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Portal TicoLipu

Mulheres indígenas da aldeia Tico Lipú foram capacitadas para confecção de biojóias com produtos da região


Repassar conhecimento, dividir o tempo livre e levar esperança para o próximo sem qualquer tipo de remuneração. Essas são algumas características de um líder voluntário – pessoa que compartilha sabedoria e trabalha para angariar recursos a fim de proporcionar o bem comum de um grupo. Foi desta forma que Janir Gonçalves Leite, indígena Terena e servidora pública em Aquidauana (MS), mobilizou mulheres da aldeia Tico Lipú, em 2017, para dar orientações quanto ao manejo de sementes e confecção de biojóias.

Janir explica que a aldeia passava por dificuldades e o trabalho desenvolvido com as mulheres indígenas serviu como estímulo. “Realizamos um curso de produção de ecobag, com certificado para as participantes. Elas produziram bolsas com pinturas e grafismos Terena e também receberam orientação com foco na precificação e comercialização das bolsas”, explica. Desta forma, o projeto proporcionou geração de renda com a receita das vendas e, investimentos como reposição de materiais e reparo de equipamentos.

Os primeiros frutos da ação já vieram logo no início do projeto, quando o trabalho foi reconhecido pelo Prêmio Acolher Natura. Com o recurso obtido foi possível viabilizar a construção de um espaço cultural com um banheiro e sala em alvenaria para abrigar o trabalho das mulheres. Também foi possível realizar a compra de uma mesa de trabalho, prateleira para guardar os produtos e a matéria-prima, além de bicicletas para facilitar a locomoção das mulheres.

No mesmo ano a ação foi novamente reconhecida, desta vez como vencedora na categoria Líder Voluntário do Prêmio Viva Voluntário, organizado pelo Governo Federal com apoio da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Na ocasião o Coletivo de Mulheres Indígenas Artesãs Terena recebeu o investimento social de R$ 50 mil da Fundação Banco do Brasil para a manutenção dos seus projetos.

Janir explica que esta premiação proporcionou mais visibilidade e gerou impacto positivo. O maior deles foi o reconhecimento pela Fundação Nacional do Índio – FUNAI, permitindo aos residentes locais a identificação como pertencentes à aldeia, além de direitos sociais e acesso a serviços públicos garantidos. Antes disso as mulheres precisavam se deslocar até outras aldeias para registrarem seus filhos como pertencentes a outra comunidade. Com a certificação da FUNAI, o cacique local tem autoridade para registrar as crianças e demais moradores como provenientes da Aldeia Tico Lipú. As mulheres indígenas também conquistaram acesso a outros direitos, como licença-maternidade e aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, disponibilizadas devido ao trabalho artesanal da confecção de biojoias e ao trabalho na terra.

Feliz com a conquista, Janir leva adiante a sua liderança voluntária e já articula novas ações em outra comunidade indígena. “Com o recurso e a visibilidade do Prêmio, consegui expandir o projeto para a Aldeia Água Branca (situada no Distrito de Taunay, distante 60km da cidade de Aquidauana), onde atualmente desenvolvo um trabalho que possibilita a realização de oficinas para confecção de roupas indígenas femininas e produção de biojóias com sementes naturais”, explica Janir.

Viva Voluntário

O Prêmio Viva Voluntário faz parte do Programa Nacional Viva Voluntário que identifica e incentiva o desenvolvimento da cultura do voluntariado e de educação para a cidadania, com o objetivo de fortalecer as organizações da sociedade civil e promover uma participação ativa da sociedade. O programa o também disponibiliza uma plataforma virtual que funciona em formato de rede social para conectar cidadãos, empresas e membros sociedade civil que buscam ou promovam oportunidades de trabalho voluntário. A plataforma tem abrangência nacional e busca dar visibilidade a ações voluntárias que acontecem em todo o país possibilitando a junção entre organizações e voluntários. Acesse para saber mais https://vivavoluntario.org/

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Portal  InstitutoProeza

Promoção para o Dias das Mães valoriza o trabalho de mulheres da Cidade Estrutural e do Recanto das Emas

“Ver o resultado do meu trabalho transformado em brindes para um shopping center é muito bom”. Esse foi o sentimento de Maria Bertomeire Tavares, a Berta, de 49 anos, durante a entrega de 2.500 peças confeccionadas por ela e por outras 31 colegas da Cidade Estrutural e do Recanto das Emas, regiões administrativas do Distrito Federal, e que serão distribuídas durante as compras do Dia das Mães como ação promocional de um shopping de Brasília.

O responsável pelo trabalho das costureiras e confecção das peças é o Instituto Proeza, entidade que Berta conheceu a pouco mais de um mês e que tem entre tantos projetos o Reúso de Resíduo Têxtil e Produção Comunitária de Pães e Alimentos, que recebeu o apoio da Fundação Banco do Brasil, em 2018, para capacitação de mulheres que vivem situação de vulnerabilidade social.

Com retalhos de tecidos e roupas que seriam descartadas, as costureiras transformam em peças novas e garantem renda e autonomia. A entidade oferece, gratuitamente, capacitação em bordado manual, crochê, corte e costura em máquina industrial, tecelagem, tingimento orgânico, panificação, educação financeira e plano de negócios.

“Já tinha ouvido falar do projeto, mas cheguei até ele por acaso, quando fui levar uma amiga para preencher uma ficha. Foi amor à primeira vista, mas eu tinha um problema, não sabia costurar, nem mesmo pregar um botão, muito menos tinha tido algum contato com uma máquina de costura. Em um mês estou aqui, mostrando os brindes que fizemos para o shopping”, relata Berta.

Nos próximos dias, quem fizer compras no Brasilia Shopping tem a chance de levar para casa uma linda toalha canga, com estampa exclusiva, assinada pela publicitária Didi Colado. Além de Berta, Maria Zildolene Silva,
Maria Juliana das Chagas e sua mãe, a bordadeira Francisca das Chagas participaram da entrega das peças ao shopping. De acordo com a coordenadora do projeto, Kátia Ferreira, todas as participantes têm uma história de luta, mas agora sonham com um futuro promissor.

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Kátia explica que com o recurso da Fundação BB no valor de R$ 300 mil, foi possível comprar máquinas de costura, oferecer cursos de corte e costura e de bordados para 68 mulheres, além de oportunizar curso de panificação e estruturação de uma unidade de produção de pães e confeitaria. O objetivo é vender os produtos na própria região e abastecer com lanche os eventos relacionados à divulgação dos produtos feitos pelas costureiras. “Vejo a felicidade estampada no rosto de cada uma, porque elas não tinham dinheiro para custear um curso de corte e costura oferecido no mercado que é muito caro. Eu explico para elas que o nosso propósito é fazer brindes para que tenham uma renda no final do mês, e que existe cliente para comprar". 

Segundo Kátia, confeccionar as peças trouxe uma série de aprendizados como prazos de entrega, qualidade, comprometimento e ainda o preparo da embalagem. “Esse brinde feito para o shopping tem uma resposta a tudo isso. Algumas mulheres que atuaram nesse trabalho vão receber entre R$ 500 a R$ 1.300. Muitas estavam com aluguel atrasado e esse dinheiro vai fazer a diferença. Esse projeto é mais do que inserção econômica, ele traz as mulheres para um ciclo de convívio e amizades", conclui Kátia.

Sobre o Instituto Proeza

O Instituto já capacitou mais de 192 pessoas. A entidade também disponibiliza aulas de balé para as filhas das costureiras, oferecidas por uma professora voluntária no mesmo horário das oficinas. Uma forma de deixar as mães despreocupadas e estimuladas para o aprendizado. Também são oferecidas aulas de reforço escolar de várias disciplinas e de pré-vestibular. As oficinas de panificação tiveram a participação de jovens das comunidades com idades entre 17 a 23 anos.

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Portal   JoiasMuts2

Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social busca fortalecer os laços comunitários e a inclusão social de moradores de condomínios populares; novo edital está com inscrições abertas

Quem vê os colares e brincos usados por algumas moradoras do Residencial Anacetaba, em São Gonçalo do Amarante (CE), não imagina de que tipo de material é produzido. Em cores variadas, o artesanato feito com partes de recipientes de plástico vem fazendo sucesso na vizinhança e em feiras no centro da cidade. "As pessoas não acreditam que as peças são de frascos de xampu, de condicionador. 'Que material vocês usam?!' - perguntam admiradas", conta Cláudia, que hoje é vice-presidente do grupo de mulheres, batizado de Artesãs do Anacetaba.

Atualmente com 16 integrantes, o grupo se formou por meio do projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts), que tem como principal objetivo o envolvimento comunitário dos moradores de conjuntos habitacionais voltados para população com renda familiar até R$ 1.800. Em São Gonçalo do Amarante, são 499 unidades, a maioria habitada por pessoas de várias partes do estado. Na realização do Muts, os participantes podem escolher uma tecnologia social - entre quatro opções - para ser implantada no condomínio. No residencial Anacetaba, as moradoras optaram pela metodologia “Redecriar – Joias Sustentáveis na Ilha das Flores”. A realização do projeto foi da Cáritas Diocesana de Itapipoca.

"Esse trabalho para nós é como se fosse uma terapia. As pessoas vão conhecendo as outras, sabendo e se ajudando", destaca Jaciara Lima, que frequenta o grupo há um ano. Elas são todas donas de casa e se reúnem durante a semana no período da tarde para produzir as peças: além de colares e brincos também fazem pulseiras.

Mais recentemente, ao notarem que a cabaça – fruto de uma planta trepadeira - é uma matéria-prima abundante na vizinhança, criaram também artesanatos como porta-vassoura, porta-colher e porta-pano de prato. O acabamento é feito com pintura e biscuit. "Já pediram porta-vassoura com carinha de coruja ou galinha. A gente faz o que pode para tentar atender", detalha Valdelice Maria da Conceição, presidente do grupo.

Com apoio da prefeitura, as peças são expostas e comercializadas na feira de artesanato mensal e na feira livre semanal, ambas no centro da cidade. Além disso, as integrantes do grupo contam com o apoio de familiares e amigos para divulgação e venda dos produtos nos bairros vizinhos.

O projeto despertou em algumas participantes a vontade de voltar a estudar, para poderem se comunicar melhor com parceiros e clientes. "Eu saí com a Valdelice para fazer matrícula e fomos chamando as outras também. Estudar desenvolve a mente da gente", afirma Jaciara.

A nova conquista é a formalização do grupo como uma associação - o registro em cartório está previsto para esta semana. O próximo desafio é fixar um espaço próprio como sede. "A gente precisa para se reunir e abrir para mais participantes", explica a presidente Valdelice. Atualmente elas se encontram na casa da vice-presidente Cláudia.

Edital MUTS

A proposta de realização do projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (MUTS) no residencial em São Gonçalo do Amarante foi selecionada em edital. Nova seleção está aberta para entidades interessadas em reaplicar metodologias em empreendimentos habitacionais populares. O edital terá duas chamadas: a primeira com inscrições abertas até 30 de maio e a segunda até 31 de agosto.

As entidades selecionadas irão realizar trabalho de mobilização comunitária com moradores de empreendimentos habitacionais destinados à população com renda familiar abaixo de R$ 1.800. O trabalho consistirá na reaplicação de tecnologia social chamada “Transformando realidades por meio da mobilização e organização comunitária” que busca promover a cidadania, os laços entre os moradores e a organização coletiva para buscarem soluções dos problemas no condomínio.

Acesse o edital MUTS e seus anexos.

 

A divulgação deste projeto está relacionada aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS:

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