Curso técnico em regime integral divide o ensino entre a sala de aula e a propriedade rural e prepara os alunos para planejar e monitorar atividades agropecuárias

Mais informação e conhecimentos técnicos para gerar oportunidades de emprego e renda no campo. Esse é o principal objetivo da Casa Familiar Rural (CFR), localizada no interior de Santa Catarina, com investimento social de R$ 195 mil da Fundação Banco do Brasil, em parceria com a Brasilcap.

Os recursos do projeto foram destinados para construção de um refeitório, ampliação da oferta de vagas em capacitações da entidade e para aquisição de mobiliário, equipamentos e veículo para acompanhamento das atividades práticas.

Atualmente, os participantes estudam em regime integral técnicas agrícolas e agropecuárias, alternando semanalmente aulas teóricas na escola com aplicações práticas em suas propriedades. Durante as ações, os professores realizam visitas para acompanhar o desempenho dos alunos. Os cursos são regulamentados e integrados ao Ensino Médio.

Ao final, os jovens tornam-se capacitados para planejar, elaborar, implantar e monitorar projetos agropecuários. Eles podem atuar em propriedades rurais, empresas de assistência técnica, extensão rural e pesquisa, empresas comerciais e estabelecimentos agroindustriais. Além disso, podem desenvolver projetos autônomos para um negócio próprio.

Neste ano, estão matriculados cerca de setenta e sete estudantes de 14 a 18 anos, todos provenientes de famílias de agricultores. No total, são 240 participantes, incluindo os familiares, dos municípios do oeste catarinense: Riqueza, Caibi, Palmitos, Cunha Porã, Iraceminha e Mondaí. A intenção é ajudar no trabalho do dia a dia nas lavouras de milho, soja, fumo, feijão, cana de açúcar, trigo, e também da criação de porcos, aves, peixes e gado de leite e corte.

Constituída em 1995, a CFR é uma entidade privada sem fins lucrativos, considerada pioneira no ensino técnico rural para jovens no estado de Santa Catarina. Segundo um dos coordenadores da entidade Claudinei Furlan, a atuação da instituição é inteiramente voltada para criar condições para que os jovens vivam bem, próximos aos seus familiares e com boas oportunidades de trabalho. “Capacitamos esses rapazes e moças para que eles possam proporcionar melhor qualidade de vida às suas famílias, com alimentação de qualidade e conhecimentos técnicos. Também possibilitamos que eles escolham funções que antes eram ocupadas por pessoas que vinham de outras regiões”.

De acordo com o Censo de 2010, o Brasil possui oito milhões de jovens no campo com idade entre 15 e 29 anos, o que representa um quarto da população rural do país. Taís Caroline Scherer, de 14 anos, está no primeiro semestre do curso técnico. Moradora do município de Riqueza, a jovem se diz feliz e determinada na escolha que fez para sua vida. “Decidi fazer esse curso, porque quero ampliar e tocar a propriedade dos meus pais. Eles trabalham com criação de gado de leite e suínos e quero continuar fazendo isso, trabalhando no meu próprio negócio”, disse

Tais Caroline

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Projeto usa técnicas para preservação da água e do solo e produz alimentos mais saudáveis para o consumidor final


Agricultores familiares de Vilhena (RO) estão adotando, com sucesso, técnicas agroecológicas na produção de alimentos, com uso sustentável dos recursos naturais e sem uso de defensivos tóxicos. Essas técnicas propiciam a preservação da água e do solo, além de alimentos mais saudáveis ao consumidor final.

Esse método de produção vem sendo desenvolvido, desde dezembro do ano passado, pelo Projeto Semear em três unidades produtivas experimentais, com utilização de estufas e sistemas de irrigação apropriados. A iniciativa com investimento social de R$ 193 mil da Fundação BB e da Brasilcap foi selecionada por meio da Chamada Internada de Projetos de Inclusão Socioprodutiva de 2016.

Com os recursos, foi possível a aquisição de um veículo e a capacitação dos agricultores familiares nas áreas de produção, comercialização, mobilização social e a certificação de alimentos agroecológicos. O desenvolvimento do projeto também envolve a realização de 60 visitas de assistência técnica.

Segundo o engenheiro agrônomo, Gustavo Lisboa, um dos coordenadores técnicos do projeto, “as técnicas geram bastante curiosidade, mas os agricultores ainda têm dificuldades em eliminar o uso de ‘veneno’. Existem muitas barreiras a serem vencidas e as unidades demonstrativas estão mudando a percepção deles”.

A boa aceitação no mercado local já tem gerado mais renda aos agricultores. A agricultora Adriane Appelt percebeu a oportunidade e tem estimulado seus familiares a cultivarem hortaliças de acordo com as novas técnicas. Já estão sendo produzidos: cebolinha, coentro, salsa, alface, rúcula, tomate, couve, vagem, cenoura e outras hortaliças. “Estamos muito satisfeitos com nosso trabalho. Os clientes têm solicitado muitas encomendas e, por isso, estamos ampliando nossa oferta para atender a todos os pedidos”, destacou.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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