Terça, 24 Setembro 2019 09:58

Hoje tem alegria? Tem, sim senhor!

Portal Interno   Trupe Saude

Trupe da Saúde proporciona humanização do ambiente hospitalar na região metropolitana de Curitiba (PR)

Um projeto desenvolvido em Curitiba proporciona mais harmonia e conforto para pacientes, acompanhantes e funcionários de cinco hospitais da região metropolitana da capital paranaense. Na receita, o ingrediente é um só: muita alegria.

Tudo começou no ano 2000, quando Ricardo Trento acompanhava o pai para exames em um hospital. O humor e o jeito leve do pai ao realizar os procedimentos serviram como inspiração para o filho, que viu nesta postura algo positivo e que deveria ser levado adiante como uma forma de tratamento para outras pessoas. Com experiência em administração, Ricardo desenvolveu um projeto e o encaminhou para a Petrobrás em busca de apoio. A proposta foi aceita e assim nasceu a Trupe da Saúde. “De lá pra cá nós fomos aperfeiçoando a ideia, levando em consideração um método respeitoso e terapêutico, pois o que buscamos é que a alegria colabore com o restabelecimento dos pacientes”, explica Ricardo.

Em 2009, a metodologia da Trupe foi certificada como tecnologia social no Prêmio da Fundação Banco do Brasil. Para Ricardo este reconhecimento foi importante em dois pontos. “Primeiro, compartilhou a nossa credibilidade institucional, nos dando mais autoridade para viabilizarmos a iniciativa ao longo desses anos. Segundo, o reconhecimento da metodologia como uma tecnologia social é uma conquista para todas as equipes que, pelo Brasil, desenvolvem atividades semelhantes em hospitais. Algumas são voluntárias, outras são profissionais, mas em comum elas têm essa preocupação com a humanização do atendimento hospitalar - que precisa ser alçada à condição de política pública”, avalia. Desde o início do projeto foram realizadas 190 visitas por ano. Em 2019, a Trupe da Saúde completa 3,5 mil idas a hospitais da cidade, alcançando cerca de 400 mil pessoas impactadas pelas palhaças e palhaços da equipe.

A Trupe

Ricardo explica que a Trupe é formada por 12 palhaços profissionais e que somaram ao seu desenvolvimento profissional as reflexões pertinentes à humanização do atendimento hospitalar. A seleção é feita pelos próprios profissionais, pois há uma continuação da filosofia e da metodologia do trabalho nesses 20 anos de Trupe.

Em Curitiba, a Trupe realiza visitas semanais aos hospitais Pequeno Príncipe, Evangélico Mackenzie, Erasto Gaertner, Cruz Vermelha e Hospital das Clínicas (HC), com interações a todos pacientes, em especial as crianças atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em meio às brincadeiras há espaço para elas falarem como se sentem e para os familiares também participarem desta vivência. “A rotina hospitalar é monótona para quem tem um internamento longo, então esse vínculo com as palhaças e palhaços interrompe a rotina e promove um relaxamento das tensões associadas aos tratamentos”, explica Ricardo.

Segundo relatos da equipe, os benefícios imediatos são os que ficam evidentes no contato olho no olho: que é a felicidade e a alegria, que são remédios para a tristeza - e depressão, que pode acometer pessoas internadas por períodos mais prolongados. Além disso, o projeto precisa obedecer a uma rotina, inclusive em respeito aos pacientes e aos seus tratamentos. “Teve um caso que a gente ficou sete anos encontrando a mesma criança. Ela nasceu no hospital e toda a passagem do quarto de isolamento para um quarto leito, do hospital para a casa dela foi acompanhada por nossa equipe. Ela foi com os atores no carro, para você ter uma ideia da força que esse vínculo ganha”, revela o idealizador do projeto.

Box Trupe da Saude

 

Como ajudar

A Trupe da Saúde é possível graças ao apoio de empresas que, por meio de lei de incentivo federais, destinam recursos à manutenção do trabalho desenvolvido pelos artistas. A coordenação fica por conta da Universidade Livre da Cultura (Unicultura), uma organização não-governamental sediada em Curitiba, focada em projetos culturais de alto impacto social. Nesse sentido quanto maior a conscientização sobre a importância da humanização do atendimento hospitalar mais bem sucedida é a campanha de apoiamento junto aos empresários. Conheça aqui os canais da Trupe: site, Facebook.

Publicado em Notícias
Quinta, 23 Maio 2019 09:30

Amor ao próximo é o melhor remédio

Portal Viva Voluntariado   NapecRJPortal Viva Voluntariado   NapecRJ
Grupo voluntário oferece literatura, educação e acolhimento para quem busca atendimento ambulatorial ou internação no Rio de Janeiro

Na cidade do Rio de Janeiro (RJ), mulheres, crianças e adolescentes que procuram atendimento de saúde no Instituto Fernandes Figueira (IFF), bem como seus familiares acompanhantes, contam com o acolhimento diário de voluntários que promovem atividades de cultura e educação, utilizando a literatura como principal instrumento de lazer e entretenimento. São os voluntários do Napec - Núcleo de Apoio a Projetos Educacionais e Culturais . O Instituto Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira pertence à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e foi reconhecido em 2006 como hospital de ensino e em 2010 como centro nacional de referência pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério da Educação.

Neste espaço, os voluntários oferecem várias ações para as pessoas que frequentam o ambulatório ou precisam de internação. A ação nasceu em 2001, com o projeto Biblioteca Viva – que estimula o hábito da leitura, a criatividade, a organização do pensamento, além de transportar a criança e seus acompanhantes a momentos de magia e prazer, proporcionando viagens ao mundo da fantasia e da imaginação. A ação é realizada em ambulatórios e enfermarias.

Além da Biblioteca Viva, atualmente o grupo desenvolve outros oito projetos que funcionam de segunda a sexta-feira, em todos os espaços do IFF, como o Voluntário Acompanhante, que assiste crianças e adolescentes internados desacompanhados de seu responsável legal, o Reforço Escolar e Educação Informal, que visam minimizar as perdas decorrentes do afastamento do ambiente escolar, Inclusão na Sala de Espera, que facilita a aproximação entre pacientes com comprometimentos neurológicos e seus familiares, profissionais de saúde e outros usuários através da literatura e atividades de livre expressão, Música por toda parte, que introduz música para promover novas sensações como a alegria e o bem-estar e afasta a sensação de confinamento que a hospitalização provoca, Parquinho, que proporciona um ambiente promotor de saúde através de atividades lúdicas e pedagógicas, Videoteca, que oferta aparelhos portáteis para as crianças e adolescentes como distração para assistir filmes, shows ou musicais. Além disso, o grupo também atua com o Apoio à Alta Hospitalar, que busca colaborar com as famílias por meio de campanhas de arrecadação de alimentos, vestuário, itens infantis (carrinhos, berços, fraldas), artefatos tecnológicos (concentrador de oxigênio, aspiradores de traqueostomia), cadeira de rodas, além de suporte a reparos e melhorias das moradias das famílias, quando essas melhorias influenciam diretamente na possibilidade dos pacientes permanecerem em casa.

A bolsista e psicopedagoga Maria Magdalena de Oliveira é a coordenadora geral do Napec. Ela explica que o grupo reúne 125 voluntários recrutados anualmente em processos de seleção. “Oferecemos um ciclo de palestras e atividades de treinamento supervisionadas por coordenadores de projetos ou voluntários veteranos. Hoje o perfil dos nossos voluntários é majoritariamente feminino, na faixa etária de 20 a 80 anos e 96,3% tem nível superior”, relata.

Para a coordenadora, além de melhorar a qualidade na espera do atendimento, os projetos do Napec levam cultura e educação para os diferentes espaços do instituto. “Nos registros de mediação de leitura, os voluntários revelam que para cada livro lido, crianças, adolescentes, mulheres e acompanhantes têm reações na sua maioria prazerosa e de acolhimento. E que em cada registro fica o relato da certeza do trabalho voluntário no IFF ter sido uma feliz e compensadora escolha”, avalia.

O IFF atende usuários da rede pública e privada de saúde, de serviços filantrópicos e até mesmo de outros municípios, além do Rio de Janeiro. Os pacientes variam entre pessoas com risco ou necessidades especiais, muitas vezes dependentes de aparelhos tecnológicos disponíveis somente no ambiente hospitalar ou por meio de aluguel para o uso domiciliar.

Viva Voluntário

O Instituto Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira foi o vencedor do Prêmio Viva Voluntário 2018, na categoria Voluntariado no Setor Público, com o projeto desenvolvido pelo Napec. Com o investimento social de R$ 50 mil conferido na premiação por meio da Fundação Banco do Brasil, a coordenadora Maria Magdalena explica que foram adquiridos livros, jogos interativos e brinquedos. “Também pudemos custear o aluguel de alguns aparelhos para manter algumas crianças em casa, por um período de três meses”, revela. A expectativa agora é que a semente plantada pelos voluntários do Napec inspire voluntários para levar a ideia adiante. “Desejo que este tipo de trabalho possa ser replicado para outros hospitais agora”, afirma. O Prêmio Viva Voluntário é uma realização do Governo Federal com apoio da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e faz parte do Programa Nacional Viva Voluntário que identifica e incentiva o desenvolvimento da cultura do voluntariado e de educação para a cidadania, com o objetivo de fortalecer as organizações da sociedade civil e promover uma participação ativa da sociedade.

Como ajudar 

O Napec pode ser ajudado durante as campanhas de leites especiais, roupas para bebês, crianças, adolescentes e mulheres. Acesse o portal para conhecer mais http://www.amigosdonapec.com.br ou visite o perfil no Facebook https://www.facebook.com/pg/amigosdoNAPEC

 

 

Confira aqui os outros vencedores do Prêmio Viva Voluntário:

Voluntariado nas Organizações da Sociedade Civil

Voluntariado no Setor Público

Líder Voluntário

 

Publicado em Notícias

Apoio da Fundação Banco do Brasil ao projeto possibilita a formação de contadores de histórias

Com quase duas décadas de trabalho voluntário e dez anos de atuação em hospitais públicos do Distrito Federal, a Associação Viva e Deixe Viver formalizou na segunda quinzena de maio, convênio com a Fundação Banco do Brasil no valor de R$ 68 mil.

O investimento social será destinado à capacitação de voluntários para contação de histórias. Serão oferecidas 14 oficinas diretamente nos hospitais Materno Infantil (HMIB) e Regional de Ceilândia (HRC), em atividades práticas juntamente com os educadores, oficineiros e crianças.

Os recursos permitirão a continuidade das ações de educação e cultura na saúde do projeto "Viva Feliz", que atende crianças e adolescentes internados. O objetivo é tornar o período clínico e de internação hospitalar em um momento mais alegre, agradável e terapêutico, tanto para os atendidos, como para os familiares. Nas atividades, a Unidade Viva Brasília conta com equipe composta por 80 voluntários cadastrados.

“A parceria com a Fundação BB tem um significado muito especial para nós. Ela vai permitir aprimorar os conhecimentos de nossos voluntários e divulgar o nosso trabalho de humanização hospitalar. Também teremos oportunidade de tornar nossa ação mais eficiente, proporcionando a melhora no atendimento oferecido ao usuário e ao servidor da saúde”, declarou Adriana Dias, coordenadora da Associação.

Os voluntários são identificados com aventais coloridos e organizados em escala de alas, dias e horários, de forma a atender o maior número de crianças e adolescentes. São desenvolvidas atividades tais como leitura, canto, dramatização e jogos, como forma de desenvolver as aptidões dos pacientes e proporcionar a humanização dos serviços de saúde.

Todo o atendimento prestado pelos contadores é registrado no Diário do Contador, um sistema de controle no site www.vivaedeixevirer.org.br. Além de São Paulo e Distrito Federal, a Associação Viva e Deixe Viver também atua no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará, Bahia e Pernambuco.

“Temos a expectativa de melhorar e ampliar nossos serviços, fortalecendo valores e princípios éticos essenciais entre os sujeitos que trabalham na saúde”, concluiu a coordenadora.

A divulgação deste projeto contempla um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.
3

Publicado em Notícias