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Reestruturação da feira municipal recebeu investimento social da Fundação BB e Cáritas Brasileira para impulsionar comércio local com soluções digitais de pagamento

A cidade de Boqueirão, no interior da Paraíba, foi mais uma a receber o projeto Nossa Feira Popular e Solidária - iniciativa estratégica do Banco do Brasil intitulada Município Mais que Digital, em parceria com os municípios e o apoio da Fundação Banco do Brasil e Cáritas Brasileira. A reinauguração da feira ocorreu no dia 15 e terá novas edições sempre aos sábados, em frente ao Mercado Municipal. O objetivo do Município Mais que Digital é fortalecer a economia local, por meio da educação financeira e do estímulo às soluções digitais de pagamento, sendo uma abordagem com perspectiva territorial que beneficia todos os atores locais e de promoção do desenvolvimento sustentável.

Antes de Boqueirão, os municípios que já receberam Nossa Feira Popular e Solidária foram: Castelo do Piauí (PI) e Pedreiras (MA). Para a reestruturação das feiras, os comerciantes receberam barracas padronizadas, capacitação de educação financeira e os estudantes da rede municipal receberam a cartilha “Conectados”, que aborda os benefícios da utilização dos meios digitais de pagamento.

Como forma de mobilizar os feirantes de Boqueirão, a gerente da agência local do Banco do Brasil, Angela Freitas, fez um sorteio de uma máquina de pagamento. “A ideia é divulgar o aparelho e mostrar para os feirantes que é possível a utilização de outras formas de pagamento, para além do dinheiro”, destaca a gerente.

O ganhador do sorteio foi o feirante Rafael da Silva, um dos líderes da Associação dos Feirantes, Ambulantes e Comerciantes de Boqueirão. Ele conta que a cidade recebeu muito bem a reorganização da feira e que muitos clientes elogiaram o projeto. “As pessoas que passaram por aqui elogiaram as barracas, a coleta seletiva e se sentiram muito felizes porque isto ajuda até no aumento do turismo”, avalia.

Além de Angela Freitas e do superintendente regional do Banco do Brasil de Campina Grande, Célio Cintra, também participaram da solenidade o vice-prefeito Marcos Freitas, representantes da Cáritas Brasileira e o gerente de Implementação de Programas e Projetos, André Grangeiro, representando a Fundação BB.

Nossa Feira Popular e Solidária

O Projeto Nossa Feira Popular e Solidária recebeu investimento social da Fundação BB no valor de R$ 10 milhões para ser usado em duas etapas e atender 21 municípios, em quatro estados do nordeste brasileiro: Piauí, Paraíba, Maranhão e Bahia.

Na primeira etapa foram disponibilizados R$ 2 milhões e no atual estágio, o investimento é de cerca de R$ 8 milhões, que está sendo usado na revitalização, estruturação das feiras , formação dos feirantes com capacitações nas áreas de educação financeira, empreendedorismo e gestão dos resíduos sólidos. A iniciativa tem como objetivo reconhecer a importância das feiras livres enquanto ponto comercial por onde circula representativa parcela da população e a influência destes espaços na construção cultural dos municípios brasileiros.

Investimento Social na Paraíba

Nos últimos dez anos a Fundação BB investiu mais de R$ 55 milhões no estado da Paraíba. Foram mais de 165 projetos executados, em 98 municípios e mais de 480 mil pessoas atendidas.

O maior investimento no estado foi em projetos para construção de cisternas (Água para Beber e Água de Produção), que somou mais de R$ 35 milhões. O segundo maior investimento foi na área de educação, sendo R$ 3 milhões repassados para o programa AABB Comunidade, que atende crianças e adolescentes no contraturno escolar. Além disso, os projetos de agroecologia receberam aporte de mais de R$ 2 milhões.

 

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Projeto que conta com a parceria da Fundação BB já colhe frutos dos cincos anos de atuação na região da Bacia do Pipiripau

O casal Vicente de Paulo e Jalile Cardoso são agricultores familiares que vivem do plantio de hortaliças, plantas para jardinagem e da venda de refeições na região rural do Distrito Federal. A família é uma das 177 participantes do projeto Produtor de Água no Pipiripau. Orgulhoso do trabalho que faz na conservação dos recursos hídricos, o agricultor conta que mudou o jeito de pensar e de trabalhar. Para abastecer a casa e os 30 hectares da família, que fica a 1,7 quilômetro do rio Pipiripau, a família faz uso de água das minas, por meio de gravidade e sem bombeamento e já plantou 2.700 mudas de árvores do Cerrado.

O projeto teve início em 2010, para promover a melhoria das condições ambientais e hidrológicas do Ribeirão Pipiripau, bacia de grande relevância para o Distrito Federal.  O conjunto de iniciativas promove a readequação ambiental da bacia, incluindo práticas de manejo do solo, da água, de produção agrícola e de recomposição de matas de galeria, além do pagamento pelos serviços ambientais prestados pelos produtores rurais por manterem suas propriedades ambientalmente adequadas ao projeto.

E é o que faz Daniel Almeida, um jovem produtor rural, de 30 anos, que há um ano assumiu a chácara 2 no Núcleo Rural Taquara, uma das propriedades atendidas pelo projeto. Nos 28 hectares que lhe pertencem, recebeu alguns benefícios que ajudaram a aumentar a capacidade de infiltração da água no solo e a recarga de água do lençol freático.

Já os irmãos Thiago e Diogo Kaiser são dois jovens promissores atendidos pelo projeto. Na chácara “Pé na Terra”, eles apostam no sistema de trabalho denominado CSA - Comunidades que Sustentam a Agricultura, que visa cuidar do meio ambiente e proporcionar alimentos mais saudáveis para as famílias e as futuras gerações. Com o cultivo sem uso de defensivos químicos, eles passaram a fazer parte de uma rede de agricultores familiares e coagricultores, que abastecem diversos pontos estratégicos do Distrito Federal com frutas, verduras e legumes orgânicos. “Somos orgulhosos de fazer parte desse projeto que implanta no agricultor a vontade de cuidar do meio ambiente e da biodiversidade”, disse Diogo.

Tecnologia social
O CSA é uma prática adotada por grupos de consumidores que se unem a um agricultor e se tornam corresponsáveis pela produção – desde bancar previamente o plantio, em cotas mensais, passando pela gestão financeira e administrativa do empreendimento até a distribuição da colheita entre os participantes. Sem precisar se preocupar com os recursos financeiros e a logística de distribuição, o agricultor pode focar somente na produção, o que o motiva a permanecer no campo. Os integrantes do grupo recebem de volta o investimento financeiro em cotas de alimentos retirados semanalmente. Em 2017, a prática de Botucatu (SP) foi finalista na categoria Economia Solidária do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social.

No Distrito Federal existe o CSA Brasília, composto por cerca de 20 grupos, um deles é CSA Pé na Terra, que tem a participação dos irmãos Thiago e Diogo e que é acompanhado pela Associação de Produtores Agroecológicos do Alto São Bartolomeu (Aprospera).

Na quarta-feira (21), a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Adasa), organizou uma visita técnica às propriedades atendidas pelo projeto Produtores de Água. A ação integrou a programação do 8º Fórum Mundial da Água e levou 40 pessoas para conhecer de perto o trabalho realizado pelos produtores e agricultores familiares na conservação do solo, restauração das Áreas de Preservação Permanente (APP) e vegetação nativa.

A comitiva composta por técnicos, especialista em água e meio ambiente, visitantes e jornalistas pôde conhecer também a Estação de Captação de Água do Pipiripau. Desde o ano 2000, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) começou a operar na região, captando água para o abastecimento das cidades de Sobradinho e Planaltina (DF). O trabalho é feito por meio de decantação, sem uso de produtos químicos. Após esse processo, os 300 litros de água captados por segundo seguem para a estação de tratamento.

O Produtor de Água do Pipiripau é fruto de uma articulação multiinstitucional de dezesseis atores assinantes do Acordo de Cooperação, construído com base na determinação das instituições e do comprometimento dos produtores rurais, peças fundamentais para o desenvolvimento desse trabalho. Hoje, além da restauração ambiental, existem produtores conscientizados sobre a importância do uso adequado do meio ambiente, onde cada um assume a adoção de boas práticas de produção agrícola e compromissos dentro do planejamento do programa.

Entre as ações realizadas destacam-se: 177 contratos assinados; 360 mil mudas plantadas; 134 mil metros de estradas recuperadas; construção de 1.014 bacias de retenção; recuperação de 202 bacias de retenção; construção de 1.858 ondulações transversais; 310 hectares de terraceamentos e manutenção de cerca de mil hectares de terraceamentos.

Fazem parte do projeto as seguintes instituições: Adasa, ANA, Caesb, Emater/DF, Fundação Banco do Brasil, Embrapa, Banco do Brasil, Ibram, Secretaria de Agricultura, Secretaria do Meio Ambiente, Rede de Sementes do Cerrado, Sudeco, The Nature Conservancy, WWF, DEF/DF e UnB

Livro 
O Produtor de Águas gerou frutos que resultaram no livro “A Experiência do Projeto Produtor de Água do Pipiripau”, lançado no dia 19 , no 8º Fórum Mundial da Água. A obra traz a caracterização física da bacia, sua história, objetivos, planejamento e governança. Nele estão reunidas, também, as lições e os desafios enfrentados nos primeiros cinco anos do projeto, assim como as expectativas para os próximos cinco anos, dada a renovação do Acordo de Cooperação Técnica.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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