Há 25 anos voluntários promovem o desenvolvimento de famílias em Pernambuco, Alagoas e Ceará

Dedicação, amor ao próximo e respeito. Esses são alguns dos ingredientes que o trabalho voluntário exige para que ações transformadoras possam atingir àqueles que mais precisam. No Brasil são milhares de projetos voluntários espalhados por diversas localidades. Atento a essa realidade, em 2018 o Governo Federal com apoio da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Fundação Banco do Brasil lançaram o Programa Nacional Viva Voluntário, com o objetivo de identificar e incentivar o desenvolvimento da cultura do voluntariado e de educação para a cidadania, para fortalecer as organizações da sociedade civil e promover uma participação ativa da sociedade. Uma das ações do programa foi a realização do Prêmio Viva Voluntário que no ano passado contou com centenas de inscrições de iniciativas de voluntariado desenvolvidas em todo o território nacional, das quais foram escolhidas duas iniciativas vencedoras para cada uma das três categorias: Voluntariado nas Organizações da Sociedade Civil, Voluntariado no Setor Público e Líder Voluntário. Cada uma recebeu R$ 50 mil da Fundação Banco do Brasil para manutenção do projeto. A partir de hoje, e durante as próximas semanas, você vai conhecer individualmente cada história vencedora desta premiação.

Amigos do Bem

Há 25 anos um grupo de amigos em São Paulo, liderado pela empresária Alcione Albanesi, se mobilizou para ajudar pessoas em situação de miséria no sertão nordestino. A primeira ação, em 1993, foi arrecadar alimentos, roupas e brinquedos para proporcionar um Natal diferenciado para aquelas famílias. Com o passar dos anos, a iniciativa ganhou força e e se tornou um projeto de transformação, que hoje conta com 9.200 voluntários para atender mensalmente cerca de 75 mil pessoas oferecendo incentivo na educação, trabalho, água, moradia e saúde. Hoje o Amigos do Bem Instituição Nacional Contra a Fome e a Miséria representa um dos maiores grupos sociais ativos no país.

Concentrados na cidade de São Paulo, os voluntários se dividem em 118 grupos de trabalho e participam de atividades diversas, como arrecadações e distribuições mensais de alimentos, triagem de doações e restauração de brinquedos. Além disso, eles viajam todos os meses para acompanhar de perto os projetos no sertão nordestino. Por ano, são mais de 325 mil horas dedicadas à tarefa de fazer o bem.

Segundo o diretor da instituição, Alceu Caldeira, regularmente 15 mil famílias em 130 povoados afastados das localidades atendidas contam com projetos de educação, geração de trabalho e renda, moradia, água e saúde. “Também recebemos mais de 10 mil crianças e jovens para participar diariamente de atividades culturais e educativas em outros quatro Centros de Transformação. Lá eles têm reforço escolar, atividades extracurriculares e também cursos profissionalizantes de culinária, cabeleireiro, informática e manicure”, explica Caldeira. A ação voluntária também oferece bolsas de estudos, uma parceria com instituições de ensino superior, possibilitando a formação profissional e novas oportunidades para os jovens da região. Hoje, mais de mil empregos são gerados em fábricas de beneficiamento de castanha e doces e pelas oficinas de costura e artesanato. A renda gerada com a venda dos produtos e sacolas de patchwork é revertida em sua totalidade ao projeto.

O grupo também promove a construção de casas de alvenaria para tirar famílias de casas de taipa em condições de miséria. Com a construção de 112 cisternas e 31 poços artesianos, milhares de pessoas, que chegavam a andar quilômetros em busca de água, não passam mais sede e têm melhor qualidade de vida.

Shara é uma das beneficiadas com as ações voluntárias dos Amigos do Bem na cidade do Bem de Catimbau (PE). Quando o grupo chegou pela primeira vez na casa de sua avó, a agricultora Maria José, a pequena Shara tinha apenas cinco anos. Criada pela avó, que nunca frequentou a escola, a família vivia da roça e com condições muito precárias, nem sempre tinham comida ou água disponíveis. Shara estudou num dos centros escolares e conseguiu se formar em Pedagogia por meio de uma bolsa de estudos conquistada pelos Amigos do Bem. Hoje com 21 anos é uma das monitoras nos Centros de Transformação local, onde repassa seu aprendizado profissional e leva esperança para outras crianças da região.

A instituição Amigos do Bem foi a vencedora na categoria Voluntariado nas Organizações da Sociedade Civil com o projeto 25 anos de Voluntariado Amigos do Bem. Com o investimento social de R$ 50 mil conferido na premiação por meio da Fundação Banco do Brasil para a manutenção do projeto, Caldeira explica que a expectativa é fazer ainda mais. “Queremos impactar cada vez mais pessoas, a exemplo da Shara, para romper um ciclo de miséria nesta região do país”, explica.

Você também pode fazer parte desta rede de solidariedade. Para fazer este trabalho, é necessário amor, voluntários e recursos. As pessoas podem ajudar sendo um voluntário ou um colaborador mensal, pessoa física ou empresa. Este trabalho é o resultado da sociedade civil. As doações podem ser realizadas por meio do link www.amigosdobem.org. Confira os outros canais da instituição

Canais Oficiais dos Amigos do Bem

Facebook: www.facebook.com/amigosdobem

IG: www.instagram.com/amigosdobem

Youtube: https://www.youtube.com/user/amigosdobemweb


Viva Voluntário

O programa Viva Voluntário também conta com a plataforma Viva Voluntário - que funciona em formato de rede social para conectar cidadãos, empresas e membros sociedade civil que buscam ou promovem oportunidades de trabalho voluntário. A plataforma tem abrangência nacional e busca dar visibilidade a ações voluntárias que acontecem em todo o país possibilitando a junção entre organizações e voluntários.

Confira aqui os outros vencedores do Prêmio Viva Voluntário:

Voluntariado nas Organizações da Sociedade Civil

Voluntariado no Setor Público

Líder Voluntário

 

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Foram habilitadas 42 entidades sem fins lucrativos para promover organização comunitária e educação financeira em conjuntos habitacionais populares

A Fundação Banco do Brasil divulgou o resultado final do edital de credenciamento do Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts).

Foram habilitadas 42 entidades sem fins lucrativos das cinco regiões do país. As credenciadas vão realizar trabalho de mobilização comunitária com moradores de empreendimentos habitacionais financiados pelo Banco do Brasil e destinados à população com renda familiar abaixo de R$1.800.

O trabalho consistirá na reaplicação de tecnologia social chamada “Transformando realidades por meio da mobilização e organização comunitária” que busca promover a cidadania, os laços entre os moradores e a organização coletiva para buscarem soluções dos problemas no condomínio.

A princípio, a reaplicação será iniciada em 15 empreendimentos. Nos estados com mais de uma habilitada, haverá sorteio para a escolha da entidade que fará o trabalho de mobilização, conforme o edital.

Acesse o resultado final do Edital do Muts

Acesse a página do edital e anexos aqui

 
Diagnóstico

A reaplicação da metodologia em cada residencial prevê várias atividades: autorrecenseamento (dados demográficos, socioeconômicos e outros desejados pelos moradores); oficinas de educação financeira, educacão ambiental e conservação dos espaços comuns; e intercâmbio de experiências com outras comunidades que tenham realidades semelhantes.

Ao final, será feito um diagnóstico junto com os participantes para identificar as principais demandas de cada condomínio e escolher uma tecnologia social que atenda as necessidades observadas. A escolha será feita dentre as cerca de mil metodologias disponíveis no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), mantido pela Fundação BB. O BTS é um acervo online e gratuito com soluções para os diversos desafios enfrentados por comunidades, nos temas alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

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Portal   muts

Biblioteca é o primeiro aparato público da região onde está localizado o Residencial Paraíso Feliz I e II (TO)

Depois de concretizarem o sonho da casa própria, as famílias do Residencial Paraíso Feliz I e II poderiam criar uma horta comunitária, produz joias sustentáveis ou implementar uma biblioteca comunitária. Esta era a proposta do MUTS - Moradia Urbana com Tecnologia Social – com apoio da Fundação BB para aplicação no empreendimento. Os moradores optaram pela biblioteca. “A escolha evidencia a preocupação da comunidade com a primeira infância e os jovens que residem naquele espaço”, afirma Aluísio Cavalcante, diretor da Casa da Árvore, entidade gestora no residencial do (MUTS).

O residencial Paraíso Feliz I e II está localizado na cidade de Paraíso do Tocantins, cidade a 60 quilômetros de Palmas (TO) e possui 309 famílias residentes com renda de até R$ 1.800. A cidade tem apenas uma biblioteca municipal, localizada no centro. Durante o autorecenseamento, os moradores apontaram que a região carece de aparelhos públicos como centros de saúde, creches, escolas e bibliotecas. “O empreendimento foi construído, mas sem nenhuma área pública, ou seja, esta foi outra razão pela escolha da biblioteca” avalia Aluísio.

A biblioteca comunitária utiliza o método Vaga Lume que se baseia no tripé estrutura-capacitação-gestão, ou seja, a entrega de recursos materiais é acompanhada da formação de pessoas e do incentivo à gestão comunitária. A proposta foi certificada pela Fundação Banco do Brasil como tecnologia social em 2009 e já possibilitou a formação de99 bibliotecas comunitárias em 22 municípios da Amazônia Legal.

A Casa da Árvore adquiriu 318 livros, realizou o curso de mediação de leitura para 22 moradores os quais estão aptos para fazer contação de histórias a crianças em processo de alfabetização. Além disso, montaram a biblioteca com estantes modulares, que podem ser deslocadas para vários espaços dentro do residencial e a capacitação da gestão da biblioteca por meio de metodologias de empréstimo de livros. “O plano de trabalho que desenvolvemos dá condições para o residencial dar continuidade a este projeto nos próximos anos”, constata Aluísio. 

Projeto MUTS

O Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social é uma ação da Fundação Banco do Brasil para reaplicar Tecnologias Sociais (TS) em empreendimentos habitacionais de baixa renda. O objetivo é ocupar o espaço urbano como um estímulo ao espirito público e ao fortalecimento dos laços entre as famílias, ao promover os princípios de associativismo, a participação comunitária e empoderamento da comunidade.

A Fundação BB publicou em abril de 2018 o edital 2018/003 para credenciar novas instituições para realizar um trabalho de mobilização e organização comunitária por meio das tecnologias sociais, por um período de 9 meses. Este primeiro período será de trabalho e diagnóstico com os moradores dos empreendimentos. No final deste período, a instituição poderá apresentar um projeto à FBB, com o objetivo de resolução de uma demanda identificada pela comunidade, com aplicação de metodologias do Banco de Tecnologias Sociais – BTS da Fundação BB.

Além disso, o projeto pretende disseminar os princípios básicos de educação financeira para pessoas de referência da família. Para esta fase do projeto, funcionários aposentados do Banco do Brasil serão formadores voluntários para ministrar aulas de finanças, patrimônio e meio ambiente.

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Cáritas Brasileira vai revitalizar feiras livres e estimular participação social em 22 municípios na Bahia, Maranhão, Paraíba e Piauí

Nos municípios interioranos, as feiras livres são os principais pontos comerciais e locais por onde circula boa parte dos moradores. Para fortalecer as feiras livres como espaços socioculturais de convivência, a Cáritas Brasileira vai realizar o projeto "Reconstruindo os espaços populares de socialização nos municípios a partir da implantação de tecnologias sociais".

A proposta é revitalizar os espaços das feiras com diagnóstico, mobilização social e educação financeira. As ações também preveem a revitalização da infraestrutura utilizada pelos feirantes e a gestão de resíduos sólidos, para reduzir a quantidade produzida e organizar de forma adequada o que for gerado. As capacitações em educação financeira envolverão, além dos feirantes, professores e alunos das escolas públicas locais.

Para incentivar o envolvimento dos participantes, será reaplicada a tecnologia social Jogo Oásis, que terá a finalidade de mobilizar 660 agricultores familiares, feirantes e catadores de materiais recicláveis. A iniciativa tem o apoio da Fundação Banco do Brasil, com investimento social de R$ 2,2 milhões, e será implantada em 22 municípios de quatro estados do Nordeste: Bahia, Maranhão, Paraíba e Piauí. O convênio entre a Cáritas Brasileira e a Fundação BB foi assinado na última sexta-feira, 18, em Brasília.

Jaime Conrado, assessor de projetos da Cáritas Brasileira, comentou sobre o Jogo Oásis, metodologia vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2013, na categoria Gestores Públicos, e que estimula a criatividade na solução de problemas da comunidade, a cooperação e o empreendedorismo social.“Ela ajuda os grupos a se fortalecerem com a reivindicação de direitos e o acesso a políticas públicas para que eles possam exercer a cidadania e melhorar de vida.”

Conrado relatou que a mobilização envolve prefeitos, comerciantes locais, gestores das dependências bancárias, organizações de feirantes e catadores. “Nós vamos fazer um diagnósticos nos 22 municípios para a estruturação das feiras populares. Queremos saber o que é vendido, se os comerciantes utilizam tecnologia, por que eles a utilizam ou por que não a utilizam”, comentou.

A divulgação deste projeto está relacionada aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS:

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Entidades sem fins lucrativos serão selecionadas para realizar organização comunitária em conjuntos habitacionais populares; primeira chamada da seleção tem inscrições abertas até 30 de maio

Estão abertas as inscrições para novo edital de credenciamento do Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts), promovido pela Fundação Banco do Brasil e voltado para entidades sem fins lucrativos. As entidades selecionadas irão realizar trabalho de mobilização comunitária com moradores de empreendimentos habitacionais destinados à população com renda familiar abaixo de R$1.800. O trabalho consistirá na reaplicação de tecnologia social chamada “Transformando realidades por meio da mobilização e organização comunitária” que busca promover a cidadania, os laços entre os moradores e a organização coletiva para buscarem soluções dos problemas no condomínio.

O edital terá duas chamadas: a primeira com inscrições abertas até 30 de maio e a segunda até 31 de agosto. Após a divulgação do resultado da primeira chamada, as instituições não habilitadas podem encaminhar novo envelope com a documentação exigida no edital para tentar novamente o credenciamento na segunda chamada.

A reaplicação da metodologia em cada residencial deverá durar um ano e prevê várias atividades. O autorrecenseamento é o censo feito pela própria comunidade para levantar informações tradicionais, como perfil demográfico e socioeconômico, e a inclusão de outros dados desejados pela comunidade, por exemplo, a quantidade de pessoas com necessidades especiais, idosos com dificuldade de locomoção, entre outros.

Haverá também atividades e oficinas para promover educação financeira, ambiental e patrimonial. As duas últimas vão reforçar noções sobre higiene, saúde, doenças individuais e coletivas, e estimular a consciência de preservação ambiental, como uso racional da água e da energia, o correto descarte de esgoto e dos resíduos sólidos, e a manutenção preventiva das moradias e dos espaços de uso comum.

A entidade que vai conduzir a reaplicação da metodologia também promoverá o intercâmbio de experiências com outras comunidades que tenham realidades semelhantes para ampliar o conhecimento sobre as soluções possíveis e a formação de redes de apoio. Por fim, será feito um diagnóstico junto com os participantes para identificar os principais problemas em cada condomínio e quais tecnologias sociais poderiam atender as necessidades encontradas (saiba mais sobre o diagnóstico no texto abaixo).

Acesse o edital e seus anexos aqui.

Aprimoramento

Este será o terceiro edital com o objetivo de levar tecnologias sociais para os empreendimentos habitacionais populares, a fim de estimular a cidadania, a participação comunitária e o protagonismo dos moradores na solução dos problemas coletivos. Nesta nova fase o Muts passou por mudanças a fim de aprimorar a forma de encaminhar as soluções para as demandas das comunidades. No dois primeiros editais, realizados em 2014 e 2015, foram implantadas duas tecnologias sociais em 58 conjuntos habitacionais, envolvendo 31,3 mil famílias. A primeira foi a metodologia de mobilização comunitária e educação financeira. A segunda foi escolhida pelos moradores em um leque de quatro opções, relacionadas a horta comunitária, produção de bijuterias com garrafa PET, compostagem de resíduos e biblioteca comunitária.

Neste novo formato, a escolha da segunda tecnologia será feita após um diagnóstico junto com os moradores para identificar os principais problemas em cada condomínio e escolher as tecnologias sociais que podem dar conta dos desafios observados. A escolha será feita dentre as mil metodologias disponíveis no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), mantido pela Fundação BB. O BTS é um acervo online e gratuito com soluções para os diversos desafios enfrentados por comunidades, nos temas alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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