Portal Interno Justa Trama

Trabalho sustentável e produção ecológica garantiram à cooperativa o primeiro lugar na categoria Geração de Renda do Prêmio de Tecnologia Social

Peças bonitas, confortáveis, produzidas com amor e sustentabilidade por mãos habilidosas, com matéria-prima que reúne cuidado ambiental e trabalho organizado. É assim que há 14 anos trabalha a Justa Trama, empreendimento da economia solidária, que atua na geração de renda e melhoria na qualidade de vidas de seus cooperados.

A entidade nasceu do sonho coletivo de costureiras motivadas pela produção de bolsas para o Fórum Social Mundial, que aconteceu em Porto Alegre. Naquele ano de 2005, elas se juntaram a outros empreendimentos e parceiros para colocar em prática o plantio do algodão orgânico e a produção das primeiras peças de roupas. A cooperativa é autossustentável e envolve todos os elos da cadeia produtiva do algodão agroecológico - desde o plantio à comercialização das roupas e acessórios. O tingimento é feito por meio de pigmentos naturais e vegetais.

Hoje, a cooperativa beneficia cerca de 500 trabalhadores (as) das cinco regiões do Brasil. Com sede em Porto Alegre, seus produtos estão presentes em vários estados brasileiros e em Montevidéu, capital do Uruguai. A produção também é feita por demanda de produtos corporativos, vendida no site www.justatrama.com.br e por meio de uma loja física situada na própria sede.

A atuação da Justa Trama influi diretamente na definição do valor do algodão orgânico pago no nordeste. E para conscientizar as pessoas sobre consumo consciente e esclarecer sobre o algodão agroecológico e, ainda, para que saibam de onde vem a sua roupa, a entidade promove desfiles e debates. Em 2018, teve o melhor resultado econômico desde a sua fundação, com aumento das vendas e agregação de valores - melhor resultado de distribuição das sobras para cada associado, e a produção de duas toneladas do algodão rubi e cinco toneladas do algodão cru-.

Este ano, a Trama do Algodão que Transforma foi primeira colocada da categoria Geração de Renda do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, premiada com R$ 50 mil. Na disputa estavam a Cloc - Criatividade Lógica/Oportunidade / Crescimento, de Santa Luzia do Itanhy (SE), segunda colocada com premiação de R$ 30 mil, e Turismo de Base Comunitária: melhorando vidas e preservando o meio ambiente, de Tefé (AM), em terceiro lugar, que foi contemplada com R$ 20 mil. Todas as 21 finalistas nacionais e as três finalistas internacionais receberam troféu e um vídeo retratando a iniciativa.

Nelsa Nespolo, diretora-presidente da Justra Trama, conta que todos estão muito felizes e ainda saboreando a vitória no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social. E que vão aproveitar o bom momento para fortalecer o trabalho que vêm desenvolvendo e que vão trabalhar para avançar na comercialização dos produtos. “É muito bacana perceber que as pessoas já estão se apropriando da tecnologia social. Agora, é continuar divulgando esse jeito que a gente tem de trabalhar e que tem o reconhecimento da Fundação Banco do Brasil para poder incentivar e inspirar outras pessoas, e agregar valor a cadeia produtiva do algodão agroecológico”, destacou.

Sobre o Prêmio

Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social foi criado em 2001. Este ano, a premiação recebeu 801 inscrições. Dessas, 123 tecnologias sociais passaram a fazer parte do Transforma! Rede de Tecnologias Sociais, plataforma online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras, aptas e disponíveis para reaplicação.

A 10ª edição o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social teve a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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Quarta, 04 Dezembro 2019 16:19

Olhar atento para a gestão da saúde pública

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Iniciativa existe há oito anos e tem dois mil auditores cívicos espalhados por 58 cidades e oito estados

Vencedora  na categoria Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital da 10ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, a  Auditoria Cívica na Saúde, do Instituto de Fiscalização e Controle (IFC), é uma iniciativa que capacita o cidadão para que haja uma aproximação entre a população e o sistema de saúde pública. O objetivo é que  os moradores acompanhem o funcionamento dos postos de saúde locais, elaborando relatórios para envio às  autoridades competentes, como Secretaria de Saúde e Ministério Público.

“É um privilégio conquistar este prêmio e com muita alegria saímos da cerimônia cheios de planos para usar o recurso que recebemos. Vamos elaborar um EAD (educação à distância) e aperfeiçoar o projeto no segmento tecnológico. O ensino à distância capacitará mais pessoas para usarem a auditoria para melhorias. É importante disponibilizar a ferramenta para que mais pessoas possam aplicar essa metodologia”, destaca Everton Kischlat vice-presidente do IFC.

O começo

A Auditoria Cívica de Saúde nasceu há oito anos, entre viagens do Instituto de Fiscalização e Controle de forma voluntária a diversos estados ouvindo as demandas da população. “O projeto se materializou como um instrumento para qualificar a visão do cidadão e revelar o que de fato não funciona, além de gerar um relatório", explica Everton.

Impacto em números

A metodologia está presente em 58 cidades e oito estados brasileiros. E contabiliza dois mil auditores cívicos mobilizados em todo o país, com 13 mil notificações de auditoria. No total, foram auditadas 650 unidades básicas de saúde, com o alcance de 29,6% de retorno, e a taxa média de 27,85% de resolução. “Existe uma grande demanda por todo o país”, conta.

Tecnologia aliada ao voluntariado

O grupo modernizou o formato de auditoria e criou o aplicativo Adote Um Postinho, que estabelece uma relação de compromisso para que o cidadão participe, acompanhe o processo de resolução e garanta o seu direito de ter acesso à saúde pública de qualidade. 

Com a conquista da primeira colocação, a tecnologia social receberá R$ 50 mil, destinados à expansão, aperfeiçoamento e reaplicação da tecnologia social. Outras duas iniciativas também foram premiadas na modalidade. Em segundo lugar, a Arquitetura na Periferia, do Instituto de Assessoria a Mulheres e Inovação - IAMÍ, de Belo Horizonte (MG), receberá R$ 30 mil pela metodologia. E em terceiro lugar, Origens do Brasil, do Instituto Manejo e Certificação Florestal Agrícola – Imaflora, de Piracicaba (SP) receberá R$ 20 mil pela tecnologia.

A premiação deste ano teve a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

 

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Produtores de três municípios já conquistaram certificação orgânica pela forma de produzir o algodão

A metodologia O Algodão Agroecológico Gerando Renda e Conhecimento no Curimataú Paraibano foi a grande vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social de 2019, na premiação especial Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico.

A tecnologia foi representada pela Associação de Apoio a Políticas de Melhoria da Qualidade de Vida, Meio Ambiente e Verticalização da Produção Familiar (Arribaçã), entidade que desde 2006 incentiva e assessora os agricultores familiares no plantio do algodão agroecológico, seguindo critérios como cuidado com a saúde do produtor e do solo, proteção da biodiversidade, valorização das sementes tradicionais e respeito aos limites da natureza e as relações humanas. 

Em 2013, foi criado o Organismo Participativo de Aceitação e Conformidade (Opac), denominado por Rede Borborema de Agroecologia, responsável por certificar e comercializar os produtos. Atualmente a rede possui cinco grupos de produção em assentamentos dos municípios paraibanos de Remígio, Prata e Amparo, com 34 produtores com certificação orgânica. 

Portal Destaque Vencedora Algodao

 A agricultora familiar, Suzana Cordeiro de Aguiar, de 24 anos, moradora do assentamento Queimadas, distrito de Remígio (PB), é uma das associadas com a certificação. Filha de produtores rurais, ela explica que os pais foram sua 
 grande inspiração para seguir no trabalho no campo. “A trajetória de luta deles me fez querer continuar. Desde 2006 eles produzem algodão consorciado com feijão e milho. E é essa forma de plantio vem nos salvando, porque moramos
 em uma terra que sofre com a estiagem, e o algodão é muito resistente e se adapta muito bem a nossa região”, disse.

 Izabel Cristina da Silva Santos, uma das responsáveis pela tecnologia participou em Brasília da cerimônia de premiação. “A repercussão do prêmio está sendo grande em todo o estado da Paraíba. Enquanto éramos anunciados 
 vencedores em Brasília, todos estavam aqui festejando. Pretendemos fazer um encontro para que todos os agricultores conheçam o troféu e assistam ao vídeo que a Fundação BB fez. A felicidade aqui é geral”, declarou.

 Por ser primeira colocada, a iniciativa receberá R$ 50 mil, destinados à expansão, aperfeiçoamento ou reaplicação da tecnologia social. Outras duas tecnologias sociais também foram premiadas nesta modalidade. Em segundo 
 lugar, a  Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá (CE), recebeu R$ 30 mil pela metodologia Algodão Agroecológico no Fortalecimento da Agricultura Familiar e Associativismo, Já o terceiro lugar ficou para a 
 Cooperativa Central Justa Trama, de Porto Alegre (RS), que recebeu R$ 20 mil pela tecnologia A trama do algodão que transforma.

 A premiação deste ano teve a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

 


Assista ao vídeo para conhecer o trabalho desenvolvido nos municípios paraibanos

 

 

  

Confira os vídeos de todas as Vencedoras 2019 clicando aqui na playlist

Galeria de fotos Algodão Agroecológico Gerando Renda e Conhecimento no Curimataú Paraibano

 

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Premiação certifica tecnologias sociais que contribuem para o desenvolvimento social no país

Numa época não muito distante, a independência financeira para mulheres agricultoras era vista como um sonho difícil de ser alcançado. Apesar de contribuírem com as atividades nas plantações e colheitas, muitas vezes, cabia às mulheres também a responsabilidade dos afazeres domésticos, do tratamento de animais e da criação dos filhos – tarefas que impossibilitavam outras atividades para gerar renda extra e não depender exclusivamente dos proventos garantidos pelo homem da casa. De alguns anos para cá, a realidade no campo mudou. A agricultura familiar se fortaleceu e com ela, o protagonismo feminino vem se destacando pelo país. Um exemplo vem de Flexeiras, no interior de Alagoas, por meio da Cooperativa Agropecuária de Alagoas (Coopaal), que desenvolveu uma metodologia para agregar o conhecimento popular das mulheres da região e, ao mesmo tempo, possibilitar a venda de produtos em feiras da localidade.

Segundo Paulo Rodrigues Agra, diretor-presidente da Coopaal, a ideia começou há pouco mais de três anos, quando se identificou a oportunidade de trabalhar com o beneficiamento de alimentos da sociobiodiversidade local. Nesta ocasião foi construída a Casa de Beneficiamento de Produtos Agroecológicos, para a fabricação de doces e geleias de frutas, além de outros produtos como bolos, pães e biscoitos. “Realizamos cursos com as mulheres da comunidade com a finalidade de escoamento da produção. Atendemos o grupo de mulheres cooperadas que fornecem a matéria-prima e hoje aproximadamente 600 pessoas são beneficiadas diretamente”, explica. 

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   A agricultora Júlia da Silva Palmeira (foto), 57, é uma dessas pessoas. Nascida em Santana de Ipanema, no sertão alagoano, ela reside em Flexeiras desde 2010. Nessa época ainda trabalhava na roça, junto ao marido, para a subsistência do casal e cinco filhos. 

  “Antes eu trabalhava só na roça para ajudar com a renda de casa. Plantava macaxeira, principalmente. Depois que comecei na cooperativa a vida melhorou muito. Com a produção de geleia, doces e principalmente do pão caseiro de raízes, consigo uma renda melhor do que antes. Tem uma procura boa nas feiras, porque só trabalhamos com produtos saudáveis ”, avalia a cooperada.

  Primeiro lugar

  A solução “Mulheres Protagonistas no Beneficiamento de Produtos Agroecológicos” foi vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social de 2019, que identificou metodologias para o protagonismo feminino na gestão da produção agroecológica com a premiação especial Mulheres na Agroecologia. A Coopaal foi premiada com R$ 50 mil, destinados à expansão, aperfeiçoamento ou reaplicação da tecnologia social.

 A premiação deste ano teve a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Assista ao vídeo para conhecer o trabalho desenvolvido em Flexeiras (AL)

 

Confira os vídeos de todas as Vencedoras 2019 clicando aqui na playlist

Galeria de fotos Mulheres Protagonistas de Flexeiras (AL)

 

 

 

 

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Em sua décima edição, Prêmio da Fundação BB teve a participação da primeira dama, Michelle Bolsonaro e contemplou soluções de transformação social

A Fundação Banco do Brasil e os parceiros do Prêmio de Tecnologia Social 2019 anunciaram nesta quarta-feira, 16, as iniciativas vencedoras deste ano. A cerimônia foi realizada em Brasília (DF) com a presença de 600 convidados - representantes da diretoria executiva do Banco do Brasil, entidades parceiras, finalistas do prêmio, representantes do governo federal, embaixadas e organismos internacionais e demais convidados. O resultado final significou o reconhecimento e a conclusão de meses de muita expectativa, principalmente às iniciativas participantes.

As tecnologias sociais foram desenvolvidas por organizações sociais, instituições de ensino e prefeituras, com a participação da comunidade e com grande potencial de promover transformações sociais.

Presente no evento, a primeira dama do Brasil e presidente do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado - Pátria Voluntária, Michelle Bolsonaro, saudou a Orquestra Arte Jovem, de Ceilândia (DF) pela apresentação durante a premiação, e parabenizou a Fundação BB pelo evento. “É uma alegria participar dessa cerimônia. Que honra estar entre tantas pessoas empenhadas em contribuir com um Brasil mais justo, solidário e inclusivo. Sabemos que a transformação que todos queremos só será possível com a união de todos os setores de nossa sociedade. A prática do voluntariado é um ato de humanidade, civilidade e amor. Esse tipo de trabalho gera impactos benéficos para toda a sociedade”, disse.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, agradeceu pela parceria na premiação especial Primeira Infância. “Estar aqui na companhia de todos vocês é muito importante. E quero dizer que a Fundação BB cumpre um papel importantíssimo, não só porque patrocina e premia tecnologias sociais, mas por ser um pivô de articulação das outras instituições que fazem um trabalho maravilhoso na área social. Aqui é uma celebração da solidariedade humana, da compaixão. E nós ainda temos uma longa trajetória para superar as dificuldades, a recessão, o desemprego, para chegar a um lugar melhor para todos", declarou.

"Acredito que todos aqui conhecem o Banco do Brasil. Não somos um banco social, mas somos um banco que tem metade do seu capital pertencente a acionistas privados, mas nem por isso ele deixa de observar a sua responsabilidade social. E essa responsabilidade se materializa em dois canais: os Centros Culturais (CCBB) e a Fundação BB. Por meio de um, nós promovemos a cultura de diversas formas e com a Fundação BB, a nossa preocupação principal é com a inclusão social”, destacou Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil.

O anfitrião do evento e presidente da Fundação BB, Asclepius Soares (Pepe), enfatizou como o prêmio tem sido importante para o desenvolvimento do país. “Hoje é uma data especial, porque estamos na décima edição do Prêmio Fundação BB. Esse que talvez seja o maior do terceiro setor. E por que ele persiste há tanto tempo? Há mais de 18 anos? Porque a temática é importante. As tecnologias sociais têm seu valor. Elas provam que existem muitas maneiras de resolver problemas complexos, de maneiras simples, e um exemplo é o soro caseiro, as cisternas de placas implementadas no semiárido brasileiro. E é por isso que a tecnologia social é apaixonante”, disse Pepe.

Estiveram presentes também na cerimônia, Gabriela Rocha, gerente de comunicação do Instituto C&A, Gerson Wlaudimir Falcucci, diretor-presidente da Ativos S.A., João Vagnes de Moura Silva, presidente da BB Tecnologia e Serviços, Daniela Arantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNNDES), Maria Claudia Ferrari Castro, diretora do Departamento de Tecnologias e Programas de Desenvolvimento Sustentável e Sociais do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Carlos Arboleda, residente adjunto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil (PNUD), Márlova Jovchelovitch Noleto, representante da Unesco no Brasil e Gustavo Chianca, representando a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Sobre o Prêmio

Desde 2001, a cada dois anos, a Fundação BB realiza a premiação, que é considerada um dos principais eventos que certifica e premia tecnologias sociais. Em dez edições, o Prêmio de Tecnologia Social recebeu mais de 7.800 inscrições, elegeu 69 vencedoras e possibilitou R$ 4,8 milhões em premiações. A premiação deste ano recebeu 801 inscrições. Dessas, 123 tecnologias sociais passaram a fazer parte da plataforma digital Transforma (transforma.fbb.org.br), que abriga as iniciativas certificadas nas dez edições do Prêmio de Tecnologia Social da Fundação BB. A Transforma foi remodelada a partir do antigo Banco de Tecnologias Sociais (BTS).


Veja a classificação


Premiação especial: Mulheres na Agroecologia

1º lugar

Mulheres Protagonistas no Beneficiamento de Produtos Agroecológicos, da Cooperativa Agropecuária de Alagoas – Flexeiras (AL)

2º lugar
Pitanga Rosa: agroecologia, saúde e qualidade de vida, da Associação Pitanga Rosa - Chapecó (SC)

3º lugar
Programa Educacional de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável - PEADS , do Serviço de Tecnologia Alternativa - Ibimirim (PE)

Premiação especial: Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico

1º lugar
O Algodão Agroecológico Gerando Renda e Conhecimento no Curimataú Paraibano, Associação de Apoio a Políticas de Melhoria da Qualidade de Vida, Meio Ambiente e Verticalização da Produção Familiar – Remígio (PB)

2º lugar
Algodão Agroecológico no Fortalecimento da Agricultura Familiar e Associativismo, da Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá – Tauá (CE)

3º lugar
A trama do algodão que transforma, da Cooperativa Central Justa Trama - Porto Alegre (RS)

Premiação especial: Primeira Infância

1º lugar
Visitação domiciliar na primeira infância – da Secretaria da Saúde - Porto Alegre (RS)

2º lugar
Programa Primeira Infância Ribeirinha (PIR) – da Fundação Amazonas Sustentável - Manaus (AM)

3º lugar
Programa Municipal de Aleitamento Materno - PRÓ-MAMÁ - da Prefeitura Municipal de Osório RS - Osório (RS)

Categoria Internacional
1º lugar
Escuelas Ambientalmente Sostenibles y Cultura 3 R - Instituto Nacional de Bienestar Estudiantil (INABIE) - Santo Domingo - República Dominicana

2º lugar
Las compras públicas para un modelo territorial de comunidades indígenas MayaCh´orti´, da Asociación para el desarrollo integral de productores del Área Ch´orti´ - Chiquimula – Guatemala

3º lugar
Programa Ondas Atlántico para la generación temprana de vocaciones cientificas, da Universidad Simón Bolívar – Barranquilla – Colômbia

Categoria nacional: Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital

1º lugar
Auditoria Cívica na Saúde – do Instituto de Fiscalizacão e Controle - Brasília (DF)

2º lugar
Arquitetura na Periferia - do Instituto de Assessoria a Mulheres e Inovação – IAMÍ - Belo Horizonte (MG)

3º lugar
Origens Brasil – do Instituto Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – Imaflora - Piracicaba (SP)

Categoria nacional: Educação

1º lugar
Vamos enCURTAr essa história? – do Erem Frei Orlando – Itambé (PE)

2º lugar
Escola Ativa - do Instituto Esporte & Educação - São Paulo (SP)

3º lugar
Tecnologias Sociais e Formação em Ciências da Natureza de Educadores do Campo – da Universidade Federal de Viçosa – Viçosa (MG)

Categoria nacional: Geração de Renda

1º lugar
A trama do algodão que transforma – da Cooperativa Central Justa Trama - Porto Alegre (RS)

2º lugar
CLOC (Criatividade – Lógica – Oportunidade – Crescimento) – do Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação - Santa Luzia do Itanhy - (SE)

3º lugar
Turismo de Base Comunitária: melhorando vidas e preservando o meio ambiente – do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) – Tefé (AM)

Categoria nacional: Meio Ambiente

1º lugar

Reuso de resíduos vítreos de aterros sanitários: meio ambiente e renda - da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - Campus Toledo - Toledo (PR)

2º lugar
Plantando Águas – do The Green Initiative - São Paulo (SP)

3º lugar
Sistema Miyawaki de restauração de ecossistemas na Amazônia - do Instituto Amigos da Floresta Amazônica - ASFLORA - Benevides (PA). 

 

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Portal Interno Finalistas Educação

As iniciativas são de Viçosa (MG), São Paulo (SP)  e Itambé (PE) e já passam a integrar o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação BB

As três finalistas da categoria Educação do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social de 2019 já foram selecionadas. As propostas concorrem aos prêmios de R$ 50 mil para o primeiro colocado, R$ 30 mil para o segundo e R$ 20 mil para o terceiro. Cada tecnologia social será avaliada pelo seu nível de interação junto à comunidade, transformação social proporcionada, inovação e facilidade na reaplicação.

Além de concorrer ao prêmio, que será entregue em cerimônia de premiação no dia 10 de outubro, os finalistas foram convidados a participar do Encontro de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (DF), na véspera do evento.

As iniciativas já fazem parte do Banco de Tecnologias Sociais (BTS), base de dados on-line que reúne atualmente 1.110 metodologias certificadas por solucionarem problemas comuns às diversas comunidades brasileiras nas áreas de: Alimentação, Educação, Energia, Habitação, Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Renda e Saúde.

Conheça os projetos finalistas da categoria Educação:

A “Escola Ativa”, de São Paulo (SP), tem o objetivo de fortalecer o papel da escola na prática esportiva e na movimentação corporal, garantindo o direito dos alunos de serem ativos e saudáveis. O foco está em sensibilizar e mobilizar a comunidade escolar para a importância do exercício físico, além de capacitar professores e gestores para a aplicação de uma metodologia que amplie o acesso dos alunos às práticas esportivas.

“Tecnologias Sociais e Formação em Ciências da Natureza de Educadores do Campo”, foi idealizado no curso de licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal de Viçosa. Focado em Ciências da Natureza (Biologia, Química e Física), a ideia é promover um aprendizado significativo e apropriado para as escolas do campo, com conceitos agroecológicos. 

E a tecnologia social “Vamos encurtar essa história?”, de Itambé (PE), tem como objetivo despertar o interesse de estudantes pela escrita e leitura, incentivando a produção de releituras de suas histórias preferidas e o uso de tecnologias, propondo a filmagem de um curta-metragem a partir da produção dos roteiros dos alunos.

Para o presidente da Fundação BB, Asclepius Soares “o Prêmio é um dos mais importantes do Terceiro Setor, pois ajuda a disseminar iniciativas simples, de baixo custo, mas com grande potencial de transformação. As tecnologias finalistas na categoria Educação,  buscam soluções para situações vivenciadas no dia-a-dia dos estudantes e compartilham ideias e práticas que podem ser reaplicadas em outras localidades”, avalia.

Nesta edição o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Confira as outras categorias finalistas aqui

Conheça as 123 tecnologias sociais Certificadas de 2019

Conheça o BTS aqui

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Entidades podem se inscrever até o dia 21 de abril, pela internet

Uma das principais premiações do terceiro setor no país, organizada pela Fundação Banco do Brasil, está com inscrições abertas até o dia 21 de abril para receber propostas do Brasil, da América Latina e do Caribe. O Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social reconhece e certifica iniciativas como boas práticas  e que podem ser reaplicadas em todas as localidades do país. Para isso a Fundação BB desenvolveu o Banco de Tecnologias Sociais, que hoje conta com 986 projetos certificados durante os 18 anos em que organiza o Prêmio.

Na edição deste ano, uma das novidades é a premiação especial Mulheres na Agroecologia, que visa identificar tecnologias sociais que promovam o protagonismo feminino na gestão da produção agroecológica. 

A agricultora Rita Ambrósio de Melo, de Monsenhor Tabosa, no sertão do Ceará, é uma das mulheres que transforma a moda em uma força para o bem por meio de seu trabalho. Ela participa do projeto Consórcios Agroecológicos com Algodão Mocó, desenvolvido pela ONG Esplar, com o apoio do Instituto C&A. Foi lá que Rita encontrou uma forma de transformação social.  “Hoje trabalhamos com a agroecologia, que aproveita o solo sem prejudicar o meio ambiente e o processo é livre de agrotóxicos”, revela. Para Rita, pensar na agroecologia é muito importante. “Vejo a agroecologia como uma forma de empoderamento feminino”, afimra.

“No Instituto C&A, buscamos fortalecer iniciativas inovadoras e inclusivas por meio de apoios a atores regionais, que nos ajudam a melhorar a qualidade de vida e a renda de pequenos produtores de algodão sustentável, incentivando a produção e a demanda da matéria-prima”, afirma Luciana Pereira, Gerente de Matérias-Primas Sustentáveis do Instituto C&A.

Reconhecimento

Na última edição do Prêmio, em 2017, a vencedora da categoria Agroecologia foi a tecnologia social Povos da Mata, que atua em Ilhéus/BA. Após dois anos da premiação a rede expandiu  por meio da formação de novos núcleos nas regiões de 

Povos da Mata red

Porto Seguro, Chapada Diamantina, Vitória da Conquista, Petrolina e Jacobina.

Para Fabíola Almeida, uma das autoras do projeto, além da reaplicabilidade da tecnologia social nessas regiões, a gestão está mais organizada. ”Hoje os agricultores já entendem a sua importância na rede e, com isso, estão mais empoderados, com mais participação 

em todo o processo agroecológico”, afirma.

Fabíola diz que a rede desenvolveu um ciclo de circulação e comercialização de alimentos agroecológicos entre as feiras e também um intercâmbio de produtos com outras redes de agroecologia. ”Por meio desse ciclo, já foram comercializados 

65 toneladas de produtos agroecológicos, com diversidade de 40 itens, os quais também alimentam tanto as famílias agricultoras, quanto os consumidores, garantindo a soberania alimentar de todos envolvidos. Com isso a renda dos agricultores envolvidos no processo de comercialização aumentou consideravelmente. Hoje a Rede Povos da Mata conta com mais de mil famílias no processo de transição, das quais 326 agricultores possuem o certificado orgânico.

O Prêmio

Na edição deste ano, além da premiação especial Mulheres na Agroecologia, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social também irá reconhecer iniciativas em outras quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda" e "Meio Ambiente”, outras duas premiações especiais: “Primeira Infância” e “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico,” e uma categoria Internacional, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; "Educação", “Geração de Renda” e “Meio Ambiente.”

Os três primeiros lugares de cada categoria nacional e especial serão premiados com R$ 50 mil, 30 mil e 20 mil, respectivamente. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promoverem a igualdade de gênero, o protagonismo e empoderamento da juventude receberão um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação.

As inscrições para o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social podem ser feitas no site www.fbb.org.br/premio e estão abertas para entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe.

Nesta edição, o Prêmio conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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Quinta, 23 Novembro 2017 09:47

Vencedores serão anunciados em Brasília

Com 173 certificadas e 21 finalistas, chegou a hora de conhecer as melhores iniciativas do Brasil e América Latina

A cerimônia de premiação da 9ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social será na noite dessa quinta-feira (23), no CICB - Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília. O anúncio das iniciativas vencedoras será feito na presença de representantes das 21 finalistas, dos parceiros do Prêmio e convidados. Os ganhadores nacionais receberão premiação de R$ 50 mil, que devem ser destinados à expansão e melhoria das tecnologias. Todas as finalistas receberão troféu e um filme documentário retratando a iniciativa. A cerimônia será transmitida ao vivo pelo canal youtube.com/fundacaobb, com a cantora e compositora Paula Lima como mestre de cerimônia.

Nesta edição, o Prêmio foi dividido em seis categorias voltadas para experiências no Brasil: "Água e Meio Ambiente"; "Agroecologia"; "Economia Solidária"; "Educação"; "Saúde e Bem-Estar" e "Cidades Sustentáveis e Inovação Digital". Já as iniciativas da América Latina e do Caribe concorreram na categoria Internacional. Cada categoria tem três finalistas, somando 21.

As tecnologias finalistas foram avaliadas por uma comissão julgadora, composta por técnicos da Fundação BB, especialistas de organizações da sociedade civil e por representantes de entidades privadas e governamentais, segundo critérios de interação com a comunidade, possibilidade de reaplicação e, especialmente, pela efetiva transformação social. Auditados pela KPMG Auditores Independentes, os nomes dos vencedores só serão conhecidos durante a cerimônia, com início marcado para às 20 horas.

Realizado desde 2001, o Prêmio é considerado uma das principais ferramentas de identificação e reconhecimento de tecnologias sociais em todo o País. Só este ano, foram 735 inscrições da América Latina. Dessas, 173 receberam certificação e passaram a fazer parte do Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação Banco do Brasil, uma base de dados online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. Hoje são cerca mil iniciativas identificadas, aptas e disponíveis para reaplicação.

Este ano, a premiação tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

A divulgação deste assunto contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Sistemas agroflorestais ajudam famílias a produzir alimentos de maneira sustentável

O Assentamento Três Conquistas, localizado no Paranoá, região administrativa do Distrito Federal, é hoje um lugar com muitas árvores e plantações, que nem de longe lembra o final dos anos 90, quando foi destinado às 65 famílias provenientes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Na época, a terra tinha baixo índice de produtividade, resultado de muitos anos de produção de eucaliptos e capim braquiária.

A mudança aconteceu a partir de 2011, com o uso da Tecnologia Social Sistemas Agroflorestais para Composição de Reserva Legal (Safs), implantada pela Associação dos Trabalhadores Rurais da Reforma Agrária, após a Secretaria de Agricultura informar aos moradores que eles precisariam estabelecer a reserva legal para que pudessem iniciar o processo de regularização de suas parcelas. A metodologia foi apresentada por Maria da Conceição do Nascimento Oliveira, a Ceiça, ex-moradora do assentamento e responsável pela tecnologia.

Os Safs fazem uso de espécies arbóreas de portes e ciclos diferenciados, associadas a cultivos agrícolas, intercaladas de forma que possam aproveitar o espaço de plantio tanto na vertical quanto na horizontal. A técnica é apropriada para recuperar solos degradados, promover equilíbrio ambiental, infiltração de água no solo, garantir autonomia alimentar e estreitar a relação do homem com a terra.

Hoje, 32 propriedades na região trabalham com a metodologia e já são mais de 10 hectares reflorestados com árvores nativas do Cerrado. Entre as espécies plantadas estão jatobá, pequi, araçá, cagaita, paineira rosa, ipê (branco, rosa e amarelo), imburana e angico. Além disso, os moradores cultivam banana, mamão, abacaxi, feijão, milho, abóbora, melancia, batata doce, cana, maxixe, quiabo, mandioca e gergelim. A produção ajuda na subsistência e melhoria da renda familiar.

Ceiça, que tem graduação em agroecologia, conta que no projeto todas as decisões são tomadas em conjunto, de forma democrática e participativa e que a participação das mulheres no desenvolvimento das ações foi essencial para o sucesso do projeto. “Elas têm um cuidado todo especial e uma preocupação em oferecer o alimento mais natural para as famílias”.

Após duas décadas em que a terra foi entregue às famílias, mais da metade dos moradores são pioneiros, assim como Gilberto Ribeiro dos Santos. Na sua propriedade de 15 hectares ele explica que produz e comercializa um pouco de tudo. “Somos orgulhosos do que já fizemos, porque lutamos muito para chegar até aqui. Hoje trabalhamos na sombra e temos diversidade na produção, o que nos permite colheita o ano inteiro. Nosso assentamento é visto como referência em produção sustentável, tanto que recebemos visitas de estudantes o ano inteiro”, conclui.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro e tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.



A divulgação deste projeto contempla quatro 
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Quilombolas, assentados da reforma agrária e agricultores familiares são mobilizados para a produção sustentável de alimentos

Seja por questões de saúde ou para a preservação do meio ambiente, os alimentos agroecológicos têm despertado cada vez mais o interesse da sociedade. No município de Ilhéus, o trabalho desenvolvido pela Associação Povos da Mata Atlântica do Sul da Bahia de Certificação Participativa, aponta o sistema agroecológico como o melhor caminho, não só para a produção de alimentos saudáveis, mas também para transformar as famílias em protagonistas da conservação ambiental e do desenvolvimento socioeconômico das comunidades.

A entidade formou a “Rede de Agroecologia Povos da Mata”, com a participação de agricultores familiares, assentados da reforma agrária, comunidades indígenas, quilombolas, agricultores em geral e consumidores, também chamados de coprodutores. A Rede é a primeira da Bahia a ser credenciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para emitir certificados e selos orgânicos de produtos agrícolas e de seus derivados.

A certificação é realizada em estações distribuídas em quatro territórios baianos: Litoral Sul (Ilhéus e Itabuna); Baixo Sul (Ibirapitanga e Morro de São Paulo); Costa Descobrimento (Porto Seguro); e Caatinga (Irecê). Para obter a certificação, o agricultor tem que se comprometer com a produção de agricultura orgânica em conformidade com a legislação vigente e normas estabelecidas pela organização. Ao todo, são 700 famílias incluídas no processo - 250 já são credenciadas e o restante está em fase de certificação.

“Apoiamos e capacitamos produtores a certificarem e a comercializarem seus produtos, oferecendo aos consumidores mercadorias com garantia de origem”, declarou Tatiane Botelho da Cruz, presidente da Rede. Tatiane explica que o consumidor recebe o nome de coprodutor devido à participação dele no processo. “Quando o consumidor faz a opção de consumir alimentos sem agrotóxicos, ele está ajudando a cuidar dos rios, da mata e deixando de poluir o meio ambiente e, consequentemente, se torna nosso parceiro”.

A Rede, que é finalista no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social na categoria Agroecologia, vai muito além da certificação. Ela atua no incentivo ao associativismo, na produção e no consumo de produtos orgânicos, na aproximação solidária de agricultores e consumidores, no intercâmbio, no resgate e na valorização do saber popular e em atividades de formação socioculturais, ambientais e de cidadania.
Na propriedade da agricultora e integrante da Rede Maria da Conceição Mendes de Jesus, que fica próxima à cidade de Ilhéus, desde 2006, não entra uma gota de produtos químicos. A trabalhadora conta que depois que aprendeu a trabalhar com alimentos naturais tudo mudou. São 13 hectares com plantações de cacau, banana, mandioca e hortas. “Por longos anos trabalhei com química e não tinha conhecimento dos perigos. Depois que comecei a trabalhar com o alimento natural vi os benefícios que faz para a nossa saúde e dos nossos clientes e para o meio ambiente”. Os produtos agroecológicos da rede são comercializados em 19 feiras orgânicas de venda direta.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro. O concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.


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