Projeto reduz incidência de doenças como malária e verminoses e aumenta frequência das crianças nas escolas

A Fundação Banco do Brasil e a Brasilcap reuniram esforços para garantir o acesso à água com qualidade para as famílias extrativistas dos municípios de Jutaí e Barcelos, no Amazonas, permitindo benefícios à saúde e ao bem-estar. Trata-se da reaplicação da tecnologia social “Sistema de Acesso à Água Pluvial para Consumo de Comunidades Extrativistas”.

Para a implantação de 74 unidades da tecnologia nas Reservas Extrativistas de Jutaí e Rio Unini, as entidades firmaram parceria com o Memorial Chico Mendes, para o Projeto Sanear, no valor de R$ 1,2 milhão. As primeiras unidades foram implantadas em abril deste ano e dois meses depois os resultados já eram percebidos - na qualidade e redução no tempo de coleta da água, melhoria na qualidade de vida das mulheres - com redução no tempo de execução das tarefas domésticas e privacidade no banho; redução na incidência doenças como malária e verminoses e ainda, redução nos atrasos e aumento de frequência dos estudantes nas escolas.

O Sistema consiste na instalação nos domicílios de um reservatório para captação de água de chuva com capacidade de mil litros e a construção de um banheiro com fossa que isola a dispersão do esgoto. O processo se completa com a implantação de um reservatório comunitário, abastecido com recurso hídrico do subsolo ou de um rio mais próximo. Após a captação, a água passa por tratamento e é distribuída às casas conectadas à tecnologia. Nos períodos de estiagem, quando a água captada nas residências não é suficiente para abastecer a família, a rede comunitária é acionada.

“Tivemos uma resposta positiva logo que iniciamos a reaplicação da tecnologia. As famílias daquela região precisam muito da nossa atenção. O isolamento torna as coisas muito difíceis, tanto que para chegar nessas comunidades, a distância fluvial é de no mínimo 32 horas”, disse Núbia Gonzaga, supervisora do projeto.

Vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2015, na categoria "Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária", o método começou a ser implantado em 2009 pela Associação dos Produtores Rurais de Carauari - Asproc, nas comunidades do Médio Juruá, no Amazonas. Em 2014 foi adotada como política pública pelo Governo Federal. Além do Amazonas, a reaplicação foi estendida para os estados do Acre, Amapá e Pará, com a colaboração de outras entidades parceiras.

Este ano, para facilitar a disseminação e implementação dessa tecnologia e de outras sete propostas vencedoras, finalistas e certificadas pelo Prêmio, a Fundação BB produziu manuais digitais com noções e diretrizes relativas às técnicas. Elas foram sistematizadas com o intuito de orientar seus reaplicadores, tendo por base experiências bem sucedidas. A proposta consiste em disponibilizar as soluções aos interessados nessas metodologias.

Acesse o manual digital da TS Sanear aqui

A divulgação deste assunto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Associação contará com duas novas agroindústrias e a aquisição de máquinas e equipamentos para melhorar e aumentar produção

A construção de duas novas unidades de processamento do babaçu irá fortalecer e empoderar mulheres do assentamento Maracá/Retrato e povoado Riacho do Conrado, no município de Miguel Alves (PI), localizado a 112 quilômetros da capital Teresina (PI). Com o investimento social de R$ 250 mil da Fundação BB, a Associação das Mulheres Quebradeiras irá adquirir também máquinas e equipamentos para melhorar o modo de produção com aproveitamento de todos as partes do babaçu, ampliando o potencial de sua cadeia produtiva.

A região de Miguel Alves possui uma extensa floresta de babaçu, onde as atividades de extração e beneficiamento da fruta são geralmente desenvolvidas pelas famílias de forma artesanal com ampla participação das mulheres. São extraídos em média 200 litros de azeite do coco por mês e 150 quilos de mesocarpo, que é uma matéria-prima utilizada para a fabricação de farinha, biscoito, broa, pão de ló, cocada de coco babaçu, manjar e creme de galinha. Até a casca é aproveitada e destinada para a produção de carvão.

A Associação das Mulheres Quebradeiras de Coco do Município de Miguel Alves, conta hoje com 45 mulheres associadas, com idades médias entre 30 e 50 anos. A entidade, juntamente com a Comissão Pastoral da Terra (CPT) desenvolve um trabalho de luta pelo empoderamento das mulheres, com valorização e resgate da autoestima, na construção da equidade de gênero, fortalecimento da economia solidária e a defesa do extrativismo sustentável do babaçu, melhorando a qualidade de vida das famílias.

“Embora ainda exista uma depreciação pelo trabalho, as mulheres têm orgulho de serem quebradeiras de coco. Mesmo com as mãos calejadas e marcadas pelo machado, elas não têm mais vergonha da profissão que exercem e com isso estão transformando o que era visto como miséria em riqueza”,declarou irmã Ana Lúcia, coordenadora do projeto.

Participam da solenidade de assinatura do convênio, o presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, o vice-presidente de Governo do Banco do Brasil, José Eduardo Pereira Filho, o diretor-executivo de Desenvolvimento Social da Fundação BB, Rogério Biruel e o superintendente do Banco do Brasil no Piauí, Pio Gomes.

Chapadinha (MA)
No Maranhão, 528 famílias serão beneficiadas com a construção de agroindústria de extração de óleo do babaçu no assentamento Canto do Ferreira, localizado em Chapadinha. O convênio entre a Associação das Quebradeiras de Coco dos Projetos de Assentamentos de Chapadinha e a Fundação Banco do Brasil (FBB) foi assinado no dia 15 e abrange três projetos de assentamento de reforma agrária e um em comunidade quilombola. O projeto tem como objetivo ampliar a renda de extrativistas com a produção e comercialização de subprodutos do coco babaçu. O investimento social da Fundação BB será de R$ 238 mil. Outros parceiros dos projeto são a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) – Centro de Ciências Agrárias e Ambientais (CCAA), Campus de Chapadinha; a Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (AGERP); a Prefeitura Municipal de Chapadinha; a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA); o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE); e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR).

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Objetivo é reaplicar iniciativas que melhorem a saúde e as condições sanitárias das famílias participantes com atenção dedicada à infância

A reaplicação da Tecnologia Social “HB – Combate à anemia ferropriva” durante os últimos três meses tem trazido ótimos resultados à comunidade de Axinim, em Borba (AM). Em medição realizada na última semana, constatou-se a redução expressiva do índice de anemia em crianças da Escola Municipal Francisco Bezerra: de 60% para 3% dos alunos. A taxa está abaixo do percentual de ocorrência aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 5%.

Em março, quando foram iniciados os testes por meio da Tecnologia Social HB nos 249 alunos, foi detectada uma alta incidência da doença. A partir desse diagnóstico, as equipes de saúde começaram o tratamento com acompanhamento médico, suplementação de sulfato ferroso e vermífugo.

A anemia ferropriva é causada pela falta de ferro na alimentação, sendo a carência nutricional mais frequente em todo o mundo, que afeta diretamente o desempenho mental e motor. Segundo a OMS, ela atinge 25% da população mundial, sendo crianças e gestantes os grupos mais vulneráveis.

A intervenção da anemia ferropriva faz parte do projeto “Tecnologias Sociais no Amazonas, (TSA)”, uma parceria entre a Fundação Banco do Brasil e o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), com o apoio da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A finalidade é reaplicar tecnologias sociais para combater problemas de saúde e sanitários que atingem famílias ribeirinhas e rurais, com foco especial dedicado à primeira infância.

A tecnologia HB integra o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil. Foi desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação (IPTI) especialmente para permitir o rápido diagnóstico, tratamento e controle da anemia ferropriva em alunos de escolas públicas.

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, reforçou a importância de investir em soluções de fácil aplicação e com alta efetividade, como as tecnologias sociais. " Mobilizar esforços para fazer a diferença na vida das pessoas por meio de ações simples. Com a parceria do Idis, a Fundação busca contribuir para que crianças da região cresçam com saúde e tenham um futuro melhor."

“Estamos muito entusiasmados com os resultados da aplicação dessa nova tecnologia social. Acreditamos que os efeitos do tratamento serão sentidos em todos os aspectos da vida das crianças, especialmente no desenvolvimento físico e cognitivo. Esperamos obter o mesmo sucesso nas demais tecnologias que estão sendo implantadas para enfrentar outros problemas das comunidades ribeirinhas”, disse Paula Fabiani, diretora-presidente do IDIS.

Além da tecnologia "Hb: Tecnologia Social de Combate à Anemia Ferropriva", estão sendo replicadas as iniciativas "SODIS (desinfecção de água)" e o "Banheiro Ecológico, alternativa sustentável de saneamento" nas cidades amazonenses de Borba, Nova Olinda do Norte e Itacoatiara.

A realização deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Fundação BB investe R$ 199,5 mil em cooperativa de Manoel Urbano, que produz de 20 a 30 toneladas da fruta por mês


A Cooperativa dos Artesãos, Agricultores Familiares e Economia Solidária de Manuel Urbano (Coopam) celebrou na sexta-feira, 23, a construção de uma câmara fria e a compra de uma camionete.

O recurso de R$ 199,5 mil da Fundação Banco do Brasil vai fortalecer a cadeia produtiva da banana em Manoel Urbano (AC). Atualmente, o município é um dos principais produtores da fruta no Acre, com cerca de 300 hectares cultivados e uma produção anual estimada em 3,6 mil toneladas. Só a Coopam produz entre 20 a 30 toneladas por mês.

A produção da cooperativa é vendida para o comércio de Rio Branco, Porto Velho, Goiânia, e já está em negociação para vender também para o mercado de Manaus. Além da banana, a Coopam trabalha com artesanato, criação e abatimento de aves e cultivo de café.

Aproximadamente 60 cooperados integram a entidade e, de acordo com a presidente da Coopam, Peregrina da Silva Lima, a intenção é ampliar o número de trabalhadores assistidos. “A Fundação BB tem sido uma importante parceira para nós. Além desse apoio, em 2007, a entidade investiu na construção de abatedouro de aves que temos hoje”, declarou. A presidente conta também que pretende em breve produzir doces e compotas de banana, como forma de aproveitar o excedente das frutas e melhorar a renda dos cooperados.

A divulgação deste projeto contempla três os 
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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