da Bahia de Certificação Participativa, aponta o sistema agroecológico como o melhor caminho, não só para a produção de alimentos saudáveis, mas também para transformar as famílias em protagonistas da conservação ambiental e do desenvolvimento socioeconômico das comunidades.

A entidade formou a “Rede de Agroecologia Povos da Mata”, com a participação de agricultores familiares, assentados da reforma agrária, comunidades indígenas, quilombolas, agricultores em geral e consumidores, também chamados de coprodutores. A Rede é a primeira da Bahia a ser credenciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para emitir certificados e selos orgânicos de produtos agrícolas e de seus derivados.

A certificação é realizada em estações distribuídas em quatro territórios baianos: Litoral Sul (Ilhéus e Itabuna); Baixo Sul (Ibirapitanga e Morro de São Paulo); Costa Descobrimento (Porto Seguro); e Caatinga (Irecê). Para obter a certificação, o agricultor tem que se comprometer com a produção de agricultura orgânica em conformidade com a legislação vigente e normas estabelecidas pela organização. Ao todo, são 700 famílias incluídas no processo - 250 já são credenciadas e o restante está em fase de certificação.

“Apoiamos e capacitamos produtores a certificarem e a comercializarem seus produtos, oferecendo aos consumidores mercadorias com garantia de origem”, declarou Tatiane Botelho da Cruz, presidente da Rede. Tatiane explica que o consumidor recebe o nome de coprodutor devido à participação dele no processo. “Quando o consumidor faz a opção de consumir alimentos sem agrotóxicos, ele está ajudando a cuidar dos rios, da mata e deixando de poluir o meio ambiente e, consequentemente, se torna nosso parceiro”.

A Rede, que é finalista no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social na categoria Agroecologia, vai muito além da certificação. Ela atua no incentivo ao associativismo, na produção e no consumo de produtos orgânicos, na aproximação solidária de agricultores e consumidores, no intercâmbio, no resgate e na valorização do saber popular e em atividades de formação socioculturais, ambientais e de cidadania.
Na propriedade da agricultora e integrante da Rede Maria da Conceição Mendes de Jesus, que fica próxima à cidade de Ilhéus, desde 2006, não entra uma gota de produtos químicos. A trabalhadora conta que depois que aprendeu a trabalhar com alimentos naturais tudo mudou. São 13 hectares com plantações de cacau, banana, mandioca e hortas. “Por longos anos trabalhei com química e não tinha conhecimento dos perigos. Depois que comecei a trabalhar com o alimento natural vi os benefícios que faz para a nossa saúde e dos nossos clientes e para o meio ambiente”. Os produtos agroecológicos da rede são comercializados em 19 feiras orgânicas de venda direta.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro. O concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.


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Quarta, 04 Outubro 2017 15:19

Depois do abrigo, uma nova vida

Tecnologia social desenvolve atividades para acompanhar jovens após deixarem instituições onde moram

Quando atingem a maioridade, aos 18 anos, jovens que vivem em abrigos se veem obrigados a deixarem as instituições, mas muitos deles ainda sem condições para lidar com a nova situação de vida, que exige autonomia e, principalmente, independência financeira.

Diante desse contexto, o “Grupo Nós: trabalho de preparação para a vida autônoma”, do Instituto Fazendo História, da cidade de São Paulo (SP) realiza um trabalho de transição com os adolescentes, com fortalecimento de vínculos afetivos (familiares, comunitários e com outros jovens), estimulando a apropriação dos espaços culturais e sociais da cidade, e a construção de projetos profissionais e planejamento financeiro e de habitação. Toda ação é realizada em parceria com o serviço de acolhimento, voluntários, empresas apoiadoras e organizações sociais, com duração de três anos.

O primeiro contato com o Grupo Nós acontece, na maioria das vezes, quando o adolescente atinge a idade de 16 anos e se encerra aos 19 anos. Mas em alguns casos, a depender do desenvolvimento do participante, o atendimento se estende por mais dois anos, mesmo quando já está fora do acolhimento.

Coordenadora do Grupo, Mahyra Costivelli, explica que a metodologia foi construída com a participação dos adolescentes, em 2011. No início, a ideia era montar um projeto voltado para a moradia coletiva, mas os jovens trouxeram outros desejos e necessidades. “É preciso prepará-los para viverem os desafios da vida fora do acolhimento, como a imaturidade para lidar com os problemas do cotidiano, a falta de políticas públicas direcionadas e o preconceito”, disse.

Willian Jonathan dos Santos foi pioneiro do Grupo e ajudou a pensar no formato do projeto. Ele conta que recebeu o convite para participar dos grupos de discussões quando ainda estava em abrigo e que nas reuniões sempre lhe deram espaço para falar.

“Sair do acolhimento é um momento desafiador para todos e eu tinha essa preocupação. O pessoal do Grupo Nós queria conhecer os nossos sonhos e desejos. A gente levava as experiências que tínhamos no abrigo - as boas que a gente gostaria que fossem adotadas e ainda aquelas que não desejávamos que fossem repetidas. A minha vida quase toda foi no abrigo – dos 4 aos 18 anos - e eu não conhecia quase nada fora. O Grupo Nós foi essencial para o meu amadurecimento, meu porto seguro. Sempre gostei muito de arte, sempre fui muito sonhador e tive meus pés fora do chão (risos). Lá recebi ajuda para me organizar e fui preparado para saber esperar, porque sempre fui ansioso e por conta disso, muitas vezes era frustrado. Tenho o Grupo Nós como referencial de vida. Quando achava que não ia dar certo, eles estavam ali para me apoiar”, declarou. Hoje, William está com 23 anos, mora no seu espaço, estuda teatro, trabalha em uma academia, faz estágio e estuda numa escola de atores.

Finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia social, o método é dividido em etapas, sendo que a primeira contempla os grupos de propósito, com oficinas para que cada adolescente descubra seus talentos, a fim de construir projetos de vida alinhados aos seus propósitos e potencialidades.

Após essa etapa, cada adolescente segue acompanhado por um monitor de forma individual durante três anos. Os jovens ainda participam de grupos de reflexão, além de encontros temáticos e atividades culturais coletivas e de forma individual.

“Fazemos um trabalho de aposta nas potencialidades de cada adolescente. Procuramos caminhar ao lado do jovem, valorizando sua história de vida e fortalecendo sua rede de pertencimento. Com isso, é promovida a autonomia, respeitando as escolhas, o tempo e os limites de cada um”, declarou a coordenadora.

Sobre o Prêmio

Na fase final do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, além do Grupo Nós outras 17 iniciativas são finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em 23 de novembro em Brasília (DF). Entre as 735 inscritas neste ano, 173 foram certificadas e passaram a constar no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online gratuito de soluções para problemas sociais mantido pela Fundação BB. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir essa iniciativa e outras finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

A divulgação deste projeto contempla um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Atividade é desenvolvida no distrito paulista de Campo Limpo e concorre ao Prêmio de Tecnologia Social da Fundação BB

Silvestre e Vera são dois moradores entre as 216 mil pessoas que residem no distrito de Campo Limpo, zona Sul de São Paulo. Ele, proprietário de um açougue no bairro Jardim Maria Sampaio, via-se ameaçado com a abertura de um grande supermercado na região. Ela, dona de casa, tinha um sonho de começar o seu próprio negócio e aumentar a renda da casa, porém não tinha emprego fixo e nem as economias davam conta das despesas da casa. As histórias dessas duas pessoas passaram por uma grande transformação depois de conhecerem o Banco Comunitário União Sampaio, aberto pela União Popular de Mulheres do Campo Limpo (UPM), em 2009 e que concorre como finalista no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social deste ano.

Frente às dificuldades situacionais do bairro, como a grande concentração de população de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social, as associadas pensaram numa alternativa para fomentar a atividade econômica local e gerar renda para as pessoas da região, principalmente para fortalecer o protagonismo das mulheres e pequenos empreendimentos solidários e desenvolveram uma metodologia econômica que gerou bons resultados. A ideia foi criar uma moeda social para circular apenas dentro do próprio bairro, o “Sampaio” e com isso, passou a oferecer crédito para os moradores da região, usando como apoio a análise de um Conselho de Análise de Crédito (CAC), formado também por moradores da localidade.

Segundo Neide de Fátima Abati, presidente da UPM, qualquer pessoa do bairro pode solicitar o empréstimo, mas a preferência é para mulheres chefes do lar. Após preencher um cadastro, a solicitação passa pela avaliação do Conselho, que faz visitas presenciais às casas dos solicitantes e fazem um acompanhamento financeiro, inclusive com instruções de conscientização do empréstimo. O solicitante recebe o valor em “Sampaios”, moeda que é aceita apenas por comerciantes credenciados do bairro. “O pagamento de volta para o banco pode ser parcelado e dependendo do valor do empréstimo, não há juros - e quando há, são menores do que os bancos convencionais”, garante Neide.

O açougueiro Silvestre foi um dos primeiros comerciantes a aderir ao “Sampaio”. Após aceitar a moeda social, ele ganhou a fidelização de seus clientes e já contabilizou 30% de crescimento em um período de dois anos, o que permitiu ampliar o seu negócio e não se preocupar mais com a ameaça de outros concorrentes. Já a moradora Vera realizou o curso de panificação em um dos núcleos da UPM e em 2015 procurou o banco para realizar um empréstimo com a finalidade de comprar materiais para produzir pães para venda. O pequeno negócio gerou lucro e hoje ela continua recebendo encomendas de pães, além de ministrar cursos de panificação para dividir a experiência com outras moradoras do bairro.

Neide explica que os comerciantes são conscientes do impacto positivo pelo uso da moeda local para o reforço do seu negócio. “O “Sampaio” é fundamental para melhorar a vida das pessoas no bairro, que muito interessa aos comerciantes. Não só por uma questão de sentimento de solidariedade, que existe realmente entre eles, mas também por que veem nesta dinâmica econômica a saída para a sobrevivência de seus negócios”, conclui.

A moeda

A cédula do “Sampaio” é produzida em parceria com o Banco Palmas do Ceará, que comanda a rede de Bancos Comunitários. Ela é feita com papel moeda e com marca d’água especial para evitar falsificações.  Cerca de 30 comerciantes já aderiram à moeda entre mercadinhos, lojas, farmácias, salões de beleza e lanchonetes.

Segundo Neide, o banco já atendeu mais de três mil pessoas desde sua fundação, fortalecendo assim uma rede de economia solidaria local. “Não há uma média de valores do empréstimo. Já atendemos desde grandes empréstimos, como cinco mil reais, até pequenos valores de 100 reais, em função das necessidades e capacidade econômica de devolução”, explica.

Esta iniciativa foi inscrita no prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil neste ano e foi certificada como tecnologia social. Agora ela é uma das 18 finalistas e concorre como ao prêmio de R$ 50 mil, na categoria Economia Solidária. A proposta também já compõe o Banco de Tecnologias Sociais e pode ser reaplicada em outras localidades.

Conheça outras iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 em fbb.org.br/finalistas

Sobre o Prêmio

O Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio 

Veja aqui a lista das 173 certificadas

 

 


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Como conseguir o empréstimo de "Sampaios"?


Público alvo: Mulheres da comunidade em situação de vulnerabilidade social, pequenos empreendimentos solidários, empréstimos destinados à moradia e ao consumo local.

• Solicitação do empréstimo com preenchimento do cadastro

• Palestra para conscientização do processo de crédito

• Análise da ficha com vista à casa do solicitante e vizinhos

• Geração de informe e deliberação dos membros do CAC

• Retorno ao solicitante (com ou sem aprovação)

• Apoio de assistência social para fazer um acompanhamento da evolução do solicitante, sem aprovação do crédito, para que possa conseguir o empréstimo mais adiante.

• Análise e apoio social, para além da necessidade financeira, com um atendimento em busca do desenvolvimento familiar, por meio de encaminhamentos à rede sócio assistencial e recursos da comunidade.

• Pagamento do empréstimo realizado pelo solicitante

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A divulgação deste projeto contempla seis Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Proposta é aplicada pela Fast Food da Política que já disponibilizou seus jogos para quatro mil pessoas

É possível aprender algumas regras do sistema político brasileiro no mesmo intervalo de tempo em que uma pessoa come um hambúrguer? A associação Fast Food da Política, sediada em São Paulo, acredita que sim e por isso desenvolveu uma metodologia lúdica para provocar reflexões e diálogos a respeito da política no país. Ela atua há dois anos desenvolvendo jogos interativos e já atingiu cerca de quatro mil pessoas de diferentes perfis e faixas etárias. A metodologia já foi aplicada em escolas, universidades, órgãos públicos, manifestações e eventos culturais. Agora a iniciativa concorre como finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, na categoria Educação.

A proposta tomou corpo em 2015, em uma grande manifestação em Brasília. A designer Júlia Fernandes de Carvalho e outros colegas saíram de São Paulo com destino à capital federal para aplicar jogos com os manifestantes sobre o sistema político brasileiro. “Ali percebemos o grande desconhecimento acerca do funcionamento das regras e das consequências práticas das reivindicações. Neste momento notamos o poder dos jogos para transformar este cenário”, relembra. Júlia voltou para São Paulo e fundou a associação. “Queríamos garantir um aprendizado político que fosse rápido, delicioso e divertido. Como um fast food”, explica.

A metodologia opera de forma que participantes possam adquirir novos aprendizados, independentemente do grau de conhecimento político que possuem. “Deixando as ideologias de lado, juntamos diferentes perfis de pessoas e faixas etárias para decifrar as regras que regem o funcionamento do nosso Estado. No fim, todos se divertem, aprendem e trocam”, constata a fundadora.

Ao longo dos dois anos de atuação, a equipe já elaborou mais de 80 jogos entre oficiais e protótipos elaborados pelos participantes das oficinas de criação. Quinze deles são sobre o sistema político; cinco são da linha Molho Especial, que trata a questão de gênero e política; os outros jogos são sobre gestão pública. Eles já foram aplicados em cidades como Santos, São Paulo, Jundiaí, Brasília, Cotia e Guarulhos. Atualmente o principal território de atuação é a cidade de São Paulo, mas a partir da certificação de tecnologia social conferida pela Fundação BB neste ano, a iniciativa pode ser reaplicada em outras regiões do país. Veja a proposta no Banco de Tecnologias Sociais.

Reconhecimento como tecnologia social

“Foi ótimo perceber que as pessoas confiam e reconhecem nosso trabalho, além de todo o apoio e o enorme número de pessoas que estão torcendo pela gente”, comenta Júlia sobre ser uma das 21 finalistas na 9ª edição do Prêmio. Para ela, foi uma honra ter chegado à etapa final ao lado de outros projetos tão relevantes. “Isso nos deu mais energia para continuar”, resume. Ela diz que, se vencedora, a Fast Food pretende contar com parcerias em diversas localidades, proporcionando uma atuação em rede e assim realizar o sonho de promover educação política em todos os estados brasileiros.

O adolescente Gustavo Goyes foi um dos jogadores da Fast Food da Política e conheceu a metodologia quando foi aplicada no Centro de Juventude do Jardim Vila Madalena, em São Paulo. “Tem pessoas que vêm aqui, falam e conversam sobre política e nós acabamos não aprendendo nada. Por meio de uma simples brincadeira, os jogos da Fast Food nos ensinaram muito”, relata o estudante.

A analista legislativa da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) Tânia Rodrigues Mendes também é uma das pessoas que reconhecem a iniciativa. “Para definirmos o que o Brasil quer ser quando crescer, a diretriz de ação aplicada com esses jogos é estratégica e com alta funcionalidade político-pedagógica, capaz de fazer as pessoas questionarem seus preconceitos políticos, sociais e culturais, além de perceberem suas limitações e potencialidades”, avalia a servidora que atua no setor há 25 anos.

Conheça outras iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 em fbb.org.br/finalistas



Acesso gratuito
Todos os jogos estão disponíveis para download no site da associação fastfooddapolitica.com.br. Os arquivos são de utilidade pública, abertos e disponíveis para serem acessados e disseminados livremente. Os recursos materiais necessários são acesso à internet para fazer o download, impressora, papel e cola. As instruções para cada jogo estão presentes nos manuais que também estão disponíveis on-line. A duração da rodada é de aproximadamente 10 minutos.

A edição do 9º Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio
Veja aqui a lista das 173 certificadas
Visite o site do Prêmio

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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A Ong Litro de Luz já instalou mais de 400 postes com iluminação gratuita, por meio de energia solar

 

“Pode levar, não preciso mais desta lanterna. Agora tenho luz em frente a minha casa”. Foi com este gesto que Pedrinho*, menino da comunidade de Ferraz de Vasconcelos, no interior de São Paulo, agradeceu ao voluntário da Ong Litro de Luz, quando viu pela primeira vez, um poste de luz iluminando a sua rua.

O agradecimento não foi em vão. Pelo menos três comunidades da cidade viviam completamente no escuro, sem a previsão de energia elétrica: Vila Santa Margarida, Brejo e Cidade de Deus. Agora eles contam com postes e lampiões que geram luz através de energia solar. Uma solução eficiente, barata e que agora concorre ao Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social.

No Brasil desde 2014, a Litro de Luz desenvolve soluções ecológicas e economicamente sustentáveis para combater a falta de iluminação nas cinco regiões do país e já impactou diretamente mais de cinco mil pessoas. Foi por meio de uma solução acessível criada pelo brasileiro Alfredo Moser, em 2002 - que usou garrafas pet abastecidas com água e alvejante para solucionar o problema da falta de luz dentro de casa – que o movimento global Liter of Light foi criado nas Filipinas, em 2011.

Segundo Laís Higashi, presidente da Litro de Luz, a Ong conta atualmente com cerca de  150 voluntários entre São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campina Grande, Manaus e Florianópolis. A sede fica em Vila Prudente, em São Paulo. “Uma equipe é responsável pelas demandas e análises das comunidades que serão atendidas. Depois disso, há o contato e o treinamento com os moradores locais, que também participam do projeto”, explica.

A estrutura do poste é toda montada com canos de PVC para facilitar a colocação de cimento e fixação no solo, e possibilitar a passagem de fiação elétrica. Dentro de uma caixa hermética fixada ao corpo do poste, coloca-se a bateria e o circuito responsável pelo acionamento da lâmpada e pela transferência da energia que é captada pela placa solar para recarga da bateria. Finalmente, a placa solar é presa no topo e, para a proteção do led, é utilizada uma garrafa pet. Para arcar com os custos de material a Litro de Luz trabalha com iniciativas como workshops, voluntariado corporativo e ações específicas patrocinadas por parceiras. As garrafas plásticas especificamente são recolhidas por voluntários antes das ações.

Desde o início do projeto a Ong já levou luz para 15 comunidades de sete cidades. E os planos não param por aí. Para 2017 estão previstas instalações em Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo e para a comunidade Kalunga, maior comunidade quilombola do Brasil, localizada na região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Além dos postes solares, que serão colocados nas áreas públicas, serão entregues também lampiões para iluminar ambientes internos e que são fáceis de transportar, permitindo que os moradores os levem de um lugar ao outro. Todas as soluções serão construídas em conjunto, pelos voluntários da Litro de Luz e pelos moradores, que aprendem todo o processo, incluindo a montagem, instalação e manutenção dos postes e dos lampiões.

Conheça outras iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 em fbb.org.br/finalistas

Finalista do Prêmio de Tecnologia Social

Foi através da internet que os voluntários da Litro de Luz souberam das inscrições e resolveram participar  do Prêmio. A instituição foi selecionada entre 735 propostas e recebeu a certificação de tecnologia social. Agora é uma das finalistas na categoria “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital” e concorre ao prêmio principal de R$ 50 mil, que será entregue ao primeiro colocado de cada categoria do prêmio, em novembro. “Todos os voluntários estão extremamente animados e sentiram-se reconhecidos com a certificação na primeira fase do Prêmio”, diz Higashi.

Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social é considerado um dos principais do terceiro setor no País. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir a iniciativa Poste de Luz Solar: Litro de Luz Brasil no Banco de Tecnologias Sociais da Fundação BB acessando https://goo.gl/v4k6bD


(*) Pedrinho é um nome fictício.

 A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

 

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No total, são 18 iniciativas do Brasil e três da América Latina na disputa pelo troféu

O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social divulgou nesta terça–feira,15, as 18 iniciativas finalistas das categorias nacionais e três internacionais. Nove das selecionadas para a fase final são do estado de São Paulo. Dentre as outras metodologias, três são da Bahia, duas do Ceará, duas do Distrito Federal, uma da Paraíba e uma do Rio de Janeiro. Já na categoria internacional, duas tecnologias são da Argentina e uma de El Salvador.

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio 

Veja aqui a lista das 173 certificadas 


As propostas foram classificadas por seis categorias nacionais, Agroecologia, Água e/ou Meio Ambiente, Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital, Economia Solidária, Educação, Saúde e Bem-Estar e uma categoria internacional.

Todas as tecnologias inscritas foram avaliadas por comissão composta por assessores da Fundação BB e representantes da Unesco, Banco Mundial, Ministério do Desenvolvimento Social, Secretaria da Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário e o Governo do Distrito Federal.

As categorias da premiação estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela Organização das Nações Unidas para a Agenda 2030. O Prêmio tem como objetivo promover as tecnologias sociais como ferramentas de baixo custo e com envolvimento das comunidades para o desenvolvimento sustentável.

A próxima etapa é a escolha das vencedoras em cada categoria. As vencedoras nacionais receberão a premiação de R$ 50 mil, um troféu e um vídeo retratando a iniciativa. Já as 21 finalistas serão convidadas a participar do Fórum Internacional de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (DF), em novembro deste ano. O evento contará com a presença de especialistas no tema, assim como de integrantes de tecnologias certificadas, do Banco de Tecnologias Sociais (BTS). O objetivo do encontro é debater o conceito de tecnologia social como instrumento do desenvolvimento sustentável. 

Antes de ser classificada para a fase final, cada tecnologia foi avaliada conforme os parâmetros de mérito da transformação social, efetividade, reaplicabilidade, interação com a comunidade, inovação social, respeito aos valores de protagonismo social, cultural, cuidado ambiental e solidariedade econômica, e ainda, com validação dos documentos exigidos noregulamento ato de inscrição.

Para valorizar o empoderamento feminino, as iniciativas que apresentaram o engajamento de mulheres e meninas receberam bonificação na pontuação total obtida pela avaliação.

Na edição de 2017, o Prêmio buscou a integração com os países da América Latina e Caribe, como forma de trazer soluções inovadoras para serem reaplicadas no Brasil.

“Identificar e reconhecer tais metodologias é muito importante, pois as tecnologias sociais constituem-se em valioso instrumento de transformação social", declarou Asclepius Soares, presidente da Fundação BB.

Esta edição do Prêmio tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Banco de Tecnologias Sociais

Da lista inicial composta por 735 inscrições, 173 tecnologias sociais passaram a fazer parte do Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação Banco do Brasil, uma base de dados online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. Hoje são 995 iniciativas aptas e disponíveis para reaplicação.

A divulgação deste prêmio contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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173 iniciativas receberão certificado e irão compor o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil

Um dos momentos mais esperados pelo público inscrito no Prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil é o resultado das iniciativas que receberão certificação de tecnologia social. Em sua nona edição, a Fundação BB divulgou hoje o resultado da primeira fase de classificação do prêmio. Das 735 iniciativas inscritas neste ano, 173 foram consideradas aptas para a certificação.

A triagem foi realizada por uma comissão composta pela equipe técnica da Fundação BB, conforme os critérios do regulamento. Entre os requisitos está o tempo de atividade, que deve ser de dois anos, possuir evidências de transformação social, estar sistematizada a ponto de tornar possível sua reaplicação em outras comunidades, contar com interação da comunidade e respeitar os valores de protagonismo social, respeito cultural, cuidado ambiental e solidariedade econômica. Além disso, todos os documentos exigidos para a inscrição devem estar validados.

As propostas inscritas foram classificadas por seis categorias nacionais, das quais foram validadas 15 tecnologias na categoria Agroecologia, 27 em Água e/ou Meio Ambiente, 11 em Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital, 40 em Economia Solidária, 52 em Educação e 16 em Saúde e Bem Estar. Na categoria internacional foram classificadas 12 propostas.

Com a certificação, as tecnologias passam a compor o Banco de Tecnologia Social (BTS) da Fundação BB que agora conta com 995 iniciativas aptas para reaplicação. O BTS é uma base de dados online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. Neste banco, todas as Tecnologias Sociais podem ser consultadas por tema, entidade executora, público-alvo, região, UF, entre outros parâmetros de pesquisa. Para consultar o banco basta acessar o endereço eletrônico: tecnologiasocial.fbb.org.br. Também é possível consultar este banco de dados através do aplicativo de celular "Banco de Tecnologias Sociais", disponível para aparelhos Android e IOS.

Para o presidente da Fundação Banco do Brasil, Asclepius Soares, a certificação de um projeto com o selo "Certificada Fundação BB" garante mais visibilidade para a iniciativa, além de fortalecer o conceito para sua reaplicação em outras localidades do país. "Nosso objetivo é melhorar a vida das pessoas através do reconhecimento e da reaplicação de tecnologias sociais que já deram certo em diversas localidades. Aproximamos a sabedoria popular ao conhecimento técnico para proporcionar o desenvolvimento social em escala", explicou.

A próxima etapa do Prêmio será a divulgação dos projetos finalistas, prevista para o dia 15 de agosto e dos projetos vencedores, que será anunciado na cerimônia de premiação, em novembro.

Neste ano, a Fundação BB irá premiar com R$ 50 mil cada uma das seis iniciativas vencedoras nas categorias nacionais, além da entrega de um troféu e a produção de um vídeo retratando as iniciativas das 21 instituições finalistas nacionais e das três finalistas internacionais.

Esta edição tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Categoria Internacional

Pela primeira vez a Fundação BB abriu inscrições para iniciativas dos países da América Latina e do Caribe. Elas concorrem na premiação internacional. Deste grupo, 12 receberão a certificação. As tecnologias sociais desta categoria também irão compor o BTS após tradução dos projetos em português.

Veja aqui as Tecnologias Sociais Certificadas em 2017. 

Confira o regulamento do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social www.fbb.org.br/premio

A divulgação deste prêmio contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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