Fabiana A. Vieira

Fabiana A. Vieira

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 Rede Xique Xique receberá recursos para produção de alimentos agroecológicos e reaplicação de tecnologias sociais

A Fundação Banco do Brasil, em parceria com a ONU Mulheres, vai apoiar a Associação de Comercialização Solidária Xique Xique que atua no comércio de produtos agroecológicos de mulheres produtoras rurais da região de Mossoró (RN). O projeto intitulado “Mulheres em Rede: fortalecendo a auto-organização, produção, comercialização e autonomia socioeconômica”, pretende contribuir para a mobilização, empoderamento e geração de renda das agricultoras rurais. A solenidade de assinatura do convênio vai ocorrer nesta quinta-feira (28), na cidade de Mossoró e contará com a presença de representantes da Fundação BB, ONU Mulheres, Secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar do RN, Alexandre de Oliveira, além de autoridades e parceiros locais.

O aporte financeiro da Fundação BB será de R$ 750 mil e dará condições para a entidade construir a sede da associação, que irá funcionar como um espaço multiuso para capacitação, comercialização e o projeto também vai contemplar a construção de uma cozinha para beneficiamento e armazenamento de alimentos agroecológicos. Cerca de 300 agricultoras devem ser beneficiadas diretamente com esta iniciativa.

Adriano Cavalcanti, coordenador do projeto, acredita “que às ações propostas serão importantes para o fortalecimento dos empreendimentos de economia solidária”. O projeto, com duração de um ano, será desenvolvido em dez cidades: Mossoró, Governador Dix-Sept Rosado, Baraúna, Tibau, Grossos, Apodi, São Miguel, São Miguel do Gostoso, Messias Targino e Janduís.

Para Ana Carolina Querino, representante interina da ONU Mulheres Brasil, é emblemática a dotação da Fundação Banco do Brasil para a Associação de Comercialização Solidária Xique Xique às vésperas do Dia Internacional das Mulheres. “Empoderar trabalhadoras e mulheres rurais e investir recursos financeiros contribui para viabilizar projetos coletivos que gere autonomia econômica, com foco no desenvolvimento sustentável de comunidades”, destaca ao lembrar o compromisso entre a ONU Mulheres e FBB para o empoderamento econômico das mulheres. Segundo Querino, “ao longo do mês de março, a ONU Mulheres enviará mensagens para governos, empresas e sociedade de todo o mundo de que é preciso investir nas mulheres e construir soluções inteligentes, inovadoras com tecnologias sociais e digitais voltadas para o acesso das mulheres a serviços, proteção social e infraestrutura”.

O presidente da Fundação Banco do Brasil, Asclepius Soares, destaca que o apoio às mulheres da Rede Xique Xique vai gerar renda e também contribui para o desenvolvimento da economia local destes municípios, o que gera transformação social. “Fortalecer a atuação das mulheres e a agroecologia traz inúmeros benefícios para as comunidades locais, como é o caso da Rede Xique Xique”, avalia Asclepius.

Reaplicação de Tecnologias Sociais

Além de produção de produtos agroecológicos, a rede de mulheres irá reaplicar tecnologias sociais. Para Francisca Eliane, coordenadora da Rede Xique Xique, o projeto vai proporcionar uma maior autonomia dos grupos de mulheres participantes, promovendo a inclusão social e geração de renda além de melhorar os indicadores socioeconômicos das produtoras rurais.

As ações do projeto também irão contemplar a implantação de tecnologias sociais de convivência com o semiárido como os Sistemas de Reuso de Água Cinza, Energia Solar e Banco de Sementes Crioulas. “O reuso de água nos permite gerir um destino sustentável, ao aproveitarmos a água cinza, onde após tratada, poderá ser utilizada nas frutas e hortaliças que garantem a comida em nossa mesa e ainda diminui o desperdício de água”, avalia Francisca.

 


Serão 700 mil reais em prêmios para os três finalistas de cada categoria. Prazo se encerra em abril

O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, considerado um dos principais do terceiro setor no País, chegou a sua décima edição em cerimônia de lançamento realizada nesta segunda-feira (25), em Brasília. As inscrições da premiação estarão abertas até o dia 21 de abril de 2019. Podem participar entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe.

Nesta edição, o Prêmio terá quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda" e "Meio Ambiente”. O primeiro, segundo e terceiro lugar de cada uma das categorias será premiado com R$ 50 mil, 30 mil e 20 mil respectivamente. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promovem a igualdade de gênero e o protagonismo e empoderamento da juventude receberão um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação.

Assim como na última edição do prêmio, em 2017, também está prevista a categoria “Internacional”, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; "Educação", “Geração de Renda” e “Meio Ambiente.” Da mesma forma, nesta categoria, as instituições finalistas receberão um troféu e um vídeo retratando a sua iniciativa.

As novidades desta edição são as três premiações especiais: “Mulheres na Agroecologia”, que visa identificar tecnologias sociais que promovam o protagonismo feminino na gestão da produção agroecológica; “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico”, destinada para identificar tecnologias sociais de modelos de gestão/governança de organizações e comunidades na produção do algodão agroecológico e “Primeira Infância”, que busca identificar tecnologias sociais que promovam ações que abordem as dimensões do desenvolvimento infantil (linguagem, cognitivo, motricidade e socioafetividade), o fortalecimento de vínculos familiares e o exercício da parentalidade. Nestas premiações especiais também serão classificadas três finalistas, com as mesmas regras das categorias nacionais. As vencedoras serão conhecidas na premiação, prevista para outubro. Todas as categorias são relacionadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Nesta edição, o concurso conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Para o presidente da Fundação BB, Asclepius Soares (Pepe) o prêmio se consolida em sua décima edição como referência nacional em tecnologia social. “Nosso banco de tecnologias contempla várias áreas. É uma plataforma que reúne inovações, e as tecnologias sociais representam isso. Uma efetiva transformação social na vida das pessoas”, diz.

Para o gerente de Desenvolvimento Institucional e Redes do Instituto C&A, Fábio Almeida, o Prêmio é de grande relevância e protagonismo para o terceiro setor. “Trata-se do fortalecimento de comunidades com um trabalho realizado de forma coletiva”, afirmou.

Segundo o diretor de Tecnologia e Serviços do BB Tecnologia e Serviços, Marcelo Cavalcante de Oliveira Lima, a atitude é relevante para identificar novas tecnologias sociais e mudar de maneira significativa a vida das pessoas menos assistidas do Brasil. “A melhoria da qualidade de vida de quem mais precisa vem pelo desenvolvimento social e pela conexão das pessoas”, defendeu.

O diretor da Ativos S.A, Júlio César Ferreira de Lima, destacou a importância das parcerias para construir um país melhor. “O apoio vem do propósito de resgatar a autonomia financeira das pessoas”, afirmou.

O Ministro da Cidadania, Osmar Terra reforçou que projetos como este podem mudar a realidade do país que é tão desigual. “Mudar a realidade só é possível com a participação da sociedade e de instituições que tenham o mesmo interesse. O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social é um estímulo que trará projetos interessantes ao governo federal”, completou.

Encontro de Tecnologia Social

Como parte da programação do Prêmio, a Fundação BB irá realizar um Encontro de Tecnologia Social com representantes das experiências finalistas, a ser realizado em Brasília (DF), um dia antes da noite de premiação. O evento contará com a presença de especialistas no tema. Entidades de tecnologias certificadas, integrantes do Banco de Tecnologias Sociais (BTS), também serão convidados. O objetivo do encontro é debater o tema da tecnologia social como instrumento do desenvolvimento sustentável.

Para serem certificadas, as iniciativas precisam ser reconhecidas como soluções capazes de causar impacto positivo e efetivo na vida das pessoas, sistematizadas, já implementadas e passíveis de serem reaplicadas.

Todas as metodologias certificadas passam a integrar o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação BB, que hoje conta com 986 iniciativas. O BTS é uma base de dados on-line que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. No acervo, as experiências podem ser consultadas por tema, cidade, estado ou país, entre outros parâmetros de pesquisa. O conteúdo está disponível também nas versões em francês, inglês e espanhol e pode ser consultado no celular, pelos sistemas operacionais iOS e Android, por meio do aplicativo BTS.

As inscrições para a décima edição do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social podem ser feitas no site www.fbb.org.br/premio

Os resultados de cada etapa do Prêmio serão divulgados no site da Fundação BB.

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Iluminação alternativa com postes solares e lampiões foi instalada com apoio da Fundação BB

Quatro minutos e quarenta segundos são suficientes para mostrar a transformação na vida das pessoas que moram na comunidade Kalunga de São Domingos, em Goiás, depois que receberam a visita dos voluntários da ONG Litro de Luz Brasil  para uma ação de iluminação na região. Esse é o tempo do vídeo lançado neste mês que mostra toda a ação envolvendo o relacionamento, treinamento e interação entre a comunidade com os voluntários durante seis dias, em 2018.

Conhecida com uma das maiores áreas quilombolas do Brasil, a comunidade Kalunga é composta por cerca de 200 famílias espalhadas pela região do interior de Goiás. Nesta ação, a Litro de Luz atuou na comunidade de São Domingos e outros sete povoados entre os dias 15 a 21 de outubro e instalou 220 lampiões e 10 postes de energia solar sustentável impactando diretamente cerca de 800 pessoas.

Segundo Lais Higashi, presidente da ONG no Brasil, a intervenção no local surgiu depois que a comunidade fez contato com a instituição pelas redes sociais. Após uma visita na região, a Litro de Luz participou de um edital interno da Fundação Banco do Brasil, quando foi selecionada para a ação. Depois disso, um grupo com 40 voluntários foi a campo para iniciar as atividades com a comunidade.

Inicialmente foi realizado um treinamento com os moradores locais, que também participam do projeto. Em seguida foi eleito um embaixador local, responsável pela multiplicação das informações da ONG com os demais moradores. Durante os seis dias a comunidade aprendeu a montar e instalar os equipamentos.  

 

Esta é a segunda vez que a organização ilumina a região Kalunga. Em 2017, a Litro de Luz levou 57 postes e 80 lampiões para a comunidade do Prata, que fica a 200 quilômetros de Cavalcante. Nesta ação, cerca de 80 famílias da região que não contavam com iluminação pública foram beneficiadas. Veja aqui o vídeo da ação em Cavalcante.

Recordações de um voluntário

Jonatas Teles tem 21 anos e mora na comunidade Sol Nascente, em Ceilândia, Brasília. O local recebeu a visita da Litro de Luz em 2016, quando ele foi eleito embaixador daquela região. Ele explica que quando recebeu a capacitação já se apaixonou pelo projeto. Segundo Jonatas, os embaixadores são responsáveis pela manutenção das soluções entregues naquela comunidade, sejam os postes ou lampiões, além de responder pela ONG na região e tirar dúvidas das pessoas da comunidade que desejam aprender a montar o equipamento.Veja abaixo o depoimento dele: 

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Energia sustentável

A ONG Litro de Luz é uma organização internacional que opera em mais de 20 países. No Brasil, está presente nas cinco regiões e já visitou cerca de cem comunidades, tendo instalado aproximadamente 1.800 soluções entre postes de luz e lampiões – impactando 10 mil pessoas. A instituição leva luz até moradores de comunidades locais que não possuem acesso à energia elétrica ou que vivem sem luz em suas casas, utilizando uma tecnologia simples, econômica e ecologicamente sustentável, composta por garrafas plásticas, painéis solares e lâmpadas LED.

Tecnologia Social

Reconhecido como tecnologia social pela Fundação BB em 2017, o poste de luz solar foi um dos vencedores do Prêmio de Tecnologia Social e integra o Banco de Tecnologias Sociais da instituição para que a metodologia possa ser reaplicada em outras regiões do país. Confira a metodologia aqui

Seja um voluntário da Litro de Luz

Os processos para voluntários da ONG são abertos de tempos em tempos e podem ser conferidos site: www.litrodeluz.com e na fanpage do Facebook.

 

Confira a galeria de fotos da ação em São Domingos

 

 

 

 

 

 

 

 

A Fundação BB topou o desafio das redes sociais e resgatou três tecnologias sociais premiadas em 2009 para ver suas atuações em dez anos

Se você tem algum canal nas redes sociais, já deve ter visto o desafio com a hashtag #10yearschallenge (desafio dos dez anos), com fotos de pessoas em 2009 e 2019, mostrando algumas mudanças ou semelhanças durante este tempo. A brincadeira está se espalhando, principalmente pelo Facebook e até hoje várias pessoas e até empresas estão aderindo ao desafio. A Fundação BB também aceitou participar deste movimento, mas de uma forma um pouco diferente. Nós resgatamos três iniciativas que participaram do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social de 2009 e fomos conferir como essas tecnologias sociais se desenvolveram durante esses dez anos. Confira abaixo algumas histórias:


Telinha de Cinema: do analógico ao digital colecionando premiações

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Uma estratégia para que jovens da rede pública de educação pudessem experimentar novas possibilidades de produzir e aprender a partir da cultura digital, a tecnologia social “Telinha de Cinema” surgiu em 2007 com a popularização dos celulares com câmeras e outros dispositivos moveis entre as classes C e D, sobretudo na periferia de Palmas (TO). A iniciativa foi vencedora na categoria Região-Norte, no Prêmio de 2009, recebendo o valor de R$ 50 mil para a disseminação da tecnologia. De lá pra cá a Telinha de Cinema cresceu. Entre 2010 e 2012 o projeto ganhou reaplicações em comunidades escolares da Recife (PE), Porto Velho (RO) e Fortaleza (CE), em parceria com a Fundação Telefônica e as redes públicas de ensino dessas localidades. Foram mais de 600 crianças e adolescentes beneficiadas, que junto com educadores e jovens artistas e desenvolvedores das próprias comunidades, encontraram novos caminhos para seus desafios de aprendizagem a partir do uso criativo do celular, da internet e das artes digitais.

Entre 2011 e 2013, a Telinha de Cinema ganhou uma escala regional e passou a contar com dois núcleos comunitários, um na periferia de Palmas e outro na periferia de Goiânia (GO). Articulou parceria com universidades públicas (Universidade Estadual de Goiás - UEG e Universidade Federal do estado do Tocantins - UFT) implementou um programa de residência em arte, tecnologia e educação que financiou o trabalho de pesquisa e criação de obras vanguarda, trazendo para essas comunidades, artistas renomados de vários países da América Latina. Nesse período também executou ainda o programa “Mochila Digital”, uma experiência inovadora de desenvolvimento de curso na modalidade EaD a partir das experiências de aprendizagem vivenciadas no Telinha de Cinema e no seu programa residência artística.

Toda essa trajetória permitiu o amadurecimento da organização e sua vocação para a concepção, desenvolvimento e reaplicação de tecnologias sociais. A partir de 2013 começou a focar para demandas relacionadas à formação de leitores e de fortalecimento das bibliotecas públicas, comunitárias e escolares e recebeu certificação de nova tecnologia social, pela Fundação BB, com o “Telinha na Escola”. Assim, a partir desta adaptação, desenvolveu outras tecnologias sociais com este objetivo: explorar as novas tecnologias e novas linguagens para contribuir com o desafio de formar um Brasil de leitores. Assim nasceu o "E se eu fosse o autor?", certificada pela Fundação BB em 2011 e em 2015, atendendo mais de 600 jovens na região metropolitana de Goiânia e, a partir de 2016, o "BiblioArte LAB - Laboratório comunitário de inovação em leitura e formação de leitores" com mais de 1.020 beneficiados na rede de bibliotecas públicas e escolares de Poços de Caldas (MG).

Com estes projetos, todos inspirados na experiência do Telinha de Cinema, a Associação de Educação, Cultura e Meio Ambiente Casa da Árvore, autora da metodologia, recebeu importantes prêmios e certificações como Inovação e Criatividade na Educação Básica (MEC), Prêmio Finep de Inovação, Prêmio ARede.EDU, Prêmio Péter Murány, e mais recentemente, participação no Programa de Inovação em Bibliotecas da Unesco (Iberbibliotecas) como finalista do Prêmio Jabuti 2018 (inovação na formação de leitores) e do Prêmio IPL- Retratos da Leitura. A partir destas tecnologias sociais, entre outras atividades, a instituição oferece laboratórios criativos de Booktubers, de GIF´s Literários, de Stories Poéticas, e outras tantas atividades que foram inspiradas e adaptadas da Telinha de Cinema para a nova realidade cultural e tecnológica. Desde de 2016 já foram atendidas mais de 1.020 pessoas, responsáveis por desenvolverem uma proposta de biblioteca inovadora para leitores do século 21.

Adolescentes seguem como protagonistas

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Dez anos após o reconhecimento como vencedora na categoria Centro-Oeste em 2009, os organizadores da tecnologia social “Adolescentes Protagonistas” avaliam uma trajetória de crescimento e amadurecimento. O projeto foi apresentado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), de Brasília e segundo a assessora Márcia Acioli, responsável pelo projeto, foram muitos os impactos, desde fortalecer a convicção e a linha metodológica até para conseguir novos parceiros. "A visibilidade nos legitimou perante parceiros e a sociedade em geral e abriu portas para consolidar um trabalho inter institucional envolvendo o poder público", avalia. 

A proposta inicial da tecnologia social foi oferecer formação de adolescentes na relação entre direitos humanos, cidadania e orçamento público e também a oferta de oficinas em escolas públicas, levantando temas importantes que viram matérias na Revista Descolad@s de Direitos Humanos e Orçamento Público (revista produzida pelos adolescentes e que foi certificada como tecnologia social pela Fundação BB em 2013).

Nesses dez anos o Inesc adaptou o projeto considerando novos públicos, novas escolas mantendo os princípios iniciais de arte-educação, educação popular e educomunicação. As crianças e os adolescentes aprendem sobre o Sistema de Garantia de Direitos, visitam os equipamentos públicos, fazem entrevistas, fotografam e discutem a qualidade do atendimento aos seus direitos. A organização também passou a publicar boletins temáticos referentes às questões sociais que cada grupo elege como prioritárias.

Desde 2014 trabalha com adolescentes em privação de liberdade. Todo o trabalho com este público segue a mesma lógica e as mesma programação, inclusive considerando as atividades integradoras que reúnem adolescentes de todas as comunidades e prioriza a produção de materiais de comunicação: programas de rádio, publicação de boletins, livros de poesia, entre outros materiais.

Em 2018 a metodologia ganhou o prêmio nacional Itaú-Unicef com parceria do núcleo de ensino da Unidade de Internação de Santa Maria. Em 2019 o projeto iniciou uma ação de acompanhamento de meninos e meninas egressas integrando-os a serviços, estágios, escolas em busca de fortalecer a caminhada cidadã. As edições da Revista Descolados circulam vivas sendo referência para muitos grupos, professores e escolas com solicitações para publicar trechos da publicação em um livro didático e também para integrar bibliotecas brasileiras e internacionais. Também há relatos de estudantes de jornalismo que estudaram a revista como Trabalho de Conclusão de Curso.

Rede de Mulheres: organização e fortalecimento do grupo

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Muita coisa mudou nesses dez anos de atuação. Em 2009, quando o projeto Rede de Mulheres para Comercialização Solidária foi apresentado pela Casa da Mulher do Nordeste, de Recife (PE), o grupo atuava dentro de um pequeno espaço cedido por uma organização parceira, e sempre houve o desejo de que a Rede de Mulheres deveria ter seu espaço próprio. Foi a partir do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social de 2009, que o grupo conseguiu aprovar alguns pequenos recursos para financiar algumas ações com as mulheres e conseguiu alugar um espaço de trabalho que comportasse a demanda de trabalho da organização. A Rede conseguiu montar um escritório pequeno e com alguns equipamentos que ajudaram na qualificação do trabalho tanto no campo, com as mulheres, como internamente. Também foi composta uma equipe com duas educadoras sociais, que passaram a contribuir diretamente com as ações da Rede. “De fato, esse Prêmio foi o grande incentivador da Rede de Mulheres no fortalecimento do seu projeto político de transformar politicamente e economicamente a vida das mulheres sertanejas, tanto no campo como na cidade”, avalia a educadora social, Ana Cristina, que responde pela entidade.

Segundo Ana Cristina, durante esses dez anos, muitas coisas importantes aconteceram. Após o Prêmio de 2009, a Rede conseguiu o apoio financeiro de algumas organizações como a Brazil Foundation, Aliança Empreendedora, Fundo Brasil de Direitos Humanos, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade e outras organizações que contribuíram para o fortalecimento da organização. O grupo também conseguiu mobilizar mais mulheres para integrar-se a Rede e atualmente está discutindo a criação de um plano de mobilização de recursos para que a organização consiga sustentabilidade financeira. Além disso, a Rede conseguiu organizar dois espaços de comercialização dos produtos das mulheres, tanto para as mulheres que trabalham na agricultura, quanto para as que trabalham com a produção de artesanatos. A entidade também possui uma loja van, em alguns eventos e feiras nos municípios do Sertão e adquiriu um trailer que fornece alimentação na feira livre na cidade de São José do Egito (PE). Todos esses espaços são geridos pelas próprias mulheres com a colaboração e apoio da equipe.
Premiações da Rede de Mulheres:

  • Prêmio Tecnologia Social na categoria "Participação das mulheres na Gestão de Projetos Sociais" - Fundação Banco do Brasil - 2009
  • Prêmio "Mulheres que Produzem o Brasil Sustentável" - Secretaria Nacional de políticas para as Mulheres - 2013;
  • Prêmio "Objetivos de Desenvolvimento do Milênio" - Autonomia e Valorização das Mulheres - Gabinete da presidência da República e Organização das Nações Unidas - ONU - 2014;
  • Prêmio "Boas práticas em Economia Solidária" - Secretaria Nacional de economia Solidária (SENAES), Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e Ministério do Trabalho (MTE) - 2015.

Todas as tecnologias sociais entrevistadas para esta matéria estão inseridas no Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil e podem ser consultadas para reaplicação das metodologias para qualquer região do País. Acesse: http://tecnologiasocial.fbb.org.br e conheça. São 986 iniciativas. Neste ano o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social chega à sua 10ª edição. O lançamento está previsto para fevereiro. Continue acompanhando nossas matérias para saber o prazo das inscrições

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Iniciativa abrange Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16, que prevê metas para paz, justiça e instituições eficazes

 

Um tema global recorrente está cada vez mais presente no cotidiano brasileiro: a situação de milhares de pessoas que deixam seu país de origem para tentar uma nova oportunidade de vida - um recomeço. Seja em decorrência de conflitos internos, como na Síria; os desastres naturais do Haiti ou ainda a crise política na Venezuela, a situação dos refugiados e imigrantes soa como um alarme para diversos países que recebem essas pessoas e não é diferente no Brasil. Cada vez mais os países precisam acolhê-los e oferecer condições dignas de moradia, educação, saúde, trabalho e renda para quem está recomeçando a vida em uma nova nação.
Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), o ano de 2017 foi o maior em número de pedidos de refúgio no Brasil, desconsiderando a chegada dos venezuelanos e dos haitianos. Foram 13.639 pedidos no ano passado, 6.287 em 2016, 13.383 em 2015 e 11.405 em 2014.

Frente a esta situação, um projeto desenvolvido pela Cáritas Brasileira, em parceria com a Fundação Banco do Brasil tenta mudar a realidade dessas pessoas em Brasília e cidades do entorno do Distrito Federal. A proposta é oferecer capacitação aos refugiados e imigrantes com cursos de língua portuguesa e cultura brasileira, leis trabalhistas, economia solidária, empreendedorismo e informática básica. A grade de estudo, disponível em uma plataforma digital, é desenvolvida em parceria com a Cisco Networking Academy Brasil, instituição com expertise em desenvolvimento de conteúdos digitais.

O projeto prevê também a criação de um laboratório de tecnologia da informação com equipamentos de informática, biblioteca e terminais com acesso à internet para os treinamentos on-line. Além da capacitação, os participantes terão apoio psicossocial e técnico para gestão de projetos. As aulas terão duração de um ano e, ao final, espera-se que os imigrantes e refugiados estejam capacitados com competências digitais e preparados para o mercado de trabalho. O projeto “Educação e Capacitação para Refugiados e Migrantes” também será lançado, nos próximos meses nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Em Brasília, contato para dúvidas pode ser realizado através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Ao mesmo tempo em que oferece melhores condições aos refugiados e imigrantes, este projeto também está contribuindo com os indicadores do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16, que prevê metas para paz, justiça e instituições eficazes. O ODS 16 busca promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.

Definidos pela ONU durante a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, também conhecidos como Objetivos Globais, fazem parte da Agenda 2030, que se baseia nos progressos e lições aprendidas com os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, entre 2000 e 2015. Esta agenda é fruto do trabalho conjunto de governos e cidadãos de todo o mundo que pretende criar um novo modelo global para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o meio ambiente e combater as alterações climáticas.

No total são 17 ODS e 169 metas que estimulam ações até o ano de 2030 em áreas de importância crucial para a humanidade e para o planeta.

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Esta matéria faz parte da série “Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil”, produzido pela Fundação BB com conteúdos sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas para o ano de 2030.

 

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Projeto gera renda para famílias extrativistas e preserva vida marinha

Com as novas formas de cultivo de ostra realizadas pelo Projeto de Desenvolvimento da Ostreicultura, a pequena comunidade pesqueira de Canguaretama, no interior do Rio Grande do Norte, está contribuindo com um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Em especial, com o ODS 14 – Vida na Água, que visa, entre suas metas, gerir e proteger os ecossistemas marinhos e costeiros para evitar impactos adversos significativos e a conservação e uso sustentável dos oceanos.

A cidade é um dos principais polos produtores de ostras nativas do estado, mas o extrativismo estava dizimando os bancos naturais do molusco. Com o projeto desenvolvido por meio de uma parceria entre a Fundação Banco do Brasil (FBB), Sebrae do Rio Grande do Norte e a prefeitura local, essa realidade mudou. Cerca de 30 produtores da região recebem consultoria técnica toda semana e um kit com estrutura para criação de ostras, além de 20 mil sementes (larvas das ostras), gerando uma renda inicial de mais de R$ 1 mil. O objetivo é que esses ostreicultores passem a cultivar as ostras no estuário do rio Curimataú, em vez de extraí-las dos manguezais.

Marcelo Medeiros é o gestor do projeto no Sebrae. Ele explica que a população local tem reagido bem ao cronograma inicial. “Com a entrega dos kits e início das instalações das estruturas de produção, os ostreicultores têm participado mais ativamente das atividades propostas. A tendência é que com a continuidade dessas instalações, aumente ainda mais o comprometimento de todos”.

Sobre as consultorias oferecidas para a comunidade pesqueira, Medeiros explica que dois técnicos – uma bióloga e um engenheiro de pesca – são responsáveis pelas visitas e atividades. “Eles se alternam nos atendimentos ou também desenvolvem atividades conjuntas. Essa troca de conhecimento é fundamental, já que estamos no início do cronograma. Estamos monitorando essas atividades e na medida do possível vamos tentar antecipar algumas atividades, como a instalação das estruturas, que está prevista para ser concluída em 2019”, explica.

Profissionalização
Os ostreicultores familiares também receberam carteiras de Registro Geral da Atividade Pesqueira (RPG) – documento que é requisito para cada profissional praticar a atividade de forma regular. Além do incentivo às famílias, o projeto também estimula a sustentabilidade ambiental, mais especificamente na reciclagem de garrafas PET que eram descartadas incorretamente nos manguezais e que agora são reutilizadas para a confecção de novos sementeiros. Segundo dados do Sebrae, o trabalho dos ostreicultores familiares já garantiu a reciclagem de mil garrafas PET na região. Esta ação também está prevista em uma das metas do ODS 14, que visa prevenir e reduzir, até 2025, a poluição marinha de todos os tipos, especialmente a advinda de atividades terrestres, incluindo detritos marinhos e a poluição por nutrientes.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Definidos pela ONU, em 2015, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, também conhecidos como Objetivos Globais, fazem parte da Agenda 2030, que se baseia nos progressos e lições aprendidas com os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, entre 2000 e 2015. Esta agenda é fruto do trabalho conjunto de governos e cidadãos de todo o mundo que pretende criar um novo modelo global para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o meio ambiente e combater as alterações climáticas. No total são 17 ODS e 169 metas que estimulam ações até o ano de 2030 em áreas de importância crucial para a humanidade e para o planeta.

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Iniciativas de Atiquizaya, em El Salvador e Montes Claros, no Brasil, são exemplos que contribuem com as metas do ODS 2

Extinguir a fome no mundo; alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável são ações que sintetizam o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 2 – definido pelas Nações Unidas em 2015 com o propósito de alcançar a dignidade até 2030, pela nova agenda de desenvolvimento sustentável global. Com o título Fome Zero e Agricultura Sustentável, esta ODS elenca oito metas para todos os países adotarem de acordo com suas prioridades e desafios ambientais de todo o planeta. O cumprimento das metas estabelecidas pretende acabar com todas as formas de fome e má-nutrição até 2030, garantindo o acesso suficiente a alimentos nutritivos durante todos os anos.

Segundo dados das Nações Unidas, a agricultura é a maior empregadora única no mundo, provendo meios de vida para 40% da população global atual. Ela é a maior fonte de renda e trabalho para famílias pobres rurais. Dessa forma, investir em pequenos agricultores é um modo importante de aumentar a segurança alimentar e a nutrição para os mais pobres, bem como a produção de alimentos para mercados locais e globais.

Alinhada com esses desafios, a prefeitura de Atiquizaya, em El Salvador, desenvolveu o projeto Escolas Sustentáveis a nível municipal, com uma metodologia que promove atividades orientadas de diferentes instituições e setores relacionados com atividades de alimentação escolar, participação social, educação nutricional através de jardins educacionais, compra da agricultura familiar local e adoção de menus adequados e saudáveis. Além de ser enriquecida com os vegetais colhidos na horta, a merenda das escolas é complementada com a aquisição da produção dos agricultores familiares da região. A iniciativa foi finalista no último Prêmio de Tecnologia Social e integra o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil para ser reaplicada em outras localidades. O projeto também tem o apoio da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

"O projeto permitiu que muitos atores se juntassem para promover o desenvolvimento da economia local, com a compra de produtos da agricultura familiar, e assegurou uma alimentação completa para crianças em idade escolar, assim como contribuiu para a mudança cultural na alimentação das famílias", comenta o chefe da Unidade de Segurança Alimentar e Nutricional de Atiquizaya.

Produto brasileiro combate a desnutrição infantil em Minas Gerais

No Brasil, o Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – unidade de Montes Claros - promoveu a elaboração de um produto inovador no combate à desnutrição infantil local. Trata-se de uma bebida láctea fermentada a base de soro de leite, suplementada com minerais e adicionada de polpa de fruto do Cerrado (como mangaba, coquinho azedo, cajá, entre outros), capaz de suprir as necessidades nutricionais de crianças desnutridas.

Esse produto constitui-se de um alimento estável, nutricionalmente balanceado, que complementa as necessidades básicas diárias de uma criança. A tecnologia social “Ações e Alternativas contra a Subnutrição Infantil” foi certificada pela Fundação Banco do Brasil em 2017 e também consta no Banco de Tecnologias Sociais.

Segundo o professor e pesquisador do instituto, Igor Viana Brandi, responsável pelo desenvolvimento do produto, a bebida láctea foi elaborada para tratamento de subnutrição infantil para crianças fora da rotina escolar. “Na etapa de cadastro das crianças subnutridas, observou-se que estas não estão na escola. Normalmente, crianças subnutridas são as que não frequentam o ambiente escolar”, conclui o professor. Ele explica que na avaliação sensorial, com 120 crianças, confirmou-se que ambos os gêneros gostaram muito da bebida e que a aceitação pelas crianças foi acima de 85%.

Na avaliação da eficácia contra a subnutrição infantil em crianças de 2 a 5 anos de idade, com apoio de agentes de saúde e pastoral da criança, conseguiu-se cadastrar em grupo de 15 crianças na fase experimental. Estudantes de graduação forneceram 200 mil da bebida diariamente, por 60 dias. Apesar de serem apenas 6% o número de crianças subnutridas atendidas da cidade, todas as crianças tratadas saíram do estado de subnutrição. “Foi possível retirá-las do estado de subnutrição, comprovados através de medidas antropométricas, peso e altura, e análise de albumina no sangue”, explica Igor.

A prefeitura de Montes Claros apoiou as etapas de identificação das crianças, com dados dos postos de saúde. Agora novas ações estão sendo realizadas para reativar a fábrica de alimentos para merenda escolar da rede municipal, todavia, busca-se um novo modelo de gestão para que a fábrica seja autossustentável, e também aumentar a capacidade de produção na Universidade. Para Igor, o produto também pode ser uma alternativa ao Sistema Único de Saúde (SUS), que pode deixar de importar produtos funcionais, valorizando a tecnologia nacional.

“O produto possui em sua formulação os nutrientes em concentração suficiente para se retirar uma criança do estado de subnutrição. É rico em proteínas, lipídeos, minerais como cálcio e ferro. Utiliza em sua formulação subproduto da indústria de laticínios, o que permite a redução de efluente e redução de custos do produto, além disso, possui elevada aceitabilidade, e utiliza ainda frutos do Cerrado, que são encontrados com elevada disponibilidade no nosso país”, conclui o professor.

No Brasil a subnutrição infantil representa, provavelmente, o problema mais importante da população, com severas consequências econômicas e sociais. Dados do Ministério da Saúde registram mais de 70 mil crianças menores de cinco anos desnutridas no Brasil (SISVAN, 2014). A desnutrição infantil, além de diminuir a imunidade de crianças, aumenta a susceptibilidade a doenças e prejudica o desenvolvimento físico e mental.

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A Agenda 2030

Definidos pela ONU durante a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, também conhecidos como Objetivos Globais, fazem parte da Agenda 2030, que se baseia nos progressos e lições aprendidas com os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, entre 2000 e 2015. Esta agenda é fruto do trabalho conjunto de governos e cidadãos de todo o mundo que pretende criar um novo modelo global para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o meio ambiente e combater as alterações climáticas.

No total são 17 ODS e 169 metas que estimulam ações até o ano de 2030 em áreas de importância crucial para a humanidade e para o planeta.

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 Esta matéria faz parte da série “Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil”, produzido pela Fundação BB com conteúdos sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas para o ano de 2030.

 

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Programa de incentivo ao protagonismo do jovem no campo fortalece práticas sustentáveis de cultivo agroecológico e uso da sociobiodiversidade em Arinos

 

Quando a gente fala de vida na roça, naturalmente nos vem à cabeça um lugar calmo, sem muita tecnologia e onde a gente pode ver a vida passar um pouco mais devagar, sem aquela correria dos grandes centros urbanos. Certo? Bem, a realidade no campo mudou. O que antes era visto como um lugar pacato, que não atraía a atenção dos jovens para a garantia de um bom emprego e de permanência na área rural, hoje pode ser visto com uma terra de oportunidades. Pelo menos essa é a opinião de jovens que vivem na cidade de Arinos, interior de Minas Gerais.

A cidade tem a agricultura e a pecuária como pilares da economia local. Por meio da Copabase (Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com base na Economia Solidária), jovens que atuam na área rural, desenvolvem atividades que oportunizaram renda. Com a implantação do Programa Juventude Rural, a cooperativa passou a oferecer também oportunidade de especialização no processamento e venda de baru (fruto típico do Cerrado) e seus derivados; produção de mel; produção de hortaliças e um núcleo de produção de fungicidas e repelentes biológicos para manejar pragas e doenças. Essas atividades mudaram completamente a visão de mercado desses jovens, que agora veem na área rural um lugar para aprimorar conhecimentos e investir no futuro com o apoio de novas tecnologias, estudos e a garantia de uma profissão que assegure sua sobrevivência. Abaixo, conheça algumas dessas histórias:

 

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O programa

O programa Juventude rural foi desenvolvido por meio de uma parceria entre Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Secretaria Nacional de Juventude (SNJ/SGPR) para apoiar projetos de cooperativas e associações que buscam estruturar empreendimentos econômicos de grupos de jovens rurais de 15 a 29 anos. para estimular seu protagonismo no campo, além de fortalecer práticas sustentáveis de cultivo agroecológico e uso da sociobiodiversidade. Ao todo, foram apoiados 48 projetos em todo país, selecionados via edital.

 

Assista ao vídeo sobre o Juventude Rural de Arinos:

 

 

 

 

A realização deste projeto contempla cinco Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Evento transmitido pela TV Folha fará parte de minidocumentário no canal “Diálogos Transformadores”

Representantes da ONU, governo federal e do terceiro setor estiveram reunidos nesta quarta-feira (23) para debater as transformações promovidas pelas tecnologias sociais no Brasil. Sob o tema Diálogos Transformadores: soluções que mudam realidades, o evento também contou com a participação de empreendedores sociais que já desenvolvem projetos reconhecidos no país, como o Fast Food da Política, Grupo nÓs, Coletivo Reciclagem e Saladorama. O conteúdo do debate servirá como matéria-prima do minidocumentário no canal Diálogos Transformadores. O encontro foi organizado pela Folha de S. Paulo e contou com o patrocínio da Fundação Banco do Brasil. Veja alguns destaques:

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Com a palavra: metodologias que já transformam realidades

Representando a tecnologia social Fast Food da Política, Júlia Carvalho, explicou que a iniciativa tem o propósito de ensinar conceitos ligados ao funcionamento do estado, gestão pública e cidadania de forma lúdica. “O jogo é uma ferramenta que propõe a construção da democracia de um jeito plural. Planejamos uma atividade na qual os participantes escolhem políticas públicas que atendam diferentes setores da sociedade”, comentou. A Fast Food da Política foi a vencedora do Prêmio de Tecnologias Sociais, da Fundação BB em 2017.

Cláudia Vidigal, idealizadora do Instituto Fazendo História e da tecnologia social Grupo nÓs: trabalho de preparação para a vida autônoma, relatou que o Instituto está em busca constante da troca de experiências com entidades de outras localidades e países. “Tudo o que se faz é do mundo. Nosso jeito: o que a gente faz é do mundo”, afirmou. A iniciativa foi uma das finalistas do Prêmio de Tecnologia Social, da Fundação BB, em 2017.

Roberto Rocha, integrante do Movimento Nacional dos Coletores de Recicláveis (MNCR), da Associação Nacional dos Carroceiros e Catadores de Recicláveis (ANCAT) e do Coletivo Reciclagem, disse que há o entendimento de que o melhor coletor das garrafas é o catador, que realiza um serviço para a sociedade. "Hoje somos um milhão de catadores no Brasil. Trabalhamos com o que para a sociedade é lixo e pra gente é matéria prima”, afirmou. O Coletivo Reciclagem é uma tecnologia social articulada em parceria com o Instituto Coca-Cola e Ambev e foi certificada pela Fundação BB em 2015, quando ficou entre as finalistas, na categoria Tecnologias Sociais para o Meio Urbano.

Hamilton da Silva, do Saladorama, foi vencedor da categoria Escolha do Leitor do Prêmio Empreendedor Social 2017 por levar comida saudável para as favelas de São Paulo. Hamilton reconheceu que apesar do começo difícil teve muitas portas abertas. “O que vem acontecendo muito no meio social é que muita gente vai com muita sede ao pote. A gente passou a pedir apoio e consultoria, e não somente dinheiro”, afirmou .

Plateia atuante no debate

Empreendedores das rede Folha e Ashoka, líderes de iniciativas e negócios sociais, corporativo e poder público foram convidados para assistir ao evento no auditório da Folha de São Paulo. Regina Amuri Varga era uma delas. Ela é coordenadora de uma casa de apoio que atende crianças cardíacas e transplantadas do coração. Para ela o debate foi interessante pois abordou um olhar multifacetado entre diversas realidades. "Você tem que olhar além do problema que você vivencia, ou seja, através de diferentes experiencias. Estou gostando muito", aprovou a convidada.

 

Conheça as tecnologias sociais convidadas

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Assista aqui : Diálogos Transformadores na íntegra: 

 

A realização deste projeto contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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A Ong Litro de Luz já instalou mais de 400 postes com iluminação gratuita, por meio de energia solar

 

“Pode levar, não preciso mais desta lanterna. Agora tenho luz em frente a minha casa”. Foi com este gesto que Pedrinho*, menino da comunidade de Ferraz de Vasconcelos, no interior de São Paulo, agradeceu ao voluntário da Ong Litro de Luz, quando viu pela primeira vez, um poste de luz iluminando a sua rua.

O agradecimento não foi em vão. Pelo menos três comunidades da cidade viviam completamente no escuro, sem a previsão de energia elétrica: Vila Santa Margarida, Brejo e Cidade de Deus. Agora eles contam com postes e lampiões que geram luz através de energia solar. Uma solução eficiente, barata e que agora concorre ao Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social.

No Brasil desde 2014, a Litro de Luz desenvolve soluções ecológicas e economicamente sustentáveis para combater a falta de iluminação nas cinco regiões do país e já impactou diretamente mais de cinco mil pessoas. Foi por meio de uma solução acessível criada pelo brasileiro Alfredo Moser, em 2002 - que usou garrafas pet abastecidas com água e alvejante para solucionar o problema da falta de luz dentro de casa – que o movimento global Liter of Light foi criado nas Filipinas, em 2011.

Segundo Laís Higashi, presidente da Litro de Luz, a Ong conta atualmente com cerca de  150 voluntários entre São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campina Grande, Manaus e Florianópolis. A sede fica em Vila Prudente, em São Paulo. “Uma equipe é responsável pelas demandas e análises das comunidades que serão atendidas. Depois disso, há o contato e o treinamento com os moradores locais, que também participam do projeto”, explica.

A estrutura do poste é toda montada com canos de PVC para facilitar a colocação de cimento e fixação no solo, e possibilitar a passagem de fiação elétrica. Dentro de uma caixa hermética fixada ao corpo do poste, coloca-se a bateria e o circuito responsável pelo acionamento da lâmpada e pela transferência da energia que é captada pela placa solar para recarga da bateria. Finalmente, a placa solar é presa no topo e, para a proteção do led, é utilizada uma garrafa pet. Para arcar com os custos de material a Litro de Luz trabalha com iniciativas como workshops, voluntariado corporativo e ações específicas patrocinadas por parceiras. As garrafas plásticas especificamente são recolhidas por voluntários antes das ações.

Desde o início do projeto a Ong já levou luz para 15 comunidades de sete cidades. E os planos não param por aí. Para 2017 estão previstas instalações em Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo e para a comunidade Kalunga, maior comunidade quilombola do Brasil, localizada na região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Além dos postes solares, que serão colocados nas áreas públicas, serão entregues também lampiões para iluminar ambientes internos e que são fáceis de transportar, permitindo que os moradores os levem de um lugar ao outro. Todas as soluções serão construídas em conjunto, pelos voluntários da Litro de Luz e pelos moradores, que aprendem todo o processo, incluindo a montagem, instalação e manutenção dos postes e dos lampiões.

Conheça outras iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 em fbb.org.br/finalistas

Finalista do Prêmio de Tecnologia Social

Foi através da internet que os voluntários da Litro de Luz souberam das inscrições e resolveram participar  do Prêmio. A instituição foi selecionada entre 735 propostas e recebeu a certificação de tecnologia social. Agora é uma das finalistas na categoria “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital” e concorre ao prêmio principal de R$ 50 mil, que será entregue ao primeiro colocado de cada categoria do prêmio, em novembro. “Todos os voluntários estão extremamente animados e sentiram-se reconhecidos com a certificação na primeira fase do Prêmio”, diz Higashi.

Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social é considerado um dos principais do terceiro setor no País. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir a iniciativa Poste de Luz Solar: Litro de Luz Brasil no Banco de Tecnologias Sociais da Fundação BB acessando https://goo.gl/v4k6bD


(*) Pedrinho é um nome fictício.

 A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

 

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