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Mutirão Ciranda será reaplicado em 22 municípios com apoio da Fundação BB e do BNDES

Em abril deste ano, a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram as entidades selecionadas para receber investimentos de R$ 500 mil a R$ 1 milhão, por meio do edital de reaplicação de Tecnologias Sociais. O objetivo da seleção é apoiar iniciativas que promovem a geração de trabalho e renda, localizadas em qualquer parte do país.

O Serviço de Tecnologia Alternativa - Serta, de Ibimirim/PE, foi um dos habilitados para reaplicar a metodologia Mutirão Ciranda – Jovens e Mulheres da Agricultura Familiar. Criado em 1989, o Mutirão Ciranda iniciou suas atividades com mobilizações em pequenas comunidades na busca por alternativas e soluções voltadas à agricultura familiar e à aplicação da ecotecnologias (termo também conhecido como tecnologia verde - um segmento da tecnologia voltado à aplicação de métodos, práticas e resolução de problemas ambientais). O objetivo era envolver estudantes do curso técnico-profissional em agroecologia em iniciativas de promoção do desenvolvimento sustentável, com a inclusão de jovens, mulheres e povos tradicionais na gestão do território e da agricultura.

Segundo Paulo José Santana, um dos educadores no Serta, atualmente os mutirões são planejados em conjunto com as famílias de agricultores para identificar as necessidades e possibilidades locais. "A partir disso são levantados os recursos humanos, de conhecimentos, ferramentas, além de recursos financeiros”, explica.

Reaplicação

Paulo também explica que com a reaplicação desta tecnologia social os mutirões serão realizados em mais 22 municípios, de sete regiões de Pernambuco: Zona da Mata Sul e Norte, Agreste Central e Meridional, Sertão do Moxotó e Sertão do Pajeú. Cerca de 250 pessoas receberão assistência técnica e extensão rural qualificada para transição agroecológica. Deste público, 57% são mulheres, 39% são jovens e 10% de lideranças indígenas das etnias Kambiwá, Xucuru, Fulni-ô e Kapinawá. O investimento social para a execução será de R$ 980 mil.

O fundador do Serta, Abdalaziz de Moura, explica que a participação de lideranças indígenas está sendo fundamental para os mutirões e esta troca de conhecimentos é muito benéfica. “Os índios nos ajudaram a incluir a questão da espiritualidade e da relação entre o território com a natureza, além da valorização da cultura na educação. Em contrapartida, nós os instruímos a recuperar o solo que sofria com erosões, e a utilizar recursos disponíveis nas terras, como galhos, restos de plantas”, afirma.

Socorro França, liderança indígena da etnia Kapinawá, diz que a comunidade tem crescido em conhecimento. “As trocas de experiências são muito boas. Nós aprendemos a recuperar o solo e isso tem sido importante, pois tínhamos algumas terras degradadas”, diz. “Nós índios, estamos acostumados a fazer tudo em grupo. A fazer mutirão. Acho que o projeto também se beneficia dessa nossa experiência”, finaliza.

Dentro da metodologia estão previstos oito cursos temáticos, o desenvolvimento de um plano de comunicação para promover as ações dos mutirões, 12 encontros de intercâmbio para troca de experiências entre as comunidades e 12 semanas pedagógicas, nas quais serão trabalhadas a promoção da dignidade, da qualidade de vida e o protagonismo comunitário.

Certificação de Tecnologia Social

Após ser certificado como Tecnologia Social pela Fundação BB em 2017, o Serta foi capaz de sistematizar o projeto e resgatar elementos históricos, aprimorar objetivos e resultados. De acordo com Santana, com a certificação e a remodelagem para a reaplicação da metodologia em outras regiões, abre-se a possibilidade de investimento de recursos nas comunidades, além de oferecer uma assistência técnica mais especializada para as famílias. “Além disso, também esperamos a construção de cinco feiras orgânicas e cinco cozinhas artesanais que serão implantadas de acordo com o grau de protagonismo e do potencial produtivo de cada município e beneficiário”, explica o educador.

Saiba mais

O Serta é uma escola que oferece ensino técnico de formação profissional em agroecologia para 1.250 estudantes nas unidades de Glória do Goitá, na região da Zona da Mata, e Ibimirim, no sertão do Moxotó, em Pernambuco.

Confira a lista de municípios atendidos com a reaplicação:

Região Metropolitana
Recife, Camageribe, Abreu e Lima, Araçoiaba

Zona da Mata Sul
Palmares, Maraial, Jaqueira, São Benedito do Sul, Quipapá

Zona da Mata Norte
Tracunhaém, Timbaúba, Glória do Goitá

Agreste Meridional
Águas Belas

Agreste Central
São Benedito do Una, Pesqueira, Buíque

Sertão do Moxotó
Ibimirim, Inajá, Betânia

Sertão do Pajeú
Iguaraci, São José do Egito, Solidão

 

 

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A iniciativa pretende criar um ambiente escolar harmonioso por meio de ações educativas e socioculturais no município de Goiana

Nos últimos 10 anos, a Fundação Banco do Brasil investiu cerca de R$ 255 milhões em educação em todo o país. Só no estado de Pernambuco foram mais de R$ 14 milhões aplicados em 294 projetos de 37 municípios, beneficiando cerca de 30 mil pessoas.

Agora, a Fundação BB se une à Fiat Chrysler Automóveis (FCA) e a ONG AVSI Brasil, para desenvolver o projeto Vozes Daqui, que atuará por meio de ações educativas e socioculturais e beneficiará cerca de 450 alunos do ensino fundamental 2, 25 professores e gestores escolares, além de 40 lideranças e moradores da comunidade, do município de Goiana (PE). O projeto pretende despertar e aprimorar o interesse de alunos e da comunidade pelo ambiente escolar e terá duração de três anos.

A parceria foi firmada na quinta-feira (18), em Brasília. Na oportunidade, o presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, ressaltou a importância da união das três instituições a favor da educação. “Sabemos que o problema da educação não se resolve de um dia para o outro. Mas uma parceria importante com a Fiat Chrysler Automóveis e com a AVSI, vem para valorizar a escola e o professor.Assim a comunidade ajuda a construir um futuro melhor”, declarou.

Ao todo, o Vozes Daqui vai receber investimento social de aproximadamente R$ 1,5 milhão durante o período de execução, e as ações estão programadas para o início do mês de agosto. Serão desenvolvidas atividades de mobilização e identificação de alunos e professores; pesquisa e diagnósticos participativos sobre o ambiente escolar, a história e cultura de Goiana; capacitações e formações por meio de oficinas educativas e da Educomunicação (uso das mídias na educação); implantação de projetos de melhoria escolar, além de ações sistemáticas e permanentes de monitoramento e avaliação.

Para Fernão Silveira, diretor de comunicação Corporativa e Sustentabilidade da FCA, a expectativa é das melhores. “Estamos todos com o coração aquecido e com as expectativas muito altas, porque estamos unindo três grandes nomes: a Fundação BB, a FCA e a AVSI. Queremos tornar as comunidades protagonistas da mudança social por meio da educação e temos certeza do impacto positivo desta iniciativa que vai transcender os alunos da rede municipal de ensino de Goiana. Vai se expandir pela Zona da Mata Norte e contagiar Pernambuco. O começo está sendo fantástico e estamos muitos animados em colocar esse projeto em pé”, afirmou.

O vice-presidente e diretor territorial da AVSI Brasil, Jacopo Sabatiello destacou a importância de trabalhar com alianças diversificadas, setoriais e multilaterais, já que a parceria pretende valorizar as diversidades, as diferentes capacidades, recursos humanos, tecnológicos, técnicos e financeiros de todos os envolvidos. “Com a participação de mais atores, o resultado é muito maior do que a soma da contribuição que cada um poderia dar individualmente. O último Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o número 17 da ONU, foca na parceria e implementação de alianças estruturadas por meio das ferramentas jurídicas, metodológicas, financeiras e técnicas que possam responder de forma integrada à complexidade dos problemas que hoje temos que enfrentar”, avaliou.

“Nossos projetos sociais são potencializados pelas parcerias e essas três instituições se unem com o mesmo propósito: demonstra o real compromisso social com a educação que pode ser transformadora para professores e alunos tornando-os protagonistas. Temos bastante expectativa nesse projeto que vai ser bem importante para população local, destacou João Pinto Rabelo Júnior, vice-presidente de Governo do Banco do Brasil.

 

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