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Iniciativa tem foco na formação audiovisual e experimentação tecnológica com cursos para jovens e crianças no Rio de Janeiro

Luz, câmera e ação! Esta é a premissa do Cinema Nosso, metodologia que nasceu no Rio de Janeiro com a formalização de um projeto político pedagógico que prima pela educação na prática. Por meio de ferramentas que possibilitam um ensino libertador, a partir das premissas do educador Paulo Freire, o projeto amplia o repertório cultural e senso crítico de crianças e jovens através do audiovisual e das novas tecnologias.

O Cinema Nosso foi fundado em 2000, a partir da seleção de elenco para o filme Cidade de Deus, dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund, e sua relação com a comunidade e periferia, estimulando a formação e produção para o cinema e implementação de outras ferramentas tecnológicas para o desenvolvimento de narrativas.

Desde então, ao longo dessa trajetória, a iniciativa expandiu e se tornou referência em formação audiovisual para jovens no Rio de Janeiro e também na América Latina, com participação em eventos e palestras em universidades e festivais de filmes em diversos países do mundo.

Reconhecimento
Certificada no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2019, a metodologia possui resultados expressivos. Formou aproximadamente quatro mil jovens em cursos regulares, mais de duas mil crianças passaram pelos projetos, e no último ano teve mais de mil pessoas impactadas pelas ações. A diretora do Cinema Nosso, Mércia Britto celebra a certificação. “Para nós, é o reconhecimento de anos de trabalho gerando impacto e transformação social na vida de crianças e jovens, bem como nos capacita a buscar mais parceiros importantes para a realização dos nossos projetos”, comemora.

Formação
Entre os projetos de capacitação oferecidos estão o Anima Aqui e o Super Hacka Kids, voltados para o público infantil, desde a primeira infância até a adolescência, o Empoderamento e Cinema – Jovens Negras no Audiovisual, o Cinematik VR, formação em realidade virtual para jovens de periferia e a Produtora Escola que oferece um programa de gestão de carreiras no audiovisual para jovens que já fazem cinema, além de outros cursos e oficinas de linguagem audiovisual, animação, youtuber mirim, jogos analógicos e digitais, todos visando a ampliação do senso crítico e universo cultural por meio da tecnologia. 04

Em todos os projetos adotam a mesma metodologia de ensino prezando pela prática, pelo foco em narrativas e ampliação da visão de mundo, potencializando também competências e habilidades. “Alguns dos nossos alunos acabam se tornando educadores do projeto, replicando nosso método e criando seus próprios cursos e produtoras a partir do aprendizado adquirido”, destaca Mércia Britto. As produções feitas pelo Cinema Nosso podem ser conferidas neste canal do Youtube.

Cursos da iniciativa foram aplicados em escolas públicas de Paraty, Rio de Janeiro, no semiárido nordestino na Paraíba e na Floresta Amazônica em Juruena, no Mato Grosso.

Metodologia
Ao longo de 20 anos de existência, o Cinema Nosso construiu um sistema reconhecido de formação em audiovisual. Nos últimos anos, desde a elaboração de mais atividades e projetos focados em tecnologia, foi iniciada implementação da metodologia Steam (Science, Technology, Engineering, Arts e Mathematics) nos cursos oferecidos. As premissas do Steam tem como objetivo produzir uma metodologia integrada e que forma pessoas com valores, conhecimentos e habilidades para os desafios do futuro. Se baseia nas seguintes ações: investigar, descobrir, conectar, criar e refletir.

“No campo do audiovisual e novas tecnologias, empregamos a Steam no processo de aprendizagem do curso, através das temáticas trabalhadas, bem como da própria apreensão sobre linguagem e narrativas audiovisuais. Esta metodologia também prevê sempre o pensamento sobre solução de problemas, criando propostas e protótipos”, explica a diretora.

Ao final dos cursos, os filmes produzidos são baseados em temáticas acerca de problemáticas sociais. “Podemos dizer que a base da metodologia são três premissas: o ensino na prática, o movimento Steam, o qual prevemos sempre fazer a conexão com uma problemática social ou com Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para criar protótipos ou produtos audiovisuais e tecnológicos, e também os parâmetros da Base Nacional Comum Curricular (BNCC)”, detalha Mércia.

Mês da Educação
Neste mês, a Fundação BB está realizando uma série de matérias e conteúdos em suas redes sociais para falar da importância da educação. A ação tem a parceria do Canal Futura e do Instituto Ayrton Senna. Acompanhe nossos canais e fique por dentro dos nossos conteúdos!

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Tuesday, 17 December 2019 11:37

Aula, luz, câmera e ação

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Iniciativa transforma a vida de estudantes por meio do cinema

O cinema ultrapassa barreiras e possui linguagem universal. Tem o poder de conectar pessoas, entreter e ao mesmo tempo transmitir conhecimento. Pensando nisso, o professor de artes Jayse Ferreira deu um novo sentindo às suas aulas, transformou a sala em set de filmagem e seus alunos se tornaram estrelas dos próprios filmes.

Tudo começou em 2017, quando Jayse uniu o mundo geek - tecnologia, jogos eletrônicos ou de tabuleiro, HQs, livros, filmes, animes e séries – interesse de seus alunos à escola. Assim nasceu a tecnologia social Vamos enCURTAr essa história?, que estimula estudantes a escreverem e produzirem narrativas que viram curtas-metragens baseados em assuntos do seu universo.

Tecnologia Social
A metodologia é aplicada na Escola de Referência em Ensino Médio Frei Orlando (Erem), em Itambé (PE). Os alunos são responsáveis por todas as etapas dos curtas: tema, roteiro, captação de som, cenários, gravações, efeitos especiais e montagem e edição. As aulas ganharam um novo olhar e carinho especial principalmente dos alunos. “Senti a mudança na participação, saí da aula tradicional para a mão na massa onde eles criam, tem interesse. No começo do ano letivo sempre me perguntam o que vai ter de novidade. Hoje, temos uma baixa evasão, nos tornamos uma escola diferenciada”, comemora Jayse Ferreira.

Portal Interno VamosEncurtarVencedora na categoria Educação da 10ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, a iniciativa celebra a conquista com orgulho e planos para o recurso recebido. “Pela primeira vez vamos trabalhar com verba, tudo era no improviso. Antes só captávamos o som com celular, agora com equipamento profissional as coisas irão mudar. A ideia é expandir para outras escolas, além de comprar câmeras, queremos também projetores para exibir os filmes para a comunidade”, conta.

A iniciativa fez sucesso também entre os professores, que decidiram se unir e mostrar que o cinema vai além da arte, e é possível trabalhar outras disciplinas por meio dos filmes. Atualmente, a turma tem três curtas produzidos que foram exibidos na praça central do município para cerca de 250 pessoas.

Um ano de conquistas
Outra conquista celebrada pelo professor é o Prêmio Darcy Ribeiro de Educação 2019. Ele recebeu diploma de menção honrosa e outorga de medalha com a efígie de Darcy Ribeiro concedido pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. “A menção honrosa tem um grande impacto para a minha carreira profissional e mostra que a educação está funcionando”, finaliza. O professor Jayse ficou entre os 50 finalistas do Global Teacher Prize, prêmio internacional criado para valorizar o trabalho de professores no mundo.

Premiação 2019
Com a conquista da primeira colocação, a tecnologia social receberá R$ 50 mil, destinados à expansão, aperfeiçoamento e reaplicação da tecnologia social. Outras duas iniciativas também foram premiadas na modalidade. Em segundo lugar, Escola Ativa – do Instituto Esporte & Educação - São Paulo (SP), receberá R$ 30 mil pela metodologia. E em terceiro lugar, Tecnologias Sociais e Formação em Ciências da Natureza de Educadores do Campo – da Universidade Federal de Viçosa – Viçosa (MG) receberá R$ 20 mil pela tecnologia.

A premiação deste ano teve a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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Filmes de cinco continentes abordam a relação da humanidade com seu bem mais precioso, a água; Fundação BB promove debate sobre o tema no dia 16 de março

​A água sacia a sede, gera a vida, purifica. Está presente em todos os principais acontecimentos da história da humanidade. É associada a rituais religiosos, a processos da arte, da psicanálise. Guia a sobrevivência do homem sobre a Terra. No entanto, vem sendo tão maltratada que vários estudos indicam que irá se tornar, ainda no século XXI, o recurso natural mais precioso do mundo. Para abordar estes e outros diversos aspectos associados à temática hídrica, o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília apresenta PLANETA ÁGUA, uma mostra que vai exibir filmes produzidos em cinco continentes, traçando um painel do pensamento mundial sobre a situação da água. O evento acontece de 1º a 18 de março, no Cinema do CCBB, e vai contar ainda com debates, palestras, shows gratuitos, apresentações de dança e painel interativo. Curadoria de Carina Bini. Patrocínio: Banco do Brasil e Fundação Banco do Brasil.

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A mostra vai antecipar os debates do Fórum Mundial da Água 2018, que Brasília vai sediar, entre 18 e 23 de março. Maior evento internacional dedicado à questão da água no Planeta, o Fórum, em sua oitava edição, vai contar com representantes de mais de 100 países. A intenção é estabelecer compromissos políticos, incentivar ações de proteção das águas em todos os setores da sociedade e promover uma conscientização em massa da população.

Embora 75% do Planeta Terra sejam cobertos pela água, apenas 2,5% é formada por água doce. As geleiras proveem 67,5% de toda a água potável do Planeta e estão situadas nos polos sul e norte (Antártida e Ártico), além dos topos das grandes cordilheiras. As águas subterrâneas correspondem a 30% do total da água doce e são encontradas principalmente nos aquíferos. O restante vem de rios, riachos, lagos e das terras congeladas do extremo norte do planeta. Atualmente, cerca de 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável no mundo.

A Mostra
Planeta Água apresenta documentários e ficções que permeiam a relação do homem com a água, fazendo um recorte sob a ótica cultural e projetando um panorama internacional da questão da água em várias regiões do planeta. Segundo seus idealizadores, o propósito é comunicar, conscientizar, inspirar e motivar pessoas a mudarem estilos de vida e valorizarem uma das maiores riquezas do planeta. “Cada vez mais as imagens, vídeos e filmes ficam acessíveis e se tornam um instrumento eficaz de comunicação que encoraja a discussão, reflexão e a mudança de comportamento, podendo reforçar estilos de vida. O audiovisual é o meio mais eficaz para mostrar como anda a vida no planeta e difundir hábitos sustentáveis que possibilitem um futuro melhor para a humanidade”, afirma a curadora Carina Bini.

Ao todo são 32 filmes - oito longas, 12 médias e 12 curtas-metragens, sendo 27 documentários e cinco ficções, que abordam diferentes aspectos ligados ao tema da água. Eles serão exibidos ao longo de duas semanas e acompanhados de debates, palestras, apresentações de dança, shows musicais e atividade interativa, além de exibições dedicadas a alunos da rede pública de ensino do Distrito Federal.

A programação está dividida em dois temas. O primeiro deles, “Água e Humanidade”, incluindo filmes relacionados à água e à mulher, em homenagem ao 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, e marcará a primeira semana de exibição. Nele estarão filmes que relacionam a água ao feminino, a partir de experiência de mulheres com a água, seja na vida real, através de documentários, ou em histórias inspiradoras dos filmes de ficção. É o caso do documentário norte-americano Mulheres e Água, de Nocem Collado, que apresenta um exame poético sobre a sociedade indiana (nas regiões mais pobres da Índia, as mulheres são responsáveis por encontrar água e usá-la).

Na segunda semana, sob o tema “Água e Planeta Terra” estarão filmes com perfil reflexivo e questionador sobre a atual situação da água no planeta, provocando e antecipando o debate sobre o tema, por ocasião do 8º Fórum Mundial da Água. Será possível, então, assistir a filmes como O Desaparecimento de Tuvalu, de Christopher Horner e Gilliane Le Gallic, sobre a primeira nação que corre risco real de ser engolida pelo mar, devido aos efeitos do aquecimento global. Ou Marca D’Água, dos premiados Jennifer Baichewal e Edward Burtynsky, filmado em alta definição, com perspectivas aéreas elevadas que oferecem a dimensão da magnitude da água no planeta.

A programação oferece filmes premiados como Água na Mesa, de Luz Marshall, sobre a relação do governo do Canadá com seu mais precioso recurso natural e a luta de uma mulher para que a água seja considerada um serviço público e não uma mercadoria rentável. Ou a coprodução Nigéria/França Mammy Water: Em Busca dos Espíritos Sagrados da Água da Nigéria, de Sabine Jell-Bahlsen, que mostra os numerosos rituais e cerimônias associadas à Mammy Water, a deusa das águas para povos do sudeste nigeriano. Há ainda Tocado pela Água, de Tamás Wormser, que apresenta os diferentes rituais de banho e purificação que perpassam várias culturas contemporâneas e o vínculo da humanidade com a água. E até a ficção Imensidão Azul, de Luc Besson, sobre dois amigos de infância que se tornam mergulhadores de renome e rivalizam na luta pelo título de melhor.



A mostra será gratuita (mediante retirada de ingressos na bilheteria do CCBB a partir de 1 hora antes de cada sessão) e conta ainda com sessão para alunos de escolas públicas do DF, ensino fundamental, com a exibição do filme MOANA; sessão acessível com legenda LSE; e sessão social voltada para terceira idade, com a presença de idosos da Casa do Candango, convidados pela produção.

Serviço - Planeta Água
Local: Cinema e área externa do CCBB Brasília
Data: de 1º a 18 de março de 2018
Horários: ver programação

Informações: (61) 3108-7600

Confira a programação completa aqui.

A divulgação deste assunto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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