Programa AABB Comunidade conta com apoio de pessoas das comunidades onde é realizado

Um dos elementos que contribui para o sucesso do Programa Integração AABB Comunidade é o trabalho voluntário. São centenas de pessoas que se dedicam no suporte às atividades oferecidas aos estudantes da rede pública de ensino, com idades entre 6 e 18 anos incompletos, no contraturno escolar.

O AABB Comunidade proporciona aulas de esportes e cultura, assim como noções de cidadania, reforço alimentar e acompanhamento médico-odontológico. Os educadores participantes pertencem às comunidades locais.

Em Erechim (RS), o programa está presente desde sua criação, em 1987. Na cidade, chama atenção o trabalho voluntário da funcionária aposentada do Banco do Brasil, Marília Salete Dal Zot Dutra, junto aos alunos da comunidade Jaguaretê, a 25 quilômetros do centro. Uma vez por semana, ela ministra aulas de italiano para 46 crianças.

Quando se afastou das atividades bancárias, em 1995, Marília conta que sentiu vontade de aprender um novo idioma e a escolha foi pelo italiano. Depois disso, tornou-se professora por alguns anos em uma escola particular de línguas, mas ainda faltava atender outro desejo, fazer um trabalho voluntário que pudesse passar um pouco do conhecimento adquirido. No segundo semestre de 2016, assumiu o compromisso de lecionar no AABB Comunidade.

“Tudo que a gente puder fazer para que essas crianças cresçam com mais instrução é bom. A maioria das crianças daqui são descendentes de italiano, polonês e alemão, e as de Jaguaretê têm avós que falam o italiano. Sou a favor de que devemos repassar todo conhecimento que temos para fazer a diferença na vida dos outros. Além do mais, nem todas as pessoas que se aposentam exercem atividades. Sou privilegiada!. Ao chegar, recebo das crianças um ‘Buongiorno’ e meu coração se enche de alegria”, declara.

Em Araxá (MG), as aulas de canto ministradas por Gislaine Danésio Lima, de 16 anos, dá o tom da solidariedade e desperta na garotada a musicalidade. Gigi, como é carinhosamente chamada, compartilha um pouco do seu conhecimento em canto nos ensaios do coral, composto por 40 integrantes, todas as quintas-feiras, no período da manhã.

“Sempre gostei de música e acho que já nasci cantando. Canto na igreja que frequento e sonho em seguir carreira na música. Sou feliz por ajudar essas crianças que precisam tanto. Esse trabalho também me ajuda a crescer como pessoa, além de possibilitar fazer o que mais amo, que é cantar”.

Já em Palmeira das Missões, 370 quilômetros de Porto Alegre (RS), o comprometimento e a dedicação são qualidades que podem ser conferidas nas aulas de capoeira do professor Leandro Hedlund de Borba. Convidado a trabalhar com os educandos, Leandro conta que não pensou duas vezes antes de aceitar o desafio.

“Sou apaixonado pelo AABB Comunidade desde quando começou na cidade, em 2001, que eu frequentava para participar das atividades. Tenho pelo programa profunda gratidão pelo que fez por mim no passado e por tudo que está fazendo agora pelos meus dois filhos, um de 13 anos e outro de 10 anos, que são deficientes e recebem toda a atenção”, disse.

Programa Integração
O AABB Comunidade propõe a integração entre escola, família e comunidade, por meio de um plano pedagógico que prevê a ampliação da cidadania e tem na educação um fator de transformação social. De 2006 a 2017, o investimento social da Fundação BB no projeto foi de R$ 171,1 milhões, com atendimento a 497 mil participantes de 473 municípios de todo país.

Assista ao vídeo do Programa Integração AABB Comunidade

 A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Curso técnico em regime integral divide o ensino entre a sala de aula e a propriedade rural e prepara os alunos para planejar e monitorar atividades agropecuárias

Mais informação e conhecimentos técnicos para gerar oportunidades de emprego e renda no campo. Esse é o principal objetivo da Casa Familiar Rural (CFR), localizada no interior de Santa Catarina, com investimento social de R$ 195 mil da Fundação Banco do Brasil, em parceria com a Brasilcap.

Os recursos do projeto foram destinados para construção de um refeitório, ampliação da oferta de vagas em capacitações da entidade e para aquisição de mobiliário, equipamentos e veículo para acompanhamento das atividades práticas.

Atualmente, os participantes estudam em regime integral técnicas agrícolas e agropecuárias, alternando semanalmente aulas teóricas na escola com aplicações práticas em suas propriedades. Durante as ações, os professores realizam visitas para acompanhar o desempenho dos alunos. Os cursos são regulamentados e integrados ao Ensino Médio.

Ao final, os jovens tornam-se capacitados para planejar, elaborar, implantar e monitorar projetos agropecuários. Eles podem atuar em propriedades rurais, empresas de assistência técnica, extensão rural e pesquisa, empresas comerciais e estabelecimentos agroindustriais. Além disso, podem desenvolver projetos autônomos para um negócio próprio.

Neste ano, estão matriculados cerca de setenta e sete estudantes de 14 a 18 anos, todos provenientes de famílias de agricultores. No total, são 240 participantes, incluindo os familiares, dos municípios do oeste catarinense: Riqueza, Caibi, Palmitos, Cunha Porã, Iraceminha e Mondaí. A intenção é ajudar no trabalho do dia a dia nas lavouras de milho, soja, fumo, feijão, cana de açúcar, trigo, e também da criação de porcos, aves, peixes e gado de leite e corte.

Constituída em 1995, a CFR é uma entidade privada sem fins lucrativos, considerada pioneira no ensino técnico rural para jovens no estado de Santa Catarina. Segundo um dos coordenadores da entidade Claudinei Furlan, a atuação da instituição é inteiramente voltada para criar condições para que os jovens vivam bem, próximos aos seus familiares e com boas oportunidades de trabalho. “Capacitamos esses rapazes e moças para que eles possam proporcionar melhor qualidade de vida às suas famílias, com alimentação de qualidade e conhecimentos técnicos. Também possibilitamos que eles escolham funções que antes eram ocupadas por pessoas que vinham de outras regiões”.

De acordo com o Censo de 2010, o Brasil possui oito milhões de jovens no campo com idade entre 15 e 29 anos, o que representa um quarto da população rural do país. Taís Caroline Scherer, de 14 anos, está no primeiro semestre do curso técnico. Moradora do município de Riqueza, a jovem se diz feliz e determinada na escolha que fez para sua vida. “Decidi fazer esse curso, porque quero ampliar e tocar a propriedade dos meus pais. Eles trabalham com criação de gado de leite e suínos e quero continuar fazendo isso, trabalhando no meu próprio negócio”, disse

Tais Caroline

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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