Serão 700 mil reais em prêmios para os três finalistas de cada categoria. Prazo se encerra em abril

O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, considerado um dos principais do terceiro setor no País, chegou a sua décima edição em cerimônia de lançamento realizada nesta segunda-feira (25), em Brasília. As inscrições da premiação estarão abertas até o dia 21 de abril de 2019. Podem participar entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe.

Nesta edição, o Prêmio terá quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda" e "Meio Ambiente”. O primeiro, segundo e terceiro lugar de cada uma das categorias será premiado com R$ 50 mil, 30 mil e 20 mil respectivamente. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promovem a igualdade de gênero e o protagonismo e empoderamento da juventude receberão um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação.

Assim como na última edição do prêmio, em 2017, também está prevista a categoria “Internacional”, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; "Educação", “Geração de Renda” e “Meio Ambiente.” Da mesma forma, nesta categoria, as instituições finalistas receberão um troféu e um vídeo retratando a sua iniciativa.

As novidades desta edição são as três premiações especiais: “Mulheres na Agroecologia”, que visa identificar tecnologias sociais que promovam o protagonismo feminino na gestão da produção agroecológica; “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico”, destinada para identificar tecnologias sociais de modelos de gestão/governança de organizações e comunidades na produção do algodão agroecológico e “Primeira Infância”, que busca identificar tecnologias sociais que promovam ações que abordem as dimensões do desenvolvimento infantil (linguagem, cognitivo, motricidade e socioafetividade), o fortalecimento de vínculos familiares e o exercício da parentalidade. Nestas premiações especiais também serão classificadas três finalistas, com as mesmas regras das categorias nacionais. As vencedoras serão conhecidas na premiação, prevista para outubro. Todas as categorias são relacionadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Nesta edição, o concurso conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Para o presidente da Fundação BB, Asclepius Soares (Pepe) o prêmio se consolida em sua décima edição como referência nacional em tecnologia social. “Nosso banco de tecnologias contempla várias áreas. É uma plataforma que reúne inovações, e as tecnologias sociais representam isso. Uma efetiva transformação social na vida das pessoas”, diz.

Para o gerente de Desenvolvimento Institucional e Redes do Instituto C&A, Fábio Almeida, o Prêmio é de grande relevância e protagonismo para o terceiro setor. “Trata-se do fortalecimento de comunidades com um trabalho realizado de forma coletiva”, afirmou.

Segundo o diretor de Tecnologia e Serviços do BB Tecnologia e Serviços, Marcelo Cavalcante de Oliveira Lima, a atitude é relevante para identificar novas tecnologias sociais e mudar de maneira significativa a vida das pessoas menos assistidas do Brasil. “A melhoria da qualidade de vida de quem mais precisa vem pelo desenvolvimento social e pela conexão das pessoas”, defendeu.

O diretor da Ativos S.A, Júlio César Ferreira de Lima, destacou a importância das parcerias para construir um país melhor. “O apoio vem do propósito de resgatar a autonomia financeira das pessoas”, afirmou.

O Ministro da Cidadania, Osmar Terra reforçou que projetos como este podem mudar a realidade do país que é tão desigual. “Mudar a realidade só é possível com a participação da sociedade e de instituições que tenham o mesmo interesse. O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social é um estímulo que trará projetos interessantes ao governo federal”, completou.

Encontro de Tecnologia Social

Como parte da programação do Prêmio, a Fundação BB irá realizar um Encontro de Tecnologia Social com representantes das experiências finalistas, a ser realizado em Brasília (DF), um dia antes da noite de premiação. O evento contará com a presença de especialistas no tema. Entidades de tecnologias certificadas, integrantes do Banco de Tecnologias Sociais (BTS), também serão convidados. O objetivo do encontro é debater o tema da tecnologia social como instrumento do desenvolvimento sustentável.

Para serem certificadas, as iniciativas precisam ser reconhecidas como soluções capazes de causar impacto positivo e efetivo na vida das pessoas, sistematizadas, já implementadas e passíveis de serem reaplicadas.

Todas as metodologias certificadas passam a integrar o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação BB, que hoje conta com 986 iniciativas. O BTS é uma base de dados on-line que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. No acervo, as experiências podem ser consultadas por tema, cidade, estado ou país, entre outros parâmetros de pesquisa. O conteúdo está disponível também nas versões em francês, inglês e espanhol e pode ser consultado no celular, pelos sistemas operacionais iOS e Android, por meio do aplicativo BTS.

As inscrições para a décima edição do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social podem ser feitas no site www.fbb.org.br/premio

Os resultados de cada etapa do Prêmio serão divulgados no site da Fundação BB.

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Projeto com o apoio da Fundação BB vai oferecer capacitações e atendimento jurídico e psicossocial

Oferecer um espaço de acolhimento, integração, atendimento jurídico e psicossocial e capacitação para imigrantes e refugiados é o objetivo da Casa de Direitos, inaugurada nesta quinta-feira (8), em Brasília, pela Cáritas Brasileira, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, a Cáritas Suíça e o Departamento de Estado dos Estados Unidos (PRM).

No espaço será realizado o Projeto de Educação e Capacitação para Refugiados e Migrantes no Distrito Federal e Cidades do Entorno, que vai oferecer acompanhamento psicossocial, formação em língua portuguesa, cultura brasileira, legislação trabalhista, economia solidária, empreendedorismo e inclusão digital.

As inscrições para o curso de língua portuguesa, que tem 40 vagas, estão abertas até o dia 14 de novembro. “Os cursos vão dar uma base fundamental para essas pessoas poderem se integrar melhor aqui em Brasília. Já existe uma procura grande por esses cursos”, afirma Cristina dos Anjos, assessora para Migração e Refúgio, da Cáritas Brasileira. Já houve inscrições de migrantes do Chile, Venezuela, Haiti, Colômbia, Afeganistão e Senegal.

O senegalês Abdoul Aziz, de 27 anos, é um dos que se inscreveu no curso de português. Abdoul está no Brasil há um ano e oito meses e deixou no país de origem a mãe e dois irmãos menores, em busca de emprego. Ele já trabalhou como mecânico de automóveis por um período, mas está sem trabalho no momento. O senegalês se comunica com dificuldade em português e acredita que o curso vai ajudar. "Espero conseguir trabalho", afirma.

Já Andrerobert Lunga, de 36 anos, veio da República Democrática do Congo há oito anos. Ele fala português fluente, mas foi convidado a participar do curso pra ajudar na integração dos outros imigrantes. Veja ele comentando como vai participar.




Na Casa de Direitos também vai funcionar o Programa Pana, que tem como objetivo ser referência na acolhida, proteção e integração de imigrantes no Brasil. O Pana também estará presente em outras seis capitais do país – Boa Vista, Porto Velho, Recife, São Paulo, Curitiba e Florianópolis.

A palavra pana significa amigo na língua do povo indígena venezuelano Warao, os primeiros a atravessar a fronteira com a Roraima em busca de ajuda e formas de sobrevivência.

O Pana propiciará acesso à moradia, por meio do aluguel subsidiado de casas ou apartamentos para imigrantes que serão alocados de Roraima, oportunidade de formação em vista de trabalho e renda, assistência jurídica e psicológica. Para complementar as ações, no campo emergencial, os migrantes em situação de vulnerabilidade social terão acesso a itens de primeira necessidade como alimentos e kits de higiene pessoal e de limpeza e roupas.

As iniciativas contam com a parceria da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH); Cátedra Sérgio Vieira de Mello, da Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional das Migrações (OIM).

Serviço:
Inscrições: na Cáritasno, endereço: CONIC - Edifício Venâncio II – SDS Bloco H - 1º Andar - Salas – 101 a 104
Telefone para informações: (61) 3521-0350 - com Juliana Sangoi 

 

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Entidades podem entrar com recurso até 7 de novembro, cinco dias úteis após a publicação no DOU

A Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgam o resultado da Etapa II das duas seleções públicas em andamento do Programa Ecoforte Redes. No Edital número 2017/030 – voltado a novas propostas de redes de agroecologia ou à consolidação das já atendidas pelo certame de 2014 – foram habilitadas 13 entidades.
Acesse aqui o resultado preliminar da etapa II do Edital.

Já no Regulamento número 2017/031, uma chamada direta para melhoria de organizações de agroecologia já conveniadas pelo edital de 2014, foram habilitadas cinco entidades.
Acesse aqui o resultado preliminar da etapa II do Regulamento.

As redes inscritas têm até o dia 7 de novembro para entrar com recursos – data em que completa cinco dias úteis após a publicação no DOU, em 30 de outubro, conforme o edital. Após a análise dos recursos, será divulgado o resultado final dos processos seletivos.
Confira mais informações sobre o edital em fbb.org.br/ecoforte2017.

Programa Ecoforte
Criado em 2013, o Ecoforte possibilitou a integração das organizações participantes, com ampliação da participação de agricultores familiares no processo de transição agroecológica, inserção produtiva de jovens e mulheres, melhoria da capacidade de produção, articulação e realização de negócios solidários nas próprias redes.

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Projeto de melhoramento genético participativo desenvolvido pela Embrapa Cerrados tem o apoio da Fundação Banco do Brasil há 13 anos

Uma mandioca de cor amarela forte, mais bonita, nutritiva em vitamina A, que exige menor tempo de cozimento, e com maior produtividade para os agricultores. Esse é o resultado de um trabalho de melhoramento genético participativo desenvolvido pela Embrapa Cerrados, desde 2005. O projeto tem o apoio da Fundação BB, com o investimento de cerca de R$ 1 milhão.

A pesquisa começou há 13 anos, na Embrapa em Planaltina (DF), e depois envolveu cerca de 800 propriedades de agricultores familiares, no Distrito Federal e nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O trabalho prosseguiu em 2015 com 25 produtores do Distrito Federal. Os pesquisadores testaram quais as variedades que melhor se adaptavam às condições da região e que foram mais aceitas pelos agricultores, além de identificar as principais demandas deles.

"O próprio produtor faz um ranking classificando essas variedades, de acordo com preferência. A melhor classificada tem alta probabilidade de ser usada pelos produtores", explica o pesquisador Josefino Fialho.

O programa de melhoramento participativo desenvolveu três variedades de mandioca com polpa amarela e uma de cor creme. Para orientar os produtores, foram realizados treinamentos e elaborados diversos materiais didáticos, como cartilhas, livros, vídeos e apostilas.
Conheça a publicação "Mandioca no Cerrado, Questões Práticas".

O agricultor Paulo César Gonçalves tem uma propriedade em Planaltina de Goiás, onde cultiva a raiz de tipo amarela. Ele conta que a produtividade aumentou bastante. "É uma mandioca muito resistente a pragas, muito mais rápida para colher e muito produtiva. Antes, um pé produzia uns quatro quilos. Nessa variedade nova dá seis, sete quilos por pé".

As mandiocas de polpa amarela estão à venda nas feiras livres pelo Distrito Federal. O projeto também desenvolveu dois tipos de mandioca de cor rosada, que contêm elevados teores de licopeno, uma substância antioxidante que ajuda a prevenir o envelhecimento das células e doenças como câncer. Mas essa variedade precisa de conscientização para ser consumida.

"Aqui no DF os consumidores estão mais acostumados com as mandiocas de polpa amarela. Agora as mandiocas com polpa da raiz rosa são uma novidade. Então muitos consumidores não consomem por acharem que se trata de um produto estragado, por não conhecerem", conta o pesquisador Eduardo Alano.

Na cantina Italiana Pepe Nero, no centro histórico de Planaltina DF, o proprietário e chefe de cozinha Gianfranco Giannella fez um teste. Preparou um prato de nhoque com mandioca amarela e outro com a rosa. "Hoje tinha no cardápio nhoque de mandioca rosa e pedi para experimentar. Eu adorei! É muito saborosa!", disse a cliente Sarah Loreto.

Outra cliente do restaurante, Eunice Resende Correia, também quis provar a novidade junto com outras duas amigas. Elas gostaram. "Uma delícia!", disse Eunice, que já conhecia os dois tipos de mandioca e até já havia levado para a mãe experimentar. "Ela gostou muito das duas, da qualidade, da facilidade para cozinhar e do sabor".

A ideia é estabelecer qual o momento exato de realizar a irrigação, qual a quantidade de água que a cultura precisa e quais as condições para gastar o mínimo possível de recursos hídricos e de energia.

A divulgação deste projeto está relacionada aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS:

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Parceria da Fundação BB, BB e o maestro João Carlos Martins pretende integrar 5 mil músicos pelo País

“O sonho do maestro Villa-Lobos era fechar o Brasil em forma de coração com a música. Por meio da música, quero realizar este sonho”. Com este desejo, o maestro João Carlos Martins lançou o projeto Orquestrando o Brasil, hoje (17), em São Paulo, ao lado do presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, do presidente da Fundação Banco do Brasil, Asclepius Soares, e do diretor de Estratégia e Organização do BB, Carlos Netto.

Diante de jornalistas especializados em música e cultura, o Orquestrando o Brasil foi apresentado como uma iniciativa que irá apoiar, capacitar e divulgar orquestras, bandas e conjuntos musicais de todo país. Trata-se de uma expansão do projeto Orquestrando São Paulo, que mobilizou e capacitou 100 grupos musicais no estado de São Paulo, em 70 cidades diferentes, e possibilitou a organização de 20 orquestras.

Nesta expansão, pretende-se alcançar o número de 500 grupos musicais de comunidades carentes no Brasil. Na primeira etapa, será realizado levantamento e cadastro de bandas e conjuntos musicais com potencial para o projeto e, na segunda etapa, haverá o desenvolvimento de uma plataforma digital, que irá promover e disseminar conteúdos, capacitações para regentes e músicos, além de proporcionar a constituição de redes para troca de experiências e intercâmbio.

Dentre os grupos cadastrados no portal, 50 serão selecionados para atendimento por consultoria customizada, sendo priorizado o acesso de mulheres e jovens regentes nos cursos de formação. O projeto terá o investimento social de R$ 1,6 milhão em parceria da Fundação BB, Banco do Brasil e Fundação Educacional, Cultural e Artística Eleazar de Carvalho.

Durante o lançamento, o presidente Cafarelli ressaltou que o BB é parceiro da cultura brasileira há muito tempo e acredita que investir na música clássica e popular brasileira pode transformar o mundo cultural. Ele destacou o investimento nos Centros Culturais Banco do Brasil, que possuem sede em Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. "A riqueza da programação cultural que oferecemos à sociedade brasileira é impar neste propósito de buscar a inclusão social no Brasil."

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, destaca que o projeto pode melhorar a vida das pessoas, que é o cerne da FBB. “Iremos identificar 50 grupos musicais de jovens e mulheres em comunidades carentes para capacitação em música. A Fundação servirá como aceleradora destes grupos”, destaca.

Ao longo do projeto, serão realizados seis eventos regionais que terão apresentação dos grupos selecionados com a regência de João Carlos Martins e a participação da Orquestra Filarmônica Bachiana.

Transformação Digital alinhada a projetos sociais e a inovação

O Orquestrando o Brasil integra o eixo Cultura Digital da causa de sustentabilidade do Banco do Brasil: Inclusão e Transformação Digital da Sociedade Brasileira, que visa estimular, desenvolver, integrar e evidenciar iniciativas do Banco e de seus parceiros que contribuam para a inclusão digital no País.

O projeto em conjunto com a Revitalização do Programa AABB Comunidade, Digitalização do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, passeios virtuais dos CCBBs, patrocínio do Prêmio Jovem Cientista, assim como as contribuições de outras iniciativas, como o BB Integra e o Ourocard Cidades, reforçam o compromisso do Banco do Brasil com a responsabilidade socioambiental e a inovação. “O Orquestrando Brasil é um projeto maravilhoso que o BB se orgulha muito em fazer parte”, finaliza Cafarelli.

 A divulgação deste projeto está relacionada ao seguinte Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS:

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Projeto de agroindústria cria oportunidades de inclusão social de agricultoras e suas famílias na região do Rio Doce

"Depois que a gente começou a vender para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a prefeitura a gente ficou mais independente. Antes as mulheres não tinham seu próprio dinheiro e agora já podem comprar o que querem", comemora Adriana de Paiva, moradora da comunidade do Barbosa, no município de Sem Peixe (MG), na região do Rio Doce.

Adriana, sua mãe e irmã fazem parte das 16 famílias de agricultores familiares beneficiadas pelo projeto de estruturação de uma cozinha comunitária para fabricação de doces, bolos, pães e biscoitos – conhecidos como quitandas de Minas – além do processamentos de frutas. A agroindústria foi inaugurada no dia 10 de maio pelo Conselho de Desenvolvimento Comunitário do Barbosa. A iniciativa é uma parceria da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Econômico e Desenvolvimento Social (BNDES), com o investimento social de R$110 mil.

O conselho surgiu há 20 anos com o objetivo de melhorar as condições de vida das mulheres, conforme explica Aparecida das Graças de Paiva, mãe de Adriana, e uma das fundadoras da entidade. Na época, ao planejar a produção de doces para venda, Aparecida deu o pontapé inicial para firmar uma proposta de projeto coletivo. Com a agroindústria, elas pretendem também gerar oportunidades para os jovens. "Muitos saíram de casa e voltaram porque não encontraram condições para viver na cidade. Com o projeto, estou vendo o futuro deles com a conquista da própria renda", afirma Aparecida.

O conselho prevê ainda profissionalizar e ampliar a produção, que atualmente está localizada nas residências, com vendas na feira livre. Os insumos vêm do cultivo das famílias - além de frutas, também há plantação de hortaliças e legumes, que são fornecidos para programas do governo federal e municipal.

Para aprimorar o processamento, eles vão passar por capacitações oferecidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), nas áreas de processamento de doces e quitandas, de custos de produção, confecção do rótulo e tabela nutricional e de boas práticas de fabricação.

Tecnologias sociais e recuperação de nascentes em Barbosa

A comunidade rural de Barbosa também foi beneficiada por outro projeto apoiado pela Fundação BB e o BNDES, para a recuperação de recursos hídricos de efluentes do Rio Doce. O investimento social foi de cerca de R$ 135 mil, em convênio com a Associação da Escola Família Agrícola de Camões.

Foram implantadas 21 unidades de experimentação que tiveram a aplicação de tecnologias sociais para tratar o esgoto doméstico, conter a enxurrada e permitir a penetração mais lenta da água no solo. As tecnologias são fossas sépticas, caixas secas e barraginhas, entre outras. Aliadas ao plantio de mudas, as técnicas ajudaram a recuperar áreas degradadas e nascentes de rios.

"A gente recuperou várias nascentes e a visão das pessoas mudou muito em relação ao cuidado com o uso da terra, de entender que é preciso cuidar da propriedade como um todo. O boi não pode pisar na água diretamente, o uso de agrotóxico é prejudicial, por exemplo", destacou Alessandra de Lima.

Com o recurso do convênio, também houve a implantação de um viveiro de mudas com sistema de irrigação, a contratação de um técnico e a realização de cursos de capacitação para os agricultores em técnicas de recuperação do solo, saneamento rural e produção agroecológica e sistemas agroflorestais. O projeto também conta com as parcerias da Emater e da Universidade Federal de Viçosa.

A divulgação deste projeto está relacionada aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS:

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Cerca de 157 mil pessoas foram atendidas em todo o Brasil, em projetos nas áreas de educação e meio ambiente 

A Fundação Branco do Brasil lançou nesta segunda, dia 2, o Relatório de Atividades 2017, que traz a prestação de contas para a sociedade das ações e do investimento social realizado no ano passado. De acordo com o documento, em 452 municípios em todo o Brasil foram atendidas 157 mil pessoas em projetos nas áreas de educação, inclusão digital, agroecologia, agroindústria, resíduos sólidos, acesso à água potável, inclusão socioprodutiva, reaplicação de tecnologias sociais, entre outros.

O investimento total foi de R$ 142,8 milhões, sendo R$126,6 em recursos próprios e R$ 16,2 milhões de parceiros, já que a Fundação BB atua como articuladora de parcerias para promover o desenvolvimento sustentável no País.

Versão digital e hotsite

A novidade deste ano é que o relatório de atividades está disponível apenas em versão digital, um documento em pdf, em coerência com o cuidado ambiental que é um princípio orientador de todos os projetos desenvolvidos pela Fundação BB e seu instituidor, o Banco do Brasil.

A publicação também ganhou uma versão no hotsite fbb.org.br/relatorio2017, disponível em computador desktop. Na página, o usuário pode ter uma visão geral das principais ações da instituição em um mapa interativo com informações acionáveis pelo mouse e no menu da esquerda. 

Diretrizes

Pelo terceiro ano consecutivo a publicação segue as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), na versão G4, que orienta os elementos mais relevantes de um relatório de sustentabilidade, além dos destaques do desempenho econômico, ambiental, social e de governança da instituição. Também foram incorporados os indicadores do suplemento setorial para ONG's da GRI, com informações específicas e mais relevantes para o terceiro setor.

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Projeto de fortalecimento da apicultura nos assentamentos de Areias e Terra da Esperança investirá R$ 210 mil em capacitação, compra de equipamentos e um veículo e assessoria técnica

Há cinco anos, cerca de 40 famílias de agricultores familiares começaram a produzir mel nos assentamentos de Areias e Terra de Esperança, em Dix-Sept Rosado (RN), a 309 quilômetros de Natal. A iniciativa, desenvolvida pelo Centro de Assessoria às Comunidades Rurais e Urbanas (Ceacru), surgiu da necessidade de garantir renda e trabalho para a comunidade e vem mantendo a produção em cerca de 400 quilos de mel por ano. Agora, com a parceria da Fundação Banco do Brasil, a estimativa da entidade é aumentar esse volume para 7,2 mil quilos ao ano e gerar uma receita de R$ 72 mil.

Ainda em fase inicial de execução, o convênio, orçado em R$ 210 mil, possibilitará capacitação técnica em produção de mel, desenvolvimento sustentável e gestão ambiental, assim como a compra de equipamentos de informática, um veículo e 160 novas colmeias (atualmente são 80). Ernando Souza de Oliveira, diretor do Ceacru, explica que além de melhorar a qualidade do mel produzido por meio da capacitação técnica, o projeto permitirá a inclusão de novos produtores.

O assentamento Areias foi fundado em 1997 e desde então vem consolidando práticas agroecológicas e de economia solidária. Terra de Esperança, fundado em 2004, tem as mesmas características. A apicultura nos assentamentos é sazonal. As famílias também trabalham na agricultura de sequeiro (cultivo em terras com pouca umidade), principalmente de milho e feijão, e ainda comercializam castanha de caju para complementar a renda. De acordo com informações do Ceacru, o valor obtido com a venda de mel corresponde a 20% da receita dessas famílias. A escolha da apicultura se deu em razão da proximidade com outros municípios.

Dix-Sept
Pertinho de Mossoró, o município tem esse nome em homenagem ao governador Dix-Sept Rosado, morto num acidente de avião em 1951. As floradas de caju típicas da região atraem abelhas, o que propicia a apicultura.

 

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Iniciativa tem recursos da Fundação BB, BNDES e Fundo Amazônia

Termina no dia 15/12/2017 o prazo de inscrições para o edital Ecoforte Redes, destinado a novas propostas de redes de agroecologia ou ao fortalecimento das já atendidas pela seleção do Ecoforte em 2014, desde que integrem novos grupos ou organizações produtivas.

A iniciativa é da Fundação Banco do Brasil, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Fundo Amazônia. Serão investidos até R$ 18,5 milhões, sendo R$ 16 milhões para novas organizações, com projetos de valores entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão. Os R$ 2,5 milhões restantes são destinados à consolidação e expansão de propostas já beneficiadas pelo Ecoforte, com aporte entre R$ 300 e 500 mil.

Os recursos poderão financiar a construção ou reforma de instalações; aquisição de máquinas, veículos e equipamentos; capacitações e serviços técnicos especializados; e gestão e assistência técnica dos projetos apoiados.

Confira mais informações sobre o edital em fbb.org.br/ecoforte2017

Assista ao vídeo da oficina sobre o Edital Ecoforte, com esclarecimentos sobre o processo de inscrição, realizado no VI Congresso Latino-Americano de Agroecologia.

Programa Ecoforte
Criado em 2013, o Ecoforte possibilitou a integração das organizações participantes, com ampliação da participação de agricultores familiares no processo de transição agroecológica, inserção produtiva de jovens e mulheres, melhoria da capacidade de produção, articulação e realização de negócios solidários nas próprias redes.

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Aporte de R$ 1,2 mi vai permitir a continuidade do projeto e a inclusão social de 2 mil atendidos em São Paulo

Uma parceria entre a Fundação BB, a Rede Cidadã e Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social (SMADS) de São Paulo, firmada na última sexta-feira, 24, irá possibilitar a inclusão social de 2 mil pessoas em situação de rua na capital. Trata-se de projeto que mobiliza empresas, movimento sociais e o poder público para preparar e encaminhar moradores de rua para atividades empreendedoras ou inclusivas dentro do programa Trabalho Novo, iniciado este ano.

Inicialmente, empresas aptas para o projeto são cadastradas e mobilizadas. Também são identificadas pessoas atendidas que queiram participar da ação em 24 unidades de acolhimento da cidade para serem capacitadas. Após esta fase, os participantes são encaminhados para entrevistas de emprego e, caso sejam efetivados, são monitorados para avaliar a adequação aos postos de trabalho.

O investimento social da Fundação BB é de R$ 1,2 milhão, com a contrapartida de cerca de R$ 108 mil da Rede Cidadã. "O recurso investido pela Fundação permitirá a continuidade de um projeto que está dando certo. Já inserimos no mercado mais de 1,5 mil pessoas em situação de rua e atingimos uma taxa de permanência de 80 por cento", afirma a coordenadora do projeto, Tatiana Carvalho.

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