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Coletivo agroecológico investiu em irrigação no cultivo de alimentos e apicultura

“Lugar de mulher do campo é na cozinha.” Esta frase é ultrapassada para boa parte das alunas da Escola Familia Agrícola de Goiás, na região da antiga capital do estado. As mulheres agora desempenham papeis no cultivo da plantação e na administração da propriedade e conseguem financiamento para seus projetos.

Elas são a maioria num grupo de 22 jovens que formaram um coletivo agroecológico vinculado à Associação de Pais e Alunos da Escola da Família Agrícola de Goiás (EFAGO). A proposta para formar o coletivo foi selecionada no edital do Programa de Juventude Rural. Cada integrante entrou com um projeto de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos agrícolas, com base em agroecologia. O recurso de R$ 200 mil reais distribuídos entre os participantes foi investido principalmente em irrigação e apicultura.

Nayara Rodrigues, de 22 anos, disse que o investimento foi um estímulo para as mulheres se voltarem para a produção. “Com o projeto, a gente conseguiu ter mais iniciativa e tomar a frente.” Ela usou a verba para plantar milho e maracujá. “Esse investimento foi bom porque possibilitou ter lucro com aquilo que gostamos de fazer. A gente teve a oportunidade de escolher o que queria”, explica.

“Ficamos mais independentes, não dependendo tanto dos homens, do marido e dos pais. Foi um incentivo para os jovens continuarem no campo”, afirma Ana Paula Ferreira, de 29 anos, que mantém um apiário no mesmo lote onde fica a casa em que vive com a família. 

A participante Jéssica Souza, de 24 anos, diz que a mentalidade em relação aos papeis de mulheres e homens no campo vem mudando. “A gente começa a perceber que é capaz de fazer as duas coisas, tanto ficar em casa, como também participar na roça, como o homem também começa a perceber que ele pode fazer as duas coisas”.

Junto com o marido Édipo Santana, Jéssica cultiva milho, quiabo e jiló, com a ajuda dos pais dela, em uma área de um hectare e meio. De acordo com eles, as capacitações oferecidas dentro do Juventude Rural ajudaram a perceber novas possibilidades de produção, comercialização e divulgação, como o uso de redes sociais, por exemplo. O resultado tem sido positivo e eles até pensam em ampliar o empreendimento. “A gente tá pensando em aumentar mais a produção e buscar mais comércio, talvez tenha que empregar mais pessoas para ajudar”, afirma Édipo.

“Grande parte da juventude que participou desse projeto está no campo, voltou pra trabalhar com as famílias e tem hoje um trabalho específico dentro da propriedade”, destacou Iracélia Ferreira, professora e ex-presidente da Efago.

Assista ao vídeo sobre o projeto do Coletivo Agroecológico:

 

 

O que é agroecologia
A agroecologia é uma forma de cultivo que integra diversas espécies no mesmo ecossistema, respeita os ciclos da natureza, otimiza o uso dos recursos (água, incidência de luz solar, ocupação do solo) e dispensa o uso de agrotóxicos. O combate às pragas é feito por meio de predadores naturais, como os insetos.

Juventude Rural
O edital Juventude Rural é uma iniciativa da Fundação Banco do Brasil em parceria com o BNDES e a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ/SGPR). O objetivo é gerar oportunidades de emprego e renda para pessoas de 15 a 29 anos permanecerem no campo. Foram selecionadas 49 propostas, apresentadas por entidades de agricultores familiares ou de extrativistas, pescadores artesanais e povos tradicionais. 

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Projeto apoiado pela Fundação amplia produção de mel e promove a conscientização ambiental

Mel para adoçar o corpo e poesia para adoçar a alma. Esta frase está no rótulo dos potes de mel que a apicultora Ana Lucia Schmidt comercializa na região de Caxias do Sul (RS). Ela começou a trabalhar na produção de mel aos 18 anos, mas agora, após se aposentar do Banco do Brasil, decidiu dedicar exclusivamente para este trabalho. “Antes era um hobby, agora se tornou uma paixão. Todo apicultor é um apaixonado”, declara Ana.

Com investimento da Fundação BB de cerca de R$ 60 mil, em parceria com a Associação Caxiense de Apicultores – ASCAP, um projeto tem gerado emprego e renda e, ao mesmo tempo, promovido ações de conscientização nas escolas sobre a importância das abelhas. Os recursos foram utilizados para aquisição de novos maquinários para beneficiamento do mel e edição de 5 mil cartilhas.

Também estão previstas a produção de filmes educativos e visita de grupos de estudantes aos apiários. O responsável técnico do projeto, Antônio Viapiana, destaca a importância da educação ambiental. “O caminho é conscientizar e sensibilizar. A distribuição das cartilhas para as crianças pode ajudar a mudar a realidade para o futuro”.

A proposta da associação nasceu a partir de levantamento da redução do número de abelhas nos últimos anos. A situação é bastante preocupante, tanto para apicultores como para a sociedade em geral, pois esses insetos tem um papel fundamental na polinização de diversas espécies de plantas, com papel crucial na produção de alimentos.

Viapiana informa que a redução das abelhas começou a ser percebida na Europa e nos Estados Unidos, mas também já é notada no Brasil. Segundo ele, o problema está na aplicação inadequada de inseticidas, que mata as pragas, mas também extermina insetos importantes para o equilíbrio ambiental. “As abelhas sofrem com o uso excessivo do agrotóxico e isto faz que a população reduza a cada ano. Temos que evitar o uso de inseticidas”, reforça.

Redução das abelhas e o impacto na agricultura

Atualmente, as abelhas estão desparecendo por muitos motivos. As principais causas, além do uso do agrotóxico, é o aumento de áreas de monocultura, o desmatamento e o desequilíbrio ecológico.

A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) identificou que 15 mil colmeias foram extintas no Brasil nos últimos cinco anos, o que representa aproximadamente um trilhão de insetos erradicados no País. As abelhas são responsáveis por 70% da polinização no mundo e a redução pode resultar na diminuição de 35% das colheitas de todo planeta, conforme alerta o Fundo das Nações Unidas de Agricultura e Alimentação (FAO).

Associação Caxiense de Apicultores

Com sede em Caxias do Sul, a associação atua desde 1989 com o processamento do mel e produtos derivados. Ela comercializa sua produção em pontos de venda na região ou dentro da própria associação. Atualmente, a entidade possui mais de 120 cooperados e suas ações beneficiam mais de 200 pessoas indiretamente. Ela também mantém atividades permanentes de integração, capacitação e aperfeiçoamento profissional.

A divulgação deste projeto está relacionada aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS:

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Projeto de fortalecimento da apicultura nos assentamentos de Areias e Terra da Esperança investirá R$ 210 mil em capacitação, compra de equipamentos e um veículo e assessoria técnica

Há cinco anos, cerca de 40 famílias de agricultores familiares começaram a produzir mel nos assentamentos de Areias e Terra de Esperança, em Dix-Sept Rosado (RN), a 309 quilômetros de Natal. A iniciativa, desenvolvida pelo Centro de Assessoria às Comunidades Rurais e Urbanas (Ceacru), surgiu da necessidade de garantir renda e trabalho para a comunidade e vem mantendo a produção em cerca de 400 quilos de mel por ano. Agora, com a parceria da Fundação Banco do Brasil, a estimativa da entidade é aumentar esse volume para 7,2 mil quilos ao ano e gerar uma receita de R$ 72 mil.

Ainda em fase inicial de execução, o convênio, orçado em R$ 210 mil, possibilitará capacitação técnica em produção de mel, desenvolvimento sustentável e gestão ambiental, assim como a compra de equipamentos de informática, um veículo e 160 novas colmeias (atualmente são 80). Ernando Souza de Oliveira, diretor do Ceacru, explica que além de melhorar a qualidade do mel produzido por meio da capacitação técnica, o projeto permitirá a inclusão de novos produtores.

O assentamento Areias foi fundado em 1997 e desde então vem consolidando práticas agroecológicas e de economia solidária. Terra de Esperança, fundado em 2004, tem as mesmas características. A apicultura nos assentamentos é sazonal. As famílias também trabalham na agricultura de sequeiro (cultivo em terras com pouca umidade), principalmente de milho e feijão, e ainda comercializam castanha de caju para complementar a renda. De acordo com informações do Ceacru, o valor obtido com a venda de mel corresponde a 20% da receita dessas famílias. A escolha da apicultura se deu em razão da proximidade com outros municípios.

Dix-Sept
Pertinho de Mossoró, o município tem esse nome em homenagem ao governador Dix-Sept Rosado, morto num acidente de avião em 1951. As floradas de caju típicas da região atraem abelhas, o que propicia a apicultura.

 

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Unidade está entre os investimentos da Fundação BB no Rio Grande do Norte, um total de R$ 56,3 milhões

Foi inaugurado no dia 23 de maio, em Apodi (RN), entreposto do mel e da cera de abelha. Fruto de convênio entre a Fundação Banco do Brasil e a Cooperativa Potiguar de Apicultura e Desenvolvimento Rural Sustentável (Coopapi), com investimento total de R$ 448 mil, o projeto visa ampliar a capacidade produtiva e possibilitar a certificação de produtos apícolas no município, conforme padrões de qualidade nacionais e internacionais, para fins de exportação.

A Coopapi é responsável por 25% de todo o mel produzido no estado do Rio Grande do Norte. A parceria da Fundação com a Coopapi acontece desde 2010, em investimentos na cadeia produtiva do mel e da castanha de caju, na região de Apodi. Nos últimos dez anos (2007-2017), a Fundação BB investiu em 258 projetos no Estado, em parcerias com entidades do terceiro setor, atendendo 88 mil participantes, em 78 municípios, com recursos que somam R$ 56,3 milhões.

Cisternas
A ação de maior destaque é a reaplicação da tecnologia social cisternas de placas, em parceria com a Articulação no Semiárido (ASA). Foram investidos R$ 30,8 milhões para construção de 10.391 cisternas: 9.191 voltadas para o consumo 1,2 mil para a produção de alimentos.

As Cisternas de Placas foram certificadas como tecnologia social em 2001 pela Fundação BB, com a finalidade de captar e armazenar água da chuva. Para o consumo das famílias, o sistema utilizado permite o acúmulo de até 16 mil litros, que atende a necessidade de uma família de cinco pessoas pelo período de até oito meses. O equipamento é composto por encanamento simples para recolher água da chuva nos telhados das casas e reservatório no subsolo revestido com placas.
Já para as atividades produtivas, as cisternas são de dois modelos: calçadão e enxurrada. As duas possuem capacidade de até 52 mil litros de água. Elas são construídas próximas às residências das famílias. A diferença é que a enxurrada é instalada no caminho por onde passa o fluxo pluvial e a calçadão capta de áreas em declive.

Resíduos Sólidos
Também estão em desenvolvimento iniciativas que apoiam a gestão correta dos resíduos sólidos, contribuindo para o retorno do material descartado ao processo produtivo, reduzindo o impacto no meio ambiente e gerando renda. Em Natal, a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis e Desenvolvimento Sustentável do Rio Grande Do Norte (Coocamar) teve o apoio de R$ 950 mil em quatro projetos para ampliação da produtividade por meio da inclusão digital e melhoria de infraestrutura de coleta e destinação do lixo. Serão atendidos 3 mil participantes.

A Cooperativa de Materiais Recicláveis da Cidade de Natal (Coopcicla) recebeu apoio para capacitação e aquisição de máquinas para reutilização de resíduos sólidos, como banners e garrafas pets. O recurso no total de R$ 1,2 milhão atenderá 540 pessoas e irá melhorar a logística de comercialização de matérias recicláveis e a estrutura física de triagem e apoio.

Educação - AABB Comunidade
Outro destaque de investimento no estado é o Programa Integração AABB Comunidade, uma tecnologia social em educação que oferece complementação escolar para crianças e adolescentes matriculados na rede pública de ensino. Entre 2007 e 2017, foram apoiados projetos em 13 municípios, com 13,3 mil participantes e investimento de R$ 4,6 milhões. Um exemplo é o município de Currais Novos, que atendeu 3,4 mil educandos, com investimento de R$ 982 mil da Fundação BB.

O Programa Integração AABB Comunidade é realizado em parceria com a Federação Nacional de Associações Atleticas Banco do Brasil (Fenabb) e prefeituras. Os participantes desenvolvem atividades lúdicas, em AABBs de todo o país. O trabalho educacional engloba temas como educação ambiental, saúde e higiene, esporte e linguagens artísticas, possibilitando a construção de conhecimentos e o acesso à cidadania.

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.
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