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Entidades sem fins lucrativos podem se inscrever até 23 de setembro para executarem trabalhos em 112 cidades mineiras

 

A Fundação Banco do Brasil e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) vão habilitar entidades sem fins lucrativos para fazerem a reaplicação de tecnologias sociais em 112 municípios mineiros. A parceria visa promover ações de conservação e recuperação de nascentes e mananciais no estado.

O credenciamento será realizado por meio de edital e prevê recursos de R$ 2 milhões para dar continuidade ao Pró-Mananciais, programa de proteção e conservação de mananciais usados pela empresa mineira no abastecimento da rede pública.

Estão previstas no edital as reaplicações de quatro tecnologias sociais certificadas pela Fundação BB e que integram o Banco de Tecnologias Sociais (BTS), são elas: 1) SAF – Sistemas Agroflorestais (uso ou manejo da terra que reúnem culturas agrícolas e espécies arbóreas, de maneira consorciada e que serve de base para a agricultura orgânica); 2) Biodigestor Sertanejo (produção de gás a partir de esterco animal), 3) Fossa Séptica TeVap (tratamento e disposição final dos dejetos do vaso sanitário domiciliar) e 4) Cisterna Ferrocimento (alternativa usada na captação e armazenamento de água da chuva). O Banco de Tecnologias Sociais é um acervo on-line que reúne todas as metodologias certificadas pela Fundação BB desde 2001.

As entidades interessadas devem ficar atentas ao prazo de inscrições, que ficará aberto até às 18 horas de 23 de setembro de 2019, para recebimento das propostas na Fundação BB.

As localidades onde serão reaplicadas as tecnologias sociais foram indicadas pela Copasa e estão relacionadas com as bacias hidrográficas de cada região do estado de Minas Gerais. Para ser contemplada, a entidade precisa comprovar capacidade técnica para atuar em reaplicação das tecnologias sociais ou similares às propostas no edital.

Sobre o Pró-Mananciais

O Pró-Mananciais foi desenvolvido pelo governo de Minas Gerais por meio da Copasa. Entre as diversas atividades desenvolvidas, estão o cercamento de nascentes, plantio de mudas nativas em mata ciliar e implantação de bacias de contenção de enxurradas. O Pró-Mananciais vai além do cumprimento dos requisitos legais e regulamentares, ele estimula a pró-atividade, a responsabilidade social, a criatividade e o protagonismo a partir da formação de agentes locais transformadores, cujo trabalho integrado às políticas públicas locais amplia os resultados do Programa.

Leia o edital completo aqui.

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Correio Braziliense / Opinião: A urgência da gestão sustentável da água, por Asclepius Soares e Sérgio Besserman

A Cidade do Cabo enfrentará um colapso da água a partir de junho, sendo a primeira grande metrópole mundial a esgotar seus recursos hídricos. Após três anos de estiagem extrema, a cidade já estimou o Dia Zero, momento quando será cortado o abastecimento não essencial da água. Antes previsto para abril, as medidas de racionamento na agricultura e no consumo diário da população – de até 50 litros diários por pessoa – conseguiu adiar esta previsão para junho.

O Brasil, detentor de maior reserva de água doce do planeta, também tem sofrido com a escassez da água, seja pela distribuição desigual pelo território e ou pela irregularidade das chuvas, que causaram reduções drásticas nos reservatórios para abastecimento da água dos grandes centros urbanos, como em São Paulo (2014-2015) e Brasília (2017).

Notícias alarmantes como essas indicam uma emergente crise global da água e apontam para a necessidade de realizar um planejamento urgente, repensando toda a governança dos recursos hídricos. Há um consenso entre os especialistas que as mudanças climáticas, decorrentes da elevação da temperatura média do planeta, irá alterar a demanda de água para irrigação e consequentemente afetará a produção de alimentos, com impactos significativos nos preços e na distribuição para a sociedade.

O ativista Seth Siegel, autor do livro Faça-se a Água, alerta para uma previsão do governo dos Estados Unidos para 2025, quando 60% da massa terrestre mundial será afetada pela escassez da água. Além das mudanças climáticas, o crescimento da população, o aumento dos padrões de vida e a deficiência de infraestrutura agravarão o problema, levando instabilidade em diversas regiões. Muitos países já enfrentam dificuldades devido à escassez de água e o problema se agrava a cada ano. O autor destaca que se não houver políticas eficazes e tempestivas teremos num cenário futuro, o surgimento de refugiados da água: contingente de pessoas que migrarão sem planejamento para outras regiões, com graves problemas humanitários. 

É importante planejar o uso sustentável dos recursos hídricos, assim como a preservação de nascentes e recomposição de matas ciliares para possibilitar a recarga d’água dos mananciais, como rios e aquíferos. Tão urgente também é a adoção de iniciativas que permitam a segurança hídrica das populações para permanência em suas localidades de origem.

A tecnologia tem sido grande aliada na garantia dos recursos hídricos, tanto as convencionais – onde se destaca Israel, um país com escassos recursos hídricos e que garante o acesso à água por meio de tecnologias de captação e distribuição eficiente; ou as sociais, que aliam o saber popular e o conhecimento científico, além de mobilizar comunidades para criar soluções sustentáveis.

As tecnologias sociais de captação de água de chuva, conhecidas como cisternas de placas é um exemplo brasileiro de sucesso na interação da comunidade, sistematização de metodologias cotidianas e formulação de políticas públicas. Já são mais de um milhão de cisternas no semiárido brasileiro, permitindo que populações reservem água da chuva para convivência com a seca. 

Outra iniciativa de destaque é o dessalinizador solar, desenvolvida por meio de parceria de pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba e cooperativas locais. Essa solução tem permitido a transformação de água salobra com alto índice de contaminação biológica e química (sais), em água potável em assentamentos do estado. Este aparato simples construído com vidro, lona de caminhão e pequena estrutura de alvenaria causa a condensação da água à temperatura de 70º C, com a eliminação de sais e elementos patogênicos com produção de água de qualidade para atendimento das necessidades de consumo básico.

Com o tema “Compartilhando Água”, o Fórum Mundial da Água fomentou debates e intercâmbio de soluções sobre a oferta e preservação dos recursos hídricos entre especialistas, pesquisadores, empresas e a sociedade civil. Realizado pela primeira vez no hemisfério sul, em Brasília, o evento reforçou o papel de potência estratégica do Brasil nas discussões sobre a água.

A agenda da Organização das Nações Unidas para o ano de 2030 estabelece como objetivo de desenvolvimento sustentável assegurar a disponibilidade e a gestão sustentável da água e o saneamento para todas as pessoas. Entre as metas estabelecidas estão o acesso ao saneamento e a higiene adequados, a redução em 50% da proporção de águas residuais não tratadas, aumento da eficiência do uso da água em todos os setores, proteção e restauração de ecossistemas relacionados como florestas, zonas úmidas, rios, aquíferos e lagos.

São diretrizes que devem ser adotadas e implementadas com urgência, já que a disponibilidade de recursos hídricos é tema emergente em todos continentes e que dependem do envolvimento global da sociedade imediatamente. O não comprometimento desta geração com o enfrentamento das mudanças climáticas e com  a gestão da água pode trazer consequências muito graves para o futuro e a sustentabilidade da vida no planeta.

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Sérgio Besserman Vianna - Presidente do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro e  Asclepius Soares - Presidente da Fundação Banco do Brasil

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Termo de cooperação entre Fundação Banco do Brasil e Serviço Florestal Brasileiro foi assinado nesta quinta (22)

No Dia Mundial da Água, 22 de março, a Fundação Banco do Brasil e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) assinaram um termo de compromisso para a cooperação técnica que viabilizará a captação de recursos financeiros de pessoas físicas e jurídicas para a recuperação vegetal de nascentes de rios em todo o Brasil. A assinatura ocorreu durante o 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília. 

O acordo faz parte do Programa Plantadores de Rios, instituído pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em junho de 2017, com o objetivo de proteger e recuperar áreas próximas aos cursos d’água para ampliar a oferta de água potável e a segurança hídrica da população nas diversas regiões do país. Atualmente, por meio de um aplicativo, o programa conecta proprietários de imóveis rurais inscritos no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR) com pessoas e instituições que queiram investir na recuperação da cobertura vegetal de Áreas de Preservação Permanente (APP).

O aplicativo localiza as nascentes próximas ao usuário em um raio de até 15 quilômetros. O usuário escolhe qual nascente quer adotar e, a partir daí, ele pode conversar por chat com o proprietário da área. O interessado em adotar uma nascente dispõe de várias opções para fazer doação direta ao produtor: dinheiro, materiais (mudas, sementes, cercas, entre outros) ou serviços (limpeza e assistência técnica, por exemplo). 

Com a cooperação da Fundação BB será possível doar dinheiro para o programa. Os recursos financeiros poderão ser doados por pessoas físicas, empresas, fundos internacionais ou privados, bancos, arrecadação virtual, entre outras formas, por meio de transferência direta para conta corrente do programa ou por plataforma de pagamento online. Os recursos captados serão destinados a projetos de recuperação da vegetação no entorno dos rios, por meio de chamadas públicas.

O SiCAR tem mapeadas e cadastradas cerca de 1,7 milhão de nascentes e mais de 15 milhões de hectares de Áreas de Preservação Permanente – dos quais cerca de 6 milhões de hectares precisam ser recuperados. Uma auditoria independente será contratada para auditar os recursos arrecadados e a aplicação para recomposição florestal nas áreas de nascentes.

"A entrada da Fundação BB fortalece a possibilidade de mais adesões voluntárias ao programa, não só pelo aplicativo, mas também pela conta aberta pela Fundação, que terá esse recurso aplicado de forma transparente." afirmou Raimundo Deusdará, diretor-presidente do Serviço Florestal Brasileiro.

"Queremos que, a partir desse projeto, cada pessoa que queira preservar uma nascente tenha certeza de que os recursos serão utilizados para a finalidade que foi preconizada", explicou Asclepius Soares, presidente da Fundação Banco do Brasil.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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A Fundação Banco do Brasil e o Banco do Brasil participam do evento apresentando o Banco de Tecnologias Sociais - BTS, em especial as tecnologias sociais de recursos hídricos

O que podemos fazer sem água? Nada! Sem acesso à água é impossível garantir a dignidade humana. Estimativas pessimistas relatam que, se não houver uma mudança sistêmica na gestão da água, haverá em breve uma nova crise de refugiados, onde milhões de pessoas migrarão em busca de recursos hídricos – cada vez mais escassos - para atividades básicas do cotidiano.
 
Em meio a esta perspectiva, Brasília sediará entres os dias 18 e 23 de março, o 8º Fórum Mundial da Água. É a primeira vez que a sede do evento é localizada no hemisfério sul. Já estão confirmadas a presença de dez chefes de estado e representantes de 150 países para os fóruns de discussão. A expectativa é de mais de 40 mil pessoas visitem os espaços do evento, divididos no Estádio Nacional Mané Garrincha e o Centro de Convenções no centro da capital federal.
 
A Fundação Banco do Brasil e o Banco do Brasil participam do evento na Feira, um espaço aberto ao público e de acesso gratuito, que será no Estádio Nacional Mané Garrincha. Um dos temas de atuação da Fundação BB é justamente a Água, com destaque para a reaplicação das cisternas de placas no semiárido brasileiro. Desde 2012, a Fundação Banco do Brasil em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e entidades parceiras já investiu R$ 340 milhões na construção de mais de 100 mil cisternas, beneficiando 400 mil famílias na convivência com as condições extremas da seca.

A programação abrange mais de 300 debates e sessões paralelas sobre o uso dos recursos hídricos e experiências de gestão sustentável da água. O tema deste ano é "Compartilhando Água" e tem como finalidade estabelecer compromissos políticos, incentivando o uso racional, a conservação, a proteção, o planejamento e a gestão da água em todos os setores da sociedade.
 
O primeiro Fórum Mundial da Água foi realizado em 1997, em Marrakesh, no Marrocos. A partir de então, ocorre a cada 3 anos em um país diferente. Já foram sede as cidades de Haia (Holanda, 2000), Kyoto (Japão, 2003), Cidade do México (México, 2006), Istambul (Turquia, 2009), Marselha (França, 2012) e Daegu (Coreia do Sul, 2015).
 
Além das cisternas, também serão apresentadas outras tecnologias sociais sobre recursos hídricos, catalogadas no Banco de Tecnologias Sociais - BTS. O BTS é uma base de dados online com soluções para problemas sociais e dispõe de 70 iniciativas certificadas sobre a água. Destaca-se entre uma das vencedoras do ano passado, “Dessalinizador Solar” na Categoria Água e/ou Meio Ambiente.
 
O acervo também tem experiências para reuso de água nas atividades domésticas; a contenção em açudes para manter a umidade do solo e evitar enxurradas e erosão; o bombeamento para aumentar a captação e a pressão na torneira, entre outras alternativas.

Resíduos

A Associação dos Catadores Recicladores de Resíduos Sólidos Brazlândia (Acobraz) vai trabalhar na separação e destino do lixo reciclável do 8º Fórum Mundial da Água. Dez cooperados farão a triagem. Do local, os materiais – plástico, garrafas pet e de água mineral, latinhas, papelão - serão transportados diretamente para as empresas recicladoras.  A Acobraz, que tem 38 cooperados, se especializou em trabalhar em eventos e também é encarregada de fazer a separação do lixo seco de toda a coleta feita na Região Administrativa de Brazlândia. A associação faz parte da rede Centcoop-DF, composta por 24 cooperativas e que foi beneficiada pelo Programa Cataforte 3, com a participação em capacitações de catadores e a aquisição de caminhões para transporte dos resíduos."

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A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Participação do ambientalista Sérgio Besserman, do coordenador nacional do Movimento da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), Naidison de Quintella Baptista, e de Joaquim Gondim, Superintendente de Operações da ANA – Agência Nacional de Águas

Bem mais precioso do Planeta, a água está no foco dos grandes debates mundiais. Em pleno século XXI, milhões e milhões de seres humanos vivem sem água encanada e sem acesso à água potável (ou à água de qualquer qualidade). Nas cidades, rios viram esgotos a céu aberto, cursos de água são desviados para uso privado, oceanos recebem toneladas de dejetos. O que o homem deste século deixará para as próximas gerações? Estes e outros questionamentos estarão no cerne da conversa do dia 16 de março, dentro da programação da mostra de cinema PLANETA ÁGUA, realizada pela Fundação Banco do Brasil e Centro Cultural Banco do Brasil Brasília. A partir das 15h, no Teatro do CCBB, os especialistas Sérgio Besserman, Naidison de Quintella Baptista e Joaquim Gondim, com mediação da jornalista Bárbara Lins, estarão debatendo ‘Água e Sustentabilidade’. A entrada é franca, mas é preciso retirar senha com antecedência na bilheteria (sujeito à lotação do teatro).

A água – ou a falta dela – está no cerne das preocupações dos países que trabalham para melhorar a qualidade de vida de pessoas de todo o mundo. Dentre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), traçados em 2015, estão o acesso universal e equitativo à água potável; o uso de tecnologias de baixo custo para obtê-la; diminuição e até eliminação do despejo na água de produtos químicos e lixo; e recuperação de ecossistemas. Estes e outros assuntos deverão perpassar o debate que contará com a presença de Sérgio Besserman, Naidison de Quintella e Joaquim Gondim, Superintendente de Operações e Eventos Críticos da ANA – Agência Nacional das Águas.

​Ambientalista ativo e conceituado, Sérgio Besserman é um dos mais respeitados intelectuais cariocas. Formado em economia, foi ganhador do Prêmio BNDES em 1987, presidiu o IBGE e trabalha no tema Mudanças Climáticas desde 1992, tendo sido membro da missão diplomática brasileira em duas Conferências das Partes da ONU. Sérgio Besserman é irmão do falecido humorista Bussunda. Atualmente, é professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e presidente do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Naidison de Quintella Baptista é técnico em Desenvolvimento Social do Movimento de Organização Comunitária. Baiano de Salvador, coordena nacionalmente a ASA – Articulação do Semiárido Brasileiro, que atua a partir de duas grandes frentes: P1MC (Programa 1 Milhão de Cistenas, que visa construir um milhão de cisternas no Nordeste brasileiro) e P1+2 (Programa Uma Terra e Duas Águas, que fornece dois tipos diferentes de água para cada propriedade, uma para beber e outra para produzir).

Superintendente de Operações e Eventos Críticos da ANA – Agência Nacional de Águas, Joaquim Gondim é engenheiro civil com especialização em Recursos Hídricos, formado pela Universidade Federal de Pernambuco. Mestre em Hidrologia e Economia Rural e Agrícola, pela Universidade Federal do Ceará, ele deve falar sobre crises hídricas no Brasil, crises de rios como o sistema Cantareira (SP), Paraíba do Sul (RJ) e São Francisco e também sobre a crise hídrica do Nordeste.

Planeta Água antecipa os debates do Fórum Mundial da Água 2018, que Brasília vai sediar, entre 18 e 23 de março, reunindo representantes de mais de 100 países. A mostra apresenta documentários e ficções que permeiam a relação do homem com a água, fazendo um recorte sob a ótica cultural e projetando um panorama internacional da questão da água em várias regiões do planeta. Ao todo são 32 filmes, sendo 27 documentários e cinco ficções, que abordam diferentes aspectos ligados ao tema da água.

Debatedores:
- Sérgio Besserman é ambientalista e economista carioca premiado. Membro do Conselho Diretor da WWF Brasil, trabalha no tema das mudanças climáticas desde 1992.

- Naidison de Quintella Baptista é teólogo, filósofo e coordenador nacional do Movimento da Articulação do Semiárido Brasileiro, da ASA BRASIL. É presidente da Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC).

- Joaquim Gondim é um grande especialista na Ciência dos Recursos Hídricos. Atualmente, ocupa o cargo de Superintendente de Operações e Eventos Críticos da ANA – Agência Nacional de Águas.

Mediação de Bárbara Lins.

Debate Planeta Água: “Água e Sustentabilidade"
Dia: 16 de Março
Horário: 15h
Local: Teatro do CCBB
Entrada franca (com retirada de senhas, a partir de 1 hora antes, na bilheteria)

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Filmes de cinco continentes abordam a relação da humanidade com seu bem mais precioso, a água; Fundação BB promove debate sobre o tema no dia 16 de março

​A água sacia a sede, gera a vida, purifica. Está presente em todos os principais acontecimentos da história da humanidade. É associada a rituais religiosos, a processos da arte, da psicanálise. Guia a sobrevivência do homem sobre a Terra. No entanto, vem sendo tão maltratada que vários estudos indicam que irá se tornar, ainda no século XXI, o recurso natural mais precioso do mundo. Para abordar estes e outros diversos aspectos associados à temática hídrica, o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília apresenta PLANETA ÁGUA, uma mostra que vai exibir filmes produzidos em cinco continentes, traçando um painel do pensamento mundial sobre a situação da água. O evento acontece de 1º a 18 de março, no Cinema do CCBB, e vai contar ainda com debates, palestras, shows gratuitos, apresentações de dança e painel interativo. Curadoria de Carina Bini. Patrocínio: Banco do Brasil e Fundação Banco do Brasil.

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A mostra vai antecipar os debates do Fórum Mundial da Água 2018, que Brasília vai sediar, entre 18 e 23 de março. Maior evento internacional dedicado à questão da água no Planeta, o Fórum, em sua oitava edição, vai contar com representantes de mais de 100 países. A intenção é estabelecer compromissos políticos, incentivar ações de proteção das águas em todos os setores da sociedade e promover uma conscientização em massa da população.

Embora 75% do Planeta Terra sejam cobertos pela água, apenas 2,5% é formada por água doce. As geleiras proveem 67,5% de toda a água potável do Planeta e estão situadas nos polos sul e norte (Antártida e Ártico), além dos topos das grandes cordilheiras. As águas subterrâneas correspondem a 30% do total da água doce e são encontradas principalmente nos aquíferos. O restante vem de rios, riachos, lagos e das terras congeladas do extremo norte do planeta. Atualmente, cerca de 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável no mundo.

A Mostra
Planeta Água apresenta documentários e ficções que permeiam a relação do homem com a água, fazendo um recorte sob a ótica cultural e projetando um panorama internacional da questão da água em várias regiões do planeta. Segundo seus idealizadores, o propósito é comunicar, conscientizar, inspirar e motivar pessoas a mudarem estilos de vida e valorizarem uma das maiores riquezas do planeta. “Cada vez mais as imagens, vídeos e filmes ficam acessíveis e se tornam um instrumento eficaz de comunicação que encoraja a discussão, reflexão e a mudança de comportamento, podendo reforçar estilos de vida. O audiovisual é o meio mais eficaz para mostrar como anda a vida no planeta e difundir hábitos sustentáveis que possibilitem um futuro melhor para a humanidade”, afirma a curadora Carina Bini.

Ao todo são 32 filmes - oito longas, 12 médias e 12 curtas-metragens, sendo 27 documentários e cinco ficções, que abordam diferentes aspectos ligados ao tema da água. Eles serão exibidos ao longo de duas semanas e acompanhados de debates, palestras, apresentações de dança, shows musicais e atividade interativa, além de exibições dedicadas a alunos da rede pública de ensino do Distrito Federal.

A programação está dividida em dois temas. O primeiro deles, “Água e Humanidade”, incluindo filmes relacionados à água e à mulher, em homenagem ao 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, e marcará a primeira semana de exibição. Nele estarão filmes que relacionam a água ao feminino, a partir de experiência de mulheres com a água, seja na vida real, através de documentários, ou em histórias inspiradoras dos filmes de ficção. É o caso do documentário norte-americano Mulheres e Água, de Nocem Collado, que apresenta um exame poético sobre a sociedade indiana (nas regiões mais pobres da Índia, as mulheres são responsáveis por encontrar água e usá-la).

Na segunda semana, sob o tema “Água e Planeta Terra” estarão filmes com perfil reflexivo e questionador sobre a atual situação da água no planeta, provocando e antecipando o debate sobre o tema, por ocasião do 8º Fórum Mundial da Água. Será possível, então, assistir a filmes como O Desaparecimento de Tuvalu, de Christopher Horner e Gilliane Le Gallic, sobre a primeira nação que corre risco real de ser engolida pelo mar, devido aos efeitos do aquecimento global. Ou Marca D’Água, dos premiados Jennifer Baichewal e Edward Burtynsky, filmado em alta definição, com perspectivas aéreas elevadas que oferecem a dimensão da magnitude da água no planeta.

A programação oferece filmes premiados como Água na Mesa, de Luz Marshall, sobre a relação do governo do Canadá com seu mais precioso recurso natural e a luta de uma mulher para que a água seja considerada um serviço público e não uma mercadoria rentável. Ou a coprodução Nigéria/França Mammy Water: Em Busca dos Espíritos Sagrados da Água da Nigéria, de Sabine Jell-Bahlsen, que mostra os numerosos rituais e cerimônias associadas à Mammy Water, a deusa das águas para povos do sudeste nigeriano. Há ainda Tocado pela Água, de Tamás Wormser, que apresenta os diferentes rituais de banho e purificação que perpassam várias culturas contemporâneas e o vínculo da humanidade com a água. E até a ficção Imensidão Azul, de Luc Besson, sobre dois amigos de infância que se tornam mergulhadores de renome e rivalizam na luta pelo título de melhor.



A mostra será gratuita (mediante retirada de ingressos na bilheteria do CCBB a partir de 1 hora antes de cada sessão) e conta ainda com sessão para alunos de escolas públicas do DF, ensino fundamental, com a exibição do filme MOANA; sessão acessível com legenda LSE; e sessão social voltada para terceira idade, com a presença de idosos da Casa do Candango, convidados pela produção.

Serviço - Planeta Água
Local: Cinema e área externa do CCBB Brasília
Data: de 1º a 18 de março de 2018
Horários: ver programação

Informações: (61) 3108-7600

Confira a programação completa aqui.

A divulgação deste assunto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Para ampliar o acesso à água potável, a Fundação Banco do Brasil participa de arrecadação em plataforma de crowdfunding promovida pela instituição BrazilFoundation

Foi prorrogada até 31 de dezembro a campanha para arrecadar doações para construção de mais cisternas no semiárido brasileiro, com o objetivo de proporcionar água potável às famílias que vivem na região. Essa iniciativa faz parte da campanha Abrace o Brasil, da instituição BrazilFoundation, na qual a Fundação Banco do Brasil participa com o projeto “Vamos juntos construir cisternas no Semiárido”. As doações podem ser feitas por meio de uma plataforma digital.

A campanha internacional foi lançada oficialmente em Nova Iorque (EUA) e envolve a participação de quase 100 iniciativas cadastradas. A meta da Fundação BB é arrecadar R$ 500 mil que serão investidos a partir de 2018 na implantação de mais cisternas. Os valores de contribuição sugeridos variam de R$ 15 a mil reais. Os recursos arrecadados serão integralmente repassados, com desconto de taxas de administração de cartão de crédito nas doações registradas por este meio de pagamento. A campanha pretende mobilizar uma rede internacional de apoiadores, arrecadar recursos e incentivar a cultura de doação.

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Apesar de ser a oitava maior economia do mundo, o Brasil ocupa a 68ª posição no ranking mundial de doações, de acordo com o World Giving Index. Os números deixam claro que a filantropia tem muito potencial para se desenvolver, se tornando uma ferramenta poderosa para a construção de um país melhor.

Para participar da campanha, basta fazer uma doação ou se tornar um embaixador, ajudando ainda a divulgar a "Abrace o Brasil" nas redes sociais, mobilizando assim novos doadores. A BrazilFoundation fornece todo o material para divulgação da campanha, como banners, memes e cofrinhos de arrecadação. A campanha se encerra no “Dia de Doar”, terça-feira, 28 de novembro.
Clique aqui para fazer a doação.



Tecnologia social
A região semiárida no Brasil é a mais populosa do mundo - nela residem 23 milhões de pessoas. Durante séculos, esses brasileiros sofreram com a falta de água. Com a disseminação da tecnologia social nascida da sabedoria popular - a cisterna - a Fundação BB está ajudando a mudar a realidade no local, garantindo água para beber, cozinhar e produzir alimentos. Desde 2012, já foram construídas mais de 90 mil cisternas no Semiárido brasileiro, beneficiando cerca de 400 mil pessoas. A ideia é ampliar ainda mais este número, promovendo a mobilização dos cidadãos dentro e fora do Brasil para a causa.

BrazilFoundation
A instituição foi criada por brasileiros residentes nos Estados Unidos com o objetivo de potencializar ações de desenvolvimento sustentável no Brasil. A entidade atua promovendo o engajamento dos públicos interessados em apoiar os projetos cadastrados em sua plataforma eletrônica.

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Parceria entre a Fundação BB e o BNDES alcança a marca de 100 mil cisternas

Sem acesso a água é impossível garantir a dignidade humana. Há exatos sete anos o semiárido brasileiro, que abrange uma população de cerca de 23 milhões de pessoas, sofre com estiagem muito agravada com precipitações pluviométricas muito abaixo da média. Em algumas áreas do agreste, por exemplo, choveu apenas 30% do volume esperado.

Mesmo com essas difíceis condições, uma iniciativa tem permitido uma melhoria significativa na vida de milhares de pessoas. Trata-se da tecnologia social cisterna, que são reservatórios de captação e armazenamento de águas pluviais, que permitem a utilização da água durante o período de seca na região.

Política para o futuro

destaque

Nesta semana, duas notícias marcaram novos capítulos dessa história de transformação social. A primeira é o reconhecimento do programa de implementação de um milhão de cisternas, iniciada pelo Governo Federal em 2003, no Prêmio Internacional de Política para o Futuro (Future Policy Award). Foi anunciado que nesta terça-feira, que o programa ficou em segundo lugar entre 27 iniciativas de 18 países entre ações que contribuem para a proteção da vida e dos meios de subsistência nas terras secas e de combate a desertificação.

Fundação BB e BNDES: 100 mil cisternas

Nesta quarta-feira, 23, a Fundação Banco do Brasil e o BNDES anunciaram continuidade do investimento social para implementação de novas cisternas. Com o aporte será alcançada a marca de 100 mil cisternas instaladas. Serão mais R$ 22 milhões destinados à construção de 726 Cisternas de Produção e 3.579 Cisternas de Consumo. No histórico da parceria, os recursos atingirão o total de R$ 340 milhões, atendendo mais de 400 mil pessoas.

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Os reservatórios para produção, também conhecidos como Cisternas Calçadão e de Enxurrada, são tecnologias sociais para captação e armazenamento de água pluvial destinada ao consumo de pequenos rebanhos e plantio de hortaliças. Já os voltados para consumo de água para beber, as Cisternas de Placas, atendem as necessidades básicas de moradores em suas residências.
Todas as cisternas construídas são georreferenciadas, o que garante a transparência na aplicação dos recursos. Durante a instalação, os moradores das comunidades são capacitados para construírem seus próprios reservatórios a fim de obterem maior aproveitamento da água potável. A identificação e mobilização dos beneficiados e a assessoria técnica para implementação são conduzidos pela rede Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), que agrupa mais de três mil organizações da sociedade civil.

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, reforça a importância da atuação da Fundação BB no vetor Água.

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Tecnologia social leva água de beber, cozinhar e produzir alimentos para o semiárido, atendendo a mais de 400 mil brasileiros

 

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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