Plantio de hortas nas escolas e nas casas das famílias e complementação da merenda com produtos da agricultura familiar local melhoram a qualidade na nutrição

Uma experiência na cidade de Atiquizaya, em El Salvador, a 83 quilômetros ao norte da capital San Salvador, está ajudando a combater a desnutrição infantil nas camadas mais pobres da população, ao mesmo tempo em que garante mercado consumidor para os agricultores familiares locais. A Tecnologia Social Escolas Sustentáveis, organizada pela prefeitura da cidade, promove a educação alimentar e nutricional por meio do plantio de hortas nas escolas e nas casas das famílias.

Além de ser enriquecida com os vegetais colhidos na horta, a merenda é complementada com a aquisição da produção dos agricultores familiares da região, movimentando a economia local. A iniciativa que concorre ao Prêmio Fundação Banco do Brasil, na Categoria Internacional, tem o apoio da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

A metodologia mobiliza professores, pais e alunos, assim como instituições do governo e da sociedade civil em torno de um planejamento e execução integrados para que a iniciativa tenha êxito. "O projeto permitiu que muitos atores se juntassem para promover o desenvolvimento da economia local, com a compra de produtos da agricultura familiar, e assegurou uma alimentação completa para crianças em idade escolar, assim como contribuiu para a mudança cultural na alimentação das famílias", comenta o chefe da Unidade de Segurança Alimentar e Nutricional de Atiquizaya. Outro benefício foi a melhoria na infraestrutura de cozinhas, cantinas e dispensas dos estabelecimentos de ensino.

De 2013 a 2017, foram implantadas hortas escolares em 22 unidades de ensino em Atiquizaya; 17 pomares são mantidos pelo município. Diariamente, cerca de 30.400 alunos recebem alimentos, incluindo frutas e verduras, além de educação alimentar e nutricional, e 147 associações de produtores fornecem frutas, legumes e ovos para as escolas. O projeto foi reaplicado em outros dois municípios - Izalco e Jiquilisco – abrangendo três escolas em cada.

Saiba mais sobre a Tecnologia Social Escolas Sustentáveis

Prêmio
Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As finalistas internacionais vão receber troféu e vídeo retratando a iniciativa e também serão convidadas a participar do Fórum Internacional de Tecnologia Social, programado para os dias 21 e  22 de novembro em Brasília (DF), véspera da cerimônia de entrega.

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

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Sistemas agroflorestais ajudam famílias a produzir alimentos de maneira sustentável

O Assentamento Três Conquistas, localizado no Paranoá, região administrativa do Distrito Federal, é hoje um lugar com muitas árvores e plantações, que nem de longe lembra o final dos anos 90, quando foi destinado às 65 famílias provenientes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Na época, a terra tinha baixo índice de produtividade, resultado de muitos anos de produção de eucaliptos e capim braquiária.

A mudança aconteceu a partir de 2011, com o uso da Tecnologia Social Sistemas Agroflorestais para Composição de Reserva Legal (Safs), implantada pela Associação dos Trabalhadores Rurais da Reforma Agrária, após a Secretaria de Agricultura informar aos moradores que eles precisariam estabelecer a reserva legal para que pudessem iniciar o processo de regularização de suas parcelas. A metodologia foi apresentada por Maria da Conceição do Nascimento Oliveira, a Ceiça, ex-moradora do assentamento e responsável pela tecnologia.

Os Safs fazem uso de espécies arbóreas de portes e ciclos diferenciados, associadas a cultivos agrícolas, intercaladas de forma que possam aproveitar o espaço de plantio tanto na vertical quanto na horizontal. A técnica é apropriada para recuperar solos degradados, promover equilíbrio ambiental, infiltração de água no solo, garantir autonomia alimentar e estreitar a relação do homem com a terra.

Hoje, 32 propriedades na região trabalham com a metodologia e já são mais de 10 hectares reflorestados com árvores nativas do Cerrado. Entre as espécies plantadas estão jatobá, pequi, araçá, cagaita, paineira rosa, ipê (branco, rosa e amarelo), imburana e angico. Além disso, os moradores cultivam banana, mamão, abacaxi, feijão, milho, abóbora, melancia, batata doce, cana, maxixe, quiabo, mandioca e gergelim. A produção ajuda na subsistência e melhoria da renda familiar.

Ceiça, que tem graduação em agroecologia, conta que no projeto todas as decisões são tomadas em conjunto, de forma democrática e participativa e que a participação das mulheres no desenvolvimento das ações foi essencial para o sucesso do projeto. “Elas têm um cuidado todo especial e uma preocupação em oferecer o alimento mais natural para as famílias”.

Após duas décadas em que a terra foi entregue às famílias, mais da metade dos moradores são pioneiros, assim como Gilberto Ribeiro dos Santos. Na sua propriedade de 15 hectares ele explica que produz e comercializa um pouco de tudo. “Somos orgulhosos do que já fizemos, porque lutamos muito para chegar até aqui. Hoje trabalhamos na sombra e temos diversidade na produção, o que nos permite colheita o ano inteiro. Nosso assentamento é visto como referência em produção sustentável, tanto que recebemos visitas de estudantes o ano inteiro”, conclui.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro e tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.



A divulgação deste projeto contempla quatro 
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Atividade é desenvolvida no distrito paulista de Campo Limpo e concorre ao Prêmio de Tecnologia Social da Fundação BB

Silvestre e Vera são dois moradores entre as 216 mil pessoas que residem no distrito de Campo Limpo, zona Sul de São Paulo. Ele, proprietário de um açougue no bairro Jardim Maria Sampaio, via-se ameaçado com a abertura de um grande supermercado na região. Ela, dona de casa, tinha um sonho de começar o seu próprio negócio e aumentar a renda da casa, porém não tinha emprego fixo e nem as economias davam conta das despesas da casa. As histórias dessas duas pessoas passaram por uma grande transformação depois de conhecerem o Banco Comunitário União Sampaio, aberto pela União Popular de Mulheres do Campo Limpo (UPM), em 2009 e que concorre como finalista no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social deste ano.

Frente às dificuldades situacionais do bairro, como a grande concentração de população de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social, as associadas pensaram numa alternativa para fomentar a atividade econômica local e gerar renda para as pessoas da região, principalmente para fortalecer o protagonismo das mulheres e pequenos empreendimentos solidários e desenvolveram uma metodologia econômica que gerou bons resultados. A ideia foi criar uma moeda social para circular apenas dentro do próprio bairro, o “Sampaio” e com isso, passou a oferecer crédito para os moradores da região, usando como apoio a análise de um Conselho de Análise de Crédito (CAC), formado também por moradores da localidade.

Segundo Neide de Fátima Abati, presidente da UPM, qualquer pessoa do bairro pode solicitar o empréstimo, mas a preferência é para mulheres chefes do lar. Após preencher um cadastro, a solicitação passa pela avaliação do Conselho, que faz visitas presenciais às casas dos solicitantes e fazem um acompanhamento financeiro, inclusive com instruções de conscientização do empréstimo. O solicitante recebe o valor em “Sampaios”, moeda que é aceita apenas por comerciantes credenciados do bairro. “O pagamento de volta para o banco pode ser parcelado e dependendo do valor do empréstimo, não há juros - e quando há, são menores do que os bancos convencionais”, garante Neide.

O açougueiro Silvestre foi um dos primeiros comerciantes a aderir ao “Sampaio”. Após aceitar a moeda social, ele ganhou a fidelização de seus clientes e já contabilizou 30% de crescimento em um período de dois anos, o que permitiu ampliar o seu negócio e não se preocupar mais com a ameaça de outros concorrentes. Já a moradora Vera realizou o curso de panificação em um dos núcleos da UPM e em 2015 procurou o banco para realizar um empréstimo com a finalidade de comprar materiais para produzir pães para venda. O pequeno negócio gerou lucro e hoje ela continua recebendo encomendas de pães, além de ministrar cursos de panificação para dividir a experiência com outras moradoras do bairro.

Neide explica que os comerciantes são conscientes do impacto positivo pelo uso da moeda local para o reforço do seu negócio. “O “Sampaio” é fundamental para melhorar a vida das pessoas no bairro, que muito interessa aos comerciantes. Não só por uma questão de sentimento de solidariedade, que existe realmente entre eles, mas também por que veem nesta dinâmica econômica a saída para a sobrevivência de seus negócios”, conclui.

A moeda

A cédula do “Sampaio” é produzida em parceria com o Banco Palmas do Ceará, que comanda a rede de Bancos Comunitários. Ela é feita com papel moeda e com marca d’água especial para evitar falsificações.  Cerca de 30 comerciantes já aderiram à moeda entre mercadinhos, lojas, farmácias, salões de beleza e lanchonetes.

Segundo Neide, o banco já atendeu mais de três mil pessoas desde sua fundação, fortalecendo assim uma rede de economia solidaria local. “Não há uma média de valores do empréstimo. Já atendemos desde grandes empréstimos, como cinco mil reais, até pequenos valores de 100 reais, em função das necessidades e capacidade econômica de devolução”, explica.

Esta iniciativa foi inscrita no prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil neste ano e foi certificada como tecnologia social. Agora ela é uma das 18 finalistas e concorre como ao prêmio de R$ 50 mil, na categoria Economia Solidária. A proposta também já compõe o Banco de Tecnologias Sociais e pode ser reaplicada em outras localidades.

Conheça outras iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 em fbb.org.br/finalistas

Sobre o Prêmio

O Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio 

Veja aqui a lista das 173 certificadas

 

 


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Como conseguir o empréstimo de "Sampaios"?


Público alvo: Mulheres da comunidade em situação de vulnerabilidade social, pequenos empreendimentos solidários, empréstimos destinados à moradia e ao consumo local.

• Solicitação do empréstimo com preenchimento do cadastro

• Palestra para conscientização do processo de crédito

• Análise da ficha com vista à casa do solicitante e vizinhos

• Geração de informe e deliberação dos membros do CAC

• Retorno ao solicitante (com ou sem aprovação)

• Apoio de assistência social para fazer um acompanhamento da evolução do solicitante, sem aprovação do crédito, para que possa conseguir o empréstimo mais adiante.

• Análise e apoio social, para além da necessidade financeira, com um atendimento em busca do desenvolvimento familiar, por meio de encaminhamentos à rede sócio assistencial e recursos da comunidade.

• Pagamento do empréstimo realizado pelo solicitante

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A divulgação deste projeto contempla seis Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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No total, são 18 iniciativas do Brasil e três da América Latina na disputa pelo troféu

O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social divulgou nesta terça–feira,15, as 18 iniciativas finalistas das categorias nacionais e três internacionais. Nove das selecionadas para a fase final são do estado de São Paulo. Dentre as outras metodologias, três são da Bahia, duas do Ceará, duas do Distrito Federal, uma da Paraíba e uma do Rio de Janeiro. Já na categoria internacional, duas tecnologias são da Argentina e uma de El Salvador.

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio 

Veja aqui a lista das 173 certificadas 


As propostas foram classificadas por seis categorias nacionais, Agroecologia, Água e/ou Meio Ambiente, Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital, Economia Solidária, Educação, Saúde e Bem-Estar e uma categoria internacional.

Todas as tecnologias inscritas foram avaliadas por comissão composta por assessores da Fundação BB e representantes da Unesco, Banco Mundial, Ministério do Desenvolvimento Social, Secretaria da Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário e o Governo do Distrito Federal.

As categorias da premiação estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela Organização das Nações Unidas para a Agenda 2030. O Prêmio tem como objetivo promover as tecnologias sociais como ferramentas de baixo custo e com envolvimento das comunidades para o desenvolvimento sustentável.

A próxima etapa é a escolha das vencedoras em cada categoria. As vencedoras nacionais receberão a premiação de R$ 50 mil, um troféu e um vídeo retratando a iniciativa. Já as 21 finalistas serão convidadas a participar do Fórum Internacional de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (DF), em novembro deste ano. O evento contará com a presença de especialistas no tema, assim como de integrantes de tecnologias certificadas, do Banco de Tecnologias Sociais (BTS). O objetivo do encontro é debater o conceito de tecnologia social como instrumento do desenvolvimento sustentável. 

Antes de ser classificada para a fase final, cada tecnologia foi avaliada conforme os parâmetros de mérito da transformação social, efetividade, reaplicabilidade, interação com a comunidade, inovação social, respeito aos valores de protagonismo social, cultural, cuidado ambiental e solidariedade econômica, e ainda, com validação dos documentos exigidos noregulamento ato de inscrição.

Para valorizar o empoderamento feminino, as iniciativas que apresentaram o engajamento de mulheres e meninas receberam bonificação na pontuação total obtida pela avaliação.

Na edição de 2017, o Prêmio buscou a integração com os países da América Latina e Caribe, como forma de trazer soluções inovadoras para serem reaplicadas no Brasil.

“Identificar e reconhecer tais metodologias é muito importante, pois as tecnologias sociais constituem-se em valioso instrumento de transformação social", declarou Asclepius Soares, presidente da Fundação BB.

Esta edição do Prêmio tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Banco de Tecnologias Sociais

Da lista inicial composta por 735 inscrições, 173 tecnologias sociais passaram a fazer parte do Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação Banco do Brasil, uma base de dados online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. Hoje são 995 iniciativas aptas e disponíveis para reaplicação.

A divulgação deste prêmio contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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