Portal Interno   Primeira Infancia

Premiação especial é inédita e busca identificar metodologias que promovem desenvolvimento infantil no país

Entre as 24 finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social deste ano, três estão diretamente ligadas ao desenvolvimento na primeira infância. A premiação inédita busca identificar tecnologias sociais que promovem ações de desenvolvimento infantil (linguagem, cognitivo, motricidade e socioafetividade), o fortalecimento de vínculos familiares e o exercício da parentalidade.

As três finalistas da Primeira Infância, juntamente com outras 21 das outras categorias, concorrem à premiação de R$ 700 mil, sendo R$ 50 mil para os primeiros colocados, R$ 30 mil para os segundos e R$ 20 mil para os terceiros de cada categoria. Todas ganharão um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa. Os autores das propostas finalistas também foram convidados a participarem do Encontro de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (DF), um dia antes da premiação, em outubro.

Conheça as finalistas da Primeira Infância

Desenvolvido em Osório (RS), o Programa Municipal de Aleitamento Materno– Pró-Mamá visa aumentar os índices de amamentação, reduzir o desmame precoce e a morbimortalidade neonatal no município.

O Programa Primeira Infância Ribeirinha, da Fundação Amazonas Sustentável, é realizado em Manaus (AM) e tem como objetivo tratar de uma problemática específica existente nas comunidades tradicionais do Amazonas ao acesso dos serviços básicos de saúde para gestantes e crianças de zero a seis anos.

O programa Visitação domiciliar na primeira infância, promovido pela Secretaria da Saúde de Porto Alegre (RS) visa orientar as famílias, a partir de sua cultura e experiências, para que promovam o desenvolvimento integral de suas crianças, desde a gestação até os seis anos de idade.

Confira as finalistas de todas as categorias 2019

 

O Prêmio

Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social reconhece e certifica iniciativas como boas práticas e que podem ser reaplicadas em todas as localidades do país. Para isso a Fundação BB desenvolveu o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) - uma base de dados on-line que hoje reúne 1.110 metodologias certificadas por solucionarem problemas comuns às diversas comunidades brasileiras nas áreas de: Alimentação, Educação, Energia, Habitação, Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Renda e Saúde. Neste ano, além das três finalistas da Primeira Infância, outras seis iniciativas ligadas ao tema foram certificadas e passam a integrar o BTS. 

As tecnologias sociais certificadas relacionadas à Primeira Infância foram:

 

TECNOLOGIA SOCIAL

PROPONENTE

SITUAÇÃO

Programa Municipal de Aleitamento Materno Pró-Mamá         

 

Prefeitura Municipal de Osório - Osório/RS

 

FINALISTA

Programa Primeira Infância Ribeirinha (PIR)

 

Fundação Amazonas Sustentável - Manaus/AM

 

FINALISTA

Visitação domiciliar na primeira infância

 

Secretaria de Saúde de Porto Alegre - Porto Alegre/RS

FINALISTA

Apoio e Estimulação ao Bebê de Risco

Associação de Reabilitação Infantil Limeirense - Limeira/SP

CERTIFICADA

Berço Coletivo

Casa Lar Luz do Caminho - Florianópolis/SC

CERTIFICADA

Grupos de Encontros Família que Acolhe

Prefeitura Municipal de Boa Vista - Boa Vista/RR

CERTIFICADA

Primeira Infância Um olhar afetivo e educativo

Instituto André Franco Vive - São Paulo/SP

CERTIFICADA

Tecnologia Assistiva e Estimulação Sensorial de Baixo Custo para PCD

Associação Cultural Educacional Social e Assistencial Capuava (Acesa Capuava) - Valinhos/SP

CERTIFICADA

Universidade da Criança

Prefeitura de Chopinzinho - Chopinzinho/PR

CERTIFICADA


Nesta edição, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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Portal Interno   Cidades Sustentaveis

Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social será entregue em outubro e vai distribuir R$ 700 mil entre os vencedores

Três cidades brasileiras estão concorrendo como finalistas na categoria Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social. A instituição identifica e premia metodologias há 18 anos, além de disponibilizar um banco de dados on-line onde reúne as iniciativas certificadas que podem ser reaplicadas em outras localidades do país. Neste ano, foram selecionadas 24 finalistas que estão divididas em quatro categorias nacionais, três premiações especiais e uma categoria internacional. Na categoria Cidades Sustentáveis, organizações de Belo Horizonte, Brasília e Piracicaba foram selecionadas por apresentarem soluções voltadas à melhoria da qualidade de vida nas cidades e nos assentamentos periféricos ou com potencial de inovação social, na perspectiva do desenvolvimento sustentável.

As tecnologias sociais Origens Brasil, Arquitetura na Periferia e Auditoria Cívica na Saúde estão na reta final do Prêmio. Cada iniciativa será avaliada pelo seu nível de interação junto à comunidade, transformação social proporcionada, inovação e facilidade na reaplicação. O prêmio é de R$ 50 mil para o primeiro colocado, R$ 30 mil para o segundo e R$ 20 mil para o terceiro e o evento de premiação ocorrerá no dia 10 de outubro.

O diretor de desenvolvimento social da Fundação BB, Rogério Biruel afirma que “o Prêmio ajuda a difundir iniciativas simples e de baixo custo, mas com grande potencial de transformação”.

Cidades Sustentáveis: conheça as finalistas

Desenvolvido pelo Instituto Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), em Piracicaba (SP), o Origens Brasil é um selo de garantia de procedência socioambiental e de conexão comercial. Por trás dele, existe um sistema cujo o objetivo é conectar pequenos produtores da Amazônia aos consumidores, construindo uma cadeia para o desenvolvimento e distribuição dos produtos. Além disso, incentiva o correto manejo das matérias-primas, contribuindo para a preservação da floresta. “Buscamos oferecer alternativas às atividades predatórias da floresta, como a exploração ilegal da madeira e grilagem de terras, que acabam sendo atrativas, caso a floresta esteja defasada”, explica Helga de Oliveira Yamaki, coordenadora do Imaflora, idealizadora da iniciativa.

Arquitetura na Periferia é uma metodologia elaborada pelo Instituto de Assessoria à Mulheres e Inovação (Iamí), em Belo Horizonte (MG) e capacita mulheres de comunidades vulneráveis a tomarem frente de suas próprias reformas e melhorias domésticas. Elas recebem noções de instalações elétricas, manejo de materiais de construção, técnicas de planejamento, finanças pessoais e construção civil. Além disso, recebem microfinanciamento para conduzir suas obras com autonomia e sem desperdícios. “Existem alguns dados que demostram que a mulher, quando recebe um benefício, se torna uma multiplicadora. Então ela repassa o conhecimento que recebe entre os familiares e amigos”, afirma Carina Guedes, arquiteta coordenadora da iniciativa. “Outra questão é a da tomada de decisão. Mesmo quando são chefes de família, elas ficam excluídas dos processos na construção civil deixando, muitas vezes, a decisão na mão de um pedreiro ou de um parente”, explica.

Elaborado pelo Instituto de Fiscalização e Controle, em Brasília (DF), a Auditoria Cívica na Saúde é uma tecnologia social que capacita o cidadão para fiscalizar o sistema de saúde de sua localidade, promovendo também a participação social. A ideia é que os moradores acompanhem o funcionamento dos postos de saúde locais, elaborando relatórios que serão encaminhados para as autoridades competentes, como Secretaria de Saúde e Ministério Público. Além de gerar consciência social, fomenta a melhoria do sistema de saúde. Para o diretor de projetos do instituto, Olavo Pontes Santana “a iniciativa coloca o cidadão que depende do serviço público de saúde como parte da solução, no momento em que ele gera dados para o governo”, explica.

Confira as outras categorias finalistas aqui

Nesta edição o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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Portal Interna Copasa

Entidades sem fins lucrativos podem se inscrever até 23 de setembro para executarem trabalhos em 112 cidades mineiras

 

A Fundação Banco do Brasil e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) vão habilitar entidades sem fins lucrativos para fazerem a reaplicação de tecnologias sociais em 112 municípios mineiros. A parceria visa promover ações de conservação e recuperação de nascentes e mananciais no estado.

O credenciamento será realizado por meio de edital e prevê recursos de R$ 2 milhões para dar continuidade ao Pró-Mananciais, programa de proteção e conservação de mananciais usados pela empresa mineira no abastecimento da rede pública.

Estão previstas no edital as reaplicações de quatro tecnologias sociais certificadas pela Fundação BB e que integram o Banco de Tecnologias Sociais (BTS), são elas: 1) SAF – Sistemas Agroflorestais (uso ou manejo da terra que reúnem culturas agrícolas e espécies arbóreas, de maneira consorciada e que serve de base para a agricultura orgânica); 2) Biodigestor Sertanejo (produção de gás a partir de esterco animal), 3) Fossa Séptica TeVap (tratamento e disposição final dos dejetos do vaso sanitário domiciliar) e 4) Cisterna Ferrocimento (alternativa usada na captação e armazenamento de água da chuva). O Banco de Tecnologias Sociais é um acervo on-line que reúne todas as metodologias certificadas pela Fundação BB desde 2001.

As entidades interessadas devem ficar atentas ao prazo de inscrições, que ficará aberto até às 18 horas de 23 de setembro de 2019, para recebimento das propostas na Fundação BB.

As localidades onde serão reaplicadas as tecnologias sociais foram indicadas pela Copasa e estão relacionadas com as bacias hidrográficas de cada região do estado de Minas Gerais. Para ser contemplada, a entidade precisa comprovar capacidade técnica para atuar em reaplicação das tecnologias sociais ou similares às propostas no edital.

Sobre o Pró-Mananciais

O Pró-Mananciais foi desenvolvido pelo governo de Minas Gerais por meio da Copasa. Entre as diversas atividades desenvolvidas, estão o cercamento de nascentes, plantio de mudas nativas em mata ciliar e implantação de bacias de contenção de enxurradas. O Pró-Mananciais vai além do cumprimento dos requisitos legais e regulamentares, ele estimula a pró-atividade, a responsabilidade social, a criatividade e o protagonismo a partir da formação de agentes locais transformadores, cujo trabalho integrado às políticas públicas locais amplia os resultados do Programa.

Leia o edital completo aqui.

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Portal Interno Finalistas
As iniciativas finalistas são de 13 estados brasileiros e de três países da América Latina. Na foto a tecnologia social Visitação domiciliar na primeira infância, de Porto Alegre (RS), é uma das finalistas.

As 24 tecnologias sociais finalistas no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2019 já são conhecidas. As iniciativas brasileiras que concorrem à premiação final são dos estados de Alagoas, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Sergipe. Já as do exterior, que disputam na categoria internacional, são da Guatemala, Colômbia e República Dominicana.

As finalistas foram selecionadas considerando-se a efetividade, inovação, sistematização da tecnologia e a interação com a comunidade. As vencedoras serão anunciadas no evento previsto para acontecer em outubro. As tecnologias sociais que promovem a igualdade de gênero e o protagonismo e empoderamento da juventude receberam um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação.

Abaixo a lista com todas finalistas

Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital

* Origens do Brasil – Instituto Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – Imaflora de Piracicaba (SP);

* Arquitetura na Periferia - Instituto de Assessoria a Mulheres e Inovação – IAMÍ de Belo Horizonte (MG);

* Auditoria Cívica na Saúde - Instituto de Fiscalização e Controle – Brasília (DF);

Educação

* Vamos encurtar essa história? – Erem Frei Orlando – Itambé (PE); 

* Escola Ativa - Instituto Esporte & Educação - São Paulo (SP); 

* Tecnologias Sociais e Formação em Ciências da Natureza de Educadores do Campo - Universidade Federal de Viçosa - Viçosa (MG);

Geração de Renda

* A trama do algodão que transforma - Cooperativa Central Justa Trama - Porto Alegre (RS);

* CLOC (Criatividade – Lógica – Oportunidade – Crescimento) - Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação - Santa Luzia do Itanhy (SE);

* Turismo de Base Comunitária: melhorando vidas e preservando o meio ambiente - Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) –Tefé (AM);

Meio Ambiente

* Plantando Águas - The Green Initiative - São Paulo (SP);

* Sistema Miyawaki de restauração de ecossistemas na Amazônia - Instituto Amigos da Floresta Amazônica – Asflora – Benevides (PA);

* Reúso de Resíduos Vítreos de Aterros Sanitários: meio ambiente e renda - Universidade Tecnológica Federal do Paraná - Campus Toledo – Toledo (PR);

 

Premiações Especiais

Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico

* A trama do algodão que transforma Cooperativa Central Justa Trama - Porto Alegre (RS)

* O Algodão Agroecológico Gerando Renda e Conhecimento no Curimataú Paraibano - Associação de Apoio a Políticas de Melhoria da Qualidade de Vida, Meio Ambiente e Verticalização da Produção Familiar - Remígio (PB);

* Algodão Agroecológico no Fortalecimento da Agricultura Familiar e Associativismo - Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá – Tauá (CE);

Mulheres na Agroecologia

* Programa Educacional de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável – PEADS - Serviço de Tecnologia Alternativa – Ibimirim (PE);

* Pitanga Rosa: agroecologia, saúde e qualidade de vida - Associação Pitanga Rosa - Chapecó (SC);

* Mulheres Protagonistas no Beneficiamento de Produtos Agroecológicos - Cooperativa Agropecuária de Alagoas – Flexeiras (AL);

Primeira Infância

* Programa Municipal de Aleitamento Materno - PRÓ-MAMÁ - Prefeitura Municipal de Osório - Osório (RS);

* Programa Primeira Infância Ribeirinha (PIR) - Fundação Amazonas Sustentável - Manaus (AM);

* Visitação domiciliar na primeira infância - Secretaria da Saúde - Porto Alegre (RS);

Categoria Internacional

* Las compras públicas para un modelo territorial de comunidades indígenas Maya-Ch´orti´ - Asociación para el desarrollo integral de productores del Área Ch´orti´ - Chiquimula - Guatemala;

* Programa Ondas Atlántico para la generación temprana de vocaciones cientificas - Universidad Simón Bolívar - Barranquilla – Colômbia;

* Escuelas Ambientalmente Sostenibles y Cultura 3R - Instituto Nacional de Bienestar Estudiantil (INABIE) - Santo Domingo - República Dominicana.

A premiação deste ano foi aberta a entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil e países da América Latina e do Caribe.

As finalistas brasileiras concorrem a R$ 700 mil em prêmios divididos entre as categorias nacionais, sendo R$ 50 mil para o primeiro colocado, R$ 30 mil para o segundo e R$ 20 mil para o terceiro de cada uma das categorias. As três iniciativas do exterior que compõe a categoria Internacional foram identificadas como tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital; Educação,Geração de Renda e Meio Ambiente.

Todas as finalistas ganharão um troféu e um vídeo retratando a iniciativa. Além disso, serão convidadas a participar do Encontro de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (DF), antecedendo a noite de premiação. Elas também passaram a fazer parte do Banco de Tecnologias Sociais (BTS).

Nesta edição o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Banco de Tecnologias Sociais

O BTS é uma base de dados on-line que reúne atualmente 1.110 metodologias certificadas por solucionarem problemas comuns às diversas comunidades brasileiras nas áreas de: Alimentação, Educação, Energia, Habitação, Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Renda e Saúde. Acesse aqui para conhecer.

 

Conheça as 24 Finalistas aqui

Confira a lista das 123 Certificadas aqui

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Portal Casa das Sementes
O projeto atende 3.731 famílias que vivem em 69 municípios: 3.560 com bancos de sementes e 171 com cisternas e barreiros trincheiras


Os nove estados que compõem o semiárido brasileiro - Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe -  terão, até o final deste semestre,  a conclusão de 178 bancos de sementes comunitários. A iniciativa  é uma parceria da Associação Programa Um Milhão de Cisternas - AP1MC e da Fundação Banco do Brasil, que já implantou 171 unidades de tecnologia social de acesso à água de chuva para produção de alimentos: 54 cisternas calçadão, 63 cisternas enxurradas e 54 barreiros trincheiras.

O projeto “Bancos Comunitários de Sementes com Tecnologias de Acesso a Água” permite aos moradores da região o acesso às sementes crioulas de boa qualidade e adaptadas ao semiárido, e também água para nutrir os animais e irrigar a produção de alimentos. Os beneficiados são agricultores familiares, inscritos nos programas sociais do Governo Federal.  O  investimento social da Fundação BB no projeto foi de R$ R$ 10,2 milhões.

Os contemplados são de 3.731 famílias localizadas em  69 municípios. Dessas, 3.560 foram mobilizadas para os bancos de sementes (40 famílias por banco) e 171 receberam as cisternas e os barreiros trincheiras. Todas foram capacitadas em gestão dos bancos de sementes, manutenção das cisternas e  uso racional da água.

As famílias também participam de intercâmbios, que permitem as trocas de sementes crioulas entre as guardiãs  e guardiões, possibilitando a diversidade dos grãos que já possuem e cultivam há muitos anos. Na lista estão, principalmente, feijões (de arranque/comum e de corda/macassar/caupi),  dezenas de variedades de milho crioulo, arroz, fava; sorgo, gergelim, batata, amendoim, algodão, hortaliças e nativas.

De acordo com Claudio Ribeiro, assessor de coordenação da AP1MC, cada banco comunitário possui regimento próprio de gestão de suas sementes. Ele explica que a maioria das famílias devolve uma quantidade maior do que foi tomado emprestado, com o objetivo de aumentar o estoque armazenado . No caso do milho, especificamente, há um grande cuidado nas entradas de sementes para que não ocorra a contaminação por variedades transgênicas. Nesse caso, o projeto desenvolveu kit's de testes de transgenia onde foi possível analisar os lotes de sementes de milho adquiridos pelo projeto, evitando propagar o material genético contaminado.

Durante a gestão do projeto, os agricultores participam de encontros estaduais das sementes, como os que já aconteceram em Vitória da Conquista (BA), Canindé (CE), Pedro II (PI), Aracaju (SE) e Porteirinha (MG). Nesta quarta-feira (29) e quinta-feira (30), o município de Serra Talhada, sertão de Pernambuco, sedia  o 3º Encontro Estadual de Sementes da Partilha. O evento reúne agricultoras e agricultores do Agreste Central, Meridional e Setentrional e Sertão de Pernambuco para roda de experiências, diálogo compartilhado sobre transgenia, feira de troca de sementes e sabores, e uma mesa de diálogo sobre política de sementes crioulas em Pernambuco. A previsão é que os próximos encontros aconteçam em municípios de Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Sobre as tecnologias de captação de águas

Cisternas Calçadão e de Enxurrada - são métodos usados para captação e armazenamento de água pluvial destinada ao consumo de pequenos rebanhos e plantio de hortaliças. As tecnologias sociais possibilitam a captação da água de chuva das estradas e caminhos, que normalmente se perde por escoamento superficial.

Barreiros Trincheiras - são tanques longos, estreitos e fundos escavados no subsolo. Eles têm esse nome porque se parecem muito com uma trincheira e servem para armazenar a água da chuva.

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Mulheres tem sido protagonistas na criação de tecnologias sociais e reconhecidas pela Fundação BB por gerarem transformação social

No dia Internacional da Mulher, a Fundação Banco do Brasil dá visibilidade as mulheres do Brasil e destaca três iniciativas incríveis em que elas são as principais protagonistas.

A partir da oitava edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil do Brasil de Tecnologia Social, realizado em 2015, a Fundação incluiu uma categoria dedicada às a mulheres, com o objetivo de exaltar as iniciativas de protagonismo e o empoderamento feminino. E entre as muitas ações apresentadas nas duas últimas edições destacaram-se às tecnologias sociais “Água Viva: Mulheres e o redesenho da vida no semiárido”, da cidade de Mossoró (RN), vencedora em 2015; a “Rede Bodega de Comercialização Solidária”, de Fortaleza (CE), vencedora em 2017, e a “Arte na Palha Crioula”, da cidade de Guapiara (SP), finalista em 2017.

A metodologia “Água Viva: Mulheres e o redesenho da vida no semiárido” consiste no reaproveitamento da água utilizada nas atividades domésticas para a irrigação de frutas e hortaliças agroecológicas. A ideia nasceu de um grupo de mulheres do assentamento Monte Alegre, devido às constantes estiagens na região. O sistema gerou uma mudança significativa na vida, produção, auto-organização e na autonomia das mulheres.

Passados quase quatro anos em que foi vencedor do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2015, o projeto segue no caminho proposto, o do reuso da água nos quintais produtivos, uma alternativa que gera vida e renda para as famílias. A iniciativa foi desenvolvida em 2013 pelo Centro Feminista 8 de Março (CF8), em parceria com a Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) e financiamento da União Europeia.

“A tecnologia segue sendo utilizada pelas mulheres em seus quintais produtivos. Em 2018 tivemos um projeto aprovado pelo CNPq e agora, em 2019, ele será implantado. Nesse projeto novas pesquisas e ajustes podem surgir na tecnologia Água Viva”, destacou Ivi Aliana Dantas, umas das coordenadoras do CF8. Ela também acrescentou que, ao longo desses anos, as beneficiárias estiveram em diversos espaços no Rio Grande do Norte e fora do estado, compartilhando suas experiências com a tecnologia de reuso de água. “Outra grande conquista é o fato das próprias mulheres apresentarem a experiência e seus aprendizados, superando o medo e a vergonha da fala em espaços públicos. Realizamos, ainda, o encontro Mulheres do Semiárido e a Construção de Tecnologias Sociais. Foi um espaço muito valioso onde as mulheres de todos os estados do semiárido puderam conhecer e trocar experiências em tecnologias sociais”, disse.

No estado do Ceará, a Rede Bodega é o símbolo de luta e trabalho das mulheres. As Bodegas são espaços coletivos e solidários de divulgação e comercialização de produtos - alimentos, roupas e livros, por exemplo - frutos do trabalho de mulheres e homens do campo e da cidade.

Articulada pela Rede Cáritas, a partir de demanda de grupos organizados em cooperativas e associações, a tecnologia social "Rede Bodega de Comercialização Solidária” está presente em Fortaleza, Sobral, Viçosa do Ceará, Aracati e Maranguape.

“Trabalhamos para fortalecer e ampliar a Rede e aumentar os grupos. Após o Prêmio da Fundação Banco do Brasil, os espaços físicos receberam melhorias. O dinheiro da premiação ajudou nas reformas das bodegas que já existiam. Ainda temos as dificuldades da luta, da crise, mas uma coisa que é fundamental é que a Rede se mantém firme, uma bodega ajudando a outra, e essa união nos mantém vivas, declarou, Luciana Eugênio, articuladora da Rede. Luciana explica, ainda, que figura feminina é a mais presente nos empreendimentos. A Rede também se envolve em outras lutas em benefício das mulheres, como a questão do feminicídio. “A cada ano, mais mulheres morrem e isto tem estado muito presente em nossas ações enquanto movimento da economia solidária. Além disso, a rede tem se aproximado mais dos territórios, não só na área da comercialização, mas no todo, no pensar das pessoas como o centro da vida humana”, disse.

Do interior de São Paulo, mais precisamente do município de Guapiara, apresentamos a tecnologia social “Arte na Palha Crioula: Banco de Milhos Crioulos”, que traz na palha do milho, que normalmente é descartada, o grande segredo de sucesso de um grupo de mulheres. O trabalho totalmente artesanal é realizado com o auxílio de uma agulha de arame, que também é confeccionada pelas artesãs. Naturalmente colorida em tons de vermelho e roxo, a palha do milho é usada na produção de peças decorativas e utilitárias de alta qualidade. As palhas menores são usadas na produção de flores de variados modelos e tamanhos e as mais largas na produção de bonecas. Na lista de produtos, há também cestarias, vasos, santos, galinhas, jogos americanos, petecas, bolsas, chapéus e revestimento para móveis.

A iniciativa da Associação Arte e Vida de Mulheres Artesãs foi uma das finalistas do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, na Categoria Agroecologia. Nascida na roça, a idealizadora da tecnologia, Alice de Oliveira Almeida viu no oficio que aprendeu com o pai, uma forma de valorizar o artesanato local e de diversificar as atividades de geração de renda para as mulheres da região. Em 2005, Alice foi convidada pela prefeitura local para ministrar a arte do trançado para um grupo de mulheres e não parou mais.

“Passei para as mulheres as técnicas que aprendi em casa e hoje colhemos do fruto do nosso trabalho. Essa arte ajuda no fortalecimento das mulheres e na continuidade das sementes crioulas”, concluiu

Reconhecimento da luta das mulheres
A Fundação Banco do Brasil, por meio do Projeto Memória, reconheceu o protagonismo e a luta da educadora Nísia Floresta, no ano de 2006, e da filosofa e militante negra Lélia Gonzalez, em 2015. Nísia Floresta nasceu em 1810 na cidade de Papari (RN) e ficou conhecida pela defesa de igualdade de educação para mulheres além de denunciar a violência que as mulheres sofriam por não terem oportunidade de atuarem na vida pública durante o século XIX.

Lélia Gonzalez nasceu em 1935 em Belo Horizonte (MG) e teve uma grande contribuição nos estudos de gênero e raça no Brasil, com destaque para a vida das mulheres negras.Fundadora do Movimento Negro Unificado, Lélia teve uma atuação importante nos movimentos sociais negros e feministas. Segundo a filósofa Sueli Carneiro: “Lélia enegreceu o movimento feminista e feminizou a raça”.

Nísia Floresta1 Lelia Gonzalez

 

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Serão 700 mil reais em prêmios para os três finalistas de cada categoria. Prazo se encerra em abril

O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, considerado um dos principais do terceiro setor no País, chegou a sua décima edição em cerimônia de lançamento realizada nesta segunda-feira (25), em Brasília. As inscrições da premiação estarão abertas até o dia 21 de abril de 2019. Podem participar entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe.

Nesta edição, o Prêmio terá quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda" e "Meio Ambiente”. O primeiro, segundo e terceiro lugar de cada uma das categorias será premiado com R$ 50 mil, 30 mil e 20 mil respectivamente. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promovem a igualdade de gênero e o protagonismo e empoderamento da juventude receberão um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação.

Assim como na última edição do prêmio, em 2017, também está prevista a categoria “Internacional”, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; "Educação", “Geração de Renda” e “Meio Ambiente.” Da mesma forma, nesta categoria, as instituições finalistas receberão um troféu e um vídeo retratando a sua iniciativa.

As novidades desta edição são as três premiações especiais: “Mulheres na Agroecologia”, que visa identificar tecnologias sociais que promovam o protagonismo feminino na gestão da produção agroecológica; “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico”, destinada para identificar tecnologias sociais de modelos de gestão/governança de organizações e comunidades na produção do algodão agroecológico e “Primeira Infância”, que busca identificar tecnologias sociais que promovam ações que abordem as dimensões do desenvolvimento infantil (linguagem, cognitivo, motricidade e socioafetividade), o fortalecimento de vínculos familiares e o exercício da parentalidade. Nestas premiações especiais também serão classificadas três finalistas, com as mesmas regras das categorias nacionais. As vencedoras serão conhecidas na premiação, prevista para outubro. Todas as categorias são relacionadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Nesta edição, o concurso conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Para o presidente da Fundação BB, Asclepius Soares (Pepe) o prêmio se consolida em sua décima edição como referência nacional em tecnologia social. “Nosso banco de tecnologias contempla várias áreas. É uma plataforma que reúne inovações, e as tecnologias sociais representam isso. Uma efetiva transformação social na vida das pessoas”, diz.

Para o gerente de Desenvolvimento Institucional e Redes do Instituto C&A, Fábio Almeida, o Prêmio é de grande relevância e protagonismo para o terceiro setor. “Trata-se do fortalecimento de comunidades com um trabalho realizado de forma coletiva”, afirmou.

Segundo o diretor de Tecnologia e Serviços do BB Tecnologia e Serviços, Marcelo Cavalcante de Oliveira Lima, a atitude é relevante para identificar novas tecnologias sociais e mudar de maneira significativa a vida das pessoas menos assistidas do Brasil. “A melhoria da qualidade de vida de quem mais precisa vem pelo desenvolvimento social e pela conexão das pessoas”, defendeu.

O diretor da Ativos S.A, Júlio César Ferreira de Lima, destacou a importância das parcerias para construir um país melhor. “O apoio vem do propósito de resgatar a autonomia financeira das pessoas”, afirmou.

O Ministro da Cidadania, Osmar Terra reforçou que projetos como este podem mudar a realidade do país que é tão desigual. “Mudar a realidade só é possível com a participação da sociedade e de instituições que tenham o mesmo interesse. O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social é um estímulo que trará projetos interessantes ao governo federal”, completou.

Encontro de Tecnologia Social

Como parte da programação do Prêmio, a Fundação BB irá realizar um Encontro de Tecnologia Social com representantes das experiências finalistas, a ser realizado em Brasília (DF), um dia antes da noite de premiação. O evento contará com a presença de especialistas no tema. Entidades de tecnologias certificadas, integrantes do Banco de Tecnologias Sociais (BTS), também serão convidados. O objetivo do encontro é debater o tema da tecnologia social como instrumento do desenvolvimento sustentável.

Para serem certificadas, as iniciativas precisam ser reconhecidas como soluções capazes de causar impacto positivo e efetivo na vida das pessoas, sistematizadas, já implementadas e passíveis de serem reaplicadas.

Todas as metodologias certificadas passam a integrar o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação BB, que hoje conta com 986 iniciativas. O BTS é uma base de dados on-line que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. No acervo, as experiências podem ser consultadas por tema, cidade, estado ou país, entre outros parâmetros de pesquisa. O conteúdo está disponível também nas versões em francês, inglês e espanhol e pode ser consultado no celular, pelos sistemas operacionais iOS e Android, por meio do aplicativo BTS.

As inscrições para a décima edição do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social podem ser feitas no site www.fbb.org.br/premio

Os resultados de cada etapa do Prêmio serão divulgados no site da Fundação BB.

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Entidades sem fins lucrativos de todo o país poderão se inscrever em edital para atuação em 120 cidades mineiras

A Fundação Banco do Brasil e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) vão habilitar entidades sem fins lucrativos para fazerem a reaplicação de tecnologias sociais em 120 municípios mineiros. A parceria visa promover ações de conservação e recuperação de nascentes e mananciais do estado.

O credenciamento será realizado por meio de edital, lançado nesta segunda-feira (18), e prevê recursos de R$ 2,5 milhões para dar continuidade ao programa Pró-Mananciais, que já atua na proteção e conservação de mananciais usados pela empresa mineira no abastecimento da rede pública.

Estão previstas no edital as reaplicações de quatro tecnologias sociais certificadas pela Fundação BB e que integram o Banco de Tecnologias Sociais. São elas: SAF – Sistemas agroflorestais (uso ou manejo da terra que reúnem culturas agrícolas e espécies arbóreas, de maneira consorciada e que serve de base para a agricultura orgânica); Biodigestor Sertanejo (produção de gás a partir de esterco animal), Fossa Séptica TeVap (tratamento e disposição final dos dejetos do vaso sanitário domiciliar) e Cisterna de Placas Ferrocimento (alternativa usada na captação e armazenamento de água da chuva). O Banco de Tecnologias Sociais é um acervo on-line que reúne todas as metodologias certificadas pela Fundação BB desde 2001 e está disponível aqui.

As entidades interessadas devem ficar atentas ao prazo de inscrições, que ficará aberto até o dia 18 de abril de 2019.

As localidades onde serão reaplicadas as tecnologias sociais foram indicadas pela Copasa e estão relacionadas com as bacias hidrográficas de cada região do estado de Minas Gerais. Para ser contemplada, a entidade precisa comprovar capacidade técnica para atuar em reaplicação das tecnologias sociais propostas no edital.

Sobre o Pró-Mananciais 

O Pró-Mananciais foi desenvolvido pelo governo de Minas Gerais por meio da Copasa. Entre as diversas atividades desenvolvidas, estão o cercamento de nascentes, plantio de mudas nativas em mata ciliar e implantação de bacias de contenção de enxurradas. O Pró-Mananciais vai além do cumprimento dos requisitos legais e regulamentares, ele estimula a pró-atividade, a responsabilidade social, a criatividade e o protagonismo a partir da formação de agentes locais transformadores, cujo trabalho integrado às políticas públicas locais amplia os resultados do Programa.

Parceria Fundação BB e Copasa

O edital de credenciamento "Reaplicar Tecnologias Sociais em Municípios de Minas Gerais" faz parte do acordo de cooperação entre a Fundação BB e Copasa. O documento foi assinado durante o Fórum Mundial da Água, realizado em março de 2018, em Brasília.

Acesse o Edital e anexos aqui 

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Quarta, 23 Janeiro 2019 14:25

O desafio dos 10 anos

 

 

A Fundação BB topou o desafio das redes sociais e resgatou três tecnologias sociais premiadas em 2009 para ver suas atuações em dez anos

Se você tem algum canal nas redes sociais, já deve ter visto o desafio com a hashtag #10yearschallenge (desafio dos dez anos), com fotos de pessoas em 2009 e 2019, mostrando algumas mudanças ou semelhanças durante este tempo. A brincadeira está se espalhando, principalmente pelo Facebook e até hoje várias pessoas e até empresas estão aderindo ao desafio. A Fundação BB também aceitou participar deste movimento, mas de uma forma um pouco diferente. Nós resgatamos três iniciativas que participaram do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social de 2009 e fomos conferir como essas tecnologias sociais se desenvolveram durante esses dez anos. Confira abaixo algumas histórias:


Telinha de Cinema: do analógico ao digital colecionando premiações

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Uma estratégia para que jovens da rede pública de educação pudessem experimentar novas possibilidades de produzir e aprender a partir da cultura digital, a tecnologia social “Telinha de Cinema” surgiu em 2007 com a popularização dos celulares com câmeras e outros dispositivos moveis entre as classes C e D, sobretudo na periferia de Palmas (TO). A iniciativa foi vencedora na categoria Região-Norte, no Prêmio de 2009, recebendo o valor de R$ 50 mil para a disseminação da tecnologia. De lá pra cá a Telinha de Cinema cresceu. Entre 2010 e 2012 o projeto ganhou reaplicações em comunidades escolares da Recife (PE), Porto Velho (RO) e Fortaleza (CE), em parceria com a Fundação Telefônica e as redes públicas de ensino dessas localidades. Foram mais de 600 crianças e adolescentes beneficiadas, que junto com educadores e jovens artistas e desenvolvedores das próprias comunidades, encontraram novos caminhos para seus desafios de aprendizagem a partir do uso criativo do celular, da internet e das artes digitais.

Entre 2011 e 2013, a Telinha de Cinema ganhou uma escala regional e passou a contar com dois núcleos comunitários, um na periferia de Palmas e outro na periferia de Goiânia (GO). Articulou parceria com universidades públicas (Universidade Estadual de Goiás - UEG e Universidade Federal do estado do Tocantins - UFT) implementou um programa de residência em arte, tecnologia e educação que financiou o trabalho de pesquisa e criação de obras vanguarda, trazendo para essas comunidades, artistas renomados de vários países da América Latina. Nesse período também executou ainda o programa “Mochila Digital”, uma experiência inovadora de desenvolvimento de curso na modalidade EaD a partir das experiências de aprendizagem vivenciadas no Telinha de Cinema e no seu programa residência artística.

Toda essa trajetória permitiu o amadurecimento da organização e sua vocação para a concepção, desenvolvimento e reaplicação de tecnologias sociais. A partir de 2013 começou a focar para demandas relacionadas à formação de leitores e de fortalecimento das bibliotecas públicas, comunitárias e escolares e recebeu certificação de nova tecnologia social, pela Fundação BB, com o “Telinha na Escola”. Assim, a partir desta adaptação, desenvolveu outras tecnologias sociais com este objetivo: explorar as novas tecnologias e novas linguagens para contribuir com o desafio de formar um Brasil de leitores. Assim nasceu o "E se eu fosse o autor?", certificada pela Fundação BB em 2011 e em 2015, atendendo mais de 600 jovens na região metropolitana de Goiânia e, a partir de 2016, o "BiblioArte LAB - Laboratório comunitário de inovação em leitura e formação de leitores" com mais de 1.020 beneficiados na rede de bibliotecas públicas e escolares de Poços de Caldas (MG).

Com estes projetos, todos inspirados na experiência do Telinha de Cinema, a Associação de Educação, Cultura e Meio Ambiente Casa da Árvore, autora da metodologia, recebeu importantes prêmios e certificações como Inovação e Criatividade na Educação Básica (MEC), Prêmio Finep de Inovação, Prêmio ARede.EDU, Prêmio Péter Murány, e mais recentemente, participação no Programa de Inovação em Bibliotecas da Unesco (Iberbibliotecas) como finalista do Prêmio Jabuti 2018 (inovação na formação de leitores) e do Prêmio IPL- Retratos da Leitura. A partir destas tecnologias sociais, entre outras atividades, a instituição oferece laboratórios criativos de Booktubers, de GIF´s Literários, de Stories Poéticas, e outras tantas atividades que foram inspiradas e adaptadas da Telinha de Cinema para a nova realidade cultural e tecnológica. Desde de 2016 já foram atendidas mais de 1.020 pessoas, responsáveis por desenvolverem uma proposta de biblioteca inovadora para leitores do século 21.

Adolescentes seguem como protagonistas

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Dez anos após o reconhecimento como vencedora na categoria Centro-Oeste em 2009, os organizadores da tecnologia social “Adolescentes Protagonistas” avaliam uma trajetória de crescimento e amadurecimento. O projeto foi apresentado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), de Brasília e segundo a assessora Márcia Acioli, responsável pelo projeto, foram muitos os impactos, desde fortalecer a convicção e a linha metodológica até para conseguir novos parceiros. "A visibilidade nos legitimou perante parceiros e a sociedade em geral e abriu portas para consolidar um trabalho inter institucional envolvendo o poder público", avalia. 

A proposta inicial da tecnologia social foi oferecer formação de adolescentes na relação entre direitos humanos, cidadania e orçamento público e também a oferta de oficinas em escolas públicas, levantando temas importantes que viram matérias na Revista Descolad@s de Direitos Humanos e Orçamento Público (revista produzida pelos adolescentes e que foi certificada como tecnologia social pela Fundação BB em 2013).

Nesses dez anos o Inesc adaptou o projeto considerando novos públicos, novas escolas mantendo os princípios iniciais de arte-educação, educação popular e educomunicação. As crianças e os adolescentes aprendem sobre o Sistema de Garantia de Direitos, visitam os equipamentos públicos, fazem entrevistas, fotografam e discutem a qualidade do atendimento aos seus direitos. A organização também passou a publicar boletins temáticos referentes às questões sociais que cada grupo elege como prioritárias.

Desde 2014 trabalha com adolescentes em privação de liberdade. Todo o trabalho com este público segue a mesma lógica e as mesma programação, inclusive considerando as atividades integradoras que reúnem adolescentes de todas as comunidades e prioriza a produção de materiais de comunicação: programas de rádio, publicação de boletins, livros de poesia, entre outros materiais.

Em 2018 a metodologia ganhou o prêmio nacional Itaú-Unicef com parceria do núcleo de ensino da Unidade de Internação de Santa Maria. Em 2019 o projeto iniciou uma ação de acompanhamento de meninos e meninas egressas integrando-os a serviços, estágios, escolas em busca de fortalecer a caminhada cidadã. As edições da Revista Descolados circulam vivas sendo referência para muitos grupos, professores e escolas com solicitações para publicar trechos da publicação em um livro didático e também para integrar bibliotecas brasileiras e internacionais. Também há relatos de estudantes de jornalismo que estudaram a revista como Trabalho de Conclusão de Curso.

Rede de Mulheres: organização e fortalecimento do grupo

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Muita coisa mudou nesses dez anos de atuação. Em 2009, quando o projeto Rede de Mulheres para Comercialização Solidária foi apresentado pela Casa da Mulher do Nordeste, de Recife (PE), o grupo atuava dentro de um pequeno espaço cedido por uma organização parceira, e sempre houve o desejo de que a Rede de Mulheres deveria ter seu espaço próprio. Foi a partir do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social de 2009, que o grupo conseguiu aprovar alguns pequenos recursos para financiar algumas ações com as mulheres e conseguiu alugar um espaço de trabalho que comportasse a demanda de trabalho da organização. A Rede conseguiu montar um escritório pequeno e com alguns equipamentos que ajudaram na qualificação do trabalho tanto no campo, com as mulheres, como internamente. Também foi composta uma equipe com duas educadoras sociais, que passaram a contribuir diretamente com as ações da Rede. “De fato, esse Prêmio foi o grande incentivador da Rede de Mulheres no fortalecimento do seu projeto político de transformar politicamente e economicamente a vida das mulheres sertanejas, tanto no campo como na cidade”, avalia a educadora social, Ana Cristina, que responde pela entidade.

Segundo Ana Cristina, durante esses dez anos, muitas coisas importantes aconteceram. Após o Prêmio de 2009, a Rede conseguiu o apoio financeiro de algumas organizações como a Brazil Foundation, Aliança Empreendedora, Fundo Brasil de Direitos Humanos, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade e outras organizações que contribuíram para o fortalecimento da organização. O grupo também conseguiu mobilizar mais mulheres para integrar-se a Rede e atualmente está discutindo a criação de um plano de mobilização de recursos para que a organização consiga sustentabilidade financeira. Além disso, a Rede conseguiu organizar dois espaços de comercialização dos produtos das mulheres, tanto para as mulheres que trabalham na agricultura, quanto para as que trabalham com a produção de artesanatos. A entidade também possui uma loja van, em alguns eventos e feiras nos municípios do Sertão e adquiriu um trailer que fornece alimentação na feira livre na cidade de São José do Egito (PE). Todos esses espaços são geridos pelas próprias mulheres com a colaboração e apoio da equipe.
Premiações da Rede de Mulheres:

  • Prêmio Tecnologia Social na categoria "Participação das mulheres na Gestão de Projetos Sociais" - Fundação Banco do Brasil - 2009
  • Prêmio "Mulheres que Produzem o Brasil Sustentável" - Secretaria Nacional de políticas para as Mulheres - 2013;
  • Prêmio "Objetivos de Desenvolvimento do Milênio" - Autonomia e Valorização das Mulheres - Gabinete da presidência da República e Organização das Nações Unidas - ONU - 2014;
  • Prêmio "Boas práticas em Economia Solidária" - Secretaria Nacional de economia Solidária (SENAES), Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e Ministério do Trabalho (MTE) - 2015.

Todas as tecnologias sociais entrevistadas para esta matéria estão inseridas no Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil e podem ser consultadas para reaplicação das metodologias para qualquer região do País. Acesse: http://tecnologiasocial.fbb.org.br e conheça. São 986 iniciativas. Neste ano o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social chega à sua 10ª edição. O lançamento está previsto para fevereiro. Continue acompanhando nossas matérias para saber o prazo das inscrições

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Trabalho envolve plantio de mudas nativas em sistema de agrofloresta e educação ambiental

A região do Médio Paraíba do Sul, no Estado do Rio de Janeiro, abriga a Ong Vale Verdejante, entidade que realiza um importante trabalho de recuperação de áreas degradadas da Mata Atlântica, com práticas ambientais de conservação do bioma e sensibilização junto à população. Em 12 anos de existência, a ONG promoveu o plantio de 5 mil mudas nativas de pau brasil, pau jacaré, pau formiga, pau ferro, grumichama, pitangueiras, cedro rosa, jequitibá, tamboril, guapuruvu e juçara, entre outras espécies.

As tecnologias sociais são aliadas no trabalho de manter, enriquecer e dar continuidade ao reflorestamento, garantindo o sucesso do projeto. A ONG buscou no Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação Banco do Brasil três metodologias certificadas - Acordos Sustentáveis, para mapeamento e uso dos recursos naturais; Agrofloresta, que une o plantio com a preservação da floresta; e Meliponários Demonstrativos, para criação de abelhas sem ferrão, que contribuem para o reflorestamento por meio da polinização. O trabalho é desenvolvido por meio da convivência harmoniosa de várias atividades - cultivo de horta, galinheiro e meliponário.

Em 2017, a Vale Verdejante foi contemplada com o primeiro projeto da Fundação BB, no valor de R$ 60 mil. O recurso foi usado na promoção da educação ambiental, desenvolvimento de práticas agroecológicas e introdução à economia solidária para crianças, jovens e mulheres. Em setembro deste ano, foi assinado novo convênio, referente ao projeto "Reflorestamento e Educação - Integração Urbana-Rural com Inclusão Social", em parceria com o Projeto Pão de Açúcar Verde, para promover a recuperação ambiental, o enriquecimento florestal, e a integração entre as populações urbana e rural. As ações da parceria abrangeram a face leste do morro do Pão de Açúcar, que irá receber mil árvores durante a execução do projeto. Os dois investimentos sociais foram obtidos por meio do Programa Voluntariado BB-FBB. A Vale Verdejante também oferece cursos e capacitações em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em especial para os jovens.

Em novembro, a Vale Verdejante reuniu 170 pessoas – moradores e voluntários - para um dia de mutirão. Durante a programação, foram plantadas 500 árvores do Bioma Mata Atlântica; houve a construção de canteiro agroflorestal, com mudas de hortaliças diversas; e oficina para inclusão social de pessoas com deficiência, além de apresentações culturais e almoço coletivo.

Trabalho que cura
A Ong Vale Verdejante foi fundada por Denise Thomé, após a morte do marido no voo 1907 da Gol, derrubado pelo jato Legacy numa área de floresta no Mato Grosso, em 2006. Em pouco tempo, Denise conseguiu transformar a dor em força para concretizar um projeto de reflorestamento sonhado pelo casal e pela comunidade. Dois meses após a partida do seu companheiro por 24 anos, ela plantou as primeiras mudas.

O recurso para a compra do Parque Ecológico Mauro Romano, de 30 mil metros quadrados, que abriga a ONG, veio da indenização que recebeu da companhia aérea. “Era um sonho nosso de ajudar os trabalhadores dos sítios da região. Pensávamos em fazer isso com a venda de mudas das plantas, a partir das podas. Após o acontecido decidi lutar para tirar o foco da dor e revertê-la em um processo construtivo. Isso ajudou a todos nós, familiares e amigos”, disse.

Este ano, a ONG recebeu o título de Posto Avançado da Reserva Biosfera Mata Atlântica, concedido pela Unesco a instituições que desenvolvem pelo menos duas das três funções básicas de uma reserva nos campos da proteção da biodiversidade, do desenvolvimento sustentável e do conhecimento científico e tradicional sobre a Mata Atlântica.

“Temos um grupo muito ativo aqui e no Pão de Açúcar, com pessoas dispostas a doarem seu tempo em prol do meio ambiente. Nos últimos anos as novas gerações também vêm se integrando mais ao trabalho coletivo , declarou Denise.

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