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Escola de Comunicação Comunitária oferece formação e oportunidade de trabalho e renda para estimular a mobilização social de jovens

Um espaço de aprendizagem em que todos aprendem com todos. Um local onde a afetividade, a criatividade e a capacidade crítica são valorizadas e as tecnologias de comunicação usadas para o desenvolvimento pessoal e o conhecimento da comunidade e da cultura local. Assim nasceu e se consolidou a Escola Comunitária de Comunicação, por onde já passaram mais de 130 jovens de 16 a 24 anos de escolas públicas e privadas, no bairro Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo. A experiência concorre ao Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017, na categoria Educação.

O bairro está entre os campeões em número de homicídios na capital paulistana e tem grande concentração de jovens. Para oferecer a eles oportunidades de crescimento pessoal, geração de renda e de contribuir com o desenvolvimento da comunidade, um grupo de jovens criou o projeto como uma ferramenta para a mobilização juvenil e transformação social.

A formação em produção comunicativa tem duração de três anos, sendo dividida em três ciclos. No primeiro ciclo, os jovens são estimulados a fazer uma pesquisa sobre o ambiente familiar, escolar e da comunidade local, por meio da metodologia investigação apreciativa. A partir daí, são desenvolvidas histórias adaptadas para quatro diferentes mídias: jornal, rádio, fotografia e vídeo. No segundo ciclo, os participantes são monitorados por profissionais de comunicação para exercitar os conceitos aprendidos de maneira prática. Na última fase, os estudantes passam a atuar na produtora do projeto, já como atividade profissional.

Leonardo Pereira dos Santos, iniciou sua experiência aos 16 anos e descobriu sua aptidão e habilidade para trabalhar com desenho pelo projeto. Agora, aos 20 anos, ele é diretor da Escola Comunitária. "É muito instigante ver as pessoas descobrindo que o próprio talento pode mudar muito as nossas comunidades."

Nas cinco turmas formadas, os participantes produziram documentários sobre moradores de Campo Limpo, curtas-metragens, fanzines, exposições, blogs, rádio novela, telejornal e grafitagem de muro. Além disso, foram firmadas parcerias com organizações sociais como Projeto Arrastão, Periferia em Movimento, União Popular de Mulheres, Brechoteca, I Love Laje, Sarau do Binho, e espaços públicos como o Parque Santo Dias, Casa de Cultura do Campo Limpo e Subprefeitura.

Saiba mais sobre a tecnologia social neste vídeo

Conheça outras iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 em fbb.org.br/finalistas

Prêmio
No total, 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional concorrem ao Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. O evento de premiação será realizado em novembro. Entre as 735 inscritas neste ano, 173 foram certificadas e passaram a constar no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online gratuito mantido pela Fundação BB. Nesta edição, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Visite a Escola Comunitária de Comunicação no BTS

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio

Veja aqui a lista das 173 certificadas

Visite o site do Prêmio

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Dessalinizadores de baixo custo, que funcionam à base de luz solar, foram implantados na região do Seridó paraibano

Um dessalinizador solar com capacidade para produzir água potável, sem uso de eletricidade, de elementos filtrantes e livre de produtos químicos tem sido alternativa para as famílias do semiárido paraibano enfrentarem as longas estiagens.

O acesso à água considerada de boa qualidade para beber e cozinhar só é possível graças à parceria da Cooperativa de Trabalho Múltiplo de Apoio às Organizações de Autopromoção (Coonap), de Campina Grande, com a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), que está aproveitando o potencial de energia solar disponível na região para implementar unidades da tecnologia social “Dessalinizadores Solares” em assentamentos de agricultores familiares. A metodologia é finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, na Categoria Água e/ou Meio Ambiente.

O modelo consiste em uma caixa construída com placas pré-moldadas de concreto, com cobertura de vidro, que possibilita a passagem da radiação solar. Com isso, aumenta-se a temperatura dentro do dessalinizador, fazendo com que ocorra a evaporação da água armazenada numa lona encerada (“lona de caminhão”).

Os processos de dessalinização e desinfecção da água ocorrem quando a alta temperatura no interior do dessalinizador provoca a evaporação da água, que entra em contato com a superfície (de vidro ou cano) resfriada e acaba por condensar, voltando ao estado líquido, mas agora sem os sais ou contaminantes antes existentes. Além de promover a retirada dos sais, o método também elimina os microrganismos patógenos, especialmente as bactérias que causam doenças, a exemplo da Escherichia Coli. Cada unidade do dessalinizador produz um volume de água potável de cerca de 16 litros/dia.

Francisco Loureiro, professor da UEPB e coordenador da tecnologia explica que a adesão ao programa tem sido grande, por se tratar de um método simples, de baixo custo, de fácil construção e manutenção. “Atendemos comunidades em que os moradores eram obrigados a consumirem água de poços artesianos com elevado nível de contaminação biológica e química (sais) e que traziam consequentes danos à saúde, ou eram obrigados a caminhar por horas para ter acesso a água potável.

Trinta e sete famílias moradoras dos assentamentos Belo Monte I, no município de Pedra Lavrada, Belo Monte II, em Cubati, e Olho D’Água, em Seridó, que se encontram em uma das regiões mais secas do estado, foram beneficiadas com a implementação de 28 dessalinizadores. A família do produtor José Eriberto de Oliveira e da agente de saúde Áurea Lúcia Lopes de Oliveira foi uma das contempladas com a metodologia. Eles contam que, antes, a água que a família bebia era comprada por R$ 3 o balde com 20 litros e que hoje divide com outras três famílias vizinhas a água do dessalinizador que foi instalado na propriedade.

“Estamos numa região que chove muito pouco e a nossa luta é que essas famílias continuem sobrevivendo da sua terra. Nosso objetivo é fixar o homem do campo na sua terra com água boa que atenda as suas necessidades” declarou o professor.

A parceria com a UEPB também garante assistência técnica e capacitação para as famílias, o que possibilita a compreensão sobre o funcionamento da tecnologia e, especialmente, sua disseminação social.

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Sobre o Prêmio 
O Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro. Entre as 735 inscritas neste ano, 173 foram certificadas e passaram a constar no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online gratuito mantido pela Fundação BB.

Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio 

Veja aqui a lista das 173 certificadas 


A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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"Arte na Palha Crioula", Iniciativa de Guapiara (SP) que resgata a tradição cultural e contribui para melhoria da renda das famílias, é finalista do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social

A tecnologia social “Arte na Palha Crioula: Banco de Milhos Crioulos”, do município de Guapiara, interior de São Paulo, traz na palha do milho, que normalmente é descartada, o grande segredo de sucesso. Naturalmente colorida em tons de vermelho e roxo, a palha do milho é usada na produção de artesanatos decorativos e utilitários de alta qualidade.

Mas para garantir o sucesso da metodologia, o trabalho das mulheres da Associação Arte e Vida de Mulheres Artesãs,finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, na Categoria Agroecologia, começa bem antes, com a escolha das melhores sementes, seguida da preparação do solo para a plantação. E para garantir uma boa cultura,também verifica-se as fases da lua, sendo que a minguante é a recomendada, principalmente na última semana de julho e entre os meses de setembro a dezembro. Todo esse processo faz parte de um trabalho de resgate na plantação das sementes crioulas, que foram utilizadas pelas agricultores de gerações anteriores e passaram pela seleção natural de milhares de anos, com grãos mais resistentes e menos dependentes de substâncias sintéticas.

Nascida na roça, a idealizadora da tecnologia, Alice de Oliveira Almeida, viu no oficio que aprendeu com o pai, uma forma de valorizar o artesanato local e de diversificar as atividades de geração de renda para as mulheres da região. Em 2005, Alice foi convidada pela prefeitura local para ministrar a arte do trançado para um grupo de mulheres.

O trabalho - totalmente artesanal - é feito com auxílio de uma agulha de arame, que também é confeccionada pelas artesãs. As palhas menores são utilizadas na produção de flores de variados modelos e tamanhos e as mais largas na produção de bonecas. Na lista de produtos, há também cestarias, vasos, santos, galinhas, jogos americanos, petecas, bolsas, chapéus e revestimento para móveis.

“Passei para as mulheres as técnicas que aprendi em casa e hoje colhemos do fruto do nosso trabalho. Essa arte ajuda no fortalecimento das mulheres e na continuidade das sementes crioulas". Alice comentou também que as novas gerações estão iniciando na produção. "As filhas das artesãs já se mostram interessadas no trabalho das mães. Muitas já ajudam na confecção das peças e no orçamento familiar", acrescentou. Hoje todo trabalho com a cadeia produtiva é realizado pelo grupo.

Alice explica ainda que, no manejo das sementes crioulas, é preciso esperar seis meses após o plantio para a colheita do milho seco e para a retirada das palhas para produção do artesanato. Nessa fase, se faz a seleção das sementes para um novo plantio e as que sobram podem ser utilizadas na produção de fubá, farinha quirera (milho mais quebrado, usado na alimentação de galinhas) ou para consumo animal.

Com o intuito de diversificar ainda mais a produção, sempre que participam de feiras, as mulheres fazem trocas de sementes crioulas com agricultores de outras regiões, indígenas e quilombolas. Para assegurar a continuidade do projeto, as mulheres já participaram de diversos cursos de capacitação, como de viabilidade econômica, formação de preços e designer de produtos.

Maria Aparecida da Silveira, de 74 anos, mais conhecida como dona Cida, é a artesã mais velha do grupo. Ela conta que aprendeu a trabalhar com palha ainda criança, aos seis e sete anos, e que continua até hoje, com amor pelo que faz. Eu via aquelas espigas bonitas e comecei a fazer as bonecas. Quando me casei parei para cuidar dos filhos, mas assim que eles cresceram retomei meu trabalho. Eu mesma crio as minhas peças e com a venda delas já realizei muitos sonhos”, disse.

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Sobre o Prêmio

No total, 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional concorrem ao Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. O evento de premiação será realizado em novembro. Entre as 735 inscritas neste ano, 173 foram certificadas e passaram a constar no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online gratuito mantido pela Fundação BB.

Nesta edição, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

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A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Proposta é aplicada pela Fast Food da Política que já disponibilizou seus jogos para quatro mil pessoas

É possível aprender algumas regras do sistema político brasileiro no mesmo intervalo de tempo em que uma pessoa come um hambúrguer? A associação Fast Food da Política, sediada em São Paulo, acredita que sim e por isso desenvolveu uma metodologia lúdica para provocar reflexões e diálogos a respeito da política no país. Ela atua há dois anos desenvolvendo jogos interativos e já atingiu cerca de quatro mil pessoas de diferentes perfis e faixas etárias. A metodologia já foi aplicada em escolas, universidades, órgãos públicos, manifestações e eventos culturais. Agora a iniciativa concorre como finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, na categoria Educação.

A proposta tomou corpo em 2015, em uma grande manifestação em Brasília. A designer Júlia Fernandes de Carvalho e outros colegas saíram de São Paulo com destino à capital federal para aplicar jogos com os manifestantes sobre o sistema político brasileiro. “Ali percebemos o grande desconhecimento acerca do funcionamento das regras e das consequências práticas das reivindicações. Neste momento notamos o poder dos jogos para transformar este cenário”, relembra. Júlia voltou para São Paulo e fundou a associação. “Queríamos garantir um aprendizado político que fosse rápido, delicioso e divertido. Como um fast food”, explica.

A metodologia opera de forma que participantes possam adquirir novos aprendizados, independentemente do grau de conhecimento político que possuem. “Deixando as ideologias de lado, juntamos diferentes perfis de pessoas e faixas etárias para decifrar as regras que regem o funcionamento do nosso Estado. No fim, todos se divertem, aprendem e trocam”, constata a fundadora.

Ao longo dos dois anos de atuação, a equipe já elaborou mais de 80 jogos entre oficiais e protótipos elaborados pelos participantes das oficinas de criação. Quinze deles são sobre o sistema político; cinco são da linha Molho Especial, que trata a questão de gênero e política; os outros jogos são sobre gestão pública. Eles já foram aplicados em cidades como Santos, São Paulo, Jundiaí, Brasília, Cotia e Guarulhos. Atualmente o principal território de atuação é a cidade de São Paulo, mas a partir da certificação de tecnologia social conferida pela Fundação BB neste ano, a iniciativa pode ser reaplicada em outras regiões do país. Veja a proposta no Banco de Tecnologias Sociais.

Reconhecimento como tecnologia social

“Foi ótimo perceber que as pessoas confiam e reconhecem nosso trabalho, além de todo o apoio e o enorme número de pessoas que estão torcendo pela gente”, comenta Júlia sobre ser uma das 21 finalistas na 9ª edição do Prêmio. Para ela, foi uma honra ter chegado à etapa final ao lado de outros projetos tão relevantes. “Isso nos deu mais energia para continuar”, resume. Ela diz que, se vencedora, a Fast Food pretende contar com parcerias em diversas localidades, proporcionando uma atuação em rede e assim realizar o sonho de promover educação política em todos os estados brasileiros.

O adolescente Gustavo Goyes foi um dos jogadores da Fast Food da Política e conheceu a metodologia quando foi aplicada no Centro de Juventude do Jardim Vila Madalena, em São Paulo. “Tem pessoas que vêm aqui, falam e conversam sobre política e nós acabamos não aprendendo nada. Por meio de uma simples brincadeira, os jogos da Fast Food nos ensinaram muito”, relata o estudante.

A analista legislativa da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) Tânia Rodrigues Mendes também é uma das pessoas que reconhecem a iniciativa. “Para definirmos o que o Brasil quer ser quando crescer, a diretriz de ação aplicada com esses jogos é estratégica e com alta funcionalidade político-pedagógica, capaz de fazer as pessoas questionarem seus preconceitos políticos, sociais e culturais, além de perceberem suas limitações e potencialidades”, avalia a servidora que atua no setor há 25 anos.

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Acesso gratuito
Todos os jogos estão disponíveis para download no site da associação fastfooddapolitica.com.br. Os arquivos são de utilidade pública, abertos e disponíveis para serem acessados e disseminados livremente. Os recursos materiais necessários são acesso à internet para fazer o download, impressora, papel e cola. As instruções para cada jogo estão presentes nos manuais que também estão disponíveis on-line. A duração da rodada é de aproximadamente 10 minutos.

A edição do 9º Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

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A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Ciclorrotas é finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social e já teve reaplicação em Juiz de Fora (MG)

Elaborar um projeto para integrar rotas de bicicleta à malha viária urbana, com a colaboração de usuários e interessados, e entregar a proposta para o poder público é o objetivo principal da Ciclorrotas - Metodologia Cidadã de Planejamento Cicloviário. A iniciativa da Associação Transporte Ativo é finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017, na categoria Cidades Sustentáveis e Inovação Digital.

A metodologia colocada em prática na região central do Rio de Janeiro surgiu em 2012 e ganhou força na época em que a cidade se preparava para as Olimpíadas de 2016. Os integrantes da associação perceberam que as obras viárias planejadas não favoreciam a bicicleta e criaram uma forma colaborativa para o levantamento das necessidades da população em relação ao transporte sobre duas rodas.

Pelas estatísticas oficiais, de 2014, eram feitas 550 mil viagens de bicicleta por dia na capital fluminense, equivalente a 2,5 por cento dos deslocamentos. Mas a experiência em outros países dizia aos idealizadores do projeto que os números normalmente são quatro vezes maior dos que os dados oficiais.

"Buscamos tudo o que já tinha sido pensado para infraestrutura de bicicleta no centro do Rio, iniciativas do governo e da sociedade civil, desde o inicio do ano 2000. Os trechos que todos apontavam como necessários, passaram a ser parte do nosso projeto também", afirma o presidente da Transporte Ativo e idealizador da iniciativa, Fernando José Lobo.

Após o mapeamento da infraestrutura de transporte já existente e planejada, os organizadores passaram a coletar a opinião dos usuários sobre os trajetos utilizados e os desejados pelos ciclistas. Depois, realizaram oficinas presenciais e consulta pública online para coletar as observações dos interessados em geral. Além disso, fizeram uma contagem do número de bicicletas que circulavam por cinco pontos estratégicos do centro da cidade.

O passo seguinte foi elaborar propostas específicas conforme a situação das diversas vias e trechos do centro da cidade. Dependendo do volume de tráfego e do risco à segurança do ciclista, foram sugeridas ciclofaixas (separação entre carros e bicicletas sem barreira física), ciclovias (separação com barreira física) e vias compartilhadas. A proposta foi submetida à validação em nova oficina. Encerrada a fase de consulta popular e mapeamento, o projeto final propôs 33 quilômetros de ciclorrotas, que foram incorporadas ao Plano de Mobilidade Municipal até 2020, sendo que 20 por cento foram implementados, de acordo com José Lobo. O projeto também foi exposto a visitação pública, onde recebeu novas contribuições da população, que poderão ser aproveitadas na implementação das obras.

A tecnologia ciclorrotas ultrapassou as fronteiras do Rio e começou a ser reaplicada em Juiz de Fora (MG) no ano passado, por iniciativa da ONG Mobilidade JF. O projeto encampado pela prefeitura prevê a implantação de 40 quilômetros de vias para as bicicletas, dos quais foram construídos 11 quilômetros. A associação enfatiza que a mobilização das pessoas junto aos governos é imprescindível para sucesso da iniciativa. "A sociedade civil organizada tem que colocar pressão, tem que cobrar mesmo, pois a cidade é nossa", afirma Guilherme Mendes diretor da Mobilidade JF. Além de continuar cobrando da prefeitura a execução dos 40 quilômetros, eles pretendem fazer uma campanha de conscientização com a população sobre respeito no trânsito e o uso da bicicleta.

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Prêmio
No total, 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional concorrem ao Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. O evento de premiação será realizado em novembro. Entre as 735 inscritas neste ano, 173 foram certificadas e passaram a constar no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online gratuito mantido pela Fundação BB. Nesta edição, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

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A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Tecnologia utiliza a música como inclusão social para a pessoa com autismo e sua família

Diferentemente do que muitas pessoas imaginam, a pessoa com autismo é capaz de desenvolver aptidões para a música e outras atividades. Prova disso é o que vem fazendo a tecnologia social, “Uma Sinfonia Diferente - musical para pessoas com autismo”, do Instituto Steinkopf, de Brasília (DF).

Idealizada pela musicoterapeuta, Ana Carolina Steinkopf, em 2015, a metodologia utiliza a música e seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia) no acompanhamento do autista.

O método consiste em quatro etapas: inscrição e seleção dos participantes; ensaios em pequenos grupos; apresentação pública; e retorno aos ensaios, com a avaliação sobre a evolução dos atendidos. As fases são acompanhadas por uma equipe formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais.

Finalista na categoria Saúde e Bem-Estar, do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, a iniciativa busca conscientizar a população em geral, além de incluir socialmente a pessoa com autismo como protagonista e agente cultural. O projeto ainda promove a saúde e bem-estar dos autistas e seus familiares.

Segundo a musicoterapeuta, a ideia surgiu da vontade de entender o universo da pessoa com autismo a partir das reclamações dos pais sobre as dificuldades de integrar seus filhos. Ela sonha em expandir o método para todo o Brasil e, a partir de pesquisa de mestrado prevista para 2018, consolidá-lo como metodologia científica.

“Uma Sinfonia Diferente é um pedaço de um grande sonho de tornar o Instituto Steinkopf um centro de referência em autismo, com foco na valorização do potencial das pessoas, com centro acadêmico de pesquisas e atendimentos clínicos de excelência”, relata.

Luciana Ribeiro, mãe de Gabriel Luiz, de sete anos, procurou ajuda no Instituto a partir de reportagem que assistiu na TV. “Meu filho já tinha um diagnóstico fechado e resolvi procurar o grupo pela ausência de terapias em grupo para autistas. Nesses dois anos é perceptível como ele está mais sociável. Lá ele é tratado como igual. Foi na música que o Gabriel descobriu o outro”, declara."

A iniciativa promove diversas atividades em grupo, como estimulação musical, ensaios e apresentações. O próximo show está marcado para 19 de outubro às 19 horas na Sala Plínio Marcos da Funarte, em Brasília.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem início na infância e está associado à dificuldade na comunicação (alteração na fala), socialização e a comportamentos repetitivos que têm ocorrência em diferentes contextos.

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Prêmio
Assim como esta iniciativa, o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social tem outras 17 tecnologias nacionais e três internacionais concorrendo à premiação final. As vencedoras serão conhecidas no mês de novembro em cerimônia realizada em Brasília (DF). Esta edição tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

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A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.


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A Ong Litro de Luz já instalou mais de 400 postes com iluminação gratuita, por meio de energia solar

 

“Pode levar, não preciso mais desta lanterna. Agora tenho luz em frente a minha casa”. Foi com este gesto que Pedrinho*, menino da comunidade de Ferraz de Vasconcelos, no interior de São Paulo, agradeceu ao voluntário da Ong Litro de Luz, quando viu pela primeira vez, um poste de luz iluminando a sua rua.

O agradecimento não foi em vão. Pelo menos três comunidades da cidade viviam completamente no escuro, sem a previsão de energia elétrica: Vila Santa Margarida, Brejo e Cidade de Deus. Agora eles contam com postes e lampiões que geram luz através de energia solar. Uma solução eficiente, barata e que agora concorre ao Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social.

No Brasil desde 2014, a Litro de Luz desenvolve soluções ecológicas e economicamente sustentáveis para combater a falta de iluminação nas cinco regiões do país e já impactou diretamente mais de cinco mil pessoas. Foi por meio de uma solução acessível criada pelo brasileiro Alfredo Moser, em 2002 - que usou garrafas pet abastecidas com água e alvejante para solucionar o problema da falta de luz dentro de casa – que o movimento global Liter of Light foi criado nas Filipinas, em 2011.

Segundo Laís Higashi, presidente da Litro de Luz, a Ong conta atualmente com cerca de  150 voluntários entre São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campina Grande, Manaus e Florianópolis. A sede fica em Vila Prudente, em São Paulo. “Uma equipe é responsável pelas demandas e análises das comunidades que serão atendidas. Depois disso, há o contato e o treinamento com os moradores locais, que também participam do projeto”, explica.

A estrutura do poste é toda montada com canos de PVC para facilitar a colocação de cimento e fixação no solo, e possibilitar a passagem de fiação elétrica. Dentro de uma caixa hermética fixada ao corpo do poste, coloca-se a bateria e o circuito responsável pelo acionamento da lâmpada e pela transferência da energia que é captada pela placa solar para recarga da bateria. Finalmente, a placa solar é presa no topo e, para a proteção do led, é utilizada uma garrafa pet. Para arcar com os custos de material a Litro de Luz trabalha com iniciativas como workshops, voluntariado corporativo e ações específicas patrocinadas por parceiras. As garrafas plásticas especificamente são recolhidas por voluntários antes das ações.

Desde o início do projeto a Ong já levou luz para 15 comunidades de sete cidades. E os planos não param por aí. Para 2017 estão previstas instalações em Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo e para a comunidade Kalunga, maior comunidade quilombola do Brasil, localizada na região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Além dos postes solares, que serão colocados nas áreas públicas, serão entregues também lampiões para iluminar ambientes internos e que são fáceis de transportar, permitindo que os moradores os levem de um lugar ao outro. Todas as soluções serão construídas em conjunto, pelos voluntários da Litro de Luz e pelos moradores, que aprendem todo o processo, incluindo a montagem, instalação e manutenção dos postes e dos lampiões.

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Finalista do Prêmio de Tecnologia Social

Foi através da internet que os voluntários da Litro de Luz souberam das inscrições e resolveram participar  do Prêmio. A instituição foi selecionada entre 735 propostas e recebeu a certificação de tecnologia social. Agora é uma das finalistas na categoria “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital” e concorre ao prêmio principal de R$ 50 mil, que será entregue ao primeiro colocado de cada categoria do prêmio, em novembro. “Todos os voluntários estão extremamente animados e sentiram-se reconhecidos com a certificação na primeira fase do Prêmio”, diz Higashi.

Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social é considerado um dos principais do terceiro setor no País. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir a iniciativa Poste de Luz Solar: Litro de Luz Brasil no Banco de Tecnologias Sociais da Fundação BB acessando https://goo.gl/v4k6bD


(*) Pedrinho é um nome fictício.

 A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

 

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